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Full text of "Comunicações, Volumes 5-6"

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COMMUNICAÇÕES 



DA 




DE 



PORTUGAL 



ComuHiGAçOis. Tom. v^— Maio, 1904. 



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COMUNICAÇÕES 



DA 






DE 



PORTUGAL 



Xoin. V 

(com 13 estampas) 



LISBOA 

TYPOORÁFUIA OA AOADEIUA BEAL DAS SCIENCIAS 

1904 



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ORGANISAÇiO DA COVVÍSSÂO DO SERVIÇO GEOLÓGICO 

(Extracto da Organísação dos Serviços da KngeDharia civil, approvada por decreto de S4 de outubro de 1901) 



CAPITULO IV 



Serviços externos a cargo de Commisxões permanentes 
Sua organisaçâo 



Artigo 73,"* Dependentes da DirecçSo Geral das Obras publicas e Minas, func- 
eionarão as seguintes commissOes permanentes, incumbidas de serviços externos. 

a) Commissâo de verificação da resistência das pontes e construcçôes melal- 
lieas; 

6) Commissâo do serviço geológico. 



Commissâo do serviço geológico 

Árt. SÍJ* O serviço geológico comprehende: 

i.^ Os estudos e observações necessárias para a rectificação e publicação da 
carta geológica do rei ao; 

2."* Os trabalhos necessários para a preparação e publicação de cartas geológi- 
cas, em grande escala, de diversas regiões do paiz, acompanhadas de texto descrip- 
tivo, contendo o resuDiO da geographia physica da região representada, da successão 
estratigraphiea das camadas, da sua composição lithologica, dos recursos mineraes 
utilizáveis na industria e na agricultura, e os elem<>ntos principaes de geologia agrí- 
cola; 

3.® O levantamento de perfis e cortes do terreno nos pontos cobertos por de- 
pósitos superficiaes e que sirvam para indicar a constituiçilo do sub-solo, reconhe- 
cida, quando necessário íór, por meio de sondagens; 

L"" Os trabalhos necessários para determinar a natureza e constituição dos ter- 
renos, em que deva assentar qualquer edifício publico, ou ser executada qualquer 



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— VI — 

outra obra, ou ainda d'aqnelle8 em que se pretenda fazer a exploração de materíaes 
de construcçSo, quando esses esclarecimentos tenham sido officialmente solicitados; 

b.^ O estudo de uma determinada regiAo sob um ponto de vista especial e uti- 
litário, como o da existência de aguas subterrâneas, de depósitos de argillas, substan- 
cios fertilizanles e outras; 

G.<* Quaesquer outros trabalhos de geologia, pura ou applicada, tanto sob o ponto 
de vista industrial como agrícola, superiormente ordenados; 

T,** A publicação de monographías, memorias ou quaesquer outros trabalhos 
scientifícos^ relativos aos assumptos a cargo do serviço geológico^ elaborados pelos 
funccionarios privativos d'este serviço ou ainda por indivíduos a elle extranhos, 
quando esses trabalhos sejam julgados de interesse publico pela Gommíssão, e o res- 
pectivo parecer sanccionado pelo Ministro. 

8.» Os estudos archeologicos e prehístorícos que se relacionem com os traba- 
lhos geológicos. 

ArL Sâ.*" Para a execuçSo dos trabalhos a cargo do serviço geológico será este 
dividido em três secções especiacs, a saber: 

1." Estudos de geologia pura e paleontologia; 

2.* Estudos de mineralogia e petrograplna; 

3.* Trabalhos de geologia applicada. 

Árt. 85.® O serviço geológico ficará a cargo de uma commissíío consultiva e de 
uma commissAo executiva. 

a) A commissáo consultiva terá por missão especial dar parecer sobre os pro- 
jectos de trabalhos a executar, e sobre as questões scientiíicas que lhe forem propos- 
tas, especialmente acerca da classificação dos terrenos^ segundo os elementos que lhe 
forem fornecidos pela commissílo executiva. - 

ò) A com missão executiva terá por missão a direcção e execução dos trabalhos 
sob a dependência da Direcção Geral das Obras Publicas e Minas. 

Art. 84.* As commissCes de que trata o artigo anterior terão a seguinte consti- 
tuição : 

l."" Commissão consultiva : 

a) O inspector geral da secção de minas do corpo de engenharía civil, presi- 
dente; 

b) O inspector da mesma secção^ vice-presidente. 

e) Os lentes das cadeiras de geologia, mineralogia e paleontologia das escolas 
superiores e de applicação do reino; 

d) O chefe da repartição de minas; 

é) Geólogos ou naturalistas de notoría competência, até ao numero de três; 

f) O engenheiro mais moderno do serviço geológico^ que servirá de secretario. 
%° Commissíto executiva: 

A commissão executiva será constituída pelo presidente, vice-presidente e se- 
cretario da commissão consultiva. 

§ 1.** Quando as conveniências do serviço o aconselhem, o Ministro poderá no 
mear para os car^'os de presidente e de vice-presidente da conimissão consultiva en- 
genheiros de minas do respectivo quadro^ de categoria inferior á do inspector. 

§ 2.° Aos membros da commissão consultiva não será abonado qualquer ven- 
cimento ou gratificação por este serviço, excepto a passagem em primeira classe em 
caminho de ferro ou vapor, e a ajuda de custo de inspector, quando residam fora e a 
mais de 30 kilometros da capital. 



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— vil — 

Ari. SS.*" O pessoal do senriço geológico, tanto tecbnieo como auxiliar e admi- 
nistrativo, será constituído por um núcleo permanente de funccionarios da secçflo de 
minas do corpo de engenharia civil e seus auxiliares, e de eropregailos subalternos^ 
constituindo o seguinte quadro privativo : 

a) 3 Engenheiros da secção de minas do corpo de engenharia civil; 

ò) 2 Conductores de qualquer categoria ou classe, da mesma secção; 

e) 1 Desenhador do respectivo quadro; 
d) 2 Escripturarios do respectivo quadro; 
$) i Photographo; 

f) t Preparadores para os serviços das collecçtes e do laboratório ; 

g) 4 Goliectores, sendo dois de 1.* e dois de ).* classe; 
h) 2 Serventes. 

Art. 86."* Ao quadro fixado no artigo antecedente poderão ser aggregados, em 
commissflo temporária, segundo o desenvolvimento e a indole especial dos trabalhos 
a executar e as suas aptidões profissionaes, e continuando a perceber os seus venci- 
mentos fixados no Orçamento Geral do Estado, naturalistas, professores, engenhei- 
ros, conductores de obras publicas ou de minas, agrónomos, silvicuUores e regentes 
agrícolas. 

§ único. A commissão executivii do serviço geológico^ requisitará, sob proposta 
fundamentada, por intermédio da Direcção Geral das Obras Publicas e Minas, os func- 
cionarios que, nos tf*rmos d'estc artigo, hajam de servir temporariamente no serviço 
geológico; 

Art 87."* Os vencimentos do pessoal constante dos alíneas a) e e) do artigo SS."* 
será fixado na organisação dos respectivos quadros, e o vencimento annual do pes- 
soal relacionado nos alíneas f) a t) será o constante da seguinte tabeliã: 

Photographo 432^000 

Preparador de collecções, ajudante do laboratório e col- 

lector de i.* classe 27011000 

Collector de 2.* classe 200M00 

Servente Í44ifi000 

§ único. A nomeação e demissão d'este pessoal será feita pelo Ministro, prece- 
dendo proposta fundamentada do presidente da commissão executiva do serviço geo- 
lógico. 

Art SS.*" O custeio do serviço geológico será feito pela verba que lhe fór es-s 
pecialmente destinada no Orçamento Geral do Estado, devendo a commissão execu- 
tiva imprimir-lhe o maior desenvolvimento compatível com a quantia fixada para 
cada anno económico. 

Art. 89."* A commissão executiva do serviço geológico apresentará todos os an- 
nos, até ao dia 31 de julho, um relalorío circumstanciado dos trabalhos eflectuados 
no anno econoiLÍco anterior, e o programma elaborado pela commissão consultiva, 
dos que convenha emprehender succes^ivnmente, pela ordem da sua importância e 
exequibilidade, indicando as verbas que para a sua execução julgar indispensáveis. 

Art 20."* O serviço geológico reger-seha pelas normas estabelecidas para os 
demais serviços externos, dependentes da Direcção Geral das Obras Publicas o Mi- 
nas, competindo ao presidente da commissão executiva, além das attribuiçôes do seu 
cargo, as inherentes aos chefes de serviços externos. 



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— Vllí — 

Art 91.'> O pessoal artístico e subalterno, actaalmente em serviço na DirecçSo 
dos Serviços Geológicos, continuará exercendo as funcçOes qae ali desempenha, ap- 
plicando-se-lhe os vencimentos fixados no arL 87.<*, e sendo-lhe mantidas as preroga- 
tivas e garantias qne presentemente goza. 



Paço, em 24 de outubro de i901.= Ernesto Roddpho Hintz$ Ribeiro = Ar thur 
Alberlo de Campos Henriques = Fernando Mattoso Sanios=lMÍz Augutío Pimentel 
Pinio= António Teixeira de Sousa = Manuel Francisco de Vargas. 

(Diário do Governo, n.<* 246, de 31 de outubro). 



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LES SERYIGES GÉOLOGIQUES DU P0RT06ÂL 



018 



1 0OO A 1 e 03 



L'introdaction au tome iv des cGommunicacões» contíent, en re- 
sume, rhístoíre de la Commíssion géologique dòs sa fondation en 
1857 jusqu^en 1899. Ed suivant le méme système dans le présent vo- 
lume, Dous ne nous rapporterons qu'aux travaux executes à partir de 
cette époque, eu iodiquant Ia constitution du personnel de notre lu- 
stitut géologique eu vertu de la nouvelle orgauisation de ce service, 
approuvé par le décret du 24 oclobre 1901, reproduit en tète de ce 
volume, qui lui doune le titre de: 



OommifliBioii dm Sei*'vioe géalagl^VLe 

Avant d'aborder ce sujet, il est de notre devoir de consacrer quel- 
quês mots à Ia mémoire de deux géologues qui ont rendu service à 
la géologie portugaise. Nous devous mentionner en premíer lieu Témi- 
nent géologue D. José Macphi:hson, dont Ia perte si vivement déplo- 
rée en Espagne, Test également, nous pouvons bien Tassurer, dans 
tout le monde scientiíique. 

D. José MACPHeRSON est décédé à San Ildefonso, prés Segóvia, 
le 11 octobre 1903, à Táge de 63 ans. Doué d*un talent supérieur, 
d'un esprit largement éclairé, d'une activilé infatigable, d'un carac- 
tere libre et Tranc, et se trouvant dans une position de fortune indé- 
pendante, Magphebson réunissait toutes les conditions favorables pour 
aller loin dans la voíe qu'il a suivie; il occupa en effet une place dis- 
tinguée parmi les géologues contemporains. 



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— X — 

Simple, autant de manières que d^habitudes, étranger à toutes les 
grandeurs et à toutes les vanités de ce moude, il a toujours vécu modes- 
tement, en consacrant tout son temps à Tétude à laquelle il s'était voué. 

Cest à Paris qu'il fit librement ses études, suivant les leçons des 
grands maitres en mathématique, en physique et en chimie; plus tard 
il s'est éprís de la minéralogie; puís il étudia la géologíe de TEspagne» 
commençant par la province de Gadíx et étendant ses vues à toute la 
Péninsule. Enfin, il se vona à Ia recherche des transformations subies 
par notre globe dans le cours des ages. 

Nous Dous faisons honneur d'ayoir été compté au nombre de ses 
amis, et jamais nous ne pourrons oublier Taimable réceptíon qu'il nous 
a faite à Madrid en 1878 lors de notre première rencontre, et les rap- 
ports de franche cordialité que nous avons sans cesse maintenus jus- 
qu*à ses derniers jours. 

L'oeuyre scientiíique de Macpherson est três vaste et d'un grand 
prix. Aucun géologue de la Péninsule n'est parvenu à embrasser tant 
de chapitres de Ia science géologique, et bien peu dans les autres pays 
pourront, comme lui, les dominer d'une intelligence supérieure, affran- 
chie de toutes sortes d' entraves ou de restrictions, soit â'écoIes, soit 
de maitres, comme il Ta fait, en donnant libre essor à son esprit in- 
dépendant et original. 

Cest lui qui a implante en Espagne Vétude de la pétrographie, 
qu'il affectionna d'une manière toute particulière, sitõt après la crèa- 
tion de cette branche de la géologie. De plus, Ia géologie dynamiquo 
et Torogénie, ayant spécialement pour but la connaissance de la struc- 
ture de la Péninsule, lui doivent d'importantes contributions, et le Por- 
tugal lui est redevable de Tétude pétrographique d'une partie des ro- 
ches éruptives qu'embrassent les régions mésozoiques étudiées par 
notre dévoué collaborateur Mr. Paul Choffat. Cetle étude a été pu- 
bliée dans nos Communicações (tome i) et dans le BuUeiin de la So- 
ciété géologique de France (1882). 

Nous devons encore rappeler le décès d'un savant illustre qui a 
prété des services non moins importanls à la géologie portugaise, pu- 
bliant plusieurs études sur les Açores, particuliérement sur les iles 
Terceira, Fayal, Pico, S^ Jorge et S^ Michel, qu'il a visitées à plu- 
sieurs reprises. Nous voulons nous rapporler à Fouqué, le célebre 
professeur au Collége de France, membre de llnstitut de France, que 
la mort a surpris soudainement le 7 mars 1903, lorqu'on était loin de 
s'attendre à un pareil dénouement. Fouqué était un des fondateurs 



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— XI — 

de la minéralogie micrographique et le chef de Técole française de pé- 
trographie; quelqaes-uns de nos compatriotes ont reçu des leçons de 
ce maitre respectable. Ea outre, ses eludes sur le volcanísme et les 
tremblements de terre sont bien connues et renommées. Fouquí fiit 
le président du Comité designe par rAcadémie des sciences de Paris 
pour éladier les tremblements de terre qui ont ravagé TAndalousíe 
en décembre de 1884 et dans les premiers moís de 1885. Tout récem- 
ment encore, le gouvernement français Tavaít choisi pour étudier les 
eSets et déterminer les causes des mémes phénoménes dans les An- 
tilles françaises. 

En ce qui concerne le Portugal, Fouqué a fait des études spécia- 
les sur les tremblements de terre des Açores et sur les éruptíons 
Yolcaniques y survenues, surtout celle de f867 prés de Tile Terceira. 
II a fait des observalíons importantes sur les cratères anciens de 
ces iles, ainsi que sur les cratères d'explosion connues sous le nom 
de caldeiras; il a étudié les eaux thermales de Furnas (ile de S^ Mi- 
chel) et les feldspaths des roches yolcaniques; enfin^ il a fait aussi des 
études océanographíques sur les débrís récoltés par le Talisman aux 
enYírons des Açores. 

Après ayoir rendu cet hommage à la mémoire de ceux qui ne 
peuvent plus nous aider, nous nous faisons aussi un devoir de con- 
signer la nomination de Mr. le Dr. Wenceslau de Lima, membre de 
la Commission du Service géologique, à lá haute charge de ministre 
des affaires étrangères. Nous sommes heureux de constater ce fait, 
quoique les études de la flore fossile portugaise se trouvent ainsi for- 
cément suspendues. 

Les membres de Tétablissement ont continue leurs études spécia- 
les; on verra au chapitre tpublications» celles qui sont terminées, et 
Dous nous bomerons à signaler des faits ne rentrant pas dans les tra- 
Yaux habitueis. 

Les réunions du conseil consulta tif ont eu lieu les 12 mars 1902 
et 30 mal 1903. 

Le Service a prís part à TExposition Internationale de Paris en 
1900, ou il a envoyé une collection de ses publicalions et un grand 
panneau composé de feuilles de la carte au 100000* représentant les 
contrées mésozoiques au Nord du Sado et les Icrrains limitrophes. Le 
jury de TExposítion a honoré notre élablissement en lui décernant un 
grand prix et des médailles d'or à son directeur et à Mr. Paul Choffat, 



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— XII — 

Cette carte a aussi figure à rExposition agrícole et de produits 
miniers de Porto en 1903, ou le Service avait en outre envoyé 4 
feuilles de la carte chorographíque coloriées à Ia main et une coUec- 
tioD de roches et de fossiles représeutant succintement la géologie du 
pays. 

Nos collections des colonies Vaugmentent peu à peu par des dons, 
d'échantillODS de roches et de fossiles, qui permettront dans un ave- 
nir plus ou moins lointain de se faire une idée de la distribution géo- 
graphique des terrains. Un de ces dons mérite une mention toute spé- 
ciale. Nous voulons parler des fossiles de Conducia envoyés à trois re- 
prises par le capitaine de vaisseau Mr. Jupo José Marques da Gosta, 
alors gouvemeur de la province de Moçambique, qui a eu Theureuse 
inspiration de nous adresser des blocs de grandes dimensions d'ou Ton 
a pu extraire des fossiles jetant un jour nouveau sur la faune africaine 
et même sur le développement de certains genres de Céphalopodes. 
Ces enormes fossiles sont encore uniques en Europe. 

Get accroissement des collections coloniales nous a porte à leur 
destiner une salle spéciale. 

Le dessinateur Mr. Picduo Guedks a commencé le trace d'une carte 
hypsométrique coloriée, en réduisant à Téchelle de notre carte géolo- 
gique en 2 feuilles (1:500000) la carte au tOOOOO* manuscrite, qui a 
figure dans la section d'agriculture à TExposition Internationale de Pa- 
ris de 1900 et dont la responsabilité du choix des niveaux revient à 
Mr. Ghoffat. Le trace des courbes est três avance. 

Parmi les services rendus à notre Institut géologique par des sa- 
vants étrangers, pendant la courte péríode dont nous nous occupons, 
nous devons citer la description de la faune des couches de Pereiros 
(Hettangien) par le Dr. Johannes Boehm et celle des coraux du Séno- 
nien portugais, due à un autre spécialiste Mr. le Dr. Johannes Félix, 
toutes deux publiées dans la Zeitschíift der Deulschen geologischen Ge- 
sellschaftj 1901 et 1903, qui ont élé traduites en français par Mr. Ghof- 
fat pour être incorporées dans ce volume. 

Gomme on a pu le voir dans rintroduction au tome iv. Pereira 
DA Gosta est décédé sans avoir termine sa monographie des moUus- 
ques du Tertiaire marin du Portugal et en laissant 28 planches sans 
description et sans explication. Mr. le directeur de la Section minera- 
logique du Wusée national de Lisbonne a bien voulu mettre ces plan- 
ches à notre disposition, et un géologue français bien connu par ses 
nombreux travaux sur les faunes tertiaires, Mr. Gustave Dollfus, s'est 



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XIII — 

oíTert spontanément pour écrire une explicatíon de ces plauches en col- 
laboratíon avec notre collògue au Senice, Mr. Bcrkeley Cotter et 
Mr. Jacintho P. Gomes, naturaliste du Musce national. 

Enfin nous devons nos remercíments à Mr. le professeur Kobt, 
qui a bien voulu se cliarger de faire la description des Polypiers du 
Jurassique supérieur, dont íl s'occupe en ce moment et qui doit pa- 
raitre dans un bref délai, les planches étant en parlie terminées. 

Les rapports que la Commissíon du Service géologique entrelíent 
avec les établissements oflBciels et les collectivités congéneres de Tétran- 
ger ont continue à s'accroitre. Le nombre de 147 établissements fi- 
gurant dans la liste publiée dans le tome iv, doit étre augmente de 
35, qui sont indiques plus loin et qui représentent 4 pays non compris 
dans les 25 avec lesquels nous étions déjà en rapport. 

Notre Service a fait don de coUections minéralogiques et strati- 
graphiques à deux établissements nationaux, et de divers échantillons 
à des lostituts étrangers dont il a reçu des contre-envoís. II a reçu 
en outre d'importantes donations, comme on le verra au chapitre o) 
CoUections. 

Nous passerons maintenant à Ténumération des changements sur- 
venus dans chaque chapitre en suivant Tordre de notre exposé de 1899. 



a) LE PERSOHNEL 

Ooiiuiii«sioii oonsiiltati^e 

Président. — /. F. Nery Delgado j inspecteur general des mines. 
Vice-Président. — F. Ferreira Roquette^ inspecteur des mines. 
Membres. — A. J. Gonçalves Guimarães, docteur-ès-sciences, professeur 
de géologie et de minéralogie à TUniversité de Coimbre. 

— Wenceslau de Souza Pereira Lima, docleur-ès-scieuces, in- 
génieur subalterne de 1.*" classe, professeur de géologie à 
TAcadémie polytechnique du Porto. 

— Alfredo Bensaude, ingénieur en clief de 2* classe, profes- 
seur de géologie à Flnstitut industriei et commercial de Lis- 
bonne. 



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— XIV — 

— José Diogo ArroyOj docteur-ès-sciences, professeur de géo- 
logie à rinstítut industriei et commercial du Porto. 

— Severiano A. da Fonseca Monteiro, ingénieur en chef de 
2^ classe, chef du bureau des mines. 

—Paul Choffat, docteur-ès-sciences, géologue. 
—Jacintho P. Gomes, minéralogiste. 

— Alberto A. Girard, zoologiste. 

Secrétaire.— -Awíowfo Torres, ingénieur subalterne de 2® classe. 



Oonunis^ioii ex^outive 

Le Président, le Vice-Président et le Secrétaire de la Commission 
consultatíve, forment la Conunissíon exécutive. 

Personnel teolinique permanent 

Président.—/. F. Nery Delgado. 

Chef de la 1*«* section (géologie puré et paléontologie).— lVi?«cesíaii 

de Souza Pereira Lima. 
Chef de la 2* section (minéralogie et pétrographie).— Ftcewíf? C. de 

Souza-Brandão, ingénieur en chef de 2* classe. 
Chef de la 3' section (géologie appliquée). — António Torres. 
Adjoints.— /. C. Berkeley Coitei-, conducteur principal des mines, et 

Luiz Filippe d' Almeida. Couceiro, conducteur de 1*" classe. 

Personnel aozillaire 

Dessinateur.— Pedro Guedes. 

Photographe. — Joaquim Theodoro Coelho. 

Commis. — Carlos Calderon. 

Préparateur des coUections.— Mco/au /. Chaves. 

Prepara teur de pétrographie.— /osé Ferreira. 

CoUecteurs de 1*" classe. — António Mendes et Romão de Souza. 

Collecteurs de 2* classe. — Francisco Henriques et José d' Oliveira. 

Portiers.— João Bento et José d' Almeida. 



Personnel soientlflque extraordinaire 
Géologue contracté. — Paul Choffat. 



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— XY- 



b)LESPnBLICATIOHS' 



PublicatiOQS de rétabliuement. publications faitas par sod perjoonel endibors du Service 
et nctices basées sui des renseignements cu des échiatilbns fcurnis à das savants itrangers au Service 

Commiuiicações do Serviço geológico. In-8<>. 

Tom. IV, xLviii-236 pag., 5 innnm.^ 5 est., 1900-1901. 

Tom. V, fase. 1-277 pag., 6 est, 1903; fase. u, pag. xxvi e 278-390. 



Paléozoiqite 

Delgado (J. F. Nery).— Coosidérations générales sor la elassíGcation du système si- 
luríqoe. ln-8% 20 pag. Lisbonne, 190f . {CommumeaçOei, t. nr.) 

— Note ftur Seolithus Dufrenoyi Rouault. In-8% 3 pag. Lisbonne, 1903. {Comm., L v, 

fase l) 

— Faime eambríenne do Haat-Alemtejo. In-8^68pag.,6pl. Lisbonne, 1904. {Comm., 

t Y, fase n.) 

Jia]ra««iqiie 

Boehm (Johannes). — Ueber die Fanna der Pereiros-Schíchten^ Berlin 1901 (lâUehrift 
der DeuUehm geol. GesdUchaft, vol. 53, p. 211-252, pi. VIU-X.) 

— Description de la fanne des eouches de Pereiros. In-8**, 48 pag., 3 pi. Lisbonne, 

1903. (Comm., tom. v, iasc l) 

Ghoflát (Panl). — Notice préliminairc sur la limite entre le Jarassiqoe et le Crétaeique 
en Portugal. In-8^ 29 pag. et 1 Ubleau. (Buli. d« la Soe. bdge dê gMogie, 
eíCy tom. V, 1901.) 

— Espòees nonvelles on pea eonnnes dn Mésozoiqoe portugais. L Terebratula Ribei- 

roi. In-8^ 10 pag., 1 pi. (Journal d$ eondiylòAogiey t xux, 1901.) 

— Llnfralias et le Sinémorien do Portugal. In-8<', 66 pag., 1 pi. Lisbonne, 1903. 

(Comm., t V, fittc. i.) 

— Découverto du Terebratula Renierii Cat en Portugal. In 8.^ 3 pag. Lisbonne, 

1903. (Comm., tom. v, fase. i.) 



* Nous avons fait figurer dans cette liste les articles oontenus dans le 2* fasci- 
eiile du tom. v des CommunkaçOês quoiqu'ils soient publiós en 1904. 



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XVI — 



Orétaoique 

Choflát (Paul). — Les progrès de la connaissance da Crétaciqoe supérieur du Portu- 
gal. In-8°, 18 pag. Paris, 1901. {Comptes rendus du Vllb Congrès de çédo- 
gie inUmationaL) 

— Recueíl d'études paléontologiqups sor la faune crétacique du Portugal. 3* série. 

Mollusques du Sénonien à fácies íluvio-marin, In-i"", pag. 87*104, % pi. 
Lishonne, 1901. 

— Idem. 4* série. Espèces diverses. In-4"^ pag. 105-171, 16 pi. Lisbonne, 1902. 

Félix (Johannes) — Koralleii aus portugiesischem Senon. In-S*", 11 pag., 1 pi. {Zeit- 
sthrift d, Deutsch. geolog. GeidUchaft, Bd. 55, Jahrg. 1903.) 

— Polypiers do Sénonien portngais. In-8<>, 14 pag., 1 pi. Lisbonne, 1904. {Ccmm.y 

tom. y, fase. u.) 

Lima (Wenceslan de).^Noticia sobre alguns vegetaes fosseis da flora senoniana 
(sensu lato) do solo porluguez. In-S"*, if pag. Lisboa, 1900. (Comm., tom. iv.) 

Loriol (P. de).^ Note poiír servir à Tétude des Echinodermes. 2* série, 2* fase., pag. 
65, pi. IV, fíg. 15 et 16. 

Oénozoique 

Gotter (J. C. Berkeley).— Sur les mollusques terrestres de la nappe basaltíque de 
Lisbonne. In-8°, 20 pag., 1 pi. Lisbonne, 1900. {Comm.^ tom. iv.) 



Pi*<^liistox*iqiie 

Delgado (J. F. Nery).— Les silex tertiaires d'Otta. In-8<', 4 pag. Lisbonne, 1901. 
{Comm., tom. iv.) 

— Notice sur les grottes de Carvalhal d'Aljubarrota (Portugal). In-S*", 4 pag. Lis- 
bonne, 1901. {Comm,, tom. iv.) 

Stainier (Xavier).— A edade da pedra no Congo. In-8'', 4 pag., 1 est. Lisboa, 1901. 
(Comm., tom. iv.) 



Dcseription de oontr^^eis, mouvements du «ol» 
pôtroflprapliie et min^raloflrio 

Blaicher et Ghoffat.— Contribution à Tétude des dragées calcaires des galeries de 
mines et de captatíon d'eaux. In-8°, 8 pag., 1 pi. Lisbonne, 1900. {Comm,, 
tom. iv.) 



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— XVll — 

Ghoffat (Paul).— Sor Tâge de la teschenit^ (Comptet rendms dê VAeadèmiê dei tcim- 
ees dê Paris, 1901.) 

— L'éruptíoD de la Marttnique et les tremblemenU de terre eu Portugal. In 8o,9pag. 

Lisboa, 1902. {Buli. Soe. geogr. de Usboa, 20* serie, n.^" 11, pa|>. 158-166.) 

Soiua- Brandão (Vicente de). — Sur la déleroiination de fangle des axes optíqaes 
dana les miuéraux des roches. lu-S'', 28 pag^ 1 pi. Lisbonne, 1000. (Comm., 
tom. IV.) 

— Sur la détermínation de la position des axes optiques au moyen des directions 

d'extinction. ln-8^ 16 pag. Lisbonne, 1900. (Comm., tom. iv.) 

— Sur Torientation eristallographiqae des sections des minéraux des roches cn pla- 

ques minces. In-8«, 70 pag., 1 pi. Lisbonne, 1900. (Comm., tom. iv.) 

— Ueber Krystallsysteme. ln-8^ 30 pag. .Stuttgart, 1901. (Nêuêi Jahrbwh fúr Mine- 

ralogie, Jahrg. 1901, Bd. II, S. 37-6b.) 

— Ueber einen portugiesischen Atkalígranulit. In-S'', 6 pag. Lissabon, 1901. (Central- 

Uatt fúr Mineralogie, ele, 1902, n/» 2.) 

— Ueber den Staubfall in Portugal Tom Januar 1902. In-8^ 5 pag., Lissabon, 1902. 

{CetHralbtatt fúr Mineralogie, 1902, n.° 9.) 

— Sur an gisement remarquabie de Riebeckite et le zircon qui Taccompagne. ln-8*, 

16 pag. Lisbonne, 1903. 

— Enigepung. In-8°, 8 pag. Lissabon, 1903. (Centralblatt fúr Mineralogie, 1903, 

S, 323-331.) 

— O n(»vo microscópio da Gommissao do Serviço geológico. In-S"", 133 pag., 2 est. 

Lisboa, 1903. (Comm», tom. v, fase i.) 



lies et Oolonies 



Ghoffat (Paul).— EcbantíUons de roches du district de Mossamedes. ln-8^ 9 pag., 
Lisbonne, 1900. (Comm., tom. iv.) Traduction portugaise in «Portugal em 
Africa», t. vii. 

— Analyse de «Géologie de la Republique sud-africaine du Transwaal». In-8», 9 pag. 

Lisboa, 1901. (Revitía de obras publicas e minas, tom. xxxu, pag. 444-452.) 

— Sur le Crétacique supérienr à Moçambique. (Comptes rendus de VAead. des sden- 

ces de Paris, 24 déeembre 1900.) 

^ Contribution à la connaissance géologique des colonies portugaises d' Afrique. L 
Le Crétacique de Conducia. In-4», 29 pag., 9 pi. Lisbonne, 1903. 

— Sur le Crétacique de Conducia en Moçambique. Observatipns de Mr. Douvillê. 

(Buli. Soe. géol. de France, 4* série, tom. ii, pag. 400-403.) 

Delgado (J. F. N.).— Quelques mots sur les collections de roches de la province d'An- 
ComiuifiGAçOBS. Tom. v. — Maio, 1904. b 



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— XVIII 

gola» récoltées par le réT. P* Antunes. In-S'*, 6 pag. Lisbonne, 1901. (Comm., 
tom. lY.) 

Gomes (Jacintho P.).~ Novos apontamentos sobre a «Libollite» (província d'Angola). 
In-8s 2 pag. Lisboa, 1000. (Comm., tom. iv.) 



Chofiát iPaul).<-IrrigaçíU) por meio de poços artesianos. In^S^*^ 4 pag. Li8lx>a, 1900. 
(Archivo rural, vi anno.) 

— Analyse de: Manual de aproveitamento das dunas na Allemanha por T. Gbriiardt. 

In-8% 3 pag. Lisboa^ 1901. {Reviêta d$ obrai puHicas e minas, tom. xxxii^ 
pag. S24-S26.) 

— Reconhecimento geológico das nascentes thermaes das Taipas. In-S""^ 49 pag., % est. 

Porto, 1903. 

Mastbaimi (Dr. Hugo).^SQr les modifications subies par Teau à différentes saisons, 
par Teífet d'une longue canalisation. In-8% 5 pag. Lisbonne, 1900. (Comm., 
tom. IV.) 

Cholfat (Paul).— Dolomien en Portugal. In-S®, 6 pag. Lisbonne, 1900. ( Comm,, tom. iv.) 

— Le Vlll* congrès géologique intemational. In-S^", 15 pag. Lisbonne, 1900. {C&mm., 

tom. IV.) 

— Dr. Bleicher. In-8<», t pag. innumer. Lisbonne, 1901. (C<mm., tom. nr.) 

— Bibliographie, 1898-1900. In-8», 9 pag. Lisbonne, 1900. {Comm., tom. iv.) 

— Bibliogniphíe. Répertoire bibliographique et bibliographie de 1901-1902. In-S*", 

14 pag. Lisbonne, 1903. (Comm., tom. v, fase i.) 

^ Articles bibliographiqnes, concemant le Portugal, ses *«olonies et TEspagne, dans 
les Âtmalêi dê géograpku et le Gêdogiithet Centralblatt, 1900-1903.) 

— La carte géologique du Portugal par J. F. N. Dbloado et P. Ghoffat, 4 pag., 1901. 

{CompUi rendui du Vllt Congrès géologique intêmatUmal.) 

~ Pluie de poussfère brune en Portugal (Janvier 1902). Avec un annexe par Mr. E. 
Van dsn Bbcbcx. In-8«, 9 pag., 1902. {BuU, Soe, Mge dê gMogiê, ete., pag. 
530-538.) 

Couceiro (Luiz F. d' Almeida).— Carta geológica de Portugal, ediçáo de 1899. Breve 
noticia dos processos graphicos empregados para a sua represpnlaçáo e re- 
producção. Lisboa, 1902. (Boi Assoe, dos Conduetores de ohras publicas^ 
vol. VI, n.«« 1 e 2.) 

Soua-Brandio (Vicente de).— Ueber den Staubfall in Portugal von Januar 1902. 
{CêtUralblaU f&r Mineralogiê, etc., 1902, n.» 9.) 



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— XIX — 



c) LES COLLECTIOMS 



Oolleotionus des iles ot des oolonies portufircti^e* 

1) Minéranx et roches de la province d' Angola récoltées par les 
míssioDaires de Huilla (1900), 170 números. 

2) Collection de fossiles crétaciques de Conducía, province de Mo- 
zambique envoyée par le capitaíne de vaisseau Mr. Jolio José Marques 
DA Costa. 33 espèces représentées par de nombreux échantillons, parmi 
lesquels ceux de Pachydiscus Conduciensis dépassent en grandeur toa- 
tes les espèces de Céphalopodes exislant dans les musées; et collection 
de coquilles vívantes de la inème localíté. (1900, 1901.) 

3) Quelques échantillons de roches et de fossiles de la province 
de Mozambique recueillis dans les rives du Buzi par le major Manuel 
Teixeira de Moraes (1902). 

4) Quelques échantillons de roches et de fossiles offerts par le 
directeur de la Compagnie du Buzi (1902). 

5) Échantillons de roches et de minéraux de la province d' Angola 
offerts par le lieutenant eu premier de la marine royale, Mr. Pilippr 
Carlos Dias de Carvaiho (1903), 44 números. 

6) Collectíons de matériaux de construction des districts de Ponta 
Delgada (245 números), Angra do Heroismo (22 números) et Horta (39 
números) envoyées par les directions des travaux publics (1903). 

7) Roches et fossiles de Bom Jesus (province d' Angola) offerts par 
le capitaine de corvette Mr. Augusto Eduardo Newparth. 

8) Quelques espèces de fossiles tertiaires de Maxixe (Inhambane) 
envoyées par le Ministère de la marine. 



Oolleotlons de §g^ala§gie appliqiiâe 

En outre des coQections de matériaux de construction des dis- 
tricts de Ponta Delgada, Angra et Horta, cí-dessus mentionnées, il 
faut ajouter celje du distríct de Leiria, euvoyée par la direction des 
travaux publics de ce distríct (1903), 242 números. 



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— XX — 



Oolleotioiís étrangr^refii 

1) Deux exemplaíres et deux moules en plátre de fossiles du Sud 
de rinde semblables à des espèces de Conducia, offerts par l'Institut 
géologique imperial et royal de Vienne d'Autriche (1902). 

2) Quelques fossiles crétaciques du Texas, offerts par Tlnstitut géo- 
logique des Etats-Unis (1902). 

3) Exemplaires de Chondrodonla Joannae Ghoffat, provenant des 
Alpes autrichiens, offerts par le professeur Hòrnics de Tuniversité de 
Gratz (1902). 

4) GollectioD d'objets ayant rapport à la colonisation romaine de 
rAutriche Hongrie (10 cartons avec 334 objects, plus 4 objets isoles), 
et coUeclion d'objets des habitations lacustres de la Suisse (17 car- 
tuns avec 273 objets, plus 5 objets isoles). Ces collections furent of- 
fertes par MM. Max BuLLiNCEn et Thicodor Stíjtzgl de Munich au gou- 
vernement portugais. 

5) Un exemplaire de Cycloliíes elhptica offert par le professeur J. 
FiiiLix, de Leipzig. 

6) Quelques fossiles du Pliocène et du Crétacique fluvio-lacustre 
d'Avignon, offerts par Mr. Casimui Chatmlkt. 

7) Collection de fossiles du Pliocène d'Italie, envoyée par le pro- 
fesseur Carlo de Stephani, directeur du laboratoire de géologie du 
R. Institut des études supérieures de Florence (1903), 378 números. 

La liste des exemplaires figures (tom. iv, p. xxxi et seqq.) doit 
étre augmentée comme suít:^ 



PaléosEo ique 

Delgado. Faune cambrienne du Hatit-Alenitejo, 1904. 

Crustacôs.— 23 espèces de Trilobites, dont 17 nouvelles, repré- 
sentées par 127 échantillons. 

Crustacés indetermines.— 3 échantillons appartenant à 2 espèces 
différentes. 

Ptéropodes. — 3 espèces, dont 1 nouvelle, représentées par 3 



' l*our les titres complets des ouvragos, voyez le cliapitre: «Publicalions». 



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— XXI — 

échantílloDS, et une 4^^ espèce indéterminée représentée par 2 échan- 

tílIODS. 

Lamellibranches. — 9 espèces, dont 8 nouvelles, représenlées par 
14 échantillons, et 1 espèce ÍDdéterininée représentée par un échan- 
tillon. 

Brachiopodes.— 8 espèces, dont 2 nouyeiles représentées par 14 
échaDtílIons. 

DllGíVDO.— iVote sur ScolUhus Dufrenoyi, 1904. 

Annélides.— Un échantíllon figure. 



•Juraetsiciae 

BOEHM. Faime des cotiches de Pereiros. 87 échantillons figures, ap- 
partenant à 49 espèces. 

CHtíFFAT. Espèces nouvelles, ele. du Mésozaiqm: Terebratida Itíbei- 
roi. 5 échantillons figures. 

— Vlnfralias et le Sinémurien, 4 échantillons figures apparte- 
nant à 2 espèces. 

— TerebratiUa Renierii. 2 échantillons figures. 



Chokkat. MoUusques du Sénonien. 105 échantillons, appartenant 
à 49 formes. 

— Fossiles divers. 199 échantillons, appartenant à 58 formes. 

— Crétacique de Conducia. 38 échantillons, appartenant à 17 for- 
mes. 

Fklix. Polypiers sénoniens. 9 échantillons, appartenant à 6 formes. 
LoRi')L (P. de). Note pour servir à Virtude des Echinodermes. Deux 
radioles de Rhabdoddaris Delgadoi. 



Oénozoique et I^jréliÍi8toi*Íque 

CoTTKR (J. C. Beiíkkley). Molltisques íen^estres de la nappe basal- 
tique. 43 échantillons représentant 5 formes. 

Choffat. Échantillons de Mossanudes. 2 échantillons (Ostracodes 
et un grattoir préhistorique). 



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xxu — 



d) LA BIBU0THÈQ1TE' 

Bchanges ioiliés après la publicalion da tome (V des «CominanicaçOes» 

JSurope 

Allemagne 

NcjRBiiBSRO.— Natarhistorische Gesellschaít. 
Jahrêiberídit (Année de 1900) 

Antrlche-Hongrie 

BoDAPBST. — Ungarinches Natíonal-MuseQm. 

Annales hisUnrico-naturaUs. (Volame i.) 
PRAOUB.^Bib]iotheca Masei Regni Bohemiae. 

Ardiiv. (Volume ii à xii.) 

Belgiqne 

BauxBLLBS.— Masée royal d'hUloire naturelle. 

Extrait des mémoires. (Volume i et ii.) 

Danemark 

CoFBKHAOUB.— Musenm de Minéralogie et de Géologie de rUnivereité. 

Commmieations paléontologiques, (N.<>' i à 6.)— Confriòiiltofu to Mine- 
ralogy, (N.o- 1 à 4.) 

Espagne 

Madbid. — Sociedad espafiola de Historia natural. 

BoUtm. (Annóes de 1901 à 1903.)— if«morúis. (Volumes i et ii.) 
-r Beal Academia de Ciências exactas^ Gsicas y naturaíes. 
Memorias. (Volumes xiv et xix.) 

Franca 

Lton.^ Sociétó d'agricQlture, sciences et industrie. 

Annalet, (Volumes vii et viu, 1899-1900.) 
RBNínss. — UniTersité de Rennes. 

Travaux scientifiqfies. (Volume i et u, 1902-1903.) 



* Dans cette liste sont comprises: l.*" Des instituts et des sociétés qui ont maín- 
tenant initié les échanges ; 2.° D'au(res qui ont recommencé les échanges qui élaient 
interrompus en 1899 et qui^ par ce motif, ne figurent pas dans la liste du tome iv; 
3j^ Nouveaox recneils cnvoyés par des instituts et des sociétés qui ótaient déjà en 
relation d'échange avec notre Service géologique. 



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— XXIII — 

ItaUe 

Milân. — Sociétà iUtiana di Seienze natartli. 

AUi. (Volume xui.) 
Naplbs.— Soeietà reale di Napoli. 

AUi. (Volames x et xi.)^ReHdiconêo. (Volames viii et ix.) 

Portugal 

GonmBB. — Uniyenidade de Coimbra. 

Ardiivo fnUiogreq^hiea, (Volumes i à in.) 
LiSBoifHB. — Campankoi ioênt^iea» do YadU Amdia. BoUHm. (Paacieule i, i90S.) 
S. PoL. ~ Brotória. Revitta de teieneiat fuituraes do ColUgio de S, FM. (Volumes i à lii.) 
ViLLA Nova dk Gata. — Observatório Meteorológico da Prínoeza D. Amélia. 

Asinino memal dat ábtervaçõeê. (Années de 190^1903.) 

Roumanie 
Jasst.— Université de Jassy. 

AnnaUt saéJi<^ii«f. (Volumes i et ii, 1900 à 1903.) 

Rusiie 

HKLSiHGroiis.— Commissioo géologique de la l^nlaude. 

Meddlandên fran IndustriãtyrOieH. (Fascicules Zt et 33, 1901) 
St. Pétbbsbouro.— Commission géologique de S^ Pétersbourg. 

Esphrationi gMogiquee dane le$ régioni de la Sibérie. (Fascicules i à 9.) 

Saède 

Stockholh. — Aeadómie royale Suédoise des sciences. 

Arkh fúr Kerni, Uineralogi oeh Geologi. (Volume i, fase. i, 1903.) 

Svitse 
Gbhévs. — lustítut mitional Geneifois. 

BuUeítn. (Volumes xxvii à xxxul)— Jfómoim (Volume xviii.) 

Japon 

ToxTo. — Imperial Geological Survey of Japan. 

Topographieai and Geologieal Maps. 

Afk*ique 

Afdqoe anglaise dn Sud 

Capb Town.- Department of Agriculture. Geological Commission. 

Annali of the South African Muteum, (Volume iv, parts I à 3.)— iin- 
nual ReporL (Années de 1898 à 1902.) 
PiBTxmiARiTKBOuiiG. — GeoIogical Survey of Natal. 

Beport. (N.« 1, 1901.) 



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— XXIV 

A.iiiériqiie du Nord 

Êtat8-Uni8 

Baltimorb. — Maryland Geological Survey. 

Physieal Atlas of Maryland. 
Brooklyn.— The Maseum of the Brookiyn Institute of Arts and Sciences. 

Cold spring Harbor, Alonographs, (N.»' i et ii.) — Sciences, BuUetin. (Vo- 
lume I, n.*»» 2 et 3.) 
Chicago.- University of Chicago. Geological Department. 

The Journal of Geology, (Volumes x et xi.) 
MissouLA.— University of Montnna. 

BuUetin, Biological Seríes. (iN."« 1 et 3.) 
MoitGANTowN.— West Virginia Geological Survey. 

Report. (Volume ii.) 
Washington. — United Stales Geological Survey. 

Alaska (4 Monographies). — Water-mpply and Inigatton Fapers. (N."* 
63 à 79.) 

Mexique 

Mexique.— Instituto geológico de México. 

Parcrgones, (Volume i, n.*" i, 1903.) 

A.iii<^i*iqae oentx*alo 

S. Salvador 

Salvador.— Museo Nacional de S. Salvador. 
Anales, (Volume i, n.*" 1 à 4.) 

A.iiiéx*iciae du Sud 

Republique argentina 

La Plata.— Unlversidad de la Plata. 

Contribuciones ai conocimiento de la geologia de la provinda de Buenos* 
Aires. (N.« i, 100 1.) 

Peru 

Ltma.— Cuerpo de Ingenieros de minas dei Peru. 
Boletin. (N.o- 1 à 4.) 

Ooéanie 

Anstralie 

Melbouiine.— Department of Mines. Geological Survey of Victoria. 
Bullelins. (N.«* 1 à 8.) 



En outre des recueils cites dans les listes precedentes, nõus de- 
voDS ajouter les suivants, obtenus par achai: 



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— XXV — 

AU^magne 
Lethaea geognostuxu StnttgarL (Depois Torigine, 1876.) 

Franca 

BuUetin de la SoeUié françaia dê Minéralogiê. París. (Volume i à t et Tolame xxvi.) 

Annales dê Géographie. París. (Depuis le Yolame v, 1895.) 

Palaeontologia Unwersalii. (Fascicoles i et n.) 

Revve critique dê Paliozoologie. París. (Depois Torígine, 1897.) 

Essais dê Paléoeonehologiê compariê. Paris. (Fascicule i à v.) 

ItaUe 
Rivisía hcdiana di PaUoniologia, Bologna. (Depois rorígine, 1895.) 

Lísbonne, mai 1904. 

Joaquim Filippe Nert Delgado. 



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DESCRIPTIOM DE LA FiDKE DES COUCHES DE PEREIROS 

FAB ^ 

Johaimes BOEHM 

(Avec troifl pUn«]M») 



Gette ootíce est la traduction d'QDe étude publiée en <90<. ' Comme 
elle doil ètre soivie d'an article de Mr. ChoJOTat contenant ane descríptíon 
stratigraphique des couches de Pereiros, j'ai jugé inutile de reprodaire 
ici l'introdaction stratigraphique qui précédait i'éditioD allemande. J'ai 
aassi jugé inutile de reproduire la liste générale des espèces, forcément 
incomplète, car Tenvoi de Mr. Cboffat était composé des meillenrs échau- 
tillons de chaque localité et ne représentait donc pas la faune totale de 
cbacune d'elles. Je me bonierai donc à indiquer les conditions qui ont 
motive cette étude. 

Mr. Cboffat a publié des listes proYisoires partielles de la faune 
de Pereiros en <880, 1882 et <887, et lorsque Mr. von Ammon eut 
fait connaítre des faunes analogues du Trías et du Lias de Ia Bavière, 
il lui communiqua une petite collection de cette faune en lui deman- 
dant son avis, mais celui-ci, absorbé par ses occupatíon officielles, 
eut Tobligeance de me recommander à Mr. Delgado, directeur du Ser- 
vice géologique du Portugal, qui a bien youIu me confier les écban- 
tilloDS de cet établissement. 

Mr. le conseiller von Koenen m'a remis sur ma demande les fos- 
siles que Mr. de Seebach a récoltés dans son voyage en Algarve. 

Je príe ces Messieurs d'agréer mes sincéres remercíments. 



1 ZêiUchritt der Deutuàin giologiiehm Ge$elkehaft, Bd. 53, Heft 2, p. 211-251 
Beriin, 1901. 

CoMMui(iGAçõx8. Tom. y.— Avita» 1903. 1 



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— 2 — 

U s'est produit quelques erreurs dans rindication des localités, 
dues à ce que les fossiles de Tlnstitut géologíque da Portugal portent 
en general la desígnation d'une coupe avec le numero de la coucbe 
d'oii ils proviennent et non pas rindication du lieu lui-môme. Gette 
confusion a été corrigée dans Ia traduction, et il est bon d'en donner 
Texplicatíon pour ceux qui la compareraient au texte allemand. 

Cerro-BrancOj Silves. Les fossiles de Mr. de Seebach portent Téti- 
quette de Gerro-Branco, cabeço N. E. de Silves. La colline de Cabeços 
ou Cerro-Branco est située à 2.500 mètres E.N. E. de Silves; c'est de 
ce méme gisement que proviennent les fossiles indiques «Silves» par 
Mr. Ghoffat. 

300 mètres E. pyramide Almaroz. Les fossiles cites de Miranda- 
dO' Corvo doivent être rapportés à ce mème gisement; Tétiquette est: 
1.100 mètres N. 50 W. de Lombo (Miranda-do-Corvo). 

Rio-de-GaUinhaSj doit remplacer Moinhos, les fossiles provenant 
de Textrémité d'une coupe indiquée «Do Outeiro-dos-Moinhos ao Rio- 
de-Gallínhas». 






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— 3 — 



DESCEIPTION DES FOSSILES 



Les échantillons de Gerro-Branco (Silves) et de Pedras-Negras ont 
tous coDservé le test, ceui d*Alinaroz sont en partie avec le test et en 
partie à Tétat de moules intérieurs tandisque tous les aatres sont des 
empreintes extéríeures. 

Oastropoda 

Famille Patellidae Garp. 

Genre Patella L. 

Patella Delgadoi J. Boehm, 1901 
PI. I, fig. la, 2 a. Texte fig. 1 



& 



Fig. i. PaUlla Ddgadoí J. Boihii, yu da baat Vi 

Longuear 10 mm. 

Largenr 8 » 

Hauteur 6 » 

Goquille obliquement coniqae, avec Tapex droit, situe en avant du 
milieu. Le bord antérieur est incline sous un angle de 60^ enyiron, et le 
bord postérieur sous celui de 40 à 45^. Ouverture ovale. Bord lisse. L'or- 
nementation n'est pas bien conservée; il semble j avoir environ 14 co- 
tes rayonnantes partant de Tapei; dans les intervalles lisses, plats et 
larges se trouve une cote un peu plus courte. Dans un exemplaire, les 
cotes sont au bord plus étroites que les intervalles, dans un autre elles 
sont plus larges, il semble que l'ornementation varie un peu sur ce 
point. La coquíUe est couverte de gros plis d'accroissement. L'impre8- 



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_4- 

sioQ musculaíre peut être observée sur un exemplaire, elle est incliuée 
oblíquement sur le cõté postéríear. 

Gisement: 300 m. E. du slgnal géodésique d^Almaroz (7 exem- 
plaires). 

Remarques: Gette espèce, três voisíne de P. Schmidti Dctnrkr S 
s'en distingue par sa taUle beaucoup plus grande, sa forme plus abrupte 
et ses cotes plus fortes. 

Famille Pleurotomaridae d'ORB. 

Genre Cryptaenia Desl. 

Cryptaenia sp. 

Fig. 1 »/2 Fig. 3. 3/t 

Goquille turbiforme, composée d^envíron 5 tours presque plats, à 
peine renflés, soudés les uns aux autres, avec suture plate. La coquille 
n'est pas conservée à son eitrémité, on ne peut donc pas observer la 
fente du labre. Une carène fine qui est yísible sur une faible longueur 
au-dessus de la suture, à la fin du tour, et luí est parallèle, permet, 
conjointement avec les stríes d'accroissement se ployant vers Tarríère 
et vers la fasciole, de supposer que c'est le bord supéríeur de la fissure 
des Pleurotomaridae; mais on ne peut pas voir la fissure elle-mème 
à cause de la conservation insufiisante de la coquille. Si de nouveaux 
échantíllons veuaient afiirmer cette supposition, le type portugais diffè- 
rerait des espèces du genre Cryptaenia connues jusqtfici, en ce que 
chez ces demières la fissure est toujours masquée, sauf au dernier 
tour. A une faible distance au-dessus de la suture, il apparait une li- 
gue fine, concave, sur le troisíème tour. 

L'exemplaire represente fig 3, dont la coquille est entière, me 
semble étre un individu avec les trois premiers tours; sou ombilic est 
étroit. Peut-étre que de nouveaux échantillons montreront de profon- 
des différences entre ces deux formes. 

Gisement: 300 m. E. du signal d'Almaroz (2 exemplaires). 

Remarques: Cr. coepa E. Desl., est três analogue à notre es- 
pèce par la forme des tours, mais cette demière s'en distingue par 
un angle spiral plus aigu. 



1 Halberstadt (Palaeontographica, i^ p. 113, pi. 13, fig. 17). 



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— 5 — 

Famille Neritidae Gbat 

Genre Neridomus Morbis et Ltcgtt 

Nerídomus liasina Dunker sp. 
PL I, fig 8, 4, 4a 

1846. Niriima fúittfio Dunkbr, Díagnosen ^, p. 188. 

i847. » » DuHKBR, HalbenUdt^ p. ilO^ pL 13» fig. 13-16. 

1849. » » d'OiiBiGirr, Prodrome, i» p. Si4, n* 48. 

1855. Nirita Ua$ina Dunker íd Pictbt^ Traité de Paléontologie, m, p. ISi. 

1856-^. Neritina liasina d'Orb. in Oppil, Juraformation, p. 91» n* 48. 

1870-75. » » Dunker in Sandrerger, Land und SOaswasser-Conchy- 

lien der Vorwelt, p. 9, pi. I, fig. kor-d. 
1881-84. • » Dunker in Quenstbdt, Gattropoden \ p. S55, pi. 193, 

fig. 104-106. 
1885. » » DohKBR in Fiscbeh, Manuel de Concbyliologie, p. 801. 

1887. * » Dunker in Chofpat^ Sado, p. 233. 

1896. Nerita Uasina Dunker in Koken, Leitfossílien, p. 131. 
1901. Nmdomu» liagina J. Bobem, Fauna der Pereiros Schicbten, p. S14, pi. 

Vm, fig. 3-4. 

Chez les exemplaíres d'Halberstadt, la forme varie entre celle de 
Toeuf et celle d'une demi-sphère (^andberger, 1. c); il en est de méme 
des exemplaíres d' Anadia dont j'ai devaut moi 2 indindus élancés, dont 
le còté apicial tombe obliquement sur le dernier tour, et un individa 
renflé. On trouve dans les exemplaíres d'Halbersladt des écbantíllons 
correspondant parfaitement à chacune de ces formes. La spire est éro- 
dée comme dans la majeiire par^tíe des exemplaíres d'Halberstadt. 
Gomme je n'ai pas pu trouver de dífférences, je réimís les exemplaí- 
res portugais à ceux de rAUemagne du Nord. 

II en est de mème de deux grands exemplaíres, de 8 mm. de han- 
teur et de 9 de largeur, qní correspondent exactement à deax grands 
exemplaíres d'HaIberstadt, quoique la spíre soít an peu érodée. lis pro- 
Tíennent des couches dolomítíques de Lombo. 

Le matériel contient en oatre une petíte coquíUe parfaitement 
consenrée, ayant 5 nmi. de hauteur et 4 mm. de largeur, à forme 
ovale obliqiie (pi. VIII, fig. 3). La coqoíUe est formée par quatre tours 
convexes, s'accroíssant rapídement, dont le cõté apical est aplati oblí- 



^ DioQnoien einiger neuer Condíyliin atu der norddêutsdten Uaibildung. Menkb 
a. Pfeiffee : ZeiUchr. fttr Maiakozoologie^ ni, 1846. 

^ Utííer di9 in dêm Idai bei Halbentadt voriommenden YenUinerungen (Palaeon- 
tographica, i). 

3 PêtrefakUnkundê DeiUuhlandi, {• Abtheilang, ^u. 



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— 6— 

quement, de sorte que la plus grande épaisseur se trouve dans Ia moi- 
tié inférieure; 3 '/j mm. de la hauteur appartiennent au dernier tour et 
l V« mm. aux autres tours. L'ouverlure est oblique par rapport à Taxe, 
ovale acuminée, avec Ia lèvre intérieure épaissie par une callosité. Su- 
ture Yisible, peu profonde s'abaissant rapidement auprès de Touver- 
ture. Coquille ornée de raies brun foncé qui forment au-dessous de Ia 
suture un coude dirige vers Tavant, puis se replient brusquement et 
obliquement vers Tarrière. L'ornementation de cet écbantillon, trouvé 
prés de Silves, presente de Tanalogie avec Texemplaire d'Halbersladt 
represente par Dunkeb (pi. 13, fig. 16) mais les raies coloriées lui 
manquent. 

Gisements: 600 m. S. 46* E. de Monsarros (Anadia) 3 exem- 
plaires, Silves (1 exempl.), Almaroz (2 exempl.) et 100 m. N. 12*^ W. 
de Valle-do-Espinhal (Penella) 1 exempl. 

Famille Neritopsidae Gray 

Genre Neritopsis Grat. 

Neritopsis cUgarbien^ J. Boehm, 1901 

PI. I, fig. 22, 23 

Í887. NerUopiu aff. elêgantissima Hõrnes in Choffát, Sado, p. 233. 
1901. » algarventii J. Borhm, Fauna der Pereiros Schíchten, p. 215, 

pL VIU, fig. 22-23. 

Hauteur iO mm. 

Longueur 11,6 i 

Largeur de Touverture 7 » 

Hauteur de Touverture 8 » 

La coquille, de grandeur moyenne, ovale oblique, plus longue que 
haute, est formée par trois tours renfiés s'accroissant rapidement, qui 
sont entourés de Ia base à Ia suture par des rides axiales arrondies, 
séparées par des intervalles à peu prés de mème largeur dont je cons- 
tate 10 à 11; elles continuent encore sur Tavant-demier tour. Vers le 
péristome elles sont un peu plus écartèes. Ges rides sont coupèes par 
des filets spiraux, alternativement gros et fins; il arríve en outre souvent 
une succession de plusieurs filets de méme force. Des ligues d'accrois- 
sement couvrent toute la surface. Le péristome a la forme d'un ovale 
large et est continu, un peu rétréci dans le haut et faiblement oblique 
par rapport à Taxe. Lévre externe tranchante. La lévre interne pre- 
sente une courbure régulière et n'est pas échancrée; elle laissé voir 
une fissure ombilicale. 



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— 7 — 

L'exemp]aire represente par la flg. 23 est fortement usé, néan- 
moins on volt suffisamment les rides anales et les filets spiraux pour 
avoir la certitude qu'il appartisDt à cette espèce. 

Gisement: Alportel (3 exempL), Silves (Cerro Branco) 4 exempl. 

Remarques: iV. elegantíssima Hoernks (syn. N. tuba Sghafh.) 
se distingue de N. algarbiensis en ce que la lèvre externe s'étehd en 
forme d'aile, que la lèvre interne recouvre complètement Tombilic et 
que les rides axiales sont plus aiguês et plus espacées. En outre, se- 
lou Stouczka S Tespèce alpine n'a pas de gouttière à la lèvre interne. 
II serait donc plus logique de placer ces deux formes dans le genre 
NaSicella. N. tuba Gapellini (non Scuafuàutl)' est três analogue dans 
son omementation mais s'éloigne de Tespèce portugaise par Tenroule- 
ment des tours. 

Famille Torritellidae Grat 

Genre Promathildia Andrkae 

Promathildia Turritella Dunkcr sp. 
PI. I, fig. 15, 17 

1846. Mdttnia Tunriidla Dunkeb, Diagnosen, p. 169. 

1847. » » DuNKER, HalbersUdt, p. 109, pi. 13, fíg. 5-7. 

1849. CerUhium ntbturriteUa d*Orbigny, Prodrome, i, p. 215, n.* 58. 

1850. Manta turritella Ddnkbr in Pictkt, Palóontologie, iii, p. 54, pi. 58, 

fig. 24. 
1880. » » DuNKSR in Choffat, Lias et Dogger, p. 3. 

1881-84. Turritella Melania Quknstbot, Gastropoden, p. 302. pi. 196, fig. 28-30. 
1887. » Dunkeri Terquem in Choffat, Sud du Sado, p. 233. 

1896. Prwnathildia íurritdla Dkr. sp. in Kokbn, Leitfossilien, p. 704. 
1901. » Turritdla Dkr. in Bokhm, Pereiros Scbichten, p. 216, pi. 

VIII, fig. 15, 17. 

fai devant moi des exemplaires d'Alportel et de nombreux échan- 
tillons d'Halberstadt appartenant au cMuseum furNaturkundet, orles 
exemplaires de ces deux provenances sont si analogues par la forme 
de la coquille^ le nombre et la position des tours et les stries d'ac- 
croissement, que Tidentification s'impose absolument. Mr. Gboffat avait 
déjà reconnu cette concordance. 

Gisements: Alportel (6 ex.), Silves (Cerro-Branco) 1 ex., Pe- 
dras-Negras (2 ex.). 



^ Uéber die Gattropodm und Ácephalen der Hierlatx-Sehichten (SiU-Ber. k. Akad. 
Wiss. Wien, math.-natnrw. Cl., xuir, 1861, p. 179, pi. Ill, fig. 7). 

> i fo$$ili infraliauici dei dénlomi dei golfo delia Spezia, 1866, p. 437, pi. 1, 
fig. 6-8). 



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~8— 

Remarques: L'índication de Dunker qae les tours portent gé- 
néralement deux carènes bien vísibles et parfois une troisième carène 
plus faible, ne se rapporte gu'aui exemplaires dont rornementation 
est usée; les exemplaires bien conserves ont toajours trois cotes spi- 
rales (voyez Koren 1. c). 

La cote supèrieure semble disparaitre vers les tours initíaux, mais 
les deux cotes inféríeures consenrent leur accentuation. Sur le demier 
tour on voit une 4* cote qui jusqu'alors était cachée par la suture. 
Sur la courbure de la base se trouvent encore deux cotes distantes 
de la 4* dans Ia même proportion que celle-ci de la 3*» et dans Tespace 
qui la separe de la columelle se trouvent quatre lignes spirales fines 
et serrées les unes contre les autres. Celte ornementatíon est cons- 
tante et on doit y conformer les indícations de plus ou moins de cotes, 
faites par Tebquem ^ Bhauns' et Yon Ammon'. U est vrai que chez un 
grand exemplaíre d'Halberstadt la 4* cote se montre dans les tours 
supèrieurs immèdiatement au-dessus de la suture, au lieu d'ètre ca- 
chée comme c'est le cas en general, et que le même fait se presente 
chez deux exemplaires portugais, mais ce cas n'a pas de relation avec 
le nombre plus ou moins grand de cotes, indique par les auteurs pre- 
citos. 

Cest probablement à cette espèce qu'appartíennent les exemplaires 
de Termes* et de Wurtemberg*, mais on ne peut pas lui reunir Turri- 
teUa Dunkeri Terq.^, qui, d'après Terquem, correspondrait à Melania 
Turritella de Dunker. 11 est vrai que Terquem reproduit la diagnose 
de Dunker, mais sa figure montre quatre cotes spirales de même 
force, et Tornementation de la base est différente. Cette forme doit étre 
dénommée Promathildia Dunkeri Terq. sp., comme Ta fait Dumortier ^; 
cependant Texemplaire figure par Dumortier (pL 20, fig. 1) comme 
Turritella Dunkeri diffère notablement de celui de Terquem. Chez le 



^ PaUonUAagie de Vétage infèriewr ás la formation liatiquê dê la promne» dm Lu- 
xembourg et de Heltange, 1855, p. 35. 

2 Der unterê Jura, i87i, p. 255. 

s Die Gattropoden det HeuiptdoUmiU und dei Plattenkaíkee der Á^pen ( Abh. lool. 
mia. Ver. Rej^nsburg, xi, 1878, p. 6i. 

^ Chapuis et DswALQUB, Provinci du Luxembourg, 1853, p, 105. 

« Oppkl, Juraformaiwn, 1856-58, p. 92, n.» 52.— Qobnstbut, Der Jura, 1858> 
p. 61, pi. 5, Qg. 21, 22, et Gaetrcpoden, p. 302, pi. 196, flg. 31, 32. 

• Hettange, p. 34, pi. 14, ílg. 5. 

7 BoMtfi du Rhâne, i, 1864, p. 119. 



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~9 — 

T. Dunkeri, figure par Ammon du Monte Nota *, Ia caròne spirale se 
trouYe beancoup pias bas que chez les exemplaires d'HaIberstadt. 

La forme représentée par Capellini* comme TurriteUa Dunkeri 
Dkr. sp.? est plutòt à rapporter à T. simmilUana Gap., comme cet 
auteur en émet da reste la sappositíoD. 

Genre Turritella Lam. 
TurritéOa aJQT. Dunkeri Terq. 

La présence d'ane espèce voisine, sinon identiqae, est signalée 
par les deux tours initiaux d^une coquille turbinée, à flancs légèremeut 
reuflés, et à sutures profondes, présentant 4 à 5 lignes spirales aiguês, 
coupées par des stríes d'accroissement se ployant vers Tavaut. 

Gisement: Silves (Cerro-Branco), 1 eiempl. 

Turritella aJQT. Zinkeni Dunker 



i 



Pig. 4. TurrUel\a aff. Zinkent Duiol reconstitué au moyen de deux exemplaires 

J'ai devant moi un fragment composè de 5 tours d^environ 11 mm. 
de baatear et une poínte composée de 7 toars, de 6 mm.; je les consi- 
dere comme appartenant à une méme espèce. 

Quoique la surface soit usée, Texamen à la loupe du premier 
de ces fragments permet de reconnaitre une série de lignes spirales 
se trouvant prés de la base, ce qui rend três probable rattribution de 
cette forme au genre Turritella. Qaoique les tours soient un peu com- 
primes, leur angle spiral et leur forme font voir une concordance avec 
T. Zinkeni Dunker de Halberstadt, de sorte que les exemplaires por- 
tagais appartiennent à cette série. 

Ge n'est qu'ayec un matériel plus complet que Ton pourra dédder 
si cette forme est identique à celle d'Halberstadt, comme c'est le cas 
pour PromcUhildia Dunkeri, oa si elle represente une espèce nouvelle. 

Gisement: Silves (2 exempL). 



^ Die Gastropodenfauna dei HochfdUn^Kalkei und íiber Gattropoden^Rêite au$ 
Abiagerungen von Adnet, vom Monte Nota und den Raiblfr Sdiiditen (Geogn. Jahrei- 
hefto, y, 1893. p. 195, figures dans le texte 28, i9. 

» Spêziãy p. U7, pi. S, fig. 10, II. 



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— 10— 

Famille Naticidae Forbes 
Genre Ampullospira Hahris 

Ampullospira subangulata i/Orbignt sp. 

1844. Ámpullaria angulata Dcnker, Diagnosen, < p. i88. 

Í8i7. n n DuNEEB, Halberstadt, p. 110, pL 13, fig. 4'ih;. 

1849. Naiiea subangulata d'0rbi6ny, Prodrome, i, p. 2i4, n.*" 47. 

1855. Paludina angulata f Ámpullaria angulata Der.) in Pictet, Paléontologie, 

p. 50, pi. 58, fig. 16. 
1856-58. Natica subangulata d'Orb. in Oppel, Juraformation, p. 91, n.^" 47. 
1871. Purpurina angulata Der. (Ámpullaria) Dunkbr in Brauns, Unterer Jura, 

p. 246. 
1880. Ámpullaria angulata Dbsh. ia Choffat, Lias et Dogger, p. 3. 
1881-84. » » Dkr. in Quenstbdt, Gastropoden, p. 231, pi. 193, 

fig. 8, 9. 
1896. Angularia angulata Dkr. in Kokbn, Leitfossilien, p. 692. 
i90i. Euspira subangulata d'Obb. sp. in J. Boehm, Pereiros Schichten, p. 219. 

Un moule extéríeur est tellement analogue à un eiemplaire de 
méme taille de Halberstadt, que j'adopte ridentification émíse par Mr. 
Choffat. 

Gisemeot: Copeiro (1 exempl.). Ddnkkr suppose que cette es- 
pèce existe aussi dans les environs de Montpellier. 

Remarques: £d 1901, j'ai placè cette espèce dans le genre 
Euspira Ag., à Fexemple de Morris et Ltcett et de Mr. Cossmann, en 
cODsidérant Euspira canaliculata Morris et Ltcgtt comme type du 
genre. En 1897, Harris' avait déjà proposé le nom de Ampullospira 
pour ce méme groupe, en prenant Ámpullaria sigaretina Lam. comme 
type du genre Euspira^ conformément aux vues d'AGASsiz. Ce dernier 
a defini le genre Eupisra de Ia façon suivante, dans Fédition allemande 
de la Mineral Conchology of Great Britain de Sowerbt (1837), p. 14: 
«Les Natica qui ont une spire distincte, avec les tours bien visibles et 
un petít renflement spiral dans Tombilic forment une division particu- 
lière de ce genre, que j'appelle Euspira*. 

La première espèce décrite n'est pas Natica depressa Sow. comme 



^ Vorlàufigê Diagnosen mehrerer neuer Conehi^ien aus der nord*deuUáien LiasbU- 
dung, die nãdtsíens ausfúhrlicher beschrieben und ahgehildêt erscheinen werden (MBHKBy 
Zeitschrift f. Malakozoologie, i^ 1844-1845. 

2 6. F. Harris, Catalogue of the tertiary mollusea in the department ofgeology 
British Jiiuseum (Nat HLst). Part i. Th$ Australasian tertiary mollusea, p. 265. 



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—11— 

FiDdiqne Yon ZittelS mais N. glauànaides Sow., que Agassu separe 
nettement de iV. glaucinoides Dssu. Quoiqa'il en soit, que Eusjrira Ag. 
soit considere comme genre indépendant, ou qa'il rentre dans la syno- 
nymie de AmpuUina^ la série de formes de Euspira cancUiculaía Mobris 
et Lycftt est à Tavenir à designer soas le nom de AtnpuUospira. Notre 
espèce, et les espèces Yoisines: AmpuUaria angukua Desh., A. cari- 
nata Terq., A. obliqtM Terq. et A, planulata Terq. se rattachent à 
cette série par des formes analogues à Natica pdops d'Orb. Par là oo 
YOit que ce genre appartient à la famiile des Naticidae et non pas à 
celle des Purpurinidae comme Brauns' et von Ammon^ Font admis. 
Comme AmptMospira angtdata Desh. ' et A. anguUua Dunrer ne 
sont pas identiques, notre espèce doit ètre citée comme A. subangth 
lata d'Orbígnt. 

Famiile Pyramidellídae Grat 

Genre Coelostylina Kittl. 

Coelostylina algarbiensis J, Boehm, 1901 
PLI, fig. lOo^lla, 12 

Presque tons les exemplaires sont plus ou moins écrasés latérale- 
ment. Coquille ovóide allongée. Les tours au nombre de 7 à 8 sont 
faiblement bombés et separes par une suture profonde. Pérístome ovale 
allongé, acuminé à Tarríère, arrondi à Tavant. Lèvre interne un peu 
renversée, laissant une íissure ombilicale. Stríes d*accroissement fai- 
blement sigmoides. II n'y a que deux exemplaires de Silves de bonne 
conservation qui montrent en outre sur le pourtour des stríes longi- 
tudinales fines avec quelques stríes plus grossières. Un tour terminal 
provenant d' Alportel (fig. <2) montre la dimension que pouvait attein- 
dre cette espèce; d'après celui-ci, le nombre des tours est un peu plus 
grand que celui qui est indique plus haut, d'après les autres exem- 
plaires. 

Gisements: Alportel (30 exempl.)» Silves (Cerro-Branco) 17 
exempL, ?Pedras-Negras (1 exempl.). 



1 V. ZiTTEL, Handbueh der Palaeontologie, it, 188i-i885, p. 221, note. 

2 Cfr. CossMANN, Revue critique de Paléoxoologie, n, 1898^ p. i8. 

' Brauns, Dei' Untere Jura im Nordwestlichen Deutsdiland, 1871, p. 246. 

4 ▼. Amiion, Gastropoden dei Hauptdolomiís, ete., p. 12. 

s Dbshatbs, Traiu élémetOaire de Conchyíiologie, 1839-1883, pi. 72, fig. 23. 



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— 12— 

Codostylina gradlior J. Bobhm, 1901 
PL I, fig. 9 et figare danf le texte n.* 5 





Fig. 5. Vi Alportel 

J'ai devant moi quatre tours bombés d'une coquílle turbinée, dont 
les tours initiaux De sont pas conserves. U sont aplatis latéralement et 
impressionnés en avant de la suture; sur le dernier tour, il y a mème 
un méplat étroit dirige obliquement vers le bas. Leur largeur est le 
double de leur bauteur. La base est bombée. Le pérístome est d'uu 
tiers plus haut que large et aminci à Tarríère. La lèvre intérieure est 
accompagnée d'une flssure oníbilicale. La surface presente des stríes 
d'accroíssement. 

La figure 5 du texte montre un exemplaire plus jeune. 

Je serais disposé à ranger provisoirement dans cette espèce un 
exemplaire incomplet d'Almaroz qui presente conformément à fig. 9 
un aplatíssement des flancs et la méme proportion des tours. 

Gisements: Alportel (2 exempl.), ?300 m. E. du signal d'Alma- 
roz (1 exempl.). 

Remarque: Cette espèce se distingue de C. aJgarbiensis 1. Boehm 
par un angle spiral plus faible et une forme plus élancée. 

Coehstylina túmida J. Boehm> 1901 



<^i> 



Fig. 6. Codottyltna túmida n. sp. 7i 
1887. Y TVròo mdu$ Munstbr in Ghoffat, Sado, p. 233. 

Hauteur totale 9 mm. 

Hauteur du pérístome 5 » 

Largeur du dernier tour. . . 7,5 : 6,5 » 

Goquille três petite, turbinée, formée par 6 tours renflés, augmen- 
tant rapidement de largeur. L'avant dernier tour a un diamètre de 
5 mm. et une hauteur de 1,5. Suture profonde. Pérístome un peu plus 
haut que le tour, presque drculaire, aussi lai ge que haut. La lèvre 



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— 13 — 

iatéríeure qai est conservée chez un petit exemplaire montre une fis- 
sore ombilicale. La surface est corrodée. 
Gisement: Alportel (2 exempl.). 

Codostylina Choffati J. Boehm, 1901 

PI. I,fig. 18,18 a 

Hauteur totale 24 mm. 

Hauteur du pérístome 12 » 

Largeur du dernier toar 16 : 14 » 

La coquílle ovale aminde est composée de 6 à 7 tonrs renflés» 
separes par une suture profonde, formaut des degrés arrondis, aplatís 
sur les flancs. Péristome en forme d'amande, aussi haut que la spire, 
aminci à Tarríère et largement arrondi à Tavant. Bord antéríeur im- 
parfaitemeot conserve. La lèvre interne, peu rabattue, laisse voir une 
fissure ombilicale. La lèvre eitérieure est mínce et un peu prolongée à 
Tavant, au-dessous de la suture. La surface est corrodée» ce n'est que 
prés du péristome que Fon peut observer les stries d'accroissement 
qui sont droites. 

Gisement: 300 m. E. du signal d'Almaroz (1 exempl.). 

Genre Oonia Gemmellabo 

Oonia casta J. Boehm, 1901 
PI. I, fig. 7, 8 

Goquille turbinée allongée, à tours três peu renflés. Suture peu 
profonde. Dernier tour aussi haut que la splre. Péristome ovóide. La 
lèvre intéríeure s'applique contre la columelle qui est courbée. Surface 
lisse; Tornementation n'est pas discernable. 

Gisement: 300 m. E. du signal d'Almaroz (i exempl.). 

Genre Katosira Koren 

Katosira Pimentéli Choffat sp. 
Pi. I, fig. 14 et 16 

1887. Cêrithium Pmênidi Choffat, Sado, p. 233. 

Goquille turriculée. Tours croissant réguliérement, à largeur dou- 
ble de la hauteur, presque plats. Plis axiaux separes par un intervalle 
à peu prés égal à leur largeur; j'en compte 16 sur Tavant dernier tour 
du plus grand exemplaire, ils s'étendent en ligne droíte et avec la 
mème force de suture à suture> leur plus grande élévation se trouvant 



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— 14 — 

au-dessous de la suture. Hs sont placés de façon ã ce que les plis d'un 
tour soient ã peu prés la contínuation de ceux du tour précédent. lis 
sont coupés par envíron 6 ligues spirales qul par suite de Tusure ne sont 
Yísibles que dans les íntervalles entre les cotes et sur leurs cõtés. Les 
plis s'interrompent sur Ia base qui est faiblemeut renflée; sur uu exem- 
plaire elle porte trois lignes spirales vigoureuses. Péristome paraissant 
arrondi, lèvre interne droite. 

Sur des plaquettes de Pedras-Negras se trouvent 15 échantillons 
élancés, de 4 mm. de hauteur et 1,5 mm. de diamètre, dontles tours 
au nombre de 6 à 7 croissent régulièrement et dont la base se rappro- 
che tellement des exemplaires d' Alportel par la forme et Tomementa- 
tion, que Ton doit les considérer comme des extrémités de KcUosira 
PimerUdi. 

Gisement: Alportel (4 exempL), Pedras-Negras (H exempl.). 

Remarques: K. Pímenteli Chof. parait se distinguer de Chem- 
nitzia Cordieri Gapellini ^ par un angle spiral plus ouvert, des cotes 
axiales plus serrées et un plus petit nombre de lignes spirales; Mr. Ga- 
PGLLiNi ne dít pas si Tespèce italienne porte des impressions spirales 
sur la base. Chemnitzia craticia Mobrrg' appartient probablement aussi 
au genre Katosira, mais est turbiniforme, à cause de son angle spiral 
beaucoup plus ouvert. 

Famille Actaeonidae d'Orb. 

Genre Boehmia Gossmann 

(Ephyra J. Boehm^) 

Ge genre n'est pour le moment represente que par Tespèce sui- 
vante, de sorte que sa description est en mème temps Ia diagnose du 
genre. 



1 Spezia, p. 44i, pi. I, fig. i7 et 18. 

< Om Ua$ i sydôitra Skane (Sveriges geol Undersõkn, ser. C, n.<> 99, i888, 
p. 65, pL II, fig. 45, 46. 

' D'apròs Go3SiiANif (Rêvue critique de Paléoxoologie, vi, 4902, p. 22) ce nom 
jiurait dójà óté (Bmployó plusiean fois; 11 propose de le remplacer par Boehmia, 



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— i5 — 

Boehmia exilis J. Boehm sp. 
PI. I, fig. 5, 6; figures dana le texte 7-9 





Fig.8(»rig.6depl.I) 
Vue du côté du péristome 



Fig. 9 
Vue dans Taxe, du côté 
Fig. 7 antérieur 

Boehmia exUiê J. Bobhm. Vi 

1901. Ephyra êxilii J. Bobhm, Pereiros Schicbten. p. 223. 

1902. Boehmia egUit Ck>8siiANif, Reyue de Paléozoologie, p. 22. 

Coquille imperforée, pyramidée, enroulée abruptement.Tours apla- 
tís sur les côtés, se snccédant par gradins étroíts, à peu prés trois fois 
aussi hauts que larges. Des plis aiiaux, droits, au nombre approii- 
matif de i5 par tour s'étendent sur les tours supérieurs (les tours ini- 
tiaux ne sont pas consenrés) depuis la suture inférieure jusqu'à la ca- 
ròne de la face sutnrale supéríeure, ou ils se plient presque à angle 
droit en méme temps qu'ils diminuent rapidement d'épaisseur et se 
terminent eu s'étirant. U est rare que la partie reposaut sur la face 
sutarale s'ayance jusqu'à la courbure du pli précédent. Ges plis axiaux 
disparaissent sur les tours plus récents en diminuant graduellement de 
force. Les stríes d'accroissement devenant de plus en plus fortes se 
plient vers Tarríère près de la carène comme chez Nerinea et traver- 
sent la face suturale inclinée, sous forme de demi-lune (figure 7 du 
texte), ce qui est cache sur les derniers tours par une pellicule cal- 
caire. Base conique, lúnitée par des carènes, lisse. Péristome étroit, 
ovale allongé, acuminé à Tarrière, rétréci á Tavant; bord antérieur 
ployé et renversé en forme de goulot dans toute sa largeur (fig. 9 du 
texte). Columelle courte, droite, lisse. Lèvre intérieure sans callosité. 
Quelques exemplaires permettent de reconnaítre des traces de stríes 
spirales, à Taide d'une loupe grossissant au sextuple. 

Gisements: 300 m. E. d'Almaroz (10 exempl.). 



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— 16 — 

Remarques: B. exilis est rapproché des espèces du genre 
Hypsiplmra par sa taille élancée, mais il en est séparé par ses stries 
d^accroissement semblables à celles des Nérínées. B. exilis ne peut pas 
ètre considere comme appartenant aux Nerineidae ou comme mi des- 
cendant des Murchisonidae, car la face suturale ne laisse pas Toir de 
sillon sur lequel les stries d'accroissement de Ia fissure buttent direc- 
tement centre les stries du pourtour comme c'est le cas chez les Neri- 
neidae, par conséquent il ne peut pas être question de fissure sutu- 
rale dans le genre Boehmia; un autre motif amenant ã la méme cou- 
clusion est que Touverture ne se termine pas par un canal. Les repré- 
sentants des genres CylindrobuUina et Trochactaeon montrent un ploie- 
ment analogue des stries d^accroissement. Si Ton considere en outra 
que le genre Actaeonina contient des formes avec la spire allongée» 
on arríve à la supposition que B. exilis represente un type apparte- 
nant à la famille des Actaeonidae, cependant ce n'est qu'après de nouvel- 
les découvertes que cette question pourra être tranchée définitivement. 

Genre Cylindrobullina y. Ammon 
a. — Groupe de Cylindrobullina scalaris Mstr. sp. 

CylindrobuUina coarctata J. Boehm, 1901 
PI. I, fig. 18 

Hauteur 6 mm. 

Hauteur du péristome 3,5 > 

Épaisseur, environ 2 > 

CoquiUe ovale allongé, spire conique formée par 5 tours en gra- 
dins et du tour embryonnaire hétérostrophe. La coquille est impres- 
sionnée en avant de la suture qui est profonde et qui forme un degré 
faiblement incline vers Textérieur et limite par une carène. La coquille 
est contractée au-dessous de la carène, formant une dépression large 
mais peu profonde et elle passe ensuite à la courbure convexe de la 
partíe antérieure du dernier tour. Péristome formant un angle à Tar- 
riére, arrondi à Tavant. Lèvre intérieure épaissie à Tavant. Stries 
d'accroissement formant une convexité vers Tavant, se répliant vers 
Tarrière sur la carène, sous forme de demi-lune. 

Gisement: Alportel (1 exempl.). 

Remarques: Cette forme se rapproché de Actaeonina scalaris 
MsTR. sp.' de St. Gassian, dont elle se distingue par la carène moins 
saillante, la dépression spirale située plus bas et la spire plus courte. 

^ KiTTL, Diê Gastropodin der Schichten von St Cauian der iúdalpinen Triae 
(Âonal. k. k. natorhist Hofmus., ix, 1894, p. 242, t. 11, fig. 24 à 31). 



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— 17— 

CylindrobuUina Sharpei noY. nom. 

PL I, fig. 20 

1887. T&rnaMa sp. noo. aff. nMongata Moorb in GeoTrÁT, Sado, p. 233. 
i90i. CylindrobuUina Âmmmi J. Boehm, Pereiros Schíchten, p. 225, pi. Yin, fig. 20. 

Un moule extéríeur de Pereiros ne montre pas de différences 
avec les dimensions et les figures que Ton Ammon *• donne pour Cy- 
lindrobuUina elongata, de sorte que je reunis provisoirement les deux 
formes. Le type portugais a la coquille allongce, cylindrique, avec 5 
tours et spire en gradins comme too Ammon Tindíque pour la forme 
alpine; tous les autres caracteres concordent, sauf que Ton ne peut 
pas observer la ligne spirale sous la suture, caractere qui est aussi in- 
certain dans Fexemplaire alpiu. En outre la partie antérieure du pé* 
ristome est incomplète dans Texemplaíre portugais. Les stries d'accroís- 
sement sont bien observables, elles sont conformes à celles qui carac- 
térisent le genre; néanmoins je ne puis pas suivre y. Ammon dans sa 
réunion de cette espèce avec Cylindrites dongatm Moore', car, d'après 
cet auteur, les tours de Tespèce anglaise sont separes par ca narrow 
ronnded suture» et le demier tour comporte prés des Vs de la hau- 
teur totale, tandis que chez Tespèce alpine et cbez la portugaise les 
tours sont carénés et la spire comporte '/a de la hauteur totale. Par 
la forme des tours, C, Sharpei s'éloigne en outre du groupe de C. fra- 
gilis DuNK. auquel C. eUmgatus Moore parait appartenir. Je le separe 
par conséquent sous Ia dénomination de C. Sharpei. 

U est possible qu'un petit exemplai re de Pedras-Negras soit à lui 
reunir; les tours initiaux ne sont pas consenrés, sa hauteur est de 
3 mm. et sa largeur de 1,5, et il montre des tours anguleux disposés 
en gradins. 

Gisements: Pereiros (1 exempL), ? Pedras-Negras (1 exempl.). 

b. — Groupe du CylindrobuUina fragilis Dunker sp. 
CylindrobuUina sub-fragilis J. Boehm, 1901 

PI. I, fig. 21 

Hauteur 6 mm. 

Hauteur du péristome: prés de.. . . 4,5 > 



^ Die Gastropoden des Hauptdolamitei und Plattenkaikes der Alpen (Abhandl. 
zool. min. Yereins Regensburg, zi, 1878, p. 33, fig. 11 a,b). 

^ On ihe zonet of lhe lower Lias and the Avicula contorta zone (Quart Joum. 
Geol. Soe., 1861, p. 509, pi. 16, fig. 20). 

CoAiMUMiGAçõES. Toai. V.— AviUL,.1903. 2 ~ 



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— 18 — 

Goquille ovale, à coupe elliptique (le plus grand díamètre mesure 
3,5 mm. el le plus petil 2 mm.), composée de 6 tours. Spire conique 
formant Va de la hauteur totale. Les tours sont comprimes en avant 
de la suture et aplatis latéralement. Lorsque la coquille est corrodée 
à Ia suture les tours semblent ètre en gradins; mais les points intacts 
montrent qu'íls passent aux flaucs en s'arrondissant, comme chez Âcí. 
fragilis Dunk. Péristome étroit, élargi en avant. Bord antérieur arrondi. 
Columelle courbée. La lèvre interne, renversée, laisse voir une échan- 
crure ombilicalé. La lèvre externe se pioie fortement en arríère au 
coin postérieur du péristome, conformément aux plis d^ac^roissemeut, 
formant une courbe vers Tavant. 

Gisement: Alportel (1 exempl.). 

Remarques: L'espèce portugaise se distingue du C. fragilis 
Dunk. par sa spire plus haute qui, chez cette dernière, n'atteint que 
V4 de la hauteur totale. 

CylindrobiUlina sp. 
PI. I, úg. 19 

Cette coquille cylindríque ayant une épaisseur de 3 : 2,5 mm. n'est 
pas complèlement conservée, Fextrémité de la spire étant corrodée jus- 
qu'à Tavant dernier tour. EUe était certainement três courte, conique, 
et était composée de 3 à 4 tours, à en juger par la disposition de la 
lèvre interne, visible dans la cassure oblique. En avant de la suture se 
trouve un gradin étroit et plat qui est séparé franchement des flancs 
plats et parallèles à Taxe. Le péristome étroit, de 5 mm. de hauteur, 
est anguleux à Tarriére, élargi à Tavant, et le bord antérieur est ar- 
rondi. La lèvre externe s'avance en forme d'arc, en concordance avec 
les stries d'accroissement courbées vers Tavant. La lèvre interne laisse 
voir une échancrure ombilicalé. 

Gisement: Alportel (i exempl.) 

Remarques: L'état incomplet de Texemplaire nepermetpas ia 
comparaison avec les espèces voisines. 



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— i9 — 

Lamellibranolilata 

Famille Anomiidae Gray 

Genre Dimyodon Munier-Chalmas ' 

Dimyodon ungulatus J. Boehm, 1901 



Fig. 10. Vi 

Petite valve droíte, mesurant 4 mm. de largeur él de hauteur, 
adhérant par toute sa face extérieure sur un Macrodon Bonneti Choff. 
SoD coDtour est arrondí, un peu oblique. 

On peut observer des lignes radiales fines et nombreuses, par- 
tant du milíeu et atteígnant le bord étroit, lísse, retourné vers Texté- 
rieur et tombant abruptement. Plusieurs petites cotes se bifurquent 
un peu avant de Tatteíndre. Les impressíons musculaíres ne sont plus 
observables. 

Le bord de Ia charníère est presque droit, et atteint envíron la 
moitié de Ia longueur de Ia coquille. Les lames sont vigoureuses, oblí- 
ques, en forme de dents; la postérieure est bien conscrvée et montre 
encore à la loupe les traces d'une fine crénelure et la profonde fossette 
qui la limite vers Textérieur. La lame antérieure est fortement usée 
ce qui est aussi le cas pour Tornementation radiale dans le voisinage 
de rmnbo. 

Gisement: Cerro-Branco (Silves), 1 exemplaire. 

Remarques: L'espèce portugaise se distingue de Plicatula Par- 
kinsoni Terq. et Piette (non Bronn, Eudes-Deslongchamps)' par son 
contour presqne circolaire et par sa taille plus petite. II faut ajou- 
ter que Tespèce figurée par Terquem et Pii!:tte n'a absolument rien 
affaire avec la forme figurée par Eudgs-Desiongchamps^ sous le nom 



^ Comparez les remarques de Bittnbr dans ses LameIlíbranehesdaTriasalpin. 
L Revision der Lamellibranchiaten von St. Cassian (Abhand. der k. k. geol. R.-A., xviii, 
1895, p. 2i8, 219.— OppbnhbiM; Die Priabonaschichtenmdihre Fauna (VzlêeoniognL' 
phica, XLYii, p. 338). 

2 UEtí de la Franee, pi. 13, fíg. 16. 

' Bteai iur le$ plieatules fomlee det terrains du Calvadoi (Mém. Soe. Lion. Nor- 
mandie, xi, 1860). 



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— 20 — 
de Harpax Parkinsoni quoique ces auteurs se rapportent aux figures 

d'EUDeS-DESL0N6CHAMPS. 

Dimyodm ungukuus se distingue de PUccUtda Lotharingiae Terq. 
et Pibtte' par sa forme plus arrondie et la bifurcation de plusieors 
cotes radiales. 

Famille Spondylidae Gray 

Genre Harpax Pauk 

Harpax meridionalis J. Boehm 
PI. II, ^g. 1 

1804. Harpax ipinostu Sowerby sp. in Dumortier^ Bassin du Rhóne,* i, p. 7i, pi. 

42, fig. 1,2,3,8,9. 
1901. Harpax tnmdionalis J. Bobhm, Faana der Pereiros Schichten, p. 227, pi. IX, 

fig. 1. 

Les moules extéríeurs que j'ai devant moí correspoudeut bien par 
leur contour et par leur ornementation avec les figures de Harpax 
spinosus doDoées par Dumortier et avec des exemplaíres du Wunder- 
graben (Alpes bavaroises). 

Sans entrer dans une discussion sur la synonymie de H. spinosus 
Sow., questíon que Eddes-Deslongchamps a épuisée, je me bornerai 
à mentionner que les deux valves de Tespèce provenant du Lias moyen 
de TAngleterre sont ornées d'épines arrondies, de la forme d'une 
pointe d'aiguille tandis que les lamelles de Tespèce provenant des cou- 
ches les plus inférieures du Lias s'élèvent sous forme de rides écail- 
leuses largement voútées. L*espèce du Lias inférieur décrite par Eu- 
des-Deslongcuamps sous le nom de H. spinosus^ se distingue de H. 
meridionalis par ses plis ne dépassant pas ie bord des lamelles. G*est 
en m'appuyant sur ce caractere d'ornementation que je separe le type 
du Lias le plus inférieur de ceux qui sont un peu moins anciens. 

Gisements: 500 m. S. 45® E. de Monsarros (Anadia), 1 exempl.; 
Santa Gruz, 1 exempl. 

Genre Plicatula Lam. 

Plicattda hettangiensis Terquem 

1855. Plicatula heUangimuU Trrqubm^ Hettange. p. 108, pi. 24, fig. 3, 4. 
1864. » » Tbrqusm in Dumortier, Bassin du Rhóne, i, p. 73, 

pi. 12, fig. 4-7, 10. 



>L. c. pi. 13, fig. 14, 15. 

^Étudêi paUantologiqueê iur les dépóU juroisiques du bassin du Rhónê. 



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— 21 — 

1894. Harpax €fr. Boj/lei Tebourm in Sapobtá et Ghoffàt, Flore fossile, p;137. 
i90l. Plicatvla hettangiemit Tkbqubm in J. Bobem, Fauna der Pereiros Schichten, 

p. S2a 

Un exemplaire de la valve droíte sous forme de moule extéríeor 
correspond fort bíen avec les figures données par Dumortier; un deu- 
xième provient de Sá. D'après Terquem et Piette ' cette espèce monte 
JQsqu'à la zone de Bekmnites acutus Mill. 

Gisements: 500 m. S. 45 E. de Monsarros (Anadia), 1 exempL; 
?400 m. E. de Sá (Sangalhos), 1 exempl. 

Plicatula crucis Dumortibr 

1864. Plicatula enim Dumortibr, Bassin da Rhóne, i, p. 77, pi, 13, fig. i. 

1887? » » Dumortier in Choffat, Sado, p. 233. 

i90i. » » J. BoBHM, Fauna der Pereiros Scbichten, p. 228. 

Un fragment de i4 mm. de longueur et 10 de hauteur est orne 
de cotes radiales rapprochées les unes des autres et convertes d'écaíl- 
les. Âu bord inféríeur elles quittent leur direction primitive en se cou- 
dant. Cette omementalion et ce conde des cotes se rapporle parfai- 
tement à Pi crucis Dubi. 

Gísement: Silves (1 exempL). 

FamiUe Limidae d'Orb. 

Genre Plagiostoma Sow. 

Plagiostoma aff. compressa Terquem 

Figure du tezte 11 a 6 



Fig. 11 a 6. Plagioitoma aff. c(mfn'e$$a Terquim. Vi 

Gomme il manque le sommet, Toreille postéríeure et le bord pos- 
térieur, on peut seulement índiquer que Texemplaire appartient au 
groupe de PI. compressa. Cet exemplaire consiste en une valve droite, 



^ Le lÁa$ inférieur dê VE$t dê la Francê. (Mém. Soe. Góol. France (2), vin, p. 108.) 



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— 22 — 

ovale oblique, faiblement coDYexe, doDt la surface montre ia structure 
des Plagiostomes. 

Gisement: Cerro-Branco (Silves), l exempl. (CoU. Seebach.) 

Famille ÃTicalidae d'Obb. 
Genre Avicula Klein 

Avicula CapelUnii J. Boehm. 1901 
PI. II, fig. 4 a, 5; figure da texte 12, 13 

1866. Avicula De$haye$i Tbrq. in Capbllini, Spezia, p. 475, pi. 5, fig. 1-6. 
i90i. » Capdlinii J. Boeum, Pereiros Schichten^ p. 229, pi. IX, fig. 4-5. 



^'^'^: 



Fig. 12 Fig. 13 

Fig. i2 Có(ó interne, fig. 13 Gótó externe, Alportel Vi 

Les coquilles minces, à contour quadrangulaíre, oblique, sont íné- 
quivalves et três asymétriques, la charníère est longue et droite; les 
crochets aigus, sont presque situes à Textrémité antéríeure. Les deux 
oreilles sont de tailles três différentes, Tantérieure étant Irès petite et 
basse, acuminée, d^après un exemplaire de Silves, tandis que Toreille 
postéríeure est três grande. L'aileron postérieur qui est toujours brisé 
sauf dans des exemplaíres de Pedras-Negras parait se terminer en 
éperon aigu. La convexité de la valve gaúche s'abaisse presque symé- 
triquement vers Tavant et vers Tarrière. La valve droite est peu bom- 
bée, presque plate. Le bord postérieur n'est conserve chez aucun 
exemplaire, de sorte que ce n'est que d'après Tallure des stries d'ac- 
croissement que Ton peut admettre que le sinus était ètroit et pas- 
sablement profond. 

Gisements: Cerro-Branco (Silves), 7 exempl.; Alportel, 2 ex. 

Remarques: Les exemplaires portugais concordent avec Tes- 
pêce représtntée par Gapellini par le contour, la convexité, la posi- 
tion des crochets et la forme de la charnière. Get auteur indique que 
cFala posteriore è segnata da un solco»; le sillon n^estpas represente 
dans les figures, tandis qu'il est bien visible dans celles de Terquem. * 



1 Terquem, Hetiange, pi. 21, fig. 13. 



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— 23— 

Gomme Tespèce du Luxembourg se distingue en ontre de la forme 
italienne et portogaise par son bord antéríeur pios oblique vers Tar- 
ríère et se proloDgeant vers le bas, je separe cette demière forme 
sous le nom de A. Capdlinii. 

GeDre Pteroperna Morris et Lygett 
Pteropema Camoemi J. Bokhm, 1901 

PI. II, fig. 2 a 

Le moule três ÍDComplet dune yalve droite, brisé au bord infé- 
ríeur et au bord postérieur, indique une coquílle à pourtour quadran- 
gulaíre oblique, et à convexité moyenne. La conyexité s^élargit rapide- 
ment vers le bas et tombe abruptement vers Tavant qui presente un 
sinus; elle passe insensiblement au côté postérieur. L'oreine anterieure 
est large, tríangulaire et acuminée. Le bord cardinal est brisé à la 
partie postérieure; il est haut, long, et porte iO dents qui augmen- 
tent de hauteur et de force yers la pointe. Un peu au-dessus des dents 
se trouTe une lame étroite que Ton dgit sans doute considérer comme 
le remplissage d'une fossette ligamentaire. 

Gisement: Vacariça (1 exempL). 

Genre Gervilleia Defr. 
GerviUeia Hagenotoi Dunker sp. 

PI. II, fig. 6 a 

1897. GerviUeia Hagenowii Dkr. in Phiuppi» Kanonenherg, p. 436, pi. i6, fig. 3, 

cam syn. 
1901. • » J. BoRHM^ Pereiros Scbichten, p. 231, pi. IX, fig. 6. 

Un mouIe extérieur bien conserve» sauf une petite partie de 
Toreille postérieure et la pointe de Tantérieure, correspond parfaite- 
ment à 6. Hagenowi Dktnk., de Halberstadt, quant au contour et prin- 
cipalement par Tangle que le bord antérieur forme avec le bord cardi- 
nal, par la position des crochets, par la convoxité des deux valves et 
leur limite vers les oreilles. 

Gisement: Pereiros (1 exempl.). 

Remarques: De petites aspérités sur le bord de la charnière 
ont rapport au remplissage des fosses ligamentaires par la gange et 
confirment le placement dans le genre Gervilleia. 



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— 24 — 

GerviMa conimbrica Choffat sp. 
PL U, fig, 3, 12 a, figure da texte 14-15 

i880. Atieuia Conimbrica Choffat, Lias, p. 3. 

1887. » » Choffat, Sado, p. 933. 

i90i. GerviUeia Conimbrica J. Bobhm, Pereiros Schichten, p. 231, pi. IX, fig. 3, i2. 




m'» 



Fig. i4 Fig. 15 Fig. i6 

Fig. 14 G. conimbrica Choff. Pedras Negras. Vi 
Fig. 15 • Choff. Kanonenberg. Vi 

Fig. 16 G. Hagenowi Dunk. Kanonenberg. Vi 

Le mouie extérieur d'uD6 valve gaúche de forme quadrangalaire, 
oblíque, est represente dans Is^fig. 3 de pi. II. Le crochet reoflé est 
presque à rextrémité antéríeure. Le dos fortement renflé tombe prés- 
que à augle droit vers le bord antérieur qui est ployé yers rintérieur; 
il tombe rapidement vers ToreíUe postéríeure qui est étroíte, plate et 
peu excayée, mais bien délimitée. Bord inférieur courbe. Le bord 
cardinal est droit et occupe presque la totalíté de la longueur de Ia 
coquílle; il porte au milieu plusieurs fossettes lígamentaires et aussi à 
Textrémité postéríeure une dent couchée obliquement. Surface striée 
coQcentriquement. 

Un deuxième moule extérieur ayant ses deux valves (pi. II, flg. 
i2), dont le bord inférieur n'est pas conserve, montre que la valve 
gaúche n'est qu'un peu plus renflée que la droite. 

De deux exemplaires avec valves, de Pedras-Negras, qui ne se 
distinguent que par une taille plus faible, Tun montre les fossettes lí- 
gamentaires des Gervilleia et Toreille antéríeure est plus courte qu'à 
Tautre exemplaire. Deux exemplaires de Halberstadt correspondent 
aux exemplaires portugais aussi bien par ce dernier caractere que par 
tous les autres, de sorte que G. Conimbrica Choff. sp., se montre aussi 
dans le Lias inférieur de rAUemagne du Nord. 

Gisements: Vacariça (1 exempl.), Rio-de-6allinhas (1 exempl.), 
Pedras-Negras (2 exempl.). 

Remarques: G. Hagenowi Dunk., s'en distingue par un angle 
beaucoup plus aigu, forme par la lígne cardinale et le bord antérieur 
(figure i6 du texte). 



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—25 — 

Gervitteia venirosa J. Boehm, i90i 
PL U, fig. 7 a 

Hauteor 13 mm. 

Épaisseur des deux Talyes. iO » (y. gaudie: 6, v. droite: 4 mm.) 

Coquille petite, três inéquílatérale et très inéqniyalye; la yalye 
ganche étant beauconp plus renflée que la yalye droite. Les bords 
postérieur et inférieur ne sodI pas coDsenrés. Les crocbets sont sitnés 
yers Textrémité antéríenre et dépassent le bord cardinal qui a prés 
de 10 mm. de longueur. L'area est triangulaire et oblique, celle de la 
yalye gaúche ayant une taille double de celle de la yahe droite; elle 
porte trois fossettes ligamentaires. 

Gisement: Pereiros (1 exempl.). 

FamiUe Mytilidae Lam. 

Genre JUodiola Lam. 

Modiola Hofftnanni Nilsson 

PI. II, fig. 14, 15 

1878. Hylilui Ho/fmanni Nilsson in Lundgrsii/ Skàne, p. 44, àg. 2Í-23 cum syn. 
1880. » fntnic^iu Goldfuss íd Choffat, Lias, p. 3 et Saporta et Chofpat, 

Flore {ouile, 1894. 
1901. Moàioía Hoffmami J. Bukhm, Pereiros Schichten, p. 232, pi. IX, fig. 14-15. 

La coquille est oyale allougé, sa longueur atteint on peu plus 
du double de sa hauteur et elle est un peu plus haute eu arríère que 
deyant; le bord inférieur est en ligne droite, le bord postérieur est 
obliqne et arrondi et le bord antérieur est très court et fortement 
courbé. Les crochets sont situes à Textrémité; il en part un dos éleyé, 
arrondi, s'abaissant peu à peu yers Farríère, au deyant duquel la co- 
quille s'abaisse par gradins, d'ou il resulte un affaissement bien ac- 
centoé. 

Gisements: 500 m. S. 45 E. de Monsarros (Anadia), 2 exempL; 
Rio-de-Gallinhas (1 exempl.), Copeiros (3 exempl.). 

Remarques: La comparaison ayec un exemplaire de Tínne- 
karp (Schonen), parfaitement consenré, montre la concordance par- 
faite des exemplaires portugais ayec les exemplaires suédois. Modiola 
glabrata Dunk, a le bord antérieur large et arrondi passant régu- 
lièrement au dos. M. scalprum Soyv. a, comme M. HiUana Soyy., le 



1 Shtdiêr òfver faunan i den ttenkoUforande formatíofien i nordoàtíra Skane 
(KgL fysiogr. sftUsk. minneskrift). 



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—26— 

bord antérieur faiblement séparé et un bourrelet situe un peu en ar- 
ríère de Textrémité antérieure. M. minuta Goldf., est beaucoup plus 

élancé. 

Madiola lusitanica J. Boeum. i90i 
PI. U, úg. 13 a 

Coquille ovale rhomboídale, renflée, environ 4 V« fois plus lon- 
gue que haute. La plus graude hauteur est au mílieu; elle díminue 
peu à peu de sorte que le cõté postéríeur, tronqué et arrondi, est en- 
core beaucoup plus haut que le côté antérieur coupé obliquement et 
ployé. Bord inférieur rectiligne. Crochets deprimes, courbés vers le 
bas, se terminant par une courbe. Sur les côtés s^élève un dos accen- 
tué, largement arrondi. 

Gisement: Copeiros (2 exempL). 

Remarques: Le type portugais se distingue de M. genictUaius 
LuNDGREN ' par la courhure plus accentuée qui réunit le côté cardinal 
au cõté postérieur; et en outre par une épaisseur plus forte. 

Famille Arcídae Lam. 

Genre Macrodon Ltcett 

Macrodon Bonneti Ghoffat 
PI. II, ^. 9-11 

1887. Arca Bonneti Ghoffat, Sado, p. 233. 

1888. » » Ghoffat, Asiphonidae,^ p. 57, pi. II, fig. 43-46. 

1901. Macrodon BonnHi J. Boehm, Pereiros Schichten^ p. 233, pi. IX, fig. 9-11. 

Longueur 21 mm. 

Hauteur 10 » 

Épaisseur de chaque valve. . . 5 • 

La coquille est allongée, rhomboídale, três inéquilatérale, peu 
épaisse. Le côté antérieur est court, arrondi, et fait un angle presque 
droit avec le bord cardinal. Le côté palléal se dirige obliquemenl vers 
Tarrière, de sorte que la hauteur de la coquille augmente de plus en 
plus, il se recourbe un peu avant Tangle arrondi qui le relie au côté 
postérieur. Le bord postérieur forme un angle obtus (120®-13(y*) avec 
le bord cardinal; le bord cardinal est par conséquent plus court que 
la coquille. Le crochet est situe au ^/z de la longueur de la coquille; 
11 est bas» moyennement élargi, à sommet tourné vers Tintérieur et 



1 L. c. Sludier Skane, p. 46, pi. 1, fig. 30. 

2 Ghoffat. Description de la faune jurauique du Portugal, Mollusques LamelH- 
branches, 2* ordre. Asiphonidae. (Gommission Trav. Géol. Portugal.) 



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—27 — 

vers Tavant. De ce crocbet part une carène díagonale qui faít une forte 
sajllie, parce qu'elie tombe brusquement sur la partíe déprímée qui 
la separe du bord cardinal; eo avant de cette carène, la coquille de 
beaucoup d'exemplaires est légèrement ployée en forme de selle. L'area 
a la forme d*un tríangle oblíque, elle est déprímée, converte de gros- 
ses stríes longitudinales et porte 4 à 6 siUons linéaires diriges obli- 
quementvers le bord cardinal; ils s'arrètent contre nn autre sillon per- 
pendiculaire au bord cardinal. 

La chamière est três étroite. Sous les crochets se trouvent 7 à 8 
petites dents en dísposition radiale par rapport à la ligne de cbarnière. 
Les 3 à 4 dents antéríeures sont inclinées obliquement, de Tavant à 
Tarríère, par rapport au bord cardinal, la plus inféríeure est parallèle 
au bord cardinal. Des trois dents latérales postéríeures, la plus haute 
dépasse la moitié de la longueur, la deuxième atteint le tiers posté- 
ríeur, tandis que la troísième est três courte. 

Les stríes d'accroissement, régulières, ressortant comme des co- 
tes, sont coupées par des lignes radiales qui sont plus fortes sur la 
partie déprímée de la coquille. La stríation radiale est souTent rendue 
confíise par Tusure. 

A côté d'exemplaires dont la hauteur augmente vers Tarríère, on 
en trouve quelques uns à forme droite. 

Gisements: Silves (55 exempl, dont 33 de Mr. de Seebach). 

Remarques: Cette espèce, appartenant au groupe de M. can- 
cMatus Marun * se distingue de Arca Lycetti Moore,' dont on ne con- 
nait pas la chamière, par sa forme rhomboidale et Fornementation 
différente de la partie postérieure, déprímée, de la coquille. En outre, 
la dépression de la partie médiane de la coquille que Moore indique 
pour les jeunes exemplaires de son espèce, est rarement observable 
chez les exemplaires portugais, et faiblement accentuée. 

Cuadlaea Murchisoni Gapellini,^ três analogue à M. Bometi Ghoff. 
a les crochets plus larges et n'a que des dents três petites et radia- 
les. CucuUaea hettangiensís Terquem ^ a une área três étroite et moins 
de dents latérales. 



^ Voyez ToRNQciST. Das fossilfúhrendi UtUercarhon am òitlicken Rostbergtnamv 
in den Súdrogesm, 11. Besehreibung der Lamellibranchiaten Fauna (Abhandl. z. geol. 
Specialkarte v. Elsass-Lothringen, 5, (5), 1896, p. 90). 

2 On the zones of the Lowtr Ldai and the Avicula contorta Zone. (Qaart Jour- 
nal geol. Soe, i861, p. 501, pi. i6, fig. 7). 

3 Spezia, p. 470, pi. 4, fig. 13-16. 
* Hettange, p. 90, pi 21, fig. 3. 



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—28— 

Famille Astartidae Gray 

Genre Astarte Sow. 

Astarte sp. 




Fig. 47. Astarte sp. Vi 

J'ai devant moi Tempreinte un peu íneomplète d'un seul exem- 
plaire. Le type est passablement renflé, le contour semble avoir été 
triangulaire arrondi, inéquilatéral, la partie antérieure plus courte que 
la partie postéríeure. Grochets petits et situes en ayant da milíeu; an- 
gle cardinal ouvert. La partie antérieure du côté cardinal est légère- 
ment concave, la partie postéríeure presque droite et oblique. Lunule 
plate, cordiforme. L'ornementation consiste en 15 à i6 cotes étroites, 
concentríques, séparées par des síllons três larges, probablement or- 
nes de stríes fines. 

Les deux cotes inféríeures sont três faibles, de sorte qu'il semble 
que Tornementation s'e£façait vers le bord palléal. Plus les cotes sont 
rapprochées du bord inférieur, plus elles aflfectent un angle obtus. 

Gisement: 300 m. E. du sígnal d'Almaroz (1 exempl.)- 

Remarques: Gette forme se distingue des nombreuses espèces 
liasiques de ce genre soit par sa forme, soit par le nombre ou Tacuité 
des cotes et par la largeur des sillons les séparant. G'est ainsi que 
Astarte deltoidea Moberg ' est beaucoup plus petit et a moins de cotes. 
A. Erdmanni Moberg' a pour la même taiUe un contour diflérent, et 
seulement 5 cotes. 



1 MoBBROy 1. c, Uai Skane^ p. 48, pi. 2, fig. 3. 
s Idem, p. 49, pi. 3, fig. 25. 



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—29 — 

Famille Ladnidae Dbsh. 

Genre Unicardium d'Orb. 

Uhicardium Castas Sharpe 

PI. III, fig. 25 à 27 et fig. Oy ò da texte 



Pig. a, b.^U. Cottoê Shárpb sp.— Sinémaríen de S. Pedro-de-Moel 

1850. Corbvla Coftoê Shabpb, Secondary distríet North Tagus, p. 181, pL 20, fig. 2. 
1885. Ceromya Castae Chopp., Noavelles données sar les vallées típhoniqaes, p. ii8. 
1901. Unicardúm Coêioê J. Bokhm, Pereiros Schichten, p. 236, pi. 3, fig. 25-27. 

Longuenr 40 mm. 37 mm. 

Hauleur 30 • 26,6 • 

Épaisseur de Ia yalve ganche. . . 12 » 10 i 

Épaisseur de la yalye droite.. . . 13 > 11 > 

La descríption de 1901 étaít basée sur les exemplaires represen- 
tes par les figures 25 à 27 de pi. III; elle a pn être complétée sur 
qoelques points, gráce à robligeance de Mr. Ghoppat, qui víent de 
m'envoyer quelques exemplaires complèts de S. Pedro-de-Muel. 

GoqulUe renflée, inéquilatérale, ínéquivalve, transyersalement 
oyale. Valve droite plus renflée que la ganche. La conrbure du bord 
palléal est irrégnUère, en ce sens qne le point le plus bas est situe 
en arríère du milieu. La conrbure du côté postérieur est plus large 
que celle du bord antérieur, qui parait nn peu acnminé. Les crochets 
sont sitnés en ayant du milieu ; ils sont acuminés et reconrbés yers 
rintérieur et Tayant. Le crochet de la yalve droite est plus renflé et 
plus large que celui de la yalye ganche. Surface striée concentriqne- 
ment. Dans les exemplaires munis de la coquille, les bords de la char- 
nière se rencontrent sous nn angle três obtus. 

Gisement: 300 m. E. du signal d'Almaroz (6 exempl.), S. Pe- 
dro-de-Muel (3 exempl.), Ghão-de-Lamas (3 exempl.). 

Remarques: C/l Coslae Sharpe^ espèce nn peu yariable dans les 



1 D. Sbabpb^ o» ihê ueondary dittrid of Portugal whieh liet on the North ofthê 
Tagtu (Qaait Journal Geolog. Soe. London. VI, 1850, p. 181, pi. 20, fig. 2). 



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— 30 — 

rapports entre la hauteur et la longueur, ce qui entraine une légère Ta- 
ríatíoD de la position des crocbets, se distingue de U. rugosum Dunk., ^ 
espèce arrondie des quatre côtés, par le pourtour et par le renfle- 
ment presque régulier de la coquille, qui est déprimée chez cette der- 
nière et tombe par conséquent presque brusquement vers le bord an- 
térieur et le bord postéríeur. Le bord antérieur et le bord postérienr 
de U. cardioides Bean sont également largement tronqués tandis qu'ils 
sont arrondis dans Tespèce portugaise. 

Unicardíum minus J. Boehm, 1901 

PI. II, fig. 8 

J'aí devant moi trois fragments minces d*Qne coquille qni semble 
avoir été faiblement renflée. Deux d'entre eux (1 v. d., 1 g.) montrenl 
un crochet petit et aigu; le plus grand exemplaire (v. g.) prouve qu'il 
appartient au genre Unicardium par le support du ligament, moyenne- 
ment long et par sa dent cardinale triangulaire comprímée. La surface 
est couyerte de stries moyennement grossières. 

Un exemplaire d'Almaroz qui a les deux valves entièrement con- 
servées, sauf les crochets et le bord postéríeur, montre une telle ana- 
logie avec la valve droite précitée, sous le rapport de la ténuité de la 
coquille, de Tornementation et du renflement, que je le range pour le 
moment ayec cette espèce. II se distingue de U. ellipticum J. Boehv 
par la petítesse des crochets et la faiblesse de la voussure. 

Gisements: Cerro-Branco (Silves), 3 exempl.; Almaroz, 1 ex. 

Famille Cardiidae Lam. 
Genre Protocardia Bkyrich 

Protocardia Ckoffali J. Boemm, i901 
PI. III, fig. 18 a, 20 à 22; texte, fig. 18 

1887. Cardium sp. in Chopfat, Sado, p. 233. 

i90i. Protocardia Choffali J. Bo£HM, Fauna der Pereiros Schichten, p.237ypl.X, 

fig. i8, 20 à 22. 



3 



Fig. 18. Pedras-Negras. Vi 



^ Phiuppi^ Kanonenberg, p. 442. 



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-31 — 

Dimensíons en míllimètres 

I II 111 IV V 

Hauteur.... 7 10 12 — 17 — U 

LoDgueur... 7,5 12 12 — — 13 

Épaisseur... 5(2valves) l(lv.) 10 (2 v.) 4(lv.) 5— 4(ly.) 

I SUves, II Pedras-Negras (exemplaire comprime). Hl Pereiros 
(idem), IV Alportel, V Halberstadt. 

La coqttille est passabiement mince, faibiement renflée, à contour 
quadrangulaire arrondi. Le bord antéríeur est arrondi, le bord palléal 
faibiement courbé, le bord postérieur coupé obliqaement. Grochets pe- 
tits, aigus, presque médians. Un bourrelet diagonal relie le crochet 
an bord paDéo-postérieur; en arrière de ce bourrelet la coquille est 
fortement inclinée, dans quelques exemplaires elle est presque droite 
et porte 8 cotes radiales arrondies, séparées par des stries linéaires; 
une aire triangulaire à Textrémité supérieure postéríeure est lisse; 
pourtant dans un échantillon elle presente encore des lignes radiales 
fines. La surfac^ est couverte de stries fines, concentriques. La valve 
gaúche a une dent cardinale antéríeure três forte, large et arrondie, 
une dent cardinale postérieure três petite et une dent latérale anté- 
rieure. Dans la vaWe droite, les dents cardinales se comportent en sens 
contraire. 

Gisements: Alportel (19 exempl), Silves (1 exempl.), Pereiros 
(8 exempl.), Pedras-Negras (2 exempl.). 

Remarques: Pr. Choffati se distingue de Pr. Philippianum 
DuNK. par le bord postérieur plus abrupt, ce qui a pour résultat que 
le côté postérieur est aussi plus incline et est moins oblique par rap- 
port au bourrelet diagonal; en outre la charnière est plus robuste et 
les dents latérales plus écartées. 

La forme que Terquem^ réunit à Pr. Philippianum Dunk. pre- 
sente ces mémes caracteres quoique cet auteur reproduise la diagnose 
de DuNKER, de sorte que Tespèce d'Hettange est probablement à reunir 
à Pr. Choffati. L'espèce portugaise, de mème que celle-là, atteint aussi 
une taille beaucoup plus grande que le type de Halberstadt. L'espéce 
que FuGiNi' a réunie à Pr. PkUippianum Dunk. en diffère absolument. 



^ Hettange, p. 70, pi. 18, fig. 16. 

> BoU. Soe. malae, Ud., xvi, pi. 2, fig. 9, 10. 



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—32 — 

Proiocardia sp. 

Pl.m,fig.l9a 

Hauteur 12 mm. 

Longuenr 14 » 

Épaisseur 11 » (2 yalves) 

Un exemplaire ayant ses deux valves diffère de Tespèce décrite 
par son épaisseur considérable et ses crochets beaucoup pius épais. 
U faut allendre du matéríel nouveaux pour conclure à l'ÍDdépendance 
de cette forme. 

Gisement: Alportel (1 exempl.). 

Famille^Cyrenídae H. et A. Adàms 
Genre Isocyprina Roeder 
Fig. 19 Fig. 20 




Fig. li 




Fig. i9 à Si. Isocyprina Menkêi Dunk. sp. Kanonenberg prós de Halberstadt Vi 

Les espèces qiii suivent appartiennent à un groupe de formes dont 
quelqnes mies ont été rapportées aux genres Pleurophorus, PuUastra, 
Cytherea, Mesodesma, Cyrena, probablement aussi Axinus et Anatina 
et dont d'autres Tont été au genre Cypricardta, à Timitation de Ter- 
QUEH. La plupart de ces genres ont un sinus, et n'ont donc pas à ètre 
prís en consídération. Ge groupe se distingue de Cyrena, Axinus et 
Pleurophorus aussi bien par la forme de la coquille que par la consti- 
tution de la charnière. Cyrena Menkei Dunk., que je considere comme 
étant son type, a 2 denls cardinales, 1 dent latérale antérieure et 1 dent 
latérale postérieure dans chaque valve. Dans la valve gaúche^ Ia dent 
cardinale postérieure est mince, passablement longue, tròs oblíque et 



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—33 — 



séparée des nymphes ligamentaíres par un sillon três faible; la dent 
cardinale antérieure est presque triangulaire. Entre deux se trouve une 
fossette triangulaire. Entre la racine de la dent cardinale antérieure et 
le bord de la chamière se trouve nne petite fosse. Les dents latcrales 
sont allongées, en forme de lames, la dent postéríeure se soude avec 
le bord cardinal en le fortifiant. Une fosse dans la valye droite corres- 
pond à cet épaississement, d'oà il resulte que lorsque les valves sont 
fermées, la droite s'élèye un peu au-dessus de la gaúche. Au milieu 
de la courte plaque de la chamière de la yalve droite, se trouve une 
forte dent, entourée de fossettes, qui est inclinée obliqucment vers 
Tarríère et yers le bas, et en contact avec le bord cardinal se trouve 
une dent cardinale antérieure, mince, rencontrant le bord cardinal 
sous un angle obtus. 

Quant à la formation de la chamière, on voit par un exemplaire 
parfaitement conserve de 10 mm. de longueur et 8,5 de hauteur, que 
la valve droite portait originairement 2 lames dentaires antérieures 
(LA. r.III), celle du haut se soude au bord cardinal de sorte qu'il ne 
reste que la dent cardinale antérieure, qui est courte. Les dents laté- 
rales sont allongées en lanières comme dans la valve gaúche. U en re- 
sulte que la chamière de Cyrena Menkei Dunk. ot par conséquent le 
groupe précité a la formule suivante: 



Valve droite . . . 
Valve gaúche.. 



LA. 1:0" Ca. 3*:0*:3p 
LA. n Ca. 0«»:2p:4p. 



Lig. LPIíff" 
Lig. LP n 




Fig.22 



Píg. 23 





Fig. 24 Fíg. 25 

Fig. 22 à 25. Isoeigpnna Germari Dunk. sp. KaDonenberg prés Halberstadt. Vi 

II faut ajouter qu'à la loupe on peut reconnaítre des signes bien 
Yisibles de 5p, chez un autre exemplaire. Le fait que la dent cardi- 

CoMiiUNiCÀQâBs. Tom. v.— Mai, 1903. 3 



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— 34 — 

nale antérieure de la yalye droíte correspond à la fossette entre 2p et 
4p prouYe qu'il est 3p et non pas Ga I, comme aurait pu le faire croire 
sa position, sa masse et sa forme tríangulaíre. 

Ge rapport est confirme d'une façon encore pios claire par la 
charnière de Mesodesma Gertnari Dunr. quí appartíent au mème genre 
que Cyrena Menkei Dunk. comme Braons* et Philippi* Tont fait Toir 
(mais pourtant pas au genre Cyrena); la dent cardinale antérieure par. 
tant du crochet, est inclinée oblíquement vers Tarríère et le bas. Je tou- 
drais encore ajouter que la dent latérale antérieure d'un échantillon de 
/. Germari Dunk. sp. est fínement striée en travers, comme dans le 
genre Corbicula. 

Le genre Axinus n'a pas de dents, ou n'a qu'une dent étroite dans 
la valve droite; ^ Pleuraphorus^ qui a 2 dents cardinales et 1 dent laté- 
rale postérieure s'éloigne en outre par le contour de la coquílle; d'après 
Deshátes^ et GossMANN® Cypricardia a 3 dents cardinales et 1 dent 
latérale postérieure, en outre le muscle aducteur antérieur a le dou- 
ble de grandeur du muscle postéríeur. 

Mr. le prof. Benegkk a eu Tobligeance de m'enyoyer, sur ma de- 
mande, quelques exemplaires de Cyprina (Isocyprina) cyreniformis 
(Buv.)^ appartenant aux coUectíons de Tlnstitut Géologique d'Alsace- 
Lorraine; qu'il veuille bien agréer ici mes vífs remerciments. La com- 
paraison avec Cjprena JUenkei Dunk. ne me montre que des différen- 
ces spécifiques, de sorte que je range Tespèce du Lias inférieur dans 
le genre Isocyprina. 

II y a deux groupes à distinguer dans ce genre: 

a. — Groupe de Isocyprina Menkei Dunker sp. 
Isocyprina Heeri Ghoffàt sp. 

Pl.m,fig. Ilàl3a 

1880. Cypricardia Heeri Ghoffat, Tage, p. 3. 

i901. hocifprina Heeri J. Boehm* Pereiroi Schichten, p. S&i, pi. X, fig. li à 13. 



1 Vnterer Jura, p. 319. 

> Kanonenberg, p. 440. 

' Y. ZiTTBi^ Handbwà der PalaeonUAogie, n, 1881-85, p. 93. 

^ Idem, p. 64. 

6 Traité Hémentaire de Conchyliologie, n, p. ii. 

< Catalogve iUuttré dee eoquiUes foetUes de VEocène dei emnnm de Parit, &8C i 
(Annal. Soe. roy. malac Belgiqae, 1880, p. 133). 

7 RoBDER, Beitrag xur KmUniu des Terrain d díaiUes He., i882, p. 91, pi. II, 
fig.5a,6otpLiy,fig. 11 a, 6. 



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— 35 — 

Mr. Choffat a appliqné ce nom a des moules extérieurs de Co- 
peiros, tríangulaires, peu inéquilatéraux, faiblement convexes (épais- 
seur 11 mm. les yalves étant fermées) comprimes sur les côtés dont 
la longueur (21 mm.) dépasse la hanteur (16,5 mm.) d'enYiron Vi. 
Les crochets moyennemeDt reoflés, oblíquement recourbés vers rayant, 
sont presque situes au mílieu de la longaeur et sont três rapprocbés 
TuD de Tautre. Le bord antérieur est arrondi^ le bord inféríeur à peíne 
coarbé, le bord postérieur coupé en ligne droite. La carène diagonale 
et celle de Tarea ligamentaire sont bien indiquées, le méplat entre 
deux parait ètre faiblement concave. Le cõté de Tarea ligamentaire 
de la yalve droite est plus incline vers Tintéríeur que celui de la yaWe 
gaúche dont le bord cardinal empiète sur celui de la yalve droite et 
est pour ce motíf de moitié moins large. La surface est striée concen- 
triquement. 

Un moule intérieur, d'Almaroz, et un exemplaire d' Alportel muni 
de sa coquille concordent ayec cet exemplaire. 

Ce dernier forme le passage aux exemplaires de Silyes dont au- 
cun de ceux que j'ai entre mains n'atteint les dimensions indiquées 
plus haut. Par contre leurs chamíères sont parfaitement conservées. 
Dans la yahe droite, la dernière dent cardinale est três forte, Tantè- 
rieure est lamellaire; dans la valve gaúche la dent cardinale postérieure 
est mince, Tantérieure est petite, épaisse, et se rattache par sa pointe 
qui D'atteint pas le bord cardinal à la dent latérale antérieure. La lame 
ligamentaire est courte et forte. 

Une deuxième yalye droite incomplète, proyenant d' Alportel se 
rattache à ces exemplaires. 

Tai en outre sous les yeux deux yalyes d'Almaroz moins renílées, 
qui d'après leur contour devront probablement être considérées comme 
une yariété de /. Heeri Ghoff. lorsque Ton disposera d'un matériel plus 
abondant. 

Gisements: Silves (84 exempl., dont 70 de Mr. de Seebach), Al- 
portel (2 exempl.), Copeiros (1 exempl), Almaroz (1 exempl.). 

Remarques: L'espèce portugaise est três voisine de Cyprina 
loevigaía Terqubm, ^ qui s'en distinque par des crochets plus larges, 
le bord antérieur moins arrondi, le bord postérieur plus court et une 
chamière différente. 



> Tkbqubm, BeUange, p. 85, pi. 20, fig. 13. 



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— 36 — 

Isocyprina Seebachi J. Borhm, 1901 
PI. III, fig. 4 a, ô 

Hauteur 10 mm. 

Longueur 9 » 

Épaisseur 5 » 

Je D'aí qu'une valve droite qui est tríangulaire, à cõtès presque 
droits, UD peu plus haute que longue, inéquilatérale, fortement renflée. 
Le crocbel, situe en avanl du milíeu, dirige obliquemenl vers favaut 
et Tintérieur est encore assez épaís à la courbure et s'amincit rapide- 
ment. Le bord anlérieur tombe rapidement et passe par une courbe 
large áu bord inférieur qui est aussi arrondi. Un angle obtus relie ce 
dernier au bord postérieur qui est droit. Le bord cardinal postérieur, 
arrondi, forme avec le bord postérieur un angle d^environ 160®. La 
carène diagonale est aiguê et s'étend en ligne droite depuis le crochet 
jusqu'à Tangle postérieur. L'area, légèrement concave, s'étend perpeu- 
diculaírement depuis la carène jusqu'au bord postérieur. La chamière 
est semblable à celle de /. Heeri Choff. La lamelle ligamentaire est 
forte, passablement longue; la paroi abrupte de Tarea cardinale est 
limitée par la carène de Tarea aiguê et courbée. 

Gisement: Silves (3 exempl.), 300 m. E. du signal d'Almaroz 
(1 exempl.). 

Isocyprina sp. 

PI.in,fig.da 

J'ai devant moi la valve droite incomplòte d'une espèce voisine 
de /. Heeri Choff. Elle s'en distingue par le renflement moindre de 
Ia coquille, par le crochet petit et três bas, les bords cardinaux tom- 
bant moins abruptement, Técusson plus large, la carène diagonale 
courbée au crochet, et par les dents cardinales se joignant sous un 
angle de prés de 180°. La première de celles-ci est allongée et étroite 
et la postérieure n'esl pas aussi forte que chez /. Heeri Choff. 

Gisement: Silves (1 exempl.). 

b. — Groupe de Isocyprina Germari Dunker sp. 

Isocyprina Germari Dunker sp. 
PI. III, fig. 6 à 8; texte, fig. 22 à 28 

1844. ãÊeiodesma Germari Dunker, Diagnosen, . 187. 

1846. » » DuifKBR, Halberstadt, p. 40, pi. 6, Rg. 20 à 22. 

1867,1885. » •• DuiiKBR ÍD QuBNSTEDT, Petrefaktenkande^2* édi- 

tion, p. 659, pi. 58, fig. 16; 3* édilion, p. 844, 

pi. 60, fig. 48. 



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—37 — 

i87i. Cyrttta Germari Dunkbb íq Brauns, Unterer Jon, p. 319. 

1880. Cyprieardia Delgadai Cuoffat, Tage, p. 3. 

1887. - » Choppat, Sado, p. 233. 

1897. • Germari Dumkir sp. in PfliLippr, Kanonenberg, p. 441, 

pi. 16, fig. 4. 
1901. boeyprina Germari J. Bokhjí, Pereiros Sebichten, p. 242, pi. X, fig. 5 à 8. 




Fig. 26. Vue da cóté cardinal de l'original diB fig. 6, pi. III 
. Dimeosions en millimòtres 

Oop«ir«M Soar* MlrMidA 

Hauteur 14 10 Vi UV» 15 12 

Longueur 21 18 19Vi 2i 17 V« 

Épaisseur 9 (áx) 774 7Vt(2x) 4 8 Vi 

Longueur de récusson.. — — 12 15? 11 

Largeur de Técusson ... — — 2 — 2 

Le rícbe matériel montre une analogie si complete avec celui du 
Kanonenberg aussi bien quant au contour de la coquille que sous le 
rapport de la compositíon de la charnière, que Ton peut les identifler 
sans arrière pensée malgré la grande distance qui separe ces deux gí- 
sements. De même que dans le Nord de rAUemagne, on trouve aussi 
en Portugal des exemplaires três aUongés à Tarrière (15 : 9,5 : 3) á cõté 





Fig. 27 et 27. J. Germari Dunk. sp. Kanonenberg prés Halberstadt Vi 

d'individus plus trapus (longueur 15 Ví, hauteur 12, épaisseur 3,5); 
il n'est pas possible de faire une séparation entre deux. Un exemplaire 
d'Halberstadt, incomplèt, a la mème grandeur que ceux de Santa-Gruz 
representes par la fig. 5 de pi. III. 

Gisements: Alportel (18 ex.), Cerro-Branco (Silves) (70 ex.), 
Soure (5 ex.), Pedras-Negras (2 ex.), Copeiros (1 ex.), Santa-Cruz 
(2 ex.), Almaroz (4 ex.). 

Remarques: Les indications données plus haut au sujet de la 
charnière de /. Menkeí Dunk. ont aussi leur pleíne vaieur pour celle 



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— 38- 

de /. Germari Dunk. Gependant il fant ajonter que la dent cardi- 
nale antéríeure de la valve droite parait s'oblitérer chez quelques 
exemplaires, avec raccroissement de la taille, landis qa'elle est con- 
servée chez d'autres. En oulre, la pointe interne de la lame dentaire 
latérale inférieure de la valve droite (LA. I) est ployée vers le haut 
par la plaque de la charnière (voyez les fíg. 23 et 25 du texte) et cons- 
titue une proéminence en forme de dent qui correspond à une fossette 
sous LA. IL 

Ge fait peut aussi ètre observe sur les exemplaires portugais. H 
faut encore ajouter que la dent latérale antéríeure de la valve droite 
de plusieurs exemplaires est stríée en travers comme c'e8t le cas dans 
le genre Cyrena. 

Isocyprina Germari Dunk. var. 

PI. III, fíg. 17 a; texte fíg. 29 




Pig. 29. Vue du haat 

Longueur 16 mm. 

Hauteur H • 

Épaisseur 9 • (2 valves) 

Gette varíété, voisine de /. Germari Dunk. se distingue des exem- 
plaires de même grandeur et de mème forme par la plus grande épais- 
seur de la coquille, un ploiement plus fort de Ia partie postérieure da 
bord inférieur, une région postérieure plus courte, une carène cardi- 
nale plus arrondie, un écusson plus étroit et Tanea ligamentaire beau- 
coup plus large, límitée par des carènes aiguês. Le ligament est con- 
serve. 

Gisement: 300 m. E. du signal d'Almaroz (1 exempl.). 

Isocyprina praerupta J. Bokhm, 1901 
PI. lll,fig. 16 a 

Longueur 16 nun. 

Hauteur 10 » 

Épaisseur 8 » 

L'exemplaire unique a ses deux valves fermées. II se distingue 
de /. Germari Dunk. par le crochet situe extrêmementversTavant, d'ou 
il resulte que le bord cardinal antérieur tombe beaucoup plus abrup- 
tement, par le contour fortement courbé du bord inférieur et la plus 



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—39— 

grande épaissenr de Ia yalye. L'area ligamentaire et le bord postérienr 
sont en partíe détniits. Stríes d^accroissemement formant des plís fins. 
Gisement; Alportel (1 exempl.)- 

hocyprina percrassa J. Boehm, 1901 

PI. III, fig. 14 

Longueur 23 mm. (?) 

Hauteur 12 i 

Épaísseur 11 i 

Gette espèce quí est aussi représentée par un exemplaire k valves 
fermées, se distingue des eiemplaires de mème taille de /. Germari 
DuNK. par sa hautenr moindre et sa pios grande épaissenr. Les yalves 
sont par conséqnent beauconp plus renflées et en avant des crochets, 
qui sont plus antérieurs, se trouYe une surface plane en forme de lu- 
nule quí tombe vers le bord antéríeur ayec une inclinaison plus forte. 
Ge dernier est court et fortement arrondi. 

L'area ligamentaire et Técusson sont deprimes, d'ou il resulte que 
la partie postéríeure de la coquille est plus épaisse que ce ne serait 
le cas si la conserration était parfaite. 

Gisement: Alportel (1 exempl.). 

hocyprina Ribeiroi Ghoffàt sp. 
PI. III, fig. 9 a 
1880. CjfpriMrdta RiMrci Chopfat, Tage, p. 3. 
1901. Ttoeyfrina Ribeiroi J. Bobem, Pereiros Schichten, p. 245^ pi. X, fig. 9. 

Longueur 18 mm. (ce qui est conseryé) 

Hauteur, enyiron .... 12 > 

Épaissenr 10 • (2 yalves) 

Le moule extérieur, dont Textrémité postérieure est brísée, est 
três inéquilatéral. D se distingue de /. Germari Dunk. sp. par sa hau- 
teur moindre, sa plus grande épaissenr, le bord antéríeur s^ayançant 
dayantage et par Tinclinaison moindre de Tarête diagonale, ce qui pro- 
vient de ce que le cõté postéríeur est plus allongé. 

Gisement: Copeiros (1 exempl.). 

Isocypiina porrecta Dumobtier sp. 
PI. III, fig. 10 
1864. Cypricardia porrecta Dumortibr, Bassin da Rhdne^ p. 37, pi. 6, íig. i à 7. 
1091. » » J. BoEHM^ Pereiros Schichten, p. 245. 

Un moule inlérieur de 16 mm. de longueur et 9 mm. de hauteur 



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—40— 

peut bien ôtre ídenliQé à I'espéce du Sud de la France, tellement il 
montre de coDcordance par sa forme fortemenl allongée vers Tarríère, 
son peu de hauteur et la forte inclinaison du cõté antérieur. 
Gisemeut: Soure (1 exempl.). 

Isocyprina scapha J. Borhm, 1901 

PI. III, fig. 15 a; tezte, fig. 31 




Fig. 3i. liooyprina icapka J. Bobhm. Vue du dessas. Vi 

Longueur i9,5 mm. 

Hauteur 13 • 

Épaisseur 10 » (2 valves) 

Coquille inéquilatérale, três prolongée vers Tarríère; les crochets 
três rapprochés, courbés obliquement vers Tavant sont à peu prés si- 
tues au V» d^ 1^ longueur totale. Le bord cardinal antéríeur passe 
par uue faible courbe au bord palléal, qui est fortement courbé; le 
bord postérieur est court. Carène diagonale arrondie; área ligamen- 
taire eu forme de lancette, limítée par des carènes peu distinctes. Le 
ligament moyennement allongé est conserve. 

Gisement: Copeiros (1 exempl.). 

Remarques: Cette espêce se distingue de/. Germari Dvkk. par 
la courbure plus forte du bord infêrieur et Tacumination du bord an- 
téríeur et du bord postérieur, 

Famille Tancrediidae Fisghkr 

Genre Tancredia Ltcktt* 

? Tancredia partita n. sp. 
PMII,fig.2; texte, fig. 32 




Fig. 32. ? Tancredia partita J. Bobhm. Vi 



1 VoyAz Philippi, Kanonenberg, p. 439 et Kokcn, LeitfoisUien, p. 209. 



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—41 — 

Longueur 10 mm. 

Hauteur 7 » 

Épaisseur 4 » (1 valve) 

Je n'ai qu'uae valve droite, qui est inéquilatérale, ovale, rétrécie 
à Tavant. Bord antéríeur arrondi; bord palléal faiblement convexe, 
bord postéríeur trooqué perpendículairement, faiblement courbé, un 
peu baillant. Grochets petits, aígus^ situes mi peu en arríère du mi- 
lieu. Une carène diagonale courbée aux crochets forme limite entre 
une área tríangulaire tombant rapidement, et les flancs renílés. Le 
bord cardinal postéríeur, presque rectiligne, se relie au bord postéríeur 
par nn angle obtus; le bord cardinal antéríeur tombe obliquement. 
Ligament externe; la paroi fortement relevée de la fossette ligamen- 
taire étroite est limitée par une caréne du cõté de Tarea. Surface cor- 
rodèe, il est probable qu'eUe ne portait que des stries concentríques. 
La chamière n'est pas observable. 

Gisement: Silves (1 exempl.). 

Remarques: La ressemblance de cctle espèce avec Isocyprina 
sp. m'a fait hésiter à la rapporler à ce genre. J^y ai pourtanl renoncé 
à cause de la position du crochet en arrière du milieu, la réduction 
de la région antéríeure et le léger baillement du còté postéríeur. En 
outre la lunule semble ètre légèrement limitée, mais la corrosion de 
la coquille ne permet pas d'en avoir la certitude. Ge type se distingue 
des Nucuia analogues par le ligament externe. 

La fixation du genre dépend du matériel plus abondant, mais la 
présence du genre Tancredia n'aurait ríen de surprenant vu Tanalogie 
de cette faune portugaise avec celle du Lias du reste de TEurope. 

Famille Pholadomyidae Dbsh. 

Genre Homomya Ag. 

Hamomya cuneaUí J. Bokhm, 1001 
PI. m, úg, 23, 24 

Les valves, un peu incomplètes dans leurs contours ont une forme 
ovale. Le crochet est bas, tourné à Tintéríeur et vers Tavant, situe en 
avant du milieu. La plus grande épaisseur est située sur une ligne des- 
cendant obliquement du crochet vers Tavant, de soríe que la coquille 
tombe brusquement vers le bord antérieur et faiblement vers le bord 
postéríeur. Bord inférieur pioyé réguliérement. Extrémité postérieure 
baillante. Surface stríée concentríquement. 

Gisement: 300 m. E. du signal d'Almaroz (1 valve gaúche), 
Santa-Gruz (1 valve droite). 



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— 42 — 

Genre Taeniodon Dunker 

Taeniodon cf. eUipticus Dunk. 
PL III, úg, 1 

L'uDíque exemplaire est encastré dans la roche da cõté externe 
de la valve droite, de sorte qae la charnière est visíble. Le pourtour 
de la coquiQe n'est pas complètement conserve, mais il semble que le 
crochet était situe en avant du milieu. De mème que chez les exem- 
plaires de Halberstadt, le petit crochet est teliement contourné que 
soo extrémité est cachée par le bord cardinal qui s^étend en lígne 
droite et horizontalement en avant. Le t)ord cardinal postérieur ne se 
recourbe que fort peu depuis le crochet et est surmonté parallèlement 
par Taréte aiguê qui limite Tarea vers Textérieur. La plaque de Ia char- 
nière au-dessous du bord cardinal postérieur se termine sous le cro- 
chet par un épaíssissement en forme de dent. En avant de celle-ci se 
trouvent encore deux protubérances plus faibles, dans le type de Hal- 
berstadt. Chez T. cf. eUipticus le plateau de la charnière est plus étroit 
que chez Tespèce allemande. 

Gisement: Pedras-Negras (1 exempL). 

Vermes 
Genre Serpula 

Serptda trigana Gapellini 
PL III, fig. 28 

i867. Serpula trigona Gapellini, Spezia^ p. 5, pi. 7, íig. 7, 8. 

i90i. • » Gapeluni íd J. Buehm, Pereiros Scbichten, p. 248. 

Sur plusieurs coquilles se trouvent des tubes droits ou recour- 
bès en forme de crochets^ à coupe triangulaire avec des carènes aiguês, 
comme c'est le cas pour la forme italienne. 

Gisement: Alportel (3 exempl.), Cerro-Branco (SUves), 1 exempl., 
? Pereiros (1 exempl.). 



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— 43 — 



Les couches de Pereiros se démembreDt en une série inféríenre 
de strates marneuses et sablonneases (couches de Pereiros p. p. dit) 
et une série supéríeure formée par des calcaires dolomitiques, que 
Mr. Chopfat est disposé à considérer soit comme partie supérieure 
des couches de Pereiros, soit comme base des couches de Coimbre. 

Parmí les formes mentionnées dans la liste, les suivantes sont 
importantes pour la détermination de Táge de la Série inférieure: 

Nerídomus liasina Dunr. 
Promathildia Turritella Dunk. 
AmpuUospira subangukoa D'Orb. 
Harpax meridionalis J. Boehm. 
Aticula CapeUinii J. Boehm. 
PlicaitUa hettangiensis Terq. 

» CrUCiS DCMORT. 

GerviUeia Hagenoun Dcnk. 

f canimbríca Ghopp. 
Isocyprína Germari Dunk. 

1 porrecía Dumort. 

Ces espèces se montrent dans la partie inférieure du Lias a, 
THettangien des géologues français, et confirment Topinion de Mr. 
Choffat sur Táge de ces dépõts. Eiles ne représentent pas le Rhaetien. 
Quoique les fossiles caractéristíques du Lias a: SchlotheinUa angukaa 
ScHLOTH. et PsUoceras planorbis Sow. fassent défaut, les gastrópodes 
et les lamellibranches précités permettent cependant jusqu'à un certain 
point de reconnaítre les deux zones en Portugal. 

Gonsidérons premièrement la faune de 1'Algarye. L'abondance des 
iodiyidus nous y fait remarquer les espèces suivantes: 

Codastylina algarbiensis J. Boehii. 
Promathildia Turritella Ddnk. 
Avicula CapeUinii J. Boehm. 
Macrodon Bonneti Choff. 
Protocardia Choffati J. Boehm. 
Isocyprina Germarí Dunk. 
» Heeri Choff. 



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— 44 — 

Parmi ces espèces, Isocyprina Germari Dunk. et Promathildia 
TurriteUa Dunr. sont importantes, ayant déjà été décrites da KaDO- 
nenberg prés de Halberstadt. Cette localité de rAIIemagne du Nord a 
de plus les trois espèces suívantes en commun avec 1' Algarve: 

Neridomus liasina Dunk. 
GerviUeia Hagenowi Dunk. 
> conimbrica Ghoff. 

En outre Protocardia Choffati J. Bokhm est represente par P. PAí- 
lippianum Dunk. et CylindrobuUina subfragilis J. Boi:hm par C. fragi- 
lis Dunk. 

Ces rapports étroits de la faune permettent de conclure à la coin- 
cidence d'áge de ces localités si éloignées. Au Kanonenberg, les cou- 
ches sableuses avec Promathildia Turritella Dunk. reposent sur des 
argiles à Psiloceras distinclum Pomp. ^ Cette Ammonite appartient en 
Wurtemberg aux couches supérieures de la zone à Psiloceras planar- 
bis Sow. La faune de Silves et d'Alportel appartient par conséquent 
aussi à la zone à Schlotheimia angulata Schlotii. dans laquelle la faune 
du Kanonenberg avait déjà été rangée par Oppkl. Cest aussi le cas 
pour Pedras-Negras, oii Taeniodon cf. ellipticus Dunk. vient s'ajouter 
à une partie des formes mentionnées de TAlgarve. 

Passons maintenant aux gísements situes au Nord du Tage. 

La série inférieure des couches de Pereiros comprcnd les gise- 
ments de Monsarros prés Anadia, Vacariça, Santa-Cruz, Copeiro, Pe- 
reiros, Rio-de-Gallinbas, situes sur la bande qui limite la Meseta, et 
Soure qui est en dehors de cette bande. 

Les faunules permettent de reconnaítre Tborizon le plus inféríeur 
du Lias à Anadia, oii Ton a trouvé Neridomus liasina Dunk., espèce 
qui d'après Brauns descend jusque dans le Rbaetien, Harpax meridíO' 
nalis J. BoEHii, Plicatula hettangiensis Te»q. (le type portugais corres- 
pond à la forme que Dumortier a figurée de la zone à Psil. planorbis 
Sow. et qui se trouve avec la méme ornementation et dans le méme 
horizon au Wundergraben) et Modíola Hoffmanni Nilss. Cet horizon 
pourrait aussi être indique à Rio-de-Gallinhas, oíi apparait Modiola 
Hoffmanni Nilss et Isocyprina porrecta Duwort., ainsi qu'à Copeiro 
d'oú Ton connait Modiola Hoffmanni. Cest aussi au méme horizon 
qu'il faut probablement rapporter Modiola lusitanica J. Boeiiii. 



1 Je dois cette détennination à Mr. le Dr. Pompeckj qui la fit dans les coUeaions 
da Mosóe royal d'hÍ8toire natiirelle, lors d'ane visite à Berlin. 



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— 45 — 

La zone immédiatement supéríeure, c. à d. celle de Schlctheimia 
ahfftdata Schloth.^ est indiquée à Copeiro par AmpuUospira suban- 
gulata d^ORB., Isocyprina Germari Dunk. et /. Heeri Choff. auxquels 
on peut bien ajouter /. Ribeirai Choff. et /. scapha L Boehm. La faune 
de Pereiros est dans le mème cas. 

Je voadrais aussi lui joindre la faune de Santa-Cruz à en juger 
par i. Germari Dunk., Harpax meridioncUis J. Boehm et Homomya cu- 
neata J. Boehm. Les deux demières espèces sont à cõté Tune de Tau- 
tre sur an mème écbantillon, par conséquent H. meridionalis monte 
plus haut dans cette localité. Le fait que GerviUeia conimbrica Choff. 
se presente à Vacariça permet d'admettre que ce gisement peut être 
considere comme un fácies calcaire de la zone à ScM. anguhta. 

La série supérieure des couches de Pereiros, les calcaires dolo- 
mitiques d'Almaroz, contient une faune qui provient en partie de la 
série inféríenre, principalement de la zone à Schlotheimia angulata: 

Neridomus liasina Dunk. 
Unicardium Costae Sharpe sp. 

> minus J. Boehm. 

Isocyprina Germari Dunk. 

» Heeri Choff. 

1 Seebachi J. Boehm. 
Bmomya cuneata J. Boehm. 

mais qui contient en outre des éléments nouveaux: 

PateUa Ddgadoi J. Boehm. 

Cryptaenia sp. 

Codostylina Choffati J. Boehm. 

Oania casta J. Boehm. 

Boehmia exilis J. Boehm sp. 

Astarte sp. 

Isocyprina Germari Dunk. var. 

Je suis disposé à considérer cette série supérieure comme sommet 
du Lias a, c'est-à-dire comme le représentant des couches à Ariaites. 
Cela correspondrait au fait que prés des rives de TOcéan, des calcai- 
res gris contiennent Arietites (AsterocerasJ obtusus Sow. sp. c'est-à-dire 
qu'i]s représentent la zone inférieure du Lias |3. 

D'après ce qui precede, le Lias a se divise en Portugal en: 

3. Zone de Boehmia exilis J. Boehm: Almaroz. 

2. Zone de Promathildia TurritéOa Dunk. et Isocyprina Heeri 



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— 46 — 

Choff.: Algarve (Alportel et Silves); Bande orientale (Ck>- 
peiro, Pereiros, Santa-Cniz, Rio-de-Gallínhas p. p., ?Va- 
cariça); Pedras-Negras. 
1. Zone de Madiola Hoffmanni Nilss.: Anadia, Rio-de-Gallí- 
nhas p. p. 

En terminant je prends la liberte d'exprímer mes sincères remer- 
ciments à Mr. Choffat, non seulement pour le soin avec lequel il a 
traduit mon mémoire, mais aussí pour plusieurs renseígnements qu'il 
a eu Tobligeance de me donner. 



ERRATA 

Page 10 ligne 11 da bas, lisez : Euspira au lleu de : Eupisra 

Page 29 lígne 3 du haut, ajoutez: sp. 

Page 29 lígne 8 da haut, lisez: ellipticum au liea de: Cosiae 



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— 47 — 



EXPLICATION DES PLANCHES 



Planohe I 

Fig. i. Patdla Ddgaáoi J. Bobhm. Almaroi. Page 3. 

Fig. 2. » • n Tae du cdté postériear. Almaroz. 3:1. 

Fig. 3. Neridomut liama Dunk. sp. Sil?es. 3 : 1. Page 5. 

Fig. 4,4 a. » > » » Valle de Espinhal. 2:1. Page 5. 

Fig. 5. Bodimia exãis J. Boehm sp. Exemplaire adulte. Almaroz. i : I. Page 15. 

Fig. 6. » » » » Prés dn sommet. Almaroz. 21/2-*' • 

Fig. 7, 8. Oonia casta J. Boehm. Almaroz. 1 : i. Page 13. 

Fig. 9. Coeloityíina gracãior J. Boehm. Alportel. 1 : 1. Page 12. 

Fig. 10. » algarMemiã J. Boehm. Silves. 1 : i. Page 11. 

Fig. 11^ a. » » » Alportel. l:i. 

Ftg. 12. » » > Alportel. 1:1. 

Fig. 13, a. » Choffaii J. Boehm. Almaroz. Page 13. 

Fig. 14. KaUmra PimerUeli Ghoff. sp. Pedras-Negras. 1:1. Page 13. 

Fig. 15. PromaihUdia TurritêUa Dunk. sp. Alportel. 1 : 1. Page 7. 

Fig. 16. Katosira PimêfUdi Choff. sp. Alportel. 2:1. Page i3. 

Fig. 17. Promathitdia Turritella Dunk. sp. Alportel. 2 1/2 x grosai. Page 7. 

Fig. 18, a, ò. Cj^indrobuUina coartíata J. Bokhm. Alportel. Page 16. 

Fig. 19, a, b. » sp. Alportel. Page 18. 

Fig. 20, a, ò. » Sharpei J. Boehm. Pereiros. 20 in 4: 1. Page 17. 

Fig. 21. Oyb. » tuhfragúis J. Boehm. Alportel. 21 in 1 : 1. Page 17. 

Fig. 22. JVmfopnf algarbiensis J. Boehm. Alportel. 2:1. Page 6. 

Fig. 23. « > » Silres. 1 : 1. Page 6. 

L'oríginal de fig. 23 appariient à Tlnstitat palóontologique de rUníversité de 
Gõttingen. Geox des autres figares au Serrioe góologiqne da Portugal. 



Planohe n 

Harpax meridiomUii J. Boehm. Anadia. 1:1. Page 20. 
Pteropema Camoenii J. Boehm. Vacariça. 1:1. Page 23. 
GermUeia eonimbrica Choff. Vacariça. 1:1. Page 24. 
AtiaUa CapdlvMi J. Boehm. Silves. 1:1. 4 a grossi. Page 22. 

» • • Silves. 1:1. 

Genfitíiia Haçenom. Dunk. Pereiros. 1:1. Page 23. 

» vmiiroêa J. Boihm. Pereiros. 1:1. Page 25. 



Fig. 


1. 


Fig. 


8.0. 


Fig. 


3. 


Fig. 


4, a. 


Fig. 


5. 


Fig. 


6, a. 


FiS. 


7,«. 



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— 48 — 

Fig. 8y a. Uhicardium minm J. Boehm. Silves. 1:1. Page 30. 

Fig. 9, 10, 11. Macrodon Bonneti Choff. Pa^ie 26. 

t*ig. 12, a. Gervillêia eonimhriea Choff. Rio-do-6al linhas. 1:1. Page 24. 

Fig. 13, a. Modiola luxitanica J. Boehm. Copeiro. 1:1. Page 26. 

Fig. 14, 15. » Hoffmanni Nilss. Anadia. Page 25. 

Les oríginaux appartiennent au Service géologiqne du Portugal. 



Planohe m 

Fig. 1. Tnêniodon cfr. ellipticus Dunk. Pedras-Negras. 2:1. Page 42. 

Fig. 2. ? Tancredia partita J. Boehm. Silves. 2:1. Page 40. 

Fig. 3, a. Jsofíyprina sp. Silves. 1:1. 3 a in 3:1. Page 36. 

Fig. 4, a, b. » Seebachi J. Boehm. Silves 1:1. 46 grossi. Page 36. 

Fig. 5. » Germari Dunk. sp. Santa-Cruz. 1:1. Page 36. 

Fig. 6. » » • » Copeiro. 1:1. 

Fig. 7,7 a. » » » » Soure. 1:1. 

Fig. 8. • » » » Alportel. 1:1. 

Fig. 9, a. • Ribeiroi Choff. sp. Copeiro. 1:1. Page 39. 

Fig. 10, a. » porrecta Dumort. sp. Soure. Page 39. 

Fig. 11. » Heeri Choff. sp. Silves, grossi, v. dr. Page 34. 

lig. 12, a. » » » » Copeiro. 1 : 1. 

Fig. 13, a. 9 » » » Silves, v. g., a grossi. 

Fig. 14, a. » percrassa J. Boehm. Alportel. Page 39. 

Fig. 15, a. » $capha J. Boehm. Copeiro. 1 : 1 Page 40. 

Fig. 16, a. » praerupta J. Boehm. Alportel. Page 38. 

Fig. 17, a. » Germari Dunk. sp. var— Almaroz. 1:1. Page 38. 

Fig. i8, a. Protoeardia Choffati J. Boehm. Silves. Page 30. 

Fig. 19, a, » sp. Page 32. 

Fig. 20, a, h. » Choffaii J. Boehm. Alportel, t. dr. Page 30. 

Fig. 21, a. » • » Alportel, y. g. 

Fig. 22. » » 9 Alportel, t. g. 

Fig. 23. Homomya cuneaia J. Boehm. Almaroz. Page 41. 

Fig. 24. » » » Santa-Cmz. 

Fig. 25, 26, a, 27. Unicardium Cottae Sharpb. Alportel. Page 29. 

Fig. 28. SerptUa trigona Càppellini. Alportel. Page 42. 

Les oríginaux appartiennent au Service góologique da Portugal. 



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J. Boehni 




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II 



L'nFRiLIiS ET LE SnSlURIEI DU PORTOGiL 



PAB 



Paul CHOFFAT 



LITTÉRATURE 



Sharpk, 1849. — On the secondary disírict of Porítigal which lies on 
the North of the Tagus (Quart. Journ. Geol. Soe. London, 1850, 

TOl. Vi). 

Les ealcaíres dolomitiques de Goimbre sont ranges dans le Jnrassique (p. 160). 
Dans la partie paléonkologiqoe, raatenr décrit et figure Rotttêllaria Co$tae et Cor- 
bula CosUu (p. 181 et 193, pi. XX) d'après des écbantillons de S. Pedro de Muel 
qoi lai avaient ótó remis par le Or. Perbira da Costa. 11 les range dans les Sab- 
eretaceoas-series. — J'ai placé la denxième de ces espèees dans le genre Cêromya 
en 1884, mais Mr. Boehii y ?oit an Unieardium. 

BoHNET (Ch.), 1850. — Algarve (Portugal). Description géographique et 
géòlogique de cette province. Iq-4.^ LisboQoe. 

En se basant sur les caracteres pétrograpbiqnes, Tantenr distingue des grés, 
du Muschelkalk et des mames irísées, surmontées par do calcaire dont la base 
serait à rapporter an Lias. — Qaoiqn'il n'ait pas trouvé de fossiles dans sen Mu- 
schelkalk, il est facile de reconnattre qu'ii avait en Yue les couches de Pereiros. 

Gablos Ribeiro, 1853. — Memoria sobre á mina de carvão de pedra do 
Cabo Mondego. 

L*aateur donne une coupe du terrain jurassique et distingue à Ia base da 
Lias nn i"* étage, calcaires à RotteUaria Costoê, et un deuiième, ealeairêt et mar' 
ne$ à Gryphaea ineurva et obliquata. II cite le !•' comme se trouvant aussi à Ana- 
dia, Coimbra, Cabaços etc, et le 2* à Anadia, Coimbra et Soure. 

GOMMDinGAVOBS. ToM. v.— Kai, 1903. 4 



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— 50— 

SuRss, 1860.— Etn^^ Bemerkungm uber die secundâren Brachiopoden 
Partugals (Sitzungsb. der Math.-Natur. Classe der k. k. Akademie 
der Wíssenscbaflen, 42* vol. Wíen). 

Parmi les espèces eitées se trooTent qiielques-iiiiet appartenant aa Sinémn- 
ríen et Rkfftuhondla ramna Sitbss y est represente. 

Carlos Ribeiro, 1870. — Breve tMicia acerca da constituição physica 
e geológica da parte de Portugal comprehendida entre os valles do 
Tqo e do Douro (Jornal de Sciencias Mathematicas, Pbysicas e Na- 
turaes, t. ii, n."^ 7 et 8. Lisbonoe, 1869-1870.— Separata de 18 
pages, tout ce qní a paru). 

L'Infralia8 de Santa-Croz (?), de Mina d'Azéche et de Pedras-Negras est con- 
sidere comme Jarassiqne et Grétacíqoe métamorphiqne et les calcaires de S. Pe- 
dro sont attríbaés aa Lias (p. 7 et 9). 

Carlos Ribeiro e J. F. N. Dklgado, 1876. — Carta geológica de Portugal. 

L'Infralias et les calcaires de Coimbre de la bande orientale sont reunis au 
Trías, conformément à la théorie de Verneuil qui admettait pour le Trias de 
la péninsnle les trois membres généralement admis dans TEurope centrale, sor- 
montós d'un qnatrième membre, forme par nn masslf de dolomie. 

L'lníralias et les doloniies des yallées tipboniqnes sont indíqaés comme 
Wealdien et Jurassíqne supérieur métamorpbiques tandis que les calcaires fossi- 
liíères da Sinómurien supérieur et moyen de la chaine de Buarcos, de Pedras- 
Negras et de Penicbe sont reunis au Lias. 

Cu<mrAT, 1880. — Le lias tí le Dogger au Nord du Tage. Io-4.® Lisboone. 

L'Infralias de la bande mésoEoIqoe qui limite la Meseta y est séparé du Trias 
sous le nom de eouehe$ de Pereins, à Texception des lits à végétaux de Vaca- 
rica, et rapporté à THettangien. 

Le massif dolomitique est aussi séparó du Trias soas le nom de eomdiM dê 
Coimhre et range dans le Sinémurien ainsi que les emtches à GryphaeajMiqua. 

OswALD Heer, iSSl. —Contributions à la flore fossUe du Portugal. In-4.*' 
LisboDoe. 

Oescription de cinq espèces de Tégótanz provenant de Vacariça et rappor- 
tóes à la zone à Avictda contorta. Une septième, CheiroUpú debilii, est rappor- 
tóe par erreur au môme gisement 

Choitat, 1882.— iVofó sur les váUées tiphoniques et les éruptions d'ophite 
a de teschenite en Portugal (Buli. Soe. Géol. France, 3^ série, t. x, 
p. 267-295). 

Oescription des ílots infraliasiques sous le nom de mames de Dagorda, fá- 
cies particulier des couches de Pereiros. 



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— 51 — 

Chopfat, 1884. — Nouvelles dcnnées sur le$ vallées tiphoniques tí 9ur les 
éruptions d'ophite et de teschenite en Portugal (Jornal de Sciencias 
Mathematicas, 1884; Gominanicações, t. i). 

Confirmation de la note procedente; première mention des afiOeorementa de 
S. Pedro-de-HoeL 

Ghoffat, 1887. — Becherches $ur les terrains secandaires au Sud du Sado 
(Gommunicações, vol. i). 

Descríption des afflearements de S. Thiago-de-Gaeem^ de Carrapateira et do 
Bas-Algarve. 

Dans cette demière contrée. Ia faane des couchcs de Pereiros est reconverte 
par des marnes gypsifères ayant Taspect da Keuper, ce qui me porta à reunir 
le Trías et Tlnfralías sous la dénomination de Grés de Silves, tont en maintenant 
Tâge hettangien de la faune, et en admettant que le Rhétien et le Triasiqae sont 
representes par les grés qni lui sont inférieurs. 

Choffat et de LoMOL.—Faune jurassique du Portugal.— LameUibran' 
ches: Siphonidae (1893), Àsiphonidae (1885 et 1888). Echinodermes 
(1890-91). In-4.^ Lisbonne. 

Descríption des pholadomyes des coaches à Gryphaea Miqtia, de Cardinia 
hífirida (Sow.), C, aff. unioides Ag., Leda eomplanata (Goldf.) et Leda tíeberi 
Martin, des coaches de Coímbre, de Arca Bonneíi Gnonr. des couches de Perei- 
ros, et de Psetêdodiadema Mudense P. de L., Balanoerwm QuiaiotentU P. de L. 
et B. PenUhenãis P. de L., des coaches à Gr}/phQêa cXMqua. 

Saporta et Choffat, 1894.— JVicwt?rffe8 contributions à la flore fossile 
du Portugal. Id-4.^ Lisbonne. 

Goapes détaillóes do complexe triasico-bettangien; mention de la faane d'Al- 
maroz, à la base des coaches de Coímbre et de Artetitet abtusus à S. Pedro-de- 
Muel. Attribation des dolomies au Sinémurien inféríenr. 

La découverte de nonveaux gisements de végétaux dans les couches de Pe- 
reiros montre que ceux de Vacariça appartiennent à Tlnfralias et non au Rhétien. 

Choffat, 1896. — Sur les dolomies des terrains mésozoiques du Portugal 
(CommunicaçSes, t. ui, p. 129-144). 

Teneur en magnésie et en chaux de 9 óchantillons de llnfralias et de i 4 du 
Sinémurien. 

Pqmpeckj, 1898.— A^ote stfr qudques Ammonites du Sinémurien du Por- 
tugal (Zeitscbríft der D. 6. Gesellschaft, vol. xux et Communica- 
çOes, t. m). 

Description des Ammonites proTenant des calcaires an nord de S. Pedro-de- 
Moei, qui paraissent toas appartenir à la zone de Arietitei obtusus. 



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— 52— 

Blfjcher, 1898.— Contribtaian à Vétude lithobgique, micrascopique a 
chimique des rockes sédimentaires secondaires et terliaires du Por- 
tugal (CommuDicaç5es, t. m, p. 251). 

Delgado et Ghoffat, 1899.— Carta geológica de Portugal. 1:500.000, 
2 feuilles. 

L'Infralia8 et le Tríasique sont reunis soas une môme teinte et les cooches 
de Goimbre sont rénnies an reste da Lias. 

Choffat, 1900.— Lc Crétacique supérieur au Nord du Tage. 

La planche VII contíent plusiears profíls traversant les vallées tiphoniqnes, 
et montrant par conséquent Tallare de l'Infralias et des calcaires de Goimbre. 

Choffat, 1901. — Espèces nouvelles ou peu connues du Mésozoique por- 
tugais (Journal de Concbyiiologíe, vol. xlix). 
Description de Terébratula Ribeiroi Choffat. 

J. BoBHM, 1901. — Ueber die Fauna der Pereiros- Schichten (Zeitschríft 
der Deutschen geologíschen Gesellscbaft, Bd. 53, p. p. 211-252, 
t, vm-x). 

Description des fossiles des couehes de Pereiros qui sont attribués anx Eones 
de PiU. planorbiãf de Sehiotkeimia angvlata et de Arietite$ Bueklandu 

Une traductíon de ce mémoire en Français, avec qnelqaes modiiications, est 
publiée en tôte da 5« Tolame des «Commanicaç0es» (1903). 

L^aoalyse biblíograpbique montre que les coucbes de Pereiros fii- 
rent attribuées á THettangíen dès 1880, malgré leur analogie avec cer- 
taines fannules triasiques. 

Le nombre d'espèces connues d*autres contrées était pourtant fort 
restreint, et il était désirable que cette faune fut étudiée par une per- 
sonne ayant des matériaux de comparaison. 

En 1887, j'en avais envoyé une petite collection au regretté M. 
Neumayr^ qui, après avoir consulte divers géologues de Vienne, me 
disait ne pas pouYoir prendre une décision entre Tlnfralias et le Tría- 
sique. 



i Toyti Sud du Saio, p. 231 



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— 53- 

Ed 1893, ayant reçu les publications de Mr. le Dr. L. yod Aioion 
sur les faanes analogues des Alpes, je lui envoyai un cerlain nombre 
d'échaDtillons en lui demandant son opinion à leur sujet. Ses occupa- 
tíODS DB lui permettaDt pas de faire celle elude, il remil plus tard ces 
fossiles à Mr. le Dr. Johannes Boehm qui, après entente avec Mr. Dsl- 
GADO, en commença la descríplion et demanda à ce que les AmmoDi- 
tes de S. Pedro-de-Muel, les plus aDcienoes conoues du Portugal, fus- 
sent enYoyées à Mr. le Dr. Poupeckj. L'étude approfondie qu'il en a 
faite a confirme rattribution au Sinémuríen moyen que j'aTais émise 
en 1894. « 

Talais un peu perdu de Tue cette coUection pendant les neuf an- 
nées écoulées entre Tenvoi à Mr. Yon Ammon et la publícation de Mr. 
BocHM, et, en faisant cet enYoi, je n'ayais pas Tidée qu'il donnerait lieu 
à une publícation monographique; je n'avais donc choisipour cbaque 
espèce que quelques échantillons de la localité ou la consenration est 
la meilleure, et il n'eut été du reste pas possible d'envoyer tout le ma- 
tériel récolté. 

La notice de Mr. Boehm me fit voir qu'il était nécessaire d'exa- 
miner à nouveau tout ce matéríel qui, du reste, s'était accru par de 
nouTelles récoltes. Cet examen a montré quelques différences dans la 
distríbution des espèces, et par conséquent dans les résultats stratí- 
graphiques, ce qui m'entraina à faire de nouveiles fouilles dans les en- 
virons de Coimbre, et ces fouilles donnèrent des renseignements inat- 
tendus sur le démembrement des couches de Coimbre. 

Ge n'est plus le massif mystérieux, sans fossiles, attribué jadis 
au Tríasique à Texemple de Vernbuil en Espagne, mais une succes- 
sion de strates dolomitiqnes, avec quelques niveaux três fossilifères, 
mais dont les restes organiques n^apparaissent pas à la surface, par 
suite de la nature fríable de la dolomie. Je parle ici des environs de 
Coimbre, et n'ai nullement Tidée d'étendre le qualificatif ctrès fossili- 
fère> aux dolomies des ilots entre la bande orientale et TOcéan. 

Je crois donc nécessaire d'ajouter quelques obserrations à la tra- 
duction du mémoire de Mr. J. Bof.hm, ce qui n'aurait pas été le cas 
s*il avait eu en mains la totalité des matériaux. Ces observations ne 
retirent du reste rien au mérite de son étude qui démontre définitive- 
ment que la faune de Pereiros appartient à THettangien, quoiqu^elle soit 
surmontée en Algarve de marnes gypsifères qu'il semble tout naturel 
de ranger dans le Triasique. 



^ Saporta et Choffat, p. 240. 



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— 54 — 

Quelques errreurs de localités se sont glissées dans le texte alle- 
mand, erreurs dont la responsabilité ne peut nuUement étre attríbuée 
à soD auteur et qui ont été rectífiées dans Tédition française. Je repro- 
duirai ces rectificatíons en téte du V chapilre, en vue des lecteurs qui 
n'auraieDt pas le texte francais à leur dispositíon. 



Degré de fréqnence des espèces.— Les chiffres guí suirent las noms des es- 
pèces indiqnent le degré de fréqnence: i, três rare; 2, rare; 3, ni rare, ni eomman; 
4, commun; 5, três eommun. 

Dans les tableanx, la colonne on Tastérisque précédant le nom de ['espèce indi- 
que sa présence dans des couches pius anciennes. 



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—55 — 



PREMIÈRE PAKTIE 

DÉTAILS SUR LES GISEMENTS 



Je rappellerai que la base des terrains mésozoíques du Portugal 
peut être considérée comme formée par trois massifs lithologiques qui 
sont de bas en baut: 

a) Gompleie arénacé (grés de Sihes) avec líts dolomitiques dans la 

partie supérieure» correspondant au Tríasique et à Tlufralías. 

b) Massif de calcaires dolomitiques (couches de Goimbre) à fossi- 

les n'apparaíssant pas à la surface. 

c) Lias marneux et calcaire, afifectant le fácies de TEurope extra- 

alpiue, et débutaut soit par la zone de Oxynoticeras oxynotus 
soit par celle de Arietites raricostatus (couches à Gryphaea 
obliqua). 

Les gisements éloignés de Tancien rivage, S. Pedro-de-Muel, Pe- 
niche, Quiaios, foDt exception, car le Sinémurien moyen y est forme 
par des calcaires uon dolomitiques. 

UíLCOup d'oeil sur la carte géologique nous montre que les affleu- 
rements tríasico-liasiques se présenteut sous deux formes bien distinc- 
tes: des lambeaux de la bordure de la Meseta et des ilots separes de 
cette bordure par des terrains plus récents. 

Or, ce n'est que dans la bordure que Ton trouve les strates les 
plus anciennes, des grés et des rx)nglomérats pouvant étre attribués 
au Tríasique; dans les autres affleurements on n'a que des mames 
rouges, généralement gypsifères qui appartiennent à Tlnfralias, et des 
dolomies représentant peut-être déjà le Sinémurien ^ 



* ie ferai toutefois une résenre en fayeur de Mina d'Axécbe od apparaissent des 
grds en partie, sinon en totalité infraliasiqnes, et de Canride od les grés semblent 
plntôt crétaciques. 



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— 56 — 

La succession des couches de Pereiros sur les grés attríbués au 
Tríasique pent donc s'observer dans tous les lambeaux qui bordent la 
Meseta ; par contre leur relatioD avec le SinémurieD ne peut pas ètre 
observée en Algarve, ou des marnes gypsifères sans fossiles se troa- 
vent entre denx, ni dans les ontliers qui sont en partie dans le méme 
cas^ et ou Tobserration est eu outre compliquée par des dislocations 
puissantes. Des dislocations et le recouvrement par le Plíocène empe- 
cbent aussi cette elude dans la partie de la bande orientale située au 
Nord de Coimbre (fig. 7). 

Cest donc par le Sud de cette localité que nous commencerons 
notre examen, puis nous continuerons par les ílots montrant Tlnfra- 
lias, laissant pour le dernier chapitre ceux qui ne présentent pas de 
strates plus anciennes que le Sinémurien supérieur. 

Deux régions sont particulièrement instructives: S. Pedro-de-Muel 
et Coimbre. Dans la première, le Sinémurien moyen et le Sinémurien 
supérieur présentent un développement considérable (120 mètres) et 
sont formes par une succession d^assises à fossiles parfaitement con- 
serves, parmi lesquels des Ammonites font reconnaitre les zones à 
Ammonites obtusm, A. oxynotus et A. raricostatus, II y a par contre 
une lacune au-dessus de la faune de Pereiros, d'oú il resulte que le 
Sinémurien inférieur y est fort mal represente. 

Dans la région de Coimbre (entre Coimbre et Lamas), il n'y a 
pas d'interruption dans la vie animale, mais les faunules sont spéciales 
au pays; on peut pourtant y observer des analogies avec S. Pedro-de- 
Muel, et Arietites Landrioti paraít occuper le méme niveau que A. obtu- 
sus, au-dessus duquel la zone à Ox. oxynotus est aussi représentée par 
des dolomies. 



a,) Bande oídentale 



Entre le Mondego et Penella, la succession des couches dolomiti- 
ques sur le complexe arénacé est assez réguliére. La carte géologique 
réunit le Trias et llnfralias sous une méme teinte; la limite qui sépa- 
reraít les grés sans fossiles animaux forme une ligne irréguliére pas- 
sant à rOuest de Castello-Yiegas, à TEst de Vera, d'Almelaguez, de 
Mui-Forte, au milieu du village de Lombo et à mi-distance entre Lamas 
et Gh3o-de-Lamas, c'est-à-dire qu'elle divise longitudinalement la bande 
tríasique en deux parties presque égales. 



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— 57 — 

L'affleuremeDt de calcaires dolomitiques, qui D'a guère qu'un kilo- 
mètre de largeur an Sud du Mondego, atteint le quiotuple à quelques 
kilomètres plus au Sud. La grande largeur de cet ailleurement et rim- 
pression première que le tout plonge vers rOuesl font croire au pre- 
miar abord à une épaisseur beaucoup plus considérable qu'elle ne l*est 
réellement. ^ II faut en effet compter avec une inclinaison três faible, 
des faJUes et des ondulations qui amènent une répétition des mèmes 
strates. 

Ces changemenls d'allure peuvent dans certains cas étre dús au 
foirement des argiles, et dans d'autres à la dissolution du gypse. U 
est yrai que cette roche n'affleure nulle part, du moins je n'en ai pas 
eu connaissance, mais j*ai vu des blocs de plus de 0",50 de côté, ex- 
traits d'un puits à 60 mètres à TOuest de la chapelle de Valle-de-Gan- 
taro (E. N. E. Seruache), donc au milieu de la largeur de la bande do- 
lomitique. Ces blocs proviennent d*une profondeur de 5",50, et corres- 
pondent à peu prés à la couche 25, qui est três marneuse. 

Cette année mème, une belle vue-coupe de la bande dolomitique 
du Monte-Arroyo est visible depuis la terrasse du largo do Museo, à 
Coimbre. En ce point, la largeur de la bande dolomitique est três res- 
treinte, mais Touverture de tranchées et plusieurs carrières permet- 
tent de se rendre compte des changements d'inclinaison et des failles. 

Quoique la ligne traversée par le profil (fig. i) presente moins 
de dislocations que ce n'est le cas soit au Nord, soit au Sud, ce pro- 
fil donne pourtant une impression de simplicité qui n'existe pas en 
réalité, à cause des changements d'inclinaison, perpendiculaires à la 
ligne de profil, qui ne peuvent pas ètre figures. 

Ces complications tectoniques, longitudinales, sont encore augmen- 
tées par la présence de fosses transversaux. Le basard m'en a fait cons- 
tater deux, diriges à peu prés de E. S. E. à W. N. W. 

L'un forme le rayin passant entre Monte-de-Yera et Loureiro; il 
se trouYe donc au quart oriental de la largeur de 1'afileurement dolo- 
mitique, et met en contact les dolomies du Sinémurien moyen avec les 
marno-calcaires à Gryphaea obliqua (fig. 1 et 2). L'autre, traversant le 
hameau de Palheira, met ces mèmes dolomies en contact avec les marno- 



1 En prenant les épaissenrs snr des profils d'ensemble, j'ai estimo cette puis- 
sance à Pereiros de 2S0 à 300 mètres (1894, Saporta, p. 239), en y comprenant les 
plaquettes dolomitiques de THettangien. A la suite de mesurages par massifs restreints 
et par couches, j'admels aiijoiird'hai 200 à 240 mètres, dont i40 ponr le Sinémuríen. 
Ges chi£Dres ne constitoent assurément pas encore des données rigooreoment exactes. 



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— 58— 

calcaires à A. Jamesoni. Dans les deux cas, rafifaissement a eu liea da 
cõté mérídioDal, et la lèvre septentríonale s^élève abroptement. Â Pa- 
lheira, cette faílle donne lieu à une sonrce abondante. 

Une faílle longitadinale est mise à découvert par les tranchées au 
carrefour des routes de Coimbre à Miranda» Gastello-Yiegas et Açafa- 
ría (fig. 3). Les coucbes soot fortement disloquées de cbaqae cõté d'uDe 
brècbe de 13 mètres de largeur. 

L'étude de la superpositíoD des strates est rendae difBcile par les 
accidents précilés, et en outre par les nombreuses interruptíons dues 
aux cultures. 

L'HettaDgien étant forme de coucbes meubles, surtout à la base, 
se décompose facilement et ne presente que de mauvaises coupes. Le 
Sinémurien, forme de dolomies plus résistantes, devrait présenter des 
séries plus completes, mais il est entrecoupé par les cultures, et ce 
n'est souvent que dans les tas de pierres, formes de matériaux arra- 
cbés au sol, que Tod peut recueilUr les fossiles, naturellemenl aprés 
avoir vérifié la nature de la roche daus les tétes de coucbes en place. 

Ces nombreux murs secs, de 1 à 1°',50 de hauteur et de 5 à 10 
de loDgueur, donnent un aspect spécial à la région. Us représentent 
une grande somme de travail pour Tagrandissement du sol culUvable. 

La surface de cette grande étendue de dolomies est extrèmement 
mouvementée; c'est naturellement une région fort sèche, ou les sour- 
ces sont une rareté; les eaux s'infiltrent à travers les fentes des dolo- 
mies et ne forment de ruisseaux qu'à partir de THettangien. Les sour- 
ces à débit constant, se déversant du cõté occidental, paraissent en ge- 
neral liées à des failles. 

J'ai donné des coupes résumées de Tlnfralías de Pereiros^ en 
1880 (Lias et Dogger, p. 5) et en 1894 (Saporta, p. 235). Je Yiens 
d'y faire faire de nouvelles récoltes de fossiles, ainsi que sur plusieurs 
points entre Pereiros et Lamas, en procédant bane par bane, non 
seulement dans les coucbes en plaquettes gréseuses ou calcaires, mais 
aussi à travers les coucbes de Coimbre. Or^ ce massif dolomitique qui 
ne parait pas contenir de fossiles lorsqu'on Texamine à la surface, con- 
tient en réalité bon nombre de coucbes fossilifères qui ne peuvent ètre 
découYertes qu'en brisant la roche. 

J'ai fait faire six coupes plus ou moins parallèles: r du signal 
de Peneireiro vers celui de Marco-do-Observatorio, 2° de Vera par 
Monte-de-Vera, 3^ à Almèlaguez (Infralias seulement), iP à Volta-do- 



^ Pereiros, ou Pereiras, est on hameau à i V2 kilomètre au Sud da Mondego. 



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—59 — 

Monte (Sinémurien), 5® de Nossa-Senhora-da-Alegría par Rio-de-Gal- 
línhas, jusqu'à 800 mètres âu Nord-Ouest du signal d'Almaroz, 6^ de- 
pois Cb3o-de-Lamas à 1 kílomètre à TOuest. 

Natareliement il y a certains niveaox, visibles dans une coupe, qui 
ne se trouvent pas dans Fautre; mais Tensemble donne une idée com- 
plete de la superposition des strates. 

Je me bornerai donc à poblier un résumé de ces différentes con- 
pes; il nous servira de point de comparaison pour les autres gisements 
du Nord du Tage, sauf toutefois pour les couches à Gryphaea obliqua, 
beaucoup mieux représentées à S. Pedro-de-Muel. 

Je ferai remarquer que les épaissenrs sont loin d'ètre rígouren- 
sement exactes, car la dispersiou irrégulière des points d^afQeurement 
permet raremenl de prendre avec certitude les dístances verticales, 
et de lenir compte de TiDClinaison des strates. 

Coupe eomblnéa entre Pereiros et Lamas* 

Grb8 sjlns rossiLss ANiMAux. — Gròs et congloméraU rouge-brique, reposant en 
discordanee sor le Palóozoique, et eontenant yers le quart infóríenr des lits dVgile 
ayant foumi trois espèces de plantes tenant tont à la fois des caracteres triasiqnes et 
des caracteres liasiqoes. 

Poissance 200 á 250 mètres. 

Complexe à nuances claires, li5 à 165 mètres. (Pour plus de dótails yoyes Sa- 
POHTA et ÕaankJ, p. 238.) 

GoucHBS 01 Psasiaos (Hbttahgibm),— PIongement iO à i2<» Ouest i30 mètres. 
a) Grés et argiles.— Puissance, 30 à 35 mètres. 

i. — Mamo-caleaire arénacé, micacé, en feuillets et dalles minces, gris-verdâtre, 
jaonâtre oa bmn, ayec empreintes de yégétaux et de moUnsqnes encroutós, altemant 
ayec des lits plus mameax et ayec des lits d'argile rouge ou blene. Yers le milien et 
an sommet, banes de grés fin, compact, de 0",iO. 

MoUosques et yégétaax abondants, mais en general indétermínables. J*ai pn re- 
oonnaitre: PronuUhãdia turrilella, Homomya euMota, Itocyprina Germari, I. Eeeri, 
I. Seebaehi, Macrodom Banneii, Modioía Hoffmanm et des AvicúUdae. Ces strates sont 
bien yisibles dans le cbemin d'Almelagnez à Portella. 

Lors de la construction de la place D. Luiz à Goimbre, en i892, j'ai íait de 
bonnes observations sur le lit le plus inferi eor. Au-dessus des grés blancs^ yi- 
sibles sur ane épaisseur d'une dizaine de mètres, se trouyait une couche de lignite 
de cinq eentimètres d'épaisseor, ayec nonibrenses tiges á*Equi$etum, remplacée à une 
faible distance par une argile gris-bleo, jaane par altération, eontenant de nombrenx 
fossUes écrasés: Promathãdia twriMa, Homomya cuneata, liocyprina Germari, Mo- 



< Voyez le profil i. 



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— 60 — 

diola Hoffmanni, GervUleia Conimbriea, Avieula CapeUòni, PlicatúUi &itanffienm et 
plosieurs exemplaires de Macrodon BonnetL 
Puissance 5 à 7 mètres. 

2. — Grés grossier et mi-íiu avec gros graíns de feldspalli; un lit inarneux con- 
tient des quarUiles atteignaDt 10 millimètres. Couleur rougeâtre, parfois jaune. 
Puissance 3 à 4 mètres. 

3 à 7. — Alternance de grés en gónóral moina grossiers que ies précédents, de 
grés argileux micacés, d'argiie rouge ou bleue et de calcairea dolomitiques en partie 
fossilifères, en general couverts^ vu leur facile décompositio». Les fcuillets micacés qui 
se trouvent aux '/) de la hauteur, contiennent des fossiles assez nombreux : Cf/Undra- 
buUina Skarpei (i), Promathildia íurritdla Çi), Coelostylina (3), Uomomya cuneata (5), 
Isoc^rina Germari (5)^ /. Eeeri, L Seebachi, Modiola Hoffmanni (5), Harpax cfr. mm- 
dionalis (1), Diademopsis ind, (i) traces de végélaux. 

La partie supérieure est plus dolomitique et contient Homomya cuneata, des ho- 
eyprina et Gervilleiaf 

Puissance 20 à 25 mètres. 

b) Dolomies en couches minces et argiles. — Puissance approximative 70 
à 80 mètres. 

8.— Gros banes de dolomie jaune, formes par des couches minces ; mames au 
sommet. Cetle dolomie généralement homogéne et sans fossiles, en contient à sa par- 
tie supérieure à Almelaguez. Ce sont des empreintes três nombreuses de petits l$o- 
eyprina, 

Puissance 3 à 4 mètres. 

9. — Plaquetles de dolomie plus ou moins mameuse, jaunâtre, avec nombreux 
fossiles en parlie dégagés, paraissant pourtant moins varies que la faunule des cou- 
ches 3 à 7. 

Promathildia turrildla (2), Âmpuílospira subangulata (i), Taeniodon elliptiaa 
(2-3), Isocyprina Heeri (2), i. Germari (b), L porrecla (3)^ Modiola Hoffmanni (3), 
GervUleia Conimbrica (3). 

Puissance 0",50. 

iO.— Calcaire dolomitique gris ou jaune^ en partie dolomitique^ á fossiles três 
rares; en dalles minces à ia base. 
Puissance 2"^50. 

li-17. — Calcaires dolomitiques, en génóral en banes minces un peu mameux, 
alternant ayec des banes d'argile rouge et grise, micacée. Les fossiles sont générale- 
ment reunis à la surface des plaques, mais ce n'est que vers le sommet que ces der- 
nières présenlent des plaqueltcs analogues à celles de couche 9, les autres lits étant 
plus épais. Je mentioimerai encore qu'à Rio-de-Gallinhas, il se trouve au sommet 
0",50 de marno-calcaire arénacé, micacé, ayant Taspect des feuillets micacés des cou- 
ches 3 à 7. Les murs secs se trouvent déjà sur ces couches. 

Des Isocyprina étant pour la plupart à rapporter à /. Germari se trouvent en 
quantité considórable ; les autres fossiles^ fréqueuts de la base au sommet^ sont Ho- 
momya cuneata, Modiola Hoffmanni et les Aviãdlidae, parmi lesquels je distingue Ger- 
vUleia Conimbrica, G. Haguenowi et Pteroperna Camoensi. 

Au milieu de Tépaisseur, une couche contenant de nombreux boq/prina Ger- 



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— 61 — 

marí et GervUlêia Ccnimhríea a fourni trois exemplairet de AmpuOoiptra nib<m{pdata, 
UnpeDploshant^des plaqoettes ayant Taspeet de coQcbe 9 ont íoarni C^indroM- 
Ima eoarclaia et boeyprma porrtela, en pias des esptees se troufant daos toate la 
haateor. 

La puistance est diffieile à évalner aree oertitade. ie erois qne Too peot ad- 
mettre en^iron 70 mèftres. 

ej Complexe en banes pios épais. 

i8-i9.— Calcaires dolomitiques ayant boeyprma G§rmari et les Aviedidoê en 
grand nombre, comme dans les eouches procedentes^ mais 8'en dístingoant en ce 
qn'elle8 fonnent des banes plus épais^ celai de la base atteignant i mètre. Elles 
eontiennent da silex blanc et gris, formant ane brèche, nn bane de dolomie cloi- 
sonnée jaune YÍf, ayec fentes remplies par des cristaox de ealcite, et an lit de mar- 
nes grises. 

Paissance i5 à 10 mòtres. 

ZoNE DB BoBBMu EXIU8 (SiNáMUBiEN n«FÉimuR). — 50 mètres. 

Calcaire dolomitique en banes assez épais ayec marnes grises yers la base. Es- 
pèce caractéristique : Boehmia exUis, de la base aa sommet. Apparition dès la base 
des Cardinies et de 0$ína tiMameUasa, tandis qne d'aatres formes proyiennent des 
conches precedentes. 

20. — Calcaire gris clair, à grain fin et aspect on pen argileax, en banes de 0",30, 
ayec assises de mames grises. Fossiles nombrenx et de grande taille. 

Boehmia exdis (i), Oonia indéterminabies (i), PromathUdia turritella (2), Cryp» 
tatwía sp. (I), Pholadomya? Homomya euneata (4), Aniiocardia (5), Unicnrdium Cot' 
toêf, Cardmia sp. (1), Modiola Hoffmanni{!i), Gervilleia Conimtyrica (H), Aviada? (4), 
Ostrea tublamêUota (4). 

Cette coache, one des pias earactéristiqaes de toot le complexe, est mal décoa- 
yerte dans la eoape de Penereiro^ mais elle est par contre observable aa Sad de 
Monte-de«Vera, aa Nord et aa Sad da signal de Volta-do-Monte, 600 mètres an Sod- 
Ooest de Rio-de-Gallinhas et aa Sad da signal d'Almaroi. 

Paissance 8 à iO mòtres. 

Si.— Dolomie blanche, friable, ayec de rares exemplaires de PromaOiUdia tur- 
ritêUa, Boémia exdis, Crypiaenia, et nombreux exemplaires de Homomya cumataf 
Jioeyprina, Modiola Hoffmarmi et Avieulidaê qne Ton ne peat pas dégager sans les 
bríser. 

Des banes jaanes, ayant à la sorface de nombrenx lamellibranches de petite 
taille, poorraient étre pris poar hettangiens. 

Paissance 8 & 10 mètres. 

2f. — Dolomie encore pios friable, blanc-jaonâtre, ayec fossiles bien consenrés, 
altemant ayec des banes pios durs. Elle est mal yisible qooiqoe bien reconnaissable 
dans les coopes de Penereiro et de Chão-de-Lamas, mais est bien découyerte au S. W. 
de Rio-de-Gallinbas, 600 mètres aa Nord do signal d'Almaroz, et surtoat à 300 mè- 
tres à TEst et ao Sad do môme signal. 



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—62 — 



BoêhnUa exilú (J. Boehm) (5). 
Ootita eoita J. Boehm (5). 
Codoit^ma Chotfati J. Boehm (5). 

» graeãior J. Boehm (5). 

CryptoêHía sp. (i). 
iVmciomiM lioiina Dunk. (3). 
Pal#i/a Ddgadoi J. Boehm. (4). 
Homomya cuneata J. Boehm (5). 
I7nteardttim C<»<a« (Siiarpe) (3). 

» mtniM J. Boehm. (1). 

Paissance 6 à 8 mètres. 



ÍMcyprina Germari J. Boehm. 

» Sê^ehi J. Boehm. 

» Hem Ghof.? 
Attariê sp. (2). 
f Cardtma sp. 
Arca (1.) 

GervUleia Conimbriea (Chof.) (3). 
fPteropema Camoeiui J. Boehm? 
Polypien (i). 



23.— Complexe dolomitiqne présentant à la base une coucheà Oonia de grande 
et de petite taille, Cryptatnia, des Unieardium Costae, AttarU^ Arca et Amcididaê, et 
ao sommet un lit à nombrenx Oonia de petite taille et à Cardinia cfr. eondnna. 

A rOaest de GhSo-de-Lamas, des plaques dolomitiques sont couyertes de fos- 
siles comme dans Tlnfralias, avec nombreux Isoeyprina et Aviadidae. 

Un autre lit se présentant à 1'0uest de GhSo-de-Lamas et à 400 mètres au Sod 
du signal d*Almaroz contient encore les grands Cryptamia, avec de grands Cardtiita 
eanatma Sow. allongés comme la variétó eopide$ Ryckholt 

Puissance 8 mètres. 

24.— Dolomies en partié en banes épais et mames; yers la base, couche brune 
de 0",40 contenant une grande quantité de fossiles dont le test a été dissont. Pios 
haut, silex blonds, fendillés. On peut Tobserver à 450 mètres au N. N. E. du signal 
Marco-do-Observatorio et au N.W. du signal d'Almaroz. 

Cylindrolmllina aff. fragilit, Boehmia exilit (3), Homomya (i), boeyprina (5), As- 
iartâ (3), Plâropema Camoeniii, PlicattUaf 

Puissance i5 mètres. 

GOUCHBS ▲ ROSTBLLÂRU GoSTAB KT NsEIlfELLÁ (SlNÉMURIEN MOTBN).— 40 mè- 

tres. Apparítion de RotUUaria Costaê, des NaiiMa et Pleuromya. 

Sauí Ia couche 25, ce complexe n'a été étudié qu'à Monte-de^Vera. 

25.— Calcaúre argileux, gris clair un peu jaunâtre, avec nombreux fossiles à 
Tétat de moules, les plus abondants étant des AnUocardia (?) de grande taille, des 
Pteropema et 0$tr$a iMamellota. A Ia base, marnes grises et ronges occasionnant des 
éboulements et des sources sur la route de ChSo-de-Lamas, au N.W. du signal d'Al- 
maroz. U est probable que c'est à ce complexe que correspondent les blocs de gypse 
de Valle-do-Cantaro (voyez p. 57). Des banes calcaires sont fort analogues à c 20, 
mais ils s'en distinguent au premier coup d^ceil par Tabsence des grands Hodtoío. 



láUkyoiãunu (1). 

Aeraéitt (1). 

Rotídlaria Costae Sharpb (2). 

Codotíylina Choffaii J. Boehm (2-4). 

Promaihiídia turrUella Dunk. (I). 

Thraeiaf (1). 

Phdadomya cfr. Athniana Tausgb (3). 

fAniMoeardia (5). 

hoeyjprina (3). 



Âitarte, 

Modiola subcanedlata J. Boehm (I). 
Pteropema Camoensi j. Boehm (4). 
PecUn Trigeri Opp. (I). 
Plieatúla HeUangientis Terq. (i). 
Osirea iManMosa Dunk. (5). 
Diademopiiif (1). 
Traces de yégétaox. 



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—63— 

Cette eouche a été obsenróe à 100 mAtres an S. E. de Villa-Secca, à 800 mètres 
an N. W. da signa! d'A]inaroz (ooape de Rio-de-Ga11inhas), à 100 mètres an Snd de 
Balaós, & 900 mètrea aa N. W. da tígnal de YolU-do*M(mte, aa Nord et aa Sod de 
Monte-de-Vera. La seale différence de &ane consiste en ce qoe les Gastrópodes ne 
sont fréqaents qa'à Yolta-do*Monte. 

Paissance i5 mètres. 

26. — Maroo-caieaire jaane clair arec fossiles écrasés, dont le test, presqae en- 
tièrement dispara, laisse ane matière blanehe. Cryptomta, Cardinia efr. unioidêt Ag., 
PeeUn Trigeri Opp. (I), Oãirea tublamdloia, 

Cette coaehe s^observe aassi dans la reate d'Abranheíra à Açafaria, à iOO mè- 
tres da premier de ces villages. 

27. — Dolomie jaane avec nombreases cavités prorenant de fossiles à test dis- 
sout, bane oolithíqae, dolomie mamease à la base et aa sommet La plupart des fos- 
siles paraissent appartenir à des lêocyprina de petite taille. Nerintlla, Unieardhun Coi- 
toê, lãoc^prina, Cardinia, Frotocardia, Ptensperna, Peeten Trigeri, 0$trea tublameUosa. 

28. — Bane mameax jaane clair^ Unicardium CoUae, Peeten Trigêri, Otirea ni6- 



29. — Dolomie jaunâtre, pea consistante. An miliea de la haatemr, on a trouYó 
4 exemplaires d'Ammonites paraissant appartenir à ArietiUt Landrioti d'ORB. et aa 
sommet, 2 échantillons toat aassi évolates mais paraissant plus lisses, trop mal eon- 
serrés ponr permettre de reconnattre lears analogies. 

Anetítês efr. Landrioti d'ORB. (3). Astarte. 

Rostellariaf (i). Cardinia efr, unioides Ag. (2). 

NerinMa (2). Pteropema Camoensi J. Boehm (4). 

Neridonuu (2). Peden Trigeri Opp. (3). 

Thraeiaf (I). » priteus Sghloth. (4). 

Unicardium Coitae Sbarpk (4). Anomia, (I). 

Isoeyprina efr, Germari Dome. (3). Otírea sublamdlota Munst. (i). 

Protoeardia (i). 

Paissance des conehes 26 à 29: 35 mètres. 

ZONS ▲ OXTNOTTCERAS OXTNOTUS. 

30 — Lit argíleax, jaane yerdátre, contenant en grand nombre ane Ammonite 
en três maayais état; elle paraít presqoe lísse et, qaant à la forme générale, ressem- 
ble à OxgnoticeroM Guibalianus d'OBB. La ligne de sutore n'est pas obsenrable. Le reste 
de la faune est analogue à celie de la conche precedente, saaf la présence d'un Ichthyo- 
dondites, de Rottellaria Costae, de Litíorina dathrataTmQ.y de Pholadomya efr. Athe- 
siana Tausch., de fragments de Pinna, et d'une qaantité considórable de Peeten Tri- 
geri Opp.» tandis qae Peeten priseui y est à peine represento. 

Cette eouche a été rencontrée immédiatement an-dessus de Monte-de-Vera et à 
500 mètres à TOaest (à TEst de la faiile), prés de Palheira (bord oriental de Taffieu- 
rement dolomitiqae), à 300 mètres aa N. E. et à i.OOO mètres aa S. E. da yillage 
(tranchées de la nouvelie roate), ainsi qa'à 300 mètres au Nord de Telhadella, dans 
ane carríère située sor le ehemin de Valle-de-Cantaro. Dans ce demier point et à Pa- 
lheira, on exploite les dolomies fines, compactes, qai se troa?ent aa-dessoas et an- 
dessos de cette coaehe mameose. Les initiales indiqoent ces trois localités. 



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ÂMtarte sp. 1 : P^ T. 
fJsocyprina sp. 2: M, P 
Cardinia efr, hybrida Ao. M. 
Arca sp. M . 
Pinna cfr, Harímamii Zoet. H. 

* Modiola sp. ind. M 2. 
fPteropema H 2, P 4. 

* Pêtíen Trigeri Opp. M 5, P, T. 

* » priseut Sghl. M 1. 

* Oitrêa tManMo$a M 5, P. 



— 64 — 

lehihyodmditei M. 

Am. aff. Gvibalianus d'ORB. 8 : M, P, T. 

• Rotídaria Coitae Sharpb M , T. 
fOoniaf esp. M. 

• LUtorína dathraia Tbrq. M . 

• Pholadomya efr. Athetiana Tausgh M , P, T. 
Pleuromfa efr. Galathea d'ORB. M, T. 

• Unicardhan Coitae (Sharpb) M 5, P. 

• Protocardia sp. P 4. 

• iMcina sp. M. 

Puissanee 0"4N). 

3i.— Dolomie fine, blane jannátre^ n'ayant fonmi que qnelqnes traces de biyal- 
yes sans importance. 

Cette couche est mieux dócourerte dana les tranehées de la route en oonatruc- 
tion reliant Açafária à Palheira. Sar la riye gaúche da thalweg. Ia couche 30 est re- 
couyerte par une dolomie eristailine, três fine, blanche, ayec couches mameuaes gri- 
sátres. Elle est yisible sur une dizaine de mètres, mais il me semble qu'une épaisseur 
á peu prés égale la separe de c. 32, découyerte plus prés de Palheira, sur Tautre flanc 
de la yallée. 

32.— A 600 mètres au S. E. du hameau de Palheira, et dans le hameau, la route 
coupe une dolomie analogue à la precedente, mais un peu pios dure, et fendue irré- 
gttlièrement, contenant des fossiles assez abondants, à Tétat de moaies intérieurs. Je 
Tai aussi obseryée à 200 mètres au S. W. de TelhadcUa (3 kiiomètres S. de Palheira) 
et à 400 mètres au S. E. de Feteira (profil 1). La liste suiyante comprend les fossiles 
des trois localités, mais la recherche a été três courte et il est certain que la faune 
est beaucoup plus riche. Les espèces précédées d'un astérisque se trouyent dans la cou- 
che precedente. 



Modiola cfr. Hillana Sow. T. 

• Pl&ropeifia sp. P. 

Hinnites tumidus Zoet. P 4, T. 

# Pectm Trigeri Opp. P. 

* » priscus ScHL. T. 
Lima pedinoides Sow. P, F. 

# Ostrea $uhlamello$a Dumk. P 4, T. 
Terebratula Ribeiroi Chof. P 3, F. 
Montlimultia P 3, F. 



Oxgnoticerai sp. P (i exemplaire). 
Oonia 2 OQ 3 esp. P, F. 

• lÀttorina dathrata Tbrq. P, F. 
Pholadomya Idea d'ORB. F. 

• Pleuromya cfr. GaUuhea Aâ. F. 

* Unieardium cfr. Cotíae (Sharpb) P. . 
Lucina liasina (Ao.) P. 

• Protocardia sp. P. 

* Astarte sp. F, T. 

* hocyprina sp. P. 

A 600 mètres au S. E. de Palheira, les couches non dolomitiques à Gryphaea oliU- 
qua se trouvent à 15 mètres au-dessus des fossiles; dans le yillage môroe, ia tranchée 
de la roQte m'a fourní la petite faunule suiyante, à laquelle Tabsence de Terebratula 
Ribeiroi donne un cachet un peu plus récent, mais je n'ai pas pn obseryer si c'est 
réellement un bane supérieur. 

Aegocerat cfr. Rirchii (1 exempl.), Oonia, Ceritíiivm, Pholadomya Idea, Arca, Mo- 
diola cfr. Hillana, Lima pedinoides, (ktrea sublamellosa. 

En 1880, j'ai cite des fossiles proyenant d'un terrain nommó Oliyaes-de-Je- 
richo (3 à 4 kiiomètres N. N. E. de Palheira), á'oii Ton extrait des pierres pourchar- 



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— 65— 

ger la roote. J'i(nore si Ton peut Toir la place qa'il8 oceopent dans la eoope, roais 
la présence de Ter^atula Ribeiroi, Zeilleria indentata, Rhynchon^Ha ranina et d'on 
fragment poavant appartenir h Am. Birehii, montre qo'une partie aa moins estàrap- 
porter à c 32 on méme à c. 33. La roche difTère de eeile de Palheira en ee qu'elle est 
jaune et fríable. 

Prés du signal de Pousada et sur la route de Condeixa à Alfafar, j'ai trouvé 
de grands exemplaires de Gryphaea obliqua dans une roche analogue, formant la par- 
tie supérieure des dolomies. 

ZONI A ABUTITBS RIBICOSTATUR. 

33. — Calcaire gris plus ou moins foncó, non dolomitique, avec lit fóssil ifère se 
désagrégeant en morceaux grumeleux. Belemnitety ArietH» t cfr. solarioidM Gosta, Pho- 
ladomya Jdea, P. VoUzi, Astarte Beynntis, Pecten, Gi-yphaea obliqua de grande et de pe- 
tite tailie, Terebraíula pundata, Zeilleria indentaia, Z. comuta, Rhynehonella ramm/t 
Rh. Thalia. 

Une ancienne récolte faile dans une roche un peu plus roarneuse contient les 
mémes bivaWes et A. armalut dentinodus Quenst. 

Cette couche apparait normalement superposée à c. 33 vers le bord delabande 
dolomitique et en ootre dans des failies au mílieu de la régíon dolomitique, par exem- 
ple aa S. W. de Monte-de-Vera, et à 100 mètres au Sud d' Abrunheira. 

Puissanee i à 2 mètres. 

34. — Calcaire nn peu marnenx, se délitant en morceaux angnleux. Je crois qu'il 
appartient encore aux couehes à Gryphoêa obliqua, nuds a'ai pas pu y cherchcr de 
fossiies. 

Remarques lithologíques. — Les quelques obsenrations qui suÍTent 
peuvent parfois présenter un intéret pratique. 

Le grés grossier qui forme la partie supérieure des grés sans 
fossiies animaux, se trouve aussi dans la partie inférieure de 1'Hettan- 
gien fossilifère, couche 2 et 3; il y a mème des grés à quartzítes au- 
dessus des lits à végétaux de Yacaríça. 

Le grés fin, micacé, domine dans les couehes 1 à 7, maisun 
bane se trouve encore vers le sommet de THellangien, (couche 17), 
avanl Tapparition des banes épais. 

Les argíles rouges et bleues se montrent principalement dans 
THettangien, mais on les retrouve à la base du Sinémurien moyen, cou- 
che 25. 

En general, Tépaisseur des banes de dolomie et leur ho- 
mogénéité vont en augmenlant de la base au sommet. Les feuillets et 
les plaquettes prédominent dans THettangien, dontle sommet est forme 
par de gros banes (c. 18 et i9), comme e'esl le cas pour le Sinémurien 
inférieur qui contient pourtant encore des plaquettes analogues à cel- 
les de THettangien. 

GoMHOiacAçOia. Tom. v.— Mai, 1903. 5 



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— 66 — 

Les silex apparaissent au sommet de THettangíen (c. 18). 

Le gypse ne m'est coonu que d'un paits paraissant correspon- 
dre à la base du Sinémurien moyen, mais j'ai entenda dire que des 
travaux executes dans la quinta da Várzea, au Sud de Goimbre, ont 
rencontré une alternance de calcaire, d'argile et de gypse. 

Passons maintenant à Texamen des affleurements de la bande 
orientale sítuée au Nord de Coimbre: 

Vacariça et Anadia. — Gette contrée est reconverte par des sables 
pliocènes et presente de nombreuses failles, de serte que Ton n'y voit 
pas de coupes étendues, mais seulement des affleurements au milieu 
des sables. 

Vacariça est un hameau situe à 18 kilomètres au Nord de Coim- 
bre, Anadia est à 8 kilomètres plus au Nord. 

Des strales d'argile micacée, feuilletée, intercalées dans la partie 
supérieure du massif de grés, auprès de la première de ces localités, 
contiennent de nombreux végétaux étudiés par Oswald Heer et par 
Saporta, qui ont rendu cette localité classique pour la géologie por- 
tugaise. 

Ce sont Equisetum pseudo- Hoerense Sap., Clathropteris sp., Batera 
dilatata Heer, Cheirolepis Munsteri Schenk, Palissya limtanicu Sap. el 
P. Braunii Endl. Heer les rapportait au Rhaetien, mais Saporta qui 
a eu des matériaux plus complets, provenant de Sangalhos, les a con- 
sideres comme du mème áge et attribués à Tlnfralias. 

Ces végétaux proviennent de deux gisements situes à une distance 
de 1.500 mètres environ. L'un est la fontaine à 200 mètres à TEst du 
village et Tautre la tranr.hée de Rapozeíra entre Pego et Vallongo. 

Dans la première, les grés blancs contenant los lits à végétaux sont 
surmontés par des grés rouges ayant par places des reflets métalliques 
et contenant de petits quartziles. Je n*ai pas observe cette couche daos 
le V gisement; les lits fossilifères y sont vísibles sur une trentaine de 
mètres et alternent avec des grés à éléments fins ou grossiers. 

Dans ces gisements les moUusques ne sont representes que par 
de rares débris indéterminables, dont un Avictda. A Vacariça, les do- 
lomies du Sinémurien moyen sont en contact avec les grés grossiers 
recouvrant les végétaux (flg. 6); il semble donc qu'il ne s'y est pas 
déposé Talternance de grés, d'argiles et de plaques dolomitiques for- 
mant THettangien des environs de Coimbre, mais le contact est mas- 
que et paraít étre dú à une faille. 



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— 67 — 

Cest d'aatant plus probable que les schistes marno-arénacés, 
micacés, avec nombreux mollusques, se trouvent àMoDsarros,5 
kilomètres au Nord de Yacariça. Mr. Borhm en a mentionné quelques 
especas sous la rubrique: Anadia. Cette faune figure dans sou entier 
au tableau des espèces, de sorte que je ne cilerai que les formes prin- 
cipales: PromathUdia turritdla (2), Neridomtis liasina (4). Isocyprina 
Germari (5), Modiola Hoffmanni (5), Plicatula Hettangiensis (4). 

A Carvalhaes prés d'Anadia, des grés à Equisetum pseudo- Hoe- 
rense reposeut sur un lit à Isocyprina, tandis que des gi sémen ts à fa* 
cies plus calcaire se trouveut prés de Moita et entre Carvalhaes et Ana- 
dia ou les calcaires de Goimbre affleurent, gráce à une dislocation; la 
succession régulière n'est dont pas visible. 

Je reviendrai sur Táge des couches à végétaux aprés avoir parle 
de Sangalhos. 

Le calcaire de Yacariça est une dolomie jaunátre à nombreuses 
vacuoles provenant de la disparition du test des fossiles. Ges derniers 
sont presque tous à Tétat de moules ou d'empreintes extérieures, d'une 
détermination difficile. J'ai indique les principales espéces en 1880 
(p. 5); depuis lors, j'y ai fait récolter à plusieurs reprises, en brisant 
la roche, mais la faune est encore bien pauvre en espéces. Ge sont: 

Nerinâla (3 ) Pteropema Camoensi J. Boehm. (4) 

Phdadomyaf (1) GervUlêia Conimbríea (Chof.) (4) 
Unicardium Costae Sharpb sp. (5) Pecten priscus Schlot. (2) 
hocyprina Germari Donk. , » Trigeri Opp. (3) 

Lueina (3) HinniUt sp. (i) 

Astarte[í) Ltma (I) 

Cardinia hyhrida Sow. (3) (ktrea sMameUosa Dunk (3) 
» cfr. unioides Ag. (3) 

L^aboiídance de Unicardium Costoês la présence des NerinMa, Lu- 
eina, Cardinia, Pecten, Ostrea, etc, montrent incontestableraent que 
cette faune appartient au Sinémurien moyen. 

Mr. J. BoKHM n'en a eu que deux échantillons, Gervilleia Conim- 
bríea et Pteroperna Camoensi, envoyés comme raatériaux de comparai- 
son. La premiére de ces espéces lui fait émcttre Thypothése que ces 
dolomies représentent un Tacies calcaire des couches de Pereiros, ce 
qu'il n'aurait certainement pas dit, s'il ayait connu la faune complete. 

Environs de Sangalhos.— Sangalhos est situe à 7 kilomètres au 
N.N.W. d'Anadia. II se trouve à peu prés au milieu d'un aflíleurement 
de couches de Pereiros, formées par des argiles et des grés micacés, 



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—68— 

entourés de Pliocène. Les calcaires de Coimbre affleurent prés d'01i- 
veira-do-Bairro, mais ils n'ont fouroi que des Unicardium Costae, lan- 
dis qae les couches à Gryphaea obliqua, aíHearent sur de nombreux 
points, comme uous le verrons plus loin. 

Entre Sá et Avellãs-do-Gaminho, un bane contient de nombreux 
mollusques, mélangés à quelques Tégétaux indéterminables qui forment 
en outre un lit supérieur à celui qui contient les mollusques. Ges vé- 
gétaux sont en assez bon état dans le gisement de Paço, situe à un ki- 
lomètre au Nord de celui de Sà. 

La faune figurera dans le tableau; les espèces les plus frequen- 
tes sont: Promathildia turritella, Isocyprina Germari, Modiola Hoff- 
manni, Avicula Capdlinii, Plicatula Hetíangiensis. Les végétaux appar- 
tiennent aux espèces suivantes: Equisetum ténue Sap., E, striatúlum 
Sap., GtUbiera angustiloba Presl., Otozamites Terquemi Sap.? Podoza- 
mitesl obtruncattÂS Sap., Cheirolepis Munsteri Sghenk, Pallissya lusita- 
nica Sap., Pachyphyllum Combanum Sap., P. liasinum Sap., PoIobo- 
cyparis Vetmtior Sap., Poacites cyperaceus Sap., P, angmtiformis Sap., 
Yucctíes fimbriatus Sap. 

Un échantillon de calcaire avec les petits mollusques des couches 
de Pereiros porte Tétiquette cl. 100 mètres au S.W. de Téglise d'Ave- 
13s-do-Gaminho». 11 prouve que les lits calcaires existent aussi dans ia 
contrée, masques par le Pliocène, mais probablement moins puissants 
qu'à Goimbre. 

Quoique la florule précitée ne contienne que deux espèces en com- 
mun avec Vacariça (Equisetum pseudo-hoertnse et Cheirolepis Munsteri) 
elle presente le mème caractere, aussi Mr. de Saporta n'hésite-t-il pas 
à considérer ces gisements comme contemporains. U en resulte que Ton 
doit admettre un ensablement plus énergique dans la contrée de Vaca- 
riça que plus au Nord et plus au Sud, ce qui a empéché en majeure 
partie la conservation des mollusques. 

La florule de Sangalhos réunie à celle de Vacariça represente un 
ensemble de 17 espèces (voyez Saporta, p. 9), dont plusieurs sont as- 
surément fort mal conservées, malgré les nombreuses recherehes ef- 
fectuées dans ces gisements. 

Mr. STAUB^ analysant le travail de Saporta, a fait de nombreuses 
reserves sur ces détermínations; mais si cette flore ne permet pas de 
fixer un niveau précís, elle prouve en tous cas que les couches qui la 



1 Neues Jahrbueh, i898, i, p. i82. 



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—69 — 

contieonent sont plus récenfes que le Keaper, ce qui est du reste prouve 
par les mollusques qui Taccompagnent. 

11 Dous reste à examiner des aflQeurements situes au Sud de Ia ré- 
gion CoimbreLamas jusqu'à Textrémilé mérídionale de la bande oríen- 
tale, région sur laquelle je n'ai que peu d^observations. 

Valle-do-Espinhal.— Le bourg d'EspÍDhal est situe á 11 kilomè- 
tres au S.S.E. du signal d'Almaroz, et Valle-do-Espinhal est un groupe 
de maisons à un kilomètre à TOuest du bourg. 

Un fosse dans le Paléozoique contient du Trias et du Lias, et plus 
au Nord, du Grétacique, pincé dans le Lias (voyez les figures 4 et 5 
de pi. I). 

Au point « du profil n.^ 4 se trouve une dolomie oolitbique en 
dalles, contenant de nombreux fossilos en bon état de conservation. 
Le gisement est silué à 100 mètres N. 12 W. de Valle-do-Espinhal. 
C*est une faune spéciale, contenant des Gastrópodes de fort petite taille, 
que Mr. J. Boehm n'a pas determines; un exemplaire de Coelosíylina, 
quelques Nerídomus liasina et une grande quantité de bivalves, en ge- 
neral de petite taille» parmi lesquelles des Isocyprina et des Gervilleia. 

Toutes ces espéces se trouvent dans THettangien et dans la zone 
à Boehmia exilis; le fácies rappelle les dalles de cette dernière zone 
plutòl que THettangien. Les condilions de gisement ne donnent aucune 
iudicatioii sur son áge, comme le font voir les proGls. 

Prés de Yarjalonga (4 kilomètres au Sud d'Espinhal) les couches 
de Coimbre contienneut des banes oolitjiiques, empata nt des fossiles. 

Le sommet entre Garvalhaes et Ferrarias presente une lumachelle 
de petits fossiles ayant quelque analogíe avec le gisement de Serra- 
d'El-Rei, que nous verrons plus tard. 

De Aréas à Thomar.— Arèas est situe à 31 kilomètres au Sud 
d'Espinhal. Auprès d'un moulin, à 600 mètres au S.W. de Téglise, 
se trouvent des dalles de calcaire doiomitique jaunátre, amorphe, et 
d'autres, oolitiques et de couleur blanche comme celles d Espinhal. 
La faune est abondante en Isocyprina avec lesquels il ne se trouvait 
que des Gervilleia Conimbrica et une astarte. Je n'ai pas visite ce gi- 
sement. 

En 1880 (p. 5), j'ai donné une petite coupe des couches de Goim- 
bre à Casal-Novo (Thomar), situe à 12 kilomètres au Sud d'Aréas, 
soit vers rextrémité mérídionale de la bande orientale. 



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— 70 — 

Le fácies pétrographique est différeofde ce qui existe plus au Nord. 

i.—k la base se trouve un calcaire rouge-violacé, chargé degrains 
de quartz; je ne connais pas ses relations avec ies couches de Pereiros. 

2. - Calcaire ferrugineux, spathique, sans fossiles, d*une puissance 
de 20 mètres. 

3.— Calcaire dolomilique (magnésie 18%), jaune clair, avec Pro- 
mathildia turritellal Cryptaenia, Ooniat, Isocyprina, Gervilleia Conim- 
brica. Puissance 50 mètres. 

4, — Couches analogues, contenant en abondance Unicardium Cos- 
toe et quelques Gervilleia Conimbrica. 

II y aurait une centaine de mètres entre la base de ce complexe 
et Ies couches à Pecten acuticostatus, qui représentent toutes Ies zoues 
du Gharmouthien. 

Les couches à Gryphaea obliqua paraissent en majeure partie com- 
príses dans le calcaire dolomitique, comme c*estlecasprèsde Goimbre. 



l>) Ilots au INord du rTafl^e 



Entre la bordure de Ia Meseta et TOcéan, se trouvent quelques 
dislocations amenant au jour des marnes rouges et des calcaires do- 
lomitíques fortement releves, atteignant parfois la verticale. Ces ac- 
cidents, auxquels j'ai donné.le nom de vallées tiphoniques, contien- 
nent en general des típhons d'ophite et du gypse, parfois en assez 
grande quantité pour donner lieu à des exploltations. 

Ces marnes rouges et les dolomies ne contiennent généralement 
pas de fossiles; toutes deux en ont pourtant fourni sur quelques 
points. Les fossiles intercales dans les marnes sont les mèmes que 
ceux des couches de Pereiros, mais le fácies de Tensemble est telle- 
ment distinct, qu'en 1882 je leur ai donné le nom de mames de Da- 
gorda, tout en constatam leur parallélisme (p. 286). 

La relation entre les calcaires dolomitiques et les marnes est 
d' une constatation diíBcile. * La succession normale du calcaire sur 
les marnes forme Texception ; il semble y avoir généralement une la- 
cune par suite de dislocations, et les rares fossiles trouvés dans les 
calcaires ne permettent pas toujours de dècíder s'ils représentent la 



Voyez les profils qui accornpagnent la Note mr les vallées tiphoniques. 



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— 71 — 

partie supéríeure de l^Hettangien, oa les coucbes de Goimbre, ce qui 
est le plus probable. Ce n'est qu'à Mina d^Azéche et à Carvide que 
j'ai vu des grés pouvant appartenir au Tríasique. 

Les gisements situes au Nôrd de la chaine de Leiria présentent 
UD fácies commun; les fossiles, eu majeure partie des Isocyprina, ont 
conserve le test et forment des plaquettes de 1 à 3 centimètres d'épais- 
seur, presque uniquement composées de valves écrasées, tandisque 
la surface est couverte de fossiles non deformes. 

Les gisements du Sud sont presque uniquement formes par les 
marnes rouges, sècbes, friables, maculées parfois de bleu, de vert et 
de noir. Elles contiennent fréquemment du gypse et de petits cristauí 
de quartz bipyramidés. Les fossiles y sont rares et ne se trouvent le 
plus souvent qu'au voisinage des calcaires dolomitiques. 

Je vais examiner rapídement ces aflleurements, au point de vue 
de la composition de leurs strates, en procédant du Nord au Sud. 

Monte-Hõr-Velho.— L'ilot plíocène d'Ereira, au milieu des al- 
luvions du Mondego, montre du cõté nord un peu de calcaire dolo- 
mitíque en plaquettes, avec moules ò! Isocyprina. 

Soure. — J'ai mentionné cette dislocation en 188i, et en ai fait 
plus tard le leve cartographique. On en trouvera un profil dans le 
Crétadque svpérieur au Nord du Tage (pi. VII fig. S). 

Les calcaires dolomitiques analogues à ceux de la bande orien- 
tale ont une grande extension à TEst du rio Soure, surtout au Nord 
et à TEst de la ville. Les marnes gypsifères afileurent au Nord-Est 
entre Telhada et le signal de Matoitinho. Le signal d'Outeiros est sur 
un tiphon d'ophite et un autre affleurement éruptif se trouve au Sud- 
Ouest du signal de Matoitinho. 

Les calcaires dolomitiques ne m'ont pas fourni de fossiles, par 
contre, les marnes contiennent des plaquettes convertes de fossiles 
avec test, mais tellement serres les uns contre les autres qu*ils sont 
en general deformes. Des fossiles à Tétat de moules intérieurs se trou- 
vent sur d' autres plaquettes, et complètement dégagés. 

Malgré son abondance en individus, cette faune est presque en- 
tièrement composée de Isocyprina Germari. Mr. J. Bokhm a determine 
UQ des moules intérieurs comme I porrecta Dum.; J'en ai trouvé plu- 
sieurs qui affectent cette méme forme et j'ai aussi reconnu Avicula Ca- 
pellinii et des GerviUeia paraissant différer des espéces citées par Mr. 

J. B0EH\l. 



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—n— 

ÍIonte-Real — Carvide.— (Voyez le profll 5 de pi. VII du Crétad- 
que au Nord du Tage). Quoique Taire de Monte-Real soil en majeure 
partie cachée par les alluvions et les sables pliocènes, on voil pourtant 
des affleurements assez étendus de mames gypsifères et de calcaires 
dolomítiques sur chaque versant de la vallée da Liz; od y voit aussi 
de nombreux affleurements d'ophite. 

Des excavations faites prés de Carvide pour des recherches de 
bitume ímprégnant des grés probablement crétaciques, ont mis a dé- 
couvert un gisement fossilifère infraliasique, forme par des plaqoettes 
de calcaire noir ou jaune, presqu'entiérement composées d'I$ocyprina 
ayant conserve le test. Une abondante récolte de ces plaquettes a été 
faite en 1865 par mon regretté collègue Fhederico de Vasconcellos. 

La faune contient presque uniquement Isocyprina Germari et une 
forme n'ayant que trois millimétres de longueur. Les Gervilleia Co- 
nimbrica ne sont pas rares et atteignent une assez grande taille, mais 
les Gastrópodes ne sont representes que par deux exemplaires de Coe- 
lostylina. 

Malgre le grand développement du calcaire dolomitique, il ne m'a 
foumi que quelques rares fossiles. Au sud de Monte-Real, un calcaire 
noir contenait quelques Lamellibranches en três mauvais état, parmi 
lesquels je distingue Unicardium Costae et les genres Isocyprina, Mo- 
diola, Gervilleia? et Plicatula. 

Région de S. Pedro-de-Muel.— Les affleurements de S. Pedro-de- 
Muel forment les falaises de TOcéan à TEst de Leiria, sur une lon- 
gueur de 10 kilométres, depuis Pedras-Negras jusqu'à Mina d'Azéche, 
au Sud de Nossa-Senhora-da-Victoria (Voyez la carte géologique au 
500.000*). 

Ge n'est qu'en 1883 que j'en ai eu connaissance; il n'en est donc 
pas question dans Le Lias et le Dogger, et je ne Tai mentionné que 
brièvement en 1894. 

Hettangien.— Six petits affleurements se trouvent au S. W. de 
Monte-Real, dans les falaises qui bordent Tocéan, ou un peu à Tinte • 
ríeur, au milieu des dunes. Ce sont du Nord au Sud: la pelite falaise 
de Pedras-Negras, un puits dans les marnes gypsifères à 1000 mètres 
au N. E. de S. Pedro, trois affleurements de calcaire dolomitique et 
d'ophite à 2.500 mètres au N.E., 1.700 mètres et 2.000 mètres E.S.E. 
du méme village, puis à 6 kilométres au Sud, les falaises de Nossa- 
Senhora da-Victoria ot de Mina d'Azéche. 

Pedras-Negras estun petit affleurement au bord de FOcéan, 



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-73— 

au Nord du ruisseau Dommé ribeira de Muel, dont il est séparé par 
des sables. II est entièrement composé de marnes gypsífères rouges 
et grises, três dures, ofTrant une certaine résistence aax vagues. 

Vers Ia partie septentríonale de l^aídeurement, les mames, à peu 
prés horizontales, sont recouvertes de plaquettes noirátres^ presqa^en- 
tièrement composées de fossiles ou de leurs débris. On en trouvera Ia 
faane au tableau; elle est fort riche, contrairement à celle de Garvide 
et de Mina d'Azéche. 

Un autre afQeurement se trouve au Sud de la région, à rancienne 
exploilatíoQ de bitume nommée Mina-d'Àzéche. (voyez íig. 8). 

A 100 mètres au nord de rancienne galerie se monlrent des 
mames en strates bouleversées, grises, veinées de rouge brique, avec 
gypse et cargnieules. Elles contiennent de nombreux banes de grés 
et au milieu de ceux-ci des sables chargés d'asphalte. Les marnes et 
les grés contiennent des lumachelles d' Isocyprína, au milieu desquels 
on distingue quelques individus de Promalhildia turritella, de NericUh 
mus liasina et de Gervilleia. 

Le grés est en partie à gros éléments et en partie três fin; ce 
dernier est fortement impregne de bitume et contient des empreíntes 
á^Isocyprina. 

SiNÉMURiEN iNFÉRiEUR.— Nous venons de voir que la ligne de fa- 
laises liasiques de cettc région se termine au Nord (Pedras-Negras) 
et au Sud (Mina d'Azéche) par des affleurements d'Infralias fossilifére, 
avec gypse- 

Les strates qui succédent normalement à Tlnfralias ne sont pas 
observables, tant par suite de dislocations que par suite du recouvre- 
ment par les sables pliocénes et récents. 

Les falaises au Nord de Mina d'Azéche sont formées par le Plio- 
cène sur une distance d*un kilomètre, puis vient le rocher de Nossa- 
Senhora-da-Yictoria forme par du calcaire dolomitíque, plon- 
geant vers TOuest sous un angle de 75° (voyez flg. 9 de la planche). 

11 contient des moules de petits Isocyprina et plus haut GerviUeia 
Conimbrica et Unicardium Costae, espèce qui sufiit à prouver son âge 
sinémuríen. A la base se trouve une dolomie marneuse, en partie 
bréchoide. 

SiNÉMUKiEN MOYEN. — Au Nord du rocher, une nouvelle interrap- 
tion par les sables nous force à aller chercher les couches plus re- 
centes au Sud de Pedras-Negras. 



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— 74 — 

Llnfralias de cet affleurement touche vers le Sud à une plage 
de sable, de 800 mètres de lon^^ueur, límítée vers le Sad par udb 
falaise d'une trentaiae de mètres de hauteur. 

Gette derníère est en majeure partíe formée par un calcaire gris 
clair, três dur, contenant une enorme quantité de fossiles, príncipale- 
ment Vnicardium Costae. Les banes plongent vers TOcéan sous un an- 
gle atteignant 75^; leur direclion est à peu prés parallèle à la cote 
jusqu'au hameau de S. Pedro. Ces calcaires existent encore au Sud 
de ce hameau sur une longueur de 200 mètres, mais sont alors diri- 
ges de TEst à TOuest, et plongent vers le Sud, oú une faille les met 
en contact avec le Toarcien. 

Pour étudier le Sínémurien supérieur, il faut de nouveau nous 
transporter vers le Sud de la région, au lieu dit Polvoeira, séparé des 
dolomies de Nossa-Senhora-da-Victoria par 1.100 mètres de sables. 
U n'est donc pas certain que la série soit complete, mais Texamen 
de la faune montre qu'il ne peut exister qu'une lacune três faible en- 
tre les strates les plus supérieures du Sinémuríen moyen et les premie- 
res du Sinémuríen supéríeur. 

J'ai visite rapidement ces aOleurements en 1883 et y ai envoyé 
un collecteur en 1887, avec míssion d'en récolter les fossiles bane par 
bane. Après un premier examen des récoltes, j'y suis retourné avec 
lui, mais n'ai passe qu'une journée à voir Tensemble du travail, un 
incident inattendu m'ayant empèché d'en faire une étude plus dètaillée, 
ce qui, du reste, n'aurait probablement pas modiQé les résultats géné- 
raux. 

Goape des calcaires aa Nord de S. Pedro (Penedo-do-Gabo) 

La plage qui touche à Tlnfralias est limitôe au Sud par un avancement de ro- 
ehers, plus ou moins parai lélipipède, nommé Penedo-do-Cabo, Hmité au Sud par la 
plage de Pedrianes. 

II a été fatt deux coupes à travers ces coucbes, Tune sur la coupure septentrío- 
nale, Tautre sur la coupure móridionale (Pedrianes); comme elles correspondent Tune 
à Tautre, je les ai róunies en une seule. 

Figure iO de la planche represente un profil schématique à Iravere ces calcai- 
res; il montre une faille parallèle au rivage, sóparant la falaise en deux comparti- 
ments, la partie occidentale s'é(ant affaissée par rapport à la parlie oríentale. La coope 
straligraphiqoe doit donc commencer à TOdest de la faille. 

Massif dolomitiqoe. — G. i.— Calcaires dolomitiques, amorphes^ passable- 
ment homogènes, sans fossiles (?)^ en partie gris, en partie jaunes. Cette dolomie cor- 
respond probablement à la partie supérieure du massif dolomitique qui forme le ro- 
cher de Nossa-Senbora-da-Victoria (voyez fig. 9 de la plancbe). 



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— 75 — 

Cal ca ires fossi li feres. — Calcaire três dur, en banes pen épais, blanchâtre à 
Texténeur, gris clair ou gris foncé k 1'intérieur, conlenanl des fossiles généralenient 
nombreux, aulant dans ie calcaire que dans les lits marneux, parfois bilumineuz, qui 
les séparent, oú iis soni pius faciles à récoUer. lis onl généraiement conserve le test 
aaquel un coinmenceoient de décomposition donne parfois une couleur blanche et un 
aspect farineux. Vu leur abondance et leur bonne conservatioDy ils donneraient matière 
à une belle monographie. 

D'aprè8 la superposítion des faunules, j'ai distingue quatre assises, mais Ia faune 
est k peu prés la méme de la base au sommet et diflòre plutót par le degré d'abon- 
daoce que par des différeuces d'espèces. 

On Irouvera toute celte faune indiquée au tableau du Sinémurien, dans le der- 
nier chapitre, mais pour en fácil iter la lecture, j'ai reuni en une colonne les couches 
2 à 4, et je me bornerai ici à iudiquer les diíTérences principales. 

Certaines espèces sont groupées par nids; par exemple les Nerinella, les Proma- 
thildia, les hoqfprina, les Protocardta, les Pseudocidaris se trouvent par centaines sur 
certains points, tandis qu'ils sont rares sur d'autres. 

Un y remarque une série de formes analogues sinon en partie idenliques aux 
espèces qui donnent leur cachet aux couches de Pereiros ; ce sont les Cylindrobullina, 
Ceriihium^ Oonia, PromathiUUa, Nerita, Isocyprina, Protoeardia, Pteropema et Ger- 
viUeia. Elles sont mélangées à des Lamellibranches que Ton retrouve dans le Lias à 
fácies extra-alpin, et à des Ammonites ne laissant pas de doute sur Tattribution de 
ces coucbes au Sinémurien moyen. 

L'espèce la plus abondante est Unicardiufn Costae (Sbarpe), qui se presente de 
la base au sommet; une autre espèce três caractéristique^ quoique moins abondante, est 
BatíeUaria Costae Sharpb, qui se trouve aussi dès ia base, ainsi que (ktrea mblamelloia, 

lies Gryphêes bien caractérisées, les Brachiopode$ et les Polypiers manquent com- 
plètement. Les Pholadomya ne sont representes que par P/i. e/r. 4lA<stana Tausch, es- 
pèce de três petite taille, à caracteres génériques douteux. 

Les Ammonitidées sont représentées par le genre i4riffa7M et par unécbantillon 
de três petite taille, lisse, k ombilic réduit à un point. Une étude de grande valeur 
sur ces Arieíites a été publiée par Mr. Pompbckj qui y a distingue cinq formes. D'aprê8 
lenrs affinités^ il lui semble probable que Ton n'ait affaire qu'à une seule zone, qui se- 
rail celle de A, obtusus. L'étude de la successiotí des faunules conGrme cette opinion. 

2. — Complexe d'environ 60 mètres d'épaisseQr, à fossiles beaucoup moins abon- 
dants et moins varies que dans les couches sui vantes. BosteUaria Costae et Unicardium 
Costae apparaissent dès la base. Du côté meridional (Pedrianes), un bane de mame 
schisteuse jaunâtre qui n'a pas été remarque du côté septentrional, se trouve à 10 
mètres de la base. II a fourni des fossiles nombreux appartenant aux mémes espèces 
que ceux des banes caicaíres^ sauf la présence de trois Ammonitês écraséos paraissant 
appartenir à Arietites amblyptyehus. Pecten Hêhlii d'ORB. y est abondant. 

3.— Cette couche, de 1^,S0 d'épaisseur, contient des milliersde lamellibranches 
et de gastrópodes, aussi bien empâlés dans le calcaire que dégagés à la surface des 
banes. Les plus abondants sont les Unicardium Costae et les Pleuromya. Les Ammo- 
nites et les radioles de Cidaris y sont representes par des échantillons moins rares 
que dans les couches 2 et 4. 

Cest de cette couche que proviennent les types de Arietites ambtyptytJiui de 
Hr. PoMPKCKJ, indiques comme Penedo-da- Saudade au liea de Penedo-do-Cabo. 



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— 76— 

4. — Complexe d^one ?ingtaíne de mètres d'épais8enr, dans lequel setrooTent 
qnelques banes de calcaire dolomitíque crayeux, jaone^ rappeliaot les calcaires dolo- 
uiitiques de la bande orienlale. La faune est moins abondante que dans les coucbes 
precedentes, du moins en Lamellibranches, par contre les Nea-indla et Pseudodiadema 
Muelensê s'y trouvent en quantité considérable. C*est de celte couche que provient 
Toriginal de Mr. de Loriol. 

5. — Cette conche ne se trouve pas dans le promontoire de Penedo-do-Cabo, 
mais un peu plus au Sud, aux Heux dits: Ninho-do-Gorvo (100 mètres au Sad dela 
plage de Pedrianes), Penedo-da-Saodade (400 mètres, idem) et Fuma, ao Nord de 
S. Pedro. 

Ce sont des calcaires noirs, avec fossiles en partie à te^t blanc, comme lescoo- 
ches inférieures les contiennent exceptionnellement, sormontés de schistes bitumineux 
ayant des nodules de calcaire noir à leur partie supérieure. Les fossiles sont abondants 
dans les trois catégories de roches, les Ammoni(«i se trouvantsurtout dans les schistes 
et les rognons, mais étant écrasées dan.^ les premíers. Leurs formes sont plus variées 
que dans couche 3, quoiqiie le nombre d'individus ne soit pns plus pnnd. 

Les Gastrópodes sont relativement rares; on n'y volt n^s Rostdlaria Costae qu\ 
est pourtant bien represente dans les couches à Gryphaea obliqua, 

Les Lamellibranches sont abondants; Ostrea sMamdlota n'y affecte pas davan- 
tage la forme de Gryphée que dans couche 2. 

SiNÉuuRiKN supÉRieuR (couches à Gryphaea obliqua), — Nous avoos 
vu que c'esl vers le Sud de la ligne d'allleurement, lu lieu dit Polvoeira 
que ron rencontre les strates succédant aux calcaires à ArietUes obtu- 
sus. De là vers le Nord se développe une belle coupe, mais le bane le 
plus inférieur contient une faune bien différente de celle du Sinému- 
rien moyen, malgré la présence de Rostellaria Costae. 

Les Pholadomyes et les Brachiopodes y sont representes par ud 
si grand nombre d^individus quil faut admettre soit une invasion su- 
bite en nombre considérable, soit Texistence de couches faisant tran- 
sition, cachées par la mer. S'il y a une lacune, elle ne peut pas élre 
bien considérable, puisque nous rencontrons Oxynoticeras oxynotus à 
14 mètres de la base, et que cette espèce caractérise dans TEurope 
centrale la zone qui succède à celle de VA. obtusus. Elle n'est du reste 
représentée que par un seul échantillon. 



Gonpe de Polvoeira 

ZoNB DE l'Oxynottcerá8 oxtnotus ET Terrbratula RraBiROL— 20 mètres 
Âbondance de Rostellaria Costae, Unieardium Ribeiroi, Terebrattda Ribeim et 
Zeilleria inderUata, Absence des Belemnites et des Rhynehonelles sauf Rh. tetraedra. 

Couche a. — Calcaires en banes épais, separes par des lits mameux contenant 
beaucoup de fossiles. Ces lits et les calcaires sont blancs à la base et passent peu à 



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— 77 — 

peo au gris plus ou moins foncé. La faune est la ncéme de la base au sommet; la seole 
différence que j'aie observée consiste en ce que les oursins n'ont óté trouvés qu'à 5 
mètres do la base. 

La faune presente les roémes espèces que dans les autres couches de la zone, 
sauf les diffórences sui vantes: les Nerinella, Oonta, Neiita, Pseudoàdaris et MmtH' 
vayltia ne montent pas plus haut; BoitHlaria Costae, les Pkoladomyei et Tfnbratula 
Ribeiroi y ont leur niveau principal ; cette demière s'y trouve par centaines. 

Poísaance iO mètres. 

Cooche 6.-— Mémes caracteres pétrographiqoes. Rotíellaria Coitae ymeuri; Um- 
eardium Ribeiroi et les TiOfyprina sont presque aussi abondants que dans la couche a, 
et ne passent aux couches suivantes qu*en exemplaires rares. Apparition de Rhyndio- 
nella tetraedra rn exemplaires nombreux, et de Gnjphaea obliqua, represente par un 
seul exeroplaire à forme analogue à celle du type de Gí^haea arcuata, sauf Tabsence 
de sillon. Terebralula Ribeiroi manque dans cette couche et la suívante, mais se re- 
tronve dans couche d, od il disparait. 

Puissance i",60. 

Couche c— Caleaire compact, gris clair, en banes épais. Faune pauvre, formée 
exclusivement par des espèces se tronvant dans les deux couches encaissantes. 
Puissance 4 mètres. 

Couche d. — Alternance de caleaires durs et de roamo-calcaires schisteux. Cette 
couche se distingue par la présence d'un exemplaire á*Oxynotieerai owynotut et par 
la réapparition de Terebratula Ribeiroi en exemplaires relativement peu nombreux, 
quoique aussi grands que dans couche a; ils apparttennent à la variété à crochet for- 
têment recourbé et à foramen réduit à un point. Cette espèce ne monte pas plus haut, 
ce qui est aussi le cas pour ZeiUeria indentaia. (hirta iubtamdloêa y est aussi nom- 
breax que dans les couches precedentes, tandls qu'il ne passe aux couches suivantes 
qu'en exemplaires fort rares. Grypkaea obliqua s'y presente en grande abondance. 

Puissance 5 mètres. 

ZoNE DE ARiBTrrss BARicosTATUs. — 21 mètres. 

Apparition des Belemnites, de Rhynehonella Thalia, ranina, Deffneri, de Tfrtbra- 
tuia punetata, des Zeilleria numismalis et cfr. comuta, et de Spiriferina Muntíeri. 

Couche e. — Alternance de caleaires et de mames et à la partie supérieure de mar- 
nes et de schistes bitumineux. Faune insigniíiante, pouvant ôtre aussi bien rattachée 
à la zona inférieure; Avicula $inemuriensii est le seul fossile qui me fasse pencher pour 
la zone supérieure. 

Paissance 8 mètres. 

Cooche f. — Alternance de caleaires argileux, d'argiles et de sehístes bitumiuêux; 
les fossiles sont généralement à ia surface des banes caleaires. Les uns soot eooverts 
de Grypkaea obliqua, les autres de Rkyndumdla. 

Apparition de quelques exemplaires de Bdemnites brmformi» et B. cfr. Coniti^ 
brieus Chof., á'Arietitet appartenant peut-étre à A. solarioidn Costa; trois maavais 
exemplaires peuvent appartenir aux Atçoceras planieoUa Sow., BirehU Sow. et à un 
Phyllourai. 

Les Brachlopodes sont três abondants et ne passent pas plus hant; ils diflérent 



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— 78 — 

de ceux des couches precedentes^ sauf EhifnchoneUa teiraedra, Ge 9ont en plns de oette 
espèce : Terebrattãa punctata, ZeiUeria cfr. comuta et Z. numitmalis (petils exemplai- 
res), Spiri ferina Munsteri, Rhynchondla Thalia. 

Pholadomya Voltzi, Pleuromya glabra, Lucina liasinay Gtyphaea obliqua (três 
abondant), provenant de la zone ioférieare, ne montent pas à couctie g. 

Puissance 8 mètres. 

Couche g, — Mames schísteuses, bituminenses, noires, avec nombreases emprein- 
tes á*Arietites parais<ant devoir ôtre rapportécs à A. Nodotianiu et à A. rartcoslafvs. 
Bdemnitet comme dans la couche precedente. Le reste de la faune se compose de dé- 
bris indétermínables de poissons, do nomhreux Aviada tinemuriensis, et de rares Pet- 
ten, Inoceramus, RhynchoneUa, 

Les Pkoladomyes, Pleuromye» et autres grandes bibalyes font complètement dé- 
faut; il en est de méme de Gryphaea obliqua, et les Brachiopodes ne sont representes 
que par de rares individus de RhynchoneUa ranina et de A. Deffneri, 

Cest par contre cette couche qui a foumi le bel échantillon de PaAyphyllum 
liannum Saporta, represente sur la planche II des ConiribtUion$ á la flore mhuaoiqw 
du Portugal, 

Puissance 5 mètres. 

Je ne puis pas préciser la limite entre cette zone et le Charmouthien qni est 
aussi en majenre partie forme par des schistes bitumineux. La stratiíicatioa est un 
peu confuse, mais les couches à Am. Jamesoni sont bien caractérisóes. 

Les déductions à tirer de cette coupe et sa comparaison avec le 
Sinémurien moyen seront faltes au dernier chapitre. 

Chaine de Leiria.— Cette chaíne presente un grand affleurement 
infraliasique entre Leiria et Cavalleiros (Maceira), et quelques petits 
affleurements au milieu du Pliocène, à TEst de Pataias. U est princi- 
palement forme par des marnes rouges sèches, avec quelques masses 
de gypse ayant donné lieu à des exploitatíons temporaires. 

J'aí constate la présence de plaquettes à Isocyprina sur différents 
points entre Leiria et Cavallinhos, mais n'y ai pas rencontré de gise- 
ment donnant de bons fossiles. 

Le profil 11 montre le recouvrement direct de Tlnfralias par le 
Malm, prés de Brougal, tandis que le Lias et le Dogger sont interca- 
les entre deux, à cinq kilomètres au Sud-Ouest. Dans les environs du 
signal de Lameiras on voit des calcaires dolomitiques, inférieurs aux 
couches à Gryphaea obliqua, mais je n'y ai pas trouvé de fossiles.^ 

De Batalha â Porto-de-Moz. — Les marnes infraliasiques et les ca- 
beços dolomitiques sont bien reconnaissables par leurs caracteres pé- 
trographiques dans la dislocation qui s'étend entre Batalha et Porto- 
de-Moz, mais il ne m'a pas été possible d'y découvrir des fossiles. 



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— 79 — 

Grande ligne de Caldas-da-Rainha.— Cette lígne de vallées typho- 
niques s'étend de Vallado prés d' Alcobaça jusqu'au Sud de Roliça. J'en 
aí donné plusieurs profils en 1882 (p. 274) et en ai cite la faune 
(p. 285). 

Le fácies pétrographique est analogue à celui de la cbaíne de 
Leiria. Des fossiles ont été trouvés sur plusieurs points, mais parti- 
culièremeot prés du moulin de Dagorda ; ce sont en general des mou- 
les intéríenrs dans des dolomies plus ou moins crayeuses, mais il y 
a aussi des plaquettes noirâtres, analogues à celles de Pedras-Negras. 

J'y ai reconnu: Codostylina spécífiquementindéterminables, AmptU- 
lospira subangulata 4 exemplaires, Isoq/prina Germari (5), /. scapha (3), 
Modiola Hoffmanni (1), GervUleia Conimbrica (4), Avicula CapeUinii (4) 
et deux manvais Plicattda. 

Une faune analogue, contenant en plus Katosira Pimentelif a été 
trouvée à 800 mètres à TEst du moulin d'Arélho. 

Plusieurs des cabeços dolomitiques ont fourni des fossilles indé- 
terroinables, Aviculidae et Isocyprina, pouvant appartenir au Sinému- 
ríen, ce qui semble étre surlout le cas pour le cabeço à 300 métres 
au N. N. E. du signal de Raposa, d' ou proviennent plusieurs exemplai- 
res ressemblant à Cardita tetragona Terquem, et des échantillons de 
calcaire non dolomitique contenant des petites huitres en mauvais état 
roais pouvant appartenir à Ostrea sublamellosa. La diiTérence de gangue 
me fail douter que ces derniers aient été prís dans la roche en place. 

Serra d'El-Rei.— On trouTera des profils de cette aire à la page 
275 des Vallées typhoniques. 

Quoique les mames de Dagorda y présentent un assez grand dé- 
veloppement, je n'y ai pas rencontré de fossiles; les calcaires dolomiti- 
ques en ont par contre fourni sur plusieurs points, surtout vers leur base. 

Ceux qui ont Taspect le plus ancien et qui sont probablement à 
rapporter à la partie supérieure des couches de Pereiros proviennent 
du S. S. E. de Penna-Secca. Cest une dolomie jaune, vacuolaire, ayant 
à la surface des fossiles écrasés, paraissant appartenir aux genres Pro- 
mathUdia, Isocyprina et GerviMa, tandis qu'un lit marneux contient 
Taeniodon dlipticum? en échantillons détachés. 

Les autres couches fossiliféres, mentionnées en 1880 comme cou- 
ches de Goimbre (p. 6), sont incontestablement sinémuriennes. 

Je reproduis la coupe de 1880, en n'ayant à modifier que les 
déterminatíons. Elle est relevée à 2 kilométres au S. W. de Serra- 
d'El-Rei. 



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— 80 — 

I. — Mames rouges, avec gypse et petits cailloux calcaires^ angoleox. 

2. — Calcaire dolomitique gris,^ avec parties plus foncées, fonnant par places 
une vóritable brèche. Vers le haut^ le calcaire devient plus compacte^ à cassure litho- 
graphíque, mais conservant les couleurs gris foncé et gris jaunâtre des banes dolomí- 
tiques; il y contient aussi des brèches à cailloux noirs. Les fossiies sont indétermi- 
nables sur ce point. 

3. — Calcaire presque noir, en banes róguliers, analogue au calcaire de la base 
des couches à Gryphaea Miqua de Peniche. 

4. — Calcaire mameux, grumeleux, à Aegoceras Jamestmi. 

Les fossiies recueillis dans la couche 2 proviennent de 600 mètres au Sud de 
Téglise de Serra-d*El-Rei, et de 700 mètres S. 35 W. de No8sa-Senhora-do-An>paro. 
lis sont abondants, mais à Tétat de moules intérieurs; leur détermination est donc 
problématique et la liste qui suit n'indique qu'une partie des genres representes : 

Oonta?(l), Tun-iUlla? {{), Pleuromya (i), Unicardium Coitae? (í), Protoear- 
dia (3), Anisocardia (2), Iioq/prina cfr. Germari (5), Astarte, Lucina (3), Cardiniaf 
trois exemplaires de três pelite tai11e/.4rca (i), Modiola subcaneellata? (i), Ptei-operna 
Camoensi (d), Plagioitomaf, HinnUesf, Pecten Trigiri? (4), PecUn priscus (3)^ Montíi- 
vauUia (i). 

Rio-Maior, Maceira, Santa-Cruz.— Les mames roQges y exsitent 
bien caractéristiques, mais ne m'ont pas fourni de fossiies. Roche érup- 
tive (tescheníte) dans la première localite seulement. 

Hatacães. — (Vue, page 270 des Vallées typhoniquesj. 

A 200 mètres au Sud du Calvário, les marnes rouges contieDoent 
des plaqueltes caverneuses avec petits fossiies à Tétat de moules inté- 
rieurs ou de moules extérieurs. J'y ai fait une abondante récolte en 
1890 mais la faune est peu variée et se compose presque uniquement 
de lamellibranches appartenant à Isocyprina Germari, à un Taeniodon? 
Les Gervilleia y sont moins fréquents; une forme allongée peut étre 
attribuée à G. Haguenowi, mais G. Conimbfica parait aussi y étre re- 
presente. Les Gastrópodes ne m'ont fourni qu'un moule de Turritella 
et un petit Trochusf 



^ Rapport de la magnésie à la cbaux i:l,2i (Choffat, Dolomies, p. 134). L'échao- 
tílion analysó provient des baocs fossilifères. 



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—81 — 



o) Ai*ral>ida 

Le Lias de TArrabida ne m'est connu que par un examen rapide 
et par deux récoltes de fossiles, faites en 1863 et en 1865 par les or- 
dres de Carlos Ribeiiio. Son elude nécessiterait une nouvelle récolte 
en brisant la roche bane par bane, ce quMl ne m*est pas possible de 
faire faire en ce moment. 

Ge n'est que prés de Cezimbra qa'affleurent des marnes rouges, 
gypsifères, paraissant correspondre aux marnes de Dagorda, mais ne 
m'ayant pas fourni de fossiles. 

EUes sont surmontées par un massif de calcaire dolomitique et 
argileux d'une grande puissance, dans la partíe inférieure duquel se 
trouve un bane de calcaire marneux conlenant de nombreux Brachio- 
podes et autres fossiles. Ge bane forme contraste avec les couches en- 
caissantes et constituo donc un bon repère. II parait correspondre aux 
couches à Gryphaea obliqua. 

Le massif affleure à TEst de Gezimbra et à Gova-da-Mijona entre 
Cezimbra et le Gap d'Espichel (voyez la carte géologique). Tai en ou- 
tro TU entre Palmella et Setúbal des affleurements d*un calcaire dolo- 
mitique dont je ne m'explique pas la présence, et qui n'est peut-étre 
pas liasique, malgré son analogie pétrograpbique. 

La falaise de Gova-da-Mijona montre la constitution suivante en- 
tre la mer et la couche à Brachiopodes. 

Âu-dessus de 30 mètres de roches compactes auxquelles je n'ai 
pas pu parvenir, se trouvent 15 mètres de marnes verdâtres et de do- 
lomies, puis 60 mètres d'un calcaire dolomitique três dur, gris plus 
ou moins foncé, imitant en parlie une brècbe anguleuse, mais ayant 
une stratíficalion bien indiquée. 

G'est la plus grande épaisseur que j'aie pu constater pour les stra- 
tes inférieures aux Brachiopodes. 

A TEst de Gezimbra se trouve une paroi de rochers s'étendant 
dans la direction S. E.— N. 0., depuis le bord de la mer jusque prés 
du moulin de Facho. Aux deux extrémités on peut constater que les 
mames rouges passent sons les calcaires. 

A 15 mètres environ au-dessus de la base des calcaires, passe un 
filon-couche de roche éruptive, porphirite augilique, d'aprcs Mr. J. P. 
GoMKS. (Voyez le profil, p. 280 des Vallées tiphoniqtm,) 

GoMumacAgòRS. Tom. v.— Junv, 1903. 6 



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—82 — 

1.— Dans les strates calcaires inféríeures à eo filon, j'ai trooTé qaelqoes fossi- 
les pins oa moins écrasôs; en les réuntssant à ceox que contenaient les aneiennes ré- 
coltes, on obtient Ia faune soivanle ^ : 

Ammonites? i échantillon de 10 millímètres de diamètre, appartient peut-ôtre à 
un Ammonite à ombilic tròs étroit; Turritella? 2 moules, Neridomuif 1 movAes, Iso- 
«yprtfia Gtrmari (4), Taeniodonf (^), Aviada CapeUinii (4), GerviUeia Conindnrica (1), 
Uma duplicata? i écb., Peeíen textoriu$ 2 éch., Mcntlivmdtia (4). 

Les trois demiòres formes donnent à cette coache un cachet pios róoent qoe 
celoi des oouches de Pereiros do Nord du Tage et de TAlgarve. Sauf un des écban- 
tillons de Peeten, ils semblent bien étre de la méme roche que le reste des fossiles; 
en tons cas le doute n'est pas possíble pour les MontUvaultia, 

La position de cette faune à la base du masstf doloinitique concorde avee les 
indications de ces fossiles, mais ne permet pourtant pas de se prononcer entre THet- 
tangien supérieor et le Sinémurien inférieur. 

2.— Les dolomies compríses entre le íilon éruptif et la oouche k Braehiopodes 
sont grises ou jaunes, finement saceharolídes et ont une puissance de 50 mètres envi- 
ron. Toas les fossiles sont à Tétat de moules intéríeurs ou de contre-empreintes, méme 
les huitres et les Bracbiopodes. 

B^emnitei (rostres), Pinna efr. Hartmanni Ziet , GervUleiaf (í), Hinmtes, Pecten 
assex nombreux parmi losquels se trouvent les formes de P. pri$ctí$ et P. iexUfriu% 
PiagioUoma (2 esp.)> Ostrea tublaniMosã (5), Terêbralulapunetata (2), Spirifnina roi 
trata (1). 

Couches à Bracbiopodes. Ces couches ont de iOà i5 mètres à TEst de Ce- 
zimbra, tandis qu'elles ont prés du double à Cova-da-Mijona. Cest un caleairejaone- 
grisátre, se désagrégeant facilemenL 

D'après Tétat des fossiles^ on volt qu'il8 ont été ramassés á la sorface et non pas 
extraits de la rocbe; on ne peut donc pas avoir une coníianee absolue dans leor niveau. 
Les collecteurs ont pourtant distingue deux coucbes. 

3.— Bdemnitet ind., Pholadomya Vdtzi (1), Pleurím^ Toueasi (3), Pecten Hédi 
(3), Pecten 3 esp. ind., Os/rra niò/amW/oso (3), Ter^òraf u/a pundata (5), ZetUma rvm- 
pinata (k), Rhynchonella tetraedra (i), Spiriferina ros(niía(5), Montlwaultia {i). 

4.— La partie supérieure contiendrait qualre espèces se trouvant dans la partie 
infórieure: Pliuromya Toueait (5), Terebrattda p metata (6), ZeUleria resupinata (i) 
et Spiriferina roetrata (i), et en outre : deux fragmsnts á'Amm<mtet indéterminables, 
Thraeia glahra (1), Goniomeris Gaudryi Chof. (3), Protocardia wbttriatula d'ORB. (4), 
MjfiUw cfr. scalprum (1), Pecten (plusieurs espèces), P. Pradoanus VBBif. et Gol. (2). 
Arec ces fossiles se trouyait un fragment roulé á' Ammonites eommunie, 

5.— Plus baut se trouye une dolomie saccbaroTde eomme celle de couche 2, à 
la base de laquelle j'ai récoltô une empreinte fort mauvaise paraissant appartenir á 
Amnumitêê bifronêf, des Nerínella, Arca Birtonensit et Pecten pamilui Lam. 

Cette coupe será discutée daas le deuxième chapitre. 



^ En 1880 (p. 6) j'ai mentionné cette faunule en la méiangeant avec les suivan- 
tes, mais j'ai indique la véritable superposition des faonules en i882 {VaUèestypho- 
niçua, p. 280 et 281). 



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— 83— 



cl) &• nriiiafl^o-âe<<:^aoeiii 



J'aí décrít une coupe de cette localité eu 1887 fSud du Sado, 
p. 300). Au dessus de grés à attríbuer aa Tríasíque, se tronyent des 
calcaires dolomitíques feuilletés, analogues aux plaquettes fossílifères 
de TÂlgarve. Le petit affleurement que j*ai yu ne m'a fourni que três 
peu de fossiles: Coehstylina Algarbiensis (1 éch.), Isocyprina Germari, 
Macradan Bonneti (i éch.), Gervitteia ind., mais ils suffisent pour mon- 
trer Ia concordance avec TÂlgarve. Ils sont recouyerts par des calcai- 
res en partíe dolomitíques, dans lesquels je n'aí pas rencontré de fos- 



Je ne suis pas retourué dans cette contrée depuis ma publication 
précitée, mais j'ai reucootré nn lot de fossiles provenant des coucbes 
de Pereiros, dans les anciennes collections de la Gommission géolo- 
gique. La rocbe qui les contient ne ressemble en rien aux plaquettes 
sus-mentionnées. Hr. Bleigher' la décrit comme suit: fN^ 56. — Gal- 
caire de structure finement oolitbique, mais dont les oolitbes, de três 
petit calibre, sont colorées par Toxyde de fer, de manière à ne pas 
laisser deyiuer le corps central organisé. Quelques débrís de tests de 
fossiles les accompagnent, et le tout est reuni par un ciment cristallin, 
grenu». 

La faune est formée par une enorme quantité de bivalves parais- 
sant pour la plupart appartenir à Isocyprina Germari, et par un nom- 
bre presque aussi grand de GerviUeia Conitnbrica. J'y ai reconnu en 
outre deox échantillons de Ampullospira subangtdata, un PronuUhiUUa 
twriíeUa douteux, et deux moules pouYant appartenir à Neridomus 
liasina. 

Je n'ai rien à ajouter à ce que j'ai dit du Lias, qui est entière- 
ment dolomitique et contient une faune beaucoup plus mérídíonale 
qu'au Nord du Tage (Megalodon, Pachymytilus, etc.) rappelant le Ty- 
rol meridional. 



^ CaniribuHon á VHude lUhologique, miero$eopiquê 9t chimiquê de$ roehei Mi- 
mentairei, seeondairen et tertiaires du Portugal (GommanicaçOes, t. iii, p. 283). 



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—84 — 



e) ^Ifl^arve 



On trouYera la descríption de linfralias de cette contrée dans 
mes Recherches sur les terrains secondaires au Stui du Sado, p. 230; 
j'ai pourtant une petite addition à y faire. 

Les grès da Trias alternenl à leur partie supéríeure ayec des cou- 
cbes marneuses et avec des lits dolomitiques contenant quelques fos- 
siles, puís les dolomies prennent le dessus et sont par places três fos- 
silifères. 

Ge complexe dolomitique qui a parfois été pris pour le Muchel- 
kalk est recouvert par un complexe de mames gypsifères bigarrèes 
qui naturellement rapellent le Keuper. 

Le complexe dolomitique m'a fourní des fossiles depuis Bemsa- 
frím, au N. W. de Lagos jusqu'à Âyamonte, en Espagne. L'affleure- 
ment tríasico-infraliasique meurt à quelques kilomètres plus à rOuest, 
et dans la proYínce de Gadix on a déjà le Muschelkalk fossilifère qui 
se proloDge jusqu'aux.Balléares. 

Les localités qui m'ont fourní des fossiles sont: Bemsafrim, SQyes 
(Gerro-Branco), S. Bartholomeu, Alportel (prés S. Braz), Gastro-Marím 
et Âyamonte en Espagne. La faune est d'une grande richesse à Silves 
et à Alportel, ce qui provient sans doute du fait que les lits fossilifè- 
res y sont mieux découverts que dans les autres localités. Tons ces 
gisements présentent le môme aspect et la méme faune, sauf celui de 
S. Bartholomeu, que je n'ai pas visite personnellemeut. 

Ge gisement se trouve à 5 kilomètres au S. W. de la localité, à 
900 métres au Nord du signal géodésique de Mó. G'est une argíle sé- 
cbe, à cassure conchoídale, en partie grise et en partie rougebríque: 
les fossiles y sont assez nombreux et bien conserves. 

Ge sont: Promathildia turriteUaj Isocyprina Germari, Avicula Ca- 
peUmii et Modiola Hoffmanni. G'est le seul point de TAlgarve d'oà je 
connaisse cette derníère espéce. 

Les mames gypsifères, hettangiennes, sont surmontées par un 
massif dolomitique dur, saccharoide qui, dans TAlgarve Occidental (Sud 
du Sado, p. 240), n'a fourni que trop peu de fossilles pour qu'il soit 
possible de tirer des conclusions sur son démembrement. II semble- 
rait pourtant que les Brachiopodes se trouvent déjà vers la base. 



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— 85 — 

Cette supposítion est confinnée par une récolte faite à S. Bartbolo- 
meu prés de Tavira (Sud du Sado, p. 243). Cest une roche três dure, 
avec Dombreux fossiles à Tétat de moules iatérieurs ne permettant 
qu^une détermioation générique: 

NerinéUa (5), Cerithium (2), Nerita (2), Isoq/prina ? (3), Lucina (3), 
Macrodon (2), Pterapema (4), Pecíen (1), Rhynchonella (1), ZeíUeria {i). 



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— 86 — 



DEUXIÈME PARTIS 
DÉDUCTIONS STRATIGRAPHIQUES 



Remarques sur les détermínations. — J'ai dit eu commençant quMl 
s'est glissé quelqaes erreurs de localités dans rédilíon allemande du 
mémoire de Mr. J. Boehm, erreurs dues à ce que les étiquettes portaíent 
les deux points extremes de la coupe d'ou proviennent les fossiles. 

Yoíci, dans Tordre cbronologíque, la liste des localités índiquées 
par Mr. J. Boehm, avec les recti&cations. 

Hettangien inférieur.— Ânadia=Monsarros prés Anadia.— 
Santa-Cruz (Coimbra). — Copeira. — Pereiros. — Soure. — Pedras-Ne- 
gras.— Alportel.— Silves et Cerro-branco (raême gisement). 

Sinémurien inférieur.— Moinhos doit étre remplacéparRío- 
de-Gallinbas (Mr. J. Bokhm D'en cite que ModiolaHofffnannietGerviUeia 
Conimbricá). — Almaroz ; les fossiles cites comme Miranda-do-Corvo pro- 
vienuent du méme gisement, couche 22. — Espinbal, áge problématique 
(voyez page 69). 

Sinémurien moyen. — Vacariça. 

Souvenons-nous qae Mr. J. Bobhm n'a eu à sa dispositíon pour 
chaque espéce qu'un ou deux écbantillons de choix, sauf toutefois pour 
Silves, d'oú il a pu exàminer toute la récolte de M. de Scebach, ré- 
colte peu considérable du reste, comme j'ai pu le constater à Goettin- 
gen en i885. 

Mr. J. BoEHM restreint beaucoup les limites de Tespèce, et établit 
parfois des coupures entre des formes que d'autres géologues, partant 
d'autres príncipes, prendraient pour des variations individuelles. Gette 
méthode peut paraítre excessíve lorsque les espéces nouvelles ne sont 
basées que sur un ou deux écbantillons, et que les formes voisines se 
trouvent dans les mémes gisements. 

Pour rétude stratigrapbique, basée sur tout le matéríel récolté, 
il est souvent diílicile de se prononcer sur ce qui doit étre considere 



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— 87— 

comme espèces, dod senlement à cause des yaríatíons individuelles 
et des Dombrenses défonnations subias par les fossiles, mais surtout 
parceque certains types se maintieaDeDt sans iuterruptioa depois FHet- 
taDgien jusqu'au sommet du Sioémuríen, ce quí entraíne des mutatioDS 
à peine sensibles. 

Panni les 7 formes distinguées dans le groupe de Isocyprina Ger- 
mari, je puis distiaguer dans la pratique Is. porrecta^ forme basse, 
três aUoDgée; i. Germari, telle que la représentent les Tigures 5 à 7; 
mais Toriginal de flg. 8 retombe dans ia catégoríe des formes cour- 
tes: /. Germari var., /. praerupta, L percrassa, I. Ribeiroi, I. sca- 
pha, três distinctes lorsque Too n'a que les origínaux, mais paraissant 
étre de simples variations individuelles lorsque Ton dispose d'un grand 
matériel. Ce sont ces formes courtes qui se rencontreot exclusivement 
dans le Sinémurien; elles passent jusqu'aux couches à Ar. raricastatus. 
La détermination des AvictUidae est aussi généralement douteuse, il est 
rare que Fon puisse savoir si Ton a affaire à un Gervilleia, un Plero- 
perna ou un Avicula, la charnière n'étant qu'exceptíonnellement obser- 
yable, et la forme extérieure subissant de trop grandes modiflcations 
pour donner des certitudes sur le genre. II en est de mème des Oonia 
et Coelastylina. 

Les CylindrobuUim du Sinémurien sont si voisins de ceux de 
THettangíen, qu'il paraít hasardé d'en faire des espèces à part. 



a.) — flettanfiri^» (Oonolte* de Pereiros) 



Le tableau de la distribution des espèces nous permet d'étudier: 
1® le parallélisme entre les diiférentes régions, 2^ la possibilite d'éta- 
blir des niveaux différents dans le complexe, S"" le passage d*espèces 
au Sinémurien et 4^ les relations entre la faune portugaise et celle 
des autres pays de TEurope. 

Le tableau comparatif rend compte de la superposition. 

SUBDIVISION DES COUCHES DE PEREIROS ET PARALLÉLISME ENTRE LES 

DiFFÉRENTEs RÉGiONS. — La faune n'étant constituée que par des Gas- 
trópodes et des LameUibranches n'offre que des matériaux de valeur 
faible pour y établir des niveaux et pour la comparaison avec les con- 
trées ou THettangien a été subdiyisé en se basant sur les CépluUopodes. 



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Cest d'autant plus le fait que beaacoap de formes coatinuent jusque 
dans le Sioémunen sans présenter de variations appréciables, au moios 
sur des fossiles dont la conservation laisse à désirer. 

Nous commeDcerons cet examen par la région de Goimbre 
ou Fon peut distioguer plusieiírs complexes fossilifères superposés. 

Dans cette région, les coucbes de Pereiros montrent deux divisions 
pétrographiques: à la base, des grès marno-calcaires et des argiles rou- 
ges et bleues, d'one trentaine de mètres d'épaissear, et au-dessus, une 
alternance de calcaires dolomitiques en banes mineis et d'argiles ana- 
logues à celles de la base, contenant exceptionneliement quelques lits 
de mamo-calcaire micacé. 

La faune du complexe inférieur est très variée, elle Test moins 
dans le complexe supéríeur, ce qui tient en partie aux mauvaises con- 
ditions de fossílísation. Dans le tableau des espèces, j'ai porté dans une 
l'* colonne la faune de la partie gréseuse, dans une V la faune de cou- 
che 9, et dans une 3® la faune des couches supéríeures. 

II est à remarquer que la faune de couche 9 est probablement 
plus yaríée que ne I'indique le tableau, car dans mes recherches pre- 
cedentes j'avais méiangé ses fossiles avec ceux des coucbes arénacées, 
tandis que je nlndique dans ce tableau que ceux dont j'aí la certi- 
tude absolue. Quelques espèces qui proviennent soit des grès, soit de 
couche 9, figurent avec la faune des premiers, et s'en distinguent par 
un point d'interrogation. 

Faisons la comparaison entre la faune du complexe gréseux (1 à 
7 et gisements du Nord) et celle du complexe dolomílique (10 à 19), 
sans tenir compte de celle de couche 9, qui est une faune de passage. 

La faune des grès est beaucoup plus riche que celle des calcai- 
res, autant en Gastrópodes qu'en Lamellibrancbes. 

Parmi les espèces qui lui sont spécíales, les suirantes paraissent 
particulièrement importantes: 

Macrodon Bonneti^ Avicula Capdliêdi, PliccUtda Ikttangiensis, Uar- 
pax meridionalis. 

On peut y ajouter les suivantes, quoiqu'elles se retrouvent daas 
le Sinémurien en exemplaires fort analogues, sinon identiques. 

Katosira Pímenteli, genre Coelostylina, Promathildia tutriuUa, Iso- 
cyprina Heeri et Seebachi. 

Le complexe dolomitique n'a que 2 Gastrópodes, les La- 
mellibrancbes dimyaires se bornent aux genres Taeniodon, Hamomya 
et Isocyprina; les Plicatules manquent, tandisque les Modiola, Ptero- 
perna et GervUleia sont abondamment representes. 



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II paraít avoir comme espèces spéciales: Cylindrobtdlina coarctatas 
Pteropema Camoensi, Geroilleia Hagenowis auxqueis on peut ajouter 
AmptiUospira subangulala et Taeniodon cfr. eUiptict(s qui se trouvent 
aassi dans couche 9. 

Nous avons vu qu'il y a prédominance des grès dans les gise- 
ments de la partie septentrionale de la bande orientale. Cest 
gráce à eax que Toa a pu obteair ane flore de 17 espèces, contribuant 
à prouver Táge hetlangíen et uon rbétien des coucbes de Pereiros. Le 
complexe des plaquettes dolomitiques y est três faiblement represente, 
ce qui parait étre dú à un changement de fácies ou à une lacune, plu- 
tõt qa'aa recouvrement par le Pliocène. 

La faune de ces gisements est identique à celle du complexe in- 
férieur de Goimbre, sauf les Gastrópodes qui n*y sont representes que 
par Katosira Pimenteli^ PromatMldia lurriteUa, et Neridomus liasina. 
Le genre GerviUeia y faít aussi défant, tandis que les Plicatules y sont 
beaucoup plus frequentes que dans les autres régíons. 

Algarve.— La faune de TAlgarve a une valeur toute spéciale 
par le faít qu'elle est séparée du Sinémurien par un complexe sans 
fossiles, à aspect keupéríen. 

Nous remarquerons en premier líeu que tous les gisements de T Al- 
garve présentent la même faune; la seule espèce importante faisant ex- 
ceptíon est Modiola Hofímanni, qui n'a été rencontré qu'à S. Bartho- 
lomeu. 

La comparaison avec les autres régions nous montre Codostylina 
gracilior et Neritopsis Algarbiensis comme spéciaux à la région et abon- 
damment representes. Vu sa fréquence, Macrodon Bonneti peut aussi 
èlre considere comme caractérístique du Sud du Sado, car il n'en a 
été rencontré que trois exemplaires en dehors de ces régions. Tan- 
credia partUas Isocyprina praerupla, Unicardium minus (Almaroz?), 
Plagioslotna compressa, Plicattda crucis et Dimyodon ungukUus sont 
aussi spéciaux à la région, mais ne sont connus que par un échantillon. 

Les seules formes importantes faisant défaut en Algarve sont les 
Gervilleia, Harpax meridimalis et AmpuUospira subangulata. 

11 est incontestable que les gisements de TAlgarve représentent 
Ia division inférieure des environs de Goimbre. 

S. Thiago-de-Gacem est encore peu connu, sa faune se rat- 
tache à celle de TAlgarve par Codostylina Algarbiensis, Neridomus lia- 
sina et surtout par Macrodon Bonneti, tandis qu^elle en différe par la 
présence de AmpuUospira subangulata et de GerviUeia Conimbrica. 

Ilots au Nord du Tage.— La faune la plus importante des 



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ílots est celle de Pedras-Negras qni a une grande analogie avec celle 
de rAlgaire. Nons remarquerons poartant Tabsence de Neritopsis Al- 
garbiensis, de Macrodon Bonneti et de Avicula CapeUinii{1) remplacé 
par un Gervilleia de petite taille, qae Mr. J. Boeum rapporte à G. Co- 
rUmbrica. Nous y Yoyons par contre AmpuUospira subangulata, espèce 
qai se troave à S. Thiago avec Macrodon Choffati. 

Malgré ces dífférences, 1' analogie de la faune de Pedras-Negras 
avec celle de TAlgarve est trop grande pour qa'on pnisse les considé- 
rer comme n'appartenant pas au mème nivean. 

Les faonoles de Mina d'Âzéche et de Garvide sont beaucoup 
moins ricties que celles de Pedras-Negras, et ne contiennent que des 
espèces quí se trouvent aussi dans cetle localité. EUes paraissent appar- 
tenir au méme niveau, mais n*apportent pas de documents nouveaux. 

Soure, qui est la localité contenant en plus grande quantité Iso- 
cyprina porrecta, contient aussi Avicula Capdlinii: nous voyons donc 
que la première de ces espèces n'est pas étrangère au niveau inférieur, 
ce qui est aussi démontré par Sangalhos. 

Les gisements de Taire de Caldas et de Matacães sontfort 
pauvres et ne paraissent pas contenir Promathildia turritda. Celui de 
Dagorda est curieux en ce quil contient tout à la fois AmpuUospira 
subangulala, Avicula Capelliníi et des Plicatules paraissant étre P. Hei- 
tangiensis. 

Comme déductions basées exclusivement sur les gi- 
sements portugais, nous voyons que le niveau supérieur n'est 
fossilifère que dans la bande orientale; dans les autres régions, il est 
substitué par des marnes gypsifères, sans fossiles. 

Nous avons vu (p. 89) qu'il ne contient que cinq espèces man- 
quant au massif gréseux de la mème contrée, mais il est à remarquer 
que: CylindrobuUina coarctata se trouve en Algarve et à Pedras-Negras, 
AmpuUospira subangulata, dans cette dernière localité, à S. Thiago et 
à Dagorda, Taeniodon cfr. elliplicus à Pedras-Negras, Gervilleia Ha- 
genowi à Arelho. II n'y aurait donc que Pteropema Camoensi qui soil 
spécial au niveau supérieur. 

Ces conditions, montrent incontestablement que le complexe de 
plaquettes dolomitiques appartient à THettangien. 

Comparaison avec Tétranger.— Mr. Boehm, n'ayant eu qu'une 
partie des fossiles de chaque gisement, n'avait pas de matériaux per- 
mettant d'arríver à des conclusions exactes, aussi ne les donne-t-il que 



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— 91 — 

comme hypothèses. Néâamoíns, ces déductions étant publiées, je me 
Yois obligé de les examioer. 

Mr. BoEUM, se basant sur les analogies ayec rAUemagne da Nord 
et TEst de la Frahce, admet deux niveaux dans les coucbes de Perei- 
ros, noD compris le calcaire à Boehmia exilis d'Almaroz, qu'íl range 
dans le Sinémaríen. Ge sont de bas en haut: 

I. Zone à Modiola Hoffmanni (=: zone à PsUonotm planorbisj. 
II. Zone à Promathildia turritdla et Isacyprina Heeri (= zone à 
Schiotheimia angukuq). 

Dans la zone inféríeure il range Monsarros (Anadia) et Rio-de- 
Gallinbas p. p. (indique comme Moínbos): la première localilé à cause 
de Neridamus liasina, Harpax meriodionalis, Plicatula BeUangiensis et 
Modiola Hoffmanni, la deuxième à cause de cette demière espèce et 
de Isocifprina porrecta attríbué par lapsos à Rio-de-6allinbas, tandis 
que Técbantillon qu'il a eu entre mains est de Soure. 

II attribue les autres gisements à la zone à Schiotheimia angulata 
à cause de Tanalogie de la faune avec celle du Kanonenberg prés de 
Halberstadt, cn attachant une grande importance à PronMhildia turri- 
tella qu'il ne connaissait que de rAlgarve et de Pedras-Negras. 

Le tableau nous montre que Modiola Hoffmanni ne peut pas ètre 
pris cooune preuve d'une zone inféríeure, puisqu'il est abondant jusque 
dans le Sínémurien inférieur. II en est de méme de Neridomus liasina 
qui est assez fréquent dans couche 9 et semble se retrouver dans le 
Sinémurien, et de Isoqfprina porrecta dont le niveau principal est cou- 
che 9 et qui passe aui coucbes supérieures. 

II ne resterait donc que Uarpax meridionalis et Plicatula Ikttan- 
giensis conmie preuve de la zone à Pi. planorbis. 

Parmi les fossiles portugais, Promathildia turritella et AmptUlos- 
pira subangulata sont au nombre des plus caractéristiques de la zone 
à Schiotheimia angulata, mais nous avons vu que la première de ces 
espèces est abondante dans les lits les plus inférieurs du com-, 
plexe fossilifère et paraít manquer dans le complexe supérieur 
pour réapparaitre en rares exemplaires dans le Sinémurien. 

Amp. subangulata ne se trouve qu'à partir de couche 9^ mais il 
existe par contre aussi dans le gisement de Pedras-Negras, qui cor- 
respond à la base. 

Nous Yoyons donc que malgré la grande puissance de THettan- 
gien portugais et malgré sa division naturelle en deux niveaux, on ne 



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-92 — 

peut pas y distínguer les deux zones des antres coDtrées de TEurope. 
Des espèces caractéristiques de la zone à Schlotheimia angulata se 
trouvent dès la base, ce qui amène soit à admettre un mélange des 
deux borizons, soit à attribuer la totalité à cette dernière zone et à 
rechercher le correspondant de la zone à Ps. planorbis dans les grés 
ne contenant pas de fossiles animaox. 

Limites verticales.— Nous n'avons pas de données poar fixerla 
limite inféríeure de THettangíen. 

Sur le Paléozoiqoe repose un massíf de grés ayant environ 400 
mètres de puissance. Vers la base, il contient des végétaux à caracte- 
res douteux, tout à la fois triasiques et liasiques. (Saporta et Guof- 
FAT, p. 238.) 

Au sommet, les matéríaux sont plus fins et mélangés de marno- 
calcaires avec lesquels apparaisseut des moUusques hettangiens tantõt 
inféríeurs, taotõt supéríeurs à une flore infralíasique. 

II reste peut-étre encore quelquês doutes au sujet des gísements 
de végétaux des environs de Vacariça ; Fhypothèse d'un âge un peu plus 
ancien n'est pas complétement écartée, mais le plus probable est qu'ils 
sont contemporains des couches à moUusques, quoiqu'ils n'en contien- 
nent que des traces. lis ne sont en tous cas pas antérieurs au Rhétien. 

U est évident que le massíf gréseux a contenu des végétaux dans 
toute son épaisseur; il est probable qu^ils ont été conserves sur Tun 
ou Tautre point, et que Ton finira par découvrír des lits phytaliens 
antérieurs à ceux de THettangien. ' 

En attendant cette découverte, et aussi longtemps que les végé- 
taux de la base n'auront pas été étudíés, il n'est pas possíble d'assi- 
gner une phase aux différentes parties de ce massíf. 

Ge n'est que la coupe des environs de Goímbre qui montre une 
succession de coucbes fossilifères depuis THettangien jusqu'au Siné- 
murien. L'ensemble de la faune se modifie lentement, de nombreuses 



1 Cest íci le cas de faire connaítre une obsenratlon fort importante, mais que 
je n'ai pas pu compléter. Les débiais sortis d'on puits, à iOO mètres à TOoest de Bar- 
queiro, eonsistaient en an grés argileux, micacé, gris foncé, contenant de nombreox 
mooles de bivalyes peu distincts, paraissant appartenír à des hocf^prina do groope 
de /. Heeri et /. Germari, et à Aviada CapeUinii. Au-dessus se trouve un gros bane 
de grés blanchâtre, pais du grés bariolé, avec intercalations de couches argileuses con- 
tenant des quartzitos. Je n'ai faít que de traverser ia localité, sans pouvoir étudier les 
conditions tectoniques, mais il m'a semblé que ce gisement se trouve passablement 
bas dans les grèt. 



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— 93 — 

formes des couches de Pereiros se retrouveot dans le Sinémuríen in- 
féríeur et dans le SioémuríeD moyen. 

Ce sont les CylindrobuUina, Omia, Codostylina, Promathildia tur- 
rtíeUa, Neridomus, hocyprina, Gervitteia, Pteroperna, Plicatula. II y a 
encore à ajouter: Homomya cunecua, Unicardium tninus, Modiola Ho ff- 
matmi, mais ils ne dépassent pas le Sinémuríen inférieur. 

J'ai considere la couche SOcomme base du Sinémuríen, parce 
que sa fauue indique un changement notable, par suite de rapparition 
subite et en quantité considérable des huítres (Ostrea sublamellosajs de 
grands Anisocardia et d'indindus assez rares de Boehmia exilis, de 
Cardinia, de MontUvatútia et probablement aussí de Phdadomya et de 
Pleuromya. 

Assurément on peut objecter que ces genres se trouvent déjà dans 
THettangien du bassin du Rhône ainsí que Ostrea sublamellosa, Je ré- 
pondrai qu'en Portugal rapparition de ces formes à caractere plus ré- 
cent a une grande ímportauce, puisqu'elles passent au Sinémuríen 
moyen, caractérísé par des Ammonites et que les couches qui les con- 
tiennent, íntercalées entre THettangíen et le Sinémuríen moyen, doí- 
vent forcément correspondre au Sinémuríen inférieur. Cette conclusion 
est du reste celle émise par Mr. Boehm pour la faune d*Âlmaroz (cou- 
che 22). 



1>) Sinémiiirieii 



Dans mes travaux précédents, je considerais le Sinémuríen du 
Nord du Tage comme forme par deux massifs de valeur bien diifé- 
rente: 

1.® Les couches de Goimbre (massif dolomítíque). 

2.® Les couches à Grypkaea obliqua ou zone de l'A. raricostatus. 

Mes nouvelles études m'ont fait connaítre la zone de Am. oxyno- 
tus qui, dans la bande orientale, a le fácies dolomítíque, tandis qu'elle 
se rattache aux couches à Grypkaea obliqt4a dans les ilots les plus rap- 
prochés de TOcéan. 

D'un autre côté, les couches ínférieures peuvent se diviser en 
deux niveaux, dont le supéríeur contient des Ammonites de la zone à 
Ar. obtusus. 

II semble donc opportun de ne plus parter de couches de Coimbra, 
mais de fades de Coimbre et la dénominatíon de couches à Gryphaea 



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—94 — 

obliqua perd de sa prédsion, puisque, suivant les régíons, elle com- 
prendra soit les deux zones supéríeures du Sinémurien, soit seule- 
ment la dernière. Ces denx expressions sont ponrtant bien commodes 
lorsque Ton a aíFaire à du calcaire dolomitique ou à des conches à 
Gryphées dont on ne peut pas spédfier la phase. 





S. PEDR0-DB-MU£L 
de r«noieii liTage) 


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(Bord de U Meteto) 


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Zone á A. oxynotus (Tertòra- 
tula Rihêiroi) 


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Galcaires et schistes 
Dolomie 


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obliqua) 
Dolomie 


Sinémurien moyen (A. obtusus). 
Sin. infèrieur (Boehmia exãis). 


Dolomie 
Dolomie 



On assiste à une modification profonde de la faune. Celle du Si- 
némurien infèrieur et du Sinémuren moyen n'a que peu de rapports 
ayec celle de TEurope extra-alpíne; Fabondance des NeríneUa rappelle 
la région méditerranèenne. 

La zone de VAm. oxynotus Toit Tintroduction de nombreuses es- 
pèces de TEurope exira-alpine, surtout dans son fades calcaire, et ce 
fácies domine dans la zone à Am. raricostatus, pour se maintenir pen- 
dant tout le reste du Lias, quoíqull y ait toujours quelques espèces 
méditerranéennes. 

Sinémurien inférieiír et moyen 

Le complexe que je separe comme Sinémurien infèrieur et moyen 
est en general forme par un massif dolomitique qui, au Nord du Tage, 
atteint prés dé 100 mètres de puissance, tandis qu'au bord de ia mer 
les dolomies ne forment que la base, le reste étant represente par des 
calcaires non dolomitiques separes par des argiles schisteuses. 

J'ai exposé plus haut les motifs qui me font admettre Tappari- 
tion des Cardinia et des Ostrea ' dans couche 20 comme indiquant la 
base du Sinémurien. 



^ Voir ao supplément la note sur Ostrea subtamellosa. 



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— 95 — 

La faune de tout le complexe presente encore des analogies avec 
celle de VHettangien, mais il s'y introduit des formes plus grandes et 
franchement liasiques: Pholadomyaj Goniomyaj Cardinia, Pecten^ Os- 
fí'ea, etc. Les Ammonites ne se montrent que dans le Sinémurien 
moyen. 

Un caractere négatif três important est 1'abseDce totale des Belém- 
nites et des Brachiapodes, ce qui n'a lieu qu'au Nord du Tage. 

Tai séparé les couches 20 à 24 comme z<)ne a Boehiiia bxilis, en 
supposant qu'elles représentent le Sinémurien in fé rieu r, à cause 
des couches encaissantes. EUes conservent un caractere plus ancien 
qne celles qui suivent, par la présence d'un bon nombre d'espèces se 
trouvant déjà dans THettangien ou y étant représentées par des for- 
mes três voisines. Certaines strates sont tellement chargées d^Isocy- 
prina qu'on les prendrait pour hettangiennes. 

Les espèces ne passant pas au Sinémurien moyen sont: Boehmia 
exilis, des Oonia indetermines, Patella Delgadoi, Homomya cunecUa, 
Isocyprina Seebachi, L Heeri, Unicardium Costae, U. minttSj Cardinia 
cmcinna, Modiola Hoffmanni et M. lusitanica. 

La base des strates que je considere comme Sinémurien moyen 
Yoit Tapparitíon des NerineUaj de Rosíellaria Costae, Pholadomya cfr. 
Athesiana, des Pleuramya, de grands Anisocardia, Modiola subcahcel- 
lata^ des Pecten, et à S. Pedro, de Anetites amblyptychus qui s'associe 
un peu plus haut à Arietites ptychogenos, et encore plus haut à Ar. ob- 
iusus. Cest la présence de la première de ces Ammonites à Ia base, 
et Tanalogie de faune de la base au soromet qui me fait ranger la tota- 
lité des calcaires de S. Pedro dans le Sinémurien moyen. Ges espèces 
sont remplacées dans la région de Goimbre par Anetites Landrioti d'ORB. 

Le cachet hettangien est conserve par un certain nombre de for- 
mes ídentiques ou voisines, tels sont les CylindrobuUina, Oonia, Ceri- 
thium, Promathildia turritella, Neridomus, Isocyprina bíen voisins de 
/. Germarí sinon ídentiques, Protocardia, GerviMa Conimbríca, Ptero- 
perna Camoensi et Plicatula. 

Je ne connais la faune du Sinémurien inférieur que de la région 
de Goimbre. Cette zone est assurément représentée par la base des 
dolomies de plusieurs régions, mais les fossiles y font défaut ou bien 
y sont fort rares. Tels seraient: une partie des dolomies ferrugíneuses 
de Tbomar à Cryptaenia et Promathildia turrilellaj les dolomies de 
Nossa-Senhora-da-Yicloria prés de S. Pedro-de-Muel, les dolomies du 
moQlm d'Ârèlho dans Taire de Galdas?, etc. 



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Le SiNÉifURiEN MOTEN est idíbux represente. La localité oà s« 
est Ia plus ríche, et admirablemeot bien cooservée est S. Pe^ 
Muel. Gette faune díflère de celle des dolomíes de Goimbre par || IRFcRIEU 
grande fréquence des ArietiteSj qui appartiennent à des espèce! 
rentes du groupe de A, obtusus, par Tabondance et la varíété di 
tropodes surtout des Nerinella, des Myacés, Protocardia, Leda etf oioh de coim 
docidaris Muelense. 

Vacaríça contient aussí une abondance de fossiles, mais ili 4mu 
à Tétat d'empreintes et de moules intérieurs, d'une déterminatíoi ^ 
cíle. Quoiquc le nombre de formes reconnues soít assez restreii 
relations avec le Sinémuríen moyen sont incontestables. 

Une recbercbe détaíllée dans la région de Thomar permettr 
bablement de reconnaitre les subdivisions du Sinémuríen. 

Sauf TaiUeurement de S. Pedro, les ilots de calcaires dol 
quês semblent étre presque dépourvus de fossiles, sauf à Serra 
Rei, ou ils sont abondants, mais à Tétat d^empreintes. La préseni 
Pleuromyãj Lucina, Modiola subcancellata, et des Pecten, décèle 
némuríen moyen. 

Le Sinémuríen des trois affleurements situes au Sud du Tagi 
fere complètement de celui du Nord du fleuve» ils n'ont en outn 
de rapport les uns avec les autres. 



Arrábida. — Quoíqu'il y ait probablement des mélanges de 
siles dans les couches 3 et 4 de la coupe de TArrabida (p. 82.), i 
nous indique les grands traits de composition du Lias, si différent 
celui du Nord du Tage. 

A S. Pedro-de-Muel, le fácies dolomitique n'envahissait qae le 
némuríen inférieur; dans la bande oríentale, íl comprend le Sinémui 
moyen et la base des couches à Gryphaea obliqua, tandis que dl 
TArrabida il s'étend jusque dans le Bajocien. 

La faune la plus ancienne, couche 1, a bien Taspect hettangien, 
ses Avicula Capelliníi et ses Isocyprina, tandis que les Pectintdés et 
Montlivauliia Téloignent du fades de toutes les autres contrées poi 
gaises pour la rapprocher du fácies du bassin du Rbõne. Je ne p 
pas me prononcer entre Hettangien et Sinémuríen inférieur. 

Ostrea sublamellosa se trouve dans les couches 2 et 3, ce 
m'ayait porte à les rattacher à la zone à Gryphaea obliqua. U est s 
tout fréquent dans couche 2, ce qui est le cas dans le Sinémurién 
férieur et moyen du Nord du Tage. Par contre cette méme cOu 
contient Terebratula puncíata et Spiriferina rostraia, qui ne se m< 



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— 97 — 

Irent au Nord du Tage qne dans la zone à Ar, raricostattis, comme c'est 
aussi le cas pour les Belemnites. 

L'ahondance des Brachiopodes est encore plus grande dans cou- 
che 3, qni contient en plus Rhynchonella tetraedra et Zeilleria resupinata, 
Au Nord du Tage, cette dernière espèce n'apparaít que dans les coucbes 
à Am. spinatus. 

Couche 5 représenterait peut-être déjà le Toarcien inférienr, lan- 
dis que 6 appartiendrait à la zone à Am, hifrons? 

Ces données sont trop vagues pour permettre un parallélisme rí- 
goureux avant de nouvelles recherches. 

A S. Thiago-de-Cacem, le Lias est forme par une dolomíe 
friable comme dans les environs de Coimbre, mais le peu que j\ii vu 
de la faune annonce un fácies fort diíTérent, rappelant celui du Tyroi 
par ses Megalodon, Pachymytilus, etc. 

En Algarve, les marnes gypsifères, hettangiennes, sont surmon- 
iées par un massif dolomitique dur, saccharoíde, à faune de Gastró- 
podes et de Lamellibranches ne pouvant pas être determines spécifi- 
quement, mais incontestablement sinémuriens, et contenant pourtant 
quelques Brachiopodes. 

11 semble donc que les affleurements sinémuriens situes au Sud 
du Tage, tout en présentant cbacun un cacbet particulier, ont un carac- 
tere commun, celui de contenir des Bracbiopodes dans des strates in- 
férieures à la zone à Am. oxynotus, ce qui n'est pas le cas au Nord 
du fleuve. 

Zones à Ox. oxynotus et à Ar. raricostatus 
(Goaches à Gryphoêa Miqua) 

Extension. — Ce complexe s'étend vers le Nord jusqu\iux en- 
virons d'Oliveira-do-Bairro et forme la plupart des petits affleurements 
dissemines dans le Pliocène, au Nord de Tanticlinal de Cantanhede, 
mais ce sont des affleurements de fort petites dimensions, souvent des 
carrières qui disparaissent sous les sables dès que Ton cesse leur ex- 
ploitatioD. 

Au sud de cet anticlioal, on retrouve ces coucbes dans presque 
tous les affleurements liasiques du Nord du Tage, landis que le fácies 
de TArrabida ne permet pas de les reconnaitre avec certitude, et que 
rien n'indique leur présence au Sud du Sado. 

CowmunicaçOks. Tom. v. — Jdin, 1903. 7 



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— 98 — 

Je D^en ai releve de coupes que dans la bande oríentale au Sud 
de Coimbre et au bord de TOcéau (S. Pedro-de-Muel, montagne de 
Buarcos et Peniche). Les autres affleurements ne m'0Dt pas presente 
de coupes et ne me sont connus que par des récoltes ísolées. II est 
probable que la succession complete puisse étre obsenrée entre Lamas 
et Tbomar, c'est moins probable pour la région située au Nord de 
Mealhada, malgré la fréquence des affleurements, à cause de leur dis- 
persion et de Tabsence de contact avec les calcaires dolomitiques. 

Ce complexe étant partiellement mal connu, nous commencerons 
par résumer les coupes de Coimbre et de S. Pedro, puis nous exami- 
nerons les autres gisements, en les comparant à ces coupes. 

Nous avons vu que la zone a Ox. oxynotus de la région de Coim- 
b re commence par un lit marneux contenant de nombreux exemplai- 
res d'ilm. cfr. Guibalianus, et des Gastrópodes et Lamellibrancbes pro- 
venant en majeure partie du Sinémurien moyen ou inférieur. Elle est 
surmontée par des dolomies cristallines, três fines, contenant une par- 
tie des mèmes espèces et quelques nouvelles: Pholadomya Idea, Lu- 
cina liasina, Modiola cfr. Hillana, Hinnites tumidus. Uma pectinaides, 
Terebratfda Ribeirai. 

Des dolomies analogues m'ont fourni un petit échantillon de Aeg. 
Birchii, mais elles constituent peut-ètre un niveau supéríeur. 

A Polvoeira prés de S. Pedro de Muel (voyez p. 76) elle 
est formée par 20 mètres de calcaires en banes réguliers, separes par 
des lits marneux. 

Dés la base, abondance de RosteUaria Costae, Vhicardium Ribeirm, 
Terebraitda Ribeiroi, Zeilleria indentata, qui ne passent pas à la zone 
suivante. Des restes de la faune du Sinémurien moyen sont cantoo- 
nés à la base: NerineUa, Oonia, Pseudamdania, LUtorina ckuhrata, Ni- 
rita, Isocyprina. 

Les Pholadomya y ont leur niveau principal, et Ostrea sublamel- 
lúsa, qui y abonde, ne passe qu'en rares exemplaires à ia zone sui- 
vante. Gryphaea obliqua y est rare, sauf au sommet. 

Absence des Bdemnites et des RhynchoneUa, sauf Wi. tetraedra. 

Cette localité n'a fourni qu*un exemplaire d'Ammonite: Oocynoii 
ceras oocynotus, trouvé vers le sommet; mais comme le passage au Si- 
némurien moyen n'est pas observable, je ne puis pas dire si le lit à 
Ox, cfr. Guibalianus y existe aussi, ce qui n'est pas probable, car il 
ne m'aurait pas échappé dans la Serra de Buarcos qui presente à peu 
prés le mòme fácies. 



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— 09 — 



FAUITE DE LA ZONE A OXTIIOTICERAS OXTNOTUS 



I % 
I S5 



lehihtfodonãítes 

Oxynoíicaas oxtjnohis Quenst .... 
» rfr. GuibeUianuê, d'Ohb 

Aegocerai cfr. Birchii Sow 

Ro$tellaria Costae Siiarpb 

Nerindla sp 

Oonia sp 

fLUlmHna clathrata Terquem 

Trochvs 

Nerita sp 

Anatina 

Pholadomya Voltzi Ag 

• decorata Hartm 

• Idea d'Orb 

» eorrugata K. et D 

» cfr. Athesiana Tausch. . 

PUuromya ylabra Ag 

• cfr. Galaihea d'ORB 

Unicardium Costae (Sharpr) 

» Ribeiroi Chop 

Isoeyprina (plus. esp.) 

Lueina liasina (Ag.) 

Asíarie 

Protoeardia sp 

Cardinia efr. hybrida Ao 

Arca sp 

Pinna Harímanni Zkt 

Modida efr. Húlana Sow 

Pteroperna sp 

Peeten Trigeri Opp 

» prisCUS SCHLOT 

» cfr. textorius Schlot 

HinnUes tumidm Znrr 

Uma peciinoide$ Sòw 

Plagio$toma sp. (petite taille) 

Ostrea sublamellàia Dxjkk 

Gryphaea obliqua Gdf . 

Terébratula Ribeiroi Cho? 

Zeilleria indeiUata Sow 

Bhynchondla tetraedra Sow 

Psmdocidarii sp 

Montlivatdtia 





GOIMBRE 


B. PEDRO 


(dolomitique) 


(harno-calc.) 


1 


1 


30 


ai-x 


a. 6 


c,i 


1 








, 


1? 


, 


1 


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4 

1 




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1 




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3 


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3 
3 


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3 
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3 


3 
4 
4 






3 


3 





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— 100 — 

Comme on le voit, les Ammonites sont toujours fort rares et le 
fossile vraiment caractéristique est Terébratula Ribeíroi; toulefois dans 
les gisements situes depuis Soure vers le Nord, cette espèce parait 
ètre mélangée aux Arietites de la zone à A. raricostattis, mais je ne 
puis pas dire si le mélange est réel. 

Dans le tableau, je D'ai Tait figurer que les Taunes de Coimbre 
et de S. Pedro, à cause du doute qui coDcerue les autres localités, et 
parce que ces deux faunes font bien ressortir les différences entre !e 
fácies dolomitique et le fácies calcaire. 

Si nous comparoos Tensemble de la faune du Sioémurien moyen 
avec celle de la zone à Ox. oxynotus, nous voyons qu'en outre des 
Ammonites, cette dernière se distingue par Tapparition et la fréquence 
des Pholadomyes typiques, de Gryphaea obliqua et des Brachíopodes et 
par la rareté relative des Vkuromyes et des Gastrópodes. 

Dans le fácies non dolomitique, les Gervilleia et Pteropema font 
défaut et Unicardium Costae est remplacé par U. Ribeiroi (>hof. * Par 
contre Rostellaria Costae monte jusqu'à la couche b, et Ostrea subia- 
mellosa jusqu^à la couche à Am. raricostatus. 

La ZONE A ÀRiETiTes RARICOSTATUS ost coustituée à Polvoeira par 
une yingtaine de mètres de calcai res avec argiles et schistes bitumi- 
neux. 

Apparition des Belemnites et d' Arietites du sous-genre Vermiceras, 
ceux de la base se rapprochant de A. solarioides Custa, tandis que 
ceux de la partie supérieure appartiennent au groupe de A. raricostatus 
et Nodotianus; la base presente en outre Aegoceras planicosta et A. cfr. 
Birchii. Le reste de la faune se compose de quelques Gastrópodes, Pha- 
ladomyaj Pleuromya, Lucina liasina (Ac), Avicúla sinemuriensis, Gry- 
phaea obliqua, Terébratula punctata, Zeilleria indentata, Z. numismalis, 
Spiri ferina Munsteri (1), Rhynchonella tetraedra, Thalia, ranina et Deff- 
neri. 

Cette zone parait donc présenter deux niveaux se distinguant par 
les Ammonites et en ce que le niveau supérieur ne contient ni Mya- 
cés ni Ostracés et três peu de Brachiopodes, ce qui tient à sa nature 
purement schisteuse, tandis que le niveau inférieur contient des cal- 
caires. 

U ne semble pas que la dístinctíon de ces deux niveaux puisse se 
faire dans les autres régions. 

Les environs de Coimbre présentent un intérét tout spédai puis- 



Voir la description de cette espèce aa supplément. 



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— 101 — 

que leurs couches à Gryphaea obliqtta ont un caractere pétrographique 
absolument diOerent de celui de la zone à Ox. aocynotus de la méme 
région, 

Elles ont fourni Am. solariokles?, Nodotianus, amuxtm-densinodus, 
laevigatusj et en outre UUorína clathrata, des Pholadomyes, Astarte, 
Gryphaea obliqua^ Terebratula punctata, Zeilleria comuta et indeníaía, 
RhynchoneUa tetraedra. etc. 

Je ne veux pas quitter la partie méridionale de Ia bande oríen- 
tale sans mentíonner un gisement intéressant par sa position tectoni- 
que et par Tabondance de ses fossiles. U est situe à 150 mètres N. N. E. 
de Pastor, dans le fosse d'Espinhal. 

Les afQeurements les plus orxidentaux, la montagne de Buarcos et 
Peniche, ont une certaine analogíe avec ceux de S. Pedro, sans toute- 
fois présenter sa richesse en fossiles. 

Au pied Nord de la Serra deBuarcos: Quiaios, Brenha (Cré- 
tacique supérieur, pi. VIII, profil 3), Casas-Derrubadas, on observe des 
ealcaires durs, en banes réguliers, três peu fossilifères à la base, si 
bien que je les ai consideres comme non fossilifères (IÀa$ et Dogger, 
p. 63). 

Depuis lors j'ai pu constater à Brenha quMls sont fossilifères sur 
une épaisseur minima de 60 mètres; la base a un fácies un peu coralli- 
gene, mais je ne puis pas dire si elle appartient aux couches à Ar. ob- 
tusas. 

Gette coupe doit ètre modifiée comme suit: 

Zone â Ar. obtusus? 

20.— Calcaíres compaets, en banes régulíere, pen fossilifères. 

ZONB A Ox. OXTNOTUS ET TeREBRATULA RibEIROI. 

19.~Galcaires eomme les précédents, contenant quelques lils niarncux entre 
les banes. La faune díffère de celle de la suivante par la présem»* de Rostellaria Coa- 
tae, de Ter^atnla Ribeiroi et par 1'absence á'Arietite9 Nodotianu» et d'une partie des 
Braehiopodes. 

Paissance 10 mètres. 

Zone a Aribtites raricostatus. 

18.— Alternance do ealcaires et de marno-calcaires, Belemnite» breviformU, Arie- 
tites Nodotianut (1), Phdadomyet (4), Gryphaea obliqua (4), Brachiopodet (5). Voyez 
la liste des fossiles, page 9 de l'ouvrage précité. 

Puissance 10 mètres. 



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— 102 — 

Í7.>-Caleaire mameux, bleuâtre, passant à des schistes bitamineux qui con- 
tiennent quelquos débris de poissons, et en outre Ariaites Nodotiantu, Gryphaea obli- 
qua et Rhynchonella Tkalia. 

Paissance 15 roètres. 

ZoNE A Abgoceras Jamesoni. 
Marnes à fossiles pyríteux. 

 Peniche» ces couches formeDt la base de la presqu'íle de Pa- 
põâ ; OD en trouvera une vue et une coupe aux pages 58 et 61 du Uas 
et Dogger. 

Des calcaires durs, d'environ 30 mèlres d'épaisseur ne m'ont pas 
fourni de fossiles, mais il est possible qa'ils en contiennent, car je n'ai 
pu approcher que des banes supérieurs. 

lis sont surmontés par un lit de O^^JO, contenant une faune de gas- 
trópodes magnifiquement conservée: Nerinella, Cmihium, Trochus, etc. 
Les Nmnella n'appartiennent pas à la même espèce que ceux de la 
zone à Ar. obtusus; la présence de débris de Belemnites et Tabsence 
de Roslellaria Costae et de T. Ribeiroi permettent de supposer que 
cette faunule appartient à la zone à Ar. raricostatus, de sorte que la 
zone à Ox. oxynotus serait représentée par les calcaires sous-jacents? 

Cette couche à Gastrópodes est surmontée par 46 mètres de cal- 
caires et de marnes avec la Taune des couches à Gryphaea obliqua. La 
base a fourni un Arietites Nodotianus et deux três petits exemplai res 
rappelant A. Birchiú 

Les aiHeurements situes entre Mealhada et Oliveira-do-Bairro sont 
exploités pour la fabrícation d'une chaux un peu hydraulique. Les stra- 
tes découvertes ont une puissance de 5 à 8 mètres dans les carrières 
de Mogofores; ce sont des calcaires moins foncés que ceux du littoral, 
separes par des lits de marno-calcaire blanc, avec nombreux Pecten et 
Astarie. Les Gryphées y sont en general de três petite taille, et les 
Ammonites assez rares» de petite taille et en mauvais état. 

A Mogofores, J'en ai recueilli plusieurs échantillons se rappor- 
tanl à Am. armalus-densinodus Quensthot et à (?)Am. laevigatus Rey- 
NBS. lis s'y trouvent avec des Pholadomi/es, Pleuromyes, PlicattUes, Gry- 
phaea obliqua, de grande et de petite taille, Terebratula punctata, Zeil 
leria numismalis, Rhynchonella Thalia, Rh. ranina, Rh. tetraeára, Rh. 
calcicosta, Rh. furcillata, Spiriferina sp. (1 ex.) et Balanocrinus Quiaio- 
sensis. 

Une récolte de Venda-da-Pedreira prés Anadia contient Ar. No- 
dotianus, Oxynoticeras oxynotus et Terebratula Radstockiensis, tandis 



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— i03— 

que la carríère de Venda-do-Pereíro a fourni on individu de AosíeUa- 
ria Costae. II semble donc que les deux zones soient représentées dans 
cette faible épaisseur. Ces récoltes ayant été faites dans les débrís des 
carríères, on ne peut pas dire s'il y a mélange réel, mais le niveau 
parait inférieur à celui de Mogofores. 

Ge méme mélange parait exister à Paraimo, prés de Sangalhos, oà 
de petites Ammonites du groupe de Vermiceras solarioides Costa se 
trouvent avec Terebratula Radstockiensis, el entre Lavadeira et Sertona 
qui a fourni un fragment á' Oxynoticeras et un exemplaire de A. ar- 
matus-densinodus. 

n en est de mème dans un gisement situe à 800 mètres à TOuest 
de Vacariça. 

Des aillearements épars se trouvent au Nord de ranticlinal 
de Cantanhede: Arrancada (Febres), Albucaz, entre Cavadas et Ca- 
beço da Serra, signal de Carriçal et Escoural prés de Tocha. Le premier 
et le dernier contiennent Terebratula Ribeiroi, mais pas d'Ammomtes. 

Le grand affleurement liasique de Cantanhede ne m'a montré 
qu'un point appartenant à cette phase, au Nord de Limede; les cou- 
ches sous-jacentes ne s'y présentênt pas. 

Le Sinémurien supérieur aíQeure aussi à 300 métres au N. 0. du 
signal de Cavallinhas (Monte-Mõr-Velho) et beaucoup plus au Sud, 
à 350 mètres au N. E. et 700 mètres au N. du signal de Mucate (Sou re), 
d'ou les coUections possédent un calcaire schisteux avec nombreuses 
empreintes de i. Nodotianus et bon nombre de fossiles ne paraissant 
pas provenir de la méme couche, parmi lesquels Terebratula Ribeiroi 
et Raditockiensis. 

Je Tai encore observe sporadiquement au signal de Lameiras 
(chaine de Leiria), au Sud de Porto-de-Moz et à Serra d'El-Rei. 

Di-íDUCTioNs suR LA zoNB A Ar. RARicosTATUs. — Daus les trois af- 
fleurements du bord de la mer, cette zone est Tormée par une quaran- 
iaine de métres de calcaires foncés et de marnes schísteuses, contenant 
une faune de Lamellibranches et de Brachiopodes dont j'ai donné la liste 
en 1880 (p. 9). Les ammonites sont rares, en general de petite taille, 
et appartiennent à des formes voisines des Vermiceras Nodotianus à'Om. 
K. raricostatus Ziet., V. solarioides Costa*, Aegoceras cf. Birchii Sow., 
(de três petite taille) et Aeg. planicosta Sow. 



* F. Solarioúbs Gosta as ilm. Rougemonti Retnbs. Voyec Fucim, Ct/lB/o/iOfii Ita- 
ttct dei Monte di Cetona (Palaeont Itálica, vol. vni, 1902, p. 14i, pi. xiii, flg. 1-2). 



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— 104 — 

An Sad de Ck)iinbre» Aeg. Birchii se rencontre dans des dolomies 
qai appartiennent peat-étre à la zme à Oxffnoticeras ojiynotus. 

Dans les couches surmontant les dolomies se trouvent V. soiarioi- 
des, V. Nodútianui? et UDe forme se rapportant à Am. armatus-densi- 
nodus^ de Quenstedt, qu'il indique comme provenant du lit à Am. ra- 
ricosíaius. 

Je n'ai qne peu de documents sur la région d' Anadia, mais il sem- 
ble que la zone à Oxynoticeras oxynotus D'y serait pas dolomitique 
et contiendrait un méiange (?) de fossiles de la zone à Am. rarícosta- 
tas: Ox. oxynotus, Terebratula Radstockiensis et A. Nodolianus, tandis 
qu^un niveaa supéríeur, contenant les lamellibranches et les Brachio- 
podes de la zone à A. raricostatus du bord de la mer, contiendrait en 
outre Am. armaíiis-densinodus et Am. cf. laevigatus Retnic.^. Un mé- 
iange analogae se trouve dans les environs de Sangalhos et Oliveira 
do Bairro. 

En résumé, Am. cf. Birchii (3 loc.) et planicosta (1 loc.) n'ont été 
trouvés qu'à la base de la zone, tandis que Am. solarioides et Nodotia- 
nus se trouvent de la base au sommet, et que Am. raricostatus (1 loc), 
laevigatus et armatusdensinodus ne se trouvent qu'au sommet. Les . 
Oxynoticeras paraissent se trouver tout à la fois dans la zone à Ox, 
oxynotus et dans la partie inférieure de la zone à A. raricostaius. 

PosiTioN DE Aegoceras armatum. — Tal dit dans la coupe de Pol- 
voeira que je ne puis pas préciser ia limite entre la zone à Artrites 
raricostatus et le Cbarmouthien, qui est aussi forme par des schistes 
bitumineux, ce qui ne veut pas dire qu'avec plus de temps on ne réus- 
sira pas à la íixer. 

Les couches à Am. Jamesoni sont bien caractérisées dans cette 
localité, et j'ai des Índices du niveau à Am. Maugenesti qui, dans les 
autres gisements portugais, lui succède immédíatement. Ce niveau con- 
tient une forme à laquelle j'ai appliqué en 1880 la désignation de Am. 
sp. nov. aff. ziphus Ziet. Depuis lors, Thomas Whight a donné des fi- 
gures de Aegoceras armatum qui i»e montrent pas de différences avec 
la forme portugaise. Cette espèce se rencontre aussi, quoique plus rare, 
dans la couche à Am. Jamesoni, mais ne constituo pas de niveau à sa 
base. 

La forme que j'attribue à Am. armatus-densinodus Quenst. parait 
distincte de ces Aegoceras armatum et occupe un niveau bien inféríeur, 



* Cest cette forme qae j'ai désignée en 1880coinme A. polymorpkug qmdratus. 



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— 105 — 

le sommet des couches à Gryphaea obltqtta. En Souabe, elle se trouve 
daDS le lit à Âr. raricostatus; je ne puis pas aí&rmer s'il en est 
de méme en Portugal, ou si elle forme ud lit spécial, qui lui serait 
supérieur. 

Sauf ce dernier cas, problématique, Gryphaea obliqua se trouve 
eiclusiyemeDt dans les deux zones formaut le Sinémurien supérieur, 
pour lequel il constituo le meilleur ^ide, vu sa fréquence. 

Mr. LarrazetS comparant le Lias du Portugal à celui de Burgos, 
admet que les cotuAe$ à Gryphaea obliqua représentent la zone de Aeg. 
armatuin, qu'il place comme beaucoup d'autres auteurs à Ia base du 
Charmouthien. Par suite d'un malcntendu, il s*imagine que le motif qui 
me les fait ranger dans le Sinémurien est que je considere Gryphaea 
obliqua comme caractérístique du Sinémurien. Si je Tai dit, je me ré- 
Térais uniquement au Portugal. 

L'exposé qui precede montre que ces couches représentent les 
xones à Ox. oxynoius et à Ar. raricostatus, que Mr. Larrazet place tout 
comme moi dans le Sinémurien. Nous venons de voir que je n'ai pas 
pn reconnaítre la présence dun niveau à Aeg. armatum; s'il 
existe, il se trouverait peut-étre au sommet des couches à Gryphaea 
obliqua, mais n'en formerait qu'une bien faible partie, et n'entraíne- 
rait uuUement la classiflcation de la totalité dans le Charmouthien. 

Mr. Larrazet dit en outre que je ne mentionne pas ^ZeiUeria 
punctata* (p. 230). II y a un autre malentendu, car je mentionne Te- 
rebralída punctata dans les couches à Gr. obliqua et dans le Char- 
mouthien. 

La faune générale des couches à Gr. obliqua a été publiée en 1880 
(Le Lias et le Dogger au Nord dn Tage,^. 9). La faune de la zone à 
Ox. oxynotvs étant connue par le tableau (p. tOO) et vu la confusion 
qui existe encore pour certaines régions, je me bomerai à indiquer 
les caracteres principaux de la zone à Am. raricostatus. 

Cette phase voit rapparition des Belemnites, des Ammonites du 
groupe de A. raricostatus, des Spiri ferina Munsteri et rostrata, fort 
rares, de Terebratula punctata, Zeilleria comuia et numismaUs, Rhyn- 
chovdla Thalia, ranina, Deffneri, Babelensis et furcillata, Balanocrinus 
Quiaiosensis et Penichensis, quelques-uns passant au Charmouthien. 

Par leur abondance, les firachiopodes et les Gryphées la font bien 
facilement reconnaítre. 



1 Recherches géologiqoes sur la légion orientalc de ia province de Burgos et 
sur quelques poinU des provlnces d' A lava et de Logrouo, p. 229 et 230. 



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— 106— 



pwT U carte géfttogig— 



DaDS la carte géologíqae i grande écheUe, fl j a lira de séparer 
rHettaDgien des grés sans fossiles animaoi, ce qiri est relatiYement 
fadle (résenre faite da cas de Barqueiro, Yoyez p. 92) à cause de la 
saillie formèe par le sommet des grés sãos fossiles. Tous les ilots de 
grés de Silres derront étre indiques comme hettangieus, et je crois 
que Too oe rísquera pas de se tromper en indiquant leurs cabeços do- 
lomítiques comme sioémuríens. 

Sinémuríen. Dans la pratique, il será difficíle de séparer du 
Sinémuríen les strates les plus supéríeures de THettangien, couches 
<8 et 19, qui n'ont que 15 à 20métres d'épaissear, mais peuvent pré- 
senter une extension horízontale de i à 300 métres. 

Contrairement à la division que javais précédemment adoptée, 
les couches à Gryphaea obliqua devront étre séparées du cLias Tossili- 
fere» pour étre réunies au SÍDémunen dolomitique, puísqu'elles sont 
parfois partiellement dolomi tiques. 11 y aura donc accord entre la car- 
tographie et la paléontologie. 

La Charmoutbien et le Toarcien forment d'assez grands affleure- 
ments pour qu'il y ait avantage à les séparer Tun de Tautre, mais il y 
aura naturellement des affleurements ou la totalité du Lias devra por- 
ter la méme teinte. 



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— 107— 



SUPPLÉMENT PALÉONTOLOGIQUE 



NerineUa Ficalhoi^ sp. nov. 
Fig. 12 à 15 de la planche 

Goquille mince, allongée, spire pointue. Les premiers tours sont 
légèrement renflés à la base, tandís que le tiers supérieur est occupé 
par on bourrelet bien marque; les autres tours sont plans, ou bíen 
montrent un bourrelet à la base. La surface du test est lisse, sauf 
quelques stríes d*accroissement, três faibíes. Dernier tour ayant à peu 
prés le double de la hauteur du précédeut. 

Ouverture ovale allongé, se terminant par un canal arrondí si- 
lué en arrière du bord antérieur du labre. Chaque tour porte trois 
plis de force égale> celui du labre étant le plus fort et celui du bord 
columellaire le plus faible. 

Gisements.— Se trouve par centaines, en indívídus ayant con- 
serve le test, dans la partie inférieure et surtout dans la partie moyenne 
de la zone à Am. obtusus de S. Pedro-de-Muel, et est encore repre- 
sente par quelques moules intérieurs dans la partie supérieure, et mème 
à la base de la zone à Am. oxynoius. Je lui rapporte des moules inté- 
rieurs trouvés dans la zone à Am. obtusus de Monte-de-Vera (Sud de 
Coimbre) et de Vacariça. 

Rapports et différences. — Cette espèce a beaucoup d'ana- 
logie avec N. Grossouvrei Gossmann, de THettangien de la Vendée, 
dont elle se distingue principalement par son canal antérieur large et 
arrondi, tandis que N. Grossouvrei a un bec pointu et allongé. 

Au milieu des nombreux échantillons de Penedo-do-Cabo s'en 
trouvaient trois dont les tours forment, vers le bas, un gradin forte-* 



^ Je remplis an triste devoir en dédiant cette forme au comte de Ficalho^ dont 
Tétendue des connaissances n'était dépassóe que par ramabilité, et que la science por- 
tugaise a perdn aQjourd'hui môme. 



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— 108 — 

ment accentué. lis appartiennent à une espèce diflérente, trop mal re- 
présentée pour èlre décrite. 

A la base de Ia zone à Am, raricosiatus de Peniche se trouve une 
aulre espèce de Nerinella, ornée de cordons spiraux, granuleux. 

Pholadomya cfr. Athesiana Tausch 

Dr. L. Tausch v. Gloeckelsthurn, Zur Kenntníss der Fauna der «Grauen Kaike» 
der Stid-Alpen (Abhandlungen der K« K. geoL Reichsanstalt, Bd. xv. Hefl2; 
1900, p. 32, pi. VIII, fig. 17 el pi. IX, fig. 2, excl. i). 

Les exemplaires que je rapporte avec doute à cette espèce ont 
une grande analogie avec fig. 2, pi. IX de Mr. Tausch et sont en ge- 
neral de taille encore plus petite. lis sont d'apparence lísse comme 
cette figure; aucun no montre des cotes aussi accentuées que dans 
fig. 17 du mème auteur, bien que quelques uns semblent en avoir. 
L'état de conservatíon ne permet pas de voir si Técusson était limite 
par des carènes aussi accentuées, 11 était en tous cas plus court; Tatlri- 
bution à cette espèce est donc loin d'ètre certaine. 

Gísements. — Couches niarneuses formant la base des zones à 
Boehmia exilis, à Am. obtusus et à Am, oxynotus au Sud de Coimbre; 
S. Pedro-de-Muel (c, a A, obtususj. Couches a A. raricosiatus. Palheira. 

Unicardium Ribeiroi Chof. 
Ceromya Ribeiroi Chof., 1880. Le Lias et ie Dogger au Nord du Tage, p. 9. 



Exeniplaíre avec test, du Sinémurien moyen de S. Pedro-de-Muel. Gr. nat 

Cette espèce m'est connue par une vingtaine d^échantillons, les 
uns à Tétat de moules intérieurs, les autres ayant conserve le tesl. 

Coquille três renflée inéquilatérale, inéquivalve. Crochets situes 
vers rextrémité antérieure, celui de la valve droite étant plus renflé 
que celui de la valve gaúche. Bord cardinal postérieur légèrement coo- 



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— 109 — 

vexe, se reliaDt au bord palléal par iin angie arrondi; bord cardinal 
aotéríeur concave sous las crochets, puis formant une proéminence 
arrondie pour se relier au bord palléal. Bord palléal faiblement con- 
?exe ou presque droit dans sa moitié antérieure, se relevant forlement 
à partir du milieu pour se relier au bord cardinal postérieur. Surface 
présentant des stries d'accroissement fortes et írrégulières. 

La charnière m*étant inconnue, je n'ai rapporté cette espèce au 
genre Unicardium que par analogíe avec U. Costae, dont Mr. Bocum 
a eu de bons échantillons, laissant voir la charnière. L'impression pai- 
léale n*est pas assez nettement Tisible pour pouvoir affirmer qu'elle ne 
présentait pas de sinus, ce qui est probable, mais il arrive souvent 
que des Ceromya incontestables soient dans le mème cas. 

Cette espèce est fort voisine de U, Costae (Shabpe) dont elle pa- 
rait ètre une mutation. Elle s'en distingue par son ensemble moins 
ovóide, beaucoup plus court, surtout du côlé antéríeur, ses crochets 
plus élevés, et surtout par sa face antérieure beaucoup plus large. 

Gisements. — Fácies non dolomitique de la zone à Àm. oxyno- 
tus, S. Pedro-de-Muel, Quiaios. — Zone à Am. raricostatus, partout. 

Ostrea sublamellosa Dunker 

Ostrea sublamellosa Donkbr, 4851. Lias bei Halberstadt» p. 41, pi. VI, íig. 27-30. 
9 » Dunker, in Dumortier, Infralias, p. 79, pi. I, fig. 8-42 et 

pi. Vil, fig. 42-14.~-DétenDÍnation approuvéc par HM. 

Brauns^ el Phiuppi*. 
» cfr. sMamellosa Tausch, 4890. Zur Kenntniss der «Grauen Kalke« der 

Sad-Alpen (Abh. K. K. geol. Reichsanslalt, p. 11, pi. Vil, 

fig. 4-2). 

La forme type de Gryphaea arcuaia faít complètement défaut en 
Portugal. Au milieu des Gryphaea obliqua qui abondent dans les zones 
à Am. oxynotus et à Am. raricoslatus de certaines localités, se trou- 
vent quelques exemplaires étroits et fortement arques, se rapprochant 
de Gr. arquata, mais il leur manque le sillon lateral. 

A partir de la zone à Boehmia eooilis (Sinémurien inférieur), se 
trouve par contre une petite huítre de forme variable, dont quelques 
exemplaires peuvent ètre rapportés au genre Gryphaea. J'avais consi- 
dere des formes analogues, se trouvant à un niveau plus élevé, comme 
variété de Gryphaea oblíqua, mais le fait de leur apparítíon antérieure 



> Der UrUere Jura im nordwesUichen Deutsehland, etc, p. 404. 

2 LamiUibranchiaten vom Kanonenberg (Zeitschrífl der D. G. G., 4897, p. 434). 



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— 110 — 

et leur présence presque exclusive daos le SinémarieD íoférieur et 
moyen, me font voir qu'il s'agit d'uDe forme indépendante, qní coexiste 
avec Gryphaea obliqua daDS la zone à Am. oxynotus, mais qui ne peut 
pas être considérée comme représentant les jeunes exemplaires de la 
première, ceux-ci ayant la forme des adultes. 

EUe s'en distingue par la petitesse de la taille, sa face adhérente, 
ses lamelles plus fortes, sa forme généralement plus étalée et Ia fré- 
quence d'uD sillon lateral accentué. EUe correspond aux exemplaires 
de Ostrea sublamellosa figures par Duiiortier. 

Quelle désignation faut-il lui donuer? Cest assurément une forme 
substituante de Gryphaea arcuaía, mais la difiérence est trop grande 
pour les reunir. Ostrea sublamellosa Ddnrer semble beaucoup moins 
arque, si Ton s'en tíent aux exemplaires figures par cet auteur, mais 
comme MM. Bracns et Philippi lui rapportent les échantíllons figures 
par Dumortier, et qu'ils ont eu du matériel de Halberstadt entre mains, 
ce qui n'est pas le cas pour moi, j 'adopte cette désignation, quoique 
cette forme soit considérée jusqu'ici comme spéciale à THettangien. 

Gisements.— Dans la région de Coimbre, on la trouve à partir 
de la zone à Boehmia exilis (Sinémurien inféríeur) jusque dans la zonê 
à Ar. raricostatus. EUe est três abondante à Pedras-Negras dans les 
zones à Arietites obtusus et Oxyn, oxynotus, rare dans la zone à Ar. 
raricostatus. Au Nord du Tage, on la rencontre dans presque tous les 
affleurements des couches à Gryphaea obliqua, et c'est aussi à cette es- 
pèce qu'il faut rapporter les huítres du Lias de 1* Ar rábida. 



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— 111 — 



EXPLICATION DE LA PLANCHE 



Signes se trouvant dans plusieurs profíls: Z, schi;tes archaiques.— I, Triasique.— 
H, Heltangien.—D. dolomies sinémnriennes.— L', couchet à Gryphaea Mi- 
qua. — L*, Charraoulhien. — L*, Toarcien.— ff, failles. 

Fig. l.^Profil de l'Oiiest à TEst, traversant la totalilé du Trias, de Tliifralias el du 
Sinémorien, à la haaleur de Sernache. — Êchelle i: 25.000^ hauteurs et 
distances. 

Les noméros se rapportent aax couches de la coupe de Pereiros. G. 32, 
couehet á Am. axynotut et Tereb. Ribiiroi; c. 33 et 34, couehes à Am. ra- 
ricostatus. 

Fig. S.^Proíil coupant transversa leroent le fosse represente dans ie profíl i, entre 
Monte-de-Vera et Loureiro. 

Fig. 3. — Yae-coupe de la faille longitndinale coupant THeltangien supérienr au carre- 
four des roules de Coimbre à Mirandella, Castcllo- Viegas et Açafaria. 

Fig. 4 et 5. — Fosse d'Espínhal, mettant le Mesozoíque dans les schlstes paléozoíques 
(profils schóinatiques).~Fig. 4, Yatle-d'Espinhal; íig. 5, route de Penella 
prés de Ponte-do-Pastor. — T', Triasique incohérent, à gros cHónients. — 
D, calcaire dolomitique^ oolithique, en plaquettes avec fossiles bien con- 
serves.—!', eauche» á Am. raticoitatut. (Plus au Nord, le fosse contíent 
du Bathonien et du Crétacique.) 

Fig. 6. — Profíl acbématíque du pied de la Serra de Bussaeo à Vacariça.— i, i, grés 
triasiques. — 2, grés blancs avec lils à végétaux.— 3, grés rouges, grossiers, 
avec quartzites. — 4, dolomies fossilifères, du Sinémurien moyen. — 5^€oti- 
Aet à Am. rarieottahu, 

Fig. 7. — Dislocations de la bande oríentale dans la régíon septentrionale. Éebeile 
i : 25.000, hauteurs et distances. ( Voir plus bant Texplication des mono- 
grammes.) 

Fig. 8. — Yue-coupe de la falaíse de Mina d'Azéche dessinée en 1887. (L'entrée de 
la mine portait une pierre avec la date de 1857.)— H, Hettangien. Pen- 



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— 112— 

dage general vers TEst. En a grés bílumineux — 2, Crélacíque. Grés 
rougeâlre et jaunâlre, stratifié», ayant íi la base (2*) des hancs calcaires, 
fossilifèros. Pendage: 45° Est.— 3, Pliocène. Sable Irès fln, fortement 
micacé, n'ayant que des quartzites de petite taille et en nombre três li- 
mito. Paraít plonger vera TOuest sous an angle de 4d*. — 4, Dunes.— 
5, Eboulis. 

Fig. 9. — Rocher de Nossa-Senhora-da-Victoria, vii du Nord.— i, complexe mamo- 
calcaire ayant Taspect des mames gypsi feres de THettangien. — % dolomíe 
plus compacte avec nombreux Isocyprina. — 3, calcaire pios compaet — 
Pliocène: 4, sable micacé, formant une couche d'environ un mètre, con- 
tenant des cailloux calcaires, airondis, ayant de nombreux trons de co- 
quilles perforantes. Parmi les débris brisés que j'y*ai recueillis, mon coUè- 
gue Mr. Berkeley-Cotter a reconnu : Nassa mtUabilis Linn., Triton off. 
DoderUini Anc, Turritella vermimlaris var. Brocc, Phóías rugosa, Bbocc., 
Saneava rugosa (L.) Pentít., Petrieoh Uthophaga I^etz., Ga strana fragilis 
Linn. var., Ostrea lamellosa Brocc. (seule espèce frequente), Balanus sp.— 
5, sable micacé, plus ou moins aggioméré, avec quelques quartzites de pe- 
tite taille.— 6 Jignite. 

Fig. iO. — Profíl schématique, traversant le rocher de Penedo-doCabo, de TOoest à 
TEst. — Écbelle approximative, 2 millimètres par mètre. 

Les numóros indiquent les couches distinguées dans la coupe (p. 74).— 
i, calcaire dolomitique. — 2, calcaire non dolomitique à faune relativement 
pauvre, Am. amblyptychus.^ 3, faune três ricbe. — 4, abondance de iVin-t- 
nella FicalhoL — Les calcaires schísteux de couche 5, avec nombreux Arie- 
tiUs n'apparaissent que plus au Sud. 

Fig. li. Recouvrement de THeltangien par le Malm. 1:20.000. Profil du N.W. au 
S. E., passant à peu prés à mi distance entre Leiria et Maceira, faiunt 
suite aux profils 8 et 7 de pi . VIU du Crétaciquê supérieur qui sont k la ménie 
échelle, quoique Texplication dise i : 10.000. — H, Hettangien (mames de 
Dagorda). — D, calcaires dolomitiques. — M^ Lusitanien. — (??, sables pro- 
bablement crétaciques. — PI, Pliocène. 

Fig. 12-15. Nerinella Ficalhoi sp. nov. Calques sur des photographies.— Covcftcf à 
Am. Muius de Penedo-do-Cabo prés de S. Pedro de-Muel (voyezp. 108). 



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— 113 — 



TABLE ANALYTIQTIE DES MAUÊRES 



Littératare, p. 49. — Avant-propos, p. 5:!. — Degrés de fréquence des espèces. 54 

PRBlffrfcTUB PA&TZB 

DÉTAILS SUR LES GISEMENTS 

Généralités 55 

a) Bande orientale 56 

Coupe combinée entre Pereiros et Cháo-de-Lamas, p. 59. — Vacaríça et Anadia, 

p. 66. — Environs de Sangalhos, p. 67.— Yalle-do-Espinhal, p. 69.— De Aréas 
à Tbomar, p. 69. 

b) Ilots an Nord dn Tage 70 

Monte-Mór- Velho, p. 71. — Soore, p. 7i.-'Monte-Real et Canride, p. 72.--Rógion 

de S. Pedro-de-Muel (coupes de Penedo-do-Cabo et de Polvoeira), p. 72. — 
Chaine de Leiria, p. 78.— De Batalha à Porto-de-Moz, p. 78.— Grande ligne 
de Caldas-da-Rainba, p. 79.— Serra-d*El-Rei, p. 79.— Rio-M aior, Maceira, 
Santa- Cniz, p. 80.— Matacâes, p. 80. 

c) Arrábida • . 81 

d) S. Thiago-de-Cacem 83 

e) Algarve 84 



DBUXIÈMB PARTTB 

DÉDUCTIONS STRATIGRAPHIQUES 

Remarques sur les dôterminations 86 

a) Hettangien. 

Subdirisían des couches de Pereiros et paraUélisme entre les différentes rêgions,, . . 87 

Coimbre. — Contrée septentrionale.— Algarve. — S. Thiago.— Ilots au Nord du 

Tage. — Dédaclions basées sur le Portugal, p. 90. — Comparaison avec Tétran- 

ger, p. 90. 

Limites vertieales 92 

TabUau de la faune 92' 

CommunicaçOks. Tom. y.- Juillet, 1903. 8 



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— 114— 

b) Sinómiirieií. 

fácies dolomitiquo et fácies non doloiuitique 

SlNÉMURIBN INráRIBUR ET MOYEN 

Zom à Boehmia exilii (Sinémurien ínféricur) . 

Zone á Ar. obtusw (Sinómurien moyen) 

Sinémnrien de TArrabida, de S. Thiago-de-Cacem et de l* Algarve 

TMeau dê la faune des deux zones 

ZONBS A Ox. OXTNOTUS ET A Ar. RARICOSTATUS. 

Extensíon. — Zone à Ox. oxytwius à Goitnbre et à S. Pedro 

TabUau de la faune 

Zone à Ar. rarieoslatus des mômes régions 

Examen des deux zones dans les autres régions: Serra de Buarcos, Peniche^ e 
tre Mealhada et 01iTeira-do-Bairro, Nord de Cantaahéde, gisements entre 
Mondógo et le Tage 

DéductioM tur la zone à Ai\ rarieostatui 

Pontion de Aegoeeras armatum. — Opinion de Mr. Larrazbt 

Remarquei stir la carte géologique à grande échdle 



Hdtarufi^ 



ite 



SUPPLÉMENT PALÉONTOLOGIQUE 



\ 



NernMa Fiealkai sp. noT 

Pholadomya cfr. Atíietiana Tausgh 

Vnkardium Ribeiroi Ghof.-» ^ 

Oetrea subkmMosa Dunksr 

Explicaiion de la plaQche ~r 

Tableaa coraparatif de THettangien et da Sinémorien. 

Table analytique des matières fi^r 9 



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^Íd2ll^^,^j£ 






Ficf.9 




F/y.JO 




Q. de Carrasccd. 



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THIAGO-DE. 



lomies jusqi 
^aooe méditi 




^i el ( 



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. THIAGO-DE-CAGEM 


ALGARVE 


lomies ju8^'aii Toarcien 
Paune méditerranéenne) 


Dolomie cristalline trèa dure, k em- 
preintes de Nerinella, íjucma. Pie- 
ropema, Peeten, Braehiopodêi, etc. 


úres dolomitiqnes compacta 
FeuilleU fossilifères 


Marnes bígarées, gypsifères 

Lits dolomitiqoes à PromaíkUdia tur- 
ritMa, èlatrodon Bonneti. 


1 

' Grés et conglomérats 

s4 


Grés et conglomérats 



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III 



DÉCODTEfiTE DD TEREBBATDLi REHIEBU CiT. EN PORTUGAL 



PAR 



Paul CHOFFAT 





Fig. !• Fig. l»» Fig. !• Fig. 2 

Fíg. i. Tereb. RemerH Gat., exempl. de Polvoeira.— Fig. 2, exempl. de Belixe. Gr. nat. 

Terebratula Renieriij espèce si remarquable des Alpes méridio- 
nales et des ApenniDS m'est acluellement connu du Portugal par deux 
échantilloDS incomplets, mais pourtant de détermínation certaíne. 

J'ai trouvé le premier à TEst da fort de Belixe, en i88i, avec une 
faunule d'âge douteux, à fossiles en general mal conserves, que j'ai 
attribuée avec doute à Vassise à Amtnonites spinatus (voyez Terraim 
secondaires au Sud du Sado, p. 236). Vu Tétat de conservation de cet 
échantillon, je n'ai pas osé le déterminer spécifiquement et Vai men- 
tionné comme Terebratula sp. 

Le deuxième échantillon provienl de S. Pedro-de-Muel. II est mieux 
conserve et a leve tous mes doutes au sujet du premier. Son âge est 
parfaitemenl fixe, c'est la zone à Aegoceras capricornus, comme on peut 
le constater par les lignes qui suivent. Cetle phase concorde avec Tâge 
attríbué au gisement du premier échantillon, tous les deux sont du 



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— 116 — 

Gharmouthien, et il ne serait pas impossible que le Lias de Belixe soit à 
rapporter à la zone à Aeg. capricomus au lieu de celle à Am. spituUus. 

Dans une notice toate recente ^ j'ai décrit le Sinémurien de S. Pe- 
dro-de-Muel et j'ai dit que je ne connais pas exactement le passage de 
la zone à Aeg. Jamesoni à la zone à Aríetites rarícostatus. 

La zone à Aeg. Jamesoni est formée par des schistes contenant 
des parties plus calcaires, avec Aeg. Jamesoni bien conserve. De pe- 
tits nodules me font croire que le niveau à Aeg. Maugenesti y existe 
aussi. 

Elle afiOeure prés de Aguas-de-Madeiros, d'oú Ton peut suívre la 
série vers le Sud jusqu'au moulin de Pentelheira. Cest surtout aux 
environs de ce moulin que le Charmouthien est visible, on a des cou- 
pes descendantes depuis les couches à Am. spinatus, aussi bien vers 
le Nord que vers le Sud. 

La zone à Aegoceras capricomus est bien développée; elle est en 
partie formée par des schistes bitumineux avec vertébrés, comme c'est 
le cas pour la zone à Aeg, Jamesoni, et contient aussi des mames à 
petits fossiles en partie pyríteux, dans lesquelles les Ammonites sont 
plus ou moins écrasées. Ces marnes contiennent en outre une assise 
de gros nodules de calcaire argileux» nommés «cascão», dans lesquels 
les Ammonites de grande taille ont pu se conserver en bon état. Leur 
faunule se compose des formes suivantes: 

Ichthyosaurus sp. (nombreuses vertèbres), Nautilus semistriahis 
d'ORB., N, cfr. striatus Sow., PhyUoceras Loscombi Sow., Lytoceras li- 
neatum Sow., L. fimbriatum Sow., Aegoceras capricomus (jeunes indí- 
vidus et forme maculatum Y. a. B.), Aeg. Davoei Sow., Aeg. striatum 
Rrinecre, TurbOj Trochus et Nucula cordata Goldf. 

Cette faunule correspond en partie au niveau à Aeg. Henleyi de 
Thomas Wright, mais elle est séparée des calcaires à Am. spinatus par 
des marnes et des schistes qui ne m'ont pas fourni AmaUhms margari- 
tatus, espéce qui se trouve au-dessous du niveau à nodules, ainsi que 
Aegoceras capricomus. Ces couches supéríeures m*ont fourni un grand 
crabe. 

Plus haut se trouvent des calcaires blancs à Amaliheus spinatus, 
derniére zone du Charmouthien. Le Toarcien est moins développé, ce 
qui tient à ce que les strates plongeant vers TOuest, les plus supé- 
ríeures ont été enlevées par la mer. 



1 Ulnfrdiat et k Sinémurien en Portugal (Ck>mmiinicaç(fe8, tom. v, 4903). 



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— H7 — 

Assurément Tétude de détail du Gharmonthíen portugais est en- 
core à faire, mais il me semble certaíD que ses céphalopodes ne se 
présentent pas dans ud ordre aussi rígoureax que Tindíque Th. Wbight 
pour Lias anglais. 

L'unique exemplaire de Terebrattda Renierii Gat. codqu de cette 
localité faísait partie d^une faunule de petits fossiles, en majeure par- 
tie pyríteux, portant Tétiquette: clOO mètres au Sud du moulin de Peu- 
telbeira, sur la comiche. Inféríeur à la couche de cascão* {niveau de 
Aeg, Herdeyi. 

Cette fauDule est composée des espèces suivantes: 

BilemniUs davaíus Schl. (5). Pleurotamaria sp. 

» palliatut Dum. (2). NueiUa cordata Goldf. (5). 

Lythoceras fimbriatum Sow. (5). Harpax Parkiiuoni Bronn. (2). 

Phf^loeêras Loicombi Sow. (2). RhffneKonMa roitellata Qubmst. (4). 
AmaUheu$ margaritalus Moirrr. (3). » Babdeniis Cnow. (3). 

Aegoeeras caprieomui Qoenst. (2). Zeilleria Heyseana Dumk. (1). 

Iktrpoeeroi Normanianus Opp. (4). Terebratula Renierii Cát. (i). 

Turbo sp. PmtaerinuM basalliformiê Mill. (3). 

Terebratula Renierii est connu par les publicatíons suivantes: 

Terebratula Renierii Gatdllo^ i827. Saggio di zool. fossile delle provincíe Aus- 

tro-Venele, p. 167, pi. V, fig. i, í —Pádua. 
» fimbriaeformit Schauhoth, 1865. Verzeichniss der Vei-slein. íni herz. 

Natar. Cab. in Coburg, p. i23, pi. II, 6g. 6. 
m » BsinscxE, 1866. Trias und Jara ín den Sfld-Alpen, 

p. 166, pi. 111, fig. 8-9. 
» Renierii Zittbl^ 1869. Central -Apeninen Geogn. Beitr., vol. ii, p. 123. 

pi. XV, fig. 3-. 
» n C.\NAVARi 1880. Brachíopodi degii strali a r. a$patia nell 

Appennino cenlrale, p. 17, pi. II, fig. 9-10. 
» Tausgh, 1890. Graue Kalke der Sfid-Alpen (Abh. K. K. 

geol. Reichsanstalt, vol. xv, p. 7, pi. H et III. 

D'après Mr. Tausch cette espèce n'est pas rare dans les ccalcaires 
gris» du Tyrol meridional et de la Yénétie, qui comprennent la totalité 
du Lias, tandis qu'on n'en connaítrait que 7 exemplaires des Apennins 
d'après Mr. Canavari. lis proviennent du Lias moyen fcouches à Tere- 
brattila aspasiaj ; ceux de Mr. von Zittel ayant été récoltés immédia- 
tement au-dessous du Lias supérieur. 

Cest avec la fig. 8 de Mr. Benecke et fig. 13 de Mr. Tausch que 
les exemplaires portugais ont le plus d'analogie. 



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IV 



o NOTO MICROSCÓPIO DA COMUSSÍO DO SERVIÇO GEOLÓGICO 



POR 



V. de SOnZA-BRANDiO 



In ti*o duo q&o 

Quando, no principio de 1899, o auctor d'esta commonicaçSo foi 
aggregado á GommissSo do Serviço Geológico (então DirecçSo dos 
Trabalhos Geológicos) na qualidade de chefe da secção que compre- 
hende os trabalhos de mineralogia e petrographia, não encontrou, para 
os estudos a que urgia proceder, mais do que dois antiquíssimos mi- 
croscópios, um de Nághet (pequeno modelo) e um de Seibert & Kraft, 
este ultimo é verdade que dotado de um apparelho de polarísaçSo, mas 
desprovido, por outro lado, de platina giratória; não se podia de modo 
algum pensar em utílísal-os. A modestíssima dotação do nosso insti- 
tuto nacional de geologia não permittia também que se adquirisse um 
instrumento á altura do desenvolvimento actual da microscopia mine- 
ralógica. 

Felizmente o auctor possuia, e possue, um microscópio de R. Furss, 
que, se bem que de um modelo simples, tem comtudo os predicados 
essenciaes de um microscópio petrographíco: platina giratória gra- 
duada e competentes nonios, polarisadores, condensador e lente de 
Brrtrand para observações conoscopicas, e a par d'isto alguns aper- 
feiçoamentos que se tinham introduzido havia pouco, como o analysa- 
dor de gaveta, por cima da objectiva, o movimento do tubo, bem 
como do porta-ocular, por meio de carrete e haste dentada, etc. Com 
este instrumento, 3 systemas: n.®' 2, 4, 7 (de R. Fuess), 3 oculares, 
das quaes 2 de Hdtgens: n.^' 2 e 3, reticuladas, e uma de Ramsden, 



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— 1!9— 

n.^ 4, com mícrometro, orna ocular de Hutgens n.^ 1 coro a quadrupla 
placa estauroscopica de quartzo segundo Bertrand, e as laminas pola- 
rísantes de mica, gypso e quartzo, encetámos o exame das rochas por- 
toguezas; só muito depois é que o meu íllustre chefe, o Sr. General 
Nery Delgado, ponde dístrahir da dotação annual uma pequena verba 
para acquísiçio de alguns accessorios que me pareciam indispensáveis. 
Vieram entSo das oflBcinas de R. Fuess os seguintes objectos: 

1. Objectiva n.^ 9. 

2.* Ocular de Czapski (uma ocular de Rausden com um diaphra- 
gma-iris junto ao retículo). 

i} Lupa de Klein (lupa com escala deslocavel, que permitte en 
focar o 2.^ plano focal total do microscópio, e observar e medir o an- 
gulo dos eixos ópticos de uma placa mineral). 

3. Diaphragma iris para aparafusar na extremidade inferior da 
capsula do polarísador, no logar do vidro protector. 

4. Objectiva n.* 7 com micrometro (de tirar e pôr) no 2.* plano 
focal, e lupa competente para observação e leitura do micrometro. 

5. Uluminador vertical para observação de mineraes opacos, etc. 

6. Compensador de mica, de Fedorow. 

7. Lente de illuminação para observação em luz reflectida. 

8. Lâmpada de microscopia (para petróleo) segundo Lassar. 

9. Placa de anbydrite para rectificar os nícoes em relação ao re- 
ticolo, e dois vidros corados juxtapostos, azul e vermelho. 

Estes apparelhos vieram facilitar notavelmente a nossa tarefa e 
toroal-a mais attrahente pelo maior numero de phenomenos e parti- 
cularidades ópticas que passámos a poder observar e utilisar na dia- 
gnose dos mineraes constitutivos das rochas. 

Mas não era tudo. O nosso microscópio estava cançado, a rotação 
da platina já não era suíBcientcmente centríca, os parafusos de centra- 
gem das objectivas já não conseguiam dar a estas uma posição inva- 
riável porque as molas de opposição já não reagiam ou faziamno com 
preguiça, a engrenagem do movimento vertical e o parafuso do mo- 
vimento mícrometrico estavam lassos, os nícoes turvos, etc. Depois os 
methodos petrographicos tinham avançado; os apparelhos universaes, 
para inclinar as preparações e observar a acção dos crystaes sobre 
ondas não já parallelas, mas diversamente inclinadas sobre o plano 
de secção, isto é, parallelas a outros planos do crystal; o estudo dos 
crystaes, placas paralleloplanas ou grãos irregulares, mergulhados em 



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liqaidos de alto poder refrangente, em espedal de refirangíbilidade egnal 
a sua própria, o que toma as coodiçôes de observação análogas ás de 
uma esphera da substancia do crystal, em cujo centro se encontre um 
foco luminoso, de modo que as ondas que d'elle emanem não soiTram 
refracção ao emergirem do crystal; os artificios de construcção, as 
complicações mecânicas destinadas a poupar tempo e trabalho, tanto 
manual como mental, taes como a platina de cursores planos, a ro- 
tação simultânea dos nicoes e da ocular, etc. etc, tudo me levara a 
ambicionar um microscópio moderno, com todos os aperfeiçoamentos 
que os especialistas, de concerto com os melhores constructores, teem 
conseguido introduzir até aos últimos tempos. Ao Sr. Conselheiro Ma- 
noel Francisco de Vargas, o benemérito ministro das Obras Publicas, 
deve a Gommissão do Serviço Geológico ter sido posta á disposição do 
seu illustre chefe o Sr. General Nery Delgado, já atraz nomeado, uma 
somma relativamente avultada, mas independente da dotação annual 
da Gommissão, para a acquisição de um microscópio destinado aos 
trabalhos de petrographia e mineralogia. Seja-me permittido, como 
actual encarregado d'este ramo de serviço, deixar bem expresso n'este 
logar o meu profundo reconhecimento áquelles dois homens de notável 
intelligencia e dedicação ao trabalho, pela forma por que, ambos, con- 
correram para a realisação do meu desideratum. 

Depois de breve hesitação foi resolvido confiar o fornecimento do 
instrumento ás conhecidas officinas mecano-opticas de R. Fuess em 
Steglitz-Berlim, como à firma que mais longe tem ido nos aperfeiçoa- 
mentos e na complicação constructiva dos microscópios crystallogra- 
phicos em especial, e porque nenhum outro estabelecimento, ao me- 
nos no continente, constnie actualmente instrumentos tão completos 
e apropriados á utilisação de diversos apparelhos accessorios já de 
si bastante complicados. Uma ou outra firma ha, de nomeada univer- 
sal, como i)or exemplo C. Zeiss de Jena, que poderia ter-nos occorrido 
n'esta conjunctura. Infelizmente essas officinas confinam-se na cons- 
trucção de microscópios organographícos e exigiriam, para a creação 
de um instrumento mineralógico com todos os accessorios indispensá- 
veis, um tempo indefinido e meios elevadíssimos. O que haveria a apro- 
veitar da firma G. Zciss de Jena seriam os vidros (objectivas), de su- 
perioridade considerável e incontestada sobre os de todos os outros 
constructores do continente, e que, como é sabido, se podem adaptar 
a qualquer microscópio de certa ordem das outras officinas. Mas jus- 
tamente não se tratava agora de adquirir objectivas fortes, e portanto 
não havia motivo para recorrer à firma G. Zeiss de Jena. 



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— 121- 

A correspondência com a casa R. Fuess foi encetada em 1 de 
maio de 4902 pela carta de encommenda, e em carta de 5 de junho 
assignada, como a maior parte das outras, por G. I^riss, director scien- 
tífico das oQlcinas de R. Fukss, era-nos annunciada a expedição do 
instrumento para Portugal, o que prova a facilidade com que a en- 
commenda foi satisfeita. Como é fácil de suppôr foram trocadas com 
C. Leiss, entre aquellas duas datas, diversas cartas de elucidação re- 
ciproca, e depois da recepção do microscópio foi necessário reatar a 
correspondência para pedidos de explicações, reclamações e substitui- 
ções, como succede sempre n'estes casos. Esta correspondência acha-se 
archivada na Gommissão do Serviço Geológico. 

Por motivos alheios tanto à nossa vontade como á da casa cons- 
tnictora, só no dia 13 de agosto chegou o instrumento às nossas mãos, 
e logo tratámos de o verificar debaixo dos dois pontos de vista da pos- 
sível deterioração durante o trausporte e da conformidade com as obri- 
gações que, pela força dos seus catálogos e pelas condições especial- 
mente estipuladas em correspondência (sem fallar já no perfeito func- 
cionamento de todas as partes do instrumento, que é obrigação tacita 
de taes contractos), a firma R. Fuess tomara para comnosco. E já no 
dia 21 do mesmo mez era expedida para Berlim uma carta contendo 
as observações e reclamações a que o exame provisório do instrumento 
tinha dado origem. Dos defeitos e qualidades do microscópio e da me- 
dida em que a firma fornecedora se justificou a respeito de umas e 
resolveu outras d'aquellas reclamações, ficará dito o bastante no de- 
curso d'esta descripção, a propósito de cada apparelho parcial. 

O empacotamento era tão perfeito que o instrumento nada soffreu 
durante o longo e demorado transporte. 

No fim d'este trabalho encontra-se uma estampa representando 
o nosso microscópio. A gravura, mandada executar pela casa constru- 
ctora sobre uma prova photographica remettida pelo nosso Serviço Geo- 
lógico, é destinada aos catálogos e mais publicações de R. Fuess, e foi- 
Dos cedida, apenas acabada de gravar, a troco do pagamento de metade 
do seu custo, sendo por isso provável que tenha aqui a sua primeira 
publicação. Acompanha a nossa estampa uma explicação referida ás de- 
signações das difTerentes partes do instrumento na figura. 

Também era nosso intuito adquirir um apparelho microphotogra- 
phico, de grande auxilio para a illustração dos trabalhos petrographi- 
cos, sobretudo no que respeita à estructura das rochas, mas faltavam- 
nos de todo os meios necessários para essa acquisição. 



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— 122— 



I. — A.fli olijeotivas 



Em primeiro logar vamos occupar-nos da parte capital do appa- 
relho dioptríco, as objectivas. Como os fundos disponiveis, comquanto 
consideráveis, não fossem suflScientes para a compra simultânea do 
nosso estativo (modelo vi, com rotação simultânea dos nicoes e da 
ocular, incluindo os apparelhos goniometrícos) e das objectivas fortes, 
renunciámos a estas, e fizemol-o tanto mais á vontade quanto dispú- 
nhamos das objectivas n.^' 2, 4 e 7 antigas (propriedade do auctor) 
e das duas objectivas n.^ 7 e 9, modernas, do Serviço Geológico, de 
cuja acquisição anterior jà atraz fallei. Contentámo-nos por isso em 
encommendar a objectiva mais fraca, n.^ O, de que careciamos. Todas 
estas objectivas são de R. Fuess. 

É preciso não esquecer que a n.^ 7 do Serviço Geológico, sendo 
de desaparafusar para introducção da escala de Lgnk no seu plano fo- 
cal posterior, ou antes no plano focal posterior da lente frontal, qne 
fica entre as duas lentes, não pode ser um systema de observação ir- 
reprehensivel. Por isso quando mais tarde se pensar em completar por 
este lado o microscópio do Serviço Geológico, não se deverá contar 
com mais do que as n.^* O e 9, e será conveniente adquirir a serie 

aa, A A, DD, Vi<" (immersão homogénea) 

(26) (17j (4,S) (1,8) 

de Zeus, ou a serie 

2, 4, 7, 12 (immersão homogénea) 

(22) (U) (5) (2) 

de R. FuEss, caso houvesse diflSculdade insuperável na adaptação dos 
systemas de Zeiss ao tubo do nosso estativo, o que seria deveras para 
lastimar, mas não nos parece que deva recear-se; os systemas de Zkiss 
sobrelevam hoje, em perfeição das imagens, aos systemas de todas as 
outras oíBcinas. Os números por debaixo das designações dos syste- 
mas são as respectivas distancias focaes approximadas em millimetros. 
O custo dos qfuatro systemas de Zeiss é actualmente de 271 marcos, 
moeda allemã, o dos quatro systemas de R. Fuess de 240 marcos. 



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— 123 — 

Os factores fundamerUaes dos systemas n.~ O, 7 e 9 do Senriço 
Geológico, bem como as suas distancias frontaes e os seus campos ob- 
jectivos em combinação com a ocular ordinária de trabalho (Hutgens 
D.* 2), e o grau de eliminação dos diversos dereitos inherentes á re- 
presentação dioptrica foram determinados com o devido cuidado e com- 
parados com as indicações catalogaes da casa fornecedora. É do que 
passamos a dar conta. 

Os factores fundamentaes são, em primeira linha, as distancias fo- 
cães e as situações dos planos focaes a respeito de um plano material 
determinado do systema, entendendo-se aqui por focos os dos raios 
paraxiaes; em segunda linha a apertura numérica. As formulas funda- 
mentaes da dioptrica resumem-se em: 

1 x*(xf=f*f, 

y X f* 
3 -^- + ^ 



onde X e x^ designam as distancias de dois pontos conjugados do eixo 
(em geral x e lettras simples para o espaço objectivo, x' e lettras pli- 
cadas para o espaço representativo) aos focos respectivos, positivas a 
partir doestes no sentido da marcha da luz; j^ e y' as distancias ao eixo 
dioptrico de dois pontos conjugados dos planos tranversaes que pas- 
sam respectivamente pelos pontos xeoc' áo eixo, do mesmo ou de dif- 
ferente signal algébrico segundo os dois pontos se acham para o mesmo 
lado ou para differentes lados do eixo, no meridiano commum; JVa am- 
plificação do espaço objectivo (o?, y) no espaço representativo (x^, yOí / 
e/' as distancias focaes, isto é, as distancias dos planos prindpaes, para 

os quaes é iV«=+l=--, aos planos focaes, para os quaes é respe- 
ctivamente â/=>ao e a;=oo , distancias estas sujeitas também á regra 
dos sígnaes; finalmente n e n' os Índices de refracção dos meios que 
occupam os espaços objectivo e representativo. 

Nas representações puramente dioptricas, em que o numero das 
reflexões é nullo, f e f sio de signal contrario (como o seriam ainda 
que o systema incluisse um numero par de reflexões), e aquellas for- 
mulas podem escrever-se 



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— 124— 



2' N=^=-L=^=-^.^=-^A 

y X f n' f n' X 



f—y- 



Em especial para systemas collectivos é 

f>o 
e portanto 

f<o, 

e para systemas cujo espaço representativo é occupado pelo ar, como 
as objectivas do microscópio, 

f=-n.f. 

Quando, como succede mais frequentemente, o espaço objectivo é 
também o ar, as formulas acima simplificam-se ainda pela especialísaçâo 
n=»l, de que resulta em particular 

3" f=-r. 

sendo então f a distancia focal s. $. do systema. (Naturalmente abstra- 
bimos aqui do cobre-objecto e do bálsamo ou substancia que envolve 
o preparado, que constituem verdadeiras lentes de faces mais ou me- 
nos planas e parallelas, e devem ser tomadas em consideração na cor- 
recção dos systemas fortes.) 

Para a combinação de duas lentes, ou de dois systemas centrados, 
cujas distancias focaes são respectivamente fi e fi, f%e fy e cuja si- 
tuação relativa é definida pela distancia A entre o segundo foco f da 
primeira e o primeiro f% da segunda, 

contada de fi para /s e positiva no sentido da marcha da luz, teem 
logar as relações 

» 1—'^,. f=^. 



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— 125 — 

Mi w Mt 



onde fefsio as distancias focaes totaes ou equivalentes da combi- 
nação, ( e (' as distancias dos planos focaes equivalentes respectiva- 
mente ao priaieiro da primeira lente e ao segundo da segunda lente 
(ou systema) componente, contadas a partir d'estes últimos e positi- 
vas, como sempre, no sentido da marcha da luz; m, vi, fn são os Ín- 
dices dos meios que occupam os três espaços: adeante da primeira 
lente, entre as duas e atraz da segunda. D'aqui deduz-se a amplifica- 
ção composta resultante da aeçSo successiva dos dois systemas ou 
lentes: 

ác' é^ 111 «'A /i/i 






Para se obter a amplificação total do microscópio, n'uma imagem 
projectada á distancia da visão dístincta média de 250 mm para deante 
do foco posterior total (ponto do olho) do microscópio, tem de fazer-se 
na formula precedente, onde /i e /> são respectivamente as distancias 
focaes da objectiva e da ocular e A o chamado comprimento óptico do 
tubo, 

«'=—250 mm, 

de modo que, como era de esperar, a amplificação N resulta nega- 
tiva (imagem invertida em relação ao objecto). Ao mesmo tempo o ca- 
racter de f (/'<0, visto fi, /j e A serem positivos) mostra que o mi- 
croscópio é equivalente a um systema dispansivo. No microscópio são 
n' e m sempre, m frequentemente eguaes a 1, o que simplifica as ex- 
pressões de f (4) e V (5) em funcção de fi e f%. 

Os planos focaes determinam-se com grande precisão, sobretudo 
em systemas fortes (de pequena distancia focal) como são os systemas 
n.** 7 e 9, levando-os sobre um porta-objecto à platina do microscópio, 
e enfocando, por meio do microscópio armado de uma objectiva apro- 
priada, a imagem que, de um objecto longínquo, como a extremidade 
de uma chaminé, uma arvore afastada, etc, reflectido no espelho ptono^ 
a objectiva em estudo projecta nos seus planos focaes. Medindo o des- 
locamento do tubo necessário para se enfocar em seguida um plano 



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— 126 — 

material da objectiya, por exemplo a face anterior do systema se se 

trata do foco anterior ou primeiro foco, a face posterior ou o bordo 

superior da capsula se se trata do foco posterior ou segundo foco, 

obtem-se immediatamente a distancia dos planos focaes aos planos 

materiaes de referencia adoptados. É o que resulta, quanto á enfoca- 

ção dos planos focaes, das formulas (1) e (1'), que dlo o/— O para 

a;=QO logo que f e portanto f s5o finitos, o que tem sempre logar 

(excepto nos systemas telescópicos de que não se trata aqui). Quanto 

f% 
menor fôr /"tanto mais — a/=~ (para n—n^={, isto é, ar em ambos 

os espaços) se approximará de O para um x bastante grande, e o plano 
da imagem, portanto, do plano focal procurado. Para distancias focaes 
até 10 mm, uma distancia x do objecto á fronte da objectiya egual a 
10 m é 8u£Qcientemente grande para fornecer o foco do outro espaço 
com as decimas de millimetro exactas, por isso que então a distancia 
do ponto conjugado com o ponto axial do objecto ao foco é apenas, 
em valor absoluto» de 

Quanto mais forte fòr a objectiva de observação com que se ar- 
mar o microscópio, tanto mais precisa será a determinação dos pia- 
nos focaes da objectiva em estudo, porque tanto mais precisas serio 
as enfocações successivas a effectuar. Succede, porém, algumas vezes 
que a proximidade immediata do plano focal posterior não é accessi- 
vel (por exemplo se este se achar entre as duas lentes), e o observa- 
dor vè-se então forçado a utilisar uma objectiva de foco mais afas- 
tado da fronte, de modo a poder enfocar de longe o plano focal em 
estudo. N'esse caso tem-se de recorrer a objectivas fracas. 

Cabe aqui também uma observação importante relativa á utilidade 
de uma escala millímetrica gravada exteriormente n*uma das regaas do 
tubo (na da direita por exemplo), que, em contacto com as réguas do sup- 
porte em cuja cavidade cilindrica corre a baste dentada, guiam o tubo 
do microscópio no seu movimento vertical grosseiro. Esta escala não 
seria nova, pois que se encontra em alguns microscópios inglezes, por 
exemplo no modelo New Anglo- Continental Microscope Stand de Ross 
(v. pag. 120 do catalogo Ros$ New Series •Eclipsei), e teria a vanta- 
gem de permittír a medição de distancias ou antes deslocamentos ver- 
ticaes do tubo, de grande amplitude, comparados com os que se podem 
medir com o focímetro (parafuso do movimento micrometrico;. Para 



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— 127 — 

isso haTería que collocar um index, ou melhor um nónio de OJ mm, 
na régua do supporte que serve de guiadeira ao tubo, de modo a fi- 
car á face com a escala millimetríca. Na ausência d'esta tSo utíl como 
simples disposiçSo, que parece faltar de todo dos microscópios crys- 
tallographicos, serri-me de uma tira de papel millimetríco, que collei 
à régua do tubo, e de um nouio obtido pela divisão em 10 partes de 
am comprimento de 9 mm, feito com o mesmo papel e coUado na ré- 
gua contigua do supporte. A combinação d'esta disposição com o fo- 
ciffletro faculta a medição de quaesquer deslocamentos verticaes do 
tubo com a máxima precisão, para o que basta, a cada enfocação, fa- 
zer a leitura da escala millimetríca em decimas de millimetro inteiras 
por excesso, e deduzir d'essa leitura o deslocamento, determinado 
pelo focimetro, que é necessário para cobrir esse excesso. Por isso 
recommendamoa instantemente aos constructores a introdueção da es- 
cala e nónio gravados. Apesar de ter a amplitude de alguns míUime- 
tros, não convém, tanto por evitar erros como para poupar o meca- 
Dismo, utilisar o focimetro até posições muito afastadas da sua posi- 
ção média; e comtudo se já a determinação do plano focal posterior dai 
objectivas fortes exige deslocamentos relativamente grandes do tubo, 
que succederá com a dos planos focaes dos systemas fracos, das ocula- 
res, das Bertrands, etc. 

Sobre a determinação da distancia focal, cujo processo varia com 
a natureza do systema, e da apertura numérica diremos a seu tempo 
o necessário. 

A objectiva n.*' 7.— A distancia do plano focal anterior ou pri- 
meiro plano focal d'este systema ao seu plano frontal foi determinada 
pelo processo indicado. CoUocada a objectiva invertida sobre um porta- 
objecto e este sobre a platina, e lançada pelo espelho plano a imagem 
da extremidade de uma chaminé distante segundo o eixo do systema, 
observou-se, por meio da objectiva n.^ 9 e da ocular de Hutgens n.^ 
2, a imagem da chaminé projectada pelo systema em estudo no seu 
plano focal. Gomo é sabido, a distancia em questão é muito pequena 
D'estes systemas fortes e facilmente se vence por meio do focimetro. 
Encontrámol-a egual a 0,42 mm. Com a objectiva n.^ 4, em vez da 
n.* 9, obtivemos 0,41 mm, praticamente o mesmo, e com uma outra 
objectiva n.® 7 de novo 0,42 mm, que se pode considerar como a dis- 
tancia frontal exacta do plano focal anterior do systema n.^ 7 do Ser- 
viço Geológico. A capsula não chega a avançar 0,01 mm sobre a su- 
perfide plana da lente, o que se pode desprezar quando se trata de 



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— 128 — 

determinar a distancia frontal do objecto por contacto da fronte com 
este, ou n'outra determinação análoga. A centragem do systema em 
estudo, sobre a platina, fez-se com sufficiente precisão por meio do 
microscópio fraco que resulta da combinação da lente de Bcrtrand n.* 
2 com a Huygens n.^ 2. 

CoUocado em seguida o systema sobre o porta-objecto com a fronte 
para baixo, procedemos à determinação do plano focal posterior, de- 
pois de desaparafusado o annel metallico superior, opticamente vazio 
e destinado tão somente a augmentar o comprimento óptico do tubo. 
O afastamento d'esta parte da capsula das objectivas, que a teem, fa- 
cilita muito algumas das operações em questão. Nâo deve comtudo es- 
quecer levar em conta a sua espessura ao conjugar as objectivas com 
as oculares para a determinação do effeito dioptrico total do micros- 
cópio. 

A enfocação dos dois planos essenciaes foi feita com a objectiva 
n.** 4 (e HuTGENS n.** 2). Aqui, onde o plano focal (virtual) cae entre 
as duas lentes do systema, e a sua proximidade não é portanto acces- 
sivel, tem-se de recorrer á citada objectiva fraca, porque com uma 
forte e consequentemente de pequena distancia frontal não se pode- 
ria enfocar aquelle plano. A distancia do vértice da face posterior do 
systema (ponto axial da superfície espherica) ao plano focal foi encon- 
trada egual a 5,6 mm, e as distancias dos dois planos materiaes de- 
limitativos do systema, isto é, do plano frontal e do plano do bordo 
posterior, ao mesmo plano focal eram eguaes respectivamente a 

—8,8 mm e +10,0 mm, 

contadas positivamente a partir do plano focal no sentido da marcha da 
luz. Este plano focal é, como já dissemos, virtual; é a imagem virtual 
direita, pela segunda lente, do plano focal real da primeira, que vem 
a cahir entre o primeiro focal e o primeiro principal da segunda. É 
n'esse segundo focal real da primeira lente que tem de ser collocado 
qualquer diaphragma ou micrometro que se pretenda observar atra- 
vez do systema como estando situado no seu segundo plano focal to- 
tal e coincidente com uma imagem descripta por feixes de raios que 
são parallelos no espaço objectivo ou primeiro espaço. É claro que 
para os deslocamentos de 8,8 mm e 10 mm nos servimos da en- 
grenagem do movimento rápido, e tivemos de utilisar para a medição 
d'elles a tira de papel millimetrico e o nónio de que atraz falíamos. 
Restava medir a altura do annèl opticamente vazio da capsula. 



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— 129— 

coDJanctamente com o annel de adaptaçSo á pinça elástica. Esta me- 
diçio fez-se egualmente ao microscópio, enfocando successiramente as 
daas saperficies delimitativas e effeituando de cada yez a competente 
leitura na tira miUimetrica. Encontrou-se para a altara em questão 15,2 
mm, d'onde resultam emfim as seguintes dimensões essendaes do sys- 
tema: 

Distancia da fronte ao primeiro focal ... as 0,42 mm 
Distancia da fronte ao segundo focal. . . . =» — 8,80 > 

Comprimento total do systema »> 34,0 > 

Distancia do plano de contacto do annel de 
adaptação ao segundo foco =10,0+15, 2 = 25,2 > 

Esta objectiya é destinada a receber entre as suas duas lentes, de 
modo a ficar coincidindo com o segundo plano focal da primeira, uma 
escala preconisada por Lenk para a medição conoscopica do angulo dos 
eixos ópticos. É evidente que a introducção de uma placa parallelo- 
plana de vidro entre as lentes de uma objectiya altera a posição dos 
planos focaes, e effectivamente no nosso caso o plano focal posterior 
recua para 9,05 mm do plano frontal, de 8,80 nmi a que d'elle distava 
sem o micromelro. Importante, porém, é o facto de a escala que nos for- 
neceu a casa constructora vir a ficar 0,85 mm abaixo do plano focal 
da primeira lente, com o qual comtudo deveria coincidir. É com effeito 
o que resulta de ser a distancia da fronte ao segundo focal da primeira 
lente, observado atravez da placa micrometrica, de 8,35 mm (em vez 
de 8,15 mm que seria sem a elevação de 0,2 mm provocada pela 
placa), ao passo que a distancia da fronte ao plano da escala, obser- 
vado egualmente atravez da placa, é de 7,5 mm; o erro é pois, como 
dissemos, de 8,35 — 7,5=0,85 mm*). Collocando-se a placa micro- 
metrica com a escala voltada para cima, o plano focal soffre a mesma 
elevação e vem a ficar apenas 0,35 mm abaixo do da escala, que, não 
sendo observada atravez do vidro, não soffre elevação. Este erro, muito 
menor do que o outro, já não traz impedimento á utílisação do micro- 
metro nos trabalhos a que é destinado; mas a introducção da placa 
com a escala voltada para baixo faculta a eliminação do erro pela in- 
troducção de um annel vazio, de espessura egual ao erro constatado 
(0,85 mm), por debaixo do micrometro. 



* Já depois de eseriptas estas coasideraç(Ies foi-nos offerecido por R. Fassà 
um novo micrometro dividido em decimas de miliimetro (ao passo que o antigo o 
era em daplas decimas) devidamente corrigido. 

CojoiunicaqOss. Tok. V.— Agosto^ 1903. 9 



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— 130 — 

Para o fim da observação coDOScopica convém conhecer a posi- 
ção do plano focal total posterior doesta objectiva combinada com o 
micrometro de Lenk. Sendo, como atraz se disse, a distancia da fronte 
ao segando focal de — 9,05 mm, portanto 9,05—8,80=0, 25 nmi, em 
absoluto, maior do que a distancia correspondente com o micrometro 
ausente, a distancia do plano de contacto do annel de adaptação ao 
mesmo focal é de 25,2—0,25=24,95 mm. A imagem da escala pro- 
jectada pela segunda lente fica 1,2 nmi adeante do plano focal total, 
quando voltada para baixo (para deante), 0,6 mm atraz do dito plano 
quando voltada para cima (para traz). — 

A determinação da distancia focal foi feita com o aaxilio da for- 
mula das diferenças 

8 ;. ^ 

que resulta de (2') (pag. 124) para duas determinações Nt e Ni da am- 
plificação que soffre um micrometro objectivo em duas imagens sac- 
cessivas situadas ás distancias o/s e x^i do plano focal posterior, e onde 
se fez desde já n'=l, porque o espaço da imagem è sempre occapado 
pelo ar. Como se vô, basta conhecer a differença txit—aíu isto é, o des- 
locamento da ocular ao passar da enfocação da imagem de amplificação 
JVii para a enfocação da imagem de amplificação ih. Servi-me para esta 
determinação de um microscópio com tiragem da ocular graduada em 
millímetros (o microscópio de que damos aqui a descripção não a tem), 
ao qual adaptei a objectiva em questão e uma ocular de Ramsden com 
micrometro. 

[A par da formula que acabamos de escrever e que utilisa a diffe- 
rença aí\ — 3ÍK das distancias das imagens ao foco respectivo, ha a for- 
mula que utilisa a differença x^—xi das distancias dos objectas ao pri- 
meiro plano focal, de que faremos uso n'outra occasião. Aqui esta dif- 
ferença é extremamente pequena, ao passo que a differença aft—a^i é 
notavelmente maior, relativamente á distancia focal a determinar, e 
portanto a formula que utilisa este differença muito mais sensivel do 
que a outra. De resto as formulas de pag. 124 fornecem a relação 

que mostra que, para amplificações concordantemente maiores do que 
a unidade, a distancia entre as imagens é maior do que a distancia en- 



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— 131 — 

tre os objectos, e tanto maior quanto maiores forem as amplificações 
para ama determinada differença xt—xt; para amplificações inferio- 
res á unidade (mais propriamente: reducções), é maior a distancia en* 
tre os dois objectos do que a c4)rrespondente entre as duas imagens, e 
portanto é preferível a formula que utilisa aquella. Em que casos Né> 
ou <<i infere se das formulas fundamentaes que nos dizem: 



iV=l para a?=/ e x^^=f 
N>1 para íc</' e x'>f 
N<i para x>f e xf<f. 



com X e xf áo mesmo signal ou de signal contrario a / e f respecti- 
vamente segundo N fõr positivo ou negativo.] 

As observações para a determinação da distancia focal da obje- 
ctiva n.^ 7 constam da tabeliã seguinte: 



afi—afi 


Ni 


N^ 


Nt-Ni 


f=-f 


35 mm. 


—45,23 


-38,17 


—7,06 


4,957 mm 


19 


— 42.00 


-38,17 


—3,83 


4,961 


16 


— 45,23 


—42,00 


—3,23 


4,954 



Designando por / a distancia focal $. $., é pois com grande ap- 
proximação 

f-== 4,96 mm, 

o que concorda satisfactoriamente com a indicação da firma constru- 
ctora, segundo a qual este systema tem uma distancia focal de 5 mm. 

Depois de determinada a distancia focal passámos ao estudo da 
apertura numérica, factor capital do poder resolvente e da illumina- 
ção, e, n'uma objectiva forte de um microscópio crystallographico, de 
importância considerável para a observação dos phenomenos polarís- 
copicos em luz convergente, isto é, para a observação conoscopica. Re- 
ciprocamente, esta categoria de phenomenos e em especial o angulo 
conhecido dos eixos ópticos de um mineral biaxial talhado normal- 
mente a uma bissectriz fornece um methodo simples e elegante de de- 
terminação da apertura numérica dos systemas objectivos. 

Como é conhecido, foi Abbe quem primeiro enunciou geometri- 
camente a condição do aplanatismo dos systemas dioptricos que ad- 
mittem feixes de divergência finita, a condição de egual amplificação 



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— 132 — 

por todas as zonas úteis da lente ou systema, para um par de pontos 
conjugados livres de aberração espberíca axial em sentido restricto. 
Esse enunciado geométrico diz que é constanU a relação dos senos 
dos angtilos de divergência de dois raios conjugados que passem pdos 
pontos aplanaticos, e egual á razão reciproca dos Índices de refracção 
dos meios que occupam os espaços respectivos, multiplicada pdo valor 
reciproco da amplificação: 

nnu' n i 

d'onde se deduz 

nsina=iV*ii' sina'=-rj-n'8inii', 

onde x' é di distancia do segundo ponto aplanatico ao foco respectivo. 
Como no microscópio o espaço representativo é sempre o ar (n'=l) 
e o angulo u' muito pequeno, o que permitte substituir o seno pela tan- 
gente sem erro sensível, teremos, designando porp a distancia ao eixo 
dioptrico do systema, do ponto do 2.^ plano focal onde se reúnem os 
raios conjugados dos que no primeiro espaço formam um feixe paral- 
lelo de divergência angular u a respeito do eixo, 



onde tanto u como p e /* são valores absolutos, e f, em especial, a dis- 
tancia focal do systema para o espaço representativo quando este é 
occupado pelo ar (variável, em geral, com o Índice de refracçSo do 
meio que occupa o primeiro espaço). 

A expressão nsinti chama-se a apertura numérica do systema e 
designa-se por a, quando u é o angulo de divergência, a respeito do 
eixo dioptrico, dos raios de maior inclinação sobre este, que o sys- 
tema admitte. A apertura numérica reduz-sc para o ar (n=l) a sinti, 
cujo limite superior é a unidade. Pode, porém, tornar-se superior á 
unidade, e torna-se effectivamente, sempre que é 

sinfi>— , 

n 

que é possível para todos os meios, excepto o ar, porque teem n>l. 
Os raios que, n'um meio com n>l, formam com o eixo dioptrico do 



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— 133— 

systemâ nm angalo de divergência u para o qual é iisinti>l, soffre- 
riam reflexão total n'um plano normal ao dito eixo dioptrico, que se- 
parasse aquelle meio do ar. Mas ha systemas que podem admittil-os 
desde que tenham a fronte em contacto com o dito meio, e n'esta cir- 
cumstancia reside justamente a superioridade dos systemas de immer- 
são, que representam os objectos, em parte, com raios que sSo ima- 
ginários no ar (sintt>l). 

A distancia p do ponto representativo ou peio dos raios de diver- 
gência angular máxima, ao eixo dioptrico, mede o raio de circulo do 
campo conoscopico, situado no plano focal posterior da objectiva, que, 
como é sabido, tem importância capital na polaríscopia em luz conver- 
gente. O conhecimento da apertura numérica a permitte calcular a dis- 
tancia focal logo que se tenha medido a centrodistancia p do polo dos 
raios de divergência máxima (9). 

É sabido que um systema dioptrico tem os pontos aplanatícos iso- 
lados, isto é, que não ha um segmento do eixo, e o seu conjugado, 
cojos pontos sejam continuamente aplanaticos. Parece por isso, á pri- 
meira vista, que as condições exigidas pela deducção da formula da 
apertura numérica só se realisam quando o objecto, a preparação, se 
acha no primeiro ponto aplanatico, que n'uma objectiva bem construida 
de microscópio é o conjugado do plano do retículo. A verdade, po- 
rém, é que uma pequena variação na distancia frontal do objecto, tal 
como é necessária muitas vezes para aproveitamento da apertura to- 
tal, etc, não influe sensivelmente na applicabilidade da formula, se 
bem que a perfeição da imagem orthoscopica lhe não seja indifferente. 
É por isto que os constructores mais afamados de systemas ópticos, 
como a firma Ziass de Jena, indicam o comprimento preciso do tubo 
para o qual as suas objectivas fornecem as imagens mais perfeitas (o 
que exige, seja dito de passagem, que os retículos e micrometros das 
oculares, ou as suas imagens pelas coUectivas do segundo para o pri- 
meiro espaço, quando as oculares forem de Hutgrns, adquiram todos 
a mesma posição no tubo, por exemplo a mesma distancia ao bordo 
superior), e, para os systemas fortes seccos, a espessura precisa do 
cobre-objecto, a menos que sejam susceptíveis de correcção. 

A formula 9, que se pode escrever 

n sinii 1 

mostra que, para uma objectiva determinada, a divergência numérica 



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— 134— 

(nsinu) é propordonal á centrodistancia do ponto representativo, visto 
qae / é a distancia focal para o ar como meio envolvente. Se fizermos 
a medição de p, não directamente no segundo focal da objectiva em 
estudo, mas no plano em que a objectiva de um microscópio auxiliar 
projecta aquelle plano focal com uma amplificação m, poderemos pòr 

nsinti nsintf 1 
p' mp mf 

e haverá proporcionalidade ainda entre a divergência numérica e a 
centrodistancia p' do ponto representativo observado atravez da com- 
binação referida de duas objectivas. É evidente que a objectiva auxi- 
liar deve conservar uma posição invariável a respeito da objectiva em 
estudo, e bem assim o plano do micrometro ou plano de enfocação da 
ocular a respeito da objectiva auxiliar, para que o factor de amplifica- 
ção, m, não varie de uma experiência para outra; o deslocamento do 
micrometro da ocular, devido à incerteza de enfocação, traria um erro, 
na amplificação, da mesma ordem que o erro proveniente de uma pe- 
quena variação da distancia entre as duas objectivas. 

O processo crystallographico de determinação da apertura numé- 
rica resume-se em obter o factor proporcional k, medindo a centro- 
distancia p' correspondente a um eixo óptico de inclinação conhecida 
sobre o plano da placa crystallina que o fornece. Por meio de um crys- 
tal biaxial talhado normalmente a uma bissectriz, em torno da qual o 
semi-angulo V dos eixos ópticos è tal que, sendo n o índice do meio 
que occupa o espaço em contacto com a fronte da objectiva em estudo 
e ^ o ín(tice intermediário do mineral em questão, seja 

Psin7<a=nsinfi., 

determina-se a centrodistancia p (designação que por commodídade 
substituímos a p') dos poios dos raios parallelos aos eixos ópticos, 
n'um plano conjugado com o segundo focal da objectiva em estudo, 
ou n'este mesmo, e mede-se em seguida, no mesmo plano e na mesma 
unidade, o raio p« do campo conoscopico. Então será, designando por 
H o semi-angulo dos eixos ópticos do crystal no meio de indice n, em 
tomo da sobredita bissectriz. 



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135 — 



o=»sin «.=*•;).. 

É claro que tem de ser (3smF<a^ de outro modo os poios dos 
eiios caem fora do campo conoscopico, e a constante k n3o pode de- 
terminar-se. 

Por este meio obtem-se a constante conoscapica k da combinação 
ntQisada, que mais complicadamente se obteria como yalor reciproco 
do producto da distancia focal da objectiva pela amplificação que do 
seu plano focal produz a objectiva auxiliar (10). O angulo u. é a aper- 
tara angular do systema, no meio de Índice n, que será, n'outro meio 
de Índice n'^ dada pelo valor ti'« da relação 

a =n sin II. = n' sin ii'.. 

O angulo dos eixos ópticos da placa mineral tem naturalmente 
de ser conhecido por prévia medição goniometríca. A placa, levada á 
extiDcção entre nicoes cruzados, é em seguida transportada á posição 
diagonal, o condensador approximado, bem como a objectiva, da pre- 
paração, até que o campo conoscopico esteja totalmente occupado pela 
imagem de interferência, e finalmente são lidos, no micrometro, os 
valores de p e p^. A apertura numérica do condensador tem de ser 
maior do que a da objectiva em estudo para não se substituir a esta, 
e o diâmetro, ou antes as dimensões transversaes do polarisador de- 
vem ser taes que também não restrinjam a apertura que se trata de 
determinar, quando a approximação da objectiva ao condensador é 
suf&ciente para que a apertura numérica, ou divergência numérica 
máxima, entre em funcção (o que nem sempre succede, como mais 
adeante veremos). É evidente também que entre o crystal e a obje- 
ctiva, bem como entre aquelle e o condensador, nenhuma camada pa- 
ralleloplana transversal (ar, bálsamo, cobre-objecto, etc.) se deve en- 
contrar cujo Índice de refracção ni esteja sujeito á relação 

fii < a = n sin fi. = n' sin «'. = etc, 

de outro modo os raios de divergência máxima, vindo de um meio como, 
por exemplo, o de Índice n^C^a), soffreríam reflexão total na superficie 
plana de separação d'este para o meio de índice ni«a), e não pene- 



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— 136 — 

trariam do systema. Da mesma forma que um crystal biaxial talhado 
normalmente á bissectriz de um angulo 2F para o qual ^sinV<Ca, 
pode senrír para a determinação da constante conoscopica um crystal 
uniaxial talhado segundo um plano cuja normal forme com a direcção 
do eixo óptico um angulo U tal que seja 

«sint7<a. 

Especialmente apropriado a este fim é o espalho de Islândia, n'uma 
placa parallela á clivagem perfeita rhomboedríca, tão fácil de obter com 
qualquer espessura. N'uma tal placa é 

a)SÍnC7=l,6585.sin44'36\5 = l,165, 

de onde se concluo que este mineral só pode ser applicado á determi- 
nação da apertura numérica a de um systema de immersão que tenha 

a> 1,165, 

e que entre as frontes do condensador e da objectiva se não deve en- 
contrar camada paralleloplana de meio algum cujo Índice n seja infa- 
ferior a 1,165, como por exemplo o ar. 

A figura de interferência de um crystal em luz polarisada con- 
vergente, projectada por feixes de raios parallelos, desenha-se não só 
no plano focal posterior da objectiva, mas também no do microscópio 
total considerado como um systema dioptríco, isto é, no plano pelo 
pimto d'olhOs que fica um pouco acima da ocular. Se portanto obser- 
varmos este plano com uma lupa amplificadora, depois de termos en- 
focado orthoscopicamente a placa crystallina, e a lupa trouxer uma 
escala gravada n'nm vidro deslocavel no sentido do eixo do microscó- 
pio e cujo plano se leve a coincidir com o plano pelo ponto d'olho, e 
se apontarmos emfim a lupa sobre o plano da figura de interferência 
coincidente com o da escala, poderemos medir n'esta as centrodistan- 
cias p e p. do polo de um eixo óptico e do limite do campo conoscopico 
da objectiva, suppondo sempre que este não é restringido por qual- 
quer diaphragma extranho á objectiva. Se as irís das objectivas fortes 
estivessem situadas nos respectivos planos focaes posteriores, como 
seria para desejar para definição nitida do campo conoscopico, e te- 
ria além d'isso a vantagem de tornar telecentrica a marcha da luz no 
espaço objectivo, como convém ás medições micrometrícas orthosco- 



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— 137 — 

picas, o ponto d'olho oa foco posterior total do microscópio seria ao 
mesmo tempo a pupUla de emergência d'este, e p. representaria sim- 
plesmente o raio da pupilla de emergência. Mas» se bem que não muito 
afastadas d'elles, as iris das objectivas nSo coincidem entretanto ge- 
ralmente com os seus planos focaes posteriores, e nlo se comprehende 
bem porque os constructores nSo realisam esta coincidência. Gomo fez 
notar Gzapski (Neues Jahrbuch fUr Mineralogie etc, Bl.-Bd. vu), os pon- 
tos orthoscopicos da objectiva teriam ent2o de ser o infinito no primeiro 
espaço (espaço objectivo) e o foco do segundo espaço, visto passarem 
a ser estes pontos os centros dos planos diapbragmados, em que se 
cruzam os raios principaes que devem obedecer á condição de orthos- 
copia; mas em principio nada a isso se opporia. 

O processo de medição das divergências numéricas que acaba- 
mos de caracterizar é o de Klein, e para elle construe a officina de 
R. FuBss uma lupa com escala movei, adaptável a uma ocular de Ra- 
MSDEN. Esta lupa foi adquirida, ha poucos annos, pelo Serviço Geoló- 
gico, para outro microscópio, mas é egualmente utilisavel, bem como 
a ocular de Gzapski, com o novo instrumento. 

Passamos a notar a determinação effeituada. O mineral empregado 
era uma folha de mica (normal á bissectriz aguda) de angulo optico« 
no ar, 

2£=66°32', 

d'onde, por ser para o ar n=ai, 

PsmF=sin£»sin33M6'. 

O numero de divisões da escala da lupa de Klein comprehendi- 
das entre os poios dos eixos ópticos (vértices dos pincéis hyperboli- 
cos na posição diagonal entre nicoes cruzados) era, para esta mica, 

2í>=7,0, 

d'onde a constante conoscopica 

sinB sin33M6' ^ .^„ 
*=—-=» — — — = 0,167. 

P 3,5 

Na mesma posição da escala da lupa, que notei por meio de tra- 
ços correspondentes na capsula e no engaste da escala (para poder 



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— 138— 

tornar a utílísar a constante agora obtida, tomando a utilisar também 
a mesma ocular de Raaisden á mesma distancia da objectiya, emfim o 
mesmo instrumento auxiliar constituido pela Rahsoen e pela lupa, qae 
se approxima aqui mais de um óculo do que de um microscópio), o 
diâmetro 2p. do campo conoscopico era 

2p„=H,5 

divisões do micrometro, d'onde finalmente a apertura numérica 

a=&.p.=0,90. 

Propositadamente não cuidámos de indicar a natureza das divisões 
da escala da lupa, mostrando assim que essa natureza é indiCTerente 
para o calculo da apertura numérica. A enfocação, ou antes o ajusta- 
mento da figura de interferência com a escala foi operado pdo crité- 
rio da ausência de parallaxe; a forte reducção que soffre a imagem 
conoscopica ao ser projectada pela Ramsden no ponto d'olbo não per- 
mitte um ajustamento de certa precisão pelo simples critério da niti- 
dez máxima, que n'uma imagem conoscopica é sempre deflBdente. 

Em seguida procurámos determinar a apertura numérica do sys- 
tema n.^ 7 pelo processo da objectiva auxiliar, a lente de Bertuand, 
uma lente plano-convexa de grande distancia focal que projecta no 
plano do micrometro de uma Ramsden a imagem do segundo focal da 
objectiva em estudo. A grandeza m da formula acima é aqui a ampli- 
ficação produzida por esta lente no plano do micrometro da ocular, 
quando n'este se desenha sem parallaxe a imagem conoscopica ou fi- 
gura de interferência do crystal. Ê claro que o engaste d'esta lente 
não deve restringir o campo conoscopico da objectiva. A distancia en- 
tre os poios dos eixos da mica referida era então 

2p=3,67 mm, 

d^onde a constante conoscopica 

sin 33« 16' 

ao passo que o raio do campo conoscopico media 

p.= 2,975 mm. 



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— 139 — 

o que fornece emfim 

a=*.|).=0,89. 

Para ntilisaçSo subsequente d'esta constante convém notar que, 
na posição de máxima nitidez da imagem conoscopica e, sobretudo, de 
ausência de parallaxe entre ella e o micrometro da Rausoen, a tiragem 
da Brrtrand indicava na aresta da janella do tubo 8,5 (mm). 

Como já conhecemos a distancia focal da objectiva n.^ 7, pode- 
mos agora calcular a amplificação tn da Bertrand n'esta sua ftmcçlo 
de objectiva auxiliar de um microscópio fraco. Com effeito é 

e a distancia focal da combinação das duas objectivas 

m/=Tr =3,3 mm. 

A amplificação m foi determinada também directamente, enfocan- 
do-se o micrometro de Lbnk, isolado, sobre a platina» por meio do mi- 
croscópio auxiliar (Bertrand 4-Ramsdkn na sua posição reciproca atraz 
definida)). O micrometro de Lbnk dividido por traços gordos em duplos 
décimos de millimetros é muito próprio para estas observações em que 
a acção da objectiva é uma reducção (amplificação inferior á unidade) 
em vez de uma amplificação propriamente dita. A 1,8 nmi da escala 
de Lenr correspondiam 1,2 mm do micrometro da Ramsden, d*onde 
a amplificação 

12: 18 -=0,666, 

precisamente como o calculo anterior a forneceu. Inversamente, d'esta 
amplificação, determinada directamente, e da constante conoscopica ter- 
se-hia deduzido a distancia focal. 

Emfim fiz ainda uso do processo de observação immediata da ima- 
gem conoscopica no próprio plano focal da objectiva, preconisado por 
Laspetres e transformado por Lenk em processo quantitativo pela col- 
locação de um micrometro no dito plano focal. Gomo a imagem conos- 
copica é muito pequena, uma lupa de longo foco substituindo a ocular 
amplifica moderadamente imagem e micrometro e torna assim mais 
fácil a leitura da centrodistancia dos poios dos eixos ópticos. O resul- 
tado da observação foi, para a mica de angulo 2£=66''32', 



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— 140— 

2p = 4,2 mm, 

ao passo que o campo conoscopico abrange 

2j9«=6,8 mm, 
d'onde 

6 

a=fc.p.=0,89. 

A constante conoscopica aqui é egual ao valor reciproco da dis- 
tancia focal da lente frontal do systema, em cujo foco real se acha o 
micrometro, e não ao valor reciproco da distancia focal equivalente 
do systema, cujo segundo foco é virtual. D'ahi a referida distancia fo- 
cal da primeira lente, approximadamente, 

e dizemos approximadamente porque de nSo coincidir o plano da es- 
cala exactamente com o plano focal resulta um pequeno erro em f e 
portanto em Xr e ^. Para chegarmos á distancia focal total do systema 
basta-nos multiplicar ^ pela ampliflcaçSo N% que a escala soffire pela 
segunda lente do systema e que é egual á amplificação conjuncta, de- 
vida á dita segunda lente e á Bbrtrand, dividida pela ampHficaçào sim- 
ples da Bertrand, conservadas as situações reciprocas da observação 
inicial. A amplificação pela Bertrand só é 0,67 (pag 139), a amplifica- 
ção conjuncta pela lente posterior do systema e pela Bertrand foi fa- 
cilmente determinada, em posição, no micrometro da ocular, em 0,87. 
D'ahi 

e 

na melhor concordância com o resultado obtido atraz (pag. 131). De 
resto, sempre que fõr conhecida a amplificação do apparelho dioptríco 
auxiliar que projecta a imagem conoscopica no plano do micrometro 
destinado á medição das centrodistancias, a determinação da cons- 
tante k pelo methodo crystallographico permilte calcular simultânea- 



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— la- 
mente a apertura numérica do systema em estudo e a sua distancia 
foca], Yísto que A: e m fornecem 

e 

ou, quando nSo houver apparelbo auxiliar, isto é, para ms»l, 

À parallaxe entre a imagem conoscopica e a escala, resultante 
doesta não se achar precisamente no plano focal onde se forma a ima- 
gem, deixa de prejudicar a leitura das centrodistancias dos eixos ópti- 
cos, logo que se aperte o diapbragma-irís da Blrtrano. 

Os yalores achados para a apertura numérica da objectiva n.® 7 
yaríam de 0,89 a 0,90, sendo este ultimo o fornecido pelo processo 
menos sensivel (Klein) e os outros dois concordantes. Adoptamos pois 
0,89 suficientemente próximo da apertura numérica 0,90 indicada nas 
publicações das officinas de R. Fuess^ a que corresponde um angulo 
de divergência de 64*9',5 no ar.— 

O campo TÍBual objectiTO é delimitado pelo diapbragma da ocular 
(por isso chamado diapbragma de campo). Ao contrario do que succede 
com os diapbragmas de apertura (nas objectivas), que não teem posi- 
ção determinada em relação aos planos de significação dioptrica, o dia- 
pbragma de campo tem o seu logar invariável no plano de enfocação 
da ocular, conjugado com o objecto a respeito da objectiva. Por isso 
a imagem é nitidamente delimitada por este diapbragma. A dimensão 
do objecto que, representada pela objectiva, vem a medir o diâmetro 
do diapbragma de campo é o que se chama o diâmetro do campo 
visual objectivo, ou simplesmente o campo visacU objectivo (em dimen- 
são linear). Obtem-se por simples enfocação de um micrometro-obje- 
cto ou fazendo percorrer o campo por um index, entre dois pontos dia- 
metralmente oppostos da peripberia, por meio do cursor da platina cujo 
parafuso tem a cabeça dividida, quando a amplitude do movimento do 
cursor não fôr inferior ao campo objectivo. A objectiva n.* 7 mostrou 



i C Lbiss: Di$ úpUidan InsírumetUê der Firma R, Fuêu etc., p. 206. Leipiig, 
1S99. Esta obra terá de ser eitada multas y%zes no decurso d'este trabalho. 



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— 142 — 

assim ter um campo objectivo de 0,46 mm, quando combinada com | 
a HuTGENS n.^ 2, em vez de 0,55 mm indicados por G. Lkiss na sua 
obra supracitada, a pag 206 tabeliã. — | 

A distancia frontal do objecto, isto é, a distancia do plano enfo- 
cado á fronte da objectiva é um elemento muito importante nos sys- 
temas fortes, que são de utilisação tanto mais commoda e mais lata 
quanto maior ella é. Nas objectivas fortes o plano enfocado fica muito 
próximo do primeiro focal, como decorre da formula fundamental 

por ser f pequeno e f^ muito pequeno em relação a a/ que é o com- 
primento óptico do tubo. Pode portanto dizer-se que a distancia fron- 
tal do objecto depende quasi exclusivamente da distancia frontal do 
primeiro foco, e procura-se tornar esta tão grande quanto possivel 
para uma determinada distancia focal f, a fim de se ganhar em ampli- 
tude de enfocação do objecto. 

Para a objectiva n.^ 7 foi encontrada uma distancia frontal recd, 
isto é^ entre uma superfície descoberta enfocada e a fronte da objectiva, 
de 0,57 mm, e uma distancia frontal útil (superficie sob o cobre-ob- 
jecto) de 0,45 mm, o que concorda com a espessura apparente de 
0,12 mm (real cerca de 0,12- 1,5=0,18 mm) do cobre-objecto em- 
pregado. Vè-se que a distancia frontal do nosso exemplar está longe 
da indicação optimista de 0,85 nmi que se encontra na tabeliã da obra 
de Leiss (pag. 206).— 

Definição e resolução do systema, deformação e coloração do campo. 
Os poderes resolvente e definidor do systema foram comprovados com 
o auxilio de preparações de escamas das azas de Pieris brassicae (a 
borboleta branca da couve) e uma preparação transversal de Ticea vtd- 
garis, e podem classificar-se de satisfactorios. 

A deformação do campo objectivo, devida á falta de orthoscopia 
nos pontos competentes, foi estudada com um micrometro objectiTO 
quadrado com malhas de 0,1 mm de lado. A deformação hyperbolica 
é já bastante sensível para os traços que distam 0,1 mm do centro, 
e é muito forte para os que distam 0,2 mm. Até 0,08 mm do eixo 
dioptrico è praticamente nulla, mas para além d'estes limites não se- 
ria prudente ir nas determinações micrometricas. 

O defeito de coloração fora do eixo, proveniente da difi^ereDça 
chromatica da amplificação, faz-se sentir n'este systema, como em ge- 



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— 143 — 

ral nas objectivas de grande apertura numérica. Ao passo que os tra- 
ços do alludido micrometro quadrado mais próximos do centro do 
campo apresentam coloração nuUa ou quasí insensíTel, já um traço 
afastado de 0,2 mm do eixo dioptríco se mostra orlado de azul e 
amarello e a intensidade da coloração cresce, naturalmente, do centro 
para a períphería do campo. Extranbo é que, ao contrario do que com- 
mommente succede, a orla azul fica do lado interno e a orla amarella 
voltada para a peripberia, consequência de uma correcção chromatíca 
de sentido contrario ao da Ordinária. 

É para desejar que, como o faz a firma Zeiss, as offidnas de R. 
Fdkss construam octdares compensadores, que, por um defeito de co- 
loração de sentido contrario ao das objectivas com que teem de ser 
empregadas, propositadamente introduzido, façam desapparecer a dif- 
ferença cbromatica da amplificação, da combinação resultante. 

A objectiva n.^ 9. — Os processos de exame d'este systema são 
idênticos aos que se empregaram com o systema n.^ 7. Por isso nos 
resumiremos agora aos resultados obtidos. 

A distancia do primeiro foco á fronte é de 0,32 mm. Mas como o 
engaste avança de 0,06 mm de modo a proteger o vidro, a distancia do 
plano focal ao plano transversal pelo bordo do engaste é de 0,32— 0,06 
=0,26 mm. Reunimos em seguida as observações relativas ás situa- 
ções dos planos focaes : 

Distancia da fronte ao primeiro focal. . . = 0,32 mm 

Distancia da fronte ao segundo focal. . . = 5,44 > 

Distancia do plano de contacto do annel 

de adaptação ao segundo focal =28,2 » 

Comprimento total do systema (compre- 
bendidos os 0,06 nmi de que o en- 
gaste avança sobre o plano frontal) . =33,7 > 

A distancia focal, calculada pela formula do quociente das difife- 
renças como para o systema n.*^ 7, é 

/=3 mm, 

resultado muito approximadamente egnal ao que se obteve pelo se- 
guinte processo. Quando a objectiva em questão se achava invertida, 
na platina, sobre um micrometro-objecto, foi este micrometro enfocado 



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— 144— 

por meio da objectiva d.'' 4 e da Ramsden, e medida no micrometró 
doesta a amplificação do micrometro-objecto pelas objectivas n.^ 9 e 
n.^ 4 coDjunctamente, na posição indicada. Esta amplificação era de 
5; e como a da objectiva n.® 4, por si só, é de 14,67 (para os objectos 
representados no plano invariável do micrometró da Raiisden), a am- 
plificação especial da objectiva n.° 9, em estudo, era de 714,47 =0,34. 
Ao mesmo tempo a imagem do micrometró, projectada por este sys- 
tema, achava-se 1 mm acima da imagem do horizonte (plano focal). 
Estes dados fornecem immediatamente 

isto é, muito proximamente os 3 mm indicados. 

À apertura numérica, ou antes a constante conoscopica, foi deter- 
minada pelo processo da lente de Bertrand, cuja tiragem indica 7 (mm) 
na aresta da janella do tubo, quando o plano focal da objectiva (ima- 
gem conoscopica) é projectado sem parallaxe no plano do micrometró 
da Ramsden*. O resultado, para a apertura nmnerica, foi 

a =0,88. 

Surprehendido com uma apertura tão baixa, procedi a nova deter- 
minação, que me forneceu analogamente 

a=0,892 
e a constante conoscopica 

fc=0,540. 

O nosso exemplar d'objectiva n.^ 9, ao qual a firma constnictora 
garante uma apertura numérica de 0,97 approximadamente (v. loc. 
cit., tabeliã de pag. 200), tem pois uma apertura numérica ainda in- 
ferior a 0,90, que é a apertura numérica da n.** 7. É para lastimar 
que não tenha ao menos a apertura máxima pratica dos systemas sec- 
cos, isto é, cerca de 0,95, correspondente a uma divergência angular, 



1 A Ramsdin em questôo, que pertencia ao microscópio antigo, tem o aea plano 
de enfocaçfio baixo de m^is para ser utílisada com as Bsrtrands d'e8te microscópio, 
o que obriga, nas observações conoscopicas, a coliocal-o com o parafuso de orienta- 
ção encostado ao bordo superior do tubo, em vez de introduzido no encaixe compe- 
tente. 



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— 145— 

no ar, de 7r48',5. A apertara relatíTamente fraca d'este systema 
d3o só toma em parte iUnsoria a vantagem do seu forte poder de 
amplificaçSo, por lhe não consentir o poder definidor correspondente, 
mas, no que respeita á observaçio conoscopica da figura de interfe- 
rência dos crystaes em luz polarisada, deíxa-o n'uma situaçSo infe- 
rior á do systema n.*^ 7; apenas a sua maior amplificaçSo permittirá 
preencher o campo objectivo com grãos de menores dimensões super- 
fidaes, ou diaphragmar na ocular de Gzapsri secçSes sensivelmente 
menos extensas do que com a n.*^ 7, a fim de as submetter isoladas ao 
exame conoscopico. 

O campo objectivo doeste systema, quando combinado com a Hur- 
GENS n.^ 2, tem por diâmetro 0,29 mm. A distancia flrontal real do ob- 
jecto é de 0,31 mm, e com interposição de um cobre-objecto (0,18 nun 
de espessura real) apenas de 0,31— 0, 12=0,19 mm. O campo objectivo 
concorda com a indicação de Leiss (0,3 mm); mas a distancia frontal 
do objecto, que, segundo a tabeliã ha pouco citada, deveria ser de 0,60 
mm, fica-lhe muito atraz. É preciso confessar também que uma dis- 
tancia frontal de 0,60 mm n'uma objectiva de 2,7 mm de distancia 
focal é um optimismo capaz de despertar mais do que a duvida. Que 
não se trata, porém, de erro typographico, prova-o uma tabeliã escrípta 
á macbina, que G. Leiss fez favor de nos enviar ha pouco para substi- 
tuir uma outra, antiga, que viera, por engano, com o microscópio. De 
resto é fácil calcular, com precisão não inferior a 0,01 nun, a distan- 
cia frontal da nossa objectiva n.^ 9. A distancia x do objecto ao pri- 
meiro foco calcula-se, para um comprimento óptico do tubo o/ =180 
mm, em 

P 9 

a? =— ^=— -^ nMn=— 0,05 nun. 

âr 180 

A distancia em questão é egual á somma d'estes 0,05 mm com 
a distancia frontal do primeiro foco, que è de 0,32 mm (pag. 143), 
portanto egual a 0,37 mm, de que temos a deduzir 0,06 nom, porque 
a distancia frontal, pela qual se entende a distancia livre, é contada 
do plano transversal limitrophe do systema, que n'este caso avança, 
como ficou dito, de 0,06 mm sobre a face plana frontal da objectiva. Re- 
sulta d'aqui uma distancia frontal eifectiva de 0,31 mm, exactamente a 
observada (pag. 144). Puzemos o comprimento do tubo egual a 180 mm, 
valor approximado do mesmo no nosso microscópio, e que serve de base 
á tabeliã de G. Leiss; um erro de 5 nun por defeito ou excesso não in- 
fluiria no valor de x mais do que por 1 unidade da terceira casa decimal. 

QtmmssaxiÃiçiQu. Tom. v.-*SinifBRO, 1903. 10 



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— 146— 

N'estas circumstancias Tê-se fadlmente que, para que um systema 
de 2,7 mm de distancia focal (como deYeria ter, mas não tem, a ob- 
jectiva D.® 9 de R. FuESs) apreseote uma distancia frontal do objecto 
de 0,6 mm, é necessário que o seu primeiro foco avance sobre a 
fronte de 

0,6-^=0,56 mm, 

o que me parece difficOmente realisavel. E ainda haveria a ajuntar 
a esta distancia o pequeno avanço do engaste sobre a face frontal, 
quando esta fosse protegida. 

A deflniçfto e resolnçAo d'este systema s3o, como as do n.*^ 7, sa- 
tisfactorías. A condição de orthoscopia é menos bem preenchida do que 
no n.^ 7, o que n3o admira. Os traços do micrometro quadrado que 
distam apenas de 0,i mm do eixo díoptrico já se recurvam muito sen- 
sivelmente na regiSo peripherica do campo, e nSo convém levar as me- 
dições micrometricas além de um circulo objectivo de 0,05 mm de raio, 
onde começa a tomar-se sensivel a deformação. Também o defeito re- 
sultante da diferença chromatica da amplificação é aqui notável a par- 
tir da circumferencia de 0,02 mm objectivos em tomo do eixo. 

A curvatura do plano da imagem em abobada acha-se, como no 
n.^ 7, reduzida a um pequeno resto, conhecidamente indestructivel. O 
systema pode classificar-se, como o n.^ 7, de satísfactorio. É pena que 
elementos essendaes como a apertura numérica e distancia focal (tam- 
bém a distancia frontal do objecto) se afastem notavelmente, e em sen- 
tido desvantajoso, das indicaii^s da casa constructora. 

A objectiva n.^ 0. — Este systema tem de comprimento, entre o 
plano frontal da lente e o plano de adaptação, 15,5 mm, e estes dois 
planos distam respectivamente do primeiro e do segundo plano focal 
de 31,2 mm e — 17,8 mm. A sua distancia focal é de 31,9 nmi, no 
que concorda com a indicação de G. Leiss, 32 mm, suppondo que as 
distancias focaes de n.^ 1 e n.*^ O estão, por lapso, trocadas. A aper- 
tura' é um factor secundário n'um systema tão fraco. O campo obje- 
ctivo da combinação d*este systema com a Huvgens ordinária de tra- 
balho (n.^ 2) tem um diâmetro de 3,9 mm, e a distancia frontal do ob- 
jecto é de cerca de 38 mm. Gomo era de esperar, n'ym systema de 
tão longo foco, não notei defeitos de orthoscopia nem de achromasia 
fora do eixo; podem executar-se, sem receio de erro notável, determi- 
nações micrometricas dentro de um circulo objectivo de raio de 1 



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— 147 — 

Nota-se cooitudo a ineTítavel curvatura do campo, cuja região central 
é, como deve, mais elevada do que a perípheria. 

Nao tratarei das objectivas n.^ 2, 4 e de outra n.^ 7, de que me 
sirvo, porque além de muito antigas nSo s3o propriedade da Gommis- 
s2o do Serviço Geológico. 

Adaptação das objectivas ao tubo. — A ligaçSo das objectivas com 
o tubo obtem-se, nos novos microscópios de R. Fdess, por meio de 
am adaptador de pinças, cuja descripçSo detalhada se encontra a pag. 
187 da obra de G. Lsiss. Comparado com o antigo systema de para- 
luso, o novo adaptador é muito commodo e rápido, e tem talvez a van- 
tagem, muito gabada nos catálogos e outras publicaçOes da casa cons- 
tractora, de não deteriorar tSo depressa o apparelbo de centragem das 
objectivas. Mas tem dois defeitos, de que nos occupamos em seguida, 
dos qnaes só um é fácil e ímmediatamente remediavel, ao passo que 
o outro muito mais importante é inherente á disposição. 

O primeiro defeito reside na circumstanda de a objectiva, depois 
de adaptada ao tubo, poder girar á vontade, com o seu annel, em 
torno do eixo do adaptador, sem que um azimutb determinado da ob- 
jectiva coincida necessária e invariavelmente com um azimuth fixo do 
tubo. Por mais perfeita que seja a construcção, não se pode pensar 
em conseguir coincidência perfeita do eixo dioptrico das objectivas 
com o eixo do adaptador, nem sequer para os systemas mais fracos. 
No nosso caso especial observámos que a rotação da objectivo n.^ O 
no adaptador desloca o ponto enfocado e ajustado com o centro do 
retículo. Nas objectivas fortes este deslocamento é muito mais largo. 
A este defeito pode obviar o próprio micrographo por meio de um traço 
inciso em cada um dos anneís de adaptação das objectivas junto á 
aresta superior, e um outro no adaptador, com que deverão corres- 
ponder os das objectivas em posição. É claro que não será permittído, 
depois, desaparafusar cada annel da sua objectiva, para se não fazer 
variar o azimutb do traço em relação ao systema dioptrico. Só assim se 
conseguiria a ligação das objectivas com o tubo em situação azimutbal 
reciproca fixa, tal como a fornecia o antigo processo de aparafusar, mas 
seria ainda necessário, para isso, que o annel da objectiva não tivesse 
um certo jogo no adaptador, que, com as objectivas fortes, se torna 
muito sensivel na imagem. A disposição é simplesmente detestável. 

O outro defeito a que alludi consiste em que cada objectiva tem 
de ser particularmente centrada por meio dos parafusos e molas de 
reacção da extremidade inferior do tubo, de cada vez que 6 empre 



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— 148— 

gada. Seria preciso, pára evitar estes incooTeniente, ou que todas as 
objectiyas fossem adquiridas conjunctameute com o estativo, para que 
da officina viessem previamente ajustadas, ou que, ao adquírír-se cada 
nova objectiva, se mandasse o estativo á officina para que lá proce- 
dessem ao ajustamento; e ainda o tempo se encarregaria de provocar 
aberrações n'uma ou n'outra objectiva. Isto suppondo a adopçSo de 
azimutb invariável, poiS de outro modo, pelo menos nos systemas for- 
tes, não ha possibilidade de tornar o eixo dioptrico da objectiva in- 
variável em relação ao eixo do adaptador. 

É innegavel que o adaptador de cursor da firma Zbiss, de que 
nunca fiz uso, mas cuja descripçSo detalhada se encontra nos catálo- 
gos d'esta casa constructora (v., por exemplo, o catalogo de micros- 
cópios de 1902, 32.* edição, pag. 48), attende plenamente aos dois 
inconvenientes citados, e parece dever corresponder na pratica às exi- 
gências da micrographia crystallographica. A objectiva está ligada em 
azimutb invariável a um cursor por um apparelho de centragem, e este 
cursor entra n'uma guíadeira em forma de cauda de andorinha, que é 
a peça do tubo, conservando portanto um azimutb invariável a respeito 
d'este ultimo. É assim possivel e simples obter que as objectivas todas, 
ao serem adaptadas, se encontrem perfeitamente centradas, para uma 
ocular, por exemplo para a ocular ordinária de trabalho, a Hutgens 
n.^ 2, e exijam apenasi para a sua centragem, pequenos deslocamen- 
tos pelos parafusos do tubo, quando combinadas com outras oculares. 
O adaptador de Zbiss parece pois reunir as vantagens de commodi- 
dade, economia de tempo e conservação do apparelho de centragem. 

No nosso microscópio a centragem opera-se pelo bem conhecido 
mecanismo» applicado â extremidade inferior do tubo, que, deslocando 
transversalmente a objectiva, centra o eixo dioptrico em relação á ro- 
tação da platina. Muito discutida nos seus defeitos e vantagens, ata- 
cada sobretudo pelo constructor francez Nachrt, esta disposição, que 
consiste em dois parafusos de pressão e duas contra-molas de reac- 
ção, é ainda hoje conservada nos microscópios crystallographicos al- 
lemães, mesmo nos de Zeiss, que, nos seus microscópios organogra- 
phicos, a substitue pela centragem da platina. Duvido de que a cen- 
tragem por deslocamento da platina, constantemente solicitada, sobre- 
tudo n'um microscópio crystallographíco, pela mão do micrographo, 
seja mais vantajosa do que a das objectivas, o que não quer dizer que 
esta não seja ainda obtida por um mecanismo muito imperfeito e de 
rápida deterioração. 

É possivel que uma disposição de centragem applicada á ocular, 



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— 149 — 

em vez de o ser á objectíYa, fosse mais predsa e proficoa, attendendo 
a que o objecto se desenha do plano de enfocaclo da ocular (plano do 
retículo ou micrometro) com uma amplificação tanto maior quanto mais 
forte é a objectíYa, e portanto quanto mais delicada tem de ser a cen- 



II. — A,m oonlaires 



As oculares agora adquiridas pela Gommissio do Serviço Geológico 
são as HuYGENs n/ 2 e 3 com retículo centravel, como o exige a rotação 
da ocular, e vidro movei para perfeita enfocação do retículo. Por outro 
lado o parallelismo entre os fios d'este e os planos prindpaes dos ni- 
coes não se obtém por rotaçiio do diapbragma, cuja posição azimuthal 
dentro da capsula da ocular é fixa e invariável, mas sim por desloca- 
mento dos nicoes, como mais adeante se explicará. 

Além d'estas oculares, o Serviço Geológico dispõe de uma ocular 
de Ramsdkn (equivalente a uma n.® 4) com retículo gravado em vidro, 
e, contiguo a este, um diaphragma-iris (disposição de Gzapski) para 
restricção do campo objectivo ao grão observado, nas observações 
conoscopicas e telescópicas. Esta ocular, adquirida ha poucos annos, 
é utilisavel com o novo microscópio. 

Uma ocular micrometrica (Ramsden, de preferencia) e outra estau- 
roscopica são conhecidamente indispensáveis. Abstrahiu-se, porém, 
n'esta occasião d'esta despeza, porque o auctor dispõe justamente das 
duas oculares em questão, adaptáveis ao novo instrumento. Mas n'um 
futuro mais ou menos próximo o Serviço Geológico terá de encommen- 
dar uma Hutgens n.^ 1 com a quadrupla placa de quartzo de Bertrand 
ou outra placa estauroscopica egual ou superiormente sensivel» e uma 
Ramsden (n.^ 4) micrometrica. Uma tal ocular micrometrica é sufiicien- 
temente precisa e muito mais económica, não só pelo seu custo, como 
também pela sua deteriorabilidade incomparavelmente menor, do que 
o microm^ro-ocular de parafuso, e presta na grande maioria dos ca- 
sos os mesmos serviços. 

A ocular micrometrica. — Os seus planos focaes foram obtidos col- 
locando-se o systema, sem a capsula portadora do micrometro, sobre 
a platina do microscópio, e enfocando com este ultimo a imagem de 
uma chaminé afastada lançada pelo espelho plano atravez da sobredita 
ocular. Os resultados d'estas observações constam do seguinte: 



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— 150— 

i. Distancia da superfide anterior do 

systema ao plano focal anterior. • = 3,3 nun 

2. Distancia da face plana posterior do 

systema ao plano focal posterior. = — i0,9 » 

3. Distancia entre as superficies deli- 

mitativas do systema = 28,0 » 

4. Distancia entre a face plana poste- 

rior do systema e o plano inferior 
do rebordo, que vem a assentar 
sobre o bordo da capsula = 3,6 » 

5. Distancia do bordo da capsula ao 

planofocalanterior=l. + 3.-f-4. = 34,9 » 

6. Distancia do bordo da capsula ao 

plano focal posterior =2. — 4.. . = — 7,3 » 

Estas distancias, obtidas, da mesma maneira que os planos focaes, 
por enfocações successivas dos planos respectivos e leitura dos deslo- 
mentos do tubo na escala de papel millimetrico já atraz citada, foroe- 
cem-nos as posições dos plauos essenciaes do systema em relação ao 
bordo superior da capsula. Resta-nos conhecer as situações relativas 
dos planos importantes da própria capsula (plano do micrometro, plano 
de apoio sobre o bordo do tubo, plano do bordo superior) para os po- 
dermos referir aos do systema. 

 escala micrometrica acha-se, naturalmente, na face inferior (an- 
terior) do vidro, e dista 32,6 mm do bordo superior da capsula, sendo 
a espessura do vidro 0,5 mm. Â sua distancia ao plano focal anterior 
do systema, em posição, é 34,9 — 32,6=3,3 mm. As distancias do 
bordo da capsula á face inferior do rebordo, que assenta sobie o tubo, 
e á geratriz inferior do parafuso de orientação são respectivamente 
35,4 e 45,3 mm. 

D'estes valores deduzem-se agora facilmente as distancias do 
bordo superior do tubo ao plano focal anterior e ao plano do micro- 
metro^ elementos capitães da acção dioptríca do instrumento, na parte 
que depende do comprimento do tubo. São ellas: 

Distancia do plano focal anterior ao do 
bordo superior do tubo, quando o pa- 
fiíso de orientação está encaixado na 
entalha do tubo =35,4—34,9 = 0,5 mm 



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— 151 — 

Distancia entre os mesmos planos, quando 
.0 parafuso assenta sobre o bordo do 
tubo =45,3—34,9 = 10,4 mm 

Distancia do plano da escala ao do bordo 
do tubo, quando o parafuso de orien- 
tação está encaixado na entalha do 
tubo =35,4— 32,6 = 2,8 • 

Distancia entre os mesmos planos, quando 
o parafuso assenta sobre o bordo do 
Uibo =45,3—32,6 = 12,7 • 

A distancia focal foi determinada pela formula differencíal, mas 
em yez de utilisarmos a differença das distancias das imagens ao res- 
pectiYO plano focal e as amplificações, senrimo-nos da formula que 
contém a differença das distancias do objecto ao primeiro foco e as 
amplificações reciprocas, 

iZi' 

Ni Ni 

que resulta ímmediatamente das formulas fundamentaes descríptas 
acima, e que, como já atraz (pag. 130) se disse, é mais sensível logo 
que, em yez de amplificações propriamente ditas, Ni e Nt s3o reduc- 
ções, isto é inferiores á unidade. 

A disposição da experiência é a seguinte. Sobre uma régua gra- 
duada perpendicular ao muro, que mede a distancia doeste a um ponto 
do pé do microscópio escolhido para index, foi coUocado o microscó- 
pio, com a ocular em estudo sobre a platina, e suflOicientemente cen- 
trada com o auxilio da Beiítrand n.^ 2 e sua ocular. No muro, por 
cima da extremidade da régua e ao nivel do eixo do espelho do mi- 
croscópio, iiluminada por um candieiro com reflector e uma lente col- 
lectiva, achava-se uma escala com divisões de 0,5 cm a traços negros, 
gordos, sobre cartão, cuja imagem era lançada pelo espelho plano atra- 
vez da ocular em estudo. Por meio do microscópio, armado com a 
objectiva n.^ 4 e uma Hutgens n.® 3, em cujo diaphragma se tinha 
coUocado um micrometro de ocular (dividido em décimos de millime- 
tro), foi determinada a amplificação da escala para duas distancias do 
microscópio ao muro, ás quaes o index do pé marcava na régua gra- 
duada 50,3 e 70,3 cm, cuja differença é 20 cm. As amplificações res- 
pectivas eram 0,50 e 0,34, que são as amplificações compostas da 



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— 152— 

ocular em estudo e da objectiva n.%i, e teem de ser diyididasjpela am- 
plificaçio d'e8ta ultima no plano do micrometro da ocular, que era 8, 
para darem as amplificações especiaes desejadas. D'abi 

70^— fíO^ 

'— '^ =28 mm, 



\0,34 0,5; 

arredondando na casa dos miUimetros. 

A ocular de Huygons n.* 2. — Os processos empregados para de- 
terminar os elementos focaes das restantes oculares foram os empre- 
gados com a Ramsden micrometríca. Por isso bastará indicar os re- 
sultados obtidos. 

Para um comprimento total da Hutgens n.^ 2, desde o bordo in- 
ferior até ao superior, de 52,5 mm, sob o qual o auctor percebia com 
mais nitidez o retículo atravez da lente ocular, o plano focal posterior 
fica 5 mm acima da face plana posterior do systema (que coincide pra- 
ticamente com o plano do bordo superior do engaste), e vem a ficar, 
introduzida a ocular no tubo, 8 mm acima do bordo d'este. O plano 
focal anterior fica, por seu lado, 28 mm abaixo do bordo do tubo. A 
imagem do retículo, observada atravez da coUectiva, dista 8 mm do 
plano focal anterior, para o lado de cima, e portanto 20 mm do bordo 
do tubo, para baíio. Â distancia focal (positiva) é de 42,6 mm. 

Muito útil, na determinação das amplificações destinadas ao cal- 
culo da distancia focal de um systema que, como as oculares, tem de 
representar os objectos (ou antes as imagens que lhes servem de ob- 
jectos) por meio de feixes de pequena apertura, e não é portanto do- 
tado das correcções exigidas por feixes notavelmente divergentes, é a 
coUocação de um diapbragma bastante apertado na frente do systema, 
de modo a não dar accesso senão a raios proximamente paraxiaes. De 
outra maneira as imagens são pouco nitidas e não supportam a am- 
plificação do microscópio, por pequena que esta seja. Egual vantagem 
tem o diapbragma apertado na determinação da posição dos planos 
focaes por enfocação dos objectos muito afastados, approximando as 
condições da experiência das condições theoricas da noção do plano 
focal (dos raios paraxiaes). Empregámos por isso um diapbragma iris 
a cerca de 6 cm adeante da face de entrada dos systemas. 

A ocular de Huygens n.^ 3.— Para o comprimento total da ocu- 
lar, de bordo a bordo, de 41 cm, sob o qual a visibilidade do reti- 



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— 153— 

culo é mais perfeita para o auctor, o plano fbcal posterior fica a 9,2 
mm do bordo superior qne é ao mesmo tempo o piano posterior do 
systema, e a 12,2 mm do plano do bordo do tubo, quando a ocular 
está em posição. O plano focal anterior, virtual, de resto, com o de to- 
das as HoTUBNs em geral, fica 15 nun acima do bordo inferior da ocu- 
lar, 23 mm abaixo do bordo do tubo^ quando em posição. A imagem 
do reticulo observado atravez da coUectiva dista 4,7 mm do plano fo- 
cal anterior para o lado do vidro ocular. A distancia focal d'esta Hut- 
6ENS é de 28 mm. 

Disposições constractivas.—As oculares de Hdtobns trazem reti- 
culos centráveis por meio de parafusos lateraes, porque, sendo estas 
oculares destinadas a girar em torno do eixo do microscópio acom- 
panhando os nicoes no seu movimento simultâneo, é indispensável que 
a Unha de coUimação do instrumento, determinada pelo ponto de cru- 
zamento dos fios e pelo ponto do objecto que n'elle é representado 
pela objectiva, se não desloque durante a rotação. A centragem c^n- 
segue-se da seguinte maneira, bem conhecida, para cada um dos fios. 
Depois de notado o ponto do objecto que vem representar-se no cen- 
tro do reticulo faz-se girar a ocular de 180®, por meio do mecanismo 
do movimento simultâneo. Se o reticulo não estiver centrado o ponto 
do objecto cuja imagem, antes da rotação de 180®, coincidia com o 
centro do retículo, ter-se-ha afastado para pequenas distancias dos 
dois fios, metade das quaes terão de ser eliminadas por meio dos pa- 
rafusos de rectificação da ocular. Em geral a imagem do mesmo ou 
de um novo index, levada ao ponto de cruzamento dos fios por meio 
dos cursores da platina, deslocar-se-ha ainda com a rotação de 180® 
da ocular, mas muito menos do que ha pouco, se a correcção foi bem 
executada, e será necessário remover ainda com cada parafuso a me- 
tade do pequeno desvio respectivo. E assim por deante até rectifica- 
ção praticamente perfeita. 

A verificação e rectificação da centragem do reticulo, no movi- 
mento de rotação da ocular, devem fazer-se com a objectiva n.® O, 
porque só n'este caso a amplificação é suffi cientemente fraca para 
que se não note uma trepidação ou vacillação do ponto de cruzamento 
dos fios durante a rotação. Esta circumstancia que nos foi communi- 
cada directamente por G. Leiss em resposta á surpreza, que lhe ma- 
nifestámos, perante a impossibilidade de conseguir-se uma approxima- 
ção, sequer, de centragem do reticulo, utilisando-se a objectiva n.® 7, 
restringe notavelmente o valor e a vantagem do mecanismo do movi- 



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— 154— 

mento simultâneo, e deixa em aberto a constracçio de uma disposiçio 
verdadeiramente satisfactoría e apropriada ao fim. Talvez, como pre- 
tende G. Leiss, a vacillacSo seja principalmente devida ao jogo da baste 
de engrenagem do tubo na sua caiba; mas, ainda que assim seja, não 
me parece possivel remediar o mal conservando o principio da dispo- 
sição existente. Quando tratarmos em especial do movimento simultâ- 
neo dos nicoes, proporemos uma nova disposição, senão equivalente á 
actual, pelo menos de grande utilidade também. 

Feita uma vez a rectificação da centragem com a objectiva n.^ O, 
convém nunca mais separar d'esta o seu annel de adaptação, e fixar, 
por meio de traços correspondentes a gravar nos anneis do adaptador 
e da objectiva, a posição azimutbal constante d' esta ultima, como fi- 
cou dito atraz. Só assim não será necessário rectificar a centragem a 
cada nova utilisação da objectiva em questão com o movimento simul- 
tâneo. 

Gomo se não pode ter uma Huygens centrada para cada objectí?a 
e como por outro lado só se consegue uma centragem saUsíactoría 
com a objectiva n.^ O, pode-se notar para cada uma das outras obje- 
ctivas por um traço gravado no annel respectivo em correspondência 
com o traço do adaptador, a posição azimutbal para a qual a excen- 
tricidade do reticulo da Hoygens n.® 2 é minima. Ter-se-ha então con- 
seguido o máximo de que é susceptível o mecanismo do movimento 
simultâneo e a disposição de adaptação das objectivas. 



m. — o tubo e oa factores dtoptriooei totaes 
do mioiroisioopio 



O tubo é dotado de um movimento longitudinal rápido por meio 
de engrenagem, haste e carrete de dentes oblíquos, e de um movi- 
mento micrometrico por meio de um parafuso de 0,5 mm de passo 
(o que se pode verificar tirando-o e imprimindo-o sobre um papel na 
borda de uma meza, de modo que a cabeça fique do lado de fora), 
cuja cabeça é dividida em 100 partes, de que um nónio permitte lér 
0,2. O deslocamento longitudinal correspondente á differença nonial 
é pois de 

0,5.0,01*0,2=0,001 mm, 

de que ainda se pode avaliar a metade. Por isso as divisões da ca- 



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— 155— 

beça estio nomeradas com os múltiplos de 5, de O até 500, de modo 
que a diflerença nonial é que é a unidade, visto o nónio ser de Vs- 
A antiga numeração da cabeça, de 1 a 100, era talvez menos incom- 
moda para a leitura, embora exigisse a multiplicação do resultado por 
5 (a bem dizer por 0,005, ao passo que agora o factor é simplesmente 
0,001) ou divisão por 2 (mais precisamente por 200). Apesar de todo 
o cuidado com que as diversas ofQcinas garantem que é construido o 
apparelbo do movimento micrometrico, convém effectuar de cima para 
baixo os deslocamentos a medir, para se não trabalhar contra o peso 
do tubo. 

Na sua extremidade inferior traz o tubo o apparelbo de centra- 
gem das objectivas, de que já atraz falíamos, e logo acima d'este as 
duas aberturas fronteiras para a introducção de placas polarisantes em 
posição diagonal. 

As amplificações. — A determinação das amplificações equivalen- 
tes do microscópio, armado com as suas diversas objectivas e oculares, 
exige o conhecimento do comprimento óptico do tubo para cada caso 
especial, isto é o conhecimento da distancia entre o plano focal poste- 
rior da objectiva utilisada e o plano focal anterior da ocular; e a de- 
terminação da amplificação de uma objectiva no plano do micrometro 
da Ramsdkn exige a seu turno o conhecimento da distancia entre o 
plano focal posterior d'aquella e o plano do dito micrometro. Gomo 
para objectivas e oculares se determinaram já as distancias dos pla- 
nos essenciaes ás extremidades do tubo, resta-nos communicar o com- 
primento effectivo do tubo desde o bordo superior até ao plano de con- 
tacto do adaptador. Esse comprimento é de 184 mm. 

Trata-se agora, em primeiro logar, de determinar as amplificações 
das objectivas no plano do micrometro da Rahsden, para se conhecer 
o valor objectivo de cada divisão d' este, a utilisar nas medições dos 
objectos. A formula que dá a amplificação em funcção da distancia fo- 
cal e da distancia da imagem ao segundo foco (esta ultima, muito maior, 
no microscópio, do que a do objecto ao primeiro foco, supporta por- 
tanto mais facilmente o erro de observação) é, abstrahindo do signal 
algébrico, 

onde o/ se compõe do comprimento effectivo do tubo mais ou menos 
as distancias do foco posterior da objectiva e do plano do micrometro 



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— 156— 

às extremidades respectivas do tubo. A distancia do micrometro ao 
bordo superior (pag. 151) é addítiya e egual a 2,8 mm; podemos por- 
tanto adoptar, como parcella constante e independente da objectiva, a 
distancia 

184 + 23=186,8 mm 

do bordo inferior do tubo ao micrometro. Em seguida é: 

1) para a objectiva n.^ 7, 

a/=186,8 + 25,2=2l2 mm, 

/=4,96 mm, 
d'onde 

JV= 42,74, 

e o yalor objectivo de 0,1 mm (1 divisão) do micrometro 

^=0,0023 mm, 

que é precisamente o valor obtido por observação directa; 

2) para a objectiva n.^ 9, 

a;*— 186,8 + 28,2 =215 mm, 

/==3 mm, 
d'onde 

JV=71,67, 

e o valor objectivo de 0,1 mm do micrometro 

^=0,0014 mm. 

idêntico ao yalor observado; 

3) para a objectiva d.** O, 

3;*== 186,8— 17,8=169 mm, 
/=b31,9 mm, 



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— 157 — 

d'0Qde 

JV=5,3, 

e o vator objectivo de 0,1 nuD do micrometro 

^0,019 mm, 

em harmonia com a observação. As determinações directas do valor 
objectivo do micrometro da Ramsden foram feitas^ como habitualmente, 
enfocando com a máxima precisão um micrometro-objecto collocado 
sobre a platina, e dividindo um segmento central do micrometro da 
ocular pelo segmento do micrometro-objecto, cuja imagem tem um 
comprimento egual ao primeiro segmento, e cujas extremidades coin- 
cidem portanto com as doeste, quando a imagem é nitida e sem pa- 
rallaxe. É claro que os valores obtidos, respectivamente eguaes aos 
qae acabamos de calcular, são medias de observações múltiplas e em 
diversas regiões do micrometro-objecto para eliminação do erro de 
divisão, mas sempre na região central do micrometro da ocular, para 
se evitarem os erros provenientes da deformação e curvatura super- 
ficial do campo. 

Resta-nos ainda determinar as amplificações totaes do microscó- 
pio, não porque o sen conhecimento seja de grande vantagem pratica, 
mas para, no decurso dos trabalhos, podermos adquirir uma idéa suf- 
ficienlemente exacta da amplificação sob a qual um ou outro aspecto 
se torna apparente. A formula a utilisar é, abstracção feita do signal, 
conhecidamente negativo, 

flfi 

(7., pag. 125, para ni:=nt=si), onde A é a distancia entre os focos 
da objectiva e da ocular voltados um para o outro, e o/ a distancia 
do plano da imagem definitiva ao segundo foco total do microscópio, 
o ponto do olho, que se afasta pouco do segundo foco da ocular, para 
traz. Fazendo 2/ =250 mm, a distancia media da visão distincta, re- 
sulta successivamente para as combinações de cada ocular com as três 
objectivas estudadas: 



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— 158— 
A) Ocular micrometríca de Ramsijkn 

/i=28 mm 
3i(*)= 0.5 » : 

a) Objectiva n.** 7— 

fi=: 4,96 mm 

34(*)=25,2 . 
A=18i(*) + 3i+ai=209,7 mm, 
e portanto 

M0^209J_ 
^- 28.4,96 -^"' 

h) Objectiva n.* 9— 



A = 3 mm 
ii= 28.2 » 
A=212.7 » 
^=633 

cj Objectiva d.* O— 

fi= 31,9 mm 
ii=— 17,8 1 
A= 166,7 1 
JV— 46,7 

[É DOtavel que todas estas amplificações differem das que se en- 
contram attribuidas ás respectivas combinações na penúltima columoa 
da tabeliã de pag. 207 da obra de Leiss, e lhes são inferiores D*uma 
razão pouco diiSerente de Vi>3. Gomo, por outro lado, os valores micro- 



(*) ^2 representa a distancia do 1.* foco da ocular ao bordo superior do tobo, 
additiTa quando o foco fica atraz (acima) do bordo.— ^i ó a distancia do 2.* foco da 
objectiva ao plano de aJaptação á pinça, additiya quando o foco fica adeante d'esle 
plano. — 184 mm ó o comprimento material do tubo. Todas estas dimensões foram cooi- 
municadas nas paginas que precedem. 



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— iso- 
métricos achados acima (pag. i56) concordam praticamente com os 
da tabeliã referida (ultima columna) é de crer que a differença seja 
proYOcada por uma menor força ou por nma posíçSo menos elevada 
(menor A) do 1.^ foco da Ramsden de que me sirvo, e que é antiga, 
em relação ás de construcção recente, que serviram de base á con- 
fecçSo da tabeliã de Lnss.] 

BJ Ocular de Hutgens n.* 2 

/ii=. 42,0 DUO 

3i=— 28 » : 

a) Objectiva n.® 7— 

/i= 4,96 mm 
3i= 25,2 . 
A=181,2 » 

iV=214 ; 



b) Objectiva n/ 9— 



/i= 3 mm 
di= 28,2 1 
A= 184,2 • 
iV=i360 ; 

c) Objectiva n.* O— 

fi= 31,9 mm 
3i=— 17,8 . 
A= 138,2 » 

iV= 25 . 

CJ Ocular de Hdtgbns n.^ 3. Limitamo-nos a descrever o resul- 
tado do calculo. 

a) Objectiva n.** 7— 

iV=335; 



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— 160 — 

bj Objectiva n.* 9— 

iV=565; 
cj Objectiva n.® O— 

N= 40. 

As differenças, maiores ou menores, mas sempre relativamente 
pequenas, que se encontram entre as amplificações calculadas e as 
da tabeliã de pag. 207 da obra de Lniss, nao são para extranhar, atten- 
dendo quer a pequenas difTerenças entre as distancias focaes effectivas 
e as distancias focaes redondas que serviram de base á tabeliã, quer 
á differença entre o comprimento óptico effectivo do tubo e o adoptado 
por Leiss (180 mm). Mas, como ficou dito, este factor, a amplificação 
global calculada do microscópio, é pouco importante por si mesmo, e 
basta que seja conhecido com certa approximaçSo, para orientação do 
micrographo. Em cada caso especial, porém, em que se deseje conhe- 
cer com precisão a amplificação, variável até com a distancia da visão 
distincta particular ao observador e portanto menor para os myopes 
etc, determinar-se-ha pelo processo conhecido da projecção da ima- 
gem de um micrometro-objecto, por meio da camará clara, tendo-se o 
cuidado de notar com a possivel precisão a distancia do plano de pro- 
jecção á pupilla atravez das varias reflexões que a camará faz soffrer 
à luz no seu percurso, desde aquelle até esta. 

Antes de concluir este capitulo seja-me permittido consignar a 
desagradável surpreza que me causou, ao receber o microscópio, a 
ausência de tubo de tiragem da ocular, ausência para que não estava 
preparado, por d'ella não ter conhecimento, nem pelas diversas pabli- 
cações das ofiScinas de Fuess (catálogos, memorias descriptívas, pre- 
ços correntes) que todas me eram conhecidas, inclusivo a óptima obra 
de G. Leiss, que é de 1899, nem por communicação partiãúar doeste 
senhor durante o período dos pourparlers^ e, n'uma palavra, até ao 
desempacotamento do microscópio; o que é tanto mais para extranhar 
quanto, na primeira carta dirigida á firma R. Fuess, se lhe pedia que 
nos desse communicação de quaesquer aperfeiçoamentos ou alterações 
introduzidas nos seus microscópios, posteriormente à publicação da 
obra de Lnss, e mandasse quaesquer brochuras que nos podessem 
ser de alguma utilidade. Á nossa reclamação foi respondido que o bom 
ftmccionamento do mecanismo da rotação simultânea do polarísador 



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— i6i — 

e da ocular (vulgo: rotaçSo simultânea dos nicoes) é iucompatiYel com 
um tubo de tiragem da ocular, e que só os primeiros quatro ou seis 
exemplares doeste modelo foram construídos com a dita tiragem, e 
mais nenhum depois. Extraordinário é que a figura que acompanha, 
na obra de Leiss, a descripçSo d'este modelo (fig. il2, pag. 200) mos- 
tra bem claramente o tubo de tiragem, sem que no texto se chame a 
attençSo sobre o facto de se já não rx)nstruir assim o modelo vi; e á 
observação que, n'uma das suas cartas, nos faz a firma R. Fuess, so- 
bre outras divergências entre a fig. 112 da obra de Lei5S e a cons- 
trucção actual, respondemos que todas essas divergências, que cons- 
tituem complicações vantajosas em vez de simplificações não deseja- 
das, se acham bem expUcadas no texto, a pag. 201, de modo a n9o 
deixarem duvida alguma no animo do leitor, ao passo que só a que 
se refere ao abandono da tiragem da ocular, justamente, teria ficado 
por accentuar. 

A tiragem da ocular, com a faculdade de se alterar dentro de 
certos limites a distancia entre a objectiva e a ocular, isto é o com- 
primento óptico do tubo, não é om elemento insignificante da acção 
do microscópio, como poderia deprehender-se de uma passagem de 
uma carta (com data de 12 de setembro de 1902) da firma fornecedora, 
em que esta concede apenas que a ligação fixa da ocular com a Beb- 
TRAND do conoscopio ofierece certas vantagens. Esta consequência é 
sem duvida já de si importante, pois tem-se então sob a mão um 
microscópio auxiliar de factores determinados, que pode por exemplo 
servir para a determinação dos planos focaes das objectivas fortes, 
embora a amplificação das Bertrands seja demasiado fraca para per- 
mittir uma enfocação suflScientemente precisa, d'onde resulta a con- 
veniência de recorrer a outros processos, como exemplifiquei acima. 
Mas a grande vantagem da ocular em tubo movei reside na variação 
da amplificação que se pode obter com um e o mesmo par de vidros, 
objectiva e ocular. Com um augmento de 35 mm no comprimento do 
tubo, como o permittiam aqui ha dez annos os pequenos modelos de 
R. FcBss, pela sua tiragem da ocular, a amplificação da combinação 
da objectiva n.® 7 com a Hutgens n.* 2, que é, no nosso microscópio, 
de 214 (pag. 159), poderia ser elevada a 

i81,M:35_ 
i8i,J ' 

isto é na razão do máximo comprimento óptico do tubo para o mi- 
ComiiJiaGáçOJcs. Tov. v.— Sbtiiiiíbo^ 1903. 11 



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— 162 — 

nímo, como decorre da formula da amplificação (7., pag. 125), em 
que A, DO numerador, designa o comprimento óptico. Além de, mui- 
tas vezes, se poder attingir a amplificação necessária para a com- 
prehensão de um aspecto ou observação quantitativa de um pheno 
meno por simples alongamenta do tubo, sem necessidade de trocar o 
systema ou a ocular, e por assim dizer sem perder de vista o objecto, 
obtem-se com a tiragem da ocular uma gradação muito mais delicada 
das amplificações com um determinado numero judiciosamente esco- 
lhido de objectivas e oculares, por isso que cada objectiva, combinada 
com a ocular mais forte e com o tubo máximo, dá uma amplificação 
próxima (maior ou menor) da da objectiva immediatamenle superior 
em combinação com a ocular mais fraca e tubo minimo. 

Para a determinação das distancias focaes (e é de grande utili- 
dade que no próprio instrumento resida tudo o que é necessário para 
o estudo do seu funccionamento e para o conhecimento das suas con- 
stantes) também a tiragem da ocular é de grande alcance, pois se 
pode com o seu auxilio medir as amplificações de uma objectiva, ada- 
ptada ao microscópio na posição de trabalho, para duas distancias 
difíerentes da imagem de um objecto ao 2.® plano focal, cuja diífe- 
rença, que basta conhecer {a/t—xfi da formula de pag. 130), é dada 
justamente pelo percurso do tubo de tiragem. Para utilisar este me- 
thodo tive, como disse atraz, de me servir de um outro microscópio 
dotado de ocular movei. 

Para caracterísar a importância da tiragem da ocular pode ser- 
vir a tabeliã seguinte, onde foram inscríptas as amplificações das ob- 
jectivas n.^ O, 2, 4, 7, 9 e 12 com as Hutgcns n.^' 2 e 3 e a Raiisden 
micrometrica, segundo Lkiss (v. tabeliã de pag. 207), e ao lado, en- 
tre parentheses, as amplificações das respectivas combinações, mas 
para um comprimento óptico do tubo de 180 + 36=216 mm, sup- 
pondo que o tubo óptico que serviu de base ao calculo da tabeliã de 
Leiss é de 180 mm. Estas ultimas amplificações são eguaes ás pri- 
meiras multiplicadas por *'Vtóo=l,2. 



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— 163— 



OBJKcmrAS 


HUTGBNS K.* 2 


Hdtgihs r.* 3 


Ramsdkii 


1 ® 


30(36) 


40(48) 


65(78) 


2 


52 (62) 


70(84) 


105 (126) 


4 


88(106) 


120(144) 


170 (204) 


7 


22S(270) 


300(360) 


480(576) 


9 


410(492) 


540(648) 


850(1020) 


12 (im. bom.) 


600(720) 


800(960) 


1200(1440) 



É fad] de vèr que, n'estas condiçOes, se dispõe das amplificações: 
30-36, 40-48, 52—62, 66—84, 88—144, 170—204, 225—270, 
300-360, 410—720, 800—1020, 1020—1440. 

É conhecido que as objectivas fortes só dão imagens perfeitas dos 
objectos para ama determinada distancia frontal d'estes e portanto 
para um determinado comprimento óptico do tubo. Mas isto não im- 
pede que geralmente sejam sufiQcientes as imagens menos perfeitas, 
comtanto que as amplificações attinjam um certo valor, tanto mais que 
a uma variação de 36 mm na distancia da imagem ao 2.^ focal corres- 
ponde, nas objectivas fortes, uma variação extremamente pequena da 
distancia frontal do objecto, que se conta por millesimas de millime- 
tos, tal a variação da distancia frontal de uma objectiva de 3 nun, que 
é apenas de 0,008 mm quando o comprimento óptico do tubo passa 
de 180 mm a 216 nun: 



^-^=0,050-0.042=0,008 mm. 



IV— o appcurellio de illnmina^&o 



O apparelho de illuminação por luz transponente do nosso mi- 
croscópio é constituido por espelho e condensador fixo, entre os quaes 
se acha um nicol polarisador e um diaphragma-irís, e fornece um cone 
de pequena abertura, de luz polarísada, destinado á chamada observa- 
ção em luz paraUda. Pela intercalação de um condensador movei, forte, 



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— 164— 

entre o Qxo e o plano da platina, obtem-se um cone de grande aber- 
tura (luz polarísada convergente). O espelho, duplo, plano de um lado 
e concavo do outro, com um diâmetro de 44 mm, é talvez demasiado 
pequeno para os trabalhos em luz convergente, obrigando o obserra- 
dor a preoccupar-se com a sua posição, para não vèr interceptar com 
o bordo o campo conoscopico. O raio da superfície espherica é de cerca 
de 160 mm, como se obtém facilmente determinando-lhe o foco que 
dista do vértice uns 80 mm; esta distancia é a própria distancia focal, 
ciya duplicação dá o raio de curvatura. 

Apparelho de luz paralisia. — N'uma capsula, resguardada inferior- 
mente do pó por um vidro cujo engaste é ao mesmo tempo destinado 
a fechar ou abrir o díaphragma-irís, pela rotação n'um ou n'outro sen- 
tido, encontra-se o pola.risador, um prisma de Nicol, de cerca de 
27 mm de comprimento e 11,5 «13,5 mm de secção transversal, pa- 
rallela e perpendicularm^ente ao plano principal. Por cima do nicol 
está o diaphragma-rís governado, como Qca dito, pelo engaste do vi- 
protector, e este engaste traz um ponteiro que indica, com sufficiente 
approximação para o uso ordinário, o diâmetro actual da abertura da 
irís, variável desde cerca de 15 mm até proximamente 1 mm. 

O apparelho é rematado na parte superior pelo condensador fixo, 
uma lente convexo-plana de 16,5 mm de diâmetro e 4,5 mm de es- 
pessura axial, cujo engaste se aparafnsa á capsula do polarisador e 
se prolonga conicamente para cima, para vir telescopar o engaste do 
condensador movei quando se pretende estabelecer luz convergente. 
O condensador fixo pode ser afastado quer para se aparafusar outro 
condensador (por exemplo o dos apparelhos goniometrícos) quer para 
se trabalhar em luz ainda menos convergente do que a que elle for- 
nece. 

A lente-condensador tem uma distanciai focal de 23 mm, deter- 
minada pelo mesmo processo por que o foi a das oculares, mas agora 
com a vantagem de se poder conservar a lente no seu logar. É con- 
veniente notar que todos, os resultados que seguem foram obtidos com 
o polarisador em posição, e não seriam em parte os mesmos se as 
lentes tivessem sido estudadas em separado; o polarisador faz parte 
do systema dioptrico que constitue o apparelho de illuminação, e, como 
tal, deve intervir na determinação das suas constantes. 

O 2.^ plano focal (superior) dista 20 mm e o i.® plano focal (infe- 
rior) 27,5 mm, aquelle para cima e este para baixo, da superQcie su- 
perior plana da lente. Gomo a espessura, medida, da lente é 4,5 mm. 



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— 165 — 

a distancia focal seria, D'uma lente convexo-plana como esta, 25,5 — 
— 4,5=^23 mm, em harmonia com a medida, e a espessura appa- 
rente c^rca de y3«4,5 = 3 mm, que, addicíonada á distancia de 20 mm 
do 2.^ foco ao plano da lente, produz de novo, como deve succeder, 
a distancia focal de 23 mm. 

O apparelho de illuminação tem um movimento longitudinal, isto 
é parallelo ao eixo do microscópio, por meio de carrete e haste den- 
tada, cuja amplitude é de 16 mm redondos. Na sua posiçSo mais ele- 
vada, o 2.® foco fica 3 mm acima, no limite inferior do seu curso, por- 
tanto, 13 mm abaixo da superficie da platina. Pela intercalação do porta- 
objecto (com a preparação), de uma espessura de cerca de <,8 mm, 
as distancias do 2.^ foco á preparação ficam diminuídas de <,8 mm, 
mas augmentadas por outro lado de 0,6 mm que é a elevação appa- 
rente provocada pela placa paralleloplana, e são agora <,8 mm e <<,8 
ou arredondando 2 mm e 12. O cone illuminante foi calculado, para 
o ponto do objecto que se acha no eixo do microscópio, pela conside- 
ração da pupilla de emergência, que é a imagem, pela lente-conden- 
sador, da pupilla, material, de entrada (a menos que aquella seja a 
própria face plana posterior da lente, caso em que ella é material, e a 
pupilla de entrada passa a ser a sua imagem retrograda). 

Quando o objecto occupa o 2.^ foco do condensador, o que tem 
logar com o apparelho de illuminação descido apenas de 2 mm abaixo 
do limite superior do seu curso, os raios que sobre elle incidem são 
parallelos no 1.^ espaço, d'onde resulta que a pupilla de entrada é a 
secção transversal do polarisador cujas dimensões são inferiores ás 
de qualquer outra secção restrictíva do feixe parallelo (a iris tem, 
quando aberta, cerca de 15 mm de diâmetro, de modo que, assente 
centrícamente sobre o rectângulo seccional do nicol, cuja diagonal é 
de 18 mm, corta-lhe, arredondando-lh'os, os quatro vértices). E como 
a face de entrada do polarisador (11,5«13,5 mm), que fica 26,5 mm 
adeanto do 1.* foco da lente, é por esta representada a 23V26,5=20 
mm atraz do 2.^ foco, com uma amplificação (reducção) de 0,87, o 
feixe illuminante tem uma abertura de 

S.,rc(tg=iM^«í-')=S0"(5') 
parallelamente, e de 

/. l !3,5.0,87\ „3,,, 



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— 166 — 

perpendicularmente â secção principal do nicol. [Note-se que are. does- 
tas formulas é idêntico a u da formula fundamental da dioptrica 

em que A é a semi-dimensão transversal do polarisador, V>' *1>K ou 
Vs • 13,5 mm, por isso que a distancia focal f é 



a^ 20^1 



Esta abertura do cone illuminante foi calculada para o 2.® foco 
da lente. Na posição mais elevada do apparelbo de illuminação o ob- 
jecto Bca apenas cerca de 2 mm abaixo d'este foco, do que resulta uma 
pequena restricção do cone illuminante, apenas a que decorre de sub- 
stituir nas formulas acima 20 mm por 22 mm. Com effeito os raios 
que concorrem no ponto axial do objecto tornaram-se fracamente con- 
vergentes, de parallelos que eram ba pouco, no 1.^ espaço, e a face 
de entrada do nicol exerce agora a funcção de pupilla de entrada. 

Pelo contrario, quando abaixamos o apparelbo de illuminação a 
partir da posição em que o objecto occupa o 2.^ foco do' condensador, 
a imagem da face de entrada do polarisador approxima-se do objecto, 
mas já não é a pupilla de emergência; ou, pode também dizer-se, a pu- 
pilla de emergência vae sendo uma região central successivamente 
mais pequena d'essa imagem, porque os raios illuminantes passaram, 
de parallelos, a ser cada vez mais divergentes. Sem entrarmos em de- 
talhes de calculo diremos que, no limite inferior do curso do appare- 
lbo, o feixe illuminante já não é delimitado desde muito por uma sec- 
ção qualquer do polarisador, mas sim pela parte útil da lente, e tem 
uma abertura de cerca de 23^. 

Por meio da iris pode-se, em qualquer posição do apparelbo, res- 
tringir a abertura do cone illuminante proximamente até O®, e, saben- 
do-se que a iris fica 20,5 mm atraz do 1.® foco, e portanto a sua ima- 
gem 25,8 mm adeante do 2.^ foco do condensador, amplificada na re- 
lação de ^'^V^ é ^^^^^ calcular a abertura do cone illuminante corres- 
pondente a um diâmetro d da iris, por exemplo para um objecto si- 
tuado no 2.® foco da lente, pela formula 



A i á.U2\ 



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— 167 — 

Para o diâmetro máximo da íris, de IS mm, fornece esta formula 
ama abertura de 36^ redondos, o que prova que, n'esta posição do 
apparelho de illuminaçio, o diâmetro máximo da iris não funcciona 
como pupilla, visto que o cone, delimitado pela face de entrada do 
polarísador, é sensivelmente mais apertado, abstracção feita das regiões 
dos vértices, que, como dissemos, são truncados pelo disco da iris. 

Quer na posição mais elevada do apparelho, em que a pupilla de 
emergência é a imagem da face inferior do nicol, quer na segunda 
posição final, em que a pupilla é a parte útil da lente, fica esta suf* 
fidentemente afastada do objecto, em relação ao diâmetro do campo 
objectivo, para que a illuminação seja em todos os seus pontos sensi- 
velmente a mesma que é no ponto axial, que tivemos em vista. É de 
notar que, na posição inferior, uma reducção diminutíssima do diâ- 
metro da iris é su£Bciente para transportar ao plano da sua imagem 
a pupilla de emergência, do que resulta esta ficar a cerca de 40 mm 
do objecto, e ser portanto a illuminação muito mais racional, com res- 
peito à uniformidade para todo o campo objectivo. 

Esta distancia relativamente grande da pupilla de emergência, for- 
necida pelo díaphragma-iris, ao objecto é favorável também debaixo 
de outro ponto de vista, qual 6 o da vantagem de, nas medições mi- 
crometricas, os raios principaes da representação dioptrica, isto é os 
raios que passam pelo ponto axial da pupiUa de entrada da objectiva^ se 
approximarem quanto possível do parallelismo ao eixo dioplrico. Aper- 
tada a iris o suficiente para que a sua imagem pelo condensador, res- 
tringindo o cone illuminante a ponto de inutilisar a pupilla de entrada 
própria da objectiva, venha substituir-se a esta, os raios principaes 
podem considerar-se praticamente como parallelos ao eixo, desde que 
o objecto se acha a uma distancia de 40 mm da pupilla de entrada da 
objectiva; d'ahi a marcha telecentrica da luz no I.* espaço e a medi- 
ção micrometrica na ocular independente da precisão de enfocação, 
ao menos muito approximadamente. 

Mas parece-me que nada se opporia a que se transportasse o dia- 
phragma-iris para o próprio i.^ foco do condensador, realisando-se 
então com toda a precisão o que actualmente só é approximado. A ima- 
gem da iris pela lente passaria ao infinito, e uma diminuição suíTiciente 
do seu diâmetro forneceria á objectiva uma pupilla de entrada no infi- 
nito e a pupilla de emergência no seu 2.° focal. Gonstructivamente se- 
ria necessário afastar mais o polarísador da lente-condensador, para 
desimpedir o i.^ plano focal d'esta; mas por outro lado seria inútil 
dar uma amplitude tão grande (16 mm) ao curso longitudinal do appa- 



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— 168— 

relho de illominaçio» cujo Qm actualmente d2o pode ser outro senJk) 
afastar a pupilla do objecto, yisto que a restrícçSo da abertura do cone 
iUuminaDte se obtém mais vantajosamente e mais commodameote por 
meio da íris do que pelo abaixamento do apparelho. Bastaria então uma 
amplitude de alguns millimetros que permittisse intercalar e extractor 
o condensador movei. 

A determinação directa da apertura do apparelho de illuminaçio 
pelo methodo crystallographico, acima descripto, forneceu, para a posi- 
ção mais elevada do apparelho, uma imagem de apertura do polarisa- 
dor de 1,9 e i, 6 mm no micrometro da Ramsden, com os vértices arre- 
dondados pelo disco da iris. A observação foi feito com a objectiva n.^ 7, 
Ramsdkn e Bertrand competente, sobre a placa de mica de que nos 
servimos no estudo das aperturas das objectivas. Gomo para este pro- 
cesso de observação a constante conoscopica achada (pag. 138) é 0,299, 
as aperturas numéricas dos dois feixes, perpendicular e parallelo á sec- 
ção principal do nicol, são respectivamente 0,95*0,299 e 0,8*0,299, 
correspondentes a duplos ângulos, no ar, de 33^ e 27^,5, isto é muito 
proximamente os valores obtidos ha pouco pelo calculo (pag. 165). A 
iris, completamente apertada, deixa passar um feixe illuminante de cerca 
de 2*,5 de abertura. Emfim, afastada a lente-condensador, e sempre 
na posição mais elevada do nicol, o cone illuminante tem uma aper- 
tura de IQf a H\ 

O condensador composto. — A illuminação com luz fortemente con- 
vergente obtem-se intercalando no percurso da luz, entre o condensa- 
dor fixo, de que acabamos de falar, e o Objecto, uma segunda lente 
convexo-plana de pequena distancia focal, que, combinada com a que 
constituo o condensador fixo, forma um systema de distancia focal um 
pouco maior do que a d'esto segunda lente, mas com o 2.® foco muito 
próximo da face posterior plana, o que é importante para a consecu- 
ção de uma grande apertura numérica. É a esto combinação das duas 
lentes convexo-planas que chamamos condensador composto ou duplo. 

A disposição por meio da qual se intercala e se afasta, á vontade, 
a lente auxiliar tem a grande vantogem de não exigir a remoção do 
objecto de sobre a platina, de modo que a passagem da illuminação 
quasi parallela para a convergente pode fazer-se sem interrupção do 
exame. Na posição de trabalho a face posterior plana do systema fica 
muito próxima (ca. de 0,15 mm apenas abaixo) da superficie da pla- 
tina, ao mesmo tempo que o condensador fixo se approxima do mo- 
vei tanto quanto lhe permitte o prolongamento cónico da sua capsula. 



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— 169— 

Ocando por fim a uma certa distancia, invariável, d'elle; mas o systema 
de coDJQgação das daas lentes não lhes assegura uma centragem re- 
ciproca perfeita, como seria para desejar. A luz convergente assim ob- 
tida é iitilisada na observação da figura de interferência dos crystaes 
aoisotropicos (observação conoscopica), e pode também selo com 
grande vantagem na observação orthoscopica com objectivas fortes 
bem corrigidas, que admittem feixes mais abertos do que os forneci- 
dos pelo condensador simples fixo. 

Os elementos do condensador duplo foram determinados como os 
do condensador simples fixo. O 2.^ plano focal fica 0,05 mm acima da 
superfície superior plana do systema, que tem por distancia focal 8,3 
mm. Em ambas estas determinações foi de grande utilidade o diapbra- 
gma-irís, pois só com o seu auxilio se tomou possível enfocar, empre- 
gando a objectiva n.° 7, as imagens imperfeitas do horisonte e da es- 
cala^ projectadas por um systema tal como é o condensador composto, 
relativamente forte e não corrigido. O 2.^ foco vem a ficar, na posição 
de trabalho, 0,1 mm abaixo da superficie da platina, portanto cerca 
de 1,5 mm abaixo da preparação sobre porta-objecto. 

Comqnanto o condensador composto seja muito útil, como ficou 
dito, para a observação orthoscopica com objectivas fortes, o seu ver- 
dadeiro fim reside na producção de um cone illuminante de grande 
abertura, para o estudo dos crystaes em luz convergente. É por isso 
da maior importância o conhecimento exacto da sua apertura numérica. 

Esta apertura obteve-se pela medição do diâmetro da imagem 
conoscopica de uma placa de mica de angulo óptico conhecido, a mesma 
que serviu no estudo das objectivas, com o auxilio de um systema ob- 
jectivo de grande apertura, maior do que a do próprio condensador, 
para que não ponha a d' este, que se procura, fora de funcção. Um tal 
systema objectivo é o de (lint, que R. Fuess construe para observação 
dos poios de eixos ópticos de grande divergência. 

A medição da distancia dos poios dos eixos ópticos da mica, e 
bem assim do polo dos raios de divergência angubr máxima admitti- 
dos pelo condensador (limite do campo conoscopico), ao eixo dioptríco 
do microscópio, fez-se com o auxilio da Bertrand n.'' 4 e da Ramsden 
micrometríca. O liquido de immersão (pois trata-se de uma apertura 
numérica superior à unidade, que no ar não entraria em funcção) in- 
terposto entre a preparação e os dois systemas, objectiva e condensa- 
dor, foi monobromonaphtalina a, cujo Índice de refracçSo é superior á 
apertura numérica de todos os systemas que se construem actualmente. 
É sabido que a condição essencial do funccionamentp de uma deter- 



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— 170— 

minada apertura é qae os meios interpostos entre o condensador e a 
objectiva tenham todos índices não inferiores á apertura em qaestão, 
não importando de resto o yalor concreto d'esses índices. 
Ao semi-angolo óptico da mica, no ar, 

je=33M6', 

corresponde a centrodistanda do polo do eixo óptico 

p=r 0,825 mm, 

no micrometro da ocolar, d'onde a constante conoscopica da objectira 
de flint 

p 

O campo conoscopico, determinado pela apertura do condeosa- 
dor, não abrange eTideotemente o campo total da objectiva, o que se 
revela por um annel obscuro que circunda aqueUe; o seu raio, no mi- 
crometro da ocular, é 

p,= l,75 mm, 

e d'ahi a apertura numérica do condensador 

com que concorda satisfactoriamente a indicação catalogai de R. Fukss, 
segundo a qual a apertura do condeusador composto é 1,2. Em moDO- 
bromoDaphtalina a, que a SO^^C tem um índice de refracção l,65ó, a 
a divergência angular correspondentp. á apertura numérica 1,16 é 
44® 4(y, e portanto o angulo dos eixos ópticos ainda conoscopicamente 
determinável por meio d'este condensador e de uma objectiva de aper- 
tura não inferior à d'elle, é, em monobromoDaphtalína a, de 

2.44U0'=89"20'. 

A apertura 1,6 é justamente a divergência numérica dos eixos ópticos 
da olivina n'uma placa normal á bissectriz aguda. 



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— 171 — 

Para coDclair o capitulo sobre o apparelho de ílluminação, resta- 
Qos notar algans defeitos qae eDcontrámos na construcção doesta parte 
do microscópio. O melhor processo de yerificação consiste em obser- 
var, com mna objectiva fraca (n.^ 0) e a ocular ordinária, as imagens 
do polarísador e do diaphragma-iris que o condensador duplo projecta 
pouco acima do plano da platina. 

O primeiro defeito que se faz sentir, quando, enfocada a imagem 
do polarísador, se faz girar a platina, é o movimento d'aquella ima- 
gem em relação ao retículo, proveniente do arrastamento do conden- 
sador intercalavel pela platina, á qual está ligado pela alavanca de in- 
tercalação. Este arrastamento não é uma rotação conjunctamente com 
a platina, mas apenas um movimento do centro da lente em torno do 
eixo do condensador fixo, como o movimento de um excêntrico. O que 
dizemos da imagem do polarisador com maior razão se applica i ima- 
gem da irís; o movimento de excêntrico da lente auxiliar, provocado 
pela rotação da platina, desloca mais fortemente ainda a imagem da 
íris, decerto por esta imagem se achar n'um plano mais afastado da 
platina do que a imagem do polarisador. 

Para destruir este defeito oflferecem-se dois meios: tornar a lente 
auxiliar completamente independente da platina, apenas intercalada e 
levada à posição de trabalho pela elevação do condensador fixo, ou, 
conservando-a solidaria com a platina e então sem contacto com o 
condensador fixo, adaptar-lhe uma disposição de centragem que per- 
mitia fazer coincidir o seu eixo com o eixo de rotação da platina. Em 
ambos os casos é necessário applicar ao apparelho de illuminação uma 
disposição de centragem d'este em relação ao eixo díoptrico do micros- 
cópio. 

O processo de intercalação e extracção da lente auxiliar nos mi- 
croscópios (modelos grandes) de R. Fuess, cujos detalhes constructí- 
vos se podem vêr na já muito citada obra de Leiss, é sem duvida en- 
genhoso e extremamente commodo, mas, como fica dito, pouco per- 
feito, em consequência da dupla solidariedade em que a lente auxiliar 
fica, por um lado com o apparelho de illuminação, por outro com a 
platina, e pela ausência de disposição de centragem no apparelho de 
illuminação. A própria lente auxiliar é centravel perpendicularmente 
á direcção da alavanca de intercalação, por meio do parafuso de para- 
gem, mas já o não é na direcção da alavanca; mas a capsula que traz 
o polarisador, a íris e o condensador fixo, bem como o tambor den- 
tro do qual se desloca longitudinalmente esta capsula, não consentem 
deslocamento algum de centragem. 



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— 172— 

A transformaçSo mais coaTeniente d'este apparelho consistiria na 
sntistitaiçio da disposição de intercalação da lente auxiliar por outra 
que» tal como uma ha pouco proposta por Weinschenk, rompe a ligação 
da lente com a alavanca, para deixar subsistir apenas a ligação com 
o polarisador (e condensador fixo); e em applicar a este ultimo, isto é 
ao apparelho de illuminação total, um mecanismo de centragem, como 
teem os microscópicos inglezes de Beck e creio que os de Zeiss* 

O defeito de que temos tratado, da excentricidade e do desloca- 
mento das imagens de apertura do polarisador e da iris, provoca illu- 
minação mais ou menos obliqua, em azimuthe variável, em vez da illu- 
minação central ou axial que seria para desejar. Se enfocarmos com 
a objectiva n.^ O (e a Hotgens n.® 2) a imagem da iris apertada, lan- 
çada pelo condensador simples fixo, depois de termos centrado o mi- 
croscópio em relação à rotação da platina, notamos que o centro do 
retículo se acha notavelmente afastado do centro da imagem da iris, 
isto é, que a iris apresenta forte excentricidade, chegando até, em 
certas posições, a excluir o centro do retículo. A illuminação do ob- 
jecto é portanto n*estas condições accentuadamente obliqua. 

O movimento simultâneo dos nicoes faz oscillar o retículo da ocu- 
lar mais ou menos fortemente em relação ao objecto, segundo a força 
da objectiva com que se observa. Um mecanismo de centragem do ap- 
parelho de illuminação permittiria efiectuar a centragem da iris em 
qualquer azimuUie que venha a occupar a secção principal do polarisa- 
dor, embora se conservasse ordinariamente a iris centrada para o pri- 
meiro azimuthe (O® do disco superior). É digno de notar-se que no nosso 
microscópio o azimuthe para o qual a iris (e o polarisador) accnsam me- 
nor excentricidade é o de 18u^, o que dá felizmente, sob todos os pon- 
tos de vista, o mesmo resultado como se a excentricidade minima ti- 
vesse logar para o primeiro azimuthe (O®). 

Um outro defeito constructivo importante do apparelho de illumi- 
nação é a necessidade de extrahir longitudinalmente o polarisador, 
quer para o afastar completamente e tornar assim a illuminação, em 
luz natural, muito mais intensa (o polarisador absorve cerca de me- 
tade da luz natural cy^e incidiria, na sua ausência, sobre o preparado), 
quer para affastar o condensador fixo ordinário ou substituil-o por ou- 
tro, tal como o dos apparelhos goniometricos; a isto accresce (a me- 
nos que se adquira uma capsula sem polarisador, mas egual à doeste, 
e, em especial, com o diaphragma-iris) a impossibilidade de se empre- 
gar luz natural tomada fracamente convergente pelo condensador or- 
dinário. O inconveniente é patente e notável, e toma, conjunctamente 



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— 173 — 

com os defeitos de exceDtricidade apontados, o apparelho de illumina- 
ção em questão pouco próprio de um grande microscópio. 

Resta-nos ainda dizer alguma coisa do polarisador como elemento 
do apparelho de illamínação. Este nícol deve ser adequado ao conden- 
sador composto sob o ponto de Tista da apertura immeríca, o que quer 
dizer que as suas dimensões devem permittir que se utilise a apertura 
Dumerica (total) do condensador, de outro modo esta apertura seria 
puramente illusoria. Ora, ao determinarmos a apertara do condensa- 
dor, obsenrámos que o disco luminoso occupado pela imagem de in- 
terferência da mica é um circulo perfeito em toda a volta á excepção 
de um segmento correspondente ao angulo obtuso da face de entrada 
do nicol com a face longitudinal que substituo a aresta contigua do 
rhomboedro; aqui a circumferencia do campo é substituida por uma 
curva de menor curvatura que inutilisa um menisco da apertura do 
condensador, de cerca de 0,23, o que não é insignificante. Este phe- 
Domeno demonstra que a dimensão transversal do nicol, parallela á 
secção principal, é insufficiente para a utilisação completa da apertura 
numérica do condensador composto. Bastaria decerto a substituição 
do prisma de Nicol (de faces terminaes fortemente inclinadas sobre 
o eixo) por um prisma polarisador de faces terminaes normaes (ou 
proximamente) ao eixo, para remover este defeito. 



V*— o apparôll&o de pola.rifeia.^&o 



Este apparelho consta de polarisador, de que ha pouco falíamos, 
e de dois analisadores de faces terminaes axonormaes. A capsula do 
polarisador traz, próximo do bordo inferior, uma cabeça de paraAiso 
saliente que, entrando n'um dos três recortes angulares do tambor em 
que corre a capsula, fixa o nicol em três azimuthes differentes. Um 
dos recortes, o 1.° da esquerda, determina a posição normal do nicol, 
com o seu plano principal parallelo a um dos fios das oculares, quando 
estas estão também encaixadas na posição normal; o fio em questão 
distingue-se do outro por um recorte do diaphragma, que lhe corres- 
ponde. O azimuthe d'este fio e do plano principal do polarisador, na po- 
sição indicada dos parafusos de orientação, pode denominar-se o i.* 
azimuthe do microscópio, que na i.' posição, isto é quando o 0^ do 
disco do movimento simultâneo está no índex de leitura (O do nónio), 



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— 174 — 

coincide com o plano antero-posteríor (plano de symetría) do observa- 
dor; é esta a posição ordinária de trabalho, de certo modo única nos 
microscópios sem rotação simultânea dos nicoes. 

Quando a cabeça do parafuso de orientação do polarisador entra 
no 2.° recorte do t^bor, cujo azimuthe forma um angulo de 45^ com 
o do <.^, o plano principal do nicol forma egualmente um angulo de 
45^ com os fios da ocular em posição normal, no sentido do movi- 
mento das agulhas do relógio para o observador com o olho na ocular; 
o nicol está então em posição diagonal. Emflm, com o parafuso de 
orientação no 3.° recorte, o polarisador tem o seu plano principal per- 
pendicular ao i."" azimuthe, está na sua posição transversal. 

O polarisador é dotado de rectificabilidade azimuthal, bem como 
o analisador superior, para que a todo o tempo se possa restabele- 
cer o parallelismo perfeito dos seus planos principaes com os fios cor- 
respondentes da ocular, quando por qualquer causa tenha sido des- 
truido. A disposição da rectificação é muito commoda e relativamente 
simples. 

A capsula do analisador superior traz dois index, um na extre- 
midade de um braço radial comprido, que vem indicar na divisão do 
disco do movimento simultâneo o angulo azimuthal que faz a sua sec- 
ção principal com o 1.° azimuthe, isto é com a secção principal do ni- 
col polarisador e com o fio correspondente da ocular em posição nor- 
mal, e o outro destinado a cruzar as secções principaes dos nicoes 
quando se utilisa o analisador com oculares de prato, que trazem uma 
marca para a posição do cruzamento. Por debaixo do prisma polari- 
sante a capsula traz as aberturas usuaes para a introducção de placas 
estauroscopicas em posição diagonal. 

A passagem de luz analisada para a luz tal como emerge da 
ocular e inversamente faz-se por uma disposição de gaveta, que per- 
mitte operar a transformação sem remoção do apparelho, e portanto 
sem necessidade de se deslocar o olho, o que é de grande vantagem. 
Este analisador superior é principalmente destinado a trabalhos em 
que se utilisa o movimento simultâneo dos nicoes; de resto, pode ser, 
na grande maioria dos casos, substituido pelo chamado analisador do 
tubo, que é um analisador de gaveta, deslocavel n'uma abertura pra- 
ticada na parte inferior do tubo, e ha muito adoptado. Um aperfeiçoa- 
mento importante e não muito antigo da construcção primitiva doeste 
apparelho consiste em se lhe poder imprimir uma rotação até 90® sem 
necessidade de o extractar, por meio de uma alavanca com um index, 
que marca n'um quadrante em alpendre o angulo da secção principal 



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— 175 — 

do nícol com o 2.' azinauhe ou azimathe transversal (perpendicular ao 
1°), no sentido contrario ao do movimento das agulhas do relógio, para 
o observador com o olho na ocular; ao O'' do quadrante corresponde 
portanto cruzamento com o nicol inferior (polarisador). Seria preferi- 
vel que os ângulos fossem contados no mesmo sentido em que o sao 
os do movimento simultâneo, para o emprego, de resto mesmo assim 
muito commodo, doeste movimento applicado exclusivamente ao pola- 
risador, conjunctamente com o analisador do tubo, que permitte levar 
os nicoes cruzados, a qualquer posição, em especial à posição diago- 
nal, a respeito da placa conservada immovel. Pode-se em seguida, uti- 
lisando o encaixe das oculares correspondente á posição diagonal, 
orientar os fíos (ou o micrometro) nos planos antero-posterior e trans- 
versal, e estudar assim o angulo dos eixos ópticos n'uma preparação 
que, por qualquer motivo, não convenha fazer girar. 

A rotação do analisador do tubo, de sentido contrario áquelle 
por que o polarisador passa do recorte da posição normal ao recorte 
da posição diagonal, também não permitte cruzar os dois em posição 
diagonal, com o 1." azimuthe no plano antero-posterior (posição ordi- 
nária de trabalho), mas apenas tornal-os parallelos, o que é muito me- 
nos frequentemente desejável. Emflm o 0^ do quadrante d'este anali- 
sador define a posição do cruzamento com o polarisador em posição 
normal, em vez de, como seria racional e tem logar para o analisa- 
dor superior, definir a posição de parallelismo. 



VI. — o apparellio oonosoopioo 



Este apparelho é destinado ao estudo dos phenomenos de inter- 
ferência das duplas ondas que atravessam mn crystal sob divergên- 
cias e em azimuthes diversos. É sabido que segundo cada direcção de 
uma placa paralleloplana de um crystal, coUocada sobre a platina do 
microscópio, se propagam ondas de luz que teem em geral, para cada 
direcção, duas velocidades differentes e planos de polarisaçSo ortho- 
gonaes. Estas ondas, em que o crystal desdobra as ondas de polari- 
sação uniforme que Ibe vêem do polarisador e cujas normaes o con- 
densador composto transforma n'um cone de grande apertura numé- 
rica, interferem â sabida do crystal e dão logar a determinados phe- 
nomenos de polarísação chromatica. Gomo estes phenomenos são de- 



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— 176 — 

Tidos é acção mulua de ondas paràUelas, teem a sua sede no 2.^ 
plano focal de um systema dioptríco por ellas atraressadu, do qual 
se acharão tanto mais reforçados quanto maior fòr a área da placa 
crystallina atravessada pelos raios de toda a divergência, até áquella 
que o systema ainda admitte. Cada ponto do 2.^ plano focal da obje- 
ctiva (ou do conjuncto de qualquer numero de systemas centrados 
successivamente atravessados pela luz em questão, em especial do mi- 
croscópio considerado como um tal systema) é sede do phenomeno re- 
sultante da interferência de dois systemas de ondas de determinada di- 
recção nos meios que envolvem o crystal, é o ponto represeniativo ou 
polo da direcção correlativa. O seu conjuncto constituo a imagem cofws- 
copica da placa em estudo, que se realisa pela primeira vez no 2.® plano 
focal da objectiva de observação. É n'este plano focal que deveria eo- 
contrar-se o diaphragma de apertura das objectivas destinadas a este 
modo de observar, que são, por causa da grande apertura necessária, 
systemas fortes e muito fortes, isto é de distancia focal não superior 
a 6 mm. Infelizmente os constructores de instrumentos ópticos ainda 
se não resolveram a esta innovação, d'onde resulta em geral obser- 
var-se a imagem conoscopica com os contornos indecisos, devido a um 
diaphragma cujo plano não coincide com o da imagem (parallaxel); ao 
passo que a enfocação seria muito mais precisa se podesse fazer-se 
por meio do bordo do diaphragma do que o é conseguida só por meio 
da própria imagem de interferência, menos nitida e portanto menos 
apropriada á constatação da ausência de parallaxe a respeito do retí- 
culo. É claro que em systemas com 2.^ foco virtual, como os nossos 
n.®' 7 e 9, o diaphragma terá de ficar no 2.^ foco (real) da lente fron- 
tal ou das duas ou três lentes anteriores se o systema fòr constitnido 
por três ou quatro, das quaes só a ultima produza um foco virtual. 
Já descrevemos o condensador composto e as objectivas n.^ 7 e 
9 que servem para a observação conoscopica. Falta-nos uma objectiva 
de immersão homogénea, muito útil n' estes estudos, que o sen grande 
custo nos impediu de adquirir. Em compensação possuímos o systema 
de flint, para mineraes de grande divergência dos eixos ópticos, que, 
se bem que impróprio para medição do angulo óptico, por não ser cor- 
rigido sob o ponto de vista do aplanatismo, cuja condição de egual am- 
plificação por todas as zonas do systema è a base da proporcionalidade 
dos senos das divergências ás centrodistancias dos poios, nos permitte 
ao menos a observação qualitativa e a avaliação approximada do angulo 
óptico, quando a divergência numérica do eixo fôr superior a 0,9 e in- 
ferior á apertura 1,16 do condensador composto ordinário^ ou ainda à 



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— 177 — 

apertara de cerca de 1,4 do condensador de fliiú conjugado com o dito 
systema. 

Como já a propósito da determinação da apertara numérica das 
objectivas fizemos notar, para qae os poios dos eixos ópticos de uma 
placa normal a uma bissectriz, oú, mais geralmente, para que o ponto 
representativo ou polo de uma direcção qualquer da placa crystallina 
em estudo caía dentro do campo conoscopico é necessário e sufficiente 
que as apertaras numéricas a, da objectiva e a« do condensador, e o 
índice de refracção mínimo % dos meios, delimitados por planos axo- 
normaes, que se acham interpostos entre o condensador e a objectiva, 
satisfaçam ás condições: 

a. >) 

a. > PsinF, 

onde F é o angulo da referida direcção no crystal com a normal da 
placa snpposta parallela ao eixo do microscópio, e ^ o índice de re- 
fracção do crystal para aquella mesma direcção. Geralmente F é o 
semi angulo dos eixos ópticos em torno da bissectriz á qual é per- 
pendidular a placa, e |3 o índice principal médio do crystal. PsínFpode 
chamar-se a divergência numérica da direcção em questão, em especial 
dos eixos ópticos, em relação á normal da placa» oa seja á bissectriz 
considerada. 

Quando PsinF>l não ha systemas qae mostrem os traços dos 
eixos ópticos logo que em qualquer ponto do eixo do microscópio, en- 
tre o condensador e a objectiva, se interponha ama camada de ar, 
para o qual èn=l. D'aqai resulta a necessidade da substituição do 
ar por um liquido de índice superior á divergência numérica dos eixos 
ópticos do crystal, e da construcção de condensadores e objectivas 
cuja apertara namerica permitta o accesso e a emergência dos raios 
que no espaço intermediário possuem uma divergência numérica >> 1 
e não existiriam portanto no ar. São estes os chamados systemas de 
immersão. 

Os elementos focaes de uma lente de fronte plana (plano-convexa), 
para o meio que confina com a superficie espberíca, são independen- 
tes do meio que confina com a superficie plana, e em especial para 
o ar os mesmos que seriam se a fronte plana confinasse também com 
o ar em vez de confinar com qualquer liquido de immersão. Isto é já 
de si evidente para a posição do plano focal, visto que os raios axo- 
parallelos que incidem sobre a superficie plana não soffrem desvios, 

CoimuiacAçOiss. Tom. v.— Outubbo^ 1903. 12 



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— 178— 

qualquer que seja o meio do qual passem para a leute, por terem in- 
cidência normal. Se se trata de um systema que tenha, por detraz da 
lente de fronte plana» uma ou mais lentes quaesquer, mergulhando to- 
das no mesmo meio que confina com a superfície espheríca posterior 
da lente frontal, a posição do plano focal posterior do systema é egual- 
mente independente do meio anterior, visto que é o plano conjugado, 
a respeito das lentes adventicias, com o plano focal posterior da lente 
frontal plano-convexa. 

A conservação da 2.^ distancia focal demonstra-se por meio das 
formulas de composição de duas superfícies (4., 5., 6., pag. 124 e 
125), onde se pode fazer 

designando por d a distancia dos planos prindpaes voltados um para 
o outro, que na composição de uma lente por duas superfides simples 
se reduz á espessura da lente, visto os planos príncipaes individuaes 
passarem pelos vértices respectivos. Chamando Zi e 2!% ás distancias 
dos planos focaes parciaes não voltados um para o outro aos vértices 
das superficies competentes, contadas dos focos para os vértices e po- 
sitivamente no sentido da marcha da luz, as distancias das ditas super- 
fides aos planos focaes totaes, também positivas no sentido da mar- 
cha da luz, são 

Z=Zi — K, z'=sz'% — tí. 

As distancias zi e zf% são, no caso de os elauentos de composi- 
ção serem simples superficies, ai.* distancia focal da primeira super- 
ficie e a 2.* da segunda superficie, de modo que pode p6r-se 

Applicando estas relações a uma lente collectíva cuja delimitação 
para com o 1.® espaço é plana, para a qual é portanto /t= — /'i=od, 
sem quebra d'esta outra relação 

fi «i' 



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— 179 — 

em que n, é o índice do vidro e ni o do meio do primeiro espaço, e 
também da relaçSo 

fi -.' 

por ser o i." espaço occnpado pelo ar, e escrevendo emflm as forma- 
las de composiçio sob a forma 

/= AÃ „ fi 



fi-ft+d íi_A,l' 



/'= 



rifi 



ft-fi + d j_Ã_^£' 



resulta 



Pi 'Pi 

Z=:^(f^-d), V = /', = /', 

expressões estas que se traduzem pelas seguintes palavras: I. a dis- 
taucia focal total para o espaço do lado da superfície espberíca da lente 
é invariavelmente a mesma (ft) que competiria, como 2.^ distancia fo- 
cal, àquella superfície, considerada isoladamente e separando o ar, em 
contacto com o lado convexo da superfície (2.^ espaço), do vidro com 
o Índice n, no 1.* espaço; II. a distancia do 2.* plano focal ao vértice 
da soperficie posterior espherica, 2f=ft=f, é independente do Ín- 
dice do liquido de immersão em contacto com a superfície anterior 
plana, bem como a posição do 2.® plano principal que é o plano trans- 
versal pelo vértice da superfície espherica. 

Quanto á posição do 1.^ foco, relativo ao espaço occnpado pelo 
liquido de immersão de Índice m, que molha a fronte plana da lente, 
a formula 

demonstra que o 1.^ plano principal fica á distancia dni/% da fronte 
plana para o interior da lente (para ar com iit=:l e crown com n,=73 
ca*, portanto, a V» <la espessura da lente)> ou, por outras palavras. 



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— i80— 

qae as distancias ^—(f+d/n^) e d/n, a que, no ar, o 1.® foco e o i.^ 
poDto principal ficam da fronte plana, e addidonadas perfazem por- 
tanto a distancia focal —f para o ar no 1.® espaço, teem de ser mul- 
tiplicadas pelo Índice m do meio de immerslo, para fornecerem as 
grandezas correspondentes quando o 1.® espaço é occupado por aquelle 
meio: ai.* distancia focal f= — mf e a distancia frontal do 1.® foco 
f—dm/n,. 

Até aqui para uma lente plano-couTOxa. Se se trata de um sys- 
tema composto por uma tal lente e por uma ou outras mais seguin- 
do se-lhe do lado opposto á face plana, que contínua a ser a fronte, 
as formulas de composição supracitadas mostram ainda que a 2/ dis- 
tancia focal total e a posição do 2.® plano focal são independentes do 
meio que confina com a face plana, yisto que f^ V e portanto z! são 
independentes da distancia focal /i da lente plano-convexa, relativa ao 
meio frontal de Índice i»i, imica grandeza^ n'aquellas expressões, que 
varia com m; ao passo que ai.* distancia focal e a grandeza que ca- 
racterísa a posição do 1.® foco soffrem a multiplicação por m, como 
atraz. 

Isto que dissemos tendo mais especialmente em vista um systema 
de observação, uma objectiva, é, linha por linha, applicavel a um sys- 
tema de illumínação, um condensador, de fronte plana, com a única 
differença que, para este, a marcha da luz é inversa, e teríamos de 
trocar uma com a outra as designações de 1.^ e 2.® espaço bem como 
as correlativas. A conclusão praticamente importante d'estas conside- 
rações é que, pela interposição do liquido de ímmersão entre a pre- 
paração e os dois systemas, não soffrem alteração nem a posição do 
plano da imagem conoscopíca (2.^ plano focal da objectiva) nem a 2.* 
distancia focal f da objectiva, que figura na expressão da apertura nu- 
mérica e em especial na da divergência numérica de um eixo óptico 
(ou qualquer outra direcção) ^únV=p/f, bem como também não sof- 
frem alteração os elementos correspondentes da combinação da obje- 
ctiva com a Bertrand ou com a ocular (processo de Klein). 

A divergência numérica de uma direcção de um crystal a respeito 
da normal da placa em estudo é o producto do seno do angulo da di- 
recção em questão com a normal da placa pelo índice de refracção do 
crystal para a onda normal áquella direcção ou seja ^sinF, alargando 
a significação usual de |3 e T. O processo conoscopico de determina- 
ção da divergência numérica consiste na medição micrometrica da 
controdistanda p do ponto representativo ou polo da direcção em es- 
tudo, isto é da distancia d'este polo ao eixo do microscópio. Depois 



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— 181 — 

a relaçSo 

|3smK=^, 

em que f, a distancia focal (para o ar) do systema oa coDJuncto de 
systemas qae foraece a imagem conoscopica no plano do mícrometro, 
é conhecida de antemSo ou determinada por meio de um mineral de 
conhecida divergência numérica dos eixos ópticos a respeito da bisse- 
ctriz (aguda), fornece a divergência numérica procurada, mas sõ sob 
a condição de o eixo do microscópio ser normal à placa. A mesma 
condição é exigível quando se trata de determinar a constante 1/^por 
meio da divergência numérica dos eixos ópticos de uma placa pa- 
drão. Em geral a perpendicularidade do eixo do microscópio á super- 
ficie da platina é suflScientemente perfeita para permittir a appUca- 
ção do processo conoscopico. de si não muito exacto; e pode tor- 
nar-se muito perfeita fazendo uso de uma platina inclinavel, tal como 
a de Klein, que se coUoca previamente normal ao eixo do microscó- 
pio por um processo de autocoUimação que descrevemos adeante, e 
que pode também servir para verificar a perpendicularidade da platina 
ao eixo. Embora a perpendicularidade se obtenha então para o micros- 
cópio armado como uma objectiva fraca, a direcção do eixo do mi- 
croscópio não variará sensivelmente com a substituição da objectiva 
fraca por uma forte, tal como é necessária nas observações conoscopicas. 

Uma outra condição do calculo da divergência numérica pôr meio 
da controdistancia do ponto representativo é que o traço O do micro- 
metro esteja no eixo do microscópio. O erro proveniente da ausência 
d'esta coincidência elimina-se facilmente repetindo a leitura depois de 
ler feito girar a platina de 180® no seu plano, e tomando para resul- 
tado a media das duas leituras. É claro que as divisões do microme- 
Iro devem ser eguaes entre si, mas podem ter uma dimensão com- 
mum qualquer. 

Já atraz dissemos, a propósito da determinação da apertura nu- 
merica dos systemas fortes, que sempre que o Índice n! de um meio, 
interposto em camada paralleloplana transversal entre a placa crys- 
tallina e a objectiva, fòr inferior á divergência numérica da direcção 
em estudo, isto é sempre que tiver logar a relação 

n'<PsinF, 

o angulo E de divergência, a divergência angular d'aquella direcção, 



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— 182 — 
definida por 

será uma grandeza imaginaria (sin £'> 1), o que quer dizer que a onda 
normal à nossa direcção se reflecte totalmente no plano transversal de 
separação do meio precedente (com ii>>psinF) para o meio de índice 
n'^ em que portanto não penetra. Bem como o seno, o angulo E! é 
imaginário, e portanto é errado dizer-se, como o fazem alguns aucto- 
res, que o angulo duplo 2£' (dos eixos ópticos) é maior do que 180^ 
em vez de dizerem que é imaginário. No ar é o angulo E^ imaginário, 
e a onda normal ao eixo óptico ou á direcção em questão não penetra 
n'ella sempre que |3sinF>l, isto é, sempre que a divergência numérica 
fôr superior à unidade. N'este caso, mesmo quando o systema secco, 
cuja apertura numérica máxima é praticamente 0,95, attingisse a aper- 
tura máxima tbeorica de 1, o polo do eixo óptico não seria observável 
pela simples razão de que não existiria sequer. Só um systema de im- 
mersão o revelaria, cuja apertura numérica a não fosse inferior à di- 
vergência numérica |3sinF do eixo. Á apertura máxima pratica dos 
systemas seccos, 0,95, corresponde uma apertura angular de 71®48',5, 
e um angulo dos eixos ópticos, no ar, de 143^37'. 

Se a interposição do liquido de immersao entre a preparação e 
as frontes planas da objectiva e do condensador não altera o valor de 
p, proporcional à divergência numérica do eixo óptico, d'onde resulta 
a inutilidade, sob este ponto de vista, de immergir a preparação sem- 
pre que um dos dois systemas fôr secco (de apertura numérica <1), 
uma tal interposição tem comtudo a vantagem de angmentar o afasta- 
mento máximo entre objectiva e condensador, com o qual ainda pode 
utilisar-se a apertura numérica (total) d^aquelle dos dois systemas que, 
tendo-a menor, determina a apertura útil da combinação. O mesmo que 
dizemos com respeito á interposição de liquido entre systemas seccos 
devemos dizer da substituição de um liquido de indice m por outro 
de indice na>ni^ entre systemas de immersao, logo que já é fii>a, 
a apertura numérica útil. 

Com effeito a interposição de uma camada paralleloplana de es- 
pessura e e indice n eleva os objectos que a precedem do lado d'onde 
vem a luz, de 

»— 1 



<-4)-< 



e é este o augmento que soffre a distancia máxima do aproveitamento 



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— 183 — 

total da apertura utíl da combÍDaçao empregada. Esta formula foi veri- 
ficada com o condensador e a objectiva de longo foco e apertara rela- 
tivamente grande, que R. Fuess attribue ao apparelbo universal de 
Klein, para observação conoscopica. Abaixado o tubo, isto é, appro- 
ximada a objectiva ao condensador, até á posição em que o campo 
conoscopico começa a ser restringido por umas manchas azues prove- 
nientes do invólucro do polarísador, a distancia das frontes dos dois 
systemas era de 20 mm. Pela interposição de uma placa de aragonite, 
parallela á base, de 10 mm de espessura, o afastamento das frontes, 
caracterísado pelo apparecimento das manchas azues, passou a ser de 
23,5 mm; d'ahi 3,5 mm para o augmento da distancia entre as fron- 
tes, provocado pela introducção da placa de aragonite. Gomo a onda 
em que se observava fosse a que tem, na aragonite, o indice 1,6816, 
a formula acima fornece 

«(l-i)=10(l-^)=4tí»n. 

valor este que differe dos 3,5 mm observados, mas não tanto que se 
não possa attribuir a differença á incerteza do momento em que as 
manchas azues principiam a restringir o campo conoscopico. 

O augmento da distancia máxima entre objectiva e condensador, 
para a qual a apertura numérica d'aquelle dos dois systemas que a 
tem menor, entra em funcção, é de grande importância. Com effeilo 
aquella distancia depende de diversos factores taes como a superficie 
útil das frontes dos dois systemas, as dimensões seccionaes do pola- 
rísador e a sua distancia ao condensador, mas sobretudo das distan- 
cias frontões dos focos internos (2.° foco do condensador e 1.^ da ob- 
jectiva). O augmento da apertura numérica provoca uma diminuição 
na distancia frontal do foco voltado para o objecto, d*onde a diminui- 
ção da distancia entre os systemas, quando se quer aproveitar com- 
pletamente a sua apertura numérica. 

A introducção de um liquido de indice superior à apertura nu- 
mérica útil da combinação permitte pois trabalhar sob maior afasta- 
mento das frontes dos dois systemas, tanto maior quanto maior fõr o 
indice do liquido, o que em certos casos pode ser de grande vanta- 
gem. A própria introducção do preparado com o seu porta-objecto de 
indice egual a cerca de 1,53 e a placa mineral de indice raras vezes 
inferior a 1,5, basta, só por si, para augmentar o afastamento má- 
ximo das frontes de um comprimento que podemos designar proviso- 



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— 184 — 

ríamente por 0,35 •«« onde e é a espessura total do preparado. O effeito 
da introducçSo de ama tal preparação é moitas vezes tal que se pode 
utilisar completamente (ficando ainda, por exemplo, a fronte da obje- 
ctiva a 0,5 mm da saperficie da preparação) a apertura numérica do 
systema, quando, no ar, o afastamento máximo de utilisação total é in- 
ferior á espessura do preparado. 

Outras vezes a introducçSo de um liquido de indice elevado, tor- 
nada necessária para aproveitamento das fortes aperturas dos systemas 
empregados, representa ou equivale a uma tal approximação entre a 
objectiva e o condensador, que, se, como no nosso microscópio, as 
dimensões transversaes do polarísador não forem sufficientemente 
grandes, o campo conoscopico achar-se-ha restringido pelas manchas, 
azues ao principio e por fim negras e mais bem definidas, provenien- 
tes do invólucro do polarísador. Um afastamento entre os systemas 
por meio da elevação do tubo produziria então uma ruptura da camada 
liquida interposta entre a objectiva e o preparado, de modo que só 
resta substituir em parte o liquido por vidro em espessura conveniente. 
Se a apertura a utilisar fosse superior a 1,5 o vidro commum não ser- 
viria e seria necessário empregar uma placa de flint, etc. 

A objectiva n.® 7, de apertura numérica 0,90, forneceu, com o 
ar por meio intermediário único, uma distancia máxima de 1,4 mm e 
uma distancia minima de 0,7 mm, de utilisação total da apertura. A 
apertura do condensador (duplo), superior á unidade, não chega a en- 
trar em funcção aqui. O raio do campo conoscopico diminuo á medida 
que a distancia entre as frontes se afasta de cada um d'aquelles limi- 
tes no sentido opposto ao outro. A introducção de um porta-objecto 
de 1,3 mm de espessura entre os dois systemas permitte elevar o tubo 
até a fronte da objectiva ficar a 0,5 mm, dasuperfide do porta-objecto. 
Como a espessura apparente do porta-objecto é 1,3:1,5=0,9 mm, o 
afastamento apparente das frontes, 0,9 + 0,5=1,4 mm, é exactamente 
o afastamento real com o ar por meio intermediário único, como de- 
via ser, ao passo que o afastamento real com interposição do porta- 
objecto é de 1,3 + 0,5= 1,8 mm. Do vidro, com o indice de refracção 
1,5, poder-se-ha interpor uma placa paralleloplana de 1,4» 1,5=2,1 mm 
applicando contra as suas faces as frontes dos dois systemas, sem se 
deixar de utilisar completamente a apertura da objectiva, que é a de- 
terminativa da combinação em questão. 

A interposição do porta-objecto não consente a determinação do 
afastamento minimo, inferior á sua espessura. Por^m quando, com o 
ar por meio único entre as frontes, se faz decrescer o afastamento 



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— 185 — 

d'estas para baixo de 0,7 mm, o diâmetro do campo conoscopico 
começa a diminuir, e pouco depois, quando o afastamento é sensivel- 
mente inferior a 0,7 mm, começa a apparecer a imagem do polarisa- 
dor, invadindo o campo pelos lados das suas quatro arestas seccio- 
naes. Resulta d'aqui que o diâmetro máximo do campo conoscopico 
nâo 6 affectado pelas dimensões transversaes do polarisador, o que 
significa que estas permittem utilisar a apertura numérica da obje- 
ctiva n.' 7. 

Para a objectiva n.^ 9, a distancia máxima da fronte à do con- 
densador, para a qual entra em funcção a apertura numérica, é de 

1.2 mm, sem embargo de o campo se achar occupado, do lado da 
aresta do angulo obtuso inferior do nicol, por um menisco escuro, que 
só vem a desapparecer quando a distancia das frontes desce a 0,8 mm. 
A distancia minima de funccionamento total da apertura é agora 0,3 
mm, mostrando-se n'esta posição já uma leve coloração azul no limite 
do campo dos lados das duas arestas seccionaes mais compridas do 
polarisador. Gontinuando-se a abaixar o tubo, o diâmetro do campo 
começa a diminuir, ao mesmo tempo que se vae accentuando o appa- 
recimento da imagem do polarisador, que, mesmo na posição de con- 
tacto das duas frontes, se reduz á imagem das arestas seccionaes com- 
pridas, sem que as curtas cheguem a invadir o campo. 

Na combinação, de immersão, do condensador duplo ordinário 
com a objectiva de ílint especialmente destinada á observação de ei- 
xos ópticos fortemente divergentes da normal da placa em estudo, é 
o primeiro, o condensador, que, por a ter inferior^ determina a aper- 
tura numérica da combinação. O afastamento máximo das frontes não 
se pode aqui conseguir só com o liquido de inunersão entre as fron- 
tes, porque a columna liquida rompe-se quando este afastamento attinge 
uma certa grandeza antes de começar a decrescer o diâmetro do campo; 
por isso a experiência foi feita com interposição do cobre-objecto de 

1.3 mm de espesura, que reduziu a espessura de liquido (monobrom- 
naphlalina a) a 0,5 mm. Como o Índice do porta-objecto é inferior ao 
do liquido de immersão, a distancia seria, para este ultimo como meio 
intermediário único, um pouco maior do que a somma das duas es- 
pessuras 1,3 mm e 0,5 mm, e, por signal, egual aos 0,5 mm já occu- 
pados pelo liquido, e mais o producto da espessura 1,3 mm do vidro 
pela relação dos índices de líquido e vidro que é proximamente 1,1; 
a distancia em questão seria pois de 0,5 + 1>3*1,1 ou seja cerca de 
2 nun. A distancia minima de funccionamento da apertura (do conden- 
sador duplo ordinário, visto que este é determinativo para a combina- 



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— 186 — 

çSo em questão) é pouco differente^da máxima, que acabamos^de com- 
municar. O apparecimento da imagem do polarísador só principia quando 
as frontes estão muito próximas do contacto reciproco» o que prova 
que o polarísador, ou antes as suas dimensões transversaes, não res- 
tringem a apertura do condensador. 

Ao empregarmos, porém, o condensador de flint, de immersão, ou 
o condensador de longo foco, secco, do apparelho universal de Klein, 
succede que, antes de o campo conoscopico attingir o seu diâmetro 
máximo, ao approximarmos d'elles as objectivas competentes, princi- 
piam a formar-se manchas azues correspondentes aos quatro lados da 
secção transversal do nicol; estas manchas vão alastrando, á medida 
que se faz diminuir mais e mais a distancia das frontes, até se fundi- 
rem, deixando vér no centro um rectângulo illuminado com luz branca 
que não é mais do que a imagem do polarísador. Da figura de inter- 
ferência de uma placa crystalliua observa-se nitida sõ a região que 
cae dentro da imagem do polarísador, e vagamente, apenas, a sua 
continuação na parte escura, perípheríca, do campo, que drcumda o 
rectângulo luminoso. É evidente que n'estes casos a secção transver- 
sal do polarísador restringe o campo conoscopico, por demasiado pe- 
quena para a apertura numérica das combinações dioptrícas empre- 
gadas, nas distancias a que estas d'elle se acham. 

No que respeita ao condensador secco, de longo foco, do appa- 
relho universal de Klein (e sua objectiva), o mal não é grande, visto 
que, por meio d'eUe, se não procura conseguir uma grande apertura 
para observação conoscopica, mas apeuas uma apertura um pouco su- 
períor ás das objectivas fracas ordiuarias e para um ponto do eixo no- 
tavdmente afastado das frontes, de modo a poder-se imprimir ao crys- 
tal e placa as rotações goniometricas e observar, ao mesmo tempo, 
uma região não muito diminuta da figura de interferência em luz con- 
vergente. Pelo contrario, o condensador de flint perde por este facto 
toda a sua utilidade, visto que a apertura minina de 1,47, que a firma 
R. FuESs attribue a este condensador, nunca chega a entrar em func- 
ção. LiEBiscH diz, ó verdade, no seu compendio de 1896, Grundriss 
der physikalischen Krystallographie, em nota de pag. 306-307, que o 
condensador de flint de 1,47 de apertura numérica de R. Fuess é des- 
tinado a ser utilisado com um nicol cylindrico de 24 mm de diâmetro, 
que permitte o aproveitamento total da apertura. D'este nicol cylin- 
drico não faliam, porém, nem os catálogos de R. Fuess, nem Leiss na 
sua obra descriptiva, nem d'elle tive communicação especial, e surpre- 
hende-me que a casa constructora forneça, despreoccupada, um appa* 



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— 187 — 

rdho incompleto, tal como é a combínaçSo dos systemas de flint sem 
o polarisador cylindríco ou outro apropriado, tanto mais que os dois 
systemas em qaestio, adquiridos já ha annos, foram por nós agora 
mandados á officina, a objectiva para coUocaçSo de uma nova lente 
frontal, e o condensador para adaptação ao apparelbo de illuminaçSo 
do novo microscópio. 

 condição capital da observação dos poios de eixos ópticos for- 
temente divergentes, ou, mais geralmente, de pontos representativos 
de direcções fortemente inclinadas a respeito da normal da placa em 
estudo, por meio de systemas de grande apertura numérica, não é, 
como pretende G. Leiss S uma espessura diminutíssima do preparado, 
alliada a um ajustamento muito delicado em relação ás distancias en- 
tre aquelle, o condensador e a objectiva. A interposição de liquidos 
de índice elevado, já necessária para a consecução das grandes aper- 
taras dos systemas de ímmersão, vem augmentar notavelmente a dis- 
tancia entre as frontes, para a qual o aproveitamento da apertura é 
completo. Mas o que é essencial, e n'isto reside a condição capital de 
observação, é que as dimensões seccionaes do polarisador sejam suífi- 
cientemente grandes para que, ao attingír-se, pela approximação da 
objectiva ao condensador, o diâmetro máximo do campo conoscopico 
correspondente á apertura numérica da combinação, o campo não se 
ache já restringido pelo invólucro do polarisador. — 

Já atràz, a propósito da determinação das aperturas numéricas 
das objectivas, falíamos dos três processos de medir a divergência de 
mn eixo óptico ou de qualquer direcção a respeito da normal da placa 
em estudo, suppondo que esta normal coincide com o eixo dioptrico 
do instrumento. Dos três processos, o mais perfeito, e que, por isso 
mesmo, dá logar a rectificação e verificação mais desenvolvida, é o de 
Bertrand, que utilisa a lente auxiliar que traz o seu nome, e só é 
applicavel a placas de maior extensão e homogeneidade. N'este pro- 
cesso de observação a objectiva funcciona como a de um octdo (apon- 
tado ao infinito), e o microscópio auxiliar constituído pela Bkrtrand 
e pela ocular competente representa o papel da ocular do óculo ter- 
restre, que projecta uma imagem direita do infinito (ao contrario da 
imagem orthoscopica do preparado, que é invertida) á distancia da vi- 
são distincta. O angulo de abertura da objectiva representa o campo 
angular do ocuh, e a parte do objecto ou preparado atravessada pela 
luz aduiittida é a sua iris e, ao mesmo tempo, pupilla de entrada. Para 



Commiiiiicaçao particular em carta de 26 de agosto de 1902. 



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— 188 — 

estudarmos as acções de refracçSo e polarísaçSo de nm crystal qoe oc- 
cupa um espaço restrícto do campo objectivo do microscópio, sobre a 
luz que vem do polarísador, temos pois de diapbragmar do plano do 
preparado, ou n'outro com elle conjugado, alé circumscrípção da iris 
á superficíe do crystal em questão ou de ama sua imagem. Como a 
imagem pela objectiva só não chega a formar-se, interseptados que 
são os raios, antes da sua concorrência, pela Bertrand, é no plano 
da imagem projectada conjunctamente pela objectiva e pela Bertrand 
que convém diapbragmar, visto que, em consequência da amplificação 
com que se realisa a imagem (apesar da reducção da Bertrand), o diâ- 
metro do diaphragma não precisa de ser tão diminuto, como se se ap- 
plicasse DO próprio plano do objecto. 

Abbe falia n'este caso de tailisação telescópica da objectiva do mi- 
croscópio. Como acabamos de dizer, a observação é aqui effectivamente 
telescópica. Em sentido restrícto, porém, conviria reservar esta designa- 
ção para os casos em que no 2.® plano focal da objectiva se representa 
effectivamente um objecto situado no 1.® espaço a uma distancia infi- 
nita (ou muito grande em relação á distancia focal da objectiva); e 
empregar observação conoscopica quando a imagem no 2.^ plano focal 
da objectiva é uma distribuição de intensidades luminosas resultante 
da acção dos crystaes sobre luz polarisada transponente, de obliqui- 
dade variável, e não a imagem de um objecto do 1.^ espaço. 

O nosso microscópio é dotado de duas BERTRANDs,'uma, n.® 4, 
que fnncciona em combinação com a ocular micrometrica de Ramsdrn, 
permittindo assim a medição do angulo dos eixos ópticos ou da diver- 
gência de qualquer direcção do crystal a respeito do eixo díoptríco do 
instrumento, e. outra, n.® 2, destinada a projectar o 2.^ plano focal das 
objectivas fortes no plano do retículo da Huygens n.® 2. Esta ultima 
Bertrand, introduzida ha pouco annos por Foess nos seus microscó- 
pios, procura facilitar a passagem da observação orthoscopica oa obje- 
ctiva ordinária, em que se utilisa a Huygens n.® 2, para a observação 
conoscopica, e vice-versa, para o que basta intercalar ou extractar a 
dita Bertrand, apertando eventualmente a iris do polarisador ao pas- 
sar-se da observação conoscopica para a objectiva (porque o cone de 
luz fornecido pelo condeDsador duplo, uecessario para a obsenraçlo 
da figura de interferência em luz convergente, é geralmente dema- 
siado aberto para a nitidez da imagem orthoscopica). 

Nos trabalhos petrographicos correntes poucas vezes se offerece 

occasião de utilisar a Bertrand d.® 4 (com ocular forte micrometrica), 

fi !. que, como já dissemos, exige certas dimensões e grande homogenei- 



i 



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— 189— 

dade do grSo em exame. Pelo contrario, a Rertrand d.^ 2, pela rapidez 
e commodidade que offerece na transformação de um modo de obser- 
var no outro, é de uso constante em petrograpbia e presta grandes 
serviços, mesmo apesar do relativamente pequeno valor determinativo 
da observação da figura de interferência em luz convergente polarí- 
sada. Um processo também muito usado em microscopia petrographica 
consiste em afastar a ocular ordinária e observar directamente com o 
olho o 2.^ plano focal da objectiva, em que apparece a figura de inter- 
ferência. Este processo exige, porém, para que o campo objectivo, ou 
irís do apparelho conoscopico, fique restringido ao grão em estudo, que 
se diaphragme no plano de enfocação (plano do reticulo ou do micro- 
metro) da ocular; d*ahi a necessidade de introduzir no tubo uma ocu- 
lar com irís tal como a de Gzapskt, o que toma o processo muito in- 
ferior, em commodidade, ao de Bertrand com a lente n.® 2. Do em- 
prego de unaa iris com as Bgiítrands fallaremos mais adeante. A sub- 
stítuição de uma Hutgens n.® 2 de reticulo por uma de micrometro 
permittiria tnedir os ângulos de divergência ; mas em geral, quando a 
fignra de interferência se prestar á observação quantitativa, faremos 
uso da Bertrand n.° 4 com a Ramsden micrometrica. 

Uma outra utilidade, nada para desprezar, da Biirtrand n.^ 2 con- 
jnoctamente com a sua ocular, a Hutoens n.® 2, é constituir, em com- 
binação com as objectivas medias e fortes (por exemplo, n.^' 4 e 7), 
um instrumento muito fraco, que permitte encontrar com rapidez um 
grão detenninado de uma preparação, o que é geralmente tão traba- 
lhoso quando se faz uso de objectivas fortes, de pequeno campo ob- 
jectivo, em simples combinação microscópica com oculares. 

A Bertrand n.^ 4 é uma lente de distancia focal de cerca de 
52 mm, que é também proximamente a distancia dos planos focaes 
às faces respectivas da lente. Na sua utilisação com a objectiva n.^ 7 
e a Ramsden micrometrica, a sua amplificação é, como dissemos atraz, 
de 0,67 (reducção), de modo que a distancia do micrometro ao 2.^ 
plano focal deve ser de 52*0,67, ou seja 35 mm, em concordância 
suffidente o resultado de uma medição approximada, que forneceu 
36 mm. A forte reducção de 0,67 não permitte apontar a Bertrand, 
isto é, deslocal-a longitudinalmente até á posição em que o 2.^ foco da 
objectiva é representado no plano do micrometro, pelo simples critério 
da nitidez máxima da imagem conoscopica, geralmente de si mesmn 
já pouco nitida; convém utilisar aqui principalmente o critério do des- 
apparecimento da parallaxe entre a imagem e o micrometro. Aindi 
assim, como a constante conoscopica, por meio da qual se transforma 



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— 190— 

a leitura micrometríca em divergência numérica, depende da ampli- 
ficação com que a Bertrand projecta o 2.^ plano focal da objectíTa no 
plano do micrometro, e esta amplificação depende da distancia da Bbr- 
TRAND à objectiva, é indispensável notar a posição da Bertrand, do 
tubo, para a qual foi determinada a constante conoscopica, e tomar a 
levar a Bertrand á mesma posição, de cada vez que se quizer fazer 
uso d'essa constante. Por isso o tubo do microscópio tem uma janella 
pela qual se observa o deslocamento do tubo de tiragem da Bertrand, 
e se nota a sua posição actual pela leitura da escala millimetríca que 
traz gravada, e a que serve de index a aresta superior da janella do 
tubo principal.— 

Um ponto digno de discussão é o que respeita ao diaphragma- 
uís que a casa construclora installa no tubo de tiragem da Bkrtrand, 
immediatamente por debaixo doesta. A pag. 190 da sua obra sobre os 
instrumentos das oflScinas de R. Fdess, diz G. Leiss que este diaphra- 
gma tem por fim separar do resto do campo objectivo os pequenos 
grãos mineraes que se querem estudar em luz convergente. Ora a ver- 
dade é que este fim é muito incompleta e impropriamente attíngido. 

S. GzAPSKi enunciou em 1891 ^ as condições da medição conosco- 
pica do angulo dos eixos ópticos em tomo de uma bissectriz á qual é 
perpendicular a placa mineral em estudo. A primeira d'estas condições 
depende da presença de um par de pontos aplanaticos, para os quaes 
a amplificação é a mesma por todas as zonas da objectiva (e a aber- 
ração espberíca no eixo se acha corrigida), e traduz-se pela necessi- 
dade de os raios príncipaes que descrevem a imagem conoscopica se 
cortarem n'um par de pontos com esta propriedade, visto que é cons- 
tante a relação dos senos dos ângulos de divergência de cada par de 
raios conjugados que por elles passam, e uma tal constância é, como 
vimos atraz, o fundamento do processo conoscopico de medição. Á con- 
dição em questão obedece-se portanto diaphragmando quer no plano 
do objecto, quer no de uma imagem real do mesmo, entre a objectiva 
productora da imagem conoscopica e a retina, visto que o objecto, na 
observação orthoscopica ou objectiva, se deve achar no primeiro ponto 
aplanatico para que a sua imagem seja suffidentemente boa. 

Gonjunctamente com o preenchimento da condição do aplanatismo 
em sentido lato, consegue-se também, pela diaphragmação no plano 
da imagem do grão mineral, da única forma racional e perfeita, a res- 



•^ Diê diqptriieken Bedmgungen der Messung von Axenwinkdn mUtM desPúU 
ri$alúm9mikroÊkop$ (Neaes Jthrboeh íllr Min. etc, vii Beil.*Bcl.| pag. SM). 



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— 191 — 

trícçio do campo objectiTO á soperficie do grSo cajá imagem conosco- 
pica se procura obter. 

Em vista do que fica dito teríamos de collocar o diaphragma-iris do 
tubo no plano conjugado com o primeiro aplanatico da objectiva a res- 
peito da combinação: Objectiva + Bertrand, portanto acima da Ber- 
TRAND, Dão longe do seu 2.® plano focal (visto que os feiíes homocen- 
trícos que vêem da objectiva s3o muito pouco divergentes), e não im- 
mediatamente abaixo d'ella. 

Mas ainda se pode conseguir uma terceira vantagem» sobretudo 
se se deslocar o diaphragma exactamente para o 2.® plano focal da 
Bertrand, o que pouco altera o preenchimento das outras duas con- 
dições, por isso que os objectos observados, ortboscopicamente, com 
systemas fortes vem a ficar muito proximamente no 1.^ plano focal 
d'estes, que é conjugado com o 2.^ da Bertrand^ Com a diapbragma- 
çSo no 2.^ focal da Bertrand, equivalente a uma diaphragmação no 
1.^ da objectiva, consegne-se, e esta é a vantagem alludida, que os raios 
principaes dos feixes que no 2.^ espaço da objectiva descrevem a ima- 
gem conoscopica, sejam parallelas ao eixo dioplrico (marcha telecen- 
tríca de Arbe), e que, portanto, da enfocação imperfeita da figura de 
interferência não resulte erro sensível na determinação micrometríca 
da distancia dos poios dos eixos ópticos. 

De todas estas fimcçSes que deve ter o diaphragma-iris em ques- 
tão, o dos microscópios de Fuess exerce apenas a de restringir o campo 
objectivo, não só muito menos utilmente para um diâmetro determinado 
da própria irís, mas muito menos nitidamente, dando logar a uma zona 
peripheríca esbatida, em que a illuminação diminuo gradualmente até 
zero. Por ontro lado a figura de interferência também ganha em niti- 
dez quando se aperta esta irís, naturalmente porque passam a ser ex- 
duidos os raios que vêem incidir sobre a Bertrand mais longe do eixo 
dioptrico. Mas aqui consegue-se o augmento de definição à custa da 
illuminação, o que nem sempre é desejável. 

Não me parece que se levantem difSculdades de ordem constm. 
ctíva á installação de uma iris no 2.® plano focal da Bertrand. E se 
se levantassem estou certo de que valeria a pena transformar a cons- 
trucção actual do microscópio tanto quanto preciso para lhe poder ser 
adaptado este aperfeiçoamento. 

Para restricção do campo objectivo nos outros dois processos de 
observação conoscopica, o de Laspetrrs-Lenk com objectiva apenas, 
e o de Klein com objectiva, ocular e lupa micrometrica, serve a ocu- 
lar de CzAPsn, uma Ramsden com um diaphragma-iris junto ao plano 



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— 192— 

de enfocaçSo, qae o Serviço Geológico possuía anteriormente, como 
atraz fica dito, bem como a lupa de Begke. (Y. o paragrapho sobre a 
determinaçSo da apertura numérica das objectivas.) 

As Bertrânds s3o centráveis por meio de parafusos pequenos 
que teem a cabeça enterrada no engaste das lentes. É de grande im- 
portância esta faculdade de centragem que possuem actualmente as 
Bertrands dos microscópios de R. Fdess. A própria centragem eie- 
cuta-se da forma seguinte. Depois de centrado o microscópio a res- 
peito da rotação da platina, em virtude do que a linba de coUimação 
do instrumento (que é a recta que une o centro do reticulo ou do mi- 
crometro da ocular com o ponto do objecto que n'elle é representado 
pela objectiva) toma uma direcção invariável e reproduzível de cada 
vez, colloca-se sobre a platina uma placa mineral de espessara apro- 
priada normal ao eixo óptico, de um crystal uniaxial; e normal á bis- 
sectriz de um angulo dos eixos ópticos que caiam no campo conosco- 
pico, quando se trate de um crystal biaxial. Intercalado o condensa- 
dor auxiliar e a Bbbtrand, e tomadas todas as medidas para consecu- 
ção de uma boa figura de interferência, o polo do eixo óptico onico 
(ou da bissectriz do crystal biaxial) mostrar-seha em geral afastado do 
centro do campo, e a rectificação consiste justamente em leval-o alli 
por meio de deslocamentos lateraes imprimidos á lente com o auxilio 
dos pequenos parafusos alludidos. Ao passo que a placa uniaxial nor- 
mal ao eixo de isotropia é de uso geral, a outra, biaxial, só offerece 
vantagem com uma ocular de micrometro, onde o polo da bissectriz é 
representado pelo ponto egualmente distante dos poios dos eixos ópti- 
cos. Uma vez obtida a coincidência do polo indicativo com o centro 
do reticulo ou do micrometro, a rectificação estará executada. 

Uma pequena divergência do eixo óptico único a respeito da nor- 
mal da placa toma-se sem influencia sobre a rectificação desde que se 
faça girar a placa (com a platina) de 180®, e se corrija a posição da 
Bertrand, de modo que o centro da distancia das duas posições do 
polo do eixo óptico coincida com o centro do campo conoscopico. Com 
uma placa biaxial sobre cuja normal a bissectriz indicativa estivesse 
levemente inclinada, não seria tão simples a destruição do erro como 
na placa uniaxial normal ao eixo único, de onde a superioridade doesta 
para a rectificação das Bertrands. 

Este processo suppõe que o plano de emergência da placa crys- 
tallina é normal ao eixo díoptrico (linha de collimação) do microscópio. 
Em vista da precisão relativamente fraca da determinação conoscopica 
da divergência de um eixo óptico, pode considerar-se, em um micros- 



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— 193— I 

copio de boa coostracção, a platina praticamente normal ao eixo dio- 
ptrico do microscópio, centrado a respeito da rotação da mesma, oq 
seja eixo de rotação da platina coincidente com o eixo dioptríco. i 

Esta coincidência pode também verificar-se por meio de uma disposi- 
ção de autocoUimação, como a que o auctor mandou construir e mais 
adeante se acha descrípta, logo que se faça uso de um porta-objecto 
de faces parallelas, por exemplo do próprio preparado com a placa 
crystallina destinada á rectificação da Berthand, que deve ser de fa- 
ces parallelas também. Pode-se mesmo ir mais longe e empregar uma 
platina ou um porta-crystal inclinavel, como os de Klrin, e tornar a 
snperfide da placa rectificante exactamente normal á linha de collima- 
ção do instrumento por meio de autocoUimação. Substituindo em se- 
guida a objectiva fraca do apparelho de autocoUimação pela objectiva 
D.^ 7, e approximando o condensador de longo foco dos apparelhos 
inclináveis, até ficar quasi em contacto com a placa rectificante, pro- 
ceder-se-ha com toda a segurança à centragem das Bertrands. 

A escala de Schwanmann. — São duas réguas de cartão destina- 
das á transformação approximada, mas rápida, da distancia dos poios 
dos eixos ópticos na divergência numérica d'estes últimos, ou, com 
mais propriedade, da centrodistancia de um ponto do campo conosco- 
pico (polo de uma certa direcção) em divergência numérica da direc- 
ção correspondente do 1.^ espaço. Uma das réguas traz uma escala 
dos logaríthmos dos números desde 0,1 até 100 com a unidade de 1 
dedmetro por base, de modo que o traço marcado 10 (log. 10= 1) 
dista do traço marcado 1 (log. 1=0) de 1 decimetro. É claro que é 
o segmento da escala comprehendido entre os traços 1 e 10, que se 
repete entre os traços 0,1 e 1 e entre 10 e 100, com a única diSe- 
rença que entre 0,1 e 10 se encontram os traços indicativos dos loga- 
ríthmos de todos os décimos da unidade» entre 10 e 20 os traços dos 
logaríthmos dos quintos, que entre 1 e 2 corresponderiam a duplos 
centésimos; entre 20 e 50 estão marcados os traços afferentes ás meias 
unidades, que seriam meios décimos entre 2 e 5, e finalmente entre 
50 e 100 os traços afferentes ás unidades, exactamente corresponden- 
tes aos décimos que se encontram entre 5 e 10. 

Na outra regaa está traçada uma escala dos logaríthmos dos se- 
nos dos ângulos desde 15' até 60^, com a mesma unidade de 1 deci- 
metro que serve para a régua dos logaríthmos dos números. Mas os 
traços, cujas distancias ao traço relativo ao angulo de 90® (sin 90^=1) 
medem, em unidades de 1 decimetro, os logaríthmos dos senos dos 

GOMMUinGAQOKS. TOM. V.— NOVEMBIO^ 1903. 13 



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— 194 — 

ângulos successÍYOS, em Tez de estarem marcados com os ângulos a 
que correspondem, estão designados pelo dobro d'esses ângulos, o traço 
afferente a 15' por 30', o traço afferente ao angulo l^ por V, etc. Por- 
que, logo o diremos. Ê claro que contando as distancias posítiYas da 
esquerda para a direita, como na régua dos iogarítbmos dos números, 
os traços, na escala dos ângulos, distam do traço afferente ao angulo 
de 90"" (marcado com 180^), para a esquerda, tanto mais quanto mais 
pequeno é o angulo, visto como os senos são inferiores á unidade e os 
seus logarithmos, portanto, negativos e tanto maiores, em valor abso- 
luto, quanto mais próximo de 0^ é o angulo. Os traços marcados sao 
os correspondentes a 15' (30'), 20' (40'), 25' (50'), 30* (1% aos ângu- 
los de 10' em 10' (20' em 20') entre 30' (1^) e 10* (20*), aos ângulos 
de 30' em 30' (r em T) entre 10^ (20") e 40* (80*), etc.; o segmento 
de 60* (120*) a 90* (180*) está vazio. Nos parenthesis escrevi as desi- 
gnações que se encontram na rcgua. 

Da relação de proporcionalidade dos senos dos angtdos de diver- 
gência dos eixos ópticos (não dos senos dos ângulos dos eixos ópti- 
cos t) no ar, ás centrodistancias dos pontos representativos ou poios 
dos mesmos, 

sin E' _pf 

resulta esfoutra 

log sin £' — log sin E=logp'—logp=D; 

se portanto tomarmos as réguas de Sghwarzmann e as coUocarmos 
junto uma da outra, com as escalas defrontando-se n'uma mesma re- 
cta, de modo que o traço da escala dos log. sin marcado com o angnk) i 
E de divergência de um eixo óptico, no ar, da placa padrão (no nosso I 
caso 33* 16' =Vs 66*32', que é o angulo dos eixos ópticos da nossa | 
placa de mica), fique no prolongamento do traço marcado com p, ou 
com um seu múltiplo mp na escala dos log. n (designando por p a 
centrodistancia conoscopica do polo do eixo óptico da mica padrão), 
no prolongamento do traço p^, ou mp', doesta escala encontrar-se-ba 
o angulo £' de divergência correspondente à centrodistancia codosco- 
pica p'. A constante conoscopica k, definida por 

8in£=»ft*p> 

também pode servir para acertar as réguas, visto que é o seno do an- 



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— Í95— 

gok) E correspondente a p=l. N3o teremos mais do que coUocar o 
traço designado pelo arc(sin=Ar) defronte do traço marcado 1 na es* 
cala dos log. n ou de outro qualquer traço m, comtanto que se multi- 
pliquem sempre as distancias p observadas por m. É claro que quando 
temos fallado de um traço marcado E ou |9 não nos referimos especial- 
mente a traços actuaes das réguas, mas geralmente aos pontos das es- 
calas correspondentes áquelles valores, que se interpolarão, com preci- 
são snflSciente, proporcionalmente aos ângulos e aos números. 

Vé-se agora bem porque é que, na escala dos log. n, se pode en- 
trar com a distancia entre os dois poios dos eixos ópticos, emergen- 
tes de uma placa normal á bissectriz do seu angulo, ao passo que, na 
escala dos log. sin, se tem necessariamente de entrar com o angulo de 
divergência do eixo óptico a respeito do eixo dioptrico do instrumento, 
isto é o semi-angulo dos eixos ópticos, correspondente á metade da dis- 
tancia com que se entra na outra régua. É que em voz de p, a centro- 
distancia do polo, se pode adoptar um múltiplo qualquer mp d'esta 
centrodistancia e em especial 2p> que é a distancia entre os dois po- 
ios, ao passo que não sendo 

sin2£=2sin£, 
também não é 

sin £' : sin £= sin 2 £' : sin 2 E, 

Mas para que se leia immedíatamenie o angulo dos eixos ópticos um 
com o outro, o auctor das escalas marcou os ângulos E com os valo- 
res duplos 2 E. 

A este processo de transformação de centrodistancia conoscopica 
em angulo de divergência, no ar, temos a fazer as seguintes observa- 
ções. Em primeiro logar é inútil, e até prejudicial, designar os traços 
da régua dos log. sin pelos ângulos duplos em vez de pelos próprios ân- 
gulos que se definem. Além de que as escalas servem propriamente 
para transformar centrodistancias conoscopicas em ângulos de diver- 
gência no ar, caso este em que se pretende o angulo simples imme- 
díato e não o duplo que a escala fornece e que se terá de dividir ao 
meio; mesmo para o calculo do angulo dos eixos ópticos em placas 
normaes à bissectriz nenhum inconveniente adviria de se ter de du- 
plicar o angulo lido nas réguas, e o processo ganharia em transpa- 
rência theorica. 

Em segundo logar a escala de 4 decimetro em que estão traça- 
das as réguas é demasiado pequena, visto que entre 40"" e 60° (desi- 



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— 196— 

gnados respectivamente por 80^ e i20^) já é difficil definir com saffi- 
ciente precisio 1® e ainda muito mais 0,5®, e de 60® (i20®) por deante 
é impossivel a transformação por a escala já nSo permittír a inscrípçao 
dos traços. Além d'isso a natureza logarithmica das escalas faz com 
que a transformação seja tanto mais incerta quanto maior, isto é mais 
próximo do recto, fõr o angulo a determinar. Para os ângulos muito 
pequenos mostram-se as réguas de uma sensibilidade excessiva a que 
o processo conoscopico está longe de corresponder; para os grandes 
fica-se muito áquem do que a precisão, ainda assim apreciável (cerca 
de 0,6®) d'este processo, poderia exigir do processo de transformação. 

Accresce ainda que uma objectiva de immersão fornece, quando 
a divergência do eixo óptico no liquido de immersão é tal que eUe não 
sahiria no ar (nsin^>l), valores de/? a que corresponderiam, na es- 
cala dos log sin, traços á direita do que está marcado 180®, mas que 
corresponde a 90"" cujo seno é a unidade e cujo log. sin è 0. Estes tra- 
ços, correspondentes a log. de senos de ângulos imaginários, definem 
divergências numéricas superiores á unidade a que correspondem por 
sua vez divergências angulares reaes em liquides de poder refraogente 
superior a uma certa grandeza, e portanto ângulos de eixos ópticos 
(duplos da divergência angular respectiva) reaes n'esses liquides. Se, 
como acabamos de dizer, o segmento 120® — 180® já não permitte uma 
divisão utilisavel, que seria, se quizessemos, com as réguas de Sghwabz- 
MANN, medir divergências numéricas superiores á unidade, ou, o que 
é o mesmo, ângulos dos eixos ópticos que só emergem em liquides 
de certo poder refrangente^ com uma tal ou qual precisão. 

Entretanto pode remediar-se este defeito da maneira seguinte. 
Se na formula de proporcionalidade dos senos dos ângulos de diver- 
gência ás centrodistancias conoscopicas pozermos sin £^=11 sin ff, 
onde ff é a divergência angular, no meio de Índice n, correspondente 
a ff no ar, teremos 

iiBinF p' 
8in£ p 



log sin ff— log sin J?== log ^ — logp=logp' — logp — logn. 

Se portanto dividirmos a centrodistancia p' pelo Índice de refrac- 
çSo n de um liquido qualquer, obteremos como ponto da escala dos 
ângulos correspondentes ao ponto pf/n da escala dos números o an- 
gulo de divergência (na régua de Sghwabzmann é o angulo duplo que 



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— 197 — 

se lé) DO meio de índice n; e assim pode transformar-se ^ n^om no- 
mero jtjn snfBdentemeDte pequeno para qne lhe corresponda um an- 
golo real na régua. Por este processo pode determínar-se o angulo dos 
eixos ópticos n'um meio qualquer, e em especial no próprio crystal, 
então o angulo verdadeiro, fazendo n egual ao índice principal médio 
da substancia. E, se quizermos evitar todo o calculo, mesmo a diYis3o 
de p^ por n, não teremos mais do que procurar o ponto da escala dos 
números que fica para a esquerda do ponto p' á distancia n d*este, ao 
qual corresponderá o angulo /A como resulta da ultima parte da for- 
mula precedente. A divisão da centrodistancia p' pelo numero corres- 
pondente ao angulo de 90^ (480^ na régua de Sguwarzmann) fornece 
o Índice do meio em que os eixos emergiriam rasantes. O próprio nu- 
mero correspondente ao angulo de 90° é muito approximadamente o 
diâmetro do campo conoscopico, se o systema empregado fõr de im- 
mersão e o approximarmos quanto possível do condensador, sem inter- 
pormos liquido algum. 

Mais apropriado á transformação rápida approximada da centro- 
distancia conoscopica em divergência ou angulo dos eixos ópticos pa- 
rece-me o seguinte diagramma e processo. Em papel millimetríco, ou 
simplesmente quadriculado em duplos millimetros, tracem-se todos os 
raios de um quadrante, de 1® em l^ entre uma circumferencia de 12 
cm de raio e uma de 2 cm, como mostra o diagramma de Est. I, em 
que comtudo só estão tirados os raios de 5° em 5°; exceptua-se o 
sector 30° — 35°, que traz os raios de 1° em 1° como deverá fazel-o 
o diagramma impresso. A unidade adoptada das ordenadas é 2 cm, 
de modo que os traços horizontaes de 2 em 2 mm correspondem a 
intervallos de 0,1 da nossa unidade. O zero das ordenadas corres- 
ponde ao raio 0^ do quadrante, que é horizontal. 

O processo de transformação é muito simples. Da relação 

2inE=k*p, 

em qne A: é a constante conoscopica, resulta que p é, n*uma unidade 
qualquer, por exemplo na nossa de 2 cm, a linha do seno do angulo 
E n'um circulo de raio ^/k expresso na mesma unidade. Como l/k 
è uma constante para cada combinação dioptrica, bastará traçar no 
diagramma descripto o quarto de circumferencia de raio l/k, e, com 
cada valor de p observado, seguir a horizontal da ordenada p até á 
sua intersecção com aquelle quarto de circumferencia, para se obter o 
angulo E. Seguindo radialmente d'este ponto de intersecção até á peri- 



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— 198 — 

pherit do quadrante, f!air-se-ha ii'esta a toitara do angulo. Se o angulo 
é muito próximo de 00^ pode haver uma incerteza maior ou nienor 
do ponto de intersecção, por as duas linhas, abscissa e drcumferen- 
cia, se encontrarem sob um angulo muito agudo; n'este caso só resta 
recorrer ao calculo pela formula acima. 

Em vez de se calcular o raio K/k do circulo a traçar, pode pro- 
ceder-se de uma maneira análoga áquella por que se acertam as ré- 
guas de ScHWARZMANN. Se, por exemplo, ao angulo E da placa padrão 
corresponde a centrodistancia p, não temos mais do que procurar o 
raio E (que forma com o raio horizontal 0^ o angulo E), e n'esse raio 
o ponto cuja ordenada é p. Por este ponto passa a circumferencia afe- 
rente à combinação diop trica utilisada. É assim que no diagramma 
junto estão determinados os circulos relativos á combinação da obje- 
ctiva n.^ 7 com a ocular de Gzapski e a lupa de Klein (a), da dita 
objectiva com a Bertrand n.® 4 e a Ramsden micrometrica (b), e á 
objectiva só por si, com o micrometro de Lenk no seu 2.^ plano fo- 
cal (c). A placa padrão utilisada foi sempre a mica de 2 £=66^32', 
que serviu para a determinação das aperturas numéricas; por isso no 
diagramma está tirado, a traço interrompido, o raio de 33®16'=£. 
Os três circulos passam pelos pontos doeste raio, cujas ordenadas são 
respectivamente 4,75=7/4, 1,835=3,67/2, 2,1=4,2/2, também in- 
dicadas a traço interrompido. Ao passo que, para os processos de Ber- 
trand e de Lenk, se utilisaram immediatameate as centrodistandas 
dos poios dos eixos ópticos, isto é as semi-distancias dos poios um ao 
outro, para a combinação dioptríca de Klein (a) tomou-se a metade 
d'esta distancia (em partes do micrometro da lupa, que são de 0,1 nun), 
isto é a quarta parte da distancia entre os dois poios (7/4), porque a 
simples centrodistancia conoscopica (7/2) levaria a um circulo exterior 
ao que limita o nosso diagramma ou obrigaria a augmentar, inutQ- 
mente, as dimensões d'este, em manifesta desproporção com a fraca 
precisão do processo conoscopíco, do de Klein em especial. Cada vez 
que empregarmos este processo de medição do angulo dos eixos ópti- 
cos teremos de dividir por 2 a centrodistancia dos poios em divisões 
do micrometro da lupa e entrar no diagramma com a ordenada assim 
obtida. 

Um tal diagramma tem a vantagem de n'elle se poderem inscre- 
ver tantos circulos quantos se quizer, todos os relativos a uma obje- 
ctiva, como aqui fizemos para a n.^ 7, e mesmo todos os afferentes 
ás diversas objectivas fortes de um instrumento. Basta designal-os por 
lettras, cuja correspondência fique estabelecida no baixo do papel, coo- 



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— 199— 

jonctamente com a díTisSo ou multíplicaclo eventual qae tem de aof- 
frer a leitura da centrodistancia, como succede no nosso caso com o 
processo de Klbin. Em vez dos ângulos de divergência poder-se-hia 
também inscrever, na peripheria do quadrante, os ângulos duplos; 
mas já dissemos, a propósito das réguas de Schwarzmann, que não 
encontramos n'isso a menor vantagem. O angulo dos eixos ópticos é» 
portanto, o dobro do angulo fornecido pelo diagramma. 

Emfim para um valor de p maior do que l/k, o raio do circulo 
aferente á combinação dioptríca utilisada, já não ba intersecção, deixa 
de haver angulo real de divergência, como consequência de o eixo 
óptico não poder emergir, no ar, de um plano normal ao eixo dioptrico 
do instrumento. A observação teve necessariamente logar com auxilio 
de immersão, e sõ poderemos obter um angulo de divergência em um 
meio de indice n tal que p/n<il/kj entrando com a ordenada p/n, como 
já fizemos notar quando discutimos as réguas de Scuwarzmann. n pode 
ser, em especial, o ibdice principal médio do crystal, se o conhecer- 
mos, e o angulo de divergência será então o verdadeiro. 

Á maneira do que se faz com os diagrammas estereograpbicos de 
Fedorov^, com as réguas de Shchwabzmann, etc., seria de grande utili- 
dade imprimir este nosso quadrante-diagranmia com os seus raios de 
1^ em 1°, para o micrographo traçar n'elle os seus círculos conosco- 
picos e utilisar como descrevemos. 



VII.— A. platino. 



A platina rotatória tem a circumferencia dividida de 0,5® em 0,5®, 
de que os dois nonios, á distancia angular de 60® um do outro, dão 
1/30, isto é 4'. É portanto fácil calcular a leitura de um dos noníos 
pela do outro, quando o primeiro estiver encoberto; bastar juntar á 
leitura feita ± 60®, tendo em vista que a cifragem da platina é es- 
querda. O bordo da platina é dentado, e um carrete, que pode engre- 
nar-se e desengrenar-se á vontade, fixa a platina em qualquer posição 
e permitte imprimir-lhe um movimento lento, o que é importante so- 
bretudo quando se empregam os apparelhos goniometricos. 

A preparação pode ser deslocada parallelamente á platina, em 
duas direcções orthogonaes, por meio de dois cursores movidos por 
parafusos, um dos quaes, de movimento lento, tem a cabeça divi- 



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—200-^ 

dida em 80 intervallos, correspondentes a deslocamentos do carsor 
de 0,0i mm, visto o sen passo ser de 0,5 mm. O deslocamento re- 
ctílineo da preparação pelos cursores é de uma grande vantagem, 
como também o é ser um d'elles de movimento micrometríco, e sem 
taes dispositivos mal se poderia trabalhar com as platinas e os appa- 
relhos universaes. 

A posição actual dos cursores pode lêr-se em duas escalas sobre- 
postas uma á outra a angulo recto, que servem mutuamente de índex, 
o que permitte levar em qualquer occasião uma determinada prepara- 
ção á mesma posição que teve anteriormente a respeito do eixo do 
microscópio (e mesmo a respeito de um azímuthe qualquer do instni- 
mento, se se tiver feito a leitura dos nonios da platina), com o auxilio 
dos conhecidos esquadros que se flxam na superfieie de trabalho da 
platina, e asseguram, n'esta, uma posição invariável ao preparado. 

A divisão da circumferencia da platina é talvez demasiado deli- 
cada. Poucas vezes o material petrographico, e mesmo puramente crys- 
tallographico, supportará leituras com a precisão de 1', que se trans- 
forma, pela repetição das observações e formação da media, n'uma pre- 
cisão bem superior. Em geral contenta r-nos-hemos com a avaliação, 
mais que sufficientemente exacta, de 1/4° ou IO' ao índex (zero) do 
nónio, quando muito servir-nos-hemos dos traços do nónio que re- 
presentam múltiplos de 5'. Em taes circumstancias pode terse como 
seguro que a divisão da platina satisfaz ao seu fim; é certo também 
que erros grosseiros, a que as machinas de dividir estão de resto 
pouco sujeitas, teriam sido reconhecidos na ofiScina. 

O valor da divisão da cabeça do parafuso do cursor de movimento 
lento comprova-se deslocando por meio d' este um micrometro-objecto, 
e dividindo um determinado segmento do micrometro pelo numero de 
divisões da cabeça do parafuso de que foi preciso fazel-o girar para 
levar successivamente as duas extremidades do segmento micrometríco 
a um ponto determinado do campo óptico, isto por diversas vezes e 
partindo de cada vez de um traço diiferente da divisão da cabeça, de 
modo a verificar ao mesmo tempo a uniformidade da divisão, e tomando 
por fim a media de todas as determinações simples. 

Esta experiência exige que a direcção do micrometro coincida 
com a do movimento do cursor, o que se consegue facilmente da se- 
guinte forma. Gollocado o micrometro proximamente na direcção do 
movimento, nota-se que ponto d elle coincide com o centro do retículo 
da ocular, único ponto bem caracterisado do campo, e desloca-se em 
seguida por meio do parafuso do cursor até que o ponto em questão 



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— 201 — 

esteja proxiaM), on ao menos tSo próximo quanto o consente a ampli- 
tade do cursor, do limite do campo. [Gomo em geral os micrometros 
não trazem traço transversal indicativo da sua direcçHo, pode esco- 
Iher-se, como ponto de referencia, uma extremidade de um dos tra- 
gos e considerar-se a linha d'essas extremidades como uma recta de 
direcção.] Se o centro do retículo ficou sobre a linha de direcçSo, 
que passa pelo ponto notado, o micrometro é parallelo ao movimento 
do cursor. Se não, como succederá quasi sempre, far-se-ha girar o 
micrometro em tomo d'este ponto até que um outro ponto da recta 
de direcçio coincida com o centro do reticulo, e ter-se-ha obtido o pa- 
rallelismo desejado, em virtude do principio de que uma recta movida 
na sua própria direcção coincide comsigo mesma. A dífiSculdade d'este 
processo está em que a posição occupada, depois do deslocamento, pelo 
ponto que primitivamente coincidia com o centro do campo (do retí- 
culo) não é flxavel, e que, ao fazermos girar o micrometro para esta- 
belecer o parallelismo com a direcção do movimento, deslocaremos 
sempre aquelle ponto mais ou menos grosseiramente e perderemos a 
dita posição; a menos que empreguemos uma ocular especial com um 
micrometro reticular, o que seria muito complicado. 

Por isso é preferível tornar primeiro a direcção do movimento do 
cursor parallela a um dos fios do retículo, por exemplo ao transverso, 
e em seguida orientar também o micrometro parallelamente a este fio. 
Deslocando, por meio do parafuso do cursor, o micrometro ou prepa- 
ração qualquer até que um ponto primitivamente coincidente com o 
centro do retículo se ache suflicientemente afastado d'elle, far-se-ha 
girar a platina até que o ponto se represente sobre o fio transverso. 
Estas operações suppõem, evidentemente, que o instrumento foi pre- 
viamente centrado a respeito do movimento de rotação da platina. 
Restos de obliquidade, que uma primeira tentativa deixe subsistír, des- 
troem-se com uma segunda e uma terceira rectificação, se necessário 
fòr. Fixada a platma, por meio do carrete competente, na posição de 
parallelismo do movimento do cursor lento ao fio transverso do retí- 
culo, orienta-se então o micrometro e faz-se a verificação da divisão da 
cabeça do parafuso, que no nosso caso deu um resultado favorável. 

É claro que a determinação de um comprimento objectívo por 
meio do parafuso do cursor lento não é muito precisa, devendo, sem- 
pre que se trata de medições exactas, fazer-se uso da ocular micro- 
metrica de constante conhecida. Por isso mesmo poucas vezes se faz 
uso da divisão da cabeça do parafuso, se bem que esta não seja d9 
todo inuUl. 



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— 202 — 

Uma GOBtrariedade qae se revela quando, na obserraçio em \xa 
convergente, se pretende ajustar a preparação deslocando-a por meio 
dos cursores, é a paragem que estes soffrem logo que o bordo da aber- 
tura central da platina toca o aro do condensador auxiliar intercalado. 
Para augmentar a amplitude dos cursores, n'este caso, conviria taW^ 
dar ao aro do condensador auxiliar uma forma cónica, mais estreiU 
para cima. Se não ha inconveniente em tirar a preparação da platina 
(por exemplo por se perder de vista o grão em estudo) então resta a 
possibilidade de levantar o annel que forma a parte interna da super- 
ficie de trabalho da platina, pelo que a amplitude dos cursores fica 
ímmediatamente augmentada; em seguida repõe-se o preparado e pro- 
cura-se de novo o grão em estudo. 



VIXI. — A, irotaQuo slmuitaiiLea dos niooes 



Este movimento obtem-se por meio de uma haste que atravessa 
o braço de supporte do tubo e a chapa que sustenta a platina. Nas ex- 
tremidades da haste estão calçadas duas rodas dentadas duplas, que 
engrenam em dois discos dentados; um, o superior, arrasta o porta- 
ocular, e o outro, inferior, faz girar o tambor do polarisador. A haste 
é formada por duas varetas coaxiaes, combinadas pelo systema de 
baioneta, das quaes a exterior é fixa e a interior se move longita- 
dinalmente, e só longitudinalmente, dentro da primeira, com attríto 
doce, para permittir o deslocamento do tubo (approximação e afas- 
tamento da platina). A dupla roda dentada em cada extremidade da 
haste de ligação tem por fim impedir o deslocamento azimuthal dos 
discos dos nicoes a respeito um do outro, quando se inverte o sentido 
da rotação. As rolas da cada systema ou par teem tendência, em con- 
sequência de uma mola que trazem no eixo junto á haste, a girar em 
sentido contrario uma da outra, de onde resulta que de cada par de 
dentes d'estas rodas, que caem n'um intervallo dentar do disco respe- 
ctivo, um exerce pressão sobre um dos dentes limitrophes d'este e ou- 
tro sobre o outro dente. Cada par de dentes das rodas dentadas da 
haste, um da roda superior outro da inferior, funcciona portanto como 
um dente único em contacto perfeito e permanente com os dentes li- 
mitrophes do disco, não havendo por isso possibilidade de rotação m- 
m, isto é, de rotação que, por pequeno que seja o seu angulo, não 



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— 203 — 

arraste eomsigo ambos os discos. Este systema privilegiado da firma 
R. FvKss veiu resolver o problema, até ha pouco muito imperfeita- 
mente resolvido, da rotação simultânea dos nicoes, que se encontrava 
sobretudo, senão exclusivamente, em microscópios inglezes. A veri- 
ficação da simultaneidade perfeita da rotação, com o auxilio da ocular 
estaoroscopica de Bertrand, demonstrou o bom íunccionamento d'esta 
disposição e a correcção da construcção. 

A rotação simultânea dos nicoes pode substituir a rotação da pla- 
tina (e R. FuEss coDstrue hoje, com effeito, microscópios de menor 
casto com rotação simultânea dos nicoes, mas platina fixa) e é por isso 
de grande vantagem em todos aquelles casos em que seria inconveniente 
fazer girar esta; e, sobretudo, tornou possivel a combinação dos appa- 
relbos uoiversaes e das platinas inclináveis com o microscópio, ou, pelo 
menos, deu á combinação referida uma significação largamente pra- 
tica. O seu defeito consiste em não funccionar correctamente quando 
se trabalha sob grandes amplificações com objectivas fortes, e até tal- 
vez em reduzir, n'estes casos, a utilidade do microscópio e a preci- 
são das observações que com elle se podem levar a cabo. Basta fazer- 
mos notar que a substructura tão espessa da platina impede a ado- 
pção de um apparelho de illuminação mais perfeito, no género do 
grande apparelho de Abbe com condensador rebativel para o lado, e 
que a dupla haste de conjuncção dos nicoes provoca pressões lateraes 
que se fazem sentir notavelmente na enfocação dos objectos còm obje- 
ctivas fortes, a menos que se trate de um defeito individual de cons- 
trucção do nosso instrumento, o que não creio. Sente-se a necessidade 
de um microscópio mais estável na ligação das suas diversas partes, 
umas com as outras, quando se trabalha sob grandes amplificações. 

A bem dizer o mecanismo da rotação simultânea arrasta o pola- 
rísador (nicol inferior) e a ocular, cujo tubo está ligado ao disco su- 
perior, como o polarisador o está ao disco inferior. É a rotação equi- 
valente á rotação ordinária da platina, quando se não analysa a luz 
que emerge do crystal, por exemplo nas observações de dichroismo. 
O angulo de rotação mede-se no bordo do disco superior, dividido de 
1® em ^^ de que o nónio dá V^t* isto é 5'. O index d'este nónio de- 
fine o plano antero-posterior do microscópio ou plano de symetría do 
observador, e quando elle marca 0^ na divisão do disco o microscópio 
tem a posição única de um instrumento ordinário, sem rotação simul- 
tânea. 

A disposição indicada permitte medir ângulos de arestas ou tra- 
ços de clivagem, ctc, como se faz ordinariamente por meio de rota- 



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— 204— 

CXo da platina, quer com uma Hutgsns de simples retículo, quer com 
uma ocular que traga um vidro, gravado com uma serie de traços 
parallelos, no seu plano de enfocaçSo (ocular goniometríca). Isto ape- 
nas em virtude da rotação da ocular, independentemente do polarí- 
sador. 

A designação de rotação simultânea dos nicoes só é justa quando 
se utilisa o analysador superior, flxando-o ao tubo porta-ocular, na po- 
sição de cruzamento ou parallelismo da sua secção principal com a do 
polarisador, ou n'outra orientação qualquer definida pelo angulo que 
o Índex comprido marca na divisão do disco, como já explicámos mais 
detidamente quando tratámos do apparelho de polarisação. Podem en- 
tão effeituar-se, com a platina immovel, todas as observações e deter- 
minações que de outro modo se executam por meio da rotação da pla- 
tina, em luz analysada. 

Um negocio importante, quando se trabalha com grandes ampli- 
ficações (objectivas fortes) e se estudam grãos muito diminutos, é 
conserval-os centrados, isto é no eixo do microscópio, durante a ro- 
tação da platina, que se lhe imprime para se apreciar o effeito da va- 
riação do azimuthe de polarisação da luz incidente e da luz emer- 
gente sobre o grão em questão. Em especial, quando, no exame da 
figura de interferência em luz convergente, se restringe o campo ob- 
jectivo, por meio de um díaphragma-iris situado no plano de uma ima- 
gem orthoscopica, ao grão muito diminuto que se estuda, raras vezes 
a centragem é tão persistente, sobretudo em microscópios com meca- 
nismo de rotação simultânea, que a imagem do grão não seja substi- 
tuída, no todo ou em parte, na abertura do diaphragma, pela imagem 
dos grãos ou superficies vizinhas do preparado. A rotação simultânea, 
que arrasta a ocular, desloca demasiado o retículo em relação á ima- 
gem do objecto, projectada no plano doeste por uma objectiva forte, e 
tem portanto, como a rotaçAo equivalente da platina, o defeito de dar 
logar á substituição, na abertura do diaphragma-iris, da imagem do 
grão em estudo pela de uma superficie vizinha. A solução d'esta difiS- 
culdade consistiria em fazer girar simultaneamente os nicoes sem a 
ocular, e portanto sem o diaphragma-iris da Gzapski ou de qualquer 
HuvoENS que o traga. O microscópio, como instrumento puramente 
dioptrico, seria independente da disposição de polarisação e ganharia 
com isso todas as vantagens que tem um microscópio de ocular fixa 
sobre um com ocular giraute; o disco porta-analysador teria apenas 
com o tubo do microscópio uma ligação simples no sentido vertical 
para o fim de acompanhar este no seu movimento de elevação e abai- 



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—205 — 

lamento, ao passo que a ligação rígida lateral desapparecería, e com 
ella as vacillações e os deslocamentos das imagens, etc. É a esta dis- 
posição que allodímos a pag. 154. 



ISl* — o apparelho flroittonieti*ioo vniveraal 
ae Siein 



Este instrumento auxiliar do microscópio, que Klkin descreveu ^ 
em 1895, representa um enorme progresso sobre os apparelhos aná- 
logos anteriores, e permitte utilisar o microscópio em determinações 
goniometrícas de precisão suíQciente para identificação, quando não 
mesmo para definição, o que os antigos apparelhos n^o faziam. 

Na memoria citada de Klein, e no livro de Lriss sobre os instru- 
mentos ópticos da firma R. Fuess, encontra-se a descrípçSo detalhada 
do apparelho em questão, pelo que nos limitaremos a destacar alguns 
pontos mais importantes da sua anatomia. 

O eixo de rotação do goniómetro traz na extremidade interna um 
apparelho de rectificação constihiido por duas guiadeiras circulares a 
angolo recto, uma, de menor curvatura, fixada invariavelmente ao eixo 
de rotação, a outra, de maior curvatura^ deslocavel ao longo da pri- 
meira, à qual está ligada por ranhura e mola; o porta-crystal deslo- 
casse, a seu turno, ao longo d'esta segunda guiadeira a que está li- 
gado também por meio de ranhura e mola, o que, tudo, permitte ajus- 
tar uma direcção (aresta, por exemplo) do crystal, isto é tomal-a pa- 
rallela ao eixo de rotação do goniómetro. Tanto o circulo principal, 
normal ao eixo de rotação, como as guiadeiras são divididas de 1® em 
l^ de que o nónio fixo d'aquelle e os nonios cursores d'estas dão V»» 
isto é 5'. Portanto as guiadeiras constituem não um simples apparelho 
de rectificação ou ajustamento como no goniómetro ordinário, mas 
mn verdadeiro meio de medição do angulo de duas arestas ou direc- 
ções quaesquer de um plano parallelo a uma das guiadeiras, ou de 
dois planos que se cortem segundo a normal a uma d'ellas. Entretanto 
convém notar que só a guiadeira fixada ao eixo de rotação permitte, 
pela sua curvatura muito mais fraca, medir os ângulos descriptos 



^ Der Unmnaídrehapparat, etc, von i). Klein (Sitsangsberiehte der k. prens. 
Ákad. der Viss., Berlín, i895, Y, 91). 



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— 206 — 

pelo seu nónio, com suflQciente precisão, e ainda assim conTiría que a 
divisão fosse mais cuidada da parte da officina, e as saperflcies de 
contacto da guiadeira e do cursor mais correctamente trabalhadas para 
mais perfeito fiinccionamento do apparelho; a guiadeira movei tem 
uma curvatura demasiado forte para o emprego util de um nónio de 
5', mas como a primeira basta por si para a perfeita utflisação do ap- 
parelho, nenhum inconveniente ha no pequeno raio doesta ultima, logo 
que se não attribua aos ângulos n*ella lidos maior precisão do que a 
que eíTectivamente teem. A graduação vae em ambas as guiadeiras de 
35^ a ^45^ isto é 55® para cada lado dos 90®, cujo traço, na guiadeira 
fixa, está no eixo do goniómetro, e na movei corresponde ao plano da 
primeira. A divisão do círculo goniometrico também merece mais cui- 
dado do que o que lhe concede a officina; a precisão que pode forne- 
cer este pequeno apparelho não é verdadeiramente tão fraca que seja 
admissivel a divisão a traços gordos, irregularmente espessos e, o que 
é peor, irregularmente distribuídos, e um nónio grosseiramente defei- 
tuoso, o que tudo se offerece immediatamente á simples vista. O pe- 
queno apparelho é precioso logo que fòr correctamente construído. 

O porta-crystal, de uma construcção muito bem imaginada (v. des- 
crípção 1. c.)) faculta a rotação do crystal em volta do próprio eixo do 
apparelho, sem intervenção dos cursores e guiadeiras, de modo a tra- 
zer qualquer plano do crystal ao parallelismo com o plano de uma 
d'estas, o que é da maior vantagem em trabalhos goniometrícos. 

Naturahnente falta qualquer disposição de centragem do crystal, 
o que, sempre que se experimentar sobre imagens descríptas por raios 
parallelos (ou proximamente), não tem inconveniente. Só para trazer o 
objecto em estudo, ou uma pequena região do mesmo, ao eixo do mi- 
croscópio seriam então para desejar as duas translações transversaes 
orthogonaes; para isso, porém, lá estão os cursores da platina, que fa- 
cultam, com larga amplitude, o chamamento do ponto desejado ao cen- 
tro do campo. De resto este apparelho, bastante volumoso e pesado, 
não permitte fazer girar a platina do microscópio, quando está assente 
n'ella, e exige até que se engrene previamente o carrete de paragem 
e movimento lento, para, pela força do seu peso, não descahir arras- 
tando comsigo a platina, quando o microscópio está deitado boríson- 
talmente ou muito inclinado sobre a vertical. A medição microscópica 
de ângulos e a variação dos azimuthes da polarisação da luz incidente 
e emergente obtem-se aqui por meio da rotação simultânea, que veiu 
tomar práticos estes apparelhos, bem como as platinas inclináveis de 
Klun, Fedorow, etc. 



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—207 — 

Klein teve sobretudo em yisU, ao mandar construir este appa- 
relho, a medição ganiamtírica do ane^olo dos eixos ópticos n'am lí- 
quido de Índice de refracção egual, on proximamente egual, ao médio 
do crystal, o que fornece immediatamente o angtdo verdadeirú, bem 
como a determinação do angulo de extincçio em zona e orientação 
dos planos de symetría óptica, sempre com auxilio de immersão em 
líquidos de egual índice de refracção. A obsenração da figura de in- 
terferência em luz convergente exigia a construcçSo de um conden- 
sador que se pudesse approxímar suficientemente do crystal, e que, 
por outro lado, tivesse, conjunctamente com uma apertura não muito 
diminuta, uma distancia frontal do 2.® plano focal relativamente grande, 
que permittisse mover livremente o crystal sem se ir esbarrar com o 
condensador. Com as mesmas particularidades se tinha de construir 
um systema de observação, uma objectiva de longo foco e relativa- 
mente grande apertura, para se poder abraçar um cone não muito es- 
treito da figura de interferência em torno do eixo óptico a ajustar. 
Estes dois systemas, objectiva e condensador, fazem parte do appare- 
Ibo goniometrico de Klein, e teem, nos exemplares que nos foram 
fornecidos, os seguintes factores díoptrícos. 

A objectiva.— A distancia focal foi determinada pelo processo dif- 
ferencial com o auxilio de um microscópio dotado de tiragem da ocu- 
lar. É de 44 mm. O foco anterior, voltado para o objecto, fica 10 mm 
adeante da fronte, e o posterior 19 mm atraz da mesma, mas 2,2 mm 
adeante do plano de contacto com o adaptador do tubo. A apertura 
numérica foi determinada comparando a distancia dos poios dos eixos 
ópticos de uma placa basal de aragonite com o diâmetro do campo 
conoscopico d'este systema. Gomo a sobredita distancia, medida no 
micrometro da Ramsden, fosse de 5,4 mm, e o diâmetro do campo de 
8,0 mm, a constante conoscopica é 

»=í!^=0,098. 
e a apertara procarada 

o==4. 0,098=0,39, 
a qae corresponde um angnlo dMflo, no ar, 



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—208— 

O angulo de 45^ 25',5 é a metade do angulo dos eixos ópticos da 
aragonite na placa utilisada^ medido com o próprio goniómetro de 
Klein. 

Esta apertura é notavelmente maior do que a das objectíyas or- 
dinárias de observação de 14 mm de distancia focal, que é apenas de 
0,25 e nem sequer permittiría a entrada, no campo, dos poios dos ei- 
xos da aragonite na placa basal (PsinF=0,26). Por isso também este 
systema, não corrigido, é completamente impróprio para a obsenraçio 
orthoscopica, e não seria prudente utilisal-o em medições conoscopi* 
cas, que exigem a satisfação da lei dos senos (pelo que a constante k 
e a apertura a adma obtidas se não devem considerar senão como va- 
lores mais ou menos grosseiramente approximados); serve apenas para 
trazer successivamente os dois poios dos eixos ópticos, ou das direc- 
ções cujo angulo se pretende medir goniometricamente, ao centro do 
campo conoscopico, emquanto na circumferencia graduada do disco 
do goniómetro se lô o angulo da rotação effeituada. 

Esta objectiva traz, gravado na sua face anterior, um retículo 
constituído por dois traços a angulo recto que se cruzam ao centro 
da superQde e por mais dois traços a 45^ dos dois primeiros, inter- 
rompidos a uma certa distancia para cada lado do centro. A imagem 
d'este retículo pela própria objectiva vem a ficar a 

ft — i4t 
x'=—'-' = ——=^—l9fi mm 

X 10 

do 2.^ plano focal, isto è muito proximamente no seu próprio plano, 
que, como dissemos, dista justamente de 19 mm do 2.® plano focal 
para a frente ( — 19 mm). N*estas circumstancias não se comprebende 
bem a sua utilidade, visto como tendo as imagens conoscopícas a sua 
sede no 2.^ plano focal, a menos de uma diaphragmação muito intensa 
com a iris da Bertrand, que diminua consideravelmente a illuminaçâo 
do campo, uma forte parallaxe impedirá sempre de ajustar a imagem 
conoscopica com este retículo gravado na superficie anterior do sys- 
tema. 

Para a perpendicularisação de um plano reflector ao eixo dioptríco 
do instrumento pelo processo preconisado por Feoobow, de que adeante 
fallaremos, também não serve esta lente porque não dá imagens orthos- 
copicas aproveitáveis. É pena que a firma constructora não explique a 
utUidade do retículo d'esta objectiva, quer nos seus catálogos, quer na 
obra de C. Leiss. N'esta ultima diz-se, a pag. 233, sob o título de 



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—209 — 

Grosíer Dmversaldrekapparaí nocA C. KMnj qne ao apparelho compe- 
tem uma objectiva de observação e um condensador apropriados. Bfas 
a pag. 230, a propósito do apparelho de angulas dos eixos ópticas eic., 
lé-se qne «ao apparelho pertencem uma efectiva de observação e uma 
lente condensadora para luz convergente e de grande distancia frontal 
do foco», ao que se segue: tA observação das figuras de interferência 
pode effectuar-se de diversas maneiras. Ou se põe de parte qualquer ocu- 
lar e se utilisa como signal de ajustamento o reticulo gravado na fronte 
da objectiva, ou se utiUsa a Bertrand com a ocular competente.» Já de- 
monstrámos a impropriedade da utilisação do reticulo gravado na fronte 
da objectiva, pela posição em que vem a ficar a sua imagem; mas 
mesmo empregando a Bertrand n.^ 2 (com a Hdtqens n.® 3) que, para 
a posição 12,5 mm do seu tubo de tiragem, projecta o 2.® plano focal 
da objectiva em questão no plano de enfocação (reticulo) da Hotgens, 
mesmo assim, digo, os traços gravados na fronte destacam-se desagra- 
davelmente no campo, difficultam a verificação do desapparecimento 
da parallaxe entre a figura de interferência e o reticulo da Hutgcns, 
e continuam a ser completamente inúteis. 

G. Lbiss esquece-se de citar uma outra maneira de observar, qual 
é a que utilisa a lupa de Klein-Becke, enfocada sobre o 2.^ plano fo- 
cal total do microscópio, supposto armado com a objectiva em dis- 
cussão e com a Hotgens n.^ 2. É talvez o processo mais vantajoso» 
porque, se por um lado se perde em precisão, relativamente ao pro- 
cesso de Bertrand, por causa da forte reducção da imagem, ganha-se, 
por outro lado, nas qualidades d'esta, porque a imagem conoscopica, 
que a objectiva projecta no seu plano focal, devido á ausência de cor- 
recções de toda a espécie, supporta mal a amplificação que lhe impõe 
a Hotgens (visto que a Bertrand, só por si, lhe impõe uma reducção 
a cerca de metade, calculado 0,54). 

Como o 2.'' plano focal total do microscópio, acima da ocular, não 
varia notavelmente de posição com a troca das objectivas umas pelas ou- 
tras, a observação telescópica com a lupa de Klein, que se enfoca so- 
bre aquelle plano focal, é largamente applicavel, e esta lupa permitte 
efieituar a medição goniomelrica do angulo dos eixos ópticos com o 
apparelho universal de Klein, empregando uma objectiva fraca bem cor- 
rigida tal com a nJ* O ou a n/ 2, em vez da objectiva fornecida com 
o apparelho, e que temos vindo criticando. O único inconveniente das 
objectivas ordinárias corrigidas é terem uma apertura numérica muito 
diminuta e não poder portanto o micrographo abranger, no campo co- 
noscopico, um certo angulo cónico da figura de interferência, deseja- 
CoimviaGAçOKS. Tom. v.— Novubro, 1903. 14 



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mL mdí» «mmsdudml, pan a orianlacio e o ajnsfaunmlo proYiso- 
li» doe poios doo eixos opiioos. Este mcoDTemoote desapparece, po 
rim, lofo <pie proviaoieBte se teoba conseguido este fim empregando 
• objedífi do appandbo de Kuaii; sobstítoída em seguida esta peia 
ol^íoeKTa oorrigída» opera-se o ijiiBtameDto predso soeeessiTO dos dois 
poios eois o tnoo jnodíaDO da escala da ta^M de Kliuc. 



O csMtasador.— Este aqparafiísa-se á capsda do polarisador de- 
pois de abstado o condoosador fixo ordiDario. A lente, onica, está es- 
futfda n'Q0ia das extremidades de om q^Undro metallico, que se moTe 
tím attrito dentro de ootro, o qoe traz o passo de parafíiso de ligaçio 
nm a capsula do pcdarisador. A Imte pode assim ser approxiouda 
M abstada do eixo de rotaçio do gonioiíietro, independeotraaonte do 
poterisador. 

£ um eondensador de grande distancia frontal do 2.^ Ibco, vol- 
tado para o ofejedo. No nosso exemplar essa distancia é de 10»8 mm, 
ao passo que a do 1/ foco, á mesma soperficíe (posterior) da lente, 
è de 18»6 mm, e a eqiessnra real da lente 4,7 mm, d'onde remita a 
dMimo IboaL para uma lento cooTexo-plana, de 



18,6— 4,7=l3J»mm, 

0m snffidanto concordância com a determina^ directa por meio da 
foimnla do qoociaite das diffiN^nças, que forneceu 14 mm. 

A apertara numérica, determinada pelo diâmetro do disco ilb- 
minado no S.* plano focal da ofejectíTa n.* 7, ou mais exactamente 
peio diâmetro da imagem doesse disco projectada pela BnimAim n.* l 
BO plano do micrometro da Ramubn, que oa de 3,35 mm, resultou de 

j3,35«0,3=0,50, 

(mde 0,3 è a constante conoscopica da combinaçSo: ObjectÍTa n.* 7 
+ BnimAND n.* 4 + Ramsdbn. Esta apertara corresponde a om an- 
gulo duplo, no ar, de 

2arc(8in=0,50)«60, 
superior ao da ot^ectíra competente (pag. 207) em 



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—211 — 

Na saa obra de 1806 (Grundriss der physikdisehm Krystattogra^ 
pkie), pag. 307, diz Th. Liebisch que R. FbESs consegain construir 
systemas adequados aos apparelhos universaes cuja utilisaçSo exige 
que tanto a objectiva como o condensador fiquem a uma distancia ex- 
cepcionalmente grande da preparação ou do crystal; e accrescenta que 
são systemas seccos de 1^96 de apertura numérica. É evidentemente 
nm erro typograpbico» visto tratar-se de systemas seccos; mas mesmo 
0,96 (de apertara nomerica)» que transparece atravez d'aquelle erro, 6 
excessivo, pois ultrapassa a apertura máxima pratica dos systemas seo- 
cos mais fortes. Á vista das aperturas dos nossos systemas, 0,4 e 0,5, 
que acabamos de communicar, não podemos suspeitar o que Th. Lie- 
bisch pretende dizer. 

GbservaçBes optíco-gomometricas. — As observações em liquidos 
de forte poder refrangente são feitas com o microscópio deitado até 
á horísontal, de modo que o eixo de rotação do goniómetro fica ver- 
tical com o porta-crystal para baixo. 

As tinas de immersão, duas de capacidade e secção differentes, 
são fixadas na extremidade de um braço sustentado por uma columna 
de base pesada, independente do microscópio. O braço é deslocavel 
em altura e azimuthe e fixavel em qualquer posição por um parafuso 
de pressão. Duas das faces, oppostas, das tinas são constituídas por 
vidros polidos que deviam ser, mas não são (como verifiquei), exacta- 
mente paraOeloplanos, e as outras duas bem como o fundo são de me- 
tal dourado. É para lastimar que a substancia que gruda as laminas 
de vidro ao metal seja facilmente atacada pelos liquidos mais commum- 
mente empregados n'estes trabalhos, o jodeto de methylena e a mono- 
bromonaphtalina a, e dê logar, por isso, desde a primeira applicação, 
a perda de liquido. A solução de Thoulet, que ainda não utilisei, ataca, 
como é conhecido, os metaes communs, e a menos de uma capa es- 
pessa de ouro lã irá decompòr-se ao contacto com o ftindo e as pa- 
redes metallicas e soltar as de vidro. 

Depois de executadas, com o crystal em secco, as rectificações e 
demais operações, que não exigem a immersão, coUocar-se-ha o sup- 
porte da tina em posição, de modo que esta venha a ficar vertical- 
mente por debaixo do crystal, e elevar-se-ha em seguida a tina por 
meio do braço que a sustenta, até aquelle mergulhar sufiicientemente, 
ou antes até que os raios que penetram na objectiva sejam obrigados 
a atravessar o liquido e a parte do crystal que n'elle mergulha. O li- 
quido pode deitar-se antes, mas é talvez melhor deital-o depois de re- 



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—212— 

ctíflcado o yaso, por meio de uma pipeta com sugador de borracha, 
para evitar perdas de liquido por movimentos bruscos, e para os lí- 
quidos corrosivos estarem menos tempo em contacto com os betumes 
e o metal. N'este caso é necessário olhar por que a tina vazia fique 
sufãdentemente elevada para que a região do crystal, que se quer in- 
vestigar, venha a mergulhar no líquido, quando no eixo do microscó- 
pio. Antes de se encher a tina rectificada convém verificar a conser- 
vação da rectificação do crystal, que pode ter sido alterada.. 

As determinações com immersão exigem, como condição essen- 
cial, que os meios situados entre o crystal e a fronte da objectiva 
(systema de observação) se delimitem mutuamente por faces planas 
normaes ao eixo dioptrico do microscópio e portanto parallelas entre 
si. O vidro que forma a parede da tina do lado da objectiva deve pois 
ser paralleloplano e a tina deve collócar-se de modo que as faces do 
vidro sejam normaes ao eixo do microscópio; o que exige que a tina 
seja deslocavel em tomo de dois eixos orthogonaes do plano da platina, 
que podem ser a vertical e a horisontal d'este plano. O deslocamento 
em tomo da vertical pode effeituar-se com a mão, applicando-a á base 
pesada do supporte, junto á mesa; para o deslocamento em tomo da 
borísontal é que o supporte não oflferece disposição alguma. Eu collo- 
quei o supporte sobre um disco de madeira com parafiíso de nivela- 
mento, de modo que um d'estes ficasse radialmente parallelo ao eixo 
do microscópio, e pude assim rectificar o vaso. Não seria diffidl cons- 
truir um supporte, cuja base fosse constituída por dois discos sobre- 
postos, dos quaes o inferior fixo, com parafusos de nivelamento, e o 
superior, de menor diâmetro para deixar de fora os parafusos do in- 
ferior, poderia girar em tomo do eixo conmium. Sobre este assentaria 
a columna de supporte, na qual o braço horisontal se elevaria e abai- 
xaria por meio de carrete e cremalheira. Gomo a rotação da tina em 
tomo da vertical, que aqui se exige, é de pequena amplitude, pois logo 
ao principio se pode a olho collocar o vaso com as faces de vidro muito 
proximamente normaes ao eixo do microscópio, a rotação do disco su- 
perior em tomo do eixo da columna de supporte poderia ser substí- 
tuida por uma rotação excêntrica de sector, cujo eixo viesse a ser a 
vertical pelo centro da tina, de modo a não occorrer alguma vez des- 
locar, com a própria tina, o crystal previamente rectificado, como pode 
áucceder sempre que o eixo de rotação não passar na proximidade im- 
mediata do crystal. Mais adeante nos occuparemos do processo de ve- 
rificação da perpendicularidade. 

Passo a descrever algumas determinações de anindos doa eixos 



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— Í13— 

ópticos a tocco. A placa de mica que senriQ para a determinaclo 
das constantes conoscopicas das diyersas combinaçOes dioptricas, des- 
tinadas ao calculo do angulo dos eixos ópticos, foraedda por K. Fubss 
n^nma enconunenda feita ha poacos annos (a placa que a offidna nos 
mandou agora é imprópria por muito delgada, d'onâe pincéis hyper* 
bolicos muito esbatidos, e tem indicado um angulo dos eixos ópticos 
manifestamente errado), traz inscripto na etiqueta um angulo, no ar, 

trataya-se de yerificar este angulo. 

GoUocado o goniómetro sobre a platina, de modo que o eixo de 
rotaçSo esteja proximamente no plano de symetria do microscópio, e 
fixada a placa de mica, com cera, ao porta-crystal, de modo que o 
plano dos eixos ópticos, cujo traço é de antemSo conbeddo, lhe seja 
Tisivelmente normal, leva-se este ao goniómetro, tendo o cuidado pre- 
Tio de coUocar os cursores cylindrícos nas suas posições medianas e 
de girar com o porta-crystal até que o plano da placa se tenha tornado 
parallelo ao plano de uma das guiadeiras, ao da grande, por exemplo, 
para, se se quizer, se medir o angulo do traço do plano das bissectri- 
zes com qualquer outra direcção do plano da placa. Em seguida ele- 
va-se ou abaixa-se o eixo material do goniómetro, até que a placa de 
mica fique no eixo do microscópio, e n'esta posiçio se fixa deflnitiYa- 
mente por meio de um parafiiso de haste comprida. 

Enfocando agora a placa com uma objectiva fraca, n.* O, por 
exemplo, indaga-se se um ponto representado sobre o fio transversal 
da ocular permanece n'este fio quando se faz girar a placa de mica 
por meio do eixo de rotação do goniómetro. Se não, desloca-se a pla- 
tina, por meio do carrete de movimento lento, que se tinha engrenado 
antes de trazer o goniómetro para a platina, até que o ponto visado 
não saia do fio transversal, e ter-se-ha conseguido que o eixo do go- 
niómetro seja parallelo ao fio antero-posterior e perpendicular ao fio 
transversal da ocular, o que sem ser essencial é comtudo muito utfl. 
Se ao engrenarmos o carrete do movimento lento tivermos tido o cuir 
dado de levar a platina á posição em que os movimentos dos seus cur- 
sores são parallelos aos fios da ocular, ficando o parafuso do movi- 
mento lento com a cabeça à direita e o do movimento rápido com ella 
na frente do observador como o exige a fixação do apparelho univer- 
sal pelos fortes grampos que entram nos dois orifidos da platina, um 
parallelismo approximado subsistirá ainda depois da pequena rotação 



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—214 — 

OíBce^ftaría para tomar o eixo do goniómetro perpeodicolar ao fio trans- 
Yevsal da ocular, que será sufficiente para commodidade da operação, 
Ti&to que um tal parallelismo dos cursores aos fios da ocular está longe 
de ser esseocial. Se o fosse, não teríamos mais do que estabelecel-o 
previamente, como já atraz indicámos, e estabelecer a seu turno o 
parallelismo do eixo do goniómetro ao fio antero-posteríor do retículo, 
deslocando á mSo o goniómetro, a que é fadl imprimir pequenas des- 
locações, por elle estar fixado á platina com grampos muito rijos. Por 
meio dos cursores da platina pode então levar-se qualquer região mais 
apropriada da placa, dentro de largos limites, aó campo yisual, oa 
seja ao centro do retículo. 

É o momento de intercalarmos o analysador, cruzado crai o pola- 
rísador, e de substituirmos a objectiva n.® O pela objectiva de longo 
foco, pertencente ao goniómetro; o condensador competente acba-se 
adaptado ao polarísador desde o principio. Gomo o traço do plaoo 
das bissectrizes na superfide da placa foi previamente orientado com 
sufficiente approximagão parallelamente ao azimutbe transversal do 
microscópio, observar-se-ha desde logo atravez da objectiva, posta de 
parte a ocular, a figura de interferência da mica em posição normal 
e parallela entre nicoes cruzados. Por meio do cursor cylindríco, a qoe 
a placa de mica é parallela, leva-se o plano das bissectrizes a um pa- 
rallelismo mais perfeito, de grosseiramente approximado que era, com 
o azimutbe transversal do microscópio, e por meio do cursor perpen- 
dicular á placa indina-se esta até que aquelle parallelismo se trans- 
forme em coínddenda, isto é até que os dois poios percorram, du- 
rante a rotação da placa, o plano azimuthal em questão. Este plano é 
representado por um dos traços gravados na fronte da objectiva, qoe 
se parallelisou previamente com o fio transverso da ocular, interca- 
lando a Bbbtrand competente (n.^ 2). A forte parallaxe entre os tra- 
ços gravados na fronte da objectiva e a imagem conoscopica toma-se 
em grande parte sem eflfeito collocando sobre a extremidade do tubo, so- 
bre o anaysador ou a ocular, o diaphragma de olho, que é de grande uti- 
lidade em todos os trabalhos análogos. Melhor seria evidentemente, como 
já fizemos notar, se, em vez do reticulo gravado na fronte, dispozesse- 
mos de um gravado n'um vidro situado no 2.^ plano focal do systema. 

É claro que até aqui podíamos utilisar simplesmente o analysador 
do tubo; d'aqui por deante, porém, é mais commodo o emprego do ana- 
lysador superior, comquanto o do analysador do tubo não seja exduido, 
visto que se pode fazel-o girar de um angulo egual ao percorrido pelo 
polarizador no sentido da rotação d'aquelle. 



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Besta-MB 9gèn M^reâlAr t Bmybai* &* % Mp9áCt9âgnM, 
em qpíbosm tubo de úngeat marca 43 a 13 iMi M ateaCa éa j#* 
DeBa dD tubo, e fazer girar o» oicoes de W^, de ilodbr q» t ftátã 
adqoíra a poaiçio diagonal entre nkíoes emzados, ae^ oiesttie^ lein]p& 
que se appliea a ocahnr (Hutobr» d.* 3), nio na poalfio' Mmfi^ eM 
qoe oe fic^ comaqpoBdeai ao 0^ e 90* do disco auperimr, iiiM^ ma po- 
siçio^dneoBnt (Kf^ 135*), para ^, depois da rotaçloierW* eib estt^ 
ImatãO' eofli os Aícoes^ um dos seus fios ftiide m pMM Am èlCM epH- 
cee, qne se conservou traasYersatv Aperfeiçoai eotlo* coifljg^fc t Éttftttfe 
a raetificaçto do plano dos eteos optfeos (mu» peifiieiitf dearto^ d# péif^ 
peD(&Qtetridaée do eixo do goniómetro ao fio kansver^, tpíè 6 iviÍÊk^ 
rentei revela-se atpii na passagem dos dofe p<^, pehyoentM dè^rett^ 
colo é Verdade, mas seguiodo uma Koba mn pouco nMHnad^sebMo^fio) 
opera-se a mediçSo do seu angulo levando success^am^nle os doisref- 
tices dos feixes hyperboliros i coinddencf» com* o eenim do ^eti«aiòl 
Pode entSo sobstituir-se a objectiva n9o corrfgMoí do appar^lbo pela 
objectiva n.* O, se se díspQe de uma BiaiTRAm especial api^opríHdli a 
esta objectiva de foco muito alto, ou utilisando^se a' liça de koM. O 
ajostamrato é mais preciso, embora o campo angtilar ou conoseopieio 
seja mais limitado, o que n'esta altura do trabalho já Alo piif^jtNBetf. 

O resultado da medicSo foi, em luz branca, 

2£»6e*3», 

6 em luz de sódio, na qual a placa mostrava^ uma^uftics^ctti^rffeettfíAi 
em tomo de cada eixo, e a segunda e segnintes^envi^efldbailibofl^ós 
eixos, 

ÍE«,— W36', 

media de dncd ajustamentos de cada eiio; cujas Mtttraa^exfblllft d^ 
vergiam de 8' para um e de 17' para outvo. A indteâçlo %B}f^^^99^, 
com que a oflBdna acompanhou a placa em^ questBo; cMcoi4*a^ snffi- 
cientemente crai o que encontrámos. 

A mediçSo do angulo óptico da aragonite n-utta^placa Basál'dèn'(M 
seguintes resultados. Em luz branca o angulo era de 31^;S'a 39^. 
Em luz de sódio, quatro ajustamentos de cada^ eixa forneceram suc^ 
cessivamente os ângulos 30*54', SO''^?', 30^54', Zffiff cuja media é 
30^51', angulo que foi utilisado na determinaçSb da apertura numérica 
da objectiva do apparelho de Klein (pag. 908)* Gomo os pincéis hiper- 
bólicos eram bastantes grossos^ ajustei^ ti'outra serie^de obaerM^^M» 



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—216 — 

os doift bordos de cada pincel successíTamente e obthre um angulo de 
SO^SO' em concordância com o obtido por ajustamento do eixo dos pin- 
céis. As observações foram feitas com a objectiva n.® O e a Hutgbns 
n.^ % e uma Bertrand apropriada, mandada construir especialmente 
para a combinação d'aquella objectiva com acpiella ocular. 

Convém notar que a placa de aragonite, ao contrario da de mica 
precedentemente discutida, nSo é exactamente normal á bissectriz aguda 
do angulo dos eixos ópticos, como resulta do facto de o fio transverso 
do retículo nSo ser eixo de symetria da figura de interferência, apesar 
de os poios dos eixos ópticos se acharem n'elle, subsistindo apenas 
como eixo de symetria da figura monosymetrica o fio vertical; as tan. 
gentes ás isogyras nos poios dos eixos optícos formam com a linha 
d'estes poios ângulos diff^erentes, se bem que muito levemente, de re- 
ctos, mas sensivelmente eguaes, signal de que a normal da placa cae, 
ao menos muito approximadamente, no piano de symetria óptica nor- 
mal á bissectriz obtusa. Para medir esta aberração foi a placa sus- 
pensa normalmente à guiadeira cylindríca grande, e, pelo processo da 
auto-collimação que descreveremos mais adeante, collocada perpen- 
dicularmente ao eixo do microscópio; a leitura no nónio do cursor 
respectivo era 87^ 15'. Em seguida deslocou-se a placa ao longo da 
guiadeira alludida até os dois poios dos eixos optícos passarem o campo 
ao longo do fio horisontal, o que forneceu a nova leitura de 89^ 13', 
que díffère da anterior de 1^58'. Por outro lado a leitura no circulo 
do goniómetro, quando a placa é normal ao eixo dioptrico do micros- 
cópio, e a media das duas leituras relativas ao ajustamento dos dois 
eixos ópticos da placa são respectivamente 324^56' e 324^45'', cuja 
diflerença, 11' apenas, prova que a normal da placa se acha muito 
approximadamente no plano normal á bissectriz obtusa, como tínha- 
mos previsto. Devido a esta circumstancia, o angulo medido é egual 
ao angulo das eixos ópticos no ar, apesar da inclinação da bissectriz 
aguda sobre a normal da placa ^ — 

Passemos á determinação do angulo dos eixos ópticos por râ de 
immersão. Sem ter alterado a posição da placa, na experiência pre- 
cedente, immergimol-a em jodeto de methylena, tomando todas as pre- 
cauções para, ao elevar a tína e ao rectifical-a, não se inutilisar a rectí- 



^ A particularidade em qnestfto, de o angulo dos eixos opUeosn'ania placa, cuja 
normal forma com ambos ângulos eguaes e que portanto cae n'um plano normal á bis- 
sectriz do angulo supplemento, ser o mesmo como se a placa fosse normal á biaseebis 
do angulo em quesUto, foi descoberta por B. Hbcht em 1887 (y. Neues Jakrhuék fw 
Min. eU., 1887, i, p. USO) e é extremamente interessante. 



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—217— 

ficaçio preria da placa, qae foi depois dcTidamente yeriflcada. As dnco 
obsenrações executadas com loz de sódio (disposição de Laspetris ada- 
ptada a uma lâmpada de yapor de álcool de Barthel) forneceram suo- 
cessivamente os ângulos iV^V, 17*38', 17-38', Í7-36', 47*36', cuja 
media é 17^36'. Por fim foi verificada a consenraçSo da rectificaçlo 
do vaso (perpendicularidade da parede voltada para a objectiva ao eixo 
dioptrico do instrumento). 

As duas determinações do angulo dos eixos ópticos, no ar e no 
jodeto de methylena, permittem calcular o Índice de refracçSo doeste 
ultimo. Segundo os resultados acima deve este ser, para luz de sódio, 

A temperatura do liquido era 20^ G, e o sen peso especifico, de- 
terminado com a balança de Westphal, 3,317 a 22^,5 G. Segundo R. 
Brauns, que o estudou detidamente (Neues Jahrbuch fUr Min. eíc, 1886, 
n, p. 7i), o Índice do jodeto de methylena é, para luz de sodio, 1,74660 
a 8® C, e o seu coefSciente de variação thermica 0,000715; de modo 
que a 20^ o Índice seria 1,73802, com o que o resultado acima con- 
corda muito bem. Se tivéssemos adoptado o angulo 15^25',5, para o 
ar, o resultado teria sido 1,738(6) egualmente approxímado, se bem 
que differíndo em sentido contrario, do valor de R. Brauns. 

A dupla mediçSo do angulo dos eixos ópticos, no ar e n'um li- 
quido, constitue um methodo seguro de determinação do indice de re- 
dacção de uma porção não muito diminuta d'este ultimo, a que o mi- 
croscópio com rotação simultânea dos nicoes e armado com o gonió- 
metro de Klein se presta muito praticamente. Convém dispAr de uma 
placa de angulo dos eixos ópticos (no ar) determinado uma vez para 
sempre, e apropriada ao fim, como, por exemplo, uma placa basal 
de aragonite; e convém também que esta seja de dimensões tão di- 
minutas quanto compatíveis com o processo, para que a porção ne- 
cessária de liquido seja a menor possível, e que a tina seja ã medida 
do liquido exigido e das dimensões da placa, que deve poder mover-se 
n'ella á vontade.— 

Procurámos ainda determinar o angulo dos eixos ópticos da anhy- 
drite por via de immersão n'um crystal de Stassfdrt, do qual se tinha 
preparado uma placa normal à bissectriz obtusa, destinada á verifica- 
ção da apertura numérica dos systemas de flint para observação de 
grandes ângulos dos eixos ópticos, de que já atraz falíamos. Gomo es- 



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— «18— 

a apcrtva wtricj sobre a bne da lei da oontlandada 
dos wDQt dos aBgoios de díf ergeoda dos raios oonjogidos 
sentido lato , qoe Ibmeoeria ama apertura muito so- 
penor â cáfedrra. Besla ohserrar con elles o angulo eoubecido doâ 
eiios optKOs de obu (4aca, cojcs poios caem praxiiDO do limite do 
campo oupcfos^ico, que com maior ou menor approximação represei- 
Iara o dúbro da direrf eoda máxima admíttída. Sem nos determos 
mab tonpo n esle assnmpto. que, a ser tratado com desenTolTimeoto, 
o deferia ter sido n'oatro lugar, sempre deixaremos eonsignado qoe 
et púhÊ ém tiros ia amkfdhu ewÊoyimdo de mma placa normal á Ns- 
sturiz cUmia n'ni U^pihlo de alto p^jda- refrwigeaU caem fora do ca^ 
comotCQfico ieOe par de sfpumuu, ao amtrario do que pretende a frm 
comarmciorm e C Lnst ma ema obra wuiiias vezee cilada. E não se attri- 
iMia a miiJa constatação ao Eido de a espessara do preparado impe- 
dir a entrada tc»tal em fonccão da apertara numérica da combioaçSo, 
não só (orqoe essa entrada não exige de modo algum uma approxi- 
macão moito grao-ie, deTído ã interposição do preparado e do liqmdo, 
com exclusão do ar, entne as firootes dos dois systemas, mas também 
porque Terifiqoa que afastado o preparado e facultada a approxiou* 
ção dos STsiemas, entre os quaes só subsistia o liquido de grande ín- 
dice vXDOoobromooaphtalLna s), não se conseguiu um campo conosco- 
pico de maior diâmetro do que com a preparação interposta, o qoeè 
oondudeote. Á apertura numérica dos qrstemas combinados esti pois 
longe de i,i7 ^indicação catalogai). 

O crrstal de anbydríte, de que foi tirada a placa estudada, era, 
como dissemos, um dos coobecidc^ crystaes de Stassfcbt, delimitados 
por duas formas prísnuticas. Tomando a face do lascado sknfkemdi 
perfeito para plano macrodiagonal (100), o melhor de entre os dois 
muito perfeitos para t>ase ^001) e o outro para plano brachydiagoiial 
^OiO\ conforme com Roscmcscb (Mikrotkopiscke PikjfEsiogropJkie dc.\ 
o plano dos eixos ópticos coincide com (010), a bissectriz aguda posi- 
tiTa com [100] e a obtusa negatira com [001]. A [daca a que nos re- 
portamos, que tinha como faces de nuior superfide as do lascado me- 
nos perfeito, [IOOk foi fixada ao porta-crysUl pela face (010) do lasr 
cado de i^erfeição intermediaria, de modo a ficar com esta, qne é o 
plano dos eixos ópticos* normal ao eixo de rotação do goniómetro e 
parallela ao eixo dioptrict» do microscópio. 

As obsenrações foram feitas com luz de petroleo coada por ob 
lidro lerde, que data a primdra corra de egoal differença de mar- 



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— 219— 

cha sem coloraçlo alguma sensiyel. N'esta luz proearoiHe medir o m* 
golo agudo dos eixos em jodeto de methylena e, pelo menos, o angulo 
de um dos eiios emergente de (100), a face normal à bissectriz aguda, 
com o próprio eixo emergente da face (001), normal à bissectriz ob- 
tusa, de modo a obter-se directamente o angulo obtuso e depois o an- 
gulo verdadeiro, sem necessidade do indice ^ do crystal. Foi utilísada 
uma objectiva n.^ O e a Hutgens n.^ 2 com a Bebtrand competente, 
e o ajustamento dos poios dos eixos foi levado a eflfeito no próprio 
foco da objectiva, onde se acbava um retículo gravado em vidro, em 
posic3o diagonal a respeito dos azimuthes principal e transversal do 
microscópio. No logar do nicol de gaveta do tubo tinha-se introdu- 
zido um vidro paralleloplano inclinado a 45^ sobre o eixo do micros- 
cópio, por meio do qual se illuminava o retículo da objectiva para re- 
ctificação previa da face de emergência da placa e da parede da tina 
de immersão. A verificação da conservação da perpendicularidade d*esta 
ultima ao eixo do microscópio era assim possível em qualquer momento 
das operações, para o que bastava íDumínar o retículo collocando uma 
lâmpada em frente da abertura do tubo, e fez-se no fim de cada serie 
de observações. 

O angulo dos dois planos de lascado (100), medido depois da re- 
ctificação por meio da disposição autocollimadora que acabamos de 
notificar a traços largos e de que nos occuparemos detidamente de- 
pois, era de 179^ 55^ e os ângulos de uma das faces (001) com as 
duas (100) eram de 89^55' e 90^"; a outra face de lascado (001) era 
demasiado imperfeita. 

Rectificada geometricamente a zona [010] por meio de dois las- 
cados (100) e (001), a figura de interferência, em posição diagonal 
entre nicoes cruzados, achou-se simultaneamente rectificada, o que de- 
monstra que as faces de lascado da placa são exactamente normaes 
ao plano das bissectrizes. Na luz coada pelo vidro verde, o angulo agudo 
dos eixos ópticos emergentes de (100) era 

2flL=39M0',4, 

ou seja 39^ IO', resultado de cinco ajustamentos para cada eixo, com 
differença de 2' entre os valores mais discordantes. 

Dos eixos emergentes de (001) só poude ser observado um, pro- 
longado verticalmente para cima e para baixo por pincéis escuros pra- 
ticamente rectilíneos. O seu angulo com o eixo próximo emergente de 
(100), que no crystal é o mesmo eixo, era de 13^42', d'onde o angulo 



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—220— 
obtnso dos eixos 

• 2ft=2(90*— ft— 13n2')=H3^25',6, 

on seja 113^26^ De H^e lí resulta o anj^ulo verdadeiro F. pela for- 
mula bem conhecida 

^ 810 H« sin 56*43' ^ ' 

e portanto 

2r.=43•42^ 

O angulo dos eixos ópticos d'esta placa em tomo da bissectriz 
aguda também foi medido no ar. O resultado doesta determinaçio foi 

2£;.=72«3', 

com differenças até 5' entre as leituras extremas de cada polo, o que 
demonstra que a precisão é menor no ar do que n'um liquido de forte 
poder refrangente. A normal de (100) e a bissectriz do angulo dos ei- 
xos differiam angalarmente apenas de T na zona [010]. 
Dos ângulos £« e F. resulta 

valor que differe pouco do Índice 1,5755 da anhydrite para luz de só- 
dio (LiRBiSGH, Physikalische KrystaUographie, 1891, pag. 321), e para 
mais, em harmonia com a maior refrangíbilidade da luz verde com qoe 
aqui se operou. 

Estes exemplos s3o indicações do que se pode conseguir com o 
apparelho goniometrico de Klein quando applicado a determinações 
polariscopicas em luz convergente. Estou convencido de que, eventual- 
mente depois de pequenas alterações constroctivas, poderá também ap- 
plicar-se a determinações refractometrícas pelo methodo da reflexão 
total. Sobre este ponto apresentarei n'outra oceasião o resultado das 
minhas tentativas. 

Observações geometro-goniometricas. — A utilisaçSo do apparelho 
universal de Klein na mediçSo dos ângulos das faces dos crystaes es- 



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—221 — 

bya Datoralmente indicada, se bem qne até ao presente de nenhum 
lado tenham sido feitas commnoicaçOes concludentes sobre este assum- 
pto. Qaando muito, e muito antes de G. Klein descrever o seu appa- 
relho, fallava-se na possibilidade de medir com certa approximaçSo o 
angulo de duas faces de um crystal por meio dos apparelhos gonio- 
metrícos primitiyos (adaptáveis ao microscópio), sem disposicSo apro- 
priada de rectificaçio, servindo de critério da perpendicularidade de 
uma face ou plano ao eixo dioptrico do microscópio a simples enfoca- 
çio uniformemente perfeita de uma área sufficientemente extensa, que 
se obrigava a percorrer o campo visual. É fácil apreciar a imperfei- 
ção de um tal critério, sobretudo se se tiver em vista que em trabalhos 
doesta natureza nSo se pode fazer uso de objectivas fortes, com as 
qoaes a enfocaçSo seria mais precisa. 

Seja*me pernúttido fazer notar desde já que a perpendicularisaçSo 
de om plano (face) de um crystal ao eixo dioptrico do microscópio nlo 
é uma operação indispensável da medição dos ângulos das faces em 
si mesma, como resulta do facto de os goniómetros ordinários serem 
de preferencia ou quasi exclusivamente dotados de imra independente, 
em vez de construidos para autocollimaçSo, e que pouco adeantaría- 
mos na mediçio dos ângulos dos crystaes com o auxilio do micros- 
cópio armado com o apparelho de Klein se nos confinássemos no pro- 
cesso de autocoUimação. Mas a perpendicularisacSo em questão é in- 
dispensável para a rectificação do apparelho goniometrico propria- 
mente dito e da própria mira independente, e é-o também, nas obser- 
vações polariscopicas, para a medição do angulo de qualquer direcção» 
por exemplo a de um eixo óptico, com a normal da face de emer- 
gência. 

O primeiro passo para a consecução da perpendicularisação foi 
dado por E. v. Fbdorow, ' quando, n'uma memoria sobre a sua pla- 
tina universal, lembrou que se poderia medir a inclinação de um eixo 
opUco ou de uma bissectriz sobre a secção mineral perpendicularí- 
sando esta ao eixo do microscópio por meio da reflexão de uma cruz 
de traços gravada na superficie frontal de uma objectiva fraca (n.* 
0). É daro que, se, depois de enfocada a superficie da preparação 
(placa polida ou cobre-objecto), approximarmos o tubo até termos di- 
minuido de metade a distancia frontal do objecto, a imagem (virtual) 
reflectida da cruz achar-se-ha á mesma distancia frontal a que ha pouco 
estava a superficie do preparado, e portanto a seu turno enfocada pelo 



> y. Ztii9ekrift fèr Kr^itaUographiê, », 1894, ptg. S41 



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—222-- 

microscópio, isto é representada no plano do retículo da ocolar; incli- 
nando então a preparação será fadl trazer o centro da croz ao centro 
do retículo» depois de destruído algum resto de parallaie. rfesse caso, 
accrescenta Fedorow, o plano reflector será normal ao eixo dioptríco 
do microscópio. 

A conclusão é que não é verdadeira, como o processo descrípto 
não é também rigorosamente o processo de autocollimação, sõ do qual 
se poderia ter tirado aquella conclusão. A direcção, á qual o plano re- 
flector fica sendo normal, não é a do eixo dioptríco do instrumento, 
mas apenas a da recta que une o centro da cruz gravada na froole 
da objectiva com o ponto do 1.^ espaço (espaço objectivo) conjugado 
com o centro do retículo da ocular a respeito da objectiva, e da col- 
lectiva quando a houver. Este ponto determina, com o próprio centro 
do retículo de que é imagem, a linha de collimação do microscópio, 
e portanto só quando o centro da cruz da objectiva se achar sobre esta 
recta, o que em geral não terá logar, é que a conclusão de Fedobow 
será correcta. 

Em verdade, o que se procura com a perpendicnlarisação de um 
plano reflector de um crystal ao eixo do microscópio não é precisamente 
como a palavra quer indicar, tomar o dito plano normal aquelle eixo, 
mas sim assignar-lhe uma posição determinada, a que se possa levar 
um plano sempre que se quizer, e portanto successivamente os dcMS 
planos cujo angulo se mede. Tanto importa que n'essa posição o plano 
seja precisamente normal ao eixo do microscópio, como a uma direc- 
ção que faça um pequeno angulo com aquelle, comtanto que o sqa in- 
variavelmente. Ora esta invariabilídade não a tem também a direcçio 
a respeito da qual se perpendicolarisa o plano reflector, no processo 
de FcDOBOW, como passamos a demonstrar. 

Sobretudo nas objectivas fracas, únicas applicaveis em observa- 
ções d'esta natureza, o plano enfocado do objecto, cuja imagem o ob- 
servador julga vèr coincidir com o plano do retículo da ocular, afas- 
tasse sempre mais ou menos do verdadeiro plano do 1.* espaço con- 
jugado com o dito retículo, e varia um pouco a cada nova enfocação. 
E a imprecisão de enfocação é tanto maior quanto mais fraca é a ob- 
jectiva, o que se verifica muito bem por meio de successivas enfoca- 
ções com o auxilio do parafuso micrometrico. Portanto, ao appro- 
ximarmos o tubo da preparação até termos reduzido a metade a dis- 
tancia frontal do objecto, para observarmos a cruz de traços reflectida 
na face do crystal, enfocaremos ora um plano mais afastado ora \m 
menos afastado da fronte, e n'esse plano supporemos situada a ima- 



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—223 — 

gem Tirtaal reflectida da cruz. Se o centro d'esta pertencer á ttnba de 
eoUímaçSo, a sua imagem reflectida ficará ora mais ora menos afas- 
tada da fronte, mas não sahirá da linha de collimaçSo, e o plano re- 
flector será sempre normal àquella linha, independentemente da yaria- 
çio da distancia frontal. Se porém o centro da cruz estiver fora do eixo, 
e portanto a recta que o une à sua imagem reflectida inclinada sobre 
este, esta inclinaçSo variará com a variaç9o do afastamento do plano 
enfocado, e com esta variará também a inclinação do plano reflector, 
que lhe é normal, como pretendíamos demonstrar. 

Este erro tem uma certa analogia com o erro proveniente da ex- 
centricidade das faces dos crystaes nos goniómetros crystallographicos 
de um óculo com mira independente a distancia finita. Gomo este, 
desapparecería também na medição de um angulo de duas faces cen- 
tradas a respeito do eixo de rotação, logo que entre as duas enfoca- 
ções successivas o tubo não fosse deslocado; e desapparecería também, 
como succede nos goniómetros de collímador, se deante da cruz gra- 
vada na fronte da objectiva se collocasse uma lente, de modo que o 
plano da mira viesse a ficar no plano focal d*esta, ou, mais simples- 
mente, se a cruz de traços ou mira vier occupar o 2.^ foco da própria 
objectiva. É claro que, gravada na fronte da objectiva ou situada no 
seu 2.^ plano focal, a cruz só se transforma em mira goniometríca 
quando o tubo f&r flluminado por um espelho ou prisma situado no 
eixo do microscópio, do lado de cima da objectiva, que projecte so- 
bre esta a luz de uma lâmpada convenientemente disposta. 

Inconvenientes óbvios da cruz na fronte da objectiva são: 1.® a 
impossibilidade de utilisação para ajustamento da imagem de uma mira 
independente, reflectida por uma face de crystal ou outro plano polido, 
que, de uma mira sufBdentemente afastada, vem formar-se pratica- 
mente no plano focal posterior da objectiva; 2.^ egual inutUidade para 
ajustamento da figura de interferência em luz convergente, que essa 
forma-se com precisão no plano focal alludido; 3.^ emfim (e este é um 
inconveniente de grande peso justamente no caso de se operar a me- 
dição por autocollimação com o auxilio da cruz gravada na fronte da 
objectiva) ser necessário, sempre que se quer passar da observação 
da cruz reflectida á observação do crystal e inversamente, fazer avan- 
çar ou recuar o tubo de um comprimento notável, um processo que 
poderá utilisar-se para ajustamento de um plano isolado, mas não é 
próprio para a medição de uma zona inteira. 

Como disse ha pouco, p erro resultante da exaxialidade do signal 
e da indecisão de enfocação desapparecería logo que se collocasse o 



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—224-^ 

signa] no 2.^ plano focal da objectiva. É o que levou o auctor da pre- 
sente conununicação a encommendar às officínas de R. Fuess uma ob- 
jectiva n.® O, em cujo plano focal posterior se acha a face anterior de 
um vidro paralleloplano, portadora dos dois traços a angulo recto. 
Gomo este plano focal fica muito alto, dentro do tubo, foi preciso pro- 
longar a capsula da lente, para traz do passo de parafuso, por um 
tubosinho que se pudesse introduzir pela abertura inferior do micros- 
cópio, e no qual, perto da extremidade superior, se acha a placa re- 
ticular. Por causa doeste tubo nio pode esta objectiva ser fixada pelo 
adaptador de pinças e tem de ser aparafusada ao tubo, donde resulta 
que a posição dos dois traços do retículo, a respeito dos azimatbes 
cardeaes do microscópio, é fixa, e nio arbitraria como succederia se 
a objectiva fosse apertada pelo adaptador de pinças, e pudesse portanto 
girar em torno do eixo do instrumento. Na nossa objectiva n.® O, (assim 
designaremos o systema n.^ O quando dotado do reticulo no seu plaoo 
focal posterior) os traços occupam a posição diagonal em relação aos 
azimutbes principal e transversal do microscópio (posição da mira de 
ScHRAur), que é ao mesmo tempo a posição diagonal a respeito do 
eixo de rotação do goniómetro de Klein e do plano em que se more 
a imagem da mira, quando o microscópio está deitado até á horísoD- 
tal e o goniómetro fixado, com o seu eixo vertical, á platina. 

Para observar o 2.® plano focal d'esta objectiva, em que se acha 
o signal, e no qual vem formar-se a imagem do mesmo depois de re- 
flectida no plano a perpendicularisar, é necessário projectal-a no plaoo 
do reticulo da ocular, que a amplifica depois ao lançal-a à distancia da 
visão distincta do ponto d'olho. Esta funcção é preenchida por orna 
Bertrand, em combinação com a Hutgens n.® 2 reticulada, a mais apro- 
priada a estas observações. A Bbrthand n.® 2 ordinária destinada ás 
observações conoscopicas com as objectivas fortes, cujos planos focaes 
posteriores ficam notavelmente abaixo do bordo inferior do tubo, nio se 
poderia utilisar com a objectiva n.^ 0^, cujo plano focal fica 17 mm 
acima do sobredito bordo do tubo (plano de contacto do adaptador). 
Com effeito a elevação máxima, acima do bordo inferior do tubo, de 
um plano representavel pela Bkrtrand n.'' 2 no plano do reticulo da 
HuTGENS n.^ 2 é 9,3 mm, longe dos 17 mm que seriam necessários para 
a objectiva n.^ 0^. D'ahi a necessidade de uma Bertrand especial. 

Restava emfim resolver o problema da illuminação interior do si- 
gnal, que não podia fazer-se por meio do iUuminador vertical, inter- 
calado entre o tubo e a objectiva, por causa do prolongamento retro- 
grado da nova objectiva. A ofSdna mandou-nos um iUuminador de es- 



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—225 — 

pelbo (transparente) a 45*, para sobrepor á ocular, que apresenta dí- 
versos iDConvenientes, como afastar o olho para longe do seu ponto 
próprio, d'onde substituição da pupilla do apparelhò pela do olho, obri- 
gar a conservar a lâmpada muito perto da cara, e, forçando a luz a 
atravessar todas as superficies das lentes da ocular e da Bertrand, 
produzir outras tantas reflexões inúteis n'estas superficies, acompa- 
nhadas de enfraquecimento da illuminaçao do signal, e da formação 
de discos luminosos que difficultam sempre a observação. 

Mandei por isso construir uma capsula como a que traz o ana- 
lysador de gaveta do tubo, e n'ella collocar um vidro de espelho a 45* 
sobre o eixo do microscópio, de tal modo que a luz de uma lâmpada 
próxima, entrando pela abertura do tubo, a que corresponde também 
uma abertura da capsula, é reflectida para a frente, indo incidir imme- 
diatamente sobre o vidro que traz o reticulo-mira. O pequeno appa- 
relhò é introduzido no logar do analysador depois de retirado este, 
desnecessário n'estes trabalhos. 

N' estas circumstancias dispomos de um verdadeiro óculo telescó- 
pico autocoUimador. A objectiva do telescópio é a objectiva descripta 
em cujo foco se encontra o reticulo ou signal. A ocular, uma ocular 
terrestre, que dá com a objectiva imagens direitas dos objectos, visto que 
inverte as que esta lhe proporciona, é constituida pela combinação da nova 
Br.RTBAND com a Hutoens n.* 2, na qual o reticulo é provisoriamente 
iuutil. A introducção do espelho de Gauss no cacifo do analysador do 
tubo fornece, nas condições mais vantajosas, a autocollimação neces- 
sária para a perpendicularísação de um plano reflector ao eixo do in- 
strumento e para as rectificações d'ella dependentes. 

O funccionamento d'este apparelhò descreve-se em duas palavras. 
O reticulo (no plano focal da objectiva), e em especial o seu centro ou 
ponto de cruzamento dos traços, reflecte-se, por intermédio de feixes 
de raios parallelos no plano a perpendicularisar, e estes feixes de raios 
parallelos voltam a descrever uma imagem do próprio reticulo, no pró- 
prio plano doeste, imagem que se traz á coincidência com o sen obje- 
cto, em especial centro com centro, por meio de inclinações apropria- 
das do plano reflector. Qualquer que seja a distancia d'este à fronte 
da objectiva, e ainda mesmo quando o centro do reticulo se não ache 
precisamente no eixo dioptrico do instrumento, logo que o centro da 
imagem, projectada por feixes de raios que no i.^ espaço são paralle- 
los, coincide com o centro do signal, o plano reflector é normal ao 
feixe parallelo conjugado com aquelle centro, e portanto a sua posição 
única e invariável, bem como a direcção da normal commum de um 
ComiuiacÁçOis. Tov. v.— Dianunu^ i903. i5 



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— 226 — 

systema de ondas planas paraUelas, determinativo de nm pheDÔmeno 
polaríscopico caracterísado por um ponto representativo qne se tenha 
levado a coincidir *com o centro do signal, como por exemplo nm eixo 
opttco, uma bissectriz. Se a placa ò normal áquelle ou a esta, o polo 
respectivo coincidirá com o centro do reticulo ao mesmo tempo qne 
a imagem d'este coincidir com o seu objecto, e n'isto reside justamente 
a utilidade d'este apparelbo para medir a inclinação de uma direcçio, 
caracterisada por um phenomeno polaríscopico, sobre a normal de 
uma placa crystallina. 

É evidente que a nossa objectiva pode empregar-se isoladamente, 
sem: Ocular + Bbrtránd, isto é sem a amplificação que, com o auxilio 
d'esta combinação, se obtém do seu plano focal, mas raras rezes ha- 
verá vantagem em o fazer, abstrahindo de uma observação previa gros- 
seira pela qual se traz a imagem da mira ou do reticulo reflectido ao 
campo visual. Â Huygens n.^ 2 a combinar com a Bertrand escusa de 
ter reticulo, mas a sua presença não prejudica as observações sraipre 
que a Bertrand tenha sido centrada, de modo a projectar o centro do 
signal da objectiva no centro do reticulo, ao mesmo tempo que os bra- 
ços do signal coincidem com os fios da ocular ou lhes dividem os ân- 
gulos rectos ao meio. 

Dada a arbitrariedade da distancia frontal do plano reflector, 
quando se trata apenas de ajustal-o por meio da imagem do signal, 
pode aquella ser escolhida justamente egual á distancia de enfoca- 
ção do referido plano pelo microscópio (depois de retirada a Bertraisd), 
de modo a observar-se immediatamente, e sem mais deslocamento lon- 
gitudinal do tubo, a superficie ajustada, o que terá logar sob a ampli- 
ficação própria á combinação: Objectiva n.^ O -fHoYGENsn.® % queé 
de cerca de 25. Por outro lado as Bertranus ordinárias, em combina- 
ção com as oculares competentes, também fornecem imagens, fraca- 
mente amplificadas, de objectos que venham a ficar a uma distancia 
do bordo inferior do tubo proximamente egual áquella a que ficam os 
planos focaes posteriores das objectivas fortes, qne são destinadas a 
projectar. Basta pois approximar sufficientemente o tubo ao crystal, 
depois de afastada a objectiva, para se observar aquelle sob fraca am- 
plificação. Â BERTRANn n.^ 4, por exemplo, que, na altura conveniimte 
do tubo, produz uma amplificação (reducção) de 0,67 no plano do mi- 
crometro da Ramsden (pag. 139), combinada com esta, cuja amplifica- 
ção própria, para o plano do micrometro, é de 8,8, fornece uma ampli- 
ficação que se afasta pouco de 8,8*0,67 ou seja 6. [A amplificação 
8,8 da Ramsden obtem-se dividindo os valores N de pag. 158 pelos iV 



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—227 — 

correspondentes de pag. 156 e 157.] Para a comlnnaçSo da Bertrand 
n.® 2 com a Hutgens n.^ 2 cuja amplificaçSo própria ò de 5 ca. (dívi- 
dam-se os valores de N de pag. 159 pelos de pag. 156 e 157) obte- 
ríamos uma amplificação resultante de cerca de 3,5. Estas amplifica- 
ções fracas podem ser úteis para observação global de crystaes que, 
sob amplificações maiores, n9o caberiam no campo objectivo. 

Foi com o auxilio da nossa disposição de autocollimação que re- 
ctificámos a tina de immersão nas experiências polaríscopicas acima 
descriptas, e que notámos que as duas faces da placa de vidro, que 
forma a parede da tina então voltada para a objectiva, não são paralle- 
las. Além de uma imagem ajustada do reticulo, observava-se outra, pro- 
Teniente da reflexão na face posterior (em relação á objectiva) da placa 
de vidro, mas que deveria coincidir com a imagem reflectida na pa- 
rede anterior quando realisado o ajustamento d'esta, se a placa fosse 
paralleloplana. É fácil distinguir a imagem reflectida na parede ante- 
rior pelo disco mais intensamente luminoso (imagem da abertura cir- 
cular do diapbragma) em cujo centro fica o ponto de cruzamento dos 
traços. É conveniente, para evitar multiplicação de imagens e discos 
luminosos por reflexão nas superfícies do condensador, tapar a aber- 
tura da platina com um pedaço de papel negro baço. 

A rectificação do apparelho goniometrico de Klein, que consiste 
na perpendicularisação do seu eixo de rotação á linha de coUimação 
do microscópio (ou seja do telescópio em que o transforma a Bcrtrand 
intercalada) obter-se-hia, como é sabido, com o auxilio de um vidro 
paralleloplano suspenso parallelamente a uma das guiadeiras, ajus- 
tando a imagem do signal, depois de reflectido n'ama das faces do vi- 
dro e projectado pela objectiva n.® O, no seu plano focal, com o pró- 
prio signal; fazendo em seguida girar o vidro de 180^ por meio do 
eixo de rotação do apparelho, e destruindo emfim metade da aberra- 
ção parallela ao eixo por meio do cursor perpendicular á placa de vi- 
dro, e a outra metade fazendo variar a inclinação do eixo do goniomeiro 
sobre o eixo do microscópio. Mas o goniómetro não possue disposição 
alguma que permitta fazer variar a inclinação alludida, e n'isto reside 
justamente um defeito do utilissimo instrumento, que seria, de resto, 
fácil de remediar. Bastaria applícar pelo lado inferior da chapa basal, 
por onde o apparelho se fixa á platina, e junto á aresta opposta ao 
supporte do goniómetro propriamente dito, uma régua de secção semi- 
circular e de pequena espessura, 1 mm por exemplo, e, por outro lado, 
na proximidade do supporte, mas sempre na chapa basal, um parafuso 
de nivelamento, que faria girar o apparelho em tomo da geratriz mais 



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—228— 

baixa (em contacto com a platina) da régua semicylindrica, no próprio 
plano do eixo de rotaçSo do goniómetro. Uma tal disposição teria enorme 
vantagem sobre qualquer outra que fizesse incidir as operaçQes da re- 
ctificação sobre o próprio signal, situado no foco da objectiva, como 
succede com os goniómetros ordinários. É claro que a rectificação des- 
cripta só teria logar, em geral, para a posição da platina em que fosse 
executada, a menos que a própria platina seja precisamente normal á 
linha de coUimação do telescópio. Por isso a medição goniometríca se 
deve fazer com a platina immobilisada, o que de resto também é exi- 
gido por outras circumstancias. 

A condição de parallelismo das faces do vidro que serve para a 
rectificação não é essencial. Basta fazel-o girar no seu plano por meio 
do cursor a que é parallelo (depois de ter sido deslocado grosseira- 
mente á mão) até que a intersecção das duas faces seja parallela ao 
eixo de rotação do goniómetro, o que tem logar quando as duas ima- 
gens do centro do signal percorrem uma atraz da outra o campo Ti- 
snai segundo a mesma linha. Então o vidro permitte a rectificação 
desejada como se fosse paralleloplano. 

Ao verificar, visto que não podia rectificar, o nosso apparelho go- 
niometrico de Klein, encontrei uma pequeníssima inclinação do sen 
eixo de rotação sobre a normal da linha de coUimação, que não pode 
alterar sensivelmente os resultados da observação, o que justifica a 
utilisação do apparelho nas observações polariscopicas conmianicadas 
acima e nas que passamos a descrever.— 

Pelo processo de autocollimação foi medido o angulo das faces 
de clivagem da anhydríte, normaes ás duas bissectrizes» na placa que 
serviu para a determinação do angulo dos eixos ópticos (pag. 218 ss.). 

Entretanto este processo de medição apresenta aqui os mesmos 
inconvenientes que nos goniómetros ordinários de reflexão: exigir fa- 
ces que reflictam bem, isto é quanto possível planas e lisas ou poli- 
das, e de dimensões não muito diminutas. Assim das faces estreitas 
da placa de anhydrite, uma foi ajustada só com o auxilio do disco 
luminoso, imagem da abertura do diaphragma em cujo plano se acha 
a cruz de traços, outra pelo reflexo geral que se obtém ao mesmo 
tempo que se observa a face reflectidora quando, em vez de se ex- 
tractar a Bertrand, se avança com ò tubo sobre o crystal até a fronte 
da objectiva ficar a pequena distancia d'este. Foram estes inconve- 
nientes que nos levaram a experimentar o methodo ordinário de me- 
dição, com mira independente do apparelho dioptrico de ajustamento, 
e cremos que é esta a primeira vez que o microscópio conoibinado com 



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—229— 

o apparelho de Klkin é ntilisado na mediçSo dos ângulos dos crystaes 
por este processo. 

A mira obtem-se substituindo na lâmpada de O. Lassar (catalogo 
especial de apparelbos de talhar e lapidar de R. Fuess, lista n.^ 26 da 
1/ divisão, pag. 35) o vidro ligeiramente corado de azul que fecha o 
reflector, por um vidro fosco e um disco de lata (applicado contra o 
vidro, mas pela parte de fora d*este) em que se recortou uma cruz 
com braços de 3 mm de largura e de comprimento pouco inferior ao 
raio do disco. A lâmpada assim disposta coUoca-se a cerca de 50 cm 
da platina do microscópio, previamente deitado até à horisontal e ar- 
mado com o apparelho de Klein, de modo que o centro da cruz Qque 
proximamente á altura do eixo do tubo do microscópio. Para que o 
plano da mira seja sensivelmente normal á recta que no plano hori- 
sontal une o seu centro com o eixo do goniómetro, de modo a obter-se, 
por reflexão nas faces do crystal, imagens da mira normaes á linha de 
coUimação, basta fazer girar o reflector da lâmpada até que o plano 
da mira se alinhe com o travessão de uma régua T cuja haste passe 
axialmente por cima do eixo do goniómetro. A orientação grosseira 
assim obtida é plenamente sufQciente. 

O angulo entre os planos que, passando pelo eixo do goniómetro, 
contéem, um o eixo do microscópio e outro o centro da mira, não pode 
ser aqui muito maior do que 90^, porque o bordo da platina viria in- 
lerpôr-se entre o eixo do goniómetro e a mira. Dentro do limite im- 
posto por esta circumstancia escolher-se-ha este angulo, que é o do- 
bro do angulo de incidência para uma face quando a imagem da 
mira n'ella reflectida está ajustada, conforme mais conveniente pare- 
cer (é sabido, por exemplo, que uma incidência muito obliqua é pre- 
judicial à predsão quando as faces são muito estreitas, por causa 
dos phenomenos de diffracção, multiplicação das imagens etc, d'onde 
conveniência de um pequeno angulo de incidência, por exemplo 
30''). 

Suppondo o goniómetro rectificado sob o ponto de vista da per- 
pendicularidade do seu eixo ao eixo do microscópio por meio da dis- 
posição de autocoUimação, como já atraz indicámos, ou, quando não 
rectificavel, ao menos verificada a sua utilisabilidade, resta uma ope- 
ração importante a effecluar qual é a da rectificação da mira, no sen- 
tido de se tomar o plano determinado pela linha de coUimação do mi- 
croicopio e pelo centro da mira normal ao eixo do goniómetro, perpen- 
dicularidade esta necessária e sufiiciente para que os ângulos descrí- 
ptos por este eixo sejam os ângulos dos planos que levam successiva- 



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—230— 

mente a imagem da mira á coinddencía com o retículo da objectiva 
n.^ Or ou de uma Hotgens reticulada. 

Esta rectificação consegue-se de uma maneira extremamente sim- 
ples. Se o vidro paralleloplano que serviu á rectificação (ou verificação) 
do eixo do goniómetro ainda se acha, rectificado elle próprio, no poria- 
crystal, basta, depois de se ter lançado a imagem da mira, por elle re- 
eflctida, no campo visual, fazer girar a platina por meio do carrete de 
movimento lento até que a imagem da mira atravesse o campo centrada 
com este. Se não, fixar-se-ha um vidro paralleloplano ao porta-crystal, 
parallelamente a uma das guiadeiras e por forma que fique sensivel- 
mente normal ao eixo do microscópio; em seguida procurar-se-ha ob- 
ter a imagem da mira no campo visual, e com o cursor do gonióme- 
tro, cujo movimento tem logar n'um plano normal ao vidro, centrar- 
se-ha a imagem da mira com o campo. Basta agora fazer girar o vi- 
dro de 180® em tomo do eixo do goniómetro e corrigir metade da 
excentricidade, que apresentará em geral agora a imagem da mira, 
por meio do movimento lento da platina, ao passo que a outra metade 
é destruída por inclinação do vidro com o auxilio do cursor activa 
Um resto de defeito que se observa muitas vezes mesmo depois de 
duas e três operações rectificantes, continua a eliminar-se da mesma 
forma. 

A lâmpada é collocada previamente de forma que o centro do si* 
gnal fique grosseiramente no horísonte da linha de visão do micros- 
cópio, e o goniómetro é fixado á platina com o seu eixo sensivelmente 
vertical (com a extremidade do porta-crystal para baixo). D'aqui resulta 
que quando o vidro rectíficante é, ao meãos approximadamente, pa- 
rallelo ao eixo do goniómetro, a imagem da mira atravessa com grande 
probabilidade o campo, mais ou menos próximo do centro, ou vem a 
atravessal-o depois de uma pequena inclinação do vidro pelo cursor 
activo, ou de uma pequena variação da posição da lâmpada em altura. 
Não ha motivo essencial que nos leve a escolher para a lâmpada a po- 
sição em que o centro da mira fica á altura do eixo do microscópio; mas 
consequências muito apreciáveis d'esta escolha são: 1.® que o eixo do 
goniómetro fica sensivelmente vertical, d'onde resulta: 2.® que o centro 
^a mira percorre o campo visual segundo uma horisontal, isto é pa- 
rallelamente a um dos fios do reticulo da ocular, ou bissectando o an- 
gulo dos seus dois fios quando em posição diagonal, e o dos traços do 
reticulo da objectiva n.® O,.. 

Por outro lado também se pode rectificar a mira, se bem que 
menos conunodamente, elevando ou abaixando a lâmpada de modo a 



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-23i — 

destniir metade da distanda entre o centro da imagem da mira e o 
centro do retículo, depois da rotação de 180" imprimida ao eixo do 
goniómetro portador do vidro paralleloplano; por este processo, que 
deixa a platina immorel, não se altera a posiçio do eixo do gonióme- 
tro, que se pode ter coUocado previamente perpendicular ao fio hori- 
sontal do campo, ou segundo a bissectriz horísontal do angulo dos 
traços díagonaes. Uma vantagem que apresenta ainda o retículo dia- 
gonal é a de que uma pequena inclinaçSo do eixo do goniómetro a 
respeito da bissectriz vertical, e portanto da linba percorrida, no campo 
visual, pela imagem da mira a respeito da bissectriz horísontal sSo ape- 
nas sensíveis, do que resulta poder operar-se a rectificaçSo da mira 
pelo processo mais simples da rotaçSo da platina; ao passo que, com 
mn reticulo parallelo e normal ao eixo do goniómetro, uma pequena 
inclinaçSo da trajectória da mira a respeito do fio horísontal, comquanto 
sem influencia essencial sobre a medição (por isso que o ajustamento 
se opera pela coincidência do centro da mira com o do reticulo), causa 
uma impressão desagradável e difSculta o ajustamento perfeito. N'este 
caso convém orientar previamente o eixo do goniómetro parallelamente 
a um dos fios do reticulo, o que se obtém seguindo um ponto de um vi- 
dro (do próprio vidro rectificante, de um crystal ou de qualquer ob- 
jecto) fixado ao porta-crystal, durante a rotação, e fazendo girar a pla- 
tina até que a trajectória seja parallela ou antes coincidente com o fio 
horísontal; é claro que será necessarío deslocar o tubo, fazendo-o ora 
avançar ora recuar, para seguir o ponto em questão durante a rota- 
ção, e obrigal-o, por meio dos cursores planos da platina, a voltar ao 
fío horisontal e a conservar-se no campo. Depois d'esta operação recti- 
fícar-se-ha então a mira elevando ou abaixando a lâmpada, mas agora 
sem se tocar no goniómetro, cuja posição ficou definitivamente fixada. 
Uma lâmpada apropriada a este fim deverá ser deslocavel verticalmente 
ao longo de uma haste em torno da qual poderá girar também, a me- 
nos que em vez da própria lâmpada gire o reflector que traz a mira. 
Resta emfim corrigir a posição doesta ultima no seu plano. Se se 
tratasse da mira de Websky, applicavel aqui como em qualquer gonió- 
metro ordinário, e que se obteria abrindo n'um disco de lata, de diâ- 
metro apropriado á lâmpada, a bem conhecida figura da mira (com 
3 mm de largura do estrangulamento mediano e as outras dimensões 
nas proporções conhecidas a respeito d'esta), é evidente que deveria 
collocar-se com o seu alongamento parallelo ao eixo do goniómetro, 
fazendo girar o disco de lata até se obter esse parallelismo. Uma mira 
circular de pequeno diâmetro, por exemplo 2 mm, para difierenciação 



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—232— 

de faces vicinaes, elementos fora de zona, etc, também concebiyel 
nao teria correcção alguma a soffrer sob este ponto de vista. Mas a 
mira de que me sirvo (mira de Schrauf), e que é sem duvida a mais 
perfeita, tem de ser orientada no próprio plano, de modo que os seus 
dois braços luminosos orthogonaes fiquem em posição parallela e nor- 
mal, ou então em posição diagonal, a respeito do eixo de rotação do go- 
niómetro. A primeira posição convirá quando o reticulo de ajustamento 
fôr diagonal, ao contrario da mira, a segunda quando o reticulo fôr a 
seu turno parallelo e normal, para maior precisão do ajustamento. Em 
qualquer caso será necessário fazer girar o disco da mira no seu plano 
até que durante a rotação do vidro rectificante o centro do retículo nao 
saia do eixo do braço horisontal da mira, e, em especial, qoe as duas 
extremidades doeste braço, ao atravessar o centro do reticulo, sejam por 
elle divididas ao meio. O melhor será ter marcas correspondentes nos 
discos das miras e no aro da lâmpada, què as segura. — 

Temo-nos occupado do apparelho ^o/^tom^ínco propriamento dito; 
voltemo-nos agora para o apparelho dioptrico de ajustamento. 

Este apparelho tem de ser telescópico como n'um goniómetro or- 
dinário. A objectiva empregada é a n.^ O, que tem uma distancia fo- 
cal de 32 mm e uma distancia frontal do objecto de cerca de 38 mm 
(pag. i46). A mira, á distancia de 50 cm do eixo do goniómetro, ou 
seja do plano sobre que está enfocado o microscópio, fica a 506 nmi 
do 1.^ plano focal da objectiva, e portanto a imagem da mira vem a 
formar-se 3i*:506=2 mm atraz do 2."" plano focal. É fácil, por meio 
de uma Bbrtrand apropriada, justamente a Bertrand que a offidaa 
constructora forneceu conjunctamente com a objectiva n.® O, e que 
projecta o 2.* plano focal d'esta no plano do reticulo da Hutgcns n.* 
2, projectar a imagem da mira pela objectiva, seja esta a n.* O sim- 
ples ou a n.^ 0^, no dito plano de enfocação da Hutgkns n.^ 2, e assim 
ajustar a mira no reticulo da ocular. 

Este processo tem, pelo menos actualmente, um grave inconve- 
niente. É que, entrando a Bbrtrand no seu encaixe com attricto mais 
ou menos duro, não se pode estar certo de que ella occupe sempre 
exactamente o mesmo logar e, portanto, de que a imagem da mira 
centrada com o reticulo da ocular corresponda a um plano reflector de 
posição invariável. Convém portanto empregar a objectiva n.® 0^ que 
fornece um critério para a invaríabilidade da posição da Brrtrand, 
consistindo na centragem do reticulo da objectiva com o da ocular. Mas 
uma vez que se utilise a objectiva n.^ 0^ é ainda mais simples abstra- 
hir do reticulo da ocular, que, de resto, difiicilmente se reconhece sem 



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'^ I 



— 233- 

fllumínaçSo espedal, oa empregar uma Huyoens n.^ 2 sem retículo e 
fazer o ajustamento da imagem da mira no retículo d*es8a objectíra. 
A distancia de 2 mm entre a imagem da mira e o retículo situado no 
i!" plano focal produz uma pequena parallaxe que se elimina facil- 
mente coUocando sobre a ocular o diaphragma de olho, que obriga á 
observação axiiil e é indispensável em lodos estes trabalhos. Como o 
retículo da nossa objectiva é diagonal (quando o eixo do goniómetro 
se colloca verticalmente) a mira deve tomar a posição normal e pa- 
rallela, para o que o aro que segura o disco de vidro fosco e o disco 
de lata em que está aberta a cruz orthogonal, traz um índex que deve 
corresponder a um índex de disco de lata. 

Seria faâl também transportar a mira a uma distancia infinita 
collocando-a no foco de uma lente de illuminação como a que se utílisa 
nos apparelhos microphotographicos e na illuminação por reflexão dos 
objectos microscópicos. Então a imagem viria formar-se precisamente 
DO plano do retículo da nossa objectiva n.° 0^. 

Como os processos de observação conoscopica, são três os de 
observação telescópica, idêntica, em principio, com aquella. Um com 
o auxilio de uma Bertranu e a ocular, outro que uUlisa apenas a ob- 
jectiva e, quando muito, uma lupa que amplifique o seu 2.^ plano fo- 
cal, e emfim o processo que utilisa a imagem no 2.* plano focal total 
do microscópio, no ponto de olho, sobre o qual se assesta a lupa de 
Klein, portadora de uma escala que se faz coincidir com aquelle plano. 
N'este ultimo caso empreguei a Hutgens n.® 2 como ocular, e a obser- 
vação do crystal exigia, de cada vez, a remoção da lupa de Klein, o 
que é sem duvida um inconveniente do processo. 

Já dissemos atraz que uma vez que se projecte o plano focal da 
objectiva fraca, por meio de uma Behtrand apropriada, no plano de 
enfocação da Ocular, o retículo ou sígnal da objectiva pode dispen- 
sar-se logo que se tenha rectificado o apparelho, ou, no caso de obser- 
vações polaríscopicas que necessitem o conhecimento das leituras rela- 
tivas á perpendicularidade da placa ao eixo do apparelho díoptrico, 
logo que se tenham feito essas leituras no círculo goniometrico e nas 
guiadeiras. Mas, como também dissemos, a disposição de intercalação 
da Bertrand não garante a esta uma posição invariável, e portanto 
não convém trocar a objectiva n.* 0„ com retículo, por outra n.* O, 
embora com muito maior campo de visão, sempre que o diâmetro di- 
minuto do d'aquella não prejudique. E em vez de uma Hutgens n.* 2 
com retículo pode empregar-se uma que traga no seu plano de enfo- 
cação um núcrometro vertical, que servirá para calcular o angulo que 



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—234 — 

UQM face pouco afestada de uma zona rectificada faz com o plano d*esta 
90Qa mais próximo d'ella. O valor das divisões do micrometro obteoi-se 
facUmente medindo no goniómetro os pequenos ângulos corresponden- 
tes ás divisões successivas» para o que basta fazer girar o tubo por 
meio do mecanismo do movimento simultâneo até se ter coUocado o 
micrometro normal ao eixo do goniómetro (visto que o processo co- 
noscopico da determinação da constante de transformação de centro- 
distancia em divergência angular nlo é próprio para objectivas de tão 
pequena abertura, e está longe de ser tão perfeito como o directo go- 
niometrico). 

Na ausência de uma Huygens n." 2 (ocular fraca) com microme- 
tro, servi-me por occasião dos meus estudos sobre a RiébeckUe d'ALTEB 
Pedroso S da combinação da lupa de Klein-Bkckr com a Hoygcins n/ % 
para determinar as aberrações de certas faces a respeito das zonas a 
que muito approximadamente pertencem. Este processo de observação 
tem, sobre o emprego de uma ocular micrometrica fraca, a vantagem 
de ser independente da Bertrand, cuja posição, como já ficou dito, 
não é invariável, mas difQculta a observação orthoscopica do crystal. 

O valor angular das divisões do micrometro da lupa foi deter- 
minado pelos ângulos de que era preciso fazer girar e eixo do gonió- 
metro para que a imagem da mira, reQectida por um vidro rectificado, 
suspenso do porta-crystal, passasse do traço médio ao quarto, quinto 
e sexto traço. As observações deram concordantemente um valor de 
16',6 por cada divisão do micrometro, d'onde resulta para o campo 
telescópico, que mede 12,5 divisões, uma abertura de S^^ST^S. É claro 
que a proporcionalidade tem logar entre as centrodistaucias oiedidas 
no micrometro e os senos das divergências correlativas, mas estas são 
tão pequenas, dentro dos limites do campo, que se podem pôr os 
senos proporcionaes aos ângulos, e portanto estes ás centrodistau- 
cias, não resultando d*ahi, mesmo para a divergência máxima (raio do 
campo, de i® 43' 70» oa^is do que um erro de alguns segundos (3')- 
A escala da lupa estava no ponto mais elevado ou retrogrado do seu 
curso, o que convém notar para utilisação subsequente. 

Obtida assim a constante de transformação com o micrometro 
deitado, isto é normal ao eixo do goniómetro e portanto parallelo á 
trajectória da imagem da mira no campo, teremos de fazer girar a 
lupa de 90° em torno do seu euo sempre que quizermos empregal-a 



1 Swr un giament nmarquablê de Ridedíitê et lê Zireon ftií Vaeooimpagtiâ. Lis- 
bonne, Imprímerie Nakiooale, i903. 



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—ass- 
oa determinação dos pequenos ângulos de certas faces com zonas pró- 
ximas, para que o micromelro Qque parallelo ao eixo do goniómetro. 

Utilisei esta disposição para medir a largura da imagem dos bra- 
ços da mira. Para uma distancia entre a mira e o eixo do goniómetro 
de 40 cm era esta largura de 0,1 mm (1 divisão da escala da lupa), 
e, com a mira no foco de uma lente de illuminaçSo, de 0,2 mm. A pri- 
meira dimensão, 0,1 mm no piano de enfocação da lupa, que portanto 
obsenramos ainda amplificada por esta, é muito commoda para a ob- 
sanação, ao passo que 0,2 mm, como se obtém intercalando a lente 
de illuminação, é demasiado. A largura (objectiva) de 3 mm dos bra- 
ços da cruz é também muito apropriada á observação por meio da 
Bertrand (com Hutgens n.® 2), dando logar a uma imagem com cerca 
de 0,2 mm de largura dos braços, perto do 2/ foco da objectiva, 
quando a mira está a 50 cm do eixo de rotação, sobre o qual se suppõe 
enfocado o microscópio; e isto porque a amplificação da objectiva n.^ O 
è então de 32:506, e portanto a dimensão correspondente a 3 mm de 
3*32:506=0,2 mm. É conveniente n'um como no outro processo de 
observação, como já ficou dito, utilisar permanentemente o diaphragma 
de olho sobre a ocular ou sobre a lupa, que torna mais nitidos e defi- 
nidos os contornos dos braços da mira e liberta de algum resto de 
parallaxe. 

O processo de obseiTação com a lupa de Ki.kin, logo que a ocular 
empregada tenha um diaphragma-iris no seu plano de enfocação, tem 
a vantagem de permiltir que se diapbragme na própria imagem do plano 
objectivo enfocado, isto é no plano de utilidade máxima, ao passo que 
a iris que o microscópio traz junto e inferiormente á Bertrand está 
muito longe d'esse plano, considerado relativamente á combinação da 
objectiva com a Bertrand. Mas como a Ramsden micrometrica ordiná- 
ria, uma ocular n.^ 4, é muito forte para este fim, seria necessário 
construir uma Ramsden mais fraca, ou uma Huygkns n.® 2 com iris 
no plano do retículo, o que é mais complicado, mas não novo; creio que 
Zfjss construe estas oculares. Então, enfocando, antes de applicar a 
lupa, a face reflectidora, e diaphragmando em seguida fortemente, po- 
der-se-ha analysar a face elemento por elemento sob o ponto de vista 
da inclinação d'estes uns sobre os outros. Basta que agora se appli- 
que a lupa e se façam passar no eixo do microscópio, por meio dos 
cursores planos da platina, as diversas regiões da face, d'onde resul- 
tará, se esta fôr goniometricamente differenciada, um deslocamento 
e, ao mesmo tempo, variação do aspecto da imagem da mira; e po- 
der-se-ha obter a imagem da mira reflectida por uma determinada re- 



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—236 — 

gí9o que se snpponha ser a normal em virtude da sua confignraçSo 
e extensão excepcionaes a respeito da parte restante, e medir o seu 
desvio da zona rectificada, se o houver. Foi o que praticámos com 
as faces da titanite, cuja mediçio descrevemos adeante, e das quaes 
só a região peripheríca era espelhante. 

Substituindo-se a Hutgens n.° 2 pela ocular de Gzapski obtem-se 
um valor angular de 37 Vi' para as divisões do micrometro da lupa; 
mas a Gzapski é imprópria, por muito forte, para estes trabalhos, como 
acabamos de observar. 

Resta-nos ainda, antes de apresentar alguns exemplos, fazer notar 
que, não possuindo o apparelho goniometrico de Klkin uma disposição 
de centragem do crystal e sendo muito pequena a abertura da objectiva 
de observação, os planos reflectores ou faces dos crystaes não podem 
achar-se um pouco mais afastados do eixo dioptrico, para qualquer lado 
em torno d'este, sem deixarem de ser visíveis e de fornecer imageos 
da mira que caiam no campo telescópico. A este defeito obtempera-se 
por meio dos cursores da platina, um dos quaes desloca o gonióme- 
tro parallelamente e outro normalmente ao eixo de rotação do gonió- 
metro. Desde que estes movimentos não alteram a direcção do eixo 
de rotação, transportando-o apenas parallelamente a si mesmo, a uti- 
lisação de feixes de raios parallelos, ou proximamente parallelos, para 
a representação da mira, assegura ao plano reflector ajustado uma 
orientação independente da sua posição concreta em relação ao eixo 
do goniómetro e do microscópio. — 

Combinado o processo em todas as suas partes, comecei por me- 
dir a zona [liO] de um dos pequeninos crystaes de titanite implanta- 
dos nas superficies dos exemplares da ophite de Leiria, que formam 
paredes de fendas. O crystal em questão foi tirado do exemplar n.' 
249 da pequena collecção petrographica do Serviço Geológico (nume- 
ração a tinta vermelha). A titanite, acompanhada por hornblenda e 
albite, apresenta-se em crystaes muito pequenos, de habito pyrami- 
dal, em que predominam as formas n (iii) e m(iiO), a que se se- 
gue c (001). As faces eram pela maior parte baças em quasi toda a 
sua extensão; só a peripheria ou região arestal reflectia com certa 
continuidade a luz, emquanto o resto da face mostrava como que ara- 
bescos brilhantes envolvendo regiões corroídas sem brilho algum. N*al- 
gumas faces, porém, sobretudo nas da base, a superfície uniforme- 
mente espelhante era maior. Estou convencido de que diflicilmente se 
teria obtido um resultado satisfactorio, com este crystal, n'um gonió- 
metro ordinário de óculo amplificante ou fracamente reductor; era pre- 



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—237— 

dso o oculo fortemente reductor, qae resulta da utilisaçio telescópica 
do microscópio, para se obterem imagens sufficientemente luminosas 
da mira reflectida por faces tão pequenas e deficientes a um tempo. De 
resto jà Pclfrich, ao descrever o seu totalreflectometro para prepa- 
rados iosufficientemente polidos, formulou, como condição indispensá- 
vel, um notável poder reductor do oculo de observaçio. 

Por outro lado a amplificação (linear) de cerca de 25, que fornece 
a objectiva n.^ O combinada com a Hdtgens n.^ 2, permittiu estudar a 
configuração das faces uma por uma e escolher para rectificação da 
zona a medir as melhores d'ellas. Por meio dos cursores planos da 
platina pode levar-se ao eixo do microscópio qualquer elemento de uma 
face, e, diaphragmando esse elemento por meio da iris da Brbtrand, 
obter-se, depois de intercalada esta, a imagem da mira reflectida exclu- 
sivamente pelo elemento em questão. D'aqui a faculdade de decompor 
uma face não plana nos seus diversos elementos, de obter as posições 
das faces vicinaes representadas talvez por elementos microscópicos, 
emfim de exercer uma crítica profunda e detalhada sobre o objecto da 
observação e de excluir tudo o que pareça producto irregular de acções 
não essenciaes, das observações a executar. Infelizmente a irís, por de- 
baixo da Bertrand, não occupa precisamente a posição da máxima utili- 
dade, que é a do plano em que se forma a imagem do objecto, proje- 
ctada pela objectiva e pela Bertrand conjunctamente, ou seja a do 2.^ 
plano focal da Bertrand, como já acima tivemos occ^sião de fazer no- 
tar, ao tratarmos do apparelho conoscopico. Entretanto, mesmo onde 
está, presta esta iris muito bons serviços nos trabalhos goniometrícos. 
Seja dito de passagem que a faculdade de diaphragmar no plano de 
uma imagem do objecto os raios que projectam um phenomeno óptico 
resultante da acção d'a(}uelle objecto sobre a luz, tal como o limite da 
reflecção total, a imagem da mira goniometríca, etc, é a segunda con- 
dição de êxito das observações sobre objectos deficientes, já formulada 
por PuLFRicH no seu trabalho ha pouco citado. 

O resultado da medição consta da tabeliã seguinte, em que a 1.^ 
columna traz as designações e os symbolos das faces, a 2.* os ângu- 
los medidos das faces da zona com (001) ou (OOÍ), a 3/ os ângulos 
calculados, segundo C. Hintze {HanMuch der Mineralogie, u, p. i611) 
e a 4.* a classificação relativa á reflectibilidade. Os ângulos da 2.* co- 
lumna são medias de quatro series de observações, pelo menos para 
as faces com imagens de soffrível para cima. 



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— 238— 



1.» 


«.* 


j.« 


♦.• 


c(001) 






bom 


fl (Hi) 


38» 8' 


38» 16' 


soffríTel 


tn (HO) 


65 38 


65 30 


suffidente 


t(lH) 


70 48 —70» 23' 


70 23 


péssimo 


Z(H2) 


40 33—41 i5 


40 34 


péssimo 


c(001) 


180 19 


180 


mau 


t (iíl) 


70 20 


70 23 


bom 


m(HO) 


65 32 


65 30 


soffríTel 



Conhecida a dimensão linear máxima do crystal, qae era i mm 
ca., e a sua riqueza de faces, pode avaHar-se da superfide diminuta 
de cada ama d'ellas. Mas as faces t{m) e l (112) eram iDCompa^^ 
Yelmente mais estreitas do que qualquer das outras, tinham, r. 0,00(3 
mm, e Ij que era mais estreita n'uma extremidade do qae oa ontra, 
0,002 e 0,0038 mm de largura. E comtudo permittíram ajustamento 
e identificação pelas imagens da mira, apesar de péssimas, e não por- 
ventura por reflexo geral directo da face, o que prova a excellencia 
do processo. Duvidosa ficou sendo a presença de uma face entre es- 
tas duas, e mais estreita ainda do que ellas, qae poderá ser h (334). 

 mira tinha, n'esta experiência, a posição normal e paraliela em 
relaçSo ao eixo de rotação do goniómetro, portanto a posição diagonal 
a respeito do retículo da objectiva, que, como dissemos, é elle próprio 
diagonal. Uma vantagem d'esta disposição, que inverte a dos gonióme- 
tros ordinários quando se utilisa a mira de Schrauf, é que as faces 
extremamente estreitas, como aquellas de que acabamos de fallar, nio 
dão imagem de uma mira diagonal a respeito do eixo de rotação, mas 
dão-n'a do braço horísontal (isto é normal ao dito eixo) de uma cruz 
luminosa em posição paraliela e normal. Este braço é desmedidamente 
alongado pela diffracção provocada pela estreiteza extrema da face, mas 
permitte em geral identificar a face, graças á leitura de ajustamento 
do ponto central mais brilhante ou á media das leituras relativas a 
pontos extremos já fracamente mas egualmente illuminados. 



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—239 



X* — A. platina inolinavel de Klein 



A acquisição d'esta platina dotada de dois eixos, eixo fixo de in- 
clinação e eixo movei de rotação, em vez da platina de quatro eixos, 
de Fedorow, que é uma duplificação da de Klein, obedeceu á consi- 
deração de qae as preparações já em não pequeno numero da secção 
miDeralogico-petrograpbica do Serviço Geológico ficariam por assim 
dizer innlilisadas para a investigação por meio de uma platina incli- 
Davel, e ao propósito de afastar os diversos inconvenientes que afiie- 
ctam as preparações em porta-objectos redondos de pequeno diâmetro 
(2 cm), como os exige a platina de Fedobow. 

Os dois eixos da de Ki.ein permittem: am, o movei, primaria- 
mente parallelo ao eixo do microscópio (o parallelismo obtem-se com 
facilidade e precisão pela nossa disposição autocoUimadora), levar um 
azimuthe qualquer da placa crystallina ao parallelismo com o azimathe 
principal do microscópio representado pelo fio antero-gosterior do re- 
tículo da ocular; o outro, fixado no azimutbe transversal, isto é paral- 
lelo ao fio transverso da ocular e normal ao eixo dioptrico do instru- 
mento, inclinar a placa até que uma determinada direcção do plano 
levado ao azimuthe principal pelo eixo movei se tome parallela á li- 
nha de collimação do microscópio. Assim pode levar-se, com a platina 
de dois eixos, qualquer direcção do crystal, ou antes a direcção deri- 
vada no ar, á coincidência com a linha de visão. Na platina de Frdorow 
cabe esta funcção aos dois eixos internos, ao passo que os dois eixos 
externos permittem mais : fazer coincidir um plano» que passe pela di- 
recção agora parallela ao eixo do microscópio, com o azimuthe prin- 
cipal d'este, e levar uma direcção d'este plano ao parallelismo com o 
eixo do microscópio. Â platina do microscópio, ou, mais commoda- 
mente, o mecanismo do movimento simultâneo, dão a conhecer, pela 
rotação da placa em relação aos nicoes, ou doestes em relação áquella, 
em tomo do eixo do microscópio, se as parallelisações ambicionadas, 
polaríscopicamente caracterisadas, foram ou não conseguidas; análoga 
funcção exerce o eixo horísontal fixo (externo) da platina a respeito 
da posição da placa obtida por rotação em tomo dos outros três eixos, 
na platina de Fbdobow. 

Estas operações combinadas tomam a determinação dos feldspa- 



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—240 — 

thos em placa ténue muito fácil e relativamente exacta, logo que se 
tenha adquirido a pratica do instrumento. Até que ponto a plalina de 
dois eixos realisa este desideratum é assumpto de estudos que tenho 
em vista. Entretanto é claro que esta platina permitte perfeitamente 
inclinar uma preparação, em que se encontra uma secção crystallina 
cuja normal faz um pequeno angulo com uma bissectriz ou um eixo 
óptico, até que esta direcção se tenha tornado parallela ao eixo do mi- 
croscópio, o que na maior parte dos casos é suficiente para a deter- 
minação de um plagioclasio com precisão análoga á dos methodos de 
FfiDOROw, e facilita muitas vezes a determinação de um angulo de ei- 
xos ópticos necessário á identificação de um mineral presumido. Como 
em tantos outros casos é aqui essencial o díaphragma-iris no plano 
da imagem orthoscopica, para excluir toda a luz que não tenha atra- 
vessado a secção em estudo. 

Ha muito que certos constructores dotam alguns dos seus mode- 
los mais perfeitos de microscópios com platina própria inctinavel e 
disposição para medir essa inclinação e até para medir a inclinação 
do apparelho de illuminação, que, naturalmente, 6 independente da 
platina (v. por exemplo o catalogo do constructor inglez Bcck, n.^ 1 
International Microscope Stands e, no catalogo de Ross, o Wenhams 
Radial Microscope Stand). Haveria grande vantagem em construir as- 
sim os grandes microscópios crystallographicos, sobretudo se fosse 
possível combinar a platina inclinavel com a rotação simultânea dos 
nicoes. Então a simples plalina accessoría de dois eixos, collocada so- 
bre a platina própria inclinavel d'estes instrumentos, substituiria com 
incalculável vantagem a platina acanhada de quatro eixos de Fbdorow; 
o deslocamento, em tomo do eixo do microscópio, do preparado em 
relação aos nicoes, para reconhecimento polariscopico da orientação, 
operar-se-hia pela rotação simultânea d'estes últimos. 

Uma tal platina teria também a vantagem de ser rectificavel, pelo 
menos n'um sentido, com respeito á perpendicularidade ao eixo do 
microscópio, o que permittiria rectificar a seu turno os apparelhos go- 
niometricos e as platinas inclináveis. — 

Por motivos que não descortino, a platina de Klein que acompa- 
nhava o microscópio não era utilisavel com elle, pois a altura da superfl- 
de de trabalho acima da platina própria do microscópio era tão grande 
que se tomava impossível recuar sufiicientemente o tubo para se enfo- 
car a preparação com as objectivas fracas, n.® O e n.® 2, e muito me- 
nos o foco, ainda mais elevado, da lenticula semi-espherica, quando se 
qdzesse observar a figura de interferência da secção mineral em estudo. 



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—241 — 

Foi-Dos por isso preciso devolver o apparelfao á casa constructora 
e pedir em troca um utilisavel, ao que aquella accedeu do melhor gra- 
do, lastimando o transtorno que nos causara. 

Este apparelho era, na sua construcçSo primitiva, munido de uma 
tina, onde se deitava o liquido em que devia mergulhar a platina con- 
junctamente com a preparação. O apparelho assim combinado era pe- 
sado, incommodo e muito pouco pratico, e creio que já hoje se nSo 
construe. Pelo contrario, a applicação de duas lentes plano-convexas, 
uma contra o disco de vidro pelo lado de baixo, outra contra o porta- 
objecto pelo lado de cima, permittem inclinar largamente o preparado, 
sem que as ondas descriptivas dos phenomenos deixem de cahir no 
campo visual. É claro que quanto mais elevado fòr o Índice de refrac- 
ção do vidro d'estas lentes maior será a inclinação máxima possivel 
da platina e menor a inclinação necessária para a observação de um 
phenomeno correlativo de uma determinada direcção das ondas lumi- 
nosas no interior da placa crystallina. 

A casa constructora forneceu-nos primeiro, com a platina, um par 
de lenUculas de crown com um indice de i,5!231 para luz de sódio, e 
depois, a pedido nosso, um novo par, de flint, de indice 1,7174. 

As lenticulas teem uma espessura tal que completam uma esphera 
logo que entre ellas se intercalla uma espessura de 2 mm de vidro. 
Como o disco de vidro da platina tem cerca de 1 mm de espessura 
deve ser também 1 mm proximamente a dos porta-objectos das pre- 
parações a utilisar, que se devem collocar do lado de cima da platina, 
com a placa mineral voltada para esta (para baixo). As lenticulas ap- 
pHcam-se em seguida dos dois lados com agua, ou melhor glycerína 
pura, e despegam-se, quando terminado o trabalho, por meio de umas 
pinças que agarram n*uma faceia circular pouco inclinada sobre a base 
plana, e que trunca a aresta das lenticulas. É conveniente humedecer 
muito a platina junto ás lenticulas e fazel-as resvalar para cá e para 
lá, de modo a provocar a invasão do liquido entre a platina e as suas 
bases, para as retirar sem maior difficuldade (instrucções da officina), e 
nem assim se evitará sempre riscar alguma das superficies em contacto. 

Por occasião da substituição da primeira platina, imprópria para 
o nosso microscópio, pela segunda, lembrei a G. Leiss a conveniência 
de traçar no disco de vidro que serve de porta-objecto uma cruz cujos 
braços se cortassem no ponto de intersecção dos dois eixos da platina. 
A utilidade do conhecimento prévio d'este ponto (a centragem teria, 
de outra forma, de se fazer trabalhosamente cada vez que se empre- 
gasse o apparelho) é obvia, pois que só estando elle centrado com o 

CoMMUNioàgQBS. ToiL y.— DBzniBfiO, 1903. 16 



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—242— 

eixo do microscópio é que as rotaçSes em torno dos dois eixos da pla- 
tina nSo deslocarão o ponto enfocado. Snppomos naturalmente que o 
eixo fixo borísontal está na superficie superior do disco de vidro, de 
outro modo a rotação em torno d'este eixo, isto é a inclinação, deslo- 
cará o ponto enfocado. Â segunda platina trazia portanto a referida cruz 
de traços gravada no plano superior do disco. 

Com o mesmo fim pedi que o centro das superficies planas das 
lenticulas fosse também designado por uma cruz de traços gravados. 
Este aperfeiçoamento nas lenticulas tinha sido já anteriormente preco- 
nisado por G. Viola, por occasião do relatório dos seus trabalhos com 
os instrumentos crystallographicos do Instituto de Munich, e permitte 
centrar immediatamente as lenticulas, como a cruz que mandei gravar 
na platina permitte centrar esta ultuna com a maior rapidez. 



•—O eompeiuvadox* de Bal>Ii&et 



Depois de ajustada, em luz branca, a franja negra com a cruz 
aguda que serve de signal do compensador, o que tem logar, natural- 
mente, quando o O da divisão do tambor se acha na proximidade im- 
mediata do index de leitura, foram ajustadas, em luz de sódio, as pri- 
meiras franjas para um e outro lado da franja negra primitiva on abso- 
luta. O numero de divisões do tambor, percorrido a partir do O pró- 
ximo ao ajustamento da franja absoluta, era para a 1.^ franja no sen- 
tido do progresso da graduação de 488,6, e para ai.* franja no sen- 
tido contrario de 481,7 (medias de múltiplas leituras concordantes). 
D'aqui a media de 485, que representa o numero de divisões do tam- 
bor, que corresponde a uma differença de marcha egual ao compri- 
mento de onda da luz do sódio, ou seja 0,589 /x. Âo mesmo t^npo 
vè-se que o O relativo ás duas primeiras franjas do compensador está 
por 488,6—485=3,6, ou seja 37* divisões do tambor, no sentido 
progressivo da graduação. 

A cada divisão do tambor, que marca um deslocamento da cunha 
movei de 0,005 mm ou 5 (a, visto que o passo é de 0,5 mm e que o 
tambor está dividido em 100 partes, corresponde uma differença de 
marcha 



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—243— 

qae é a constante do compensador, ao menos no intenraUo entre as 
primeiras franjas para cada lado da franja absoluta, em luz de sódio. 
N'nma construcção correcta deverá ser esta mesma, com suffidente 
approximaçSo, a constante para toda a extensSo do instrumento, o que 
se achou verificado no nosso. 

Com o compensador de Babinet procurei determinar a diflerença 
de marcha de alguns dos degraus do compensador de cunha de Fedo- 
Row, que o Serviço Geológico adquiriu ha annos nas mesmas offidnas 
de R. FuEss, para vér até que ponto as indicaç5es de G. Leiss sobre 
este pequeno apparelho, t3o simples como útil em petrographia, se 
acham realisadas no nosso exemplar. Tínhamos n'isso tanto maior em- 
penho, quanto, desde o principio, tinhamos notado a ausência de um 
degrau que, segundo a tabeliã (p. 211) da muito citada obra de Leiss, 
é logo o segundo, entre o pardo e o claro (entre nicoes cruzados). 
Segundo G. Leiss, e os catálogos de R. Fuess, a unidade de differença 
de marcha é 0,510 fx, um comprimento de onda médio, e os degraus 
successivos da cunha dão differenças de marcha de V^ ^m Vi d'aquelle 
valor, desde V4*0,510fx até 4*0,510^, mais um degrau (supplemen- 
tar) correspondente a Vs; ao todo, portanto, 17 degraus, em vez de 
16 que traz o nosso exemplar. 

Para o 1.'' degrau encontrei uma differença de marcha de 102 
partes do tambor, que, multiplicadas pela constante 0,001214 /x do 
compensador, produzem 0,124^, em suffidente concordância com a 
indicação de G. Leiss,. que é 0,127 fx. 

Para o 2.^ degrau, a leitura do tambor (media de múltiplas obser- 
vações) era 204, que fornece 

204*0,001214/x=0,248(x, 

exactamente o dobro da differença de marcha do 1.^ degrau. Ora este 
valor corresponde, se bem que afastando-se sensivelmente d'elle, ao 
3." degrau, 0,255 (x, em Lgiss, o que demonstra que falta effcctiva- 
mente no nosso exemplar o degrau supplemeutar de '/s ^ que R. Fuess 
garante n* estes apparelhosinhos, o que é por todos os motivos para las- 
timar, e em especial pelo da incerteza em que os institutos scientificos 
se devem achar sobre a importância das indicações dos catálogos e ou- 
tras publicações das firmas constructoras. 

Para o 3.^ degrau obtive a leitura media de 306, exactamente o 
triplo do 1.* degrau, correspondente á differença de marcha 0,372 /x, 
inferior ao 4.'' degrau de G. Leiss, que é 0,382 (x. Determinei ainda 



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— 244 — 

mais cinco degraus, que reuni na tabeliã seguinte com as indicações 
correlativas de G. Leiss: 



«nas 


Leitora 


DiCdamanlia 


O.L«tai 


4. 


418 


0,507 fi 


0,510 í* 


6. 


821,8 


0,634 


0,637 


6. 


625.8 


0,760 


0,765 


7. 


724,3 


0,879 


0,892 


8. 


823 


1,010 


1,020 



8.® degrau foi determinado por differença, intercalando, em 
opposição á cunha, uma lamina de gypso cuja differença de marcha 
das duas ondas normaes, previamente determinada com o compensa- 
dor, era de 0,508 /x, correspondente á leitura de 418,8 no tambor. 
Tem-se assim menos trabalho e poupa-se o instrumento nas grandes 
differenças de marcha. 

Gomo é sabido, esta forma do compensador de Babinet presta-se 
apenas à determinação de differenças de marcha. A investigação de 
vibrações ellipticas, da orientação dos seus eixos e da relação entre 
elles exige compensadores que, em vez de franjas, apresentem uma 
illuminação uniforme nuUa (extincção) ou máxima segundo as drcums- 
tancias. Esses compensadores são constituidos por uma placa parallelo- 
plana, e por duas cunhas de outra (mas nas duas idêntica) orientação 
que formam conjunctamente também uma placa paralleloplana; d'este 
modo a variação da differença de marcha resultante do deslocamento 
da cunha movei é uniforme em toda a extensão do compensador. Não 
tínhamos portanto outras determinações a fazer. 



• — €>m Indioadoire* de refirao^^&o^ 



Os critérios, graças aos quaes se reconhece que o índice de re- 
fracção de um grão transparente é maior ou menor do que o de um 
liquido que o envolve, permittem egualmente a resolução do problema 
inverso, que é a determinação approximada do Índice de um líquido, 
quando se disponha de uma serie de grãos transparentes de índices 



^ Impresso em CentralblaU (úr MineralogU, etc., sob o titulo: Ueber eme Skd^ 
wm UdíAredimigi-háieaUnren, 



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— 245— 

conbeddos e gradualmente pouco diflferentes^ cada um do precedente 
e do seguinte. É portanto necessária uma escala constituída por ele- 
mentos com índices pouco mas tão uniformemente differentes quanto 
possível; os elementos deverão estar reunidos 5 a 5 ou 6 a 6 sobre 
porta-objectos apropriados, a distancias successivas eguaes e pela or- 
dem dos seus índices. 

Á utilisaçio de mineraes, qae o auctor tinha em vista quando 
propoz a C. Leiss a construcção d'esta escala, opp5em-se sérias difli- 
culdades, entre as quaes avulta a necessidade de determinar, a cada 
nova escala que a oflScina pretendesse constmir, o índice de cada um 
dos elementos, visto que o índice de refracçâo de um mineral (do que 
vulgarmente se chama espécie mineral) varia de occorrencia para oc- 
correnda e ás vezes dentro da mesma occorrencia notavelmente, o 
que tornaria o apparelhosinho muito caro. 

G. Leiss, que reconheceu a utilidade dos indicadores, propoz-me 
construil-os com vidros da technica óptica, que os ha em grande quan- 
tidade e apropriados pelos seus poderes refrangentes ao nosso fim. A 
escala do Serviço Geológico, a primeira que a firma R. Fuess compoz, 
consta de 35 pequeninas placas quadradas de» vidro, de 2 mm de lado 
e i mm de espessura, que occupam 5 a 5 o eixo longitudinal de 7 porta- 
objectos, com intervaUos de i,5 mm entre cada duas successivas; ao 
lado de cada placa está gravado o índice competente sobre o porta- 
objecto. 

Reunimos em seguida n'uma tabeliã os índices dos elementos suc- 
cessivos da escala; os números romanos são os dos porta-objectos cor- 
respondentes. 





I 


n 


III 


IV 


T 


Tl 


vn 


1. 


1,434 


6. 1,494 


11. 1,623 


16. 1,662 


21. 1^90 


26. 1,631 


31. 1,680 


9. 


1,430 


7. 1,601 


12. 1,531 


17. 1,568 


22. 1,604 


27. 1,648 


32. 1,693 


3. 


1,465 


8. 1,509 


13. 1,536 


18. 1,664 


23. 1,614 


28. 1,667 


33. 1, 02 


4. 


U78 


9. 1,512 


14. 1,639 


19. 1,573 


24. 1,620 


29. 1.666 


34. 1,717 


5. 


1,486 


10. 1,616 


16. 1,548 


20. 1,580 


25. 1,626 


30. 1,673 


35. 1,735 



Só 1. (fluorite), 2. (opala) e 5. (calcite) é que s3o mineraes, to- 
dos os outros elementos são vidros. As diflerenças entre elementos 
successíYos attingem: apenas 1 vez 0,018, 0,017, 0,016, 0,014; 2 ve- 
zes 0,015, 0,013; 3 vezes 0,010, e ficam de resto abaixo da unidade 
da segunda decimal, em especial na região dos índices dos feldspathos. 

O processo mais apropriado de utilisar a escala é o seguinte. Le- 
vam-se com uma pipeta algumas gotas do liquido a determinar aos in- 



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—246 — 

terrallos entre os elementos de um dos porta-objectos, d^aqaelle entre 
cujos índices extremos se é levado por qualquer circnmstanda (por 
exemplo uma observação previa superflcial) a crer que se ache o ín- 
dice do liquido, e colloca-se em seguida por cima uma placa de vidro 
delgado (cobre-objecto) que abranja os cinco indicadores. Transporta-se 
depois o porta-objecto assim preparado á platina do microscópio e pro- 
cura-se, utilisando alguns dos conhecidos critérios S entre que indica- 
dores se acha o liquido sob o ponto de vista do seu poder refrangente, 
e de qual d*eUes mais se approxima. 

A firma R. Fuess fornece com a escala uma tinasinha rectangular 
em que cabem á vontade os porta-objectos que trazem os indicadores. 
Deitando n'ella uma pequena porção do liquido em estudo e coUocando 
dentro, com os indicadores para baixo, o porta-objecto escolhido, po- 
dem observar-se com grande commodidade os phenomenos determina- 
tivos. Só, aqui, é sensivelmente maior a porção minima do liquido ne- 
cessária para a determinação do índice, do que no processo adma des- 
cripto. 

Eis aqui duas determinações comprovativas da utilidade do pro- 
cesso. 

I. Solução concentrada de Thoulet. Foi empregado o porta-obje- 
cto VII. O indicador mais elevado, 1,735, mostra-se demasiado alto 
para a região menos refrangível do espectro e muito pouco inferior 
ao do liquido para os comprimentos de ondas fortemente refrangíveis. 
O indicador immediatamente anterior, i,7i7, é pouco mais alto do que 
o índice da solução para os raios vermelhos, deve portanto approxi- 
mar-se do índice relativo a luz amarella. A temperatura de observa- 
ção era 24^5C. 

O índice do liquido foi determinado com mais precisão pela com- 
paração do angulo dos eixos ópticos de uma placa de biotite, medido 
goniometricamenie no ar e n'aquelle líquido, por meio do grande appa- 
relho universal de Klein. Era o único processo de que dispúnhamos. 

Os ângulos eram, em luz de sódio, 

2JB.=66<>36' 
2£C=37 22,6, 



^ F. Bbgke: Ueber die Bettimmbarkeit der GetUinsgemengtheUe auf Grund íkrtr 
Liditbrechungsvennôgen, 1893. 

ScHROSDSR VAN DBR Kolk: TabMen zur mikroúopiichen Bntimnmng der Mime- 
raliên ruuh ihrem Bechtmgtindex. 1900. 



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—247— 

d'0Dde 

Gomo a temperatara da mediçio de 2£. e 2JÍ era de 27^ G» é 
Decessario redozír n^ á temperatura de 24%6G, o que dá 

it^i,» 1,714. 

A determmaçSo com os indicadores deu pois uma differença, a 
respeito d'este valor, de 

0,003. 

n. SoluçSo fraca de Thoulet. Foi empregado o porta-objecto V. 
O indicador 1,614 é superior para os raios vermelhos e inferior para 
os azues ao Índice do liquido, fica portanto muito próximo do Índice 
doeste para luz amarella. Temperatura de observação: 22^5G. 

A medição do angulo dos eixos ópticos da mica, n'este liquido, 
forneceu (luz de sódio) 

4«=39«40',4, 
d'onde resulta 

á temperatura de 25^5 G. A reducção a 22^5 G dá 

»'^^1,619, 
superior em 

0,005 

ao obtido com o auxilio dos indicadores. Pode ter-se como seguro que 
o erro não attingirá uma unidade da segunda decimal, o que para os 
trabalhos petrographicos, em que se utiiísam tantos caracteres ópticos 
conjunctamente, é plenamente satisfactorío. 

Por meio dos indicadores de refracção é pois em firma momento 
possível verificar os Índices dos líquidos empregados na determinação 
dos mineraes, índices que variam notavelmente com a firma de que 
procedem os líquidos, com a antiguidade de fabricação e ainda com 
outras círcumstancias. Schroedbr van der Kolk chama a attenção so- 
bre a necessidade da verificação (1. c, p. 11). 



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—248— 

O emprego âe um único liquido iudefinidamente díluivel seria tal- 
yez mais conyemente do que o de tantos óleos e outros líquidos pre- 
conisados por Schroeder van deb Kolk, Riva, etc. Â solução de Thou- 
LET é especialmente apropriada a este fim, porque se dilue com agua 
que se evapora muito mais lentamente do que o benzol, com que se 
dilue o jodeto de methylena, por exemplo. A solução de Thoulet tem 
também a vantagem de não atacar o bálsamo de Canadá com que são 
fixados os indicadores ao porta-objecto, ao passo que outros líquidos 
atacam não só o bálsamo, mas todos os betumes, haja vista o vidro 
de uma tina de immersão do grande apparelho universal de Klein que 
se descolou logo depois da terceira vez que foi utílisado, ora com mono- 
bromonapbtalina-a ora com jodeto de methylena. E seguramente a oíB- 
cina de R. Fubss, que o forneceu, teve com a sua construcção todo o 
cuidado 1 

Pode-se conservar de reserva a solução de Thoulet em 10 graus 
de concentração differentes, desde o peso especifico 1,5, que corres- 
ponde a um índice de refracção de cerca de 1,42, até à solução satu- 
rada, com o índice 1,72 approxímadamente. Logo que se tenham en- 
contrado as duas soluções, entre cujos índices se acha o do mineral 
em estudo, pode-se obter o liquido de índice egual ao do mineral mis- 
turando aquellas duas soluções, por exemplo na tina pertencente ao 
apparelho, e experimentando successivamente sobre o mineral até con- 
secução do fim. 

É conveniente guardar as soluções em frascos de pipeta que fe- 
chem bem e tenham base larga. Nos 10 frascos deitar-se-hão soluções 
com as densidades 

1,5 — 1,7 — 1,9 — 2,1—2,3—2,5-2,7 — 2,9-3,0 

e emfim a solução saturada (a mais pesada que se puder obter). Estas 
densidades não podem nem precisam sequer de ser precisamente con- 
servadas, representam apenas valores de que a densidade actual de 
cada solução se não deve afastar de mais do que de 0^1. Para se estar 
certo d'isso podem lançar-se em cada frasco dois indicadores de den- 
sidade que encerrem de muito perto a densidade desejada, de modo 
que em cada momento juntando solução mais concentrada ou mais di- 
luída se possa restabelecer aquella, se ella tiver sido alterada, o que 
será logo revelado pela descida do indicador mais leve ou pela subida 
do mais pesado dos dois. 



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—249 — 



índice das matesus 



FAQ. 

Introdncção 118 

L— Ab efectivas , 122 

A objectiTa n.» 7 127 

A objectiTa n • 9 l43 

A objectiTa n.» O 146 

n.— Ab oculares i49 

A ocalar micrometrica » 

A ocalar de Hdyqbns n.*" 2 162 

A ocular de Hutobns n.^ 3 » 

Disposições constructivas i53 

nL— o tubo e os factores dioptrícoí totaes do microscópio 154 

As amplificações 155 

I?.— O apparelho de illuminação 163 

O apparelho de luz parallela 164 

O condensador composto 168 

Y.— O apparelho de polarisação 173 

VI. — O apparelho conoscopico 175 

A escala de Sghwarzhann 193 

VIL— A platina 199 

Vin.— A rotação simnltanea dos nicoes 202 

IX.-— O apparelho goniometrico nniyersal de Klein 206 

A objectiva 207 

O condensador 210 

Observações optico-goniometríeas 211 

Observações geometro-goniometricas 220 

X.— A platina inclinavel de Klein 239 

n. — O compensador de Babinet 242 

XII. — Os indicadores de refracção 244 



ERRATA 



Pag. 150, Unha 12, de baixo: ieia-se 2,3 em vez de 3,3. 
» 170 » 7, de baixo: corte-se o a qae começa a linha. 
» 205 » ultima: ponha-se W em ves de Y. 



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— 250 — 



EXPLICAÇÃO DAS ESTAMPAS 



I._Diagraflima para o calculo graphico do angnlo dos eixos opticoi. (Tidè 

pag. 197 e seguintes.) 

U.— O noTO microscópio da Gommissio do Ser?iço Geológico. 

P Polarísador. 

A Analysador superior. 

c Gayeta do analysador superior. 

d Paiafaso de pressão para fixar o mesmo. 

N Analysador do tubo. 

t Manipulo do analysador do tubo. 

j,ji Parafusos de rectificação dos nieoes. 

B Lente de Bbrtrakd. 

R Tubo da lente de Bjertraiid. 

J, Ji Manípulos dos diapbragmas-iris. 

k Adaptador de pinças. 

h Alayanca para intercalar o condensador auxiliar. 

i, $1 Parafusos dos cursores da platina. 

Z, Zi Discos dentados do polarísador e da ocular, que engrenam com os (ar- 
retes da rotação simultânea. 
r, Tl Carretes duplos de transporte da rotação da haste aos discos Z, h 

S, Si Haste extensível da rotação simultânea. 

b Parafuso de immobilisação do mecanismo da mlação simultânea. 

e Nónio de leitura do disco ^ da ocular. 



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K^otiAntiòòcio do Ó 



>exAnço 



GecLoaíco 



VTde Souza— Brandão 



£st.l. 




I/iaarammn para o calculo arofJiico do anaulo 
dos eijros opUcos 



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Cinii Kit^^o^ Do óex^Áço GecLoaicc 

V.ãe Sauxa-Brandâo Esl.l 1. 



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lote sir SCOUTHOS DUFREIOTI Roninlt 



PAR 



J. F. MERT DELGADO 



L'étage inféríeor da système siluríqae est prÍDCipalement consti- 
tué par des grés et des qaartzites, ayant dans sa partíe supéríeure 
quelqoes schistes en lits minces. U atteiat sur plusieurs points une 
épaisseur éoorme, qui, dans la serra du Bassaco, oà il montre son 
plus grand déyeloppemeat, s^élève au moíns à 660 mètres. La partíe 
supérieure de Tétage est caractérisée par différentes espèces de Cru- 
ziana ou Bilobites et d'autres fossiles problématiques qui leur sont 
associes, d'ou vient la désignation de grés ou quartzites à Bilobites, 
par laquelle cet étage est généralement conna. Ces fossiles des quar- 
tzites se montrent presque toujours soudés à la face inféríeure des 
strates quartzeux et en contact avec an lit argileux, ils ne se présen- 
tent que três raremeut à la face supérieure des couches. En dessous 
de Tassise à Gruziana yient une série beaucoup plus épaisse de cou- 
ches de grés quartzeux dur, três grossier dans quelques parties, fins 
et três peu micacé dans d'autres, en banes de différentes épaisseurs, 
mesurant jusqa*à l^^^SO et méme plus, et altemant avec d'autres stra- 
tes de quartzíte fin et dur, toute la série étant surtout caractérisée 
par deux espèces de fossiles d'origine encore incertaine: YexiUum Des- 
glatuU Rou. et Scolithus (TigiUites) Dufrenoyi Rou. 

Lorsque dans notre Étude sur les Bilobites publiée en 1885 nous 
décríYions la demière de ces espèces, nous avons inséré dans sa syno- 
nimie les deui formes que nous lui croyions identiques: Trachyderma 



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—252— 

^errata Salter ' et ScolUhtu linearis Barrois^ en partageant alors Topi- 
nion exprime par Mr. Barrois, que les Scolithus doivent se rapporter 
aa groape des algues calcaíres, et non pas étre consideres comme des 
moules de trous pratiquées par des vers dans le sable du fond de la 
mer. Toutefois, en étudiant de noaveau ce sujet, nous sommes à pré- 
sent portes à Ia conclusíon contraire. 

Dans les exemplaires de Scolithus qui se trouvent representes 
dans les pi. 37 et 38 de notre ouvrage précíté, on voit dans un méme 
fragment de quartzite, Tassociation de cylindres d'un petit diamètre 
(1 à 2 mili.) avec d'autres plus gros (jusqu*à 11 míU.), les uos et les 
antres annelés, oa couverts de rides transversales à interralles irré- 
guliers, plus rapprocbées en general dans les cylindres plus gros. Tous 
les cylindres appartiennent donc au méme type, tout en représentaot 
plausiblement deux espèces distinctes; mais cettc différence remarqua- 
ble, en dimensions, n*est pas conforme avec Tidée que ces cylindres re- 
présentent une algue marine; il est plus facile de comprendre qa'ils 
ont été produits par deui espèces de vers perforant le sable. 

En effet, Texemplaire represente sur la pi. 38, fig. i , monlre deax 
gros cylindres; Tun sur la ganche est simple, tandís que Tautreparait 
soudé dès sa base à un cylindre três grele, qui se détache du gros 
à une certaine hauteur pour aller se joindre à plusieurs autres cy- 
lindres de mêmes dimensions, qui forment comme un faisceau dans la 
partie supérieure de Texemplaire. Cest cette disposition qui m'aTait 
fait croire qu'il y avait bifurcation ou ramiíication des cylindres; mais 
un examen attentif de Texemplaire montre qu'il y a tout simplemeot 
la juxtaposition des deux moules par le contact accidentel des deu 
cavités, produites probablement par le passage de deux espèces diffé- 
rentes d'annélides. 

L'exemplaire de la pi. 37, fig. 4, montre, entre les rides trans- 
versales irrégulières et três inégalement espacées, une striation longi- 
tudinale fine, visible surtout à la partie inférieure du cylindre. 

Dans YÉtude sur les Bilobites nous avons déjà fait remarqner un 
exemplaire de Scolithus, represente sur la pi. 38, fig. 1, ou Too voit 
la courbure complete d'un cylindre mince en forme de boutonnière, 
semblant indiquer que le moule en question represente le remplissage 
de Tespace vide qu*a laissé le passage d'un ver, qui» ayant perforé ver- 



1 Quart, joum. of the geol. Society ofLondwí, vol. xx, Í864, p. 290, pi. XV, fig. ^ 
> Beehêrdiei nir Ut terrains aneiêns de$ Asturies et de la GaUice, 1882, p. i77) 
pi. IV, fig. 4, pi. V, fig. 1-3. 



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— 253 — 

ticalement le sable da fond de Ia mer jusqu'à une certame profondeur, 
serait revenu au point de déparl cheminant en sens contraire. Cepen- 
dant, Texemplaire que represente la figure cí-jointe, lequel ap- 
partient évideniment à ScolUhus Dufrenoyi, vient raffermir en- 
core plus notre idée. * II montre clairement la courbure en D, 
les deux branches se trouvant juxtaposées, une de ces bran- 
ches, qui a un plus grand diamètre que Tautre, s'interrompt 
subitement à une certame hauteur, comme si le ver, en se 
raccourcíssant, eút arrêté là sa marche. La difFérence de dia- 
mètre des deux branches du moule et rirrégularité des rides 
qui le couvrent, pourra bien être expliquée par les contrac- 
tions et les eflforts du ver se frayant un passage à travers le 
sable. Cel exemplaire montre du reste de três grandes ana- 
logies avec Trachyderma squamosa Phillips \ bien qu'il soit de 
moindrcs dimensions qne cetle ospècc; il doit peut-être appar- 
tenir au genre Trachyderma, ainsi que tous les spécimens que 
nous avons classe comme Scolithus Dufrenoyi Rou. 

La plaque de quartzite de la serra Colorada (Barrancos), 
représentée sur la pi. 39, fig. I, ou Ton voit les cylindres oc- 
cupant le fond de cavités coniques disposées par couples, montre d'ail- 
leurs une parfaite analogie avec Texemplaire que nous représentons 
aujourd'hui, et dans celui-là il me semble que les cylindres représen- 
tent sans aucun doute le passage de vers. L'espèce de Barrancos ne 
doit pas cependant être classée dans Scolithus linearis, comme nous 
Tavons fait, parce qu'elle appartient au Silurique supérieur, étant donc 
d'un niveau três supérieur à celui de cette espèce, ainsi que je Tal 
reconna plus tard; elle appartiendrait plutõt à S. verticalis Hall, qui 
est à peu prés du mème âge, et a la surface des cylindres unie comme 
dans notre exemplaire. 



^ Cet exemplaire remarqnable a été recaeilli prés da Casal do Roballo (Amên- 
doa), sor la roate d'Abrante8 à Castelio Branco. 

^ Memoirs of the geol. Surv. of Great BrUcân, vol. u, part. i, p. 33i, pi. IV, fíg. a. 



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VI 



BIBLIOGRAPHIE 



PAR 



Paul CHOFFAT 



Sous ce titre, les Cammunicações publient depuis 1888 la liste 
annaelle des ouvrages ayant rapport à la géologie du Portagal et de 
ses colonies. 

DaDS ces listes j'ai compris non seulement les ouvrages traibnt 
directemeut de ces régious, et ceux qui ne contieunent que des cita- 
tíons les conceraant, mais aussi ceux qui se réfèrent aux régionsToi- 
sines, ou méme ceux qui se rapportent à des régious éloignées, doot 
la comparaison presente un intérèt particulier pour Ia géologie por- 
togaíse. 

J'ai mentionné non seulement les ouvrages que j'ai eus entre les 
mains, mais aussi d'autres travaux, dont j*ai trouvé les títres daosdes 
listes de sociétés savantes, et que je n'ai pas pu me procurer. 

Des listes des ouvrages publiés par le Service géologique ou soos 
ses auspices de 1857 à 1899 se trouvent dans la notice sur Les Ser- 
vices géologiques du Portugal, mais comme la bibliograpMe géoérale 
de Ia géologie portugaise n'a pas été dressée» je crois utile de meo- 
tionner les différentes bibliographies partielles quiy suppléentJQsqQ'à 
un certain point. 

J*ai foumi une liste analogue à Mr. E. de Margerie, qui Ta io- 
sérée dans sou Catalogue des Bibliographies géologiques publié soas 
les auspices do Congros géologique international, sessíon de Zaricb, 
en 1894 (in-8.'' Paris, 1896, p. 433-436). 

DÉGBMBRK 1903. 



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—255 — 



a) Piil>lioatioit0 dn Seindloe a^éolonr^qiie 

La liste des mémoires publiés par le Service se trouve par or- 
dre de matières sar 1'enyers des couvertures des mémoires et par ordre 
chronologique sur celles des Communicações. Ces listes ne contíennent 
pas les títres des articles contenus dans les Cammunicações. 

Vn aperçu des travanx du Service géologique a été inséré dans 
les rapports annuels de Tlnstitut géographique et de la Direction gé- 
nérale des travaux géodésiques qui lui succèda. Ge sont: 

Bdatorio dos trabalhos executados no Instituto geographico (1865-1868). 

Direcção gerai dos trabalhos geodésicos, topographicos, hyárographicos e 
geológicos do reino (1868-1885). 

Rapport sfir les travaux géodésiques, topographiques, hydrologiques et 
géologiques du Portugal, par Perfjrà da Silva. 1878. 

Considerações acerca dos estudos geológicos em Portugal, por J. F. N. 
Delgado (Communicaçôes, t. i, 1885, p. 1-13). 

État des études góo]ogiques da Portugal en 1885, tans mention des titres 
des ouvrages. 

Les Services géologiques du Portugal, de 1867 à 1899 (Commanicacões, 
t. IV, 1901). 

Yoyes pios loio ce qui concerne les listes de publications. 



l>) Bil>liog^apliie a^énéirale 

(Portagal et coionies) 

1742-1857. — Esquisse de la marche de Vétuáe géologique du Portugal, 
par Paul Choffat (Revista de Portugal, vol. iv. Porto, Lugan & 
Genelionx, 1892, 20 p.). 

Hístorique contenant des noms d^auteors, mais pas de listes de lenrs pobli- 
eations. 

1778.— Dofoiíifèti en Portugal, par Paul Choitat (Comnuimca^Ses, t. 
IV, 1901, p. 184-189). 



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— 256 — 

Institutions et sociétés s'occupant de Vétude du sol du Portugal et de ses 
colonies (Annales de géographíe, n^ 13, 4* année, 1894, p. 47-55). 

Historique sommaire des Services et étaUissements oficieis, et eoQp d^oeii 
sur leurs publications, sans listes d'ouvrages. 

1855-1903 (continue). — News Jahrbuch fãr Mineralogie, Geologiemd 
Palaeontologie. Analyse des publications les plus importantes. 

1857-1899.— Peiô/tca/íon^ du Service géologique du Portugal depuis sa 
fondation en 1867 j publications de son personnel en dehors du Ser- 
vice et travaux bases sur des matériaux fournis à des savants étran- 
gers au Service (Coramunicações, t. iv, p. xn à xxix). 

Listes par matières. Qaelques notices de Carlos RraBiRo sont anténeom 
à 1857. 

1883-1887. — Analyses de 9 mémoires (Communicações, t. i, p. 163 
et 333). 

1885-1887.— Oíitragres concemant la géologie, publiés en Portugal di 
18S6 à 1887 (Communicações, t. i, p. xi). 

Index des publications concemant la géologie du Portugal, destlesetdes 
colonies. (Publiés dans les Communicações.) 
1888-1892.— T. ii, p. xxi à xxx. 
1893-1895.— T. iii, p. 104-108. 

L'index est saivi de Tanalyse des ouvrages traitant des dépdts superficiels, 
du glaciaire, de rAfríque occidentale et de Timor et Rotti. 

1895 (suppl.)-1897.— T. iii, p. 294-299. 
1894 (suppl.)-1900.— T. iv, p. 228-236. 

Arlicles Espagne et Portugal, par Paul Chopfat, dans YAnnuaire gb- 
logique universd (Annuaire Dagincourt). 

1886.— T. III, liste p. 145, analyses p. 580-581. 



1887.— T. IV 






75 I 


> 621-624. 


1888.— T. V 






86 


> 840-845. 


1889.— T. VI 






70 . 


» » 531-549. 


1890.— T. vil 






58 


f 731-742, 


1891-1892.— T. n 






71 1 


> > 521-549. 


1893.— T. X 






65 1 


* 563-584 



BMiographie des Annales de géographie (seus la direction de Lonis Ra- 
yeneau). 1893-1903 (continue). 

Analyse des prineipaux ooyrages intéressant la géographie do Portogal et 
de ses colonies. 



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—257 — 

Geologisches Centralblait (publié par le prof. Keilback à Berlin). 1901- 
1903 (continue). 

Analyse de toas les articles góologíques concemant le Portugal et ses eolo- 
nies, à l'exeeption des notioes rotnéralogiqiies ne le nttichanl pit à la 
pétrographie. 



o) Bil>liofl:rapliie0 peirsonnelles et notioes 
l>io|p?apliiqiae0 ^ 



Les Services géologiques du Portugal de 1857 à 1899, par J. F. N. Del- 
gado (Gomnmnicações, t. iy). 

On y tToatera les années d'entrée, de sortie ou de décès da personnel de 
rétablissement. Les listes de publieatíons permetteni de se rendre compte 
des pablications inditidoelies» qaoiqa'elles soient dispoaées par matières. 

Les préfaces aux l*' et V volumes des Communicações renferment 
des notes biographiques sur A. db Vascongellos PEREifiÀ Cabral, A. A. 
DE Aguiar, Dr. Pereira da Gosta, F. de Paula e Ouveira, Latino Coe- 
lho, Lourenço Malheiro et Estagio da Veiga. 

Dr. Bleighrr.— Notice biographique par Paul Choffat (Gommanica- 
ções, t. IV, p. 237-239). 

Choffat (Paul). — Mémoires, notes et articles publiés postérieurement à 
son arrivée en Portugal (novembre 1878-1889). Couverture de: 
Étude géologique du Tunnd du Rodo. In-4.* Lisbonne, 1889. 

DoLOMiEU. — DoUmieu en Portugal (1778), par Paul Choffat (Cominu- 
nicações, t. iv, p. 184-189). 

Heer. — Oswald Heer e a flora fóssil portugueza, por W. de Lima (Com- 
municações, 1. 1, p. 169-188; 1 pL). 

Rireiro (Carlos). — Notice nécrologique sur Carlos Ribeiro, par Paul 
Choffat (Bali. Soe. Géol. de France, 3"* série, xi, 1882-1883, 
p. 321^29). 

Liste des poblieatíoDS géologiques et préhistoriques de Carlos Ribbiro (S8 
artides, ordre ehronologique, 1853-1881). 



* Get artiele ne compread que les notices biographiques publiées par le Serriee 
géolc^iqte du Portugal. 

CcrkmuhicaçOks. Tom. v.^Dígbmbrb, 1903. 17 



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^258 — 

Carlos Ribeiro, par J. F. N. Delgado (Neues Jabrbueb fur Hímralo- 
gie. Jahrg. 4883, n, 4 p.) 
liato ne eomprenant que 90 irtidts. 

Memorias de Carlos Ribeiro sobre os carvões dos terrenos mesozóicos do 
disíricio de Leiria e suas vizinhanças com uma iniroducção e amo- 
tacões de Paul Choffat (Revista de obras publicas e minas, t. xxo. 
Lisboa, 1891). 

Aia pâget i62 à S64 se trooTe une liste pios eomplMe, eompreiuuit 33 aitídai. 

Saporta. — Marquez de Saporta. Homenagem d sua memoria, por W. de 
Lima (GommunicaçOes, iii, 1896, p. i-xi; avec portrait). 

Vasgongkllos (Frederico A. de Vasconceilos de A. Pereira Cabral).— 
Liste de ses publications (Gomoiunicações, 1. 1, p. 333). Uoe note 
biographique est contenue dans la préface da môme volume. 

Dr. WELvm^CH. — Quelques notes sur la géologie d' Angola, coordomnées et 
anmtées par Paul Ghopfat (CommuDicações, t. ii, 1888). 
L'introdnetion oontient des données biographiqnes. 



d) Bil>lIo||rx*apIiie x*éflr^oitaJe 

AçoRBS. — Bibliotheca açoriana. — Noticia biographica das obras impres- 
sas e manuscriptas nadonaes e extrangeiras, concemeníes ás ilhas 
dos Açores, por Ernrsto do Canto. — Ponta Delgada, 1890, 8.*, 
555 p. — Tfpographia do cArchivo dos Açores». 

Get ooTrage qoi n'a malheareosement été tiro qQ'à 150 exemplaires eontieot 
Tanalyse de toutes les publications, artieles de jonrnaox, manaseríti^ etc, 
eoneernant les Açores, soit 3.0t5 naméros, coneeriunt lliistoíre, lessden- 
ees natnrelles, etc, disposés par ordre alphabótique. II se termine ptr une 
table méthodiqae par matières. Les divisions intéressant q>écialemeot le 
góologne sont: Gosmographie, Ghorographie, Topographie, Gartographie, 
Gulf-stream, Magnétisme terrestre, Météorologie^ Géologie, Minéralogie et 
voleaoisme, Volcanisme, Eaux thermales, Paléontologie. 

Bibliotheca açoriana. — Noticia bibliographica de escriptos nacionais 
e estrangeiros concernentes ás ilhas dos Açores, por Ernesto oo 
Canto.— Vol. ii. Ponta Delgada, 1900, 8.*, 346 p.— Typographia 
de Eugénio Pacheco. 

Addenda aa l*' yolnme et complément ja8qii'à 1899 inelosivement, sqítí da ta- 
bles par matières. L'articie scienees natnrelles comporte les pages 189 à 268. 



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—259 — 

Cqlonies portugaises.— Colonies poriugaises en Afrique. Analyses de 
14 pnblicatioDS paraes de 1884 à 1887 (Commanicacões» t. i, 
p. 338-344). 

Afrique austrak et équatoriale par Paul Choffat, dans la rsTue pour 
1887 de rcAnnuaire géologique nmyersel», yoL it» liste, p. 77, 
analyses p. 635-652. 

Analyse de 23 publications (1840 à 1888) concernant Ia province 
d' Angola, formant la 1** partie (stratigraphíe) des: Matéríaux pour 
Vétude stratigraphique et paléontologique de la province d' Angola, 
par Paul Chofpat et P. db Lobiol, p. 5-15 et 58-59 (Mémoires 
de Ia Sodété de physiqae et d'histoire natorelle de Genève, t. xxx, 
1888). 

BiVHographie des cGommunicacSes», 1888 à 1900, t. ii à it (voyez 
á devant, p. 256). 

L'artiele 1893-Í895 esl sai?i de TaDalysê d^oatriget sor rAíiíque oociden- 
Ule, l'Afriqae orienUle, Timor et Rotti (p. lli-126). 

Bibliographie des iAnnales de géographie» et du cGeoIogísches Cen- 
tralblatt» (voyez d deyant, p. 256 et p. 257). 

Contributions à la connaissance géobgique des Colonies portugaises 
d'Afriqm.—L Le Crétacique de Conducia, par Paul Ghoffat. Lis- 
bonne, 1903. In-4.* 

CíUtion 00 examen de 24 poblications inléressant tette contrée, directeoieot 
oa indireetemeot. 



e) Bil>llofi:irapliie par mati^ifefli 

JuRASsiQUB DU PoRTUGAL. — Líste de 18 ouYrages publiés de 1801 à 
1879, avec un aperçu des opinions de leurs auteurs {Le Lias et le 
Dogger au Nord du Tage, par Paul Choffat, 1880, 4.®, p. v-viii). 

Articles Système Jurassique, par Paul Choftat, dans les reviies de 
1886 et 1887 de rcADDoaire géologique universel», vol. iii, p. 
222-298 et vol. iv, p. 205-245). 

CfiiTAaQUE DU Portugal.— Analyse de 22 mémoires (1801-1884) for- 
mant Fintroduction au Recueil de monographies stratigraphiques 
sur le Système Crétacique du Portugal, par Paul Choffat. Pre- 
mière étude, 1885, p. i-nr. 



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—260— 

Analyse des mémoires publíés de 1885 à 1899.— Idem. Deuxíème 
étude, 1900, p. 3-17. 

Paléontologte YÉGáTALE.— Oswold Iket e a flora fóssil portugueza, por 
W. DR Lima (GommuDicaçQes, t. i, 1887). 

Sans liste de pobliettions. 

Nouvdles cofUributions à la flore mésozoique» par Saporta (If de). 
Lisbonne, 1894. 

L'introdaetíon stratigraphiqae par P. Ghofpat mentíoime les oavrages antt- 
riears (8 n.**), sor le méme sujet 

Marquez de Saporta, par W. de Lima (GommaDicações, t. iii, 1895). 

Sana liste de poblications; celles qui coneement les Tógétam crétadqoes 
sont indiquôes dana ia 2* ótude sor le Grétaeique, eitée plus haoL 

Eaux MiNÉRALES. — Uste des publicatíons concemam les eaux minérala 
du Portugai, dressée par le Bareaa des Mines. 

Haniucrit eomprenant 106 poblications paruet de 1656 à 189S. 

Aguas minero-^nedicinaes de Portugal, por Alfredo Luiz Lopes. Io-8.*, 
476 p.— Lisboa, 1892. 

DeseriptioQ des sourees minórales du pays, aree index bibliographiqiiepoar 
ehaeone d'elles. 

Contributums à la connaissance géologique des sourees minéro-therma- 
les des aires rhésozoiques du Portugal, par Paul Ghoffat. In-8.' 
Lisbonne. Imprimeríe Nationale, 1893. 

L'introdaction, p. 1-7, renferme un aperça des traTaux aatéríean. 



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—261 — 



T) idiiite èL la Blbliofirirapliie oluronolonr^qiie 

1898—1900 
(Si^pléant) 

AmimiK.—Bergbatdisches am Portugal (Zeitscb. f&r ang. Gbemie— 
Zeitscbrift (ur praktíscbe Geologíe, 1899, p. i49). 

— Die Bergwerksindustrie in Portugal (Montan-Zeitung f. Oesterreicb- 

Ungarn, ele., vii, 1900, n.** 7, p. 166). 

— Die Mineralproduction Portugals im Jahre 1896 (Zeitscbrift fiir 

praktiscbe Geologia, 1899, p. 30). 

BoBHM (Johannes). — Analyse de Ghoffat: les AmnuméeB du BelUuien, 
des couches à Neolobtíes Vibrayeanus, etc, 1898 (Nenés Jabrbacb, 
1900, II, p. 476-477). 

Emet Topinion qae Fiaetniieerai Vhligi peat appartenir to genre ITiwiiiMiftii 
ou au genra Enganoctrat, noutellement ótablis. 

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terre en Portugal (Boi. Soe. geogr. de Lisboa, 20.* serie, n.* 11, 
p. 158-166). 

— Pluie de poussUre brune m Portugal (janvier 1902), ayec ane an- 

nexe par Mr. E. Van drn Broeck (Buli. Soe. belge de géologie, 
paléontologie, etc, p. 530-838). 

CoucKiBO (Laiz Filippe de Almeida). — Carta geológica de Portugal, edi- 
ção de 1899. Breve noticia dos processos graphicos empregados para 
a sua representação e reproducção (Boi. Assoe, dos eonductorcs de 
obras publieas, yoI. yi, d.^ 1-3). 
Analyse dans cGeologisehes Gentralblatt», 1903, p. 297. 

DoBTSGH (C). — Die Manganerzlager der Provinz Hudva (Oesterr. Zeit- 
sdirífl f. Berg. u. Huttenw., p. 208-210). 

DouviLLÉ.— S«r le genre Chondrodonta (Buli. Soe. Géol. de Franco, 
p. 314-318, pi. XI. 

Eg€er (Dr. J. G.).—Der Bau der Orbitolinen und verwandter Formen 
(Abhandl. k. bayer. Akademíe der Wiss., ii el., xxi Bd., lu Abth, 
p. 575-600, pi, I à VI). 

— Ergãnzungen zum Studium der Foraminiferenfamilie der Orbitolinen 

(Idem, p. 671-682, pi. A-B). 

Le premíer mémoíre eontient poar la première foit la dêseiiption et dee ft- 
gares de Dieifelina lAiêitamea Chofpat sp (p. 585, pL VI, fig. 3-5) et da 
Spirocyelina mfravalangmiennt Choppat sp. (p. 586, pi. III à VI), mais 
cette dernière espèce est eonsidéróe comme de jeunes échantilloos de ifeaii- 
dropiina VidaU Schutub., erreor que Taoteur rectifie daos le t* mémoire. 

FicvBz (Gb.-E.). — Examen micrograpMque des sables. Analyse de Tin- 
tervention de Teaa dans les sables. Expéríences sar la résistance 
des sables aqnifères (Buli. Soe. belge de géologie, paléontologie 
et hydrologie, t. xvi.). 

Aox pages 300 et 301, Taoteiir examine da sable proTenant d'an sondage 
dans les aUaTions d^Alhandra et d^one galeríe dans la molasse heWétieone 
à OllH>-de-BoL Par errear il a interrerti i'âge des deox saUes, donnant 
le demier eomne allanen. 



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—272— 

Flaumamon. — Le$ éruptions volcaniques et les trewblements de terre— 
Espagne, Krakatoa eí Martinique. Paris, 1902, 8.^ 

Garofalo (P.). — Stdla geografia deUa Penisola Ibérica nelTetá romatia 
(Boi. Soe. Geogr. de Lisboa, xx, 1902, p. 67-84). 

Haas (H.). — Aus der Sturm-und Drangperiode der Erde. Theil ni (p. p. 
Das Erdbeben von Lissabon 1755). Berlin, 8.^ 

HoERNES {K).—Ch(mdrodonta (Ostrea) Joannae Ghoffat ri den Schiosi- 
schichten von Gõrz, Istrien, DaltnatienundderHerzegovinaiSiíimfjb, 
der R. Âkad. Wiss. Wien, Mathem-naturw. Classe, Bd. cxi, Jnli 
1902, 18 p., 2 pi.). 

Rrause (Paul Gustaf).— i>t> Fauna der Kreide von Temojoh in West- 
Bomeo (Sammlungen des Geologíschen Reichs Museum in Leíden, 
ser. I, vol. vil, Heft i, 28 p., 2 pi.). 

Aaz paget 8 et 20 il est qnestion de PlacetUicerai UhUgi Chof. qui lerait á 
ranger dana le genre Knemocertu, établi par Mr. J. Bobem. 

Lacerda (Jo5o Nepomuceno de Macedo). — Irrigações no Ribatejo (Re- 
vista de Obras publicas e Minas, t. xxxiii, n.® 388, p. 157-237, i pi.). 

LoRiOL (P. de). — Notes pour servir à Vétude des Echinodermes. 2* série, 
fase. I, in-8.^ 52 p., 3 pi. 

Page 45. Reetifieation au sujet de Teapèce du Lusitanien do Portugal attii- 
baée par Tauteur à Cxdarú lineata Gottbau, qu'il reeonnait appartenír à 
une espèce nouvelle à laquelle il donne le nooi de Cidarit Dajforâênni 

P. DB LORIOL. 

Mallada (Lucas). — Explicadón dei Mapa geológico de Espafia, t. iv. 

Sistemas pemUano, triasico, liasico y jurásico (Memorias de la Co- 

mision dei Mapa geológico de Espana. In-4.^, 514 p., 93 coopes 

dans le texte.). 

Analyse par S. Galderon in cGeologisches Gentralblatti, 1903, 

p. 181. 
Analyse par P. Ghoffat in cAnnales de géographie», biblio- 
graphie de 1902. 

Mastbaum (Dr. Hugo).— Agua das Fontainhas de Canecas (Jornal da 
Sociedade Pharmaceutica Lusina, 12.* serie, t. lu, p. 102-106. 

Munier-Ghalmas. — Sur les Foraminifères ayant un réseau de maUks 
polygonales (Comptes-rendus sommaires des séances de la Soe 
GéoL de France, 16 juin 1902. Bulletin, t. ii, p. 349). 

L'aa(eiir ae propoae de preodre DicjfeUna Lmtaniea oomme iype d'nn|eDie 



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—273 — 

nooyeau: Ibenna, mais la mort est Ténue le frapper aTant d'aTOÍr réalíaé 
ee projet. 

Petrasghegk (Wilhelm).— Z)t> AmmonUen der sãchsischm Kreideformor 
tion (Beítrãge zar Paleontologie und Geologie Oesterreich-Ungarns 
und des Orients). 4.*, 32 p., 6 pi. 

Référencea anx Ammonitea et aa Crétacique du Portogal, p. il, i5, 29. 

Ramann (£.}.— Da« Vorkommen klimatischer Bodenzonen in Spanien 
(Zeitschríft der Gesellschaft íur Erdkonde zu Berlin, p. 165-168, 
1 carte. 

Rehbinder (Borís y.). — Fauna und AUer der cretaceischen Sandsteine 
in der Vmgebung des Salzsees Baskuntschak (Mém. Comité géoL 
de Russie, t. xvii, p. 162, 4 pi.). 

Descríption de plusieurt formes, en partie inédites, se trootant dans la ré- 
gion d'Astrakban, et en Portugal dans les coocbes d'Almargem. 

ScHURTz (K).—An der Riaskúste Galiciens (D. Geogr. Blãtter, xxv, 
1902, p. 50-74). 
Analyse in cÂnnales de géograpbie». 

Sociedade dag Aguai da Caria. — Breve noticia explicativa, — Analyse 
das aguas. — Relatório dos médicos. — Estatutos da Sociedade. — 
Coimbra, 8.*, 19 p. 

Analyse de Tean et de ses gaz par Mr. Ch. Lkpiirrb. 

Sousa (F. L. Pereira de). — Estudo geológico do Polygono de Tancos 
(Revista de Engenheria Militar. Lisboa, 8.^ 34 p.» 1 mappa). 
Analyse tu cGeologiscbes Centralblatt», 1903, p. 284. 

Souza-Brandão (V. de). — Ueber einen portugiesischen AlkaligranuUt 
(Centralblatt fur Mineralogíe, etc., p. 49-55). 

ScHARFF (R. F.). — Some Remarks on the Atlantis Problem (GeoL Mag. 
(4) n, p. 455-466). 

Considérations sor les rapports entre les Açores, Madère et TEorope pen- 
dant la période tertiaire. 

Tenne und Caldbron. — Die MineralfundstSiten der Iberischen HaUnnsd. 
Berlin, 8.^ 348 p. 

Uhlig (Victor). — Analyse de Choffat: Notice préliminaire sur la limite 
entre le Jurassique et le Crétacique, in cNeues Jabrbucb», 1902, 
vol. I, p. 273-5, et reproduction du tableau. 

Werneke. — Eisenerze im siidlichen Portugal (Zeitschríft fur praktische 
Geologie, Hefl 5, Mai, p. 151-152, 4 fig.). 

CommunicaçOks. Toil y.— Dégbmdrb, 1903. 18 



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—274 — 



Dai «t Coloniei 

AtMONTE (Enrique d'). — Sameras notas para cofUribuir a la descripcíon 
física, geológica y agrclogica de la zona noroeste de la ida áe Fer- 
nando Põo y de la Guinea continetOal espafUda, etc. (Boi. de la 
Real Soe. geogr.^ t. xliv^ Madrid. 

Chapitres: Bosquejo de descrípeion geológica, p. 223-266; Nota lobrelos 

minerales eonoeidoi en las posessiones espaí&olas dei golfo de Gqídm, 

p. 266-277; Descrípeion agrologica, p. 277-292. 
La carte topographique, à 1'échelle de 1:200000^ a été publiée eo 1903, 

comme sapplément au xuf* yolame. Dimenslons: i"xi",40. Elle porte 

le titre: MunL Guinea cmiiineiUal npt^íoUL 

Andrade (Alfredo de). — Relatório da viagem de exploração geograpkica 
no districto de BengueUa e Novo Redondo (1898^99), pelo regente 
agrícola da província. Lisboa, in-8.^, 52 p., 1 carte, I pi. pro- 
ffls. 

Anontme.— Corf^ minière de la cate (tivoire. 4:500000. D'aprèsles 
docaments les pios rócents et les trayaux de N. GBimrHS.— Pa- 
ris, I feoille in-fol. 

BouRDARiAT (A. J.).—Essai de carte géologique du Bambouk (Símdan 
français) d'après ses observations et études personndles. 1 : 250 000. 
Paris, 1 feuiUe gr. in-foL 

— Essai de carte géologique de Bambouk (Soudan français), 1 : 250 000 

(Gomptes-rendus Ac. Sc. de Paris, t. czxxiv, p. 495-496). 

Cape of Good Hope.— Department of agricultare.— ilnittio/ Reportof 
thê Geológica! Commission. 1901.— Cape Town, 1902, 67 p., 2pL 

Choitat (Paul).— Crétacique de Conducia (Procòs yerbaox Soe. Uno. 
Bordeaux^ 16 juillet 1902, 3 p.). 

— Sur le Crétacique de Conducia en Moçambique. Obsenrations de 

Btr. DooyillA (Buli. Soe. Géol. de France, t. n, p. 40(V-403). 

Chofpat, J. Barbosa Bettencourt e E. de Yasconcellos. — Açores. Á 
que parte do mundo devem pertencer? Annexo: Carta de Mr. Elisée 
Redus (Boll. da Soe. Geogr. de Lisboa, 20.* serie, p. 359-366, 
1 mappa). 

Companbia de Moçambiqae.— O território de Manica e Sofala e a adm- 



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— 275 — 

nisíração da Companhia de Moçambique (I892''1900).—Uabo^, 
1902. In-4.^ 430 p., 91 pi., 9 cartes et plans. Ânnexe 110 p. 

La partie gtologique est empnintée an traTail de Mr. Puirs d'Aiidiuos : Bt- 
tfmkeeimaUo ^«ofoytco dos Ttrritorios Portuffueui comprshendidos entre 
Lourmço Marqim e o Zambeu. 1896. 

— ReparticSo de Minas. Setembro a dezembro de iS90.—Bdalorios 

do Director e Secrefario.— Lisboa, 1900. Id-S."*, 286 et 62 p., 
1 graphique. (Distríbué en 1903.) 

La premiòre partie publiée en français et sígnée par Mr. A. Feiibi o'An- 
DRADB, oooUent un aperçu de la geologia de Manica, p. 176-196. 

— Repartiç3o de Minas. Ânno de 1900. — IMatorio do director de mi- 

nas, capitão de engenharia A. Frrirk d' Andrade. — Lisboa, 1901. 
lD-8.% 385 p., 4 cartes. (Distríbué en 1903.) 

Les pages 281 à 320 sont une répétitíon, plut détaillée de Taperça géologiqne 
publiée dans 1e rapport antériear. L'ane det cartes est celie de la région 
minière de Manica (1 : 50 000) meoUonDée à la Bibliographie de 1900l 

— Belatorio da Secretaria da Repartição de Mina$ rekuivo ao anno de 

idOO.— Lisboa. In-8.^ 43 p., 1 mappa. 

Couceiro (Henríque de Paiva). — Experiência de tracção mechanica na 
provinda d^Angola.—Usbodí, 8.*, 100 p., 3 cartes. 

Page 98y opinioD de Mr. Chopfat sor la réossito des puiU artteiens à Moesa- 
medes. 

Dantz (G.).— Die Reisen des Bergassessors Dr. Dantz in Deutsch-Ost- 
afrika in den Jahren 1898, 1899, 1900 (Mitt. a. d. D. Schatzgeb., 
XY, 1902, p. 34-90; carte pi. II). 
Analyse dans cAnnales de géograpbíe», bibliographie de 1902, 
p. 248. 

DuBOis (Eug.).— Note sur les conditions locales dans lesqueUes se sont for- 
mês les dêpôts pcdéoglaciaires permo-carbonifériens dans P Afrique 
australe. Vinde et 1'Australie (Arch. Mos. Teyler., S. n, Tol. vn, 
p. 157-163). 

— Les causes probables du phénomène paléoglaciaire permo^arboniférien 

dans les basses latitudes. Deoxième étude (Idem, p. 73-91). 
Analyse dans cGeologisches Gentralblatt», 1903, p. 172-173. 

GuRiCH (GeoTg).— Cambrium(f) in Deutsch-SUdwestafrika (Gentralblatl 
fur Mineralogie und Palaeontologíe, 1902, n.® 2, p. 65-69). 

KiLiAN. — Présence de VAptim à Acanthoceras cf. Martini d'Orb., etc. 



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— 270 — 

dam r Afrique auUrak, à Ddagoa Bay (Comptes-reodus sommai- 
res Soe. Géol. de France, 16 juín 1902). 

RiLiAN.— (7i^er Aplien in Sudafrika (Gentralblatt íur Mineralogie etc., 
n.* 15, p. 465-468). 

Launat (L. de). — Sur la notion de profondeur appliquée auxgisemenu 
métaUifires africains (C. R. Ac. Sc. Paris, t. cxxxiv, p. 1531- 
1533). 
Analyse dans cGeologisches Gentralblatt», 1903, p. 139. 

Madagáscar an dèbat da ZX* liécle.— la-S."", 465 p., 251 fig. Paris. 

Bn oatre des vticles Giologie par Marcbun Boule et Mineralogie par Lacboix 
yoir aussi la Zoologie par Grándidikr, qai contient les données toqui^es 
sor la Êiune sabfossile. 

flisNNKLL (F. P.). — Contribuíions to South African Petrography (The 
Geologícal Magazine, yoI. ix, n.^ 458, p. 356-366). 

Unsrm.— Rundschau (Prometheus, Berlín, 1902, t. xiv, n.^ 680, p. 
61-63). 

ExploíUtion de gisemenU de grenats prés de la rÍTière Namapnta, à peade 
distaoee de la frontière portagaise et da chemin de la cote au lacNyassL 

Petbrs (Garl).~/m GoUUand des AUertums. Forschungen zwíscbea 
Zambesi and Sabi.— Mimchen, J. F. Lehmann, 1902. In-8.^ xvi- 
408 p., iOO fig., 2 pl. cartes, dont une à 1 : 5.500.000. 
Analyse dans cAnnales de géographie», bibliographie, p. 16. 

RiNNE (¥.).— Notiz úber SatUl-und Muldengãnge in HandstOcken vm 
Quartzit aus Griqualand, Siid-Afrika (Zeitschrift d. deatsch. geol. 
GeseUsch. Bd. 53, B. W. p. 29-31). 

ScuBNCK. — Udfer den Geitsel gubib, einen porphyrischen Síratouuikan 
in Deutsch-Sudwest-Afrika. — Ueber eine im vorigem Jahre in der 
Walfishbai neu entstandene und wieder verschumndene Insd (Zeitschr. 
d. D. geol. Ges. Bd. 53, p. 54-56). 

SoLGER.— Ueber Ammoniten der oberen Kreide aus Kamerun (Zeitschr. 
d. D. geol. Ges. Bd. 53, Yerhandlungen, p. 35-36). 

— Die Ammoniten fauna der Mungokalke in Kamerun und das gedo- 
gische AUer der letzeren.— BerMn, 1902. In-8.^ 62 p. 

Thoulet {}.).— VUot Branco (archipel du Cap VertJ. (La géographie, 
t. V, p. 95-106). 

Yasseur (6.).— Sur la découverte du terrain nummuUtique dons un 



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— 277 — 

sondage exácuté à St. Louis du Senegal (C. R. Ac. Paris» t. cxxxiv, 
p. 60-63). 

VoiT (F. W.)—Das Kupfererzvorkommen bei Senze do Itombe m der 
portugiesischen Provim Angola, Westafrika (Zeilscbrífl fiir prak- 
tische Geologie, p. 353-357). 

Walcot GiBSON.— Ou the correlation of the Paleozoic Rocks of South 
Afrika (The Geological Magazine, YOl. a, p. 163-165; 210-213). 

War Office. Intelligence DiTÍsion.— iVap of Africa 1 : 1 000000. LondOQ 
S. W. War Office, Winchester House^ S. James's Sqaare. 

- Map of Africa 1 : 250000. Idem. 

Yoyez cAnnales de géographie», bibliographíe de 1902, p. 214. 

Wbrth (E.). — Zur Kenntniss der júngeren Ahlagerungen im tropischen 
Ost-Afrika, nebst dnem Anhang von E. Philippi: Diagnosen (Zeit- 
cbríA der D. geol. Ges. Bd. 53, p. 287). 
Analyse daos cNeues Jahrbuch», 1902, ii, p. 264. 



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ÍNDICE 



FAO* 

I.— Boehm (Johannes). Description de la faune des couches de Pereiros (avec 
Mrois planches et 32 figures dans le texte) I 

II.— Choffai (Paul). L'lnfralias et le Sinómurien du Portugal (une planehe et 

trois tableaox hors texte) 49 

ni. Découverte du Ter$bralula Rmieri Cai en Portugal (4 figures) 115 

iy._8ouxa-Brandão (Y. de). O novo microscópio da GoinmissSo do Serviço 

Geológico (com^&uas estampas) 118 

V.— Delgado (J. P. Nery). Note sur Seoliíkui Dufrmioyi Rouault (une figure 

dans le texte) 251 

YI-ChoíTat (Paul). Bibliographie 254 



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OBRAS PUBLICADAS 



SERVIÇO GEOLÓGICO DE PORTUGAL 

CommissSo Geológica. 1857-1868.— Secçío dos Trabalhos Geológicos, 1869-1886 

Commissio dcs Trabalhos Geológicos. 1886-1891.— -Direcção dos Tiabalhos Geológicos. 189S-18M 

Direcçio dos Serviços Geológicos, 1900-1901 



MEMORIAS, in-4.» 



riora fonii 



Vegetaes fosseis: — Flora fóssil do terreno carbonífero das yisínhanças do Porto, 
Serra do Bussaco e Moinho d'Ordem próximo a Alcácer do Sal (Flore fossile du 
terrain carbonifère des enyirons du Porto, Serra do Bussaco et Moinho d'Ordem 
prés d' Alcácer do Sal), por Bernardino António Gomes. 44 pag., 6 est Lisboa, 
1865. (Avec traduction française en regard.) 

Oontributions à la Flore fossile du Portu^, par Oswald Heer. 47 pag., 29 pi. 
Lisbonne, 1881. 

Monograpliia do género Dioranophyllnm (Systema carbónico), por Wenoeslau 
de Lima. 4'', 14 pag., 3 est Lisboa, 1888. (Avec traduction en français.) 

Nouvelles oontributions ò, la Flore mósozoique, par le marquis de Saporta, 
accompagnées d'une Notioe stratigrapliique, par Paul Ghoffat. 288 p., 40 pL 
Lisbonne, 1894. 

Vertebrados roMwis 

Oontributions à Tótude des Poissons et des Reptiles du Jurassique et 
du Grótaolque, par H. £. Sauvage. 48 pag., iO pi. Lisbonne^ 1897-98. 

PmIcoboIco 

Terrenos paleozóicos de Portugal: — Sobre a existência do terreno siluríano iki 
Baixo Alemtejo (Sur Texistence du terrain silurien dans le Baixo- Alemtejo), poi 
J. F. N. Delgado. 35 pag., 2 est., 1 carta. Lisboa, 1876. (Avec traduction en (ran- 
çais.) Épuisé. 

Estudo sobre os Bilobites e outros fosseis das quartzitos da base do sys* 
tema silurioo de Portugal. (Étude sur les Bilobites et autres fossiles des 

Íuartzites de la base du Système silurique du Portugal), por J. F. N. Delgado. 
11 pag., 43 estampas, sendo 3 de formato duplo. Lisboa, 4885. (Avec tndnc- 
tion en français.) 

(Supplemento), por J. F. N. Delgado. 75 pag., 12 est, sendo 2 de maior 

formato. Lisboa, 1888. (Avec traduction en français.) 

Fauna silurioa de PortugaL Descripção de uma forma nova de Trilobite, Licfaas 
(Uralichas) Bibeiroí, por J. F. N. Delgado. 31 pag., 6 est., sendo 1 de maior for- 
mato. Lisboa, 1892. (Avec traduction en français.) 

Novas observações acerca de Lichas (Uralichas) Ribeiroi^ por J. F. N. Delgado. 

34 pag.^ 4 est. Lisboa, 1897. (Avec traduction en français.) 

JnraiMleo 

Étude stratigraphique et pal^ontologique des terrains JurassiqaeB da 
Portugal, par Paul Ghoffat. 1^ livr. Le Lias et le Dogger «n nord du Tage. 

72 pag. Lisbonne, 1880. 



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VII 



LES TREIBLEIEHTS DE TERRE DE 1903 EM PORTUGAL 

FAB 

Paal CHOFFAT 

(A voe oDe planobe) 



Le Portugal, Lisbonne en particulier, est encore sous la crainte 
d'une répétilioD d'uD tremblement de terre analogue à celui de 1755, 
et poartant Tétude de ce séisme est encore à faire au point de vue 
de la distribution de Tintensité des secíjnsses à Tintéríeur du pays. 

Jlgnore si les données le concernant sont assez nombreuses pour 
permettre de reconnailre les relations entre la distribution des séísmes 
et la tectonique du pays, mais je pense que Ton arrívera tout aussi 
bien à ce but par Fétude des secousses de force moyenne. Ges der- 
nières, par contre, sont moins favorables à Télude des relations entre 
les effets des séismes et la nature lithologique du sol, par le fait que 
les surfaces isosismiques sont plus restreintes. ^ 

Cette connaissance peut avoir une utilisation pratique si Ton en 
lient compte dans le choix des emplacements pour les bátiments, dans 
roríentatíoD à donner à ces demiers et dans le mode de constructiou. 

Les tremblements de terre de faible intensité sont assez fréquents 
en Portugal; quelques correspondants de joumaux les mentionnent, 
mais 00 n'y a pas encore organisé de service d'observation s'étendant 
à la totalité du pays^ et Tinstallation d'appareils enregistreurs dans les 
observatoires météorologíques est encore en projet. 



^ Poar la distribution do séisme de 1755 dans lá TÍlIe de Lisl>omie, Toyez le 
chapitre «Tremblements de terre» dans: Tunnd du Rodo, par P. Choffàt, 1889. 

CoMMUiacÁC&BS. Tom. y.— Mabs^ 1904. 19 



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—280 — 

Le 9 aoút 1903 a eu liea un tremblement d'uDe íntensíté inac- 
coutnmée, qui a altiré rattention générale. De mémoíre d^homme on 
n'en cite que troís qui lui soient comparables, ce sont ceox des: 13 
aoút 1899, 22 décembre 1883 et 1 1 novembre 1858, ce demier étant 
de beaucoup le plus iutense. 

Des journaux répandus daus tout le pays, comme le Diário de No- 
ticias * et le Século, oot reçu des informatíoDS de quaotíté de localités. 
Le zele de leurs correspondants mérite d'ètre reconnu, mais il est in- 
contestable que les résultats seraieut beaucoup plus importants» si ces 
correspoodances avaient été faites en repense à ud questiounaire et 
si Ton avait des reuseigoements sur les localités oú les secousses ont 
été nnUes ou faibles. 

Néanmoins, comine on a plus de données sur ce séisme que sor 
aucun autre, il est intéressanl de les grouper et d'en déduire les ré- 
sultats généraux, si ces renseignements le permettent. 

D'autres tremblements de terre ont été ressentis en Portugal pen- 
dant les móis de septembre et d'octobre, mais ils ont été beaucoop 
plus faibles et les renseignements sont plus précaires. 

Je n^ètais pas en Portugal Iorsqu'eurent lieu ces trembleroeats de 
terre, mais mon collègue Mr. J. C. Brrkelbt Gotter a eu Tamabilité de 
m'envoyer les jonrnaux de Lisbonne et de faire des recherches daus 
ceux des proyince d'oà Ton n'ayait rien signalé. D'un autre côté j'ai 
chercbé à obtenír des renseignements complémentaires sur les contrées 
trop faiblement éprouvées pour qu'on Tait communiqué aux jonrnaux, 
et j'ai été aidé dans ce but pour TEspagne par Mr. le professeur Sal- 
vador Galderon, et pour le Portugal par plusieurs personnes dont od 
trouvera les noms à la mention de leurs observations, je tiens pourtant 
à remercier spécialement Mr. Sevehiano Monteiro, Directeur general 
des travaux publics, qui a bien voulu demander des renseignements 
officiels dans les provinces de Tras-os-Montes et de TAlemtejo, Mr. João 
T1ERNO9 agronome à Lisbonne et Mr. le Dr. Lopo de Carvalho à Guarda, 
qui ont eu Tobligeance de récolter des observations. 



^ Le Diário de Noticias du 8 novembro a publié sur ce sujet im article dans 
lequel je donne les résultats généraux. Cet article avait pour but de diríger les ob- 
servateurs pour les séísmes à venir^ tandis que le but de la note presente est de eon- 
server les observations^ toutes incomplètes qu'elles soient^ pour permettre la compa* 
raison avec les séismes íuturs. 



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Séisme clu O aoilt 1003 



Etendue.— Ce séisme a été ressenti dans tout le Portugal sauf 
sur la lisière da Minho, les Vs septentríonaux de la province de Traz- 
os-Montes et la lisière oríentale au Nord du Tage. 

Les informations, tant positives que négatives qui me sont par- 
venues d'£spagne sont beauconp moins nombreuses, ce qui est fort 
Daturel, puisque le séisme y a été plus faible; il semble n^avoir été 
ressenti que dans la moitié méridionale de la province de Badajoz, et 
dans celles de Huelva et de Séville. ^ 

Enfio une correspondance du Século (12-vui-1903) prétend qu'il 
aurait été ressenti par le hiate cNova Social», qui se trouvait à la hau- 
teur du Cap-Yert, tandis que ríen n'a été observe sur le paquebot des 
Messageries maritímes tCordillère», qui naviguait prés des cotes por- 
tugaises, et qu'aucune communication n'a été faite des Açores ou de 
Madère à Tobservatoire de Lisbonne. 

Heore. — Les indications relatives à Tbeure sont extrèmement va- 
gues; elles varient de 9 à 11^, pour des points três rapprochés. U est 
probable que plusieurs d'entre elles sont basées sur les pendules des 
stations télégraphiques, mais on a omis de le dire, et je ne puis con- 
sidérer comme certaines que les indications fournies par les observa- 
toires météorologiques et astronomiques de Lisbonne et de Coimbre, 
qui sont de 10^ 10' 10" du soir pour la premiére localité et de 10^ IV, 
pour la seconde. La différence d'heure entre Coimbre et Lisbonne étant 
de 3' t'^58, il en ressort que la secousse ne s'est fait sentir à Coimbre 
qu'une demi seconde après Lisbonne. 

Pression barométriqne. — EUe n'est indiquée que pour Tobserva- 



1 CommaDieation de Mr. Barras à la Socióló d'histoire natureUe de Séville 
(Boletin de la Sociedad espaílola de Historia natural^ t. iii, 1903, p. 319). Les se- 
coasses cot élé três faibles et on n'est pas cerUin s'il y a eu une seule secousse à 
H\ ou une 2«à 11^ Vz* En admeltant que les observateurs se soient bases sur Theure 
de Madrid qui est de iO minutes en avance sur celló de Lisbonne, la secousse se se- 
raii fait sentir 10 minutes plus tard à Séville qu'à Lisbonne, différence pouvant pro- 
venir de Tétat des borlo|es. 



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toire D. Lniz à Lisbonne; oà elle s'est élevée de 776 à 778"". Le 
tbermomètre s'e8t conserve à 18* (Século). 

Dnrèe et broits sonterrains. — A Lisbonne (observatoire astrono- 
mique) íl y eu une première secousse (horízontale) d^une durée de 3 
secondes, suivie d'un íntervalle de 2 secondes, puis d'une deuxième 
secousse plus forte que la première, d'une durée d^environ 10 secon- 
des (d'abord vertícale, puís horízontale). Les deux secousses ont élé 
accompagnées de bnúts souterrains, beaucoup plus forts pendant la 
deuxième péríode. D'autres correspondances disent que le bruit a pre- 
cede la deuxième secousse; plusieurs personnes ont cru à une detona- 
tion, mais la plupart le comparent au bruit d'un voitore chargée de 
barres de fer. Voicí les observalions des points extremes: 

Ces deux péríodes ont été observées jusqu'à Porto, mais dans 
cette dernière ville par três peu de personnes. La première y aurait 
dure une seconde et la deuxième aurait été plus faible. 

Guarda. ]jes personnes au repôs ont observe un léger bruit saifi 
d'oscillations três faibles, le tout n'ayant dure que 3 secondes au plus. 
II ne s'agit dono que de la deuxième secousse. 

A Alpalhão (Ouest de GastelIo-de-Yide) plusieurs personnes ont 
entendu un bruit qu'elles comparent au passage d*un automobile, tao- 
dis que Tune ou Fautre seulement ont ressenti une légère secousse. 
Le bruit a dure plus longtemps que la secousse. 

De Barrancos on écrít que le séisme ne s'est manifeste que par 
un bourdonnement semblable à celui d'une voiture, qui aurait dure 
trente secondes (I) 

Atalaya (prov. Badajoz). Bruit violent ressemblant d'abord à on 
ouragan, puis à une voiture chargée de barres de fer courant snr un 
pavé inégal. 

Je signalerai aussi Beja, quoique ne se trouvant pas à la limite, 
mais oíi le bruit est aussi compare à celui d'une voiture chargée de 
barres de fer, roulant sur un pavé. 

Direction. — Les données sont contradictoires. De lisfroitiie on in- 
dique des secousses verticales et d'autres, horízontales, se manifestant 
du Nord au Sud, tandis que d'autres disent Est-Ouest. 

A Tobservatoire de la Tapada d'Ajuda, on n'a ressenti que les 
secousses verticales, mais au n° 294 de la rue de Junqueira, la pên- 
dulo se trouvant sur un mur dirígé Esl-Ouest a balance parallèlement 
au mur et s'est arrêtée, tandis que les cadres suspendus au mur dirígé 



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—283 — 

Nord-Sud ont battu perpeDdiculaírement à ce mur (Dr. Mastbaum). Ges 
indications dous montrent donc un mouvement Est-Ouest ÍDCODtestable. 

Localités d'oA Ton a indique Ia direction E. W.: Coimbre, Pedro- 
gam-6rande, Soare, Bragança, Arruda, Mafra, Lisbonne, Alcáçovas et 
Grândola. Un obsenrateur de Nazaretb spéciãe que le mouvement ve- 
nait de TEst vers TOuest et non pas de TOuest vers FEst. 

Localités d'ou Ton indique N.-S. : Gert3, Lisbonne, Almada, Porta- 
legre, Elvas, Grândola, Sines. 

D'Evora et de Castelio-Branco, on indique N.-E.— S.-O. 

Intensité. — Nous prendrons comme base Téchelie publiée par 
MM. Rossi et Forel en 1882. ^ Malheureusement les données positives, 
pouvant lui étre rapportées, sont fort rares, Fintensité ayant été en 
general indiquée par les mots: faible, fort, violent, violentissime^ mots 
dont la signiflcatíon est fort différente suivant le caractere de Tobser- 
yateur, le plus ou moins de tendances à Texagération et les conditions 
dans lesqaelles 11 se trouvait. 

I. Secoasse microsismomótriqQe. Notée par un senl sismographe^ ou par des 
sismographes de méme modele, mais ne meUant paa en mouvement plusieurs sismo- 
graphes de systèmes diffórenU ; seeoasse constatée par un observateur excrcó. 

II. Secouase enregistrée par des sismographes de systèmes différents; constatée 
par un petit nombre de personnes au repôs. 

III. Secousse constatée par plutieurs personnei au repôs; assez forte pour que la 
durée et la direction puissent étre appréciées. 

lY. Secousse constatée par Fhomme en aelÍTÍté; ébranlement des objets mobi- 
les, portes, fenétres; craquements des planchers. 

Y. Secousse constatée généralement par toute la population; ébranlement des 
objets mobíliers, meubles et lits; tintement de quelques sonnettes. 

YI. Réveil general des dormeurs, tintement general des sonnettes, oscillatíon 
des lustres^ arrét des pendnles, ébranlement apparent des arbres et arbustes; qúel- 
quet p§nonnes effrayées Mortent des habiiations. 

Vil. Renversement d'objets mobiles; chute de plairas, tintement des cloches 
dans les égiises, épouvante généraU. Sans dommage aux édificcs. 

YUL Chute des cheminécs, Uzardes aux murs des édifices. 

IX. Destruction partielle ou totale de quelques édifices. 

X. Grands desastres, mines, bouleversement des couches terrestres; fentes à 
Técorce de la terre, éboulement des montagnes. 



^ On lui a récemment proposé quelques modifications, en lui reprochant de ne 
pas faire suffisamment de dístinctions dans les manifcstations de grande inlensité, 
mais dans le cas présent ce sont surtout les manifestatíons de faible intensité qu'il 
s'agit de distiuguer. — Les passages en ítaliques sont ceux qui ont élé le plus cites 
pour le séisme du 9 aoút 



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— 284 — 

Ce n'est que de Mafra que l'on signnie le tiníenient des cloches^ 
d'église (Yll de l'échelle Rossi-Porel). 

Les chutes de platras (Vil), de cheminées (VIII), de toitures, le 
lézardement des murs (VIII) sont signalés de plusieurs localités, mais 
ces fails peuvent résuUer de secousses d^inlensité diverses, suivant 
rétat des bàtímenls et la solidilé du terraín qui leur sert d'assise. 

Un des faits les plus répandus est la panique qui porta les habi- 
tauls à quitter leurs maisons. Elle est sígnalée au Nord depuís Valbom 
prés de Porlo, jusqu'aux environs d'Odemira (Saboya) au Sud. Vers 
TEst sa limite est irrégulière, son avancement maximum étant Elvas, 
mais après une interruplion elle réapparait à Atalaya prés de Zafra. 

Cette manifestation est rangée dans les números VI et VII de 
réchelle, suivant que la panique a été partielle ou générale. 

Pour le Portugal il est à remarquer que cette panique se mani- 
festera plus faciiement qu'ailleurs, à cause de la crainte de la répéli- 
tion du desastre de 1755, néanmoins beaucoup de correspondances 
permettent de faire la distinction entre les deux degrés; on peut par 
exemple ranger dans la VIP rubrique les localités dont les habitants 
se sont enfuis en costume de nuit. 

La distinction entre les rubriques VI et VII devient assez pro- 
bante par la combiaaison des caractèies tires de la frayeur, avec ceux 
des dégats survenus aux bátiments, la durée des secousses, etc. 

La distinction entre les rubriques VII et VIII est peut-étre pias 
dííQcile, et il en est de méme entre VI et V. 

II peut paraitre hasardé de tracer une carte (íiníensité sismique avec 
des données aussi peu scientifiques que le sont la plupart des corres- 
pondances de journaux, aussi est-ce avec un certain scepticisme que 
j'ai porte sur la carte les degrés dintensité, déduits d'aprés le crité- 



^ Un léger tintement des cloches de Mafra se fait entendre chaqoe fois qii'ii y 
a ane secoosse un peu violente, tandis qu'on ne le mentíonne pas des autres locâli- 
tés. Mr. le major José Gbsar Francisco Gil a eu l'obligeance de me faire savoir que 
le lintement est produit par le choc des marteaux des carillons^ marteaux qui sont 
três rapprochés de la cloclie. Les carril lons de Mafra onl été établis en Italie, tandis 
que ceux des autres églises portugaises, construits dans le pays, fon^tionnent aa moyen 
de battants qui demanderaient un mouvement beaucoup plus violent pour arrifer à 
frapper la cloche, mais Textrémité inférieure est généralement fixée au lien qvi sert 
à le roettre en mouvement^ car dans ce pays, il est fort rare que Ton sonne en balan- 
çant la eloehe. Lore du séisme de 4858 on signale pourtant le tintement de ctoebei 
à Aldea-Galiega; les battants n'élaient peut étre pas fíxés? 



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— 285 — 

ríum exposé cí-dessus, sans minqniéter de Ia relatíon qn*íls pouvaient 
avoir les uns avec les autres. ^ 

Ce travail termine j'ai été surprís de voir que ces degrés se grou- 
peot en trois zones dislincles se succédant de TOuest à TEst, contrai- 
rement à mon attente et à 1'opiníon générale, qui admet que nos trem- 
blements de terre vienDent de TEspagoe. Ce groupement et ces resul- 
tais imprévus confirment les observations. Assurément 11 y a des points 
formant exception, ce qui peut souvent provenir d'erreurs d'observa- 
tions, tandis que sur d'autres points ces exceplions sont dues à la 
différence de nature du terrain. 

On ne devra pas ètre surprís de trouver des points de faible in- 
tensité au milieu d'une zone d'un degré beaucoup plus élevé, tandis 
que le contraire doit étre attríbué soit à une fausse indication, soit à 
la présence d'un centre sismique secondaire, pouvant provenir d'une 
dislocation locale, résultant access lirement de Tébranlement general. 

Tel est incontestablement le cas du village d'Atalaya dans la pro- 
Tince de Badajoz, qui presente Tinlensité YU à une grande distance de 
la zone du méme degré. 

Zone À. (Intensité VII et VIIIJ. —Cetle zone s'étend le long du 
liltoral depuis Lourinha (au Sud du cap Carvoeiro), jusque vers Tem- 
bouchure du rio Mira, sa limite vers le Sud n'étant pas exaclement 
fixée. Sa longueur du Nord au Sud est de 180 kilomètres environ, 
tandis que sa largeur de TOuest à TEst n^atteint que 25 à 30 kilo- 
mètres. 

En dehors de cette aire il n'y a que trois points dont on accuse 
une intensité paraissant dépasser VI; ce sont Torres-Novas, Cartaxo 
et Atalaya (province de Badajoz). Le cas est douteux pour les deux 
prenderes: de Cartaxo on se borne à dire tpanique enorme», mais 
de Torres-Novas on dit que quelques personnes sont sorties en cos- 
tume de nuit, tandis que les secousses ont passe inaperçues à beaucoup 
d'babitants de Riachos, localité voisine. 

Quant à Atalaya, il est incontestable que la panique a été géné- 
rale; la secousse s'est produite à Theure du souper, tous les habitants 



' y»i (lú laisbei' de róié un certain nombre de localités ayant des synonymes 
et dont les correspondants n'ont pns donné d'indications les spécífiant. On ignore gé- 
néralement la qilantílé de noms qui se répètent dans la géographie portiigaise; le dic- 
tionnaire postal de JoÃo Baptista da Silva Lopei^ (1894) donne 102 localités ayant 
ie nom de Sobral, dont 39 sans adjonctions, et 540 nommées Souttt, dont 292 sans 
adjonction. Ce sont des excirples pris an hasard. 



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— 286 — 

se sont enfuis dans la rue leurs assielles à la main; il D*y a i)oarUnl 
pas eu de dégats DOtables. Nous avons déjà mentionné ce qui concerne 
le bruit souterraín. 

Les localilés de cette aire, figurant dans la carie sans indícatioD 
d^intensité, apparliennenl ínconleslablement aa VIP degré; an poíot 
d'interrogatiou indique ie doute entre VI et VIL 

Examinons Teflet par localítés en commençant par Lisbonne, 
d'oã Ton a le plus de détails. 

L'aí6rmatíon que les secousses ont élé plus fortes sur les bau- 
teurs que dans les partíes basses de la ville n'esl pas corroborée par 
les observations, car une pyramide de la gare du Rocio s'est fendae 
et un morceau s'en est détaché, des pierres se sont détacbées de la 
cbeminée de Thôtel Universo (rua nova do Carmo), les murs et les 
plafonds de la Societé de Géograpbie se sont fendus, la panique s'est 
emparée des spectaleurs du Goliseo, des danseurs d'un bal à la ma 
das Pretas et des joueurs de TAtheneu. U est curíeui de constater 
que les secousses ont été três fortes à la pharmacie Estacio et au 
café Martinho, tandis que Ton n'a ríen ressenti au café Snisse, situe 
entre deux. 

L'effet n'a pas été moindre dans les parties moyennes et daDS 
les pnrties hautes de la ville. La panique s'est emparée des spectateurs 
des théatres de D. Amélia et de Trindade, des joueurs du Grémio 
Litterario, des malades de Thõpital S. José, des habitants des rues 
Saraiva de Carvalho, Esperança, Alfama, Formosa, etc. A la place da 
Patríarchal, les uns se sont precipites dans la rue, tandis que d'aulres 
n^ont ríen ressenti. On dit que la terreur a été indescriptible sur les 
hauteurs de Graça. Les plafonds du restaurant Paris (S. Pedro d' Al- 
cântara) se sont fendus, quoique neufs. 

Quant aux quartiers éloignés on nous dit que les habitants da 
Bairro Andrade et de iMonte-Agraço se sont sauvés en costume de 
nuit. 

En résumé, les secousses se sont étendues sur toute ia ville, aossí 
bien au Nord qu'au Sud et à TEst qu'à l'Ouest, cependant on ne fait pas 
de mentioDs spéciales concemant la partie située à TOuest de la roe 
de S. Bento, sauf de la rue dos Terremotos, ou les secousses oat été 
faibles ainsi qu'à Tobservatoire de la Tapada, ce qui porterait à croire 
qu*elles ont été moins fortes dans la région occidentale, sauf vers le 
bas, car la panique est mentionnée de calçada do Marquez d'AbraDtes 
et de la rua da Esperança. 

Les dégats se sont à peu prés limites aux vitres et à ia vaisseOe; 



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— 287 — 

les chutes de platras et Tépouvante générale se rapporteDt au VIP de- 
gré, les dégats plns graves aux édiflces sont limites à deax cas ayant 
eu lieu dans la basse ville; on ne peut donc pas admettre le YUr de- 
gré. On ne mentionne pas le tintement des clocbes d^églises, ce qní 
tíeDtprobablement à leur mode de Axation, comme dous Tavons déjà dit. 

Cest la cbaine de l'Arrabida qoi parait avoir subi les se- 
cousses les plus fortes; on siguale la chate d'Qne partie d*une cbeminée 
de fabrique á Setúbal, et des chutes et des lézardes de murailles dans 
cette localíté et ses environs, ainsi que dans ceux de Geziínbra (S^^ Anna) 
et à Alfarim, vers Textrémité ocddentale. Ces dégats ne sont pas sufiB- 
sants pour indiqaer le IX® degré, mais ils se rapportent au YIII*. 

Des dégats aux bátiments sont aussi signalés de Merceana, Bellas, 
Charneca, Barreiro, Sacavém, Grândola et Sines, sans qu*ils soient as- 
sez importants pour Tapplication du VIU' degré. 

L'échelle de la carte ne permettant pas d'y indiquer les noms de 
toates les localités de cette zone sur lesquelles j'ai ea des renseigne- 
ments, je vais les énumérer du Nord au Sud, en ne faisant de re- 
marques que sur celles qui ne se rapportent pas francbement au 
YU« degré. 

Lourinhã, Atalaya de Lourinhã, Merceana (lézardes de murs), 
Torres-Vedras, Ericeira VI ou VII, Mafra (vibrations des enormes 
cloches). 

Pied seplentríonal de la montagne de Cintra: Praia-das-Maç3s, 
Collares, Almoçageme IV t, Cintra (secousses d'une três grande in- 
tensité, tandis que celles du château de la Pena semblent se rappor- 
ter à V; la différence d' altitude est de 300 mètres). 

Sabugo et Canecas VI, Bellas et Odivellas Vil, Sacavém VII ou 
YUI. Lisbonne et Carnaxide Vil. 

Le rívage septentríonal du Tage semble avoir été un peu moins 
secoué (V à VI): Cruz-Quebrada, Paço-d'Arcos, Parede, Cascaes. 

De Taulre côté du Tage, Trafaria et Caparica ont VI ou Vn, tan- 
dis que Almada et Charneca ont francbement VII. La plaine de sable 
située plus à TEst a les indicalions VI et VII: Barreiro, Lavradio, 
Alhos-Vedros, Aldeia-Gallega, Alcochete. 

Nous avons déjà vu ce qui concerne la chaine de TArrabida, (Al- 
farim et Setúbal VIU, S** Anna, Cezimbra, Azeitão, VII). La forte inten- 
sité que Ton remarque généralement dans cette région lors des trem- 
blements de terre, provient probablement de Tirrégularité de sa struc- 
ture asimétríque, presque monoclinale, le flanc meridional plongeant 
presque abruptement dans la mer, qui presente de grandes profondeurs. 



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—288— 

Les renseignements sar le Sud de la zone sont clairsemés; cetíe 
coDtrée D'est da reste que fort peu habitée. 

La zone de plus forte intensité étant FArrabida, et le village d'AU- 
laya (Badajoz) se trouvant sur sod prolongement, od serait tente d'ad- 
mettre une ligne de forte intensité reliant ces deux poínts, mais oette 
hypothèse ne peut pas étre soutenue si Ton considere les nombreox 
points de 4 et de 6 qui se trouvent entre deox. Les renseígnemeits 
sont contradictoires sur Barrancos, localité porlugaise la pias voisíoe: 
d'un cdté on dit que le séisme ne s'y est manifeste que par an bnnt 
analogue au roulement d'une voiture, tandis que d'an aatre, (hi a ré- 
pondu qu'il s'est produit quelques lézardes de murs, que le mouTem^t 
a dure 5 à 6 secondes et que les cadres ont baisncé sur les morailles 
orientées de TEst à TOuest. Malheureusement ces renseigneaients oot 
été demandes cinq móis après Taccident; les premiers mérílentplus 
de confiance et prouvent le peu d'intensité des secousses. 

Zone B. (Intensité V/j.— J'ai rapporté à ce degré les localités 
d'oà Ton mentionne une grande frayear, sans la spécifier, ou \m 
en se bomant à dire que quelques personnes ont quitté leurs maisoos. 
Dans la carte, le degré n'a été indique que pour les localités qui n'oDt 
pas rintensité VL 

Dans son ensemble cette zone est plus ou moins parallèle i U 
première. Sa limite simplíflée partirait de Valbom prés de Porto, se 
dirigerait vers le S. E. jusqu'à Alpedrinha, puis S. S. E. jasqu'à Brás 
et de là vers le S. W. jusqu'au pied de la Serra de Monchique. 

Le détail en difTère par plusieurs poínts: 1® Une courbe fers 
rOuest, correspondant à la Serra d'Estrella et à la vallée du Mondego. 

2® Au Sud de leperon oriental d'AIpedrinha se trouve une zooe 
de faible intensité, étroite, s^étendant jusqu'à TOcéan. S'il ne s'agiss3it 
que d'une ou deux localités, on pourrait admettre que les renseigne- 
ments sont éronés, mais leur concordance les confirme les uns les ao- 
três. Cette ligne n'est pas explíquée par la nature du sol, car elle Ira- 
verse des terrains fort divers. 

3^ Cette bande de faible intensité s'élargit vers le Sud en com- 
prenant la partie haute du bassin tertiaire du Tage et ses lizières 
(paléozoique et jurassique), tandis que les environs de Castello-de-Vi<ie 
forment un ilot de plus forte intensité, se rapportant à la zone B; mal- 
heureusement on ne connait rien sur sou prolongement vers TEspagne. 

Cette zone commence au Nord par Valbom, d*ou Ton mentionDe 



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— 289 — 

une grande paniqae parmi les danseurs en plein air (arreial), landis 
que la plupart des habitants de Porto D'ont ríen ressenti, qnoíqne la 
distance ne soit que de trois kilomètres. Valbom est sur les schistes 
azoiques et Porto sur le granito. 

Depuis Sobrado-de-Paiva jusqu'à Tondella se Irouve un grand es- 
pace sans renseignements, mais ils sont nombreux à Textrémité N. W. 
de la Serra d'EslreUa, ou ia ligne isosismiqae forme une courbe cu- 
ríeuse, provenant de ce que Tondella, Mortágua et Taboa ont Tindíce 
VI, tandis que S^*-Comba-D9o et Carregal-do-Sal n*ont que V. Ces 
deux demières localités reposent sur le granito, mais Tondella et Ta- 
boa sont dans le même cas. 

Plus à rOuest se trouvent plusieurs points de faible intensíté: 
Mògoíores, Anadia, Coimbra et Pombal, qui ne présentent que les Ín- 
dices m et IV. 

Pombalinho (295") est la localíté la plus élevée siluée sur le Ju- 
rassique, d' ou nous ayons des renseignements. 

A rOuest et au Sud Tindice VI est signalé de Alpedrinha, Pedro- 
gao-Grande, Proença- a-Nova, Cabaços et Leiria. 

Au Sud de Tinterruption Tbomar— S. Pedro-deMuel, nous énu- 
mererons d'abord les localités situées sur la partie occidentale (Méso- 
zoique et Cénozoique)^ puis celles qui sont dans le Tertiaire de la val- 
lée dn Tage. 

Mésozoíque et Cénozoíque: Nasareth, Minde (altitude SOO"*, seule 
localité mentionnée dans le massif montagneux de Porto-de-Moz) Cal- 
das-da-Rainha, Obidòs, Peniche V?, Cadaval, Pragança au pied Nord 
du Montejunto, Alemquer, Freixofeira, Sobral-de-Mont'Agraço, Arruda. 
Tertiaire du bassin du Tage: Torres-Novas VII?, GollegS V?, Cha- 
musca, Pernes, AlcanhSes, Santarém, Alcoentre, Cartaxo VII?, Azam- 
buja, Salvaterra-de-Magos, Villa-Franca-de-Xira, Samora, Coruche. 

Plus bas vient un surface dirígée du S. W. au N. E. et se terminant 
par Féperon d'Elvas, dont Textrémité n'est pas certaine, les renseig- 
nements sur TEspagne se limitant à Badajoz, qui semble correspon- 
dre à lU. 

Le nom de toules ses localités est indique sur la carte et il n'y a 
pas de remarques spéciales à faire à leur sujet, sauf que les rensei- 
gnements sur Ferreira laissent dans le doute entre IV et VI, tandis 
que Beja semblerait plutõt se rapprocher de VII. Le point le plus me- 
ridional de la zone est Sabóia. 

Le petit ilot de Castello-de-Vide méríte par contre une men- 
tion spéciale. Les renseignements m'ont élé fournis par Mr. João Tierno, 



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—290 — 

A Castello-de-Vide beaucoup de personnes étaient au théatre et 
D'ont ríeD ressenti, mais celles qui étaient dans les habitations ont perco 
deux secousses sèparées par un intervalle de 8 à 10 secondes. 

Des verres se sont entrechoques et casses dans les annoires, et 
plusieurs personnes ont quitté leurs habitations. 

U a aussí été fort sensible à Marvào, mais je n'ai pas reçu de 
détaíls; par contre aux bains de Fadagosa, la parois de Ia galeriecoo- 
tiguê à la salle de bal s'est fendue, la vaisselle s'entrechoqaa, les por- 
tes battirent et les personnes se trouvant dans cette salle fureot forte- 
ment impressionnées. 

Zone C. (Intensité (inférieure à VIJ.— Les correspondances se íoot 
d'autant plus rares que Tintensité est plus faible; il est en outreplus 
difficile d'en évaluer le degré, aussi ne chercherons nous pas à établir 
des lignes isosismiques entre les localités d'une intensité inférieure à VL 

La limite extérieure est fort incertaine, car les contre-indicalioDS 
sont rares. 

Galice: les journanx de Vigo et d'Orense mentionnent le trem- 
blement de terre en Portugal, mais ne disent pas qu'on Tait ressenti 
dans ces villes. De trois localités dífférentes, on a certiíié à Mr. Cal- 
DEHON, n'ayoir rien ressenti en Galice. 

Traz-os-Montes.— Le journal de Bragança est muet aa sujei 
de ce tremblement de terre. La direction des travaux publiques du dis- 
tríct de Bragança dit qu'on ne Ta ressenti qu'à Moncorvo, Villa-Flor 
et Mogadouro. 

De Miranda-do-Douro, on écrit à Mr. JoAo Tikbno que Ton n'a rien 
ressenti; il en est de méme à Salamanca et à Alcuescar (Mr. Calderok). 

L'extrémité ocddentale de Taire: embouchure du Douro, Braga, 
Fafe, Marco-de-Ganavezes a ressenti des secousses de rintensité III à 
IV, elles ont été encore plus faibles à. VíUa-Real, Villa-Flor, Monconro 
et Mogodouro. 

Au pied Nord de la Serra d'Estrella, S^* Comba-Dão et Car- 
regal se rapprochent du V* degré, tandis que la montagne elle méme 
a été moins secouée. 

D'aprés le Dr. Lopo dk Carvalho, quelques habitants de Guarda 
ont perçu un bruit faible, suivi de légères oscillations dont on évalue 
la durée à trois secondes. Ge ne fut qu'après la lecture des joumauí 
de Lisbonne que Ton fiit convaincu qu'il s'agissait d'un tremblement 
de terre. II en fut de méme à Manteigas, tandis qu'on ne resseDtit 
rien à Tobservatoire météorologique de la Serra d'Estrella. 



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— 29i — 

Sur le proIoDgement N. E. de cette montagne se troaye Cinco- 
Villas, d'oà ToD signale un tremblement fort et prolongé, ayant cause 
one certaine frayeur. 

Tootes ces localités sont sur le graníte. 

Nous ayoDS déjà mentionné la bande étroite de la zone C qui 
Iraverse la zone B jusqu'à TOcéan. Ses localités sont: S. Pedro-de- 
Muel IV, Marinha-Grande IV, Maceira IV ou V, Batalha V, Villa-Nova- 
d'Ourem IV ou V, Constância V. 

L'ilot de Castello-de-Vide se rapportant à la zone B (íntensité VII) 
est limite à TOnest par une série de localités ne présentant que les 
intensités II à III, comroe on peut le voir sur la carte. Cet ílot se 
trouYe à Fentrée du golfe que la zone C forme au milieu de la zone B. 

Au Sud de la limite méridíonale de la zone B, nous voyons les 
índices IV à V, tandis que T Algarve a été rooins éprouvé. 

Les secousses y sont signalées comme faibles, sans autre expli- 
cation, de Lagos, Silves et Tavira ou il échappa à beaucoup de per- 
sonnes, ce qui fut aussi le cas à Monchique. On ne le signale pas de 
Faro, oú il y a un observatoire météorologique. 

II a par contre été beaucoup plus fort à Portimão, ou Ton évalue 
sa durée à 3 secondes. Plusieurs personnes ont quitté leurs lits pour 
senfnir dans la rue. 

A Huelva et à Séville, on a signale de légères oscillations. ' 



S^isme da l'^ septembre 1003 



Le 14 septembre à I Vs de Taprés midi s'est fait sentir un séisme 
beaucoup moins élendu que celui du 9 aoút. Les localités les plus sep- 
tentrionales d'on il soit signale sont Torres-Novas, Caldas-da-Rainha et 
Peniche. Le correspondant de Coimbre dit qn'il n'y a pas été ressenti, 
et les journaux du Nord et du Sud du pays n'en parlent pas. ^ 

La mention la plus occidentale vient d'Evora et les plus méridio- 
nales de Setúbal et de Cezimbra. 



1 Voyez la note de p. 281. 

2 Cest encore Ur. J. C. Berkblkt-Cottbr qui a eu Tobligeance d'exa[niner de 
nombrenx jonmanx des diffórentes régions du pays d'ot le séisme n'a pas étó signale 
par let journaux de Lisbonne. Cette recherche a eu un resultai négatif. 



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—292 — 

Mr. S. Caldebon n'a reça qae des réponses négatíves des pro- 
▼ÍDces limitropbes d'EspagDe. 

L'íotensité de ce séisme parait avoir été à peu prés aussi forte 
qae celle du 9 aoút, mais sa darée ayant été três courte les efiets onl 
été bien moindres; on doit en oatre prendre en considératioQ qu'íl a 
été moios remarque, par le fait qa'il a eu lieu au milieu da jour. 

De Cintra et de Torres- Vedras on lui attribue plus d'ÍDteDSíté 
qu'à ce deroier, ce qui est aussi Topinion de plusieurs personoes de 
Lisbonne. 

Deux correspondants de Santarém mentionnent une deuxième se- 
cousse aprés un petit intervalle. 

Les bruiis sauterrains n*ODt été signalés que de Cezimbra et de 
Cintra; de cette demiére localité on les compare au bniit produitpar 
une explosion. Des dégats ne sont signalés que de Lisbonne et de 
Cintra. 

Toutes les observations sont d'accord pour lui atlríbuer one di- 
rection Est-Ouest et pour constater Tabsence de secousses verticales, 
comme celles qui se sont produites le 9 aoàt. 

Les renseignements sur ce séisme sont beaucoup moins aboih 
dants que sur le précédant, surtout en ce qui concerne les régions de 
faible intensité. La courbe de forte intensité peut seule ètre tracée 
avec plus ou moins de rigueur; la 2* réunit les points extremes, et 
on peut supposer que la ligne zero ne doit pas en étre éloignèe. 

Zone A. — On signale des secousses violentes dans la régíon com- 
prise entre TOcéan, Torres- Vedras, Lisbonne et le Lazaret; elles cor- 
respondent au VII* degré. Comme pour le précédent, il y a des excep- 
tions; S. Domingos prés de Torres- Vedras n'a que Tindice III, Bellas 
et Cacem n'ont que IV. 

A Lisbonne, Tobservatoire D. Luiz a enregistré TefiFet à 1^35" 
aprés midi, et sa durée à 3 secondes. 

II a passe inaperçu à bon nombre de personnes qui se troavaieiít 
dans la rue, mais la panique s'est manifestée sur plusieurs points de 
la Tille, quoiqull ait eu lieu de jour. 

Les maisons ont tremblé jusque dans leurs fondations; on cite 
des chutes de platras à la rédation du joumal cTarde» (rue da Bar- 
roca) et íl s'est produit à la douane une fente assez importante poar 
que Ton ait craint la chute de la muraille. 

Les eaux du Tage furent três agitées, et battaient avec Yiolence 
centre les flancs des navires. 



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—293 — 

Comme pour le 9 aoút, des journaux prétendent que ce sont les 
points élevés de la Yille qui ont ressenti la plus forte secoasse, on au- 
Ire dit que ce sont les bords du Tage. On cite particulièrement: tra- 
vessa das Mercês, rua do Norte, Mouraria, rua das Praças (Lapa), Alto 
do Pina, comme ayant été le théatre de scènes de panique. 

Les parties basses n'ont pourtant pas été moins éprouvées; nous 
y voyons comme particulièrement secouées: la douane, la Compagnie 
des téléphones (rua de S*' Justa), TAvenue de la Liberte, le Montepio 
Geral (rua Áurea) les banques, les ministères. Une panique s'empara 
des lecteurs de la Bibliothèque publique, et Télévateur de S^* Justa se 
balança jusqu'à sa base, comme lors du premier séisme. 

Nous pouvons donc incontestablement lui attribuer le VII* degré; 
c*est grace à une moindre durée et à Theure à laquelle il s'est pro- 
duit que la panique n'a pas été aussi générale que le 9 aoút. 

CVst probablemeut à Cintra que Tintensité a été la plus forte; on 
y cite des lézardes de murs, des chutes de toits et d'une des pyrami- 
des omementales de la Miséricorde. U semblerait avoir été plus res- 
senti au château de la Pena que celui du 9 aoàt. 

On le cite aussi avec une forte intensité à Praia-das-Maçãs, Al- 
cabideche, Loures, Cascaes et au Lazaret, de Tautre cote du Tage. 
La forteresse de S. Juliao-da-Barra semblait prète à s'effondrer. 

II aurait donc éti) plus fort à Femboucbure (Ju Tage que celui 
da 9 aoút. 

U n'y a pas de données precises entre le pourtour de la Serra 
de Cintra et Torres-Vedras d'ou on le dit supérieur à celui du 9 aoút. 

Zone B. — On le signale comme faible de Torres-Novas, Caldas, 
Peniche, Lourinhã, Santarém, Azambuja, Dois-Portos, Arruda, Bucel- 
las, Alhandra, Coruche, Évora, Setúbal et Cezimbra. II n'y aurait qu'à 
Alemquer qu'il semble avoir atteint le VII* degré. 

L'ensemble de ces observations montre donc deux zones concen- 
triques, ouvertes du cõté de TOcéan comme pour le séisme du 9 aoút, 
mais le point de plus forte intensité correspond à la Serra-de-Cíntra 
au lieu de correspondre à TArrabida. 



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—294— 



S^ismefii des 2^ septembire à. d^oembi-e 1003 



28 septembre, 8 beures du matin. A Huelva on a ressenti deax 
oscillations avec íntervalle de 2 à 3 secondes, la dernière étant pios 
forte. D'après Mr. le professeur Barras Ia direction était de lEst a 
rOuest. 

Le mème jour on sigDale des secousses faibles à CÍDtra, Cascaes 
et Faro, eotre 7 et 8 beures du soir. De cette dernière localilé on 
signale trois secousses, dirígées du Nord au Sud. 

Le 14 octobre à i^SS'^ du soir on ressentít à Cadaval un léger 
tremblement de terre précédé d'un bruit semblable à celui du ton- 
nerre. II a aussí été ressenti à Alemquer, soit au Nord et au Sod de 
la Serra du Monte-Junto. II s'agit donc d'un séisme structural prodoit 
par des tassements dans les failles qui aecompagnent cette montagoe. 

1' Décembre à 6^ 40" du matin. La ville de Huelva a siipporté 
des secousses plus fortes que celles du 28 septembre, précédées d'aD 
bruit sourd. Mouvements des objets sur les tables, tintement des sod- 
nettes, ébranlement des maisons. D'autres secousses plus faibles ao- 
raient été ressenties à 8** et à H** du matin, ce qui n'est pas certifié. 
Les mouvements semblent étre vénus de TEst. (Gommunication de 
Mr. Barras à laSociété d'histoire naturelle de Sévitle, insérée daos 
le bulletin de la Sociedad espanola de Historia natural, 1903, p. 392). 

Ce séisme qui correspond au V* degré n'a pas été signalé 6d 
Portugal. 



Sur qnelques tremblements 
des cmn^eM antéirieiíreis 



Les renseignements sur les tremblemeots de terre des anoées 
antérieures sont beaucoup plus précaires dans les journaux de la ca* 
pitale et ne sont signalés que des localités oà Fintensité a été Ia pios 
forte; 11 n'esl donc pas possible de tracer exactement leurs zooes. 



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—295— 

D est probable que plasiears persoDoes ont consenré des notes 
sur ce sujet, tout au moíns eu ce cpii concerne leurs proYínces, néan- 
moins je ne crois pas sans intérét d'en mentíonner qaeiqaes-unes, rela- 
tíYes à ces dernières années, malgré tout ce qu^elles ont de lacuneux. 

1 novembre 1765.— On a beauconp écrít sur le trembiement de 
terre de Lisbonne, et dernièrement encore, Mr. Woerle' en a suivi 
les efifets sur les deux bémispbères. 

n a consulte de nombreux écrits de Tépoque, allemands, anglaís, 
français, etc, mais ne cite aucun ouvrage portugaís ou espagnol. Ce 
n'est pas un reproche que je lui fais, car son but était de fixer Téten- 
due de ce séisme, et non pas d*en fixer la marche dans la Péninsule. 

On peut presque dire que ses manifestations sont motns connues 
à 1'intérieur de la Péninsule qu'à Textérieur, il manque un travai! de 
détaíl, analysant les auteurs témoins de la catastrophe, les dépouillant 
de tout ce qui est description d^aventures, pour en récolter et inter- 
préter les observations positives, tout en cherchant à en éliminer les 
exagérations, et à se rendre compte du degré de solidité qu'offraíent 
les bátiments avant la catastrophe. Parfois la consultation d'auteurs 
moins anciens est préférable, parce qu'ils ont pu interpretar les faits 
avec plus de sang-froid et ont pu récolter plus de renseignements que 
les contemporains. Je citerai comme exemple la Corografia, etc. do 
Algarve de João Baptista da Silva Lopes, (Lisboa, 1841). 

Mes occupations ne me permettant pas d'entreprendre ce travail, 
je me bornerai à des généralités puisées à deux auteurs porlugais de 
répoque,^ et en complétant ces derniers pour TEspagne par Touvrage 
de Mr. Wokrle, ne connaissant pas de mémoire espagnol réunissant 
ces informations, quoiqu'il en existe certainement. 



^ Hans Woerle. Der ErtchúUerungibexirk dei grosten Erdbé>eni zu Liaahon. 
Mfinchen, 1900. 

^ J. J. Moreira de Mendonça. Húioria tmwenal dos terremotos que tem havido 
no mundo, com uma narração individual do terremoto do L^ de novembro de 1766, 
Lisboa, 1758. 

La bibliotbèque nationale de Lisbonne possède un recueil de brochnres panies 
en 1756 et 1758 reliées en cinq volumes portant un frontispice imprime en 1758 sous 
le titre de Collecçam universal de todas as obras que tem sahido ao publico sobre os 
effeilos que caueo o terremoto nos Reinos de Portugal e CasteUa no primeiro de novem- 
bro de í756y etc. Malgré ce titre pompeux, il ne contient que des brochares en por- 
tugais et une ou deux en espagnol. L'une décrit le séisme à Tile S. Jorge et une aotre 
à Mazagan, mais la plupart sont des écrits philosophiqaes oa religieux. 

Je possède un recueil analogue contenant 10 notices publiées en Allemagne, 
en Snisse et en Saède; Tune d'entre elles^ publiée à Bale, est méme de 1755. 

GoioinNiGAçõES. Tom. t. — Mars 190&. 10 



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— 296— 

Poúr fixer les idées, nous nous senirons de Téchelle Rossi-Forbl, 
mais dans ce cas, lés degrés VIU et VII correspondent à ane pios 
grande íntensíté que pour les séismes precedente. 

Ces renseignemente permettent de distinguer trois zones conceo- 
tríques: 

1^) Cest la province de TEstremadura qui a le plus sooffert, et 
nous remarquerons que Setúbal a été tout aussi éprouvé que Lis- 
bonne. ' U en est peut-être de mime de S. Thiago-de-Cacem, ou Téglise 
de la Misérícorde a dú étre reconstruite depuis la base. Le cas D'est 
pas douteux pour Lagos, Silves et Faro qui ont été pour ainsí dire 
entíèrement détruits, tandis que Tavira a moins souffert. 

Nous pouYons donc admettre une courbe d'intensité maxina com- 
mençant entre Lisbonne et Alcobaça, comprenant Alcacer-do-Sal, et 
laissant en dehors Beja et Tavira. 

2^) En dehors de cetle courbe, les dégate correspondraient aoi 
Índices IX et VIII, mais il y a qnelques irrégularités provenaot des 
conditions locales; par exemple Beja a moins souflfert que Moura, qm 
est pourtant plus oriental, Villa-Viçosa a plus souffert que Elvas et 
Portalegre. On ne signale pas de grands dégate à Alcobaça, qaoique 
la source volumineuse de Chequeda ait cesse de couler pendant dnq 
jours. A Coimbre, il y a eu assez de dégate pour que Ton soit teaté 
de lui appliquer le IX* degré. Porto ne correspond qu'au Vn*, tandis 
que Villa-Nova-de-6aya aurait été beaucoup plus éprouvé. Morura de 
Mendonça caractéríse Teffet general dans le Nord en disant que les 
habitante du Minho et de Traz-os*Montes n'ont eu à souflbir que dela 
frayeur. 

II y a donc lieu de distinguer une deuxième zone, Umitée paruoe 
courbe passant vers Coimbre, embrassant tout TAlemtejo et faisantune 
poínte en Andalousie pour comprendre Gordoue, Alcala et Grenada. 
Le fait que Málaga et Tétouan ont moins souffert, porterait à plojer 
cette courbe brusquement vers le Sud-Est, mais les doimées sur TAI- 
gérie sont contradictoires, et une partie du Maroc a subi de grands 
dégats. Notre but se limite du reste au Portugal et aux parties limi- 
trophes de TEspagne. 

Nous remarquerons que la partie de TAndalousie comprise dans 



^ Voyez la note de p. 279.— Les effete des secousses ont été eugérés, eomme 
le moiitre déjà un auteor contemporain, Morbira db Mendonça. II estime que ie /«• 
a consume un tiers de la ville, que le tremblement de terre a renversé Vio des mai- 
sons et en a rendu inbabitables ViOf «t que Vio sont restées hatiiCaUes. 



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—297 — 

celte coarbe ne correspond pas à Tépicentre du grand séisme de TAn- 
dalousie da 25 décembre 1885» car celui-ci s^appuyaít contre la mer 
et oe comprenait pas Grenade, ce quí est précisément le contraire 
pour 1755. 

3^) Les dégats sont beaucoap moindres en dehors de la 2^ coorbe. 
Noas ayoas déjà mentionoé ce qai coacerne le Nord da Portugal; les 
renseignemeots concordants sont connas de quelques villes d'Espagne: 
La Go^ogDe^ Yalladolid, Salamaoque, Ségoyie, Tolède, Yalence, Ali- 
cante et Gartagène. Madrid aarait un peu pias soaffert, quoíqae les dé- 
gats se limitent à des lézardements et à des chates de parties orne- 
mentales des édifices. 

Poar résuDier, noas voyons que les courbes du terrible séisme 
de 1755 s'oavreDt vers TOcéan comme c'est le cas poar celles des seis- 
mes précédenunent exaaúnés, mais elles embrassent des aires beaa- 
coup pias étendoes. 

11 novembre 1858. — Plasiears secousses de tremblements de terre 
se sont prodaites en 1858, mais celle du 1 1 novembre est la plus vio- 
lente qui ait été ressentie par nos contemporains; on dit qu'elle s'est 
étendue à toute la péninsule. 

U serait assarément fort désirable d'en fixer les courbes, en re- 
cueillant des renseignements dans les difiFérentes régions du pays, 
mais ce travail demandant an temps dont je ne puis pas dispòser, j'ai 
dú me borner à en rechercher les résullats généraux par la consulta- 
tioD du Jornal do Commercio de Lisbonne (12 au 16 novembre). II re- 
produit surtoat les rapports des autorités districtales, mentionnant les 
dégats aux édifices pubUcs. J'ai en outre demande des renseigne- 
ments sur Setúbal, la iocálité la plus éprouvée, à Mr. le capitaine An- 
tónio Ignagio Marques da Costa, quí a bien voulu faire des recher- 
ches dans le joumal O curioso de Setúbal et questionner des témoins 
de confiance. 

On mentionne 4 séries de secousses: 1^ secousse faible à 6 hcu- 
res du matin (Lisbonne); 2^ les deux secousses principales eurent líeu 
à 7** Va suivant le joumal de Setúbal et à 7** Vi suivant celui de Lis- 
bonne. Leur durée est évaluée à 8 secondes dans le joumal de Setú- 
bal du 20 novembre et à 20 secondes dans le numero suivant; les 
correspondances de province Tévalueut généralement à 20 secondes; 



^ U n'y a pas eu d'écroQlemeiit8 de Lâtiments à la Gorogne, malgré refferres- 
eence extraonlinaire de la iner (Wokiulb, p. 29 et 4i). 



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— 298 — 

3® secousse três faible à 9^^/% (Setúbal); 4^ une ou deux secoosses 
faibles à 11 heures (Lisbonne). 

Le Journal de Setúbal admet que le mouvement a été vertical, en 
s'appuyant sur diflférents faits, entre autres sur la chute d'un lustre 
d'église qui auraíl sauté hors du crochet auquel íl étail suspendn. 

De Goimbre on dit qu'il y a eu deux mouvements, un premier de 
TEst à rOuest et un deuxième du Nord au Sud. De Madrid on parle 
aussi d'un mouvement Est^Quest, tandis qu'à Lagos on admet que la 
secousse venait du S. S. E. 

Voici quelques détails sur Setúbal, extraits du journal précité 
(13 novembre). U n'y a pas à Setúbal un seul édiâce qui n'ait eu à 
souffrir du tremblement de terre (terramoto^); un grand nombre est 
écroulé ou menace ruine^ príncipalement dans le quartier de TroíDO. 
De nombreuses familles sans abri par suite de reffondrement des toits, 
se sont réfugiées dans les anciens couvents, d' autres ont dressé des 
barraques, et beaucoup sont entassées dans de petites chambres, oâ 
elles se conservent jusqu*à ce jour. 

Le numero du 20 novembre parle encore de maisons complètement 
détruites, d'autres, menaçant ruine au point que les habitants n^oseot 
pas y entrer pour en retirer leurs effets. H cite les dégats surreous 
aux églises, celles qui ont le plus souffert sont S^"" António do Postigo, 
Mosteiro de Jesus et N.^ S.^ da Annunciada, la première étant presque 
en ruines. 

Mr. Marques da Costa fait les remarques suivantes. «La Tille 
de Setúbal peut ètre divisée en trois parties se succédant de FEst à 
rOuest; Torientale ou quartier de Palhaes repose sur le Pliocène, 
forme de sables grossiers agglutinés par une argile assez rèsistante, 
la partie centrale repose sur des alluvions modemes, ce qui est aossi 
le cas de la troísième ou quartier de Troino. Ge sont ces deux der- 
nières parties qui ont le plus souffertt. 

J'ajouterai que, d'après les extraits des journaux, le quartier de 
Troino a été plus éprouvé que tous les autres, ce qui s'explique par 
sa contiguité à la dislocation qui limite le chaínon du Viso vers TEst, 
ou plutôt au croisement des deux failles N.-S. et N. E.-S. W. limitant 
je dit chaínon et qui se rencontrent précísément à Textrémité ocddeo- 
tale de ce quartier. 

Les dégats ont été tout aussi forts à Melides et à S^ André de 



> Abalo, tremor et terremoto (ou tetramolo) sont trois termes signifiant des trem- 
blements de terre faibles, de force moyenno et de grande intenaitó. 



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— 299 — 

Melides, villages du littoral, situes à 50 et 55 kilomètres aa S. S. E. 
de Setúbal, car le journal dít que les égiíses et tous les autres édifi- 
ces ont été ruinés. 

Azeitão, Cezimbra et Alcacer-do-Sal auraient un peu moios souf- 
fert; on pourrait leur appliquer rindice IX, tandis que X serait appli- 
cable aux trois localités citées antéríeurement, une mème zone réunis- 
sant ces deux índices. 

Immédiatement en debors de cette zone se trouvent des locali- 
tés d'ou Too signale des chutes de cheniinées et des lézardes aux murs 
des édifices, c'est-à-dire les manifestations correspondant à Yni. Ce 
soDt Sines, S. Thiago-de-Gacem, Évora, Montemõr-o-Novo, Almada, 
Lísbonne, Cintra, Sacavém. Nous devons appliquer le mème Índice 
jasqa'à Leiria, AlqueidSo, S^^ Amaro, Tbomar, Estremoz, Borba, et 
enfln en Algarve à Lagos et Faro, tandis que Tavira a été moins 
éprouvé. Huelva porte de nouveau Tindice VIU, tandis que Séville au- 
rail rindice IX. 

Nous avons donc une deuxième zone, correspondant à VIII, dont 
la limite passerait entre Leiria et Coimbre et se dirigerait vers le S. E. 
eo compreoant Séville, mais je n'ai aucun renseignement permettant 
de la suivre en Espagne. 

A Tintérieur de cette zone nous voyons quelques exceptions: Sé- 
ville avec IX, et Tavira, Olivaes, Mafra, Carlaxo, Santarém, Abran- 
tes qui paraissent ne devoir porter que Tindice VII. Nous avons vu 
des cas analogues au sujet du séisme du 9 aout 1903. 

En debors de la courbe VIII nous avons des renseignements sur 
Cáceres et Madrid VI ou VII, Coimbre VII, Aveiro, Oliveira-de-Aze- 
meis, Porto, Braga, Caminha et Valença VI; à Tintérieur, Villa-Real, 
aurait été moins secoué, les secousses n'y auraient occasionné que des 
chutes de verres (Mr. J. F. N. Delgado). 

22 décembre 1883.— Signalé à Tobservatoire de Lisbonne à 3*" 29" 
du matin et à celui de Coimbre à 3** 35". Après la déduction de la dif- 
férence d'heure, on voit qu'on Ta ressenti à Lisbonne 2" 58* avant 
Coimbre. 

Od évaluc sa durée à 12 secondes (Lisbonne); la direction est in- 
diquée N. E.-S. W. à Lisbonne et Villa-Franca, E.-W. à Ferreira-do Zê- 
zere et N.-S. à Porto. 

A Lísbonne, il a occasionné une certaine panique, et quelques lé- 
zardements de murailles; c'était le plus fort ressenti depuis 1858, mais 
celui da 9 aoút 1903 a été incontestablement plus violent. U n'en fut 



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—300— 

pas de mème è Caseaes, oà je me troorais, car la comparaisoo avec 
ee que roo me dit de edm da 9 aoot 1903, me fait yoir que le pre- 
mier y a été beancoap pios fort. 

Les doDoées sor ce séísme ne sont pas nombreases, celles des 
enfiroDS de iisboone ne présentent ríen qai soit digne de mentioD. ' 

Od dit qu'fl a été ressenti i Braga et dans tout le Biioho, sans 
spédfier d'antres localités; de Porto on dit qn'il a daré 3 secondes, 
on Vj qualifie de Tiolent qnoiqa'il n'ait pas canse de dégats; âestsi- 
gnalé comme três faible de Guarda. De Feireira-do-Zezere on dit qa^aoe 
détonation a été snifíe d'ane seconsse violente ayant dure 2 secondes. 
Dans FAlemtejo, on le qualifie de faible à Alter-do-Ch30i et d'E?ora od 
se borae à dire qn'il y a eu du bruit et des seconsses. 

Ces renseignements ne permettent pas de tirer de conclasíons 
positives. 

22 décembre 1884. — Les observatoires de Usbonne et de Coim- 
bre mentionnent une seconsse faible qui d'après tons les deox aurait 
eu lieu à 3^ 29* du matín. EUe est indiquée comme forte à Lisbonne 
dans le rapport de la mission d'Andalousie9 ' mais les observatoires 
prédtés Tindiquent comme abalo et non tremor, * d'oú Ton pent coo- 
clure qu'elle était faible, d'autant plns qu'elle a passe inaperçue de Ia 
population. 

26 décembre 1885. — Grand séisme de TAndalousie, ressenti fai- 
blement anx observatoires de Lisbonne et de Coimbre. 

14 aoúi 1886.—VmgéíÁeuT Ratikr se trouvant à Varzea-de-Tro- 
vões (au Nord de Ficalho) a entendu k 5 henres de Taprès-midi des 
détonations loiotaines, intensos, snivies d'nn ronlement souterraio ana- 
logue à celui d'un tombereau passant sur une route mal empierrée. 

21 février iS^.— Séisme local, accompagné d'un grand bruit, 
ayant cause des donmiages importants anx églises de Batalha et de 
Maceira. 

22 aoúi i^^i— Entre 4 et 5 heures du matín, tremblement assez 
fort, ayant cause quelques lézardes à Lisbonne, ressenti à Porto et en 
Galice, princípalement à Tuy et à Pontevedra. 

30 octobre 1896. — A 8^50" du matin, tremblement assez fort en 
Algarve. 

13 aoút 1899. — A 9 heures du soir, panique à Lisbonne et i 



Mission d^Andalousie, Paris 1889, p. II et 12. 
Voyez la no(e de p. 298. 



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— 30i — 

GÍDlra, tintement des doches du monastère de Mafra. Les renseigne- 
ments ne s'éteDdeDt vers le Nord que ju8(ia'à Coimbre et Figueira-da- 
Foz, et à l'Est jusqu'à Eyora. 

24 aml 1901. — A S^iS"* du soír, secoosses faibles, signalées de 
LisboDoe et de {'Algarve. 

4 novembre 1902.— Ou sígnale de Guarda que le hameau de Valle 
de Amoreira, sitné entre cette ville et Manteigas, a été éprouTé par un 
tremblement de terre qui auraít fait efiFondrer quelques maisons. Ce 
village se troaye sur un ílot de Gambrique dans le granite. 



DÉDUOTIONS 



Malgré tout ce que les renseignements qui précèdent ont d'incom* 
plet, il est possible d'en déduire quelques considératíons générales sur 
les tremblements de terre ayant affecté le Portugal depuis un demi 
siècle, en commençant par les séismes de 1903, qui sont les mieux 
eonnus et en passant des certitudes aux probabilités. 

1^ Catégoríes de $étimes.— Les séismes qui affectent le Portugal 
peuvent se grouper en trois catégoríes: 

q) Des séismes de grande étendue ayant leur centre dans les 
profondeurs de TOcéan, vis-à-vis de la cote ocddentale, en general 
sur le parallèle des montagnes de FArrabida ou de Gintra. Ce sont 
les plus fréquents, ou du moins les plus remarques. 

b) Des séismes ayant leur centre en Andalousie se font faíblement 
sentir en Portugal. 

c) Des séismes locaux, ayant parfois une grande intensíté. (Mas- 
sif d'Estrella, 1902; région du Montejunto, 14. X. 1903; régíon peu 
élevée, mais fortement disloquée de Batalha, 1890). 

2^ AUure des courbes isosismiques.— Les séismes des 1 1 novembre 
1858, 9 aoút et 14 septembre 1903 peuvent être representes par des 
ares plus ou moins concentriques s'appuyant contre le rivage Occiden- 
tal et diminuant d'intensité de TCuest vers TEst, ce qui montre incon- 
testablement que U centre principal de ces séismes se trouxe dans les 
profondeurs de VOcéan. 

Poar ces trois séismes, la corde des courbes de plus forte inten- 



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—302 — 

site est compríse entre le cap Carvoeiro (Peniche) et qoelqúes kilooiè- 
tre au Sud du cap de Sines. 

Dans les deux premiers cas, le centre parait ètre sur le paral- 
lèle de l'Ârrabida et dans le troisième, il serait vis à-vis de la Sem 
de Cintra. (Voyez flg. 1). 

Par analogie, on peut raltacher à ce type les tremblements du H 
décembre 1883, 22 aoút 1891, et 13 aoút 1899, sur lesquels on na 
que peu de renseígnements. 

Vers le Nord, la zone de plus faible intensité s^étend jusqu eo 
Galice en 1858, 1883 et 1891, tandís qu'elle ne dépasse pas la froo- 
tière portugaise dans les deux séísmes de 1903, quoíqu'ils aient été 
plus intenses que les deux précédents. 

La courbe dlntensíté moyenne de 1858, et celle de faible intensité 
du 9 aoút 1903 forment vers le S. E. une pointe atteignant TAndalousie. 

Le terrible séisme de 1755 difTère príncipalement des précédents 
en ce qu'il s'étend davantage vers le Sud. Sa courbe de plus forte in- 
tensité part du Nord de Lisbonne et se bute contre TOcéan à TEst de 
Faro, tandis que la deuxième courbe forme vers le S. W. une pointe 
comprenant TAndalousie. II semblerait que dans les sièdes passes les 
séismes se faisaient sentir davantage en Algarve que ce n'est actael- 
lement le cas. 

3^ Influence de la nature du soL—Les zones d'égale intensité em- 
brassent les terrains les plus divers: granite, scbistes azoiques, roches 
paléozoiques, calcaires et grés mésozoíques, conglomerais peu coosis- 
tants du Tertiaire. Sauf pour les villes, les indications ne sont, en ge- 
neral, ni assez exactes, ni assez nombreuses pour montrer le rappori 
entre les efifets du séisme et la composition lithologique du sol. 

4^ Influence du reliefdu soL — Les courbes isosismiques du 9aout 
1903 montrent des irrégularités paraissant inexplicables pour le mo- 
ment, mais dépendant plutôt des masses montagneuses que de la na- 
ture du sol. La príncipale consiste en une sorte de golfe que la 3' zone 
forme au milieu de la 2®; elle comprend la partie supérieure du bas- 
sin tertiaire du Tage et englobe sur trois côtés une ceinture de ter- 
rains granitiques et paléozoiques. Au Nord, elle se prolonge par une 
ligne étroite jusqu'à TOcéan. 

Cet avancement de la zone C dans la zone B semble avoir sa ré- 
percussion dans Ia vallée d^Arruda, ou la zone B entre daos A, 

Un avancement moins accentué de C dans B se trouve à Tintei^ 



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— 303— 

section da fleave Mondego. En ce poiot, il semblerait qae le massif de 
la Serra d'Estrella a été moins secoué que les régtons qui se trouvent 
à son pied (S. W., N. W., N. E.). Les secousses ont été iosensibles aa 
sommet de la montagoe. 

II eo serait peut-ètre de même à Ia Serra de Cintra (Almoçagéme, 
Pena?), tandis que la montagne de TÂrrabida a été aussi secouée en 
haut qu'en bas (S^^ Anna, Ge/imbra). 

Le contraire a lieu dans le massif du Sico (jurassiqne), ou Pom- 
balinho (altitude SOS"") presente Fintensité VI, tandis que Pombal, qui 
est au pied, ne presente que IH. 

5^ Influence dei dislocatxons du sol. — U est incontestable qu'une 
coDoaissance plus approfondie de Ia distribulion de Tintensité mon- 
trera de grands rapports avec les failles. Les séísmes affectent tou- 
jours une grande intensité à Lisbonne, or la rive Nord du Tage pre- 
sente en ce point des ílexures longitudinales ' paraissant étre les avant- 
coureurs d'une dislocation plus considérable, qui occasionnerail Temer- 
geance d'une ligne de sources thermales. * 

La cbaíne de 1' Arrábida, autre région à secousses intenses, est 
formée par des voútes asymélriques, presque monoclinales, par suite 
du piongement du versant meridional dans la mer, et Setúbal est, 
comme nous Tavons vu, sur le croisement de deux failles, le quartier 
le plus rapproché de ce croisement étant le plus éprouvé. 

Eníin nous mentionnerons encore que les trois séismes locaux, 
précités, se trouvent précisément dans des régions disloquées. 

6** Rapport avec laprofandeur de VOcéan.— La pointe méridionale 
de Ia péninsule de Setúbal est entourée, à TOuest et au Sud, par de 
fortes profondeurs de TOcéan. 

Du côté de TOuest, la ligne bathymétrique de 100 mètres se trouve 
à une distance de 4 à 5 kilomètres de la cote et à 1,5 kilomètre au 
Sud du cap d'EspicheI. Elle s'éloigne peu à peu et se trouve de nou- 
veau à 4 kilomètres au Sud de Cezimbra, d'oú elle s^éloigue brusque- 
ment de la cote, mais il y a lieu de faire la distinction entre la sur- 
face du cone de déjection du Sado et la profondeur ou se trouve le 
terrain structural. Voyez la carte n° 1. 



* P. Choffat.— Tunnel du Bócio, voyez le cbapitre IV et la planctie IV. Lis- 
bonne, 1889. 

2 Idem. — Contrilrttíion á la connaifsance gédogiqve det iources mmérO'thermale$ 
dei atres métozoiqua du Portugal, Lisbonne 1893. 



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—304— 

He pmSIm pnÊmámn n^exutent pas sar les borris de la sem 
áê Ciain^ mxà id les aBofíoDS joueot no rMe beaoconp pios impor- 
teot qa"k reoÉboodnre do Sado. 

La lígne balhjmétríqoe de 100 mètres contourne le cap S^ Vin- 
ceat i mie dístanee beaaooop pios grande qoe ce n*est le cas pour le 
eap d^EspicbeL Elle est i prés de 5 kflomètres du cap, et son éloipe- 
meot do Uttoral meridional de rAlganre varie de 8 à <6 kilomètres. 

Qoant aox grandes profondeors, noos rappelerons qoe le baoc 
de Gorringe qoi se troore à 200 kilomètres W. S. W. do cap S* Vin- 
cent, forme la séparation entre deox bas fonds dépassant 5000 mè- 
tres. Celoi do Sod poorrait avoír one certaine ínfloence sor le litto- 
ral de rAlganre, tandis qoe celoi do Nord fait face à la cote de I'Alem- 
tejo, et obUqoement aox emboocbores do Tage et do Sado. 

V Cenires secandaires.^Ld séísme do 9 aoot 1003 noos fait Tdr 
des Uais de i4 et de B ao milieo de la zone C, complèíemem separes de 
la zone d*égale intemiU (Atalaya et Castello-de-Vide). II semble que ces 
centres secondaires résoltent de moovements intéríeors du sol, proTO- 
qoés localement par la secousse générale. 

Ce cas est peot-étre aossi applicable ao séisme de 1755 car la 
régíon qoi s'étend de Grenade à Cordooe semble avoir été pios épron 
Yée qoe SéYílle, mais je n'ai pas assez de renseignements pour poo- 
Yoir entrer dans les détaíls. 

8* Rágiofu intíiales.— A en joger par les tremblements de 1H8Í-85, 
de 1806 et des 28 septembre et r décembre 1903, les séismes qui af- 
fectent le Portogal auraient deux centres principaux. Le plus impor- 
tant est celoi qoe noos venons de constater sur les parallèles des em- 
boocbores do Tage et du Sado, tandis que le 2* se trouverait en Ãn- 
daloosie. 

En general ces centres agissent indépendamment Fun de Tautre, 
la secoosse se propageant naturellement dans le paysvoisin; d'autres 
fois il y a altemance. 

Gomme secousses partant de la région du Tage on peut citer celle 
do 9 aoât 1903, qoi n'a été qoe faiblement ressentie en Andalousie, et 
celle do 14 septembre de la méme année qui y a passe inaperçue. In- 
versement, la forte secoosse do r décembre 1903, à Huelva, a passe 
inaperçue en Portugal. C'est probablement à ce foyer que Ton doit 
rattacher les secoosses ressenties en Algarve en 1896. 

Conune séismes partant altemativement des deox centras, oo 



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— 305 — 

peut citer les seconsses áa 28 septembre 1903, qni ont eu lieu á 
8 beures da matin à Huelva, et entre 7 et 8 heures du soir en Por- 
tugal. Un autre cas nous est foarDi par le grand tremblement de terre 
qni devasta rAndalousie le 25 décembre 1884; il avait été précédé 
trois jours auparavant par une secousse à Lisbonne. 

Les déductions quí précèdent demandent en general à ètre con- 
firmées par de nouvelles observations, plus nombreuses et plus cer- 
taines. Mon bnt en écrívant celte notice a été d^éviter que les phé- 
Domènes de 1903 ne tombent dans Toubli, comme lenrs prédéces- 
seurs, et de montrer combien il est regrettable qu'un pays aussi sujet 
aux tremblements de terre ne soit pas entre dans la voie de leur ob- 
senration méthodique. 

On n*y parviendra qa'en établissant un réseau d^obsenrateurs de 
bonne yolonté, cbargés de distríbuer des questionnaíres dans leur ré- 
gion lors de chaque tremblement de terre, en tenant compte des acci- 
dents géognoslíques princípaux. Ce systéme qui est établi en Suisse 
depuis plus de 20 ans, y a donné d'excellents résultats. 



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— 306— Ijjjjjfpj 

;T 1905. 



Remarques snr leis cai*te«i 

La couleur rouge est employée exclusivement pour les indicatioDs \jv^ 
sismiques. 

Les chiffres indiquent le degré d'intensité d*après Téchelle Rossi- ; 
FoREL. LorsquMls sont suivis d'un point dlnterrogation, ce signe si- 
gnifie le doute vers un degré plus élevé. Le point d'interrogation sans ; » 
chiffre indique des renseignements ne permeltant pas la classificatioD. 

La l**^ carte est destinée à Ia comparaison entre les quatre séis- 
mes les mieux connus, 1903, f 858 et 1755, et ne contieut que leur 
courbe de plus forte intensíté, de degré différent pour chacun d'eux. 

Les courbes bathymétriques montrent le rapport avec la profon- 
deur de la mer. Celle de 100 mètres a été tracée d'après la carte de 
TAlgarve de Mr. A. Giraud, qui accompagne le mémoire de S. M. 
D. Carlos sur la pèche du Ihon, d'après la carte des cotes du Portu- ; 
gal de la Dírection hydrographique d^Espagne (1877) et d'après le plan \ 
hydrographique entre le cap da Roca et Cezimbra, de la Dírection ^''^^ 
générale des travaux géodésiques (Lisbonne, 1882). La courbe de 
200 mètres est empruntée au pr^^mier de ces ouvrages et au Portu- 
gal agricole, et celle de 3000 mètres à la carte de TOcéan atlantique 
de MiLNE Edwards reproduite dans le premíer ouvrage cilé. L'espace 
ne permet malheureusement pas de tracer les courbes de 4000 et 5000. 

Dans les cartes 2 et 3, toutes les localités sur lesquelles il m'est 
parvenu des renseignements sònt indiquées par un point. En se repor- 
tant au texte, on trouvera facilement les noms abrégés ou omis. 

Dans la V carte, le degré dintensité n'est indique pour les zo- 
nes A et B, que pour les localités faisant exception; le degré normal 
étant 7 pour la zone A, et G pour la zone B. 

La 3* carte represente en premier lieu le séisme du 14 septem- 
bre 1903, compris dans les deux courbes isosismiques aboutíssant à 
la mer. Les petits cercles poinlillés et teintés indiquent les secousses 
locales signalées de Pragança et Alemquer le 14. X. 1903, de Batalha 
et Maceira le 21. IL 1890, et de Valle-de-Amorcira le 4. XI. 1902. 
Ces localités sont les seules qui ne se rapportent pas au 14 septem- 
bre 1903, et Coímbre est la seule localité se référant à cette date, qui 
se trouve en dehors de la ligne isosismique extérieure. 



TT.i; 



á 



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rDETERRE 
T 1903. 



-r«ua» 



t^^^^* 




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VIII 
FADHE CAIBSIEHIE DO HAOMLEITEJO (PORTOGiL) 

PAH 

J. F. NERT DELGADO 



PRElflÀRB PARTIB 

CONSIDÉRATIONS STRATIGRAPHIQUES 

La formation schisteuse, que dous avons nommée Cambrien infé- 
ríeur (Cb*) dâns la carte géologíque du Portugal publiée en <899 en 
collaboration avec notre savant coUègue Mr. Paul Chopfat, correspond 
sans douta eu grande partie au Précambríque de plusieurs géologues, 
et a un caractere sédimentaíre tellement acceutué qu'il semble extraor- 
dinaire qu'on D'y esl pas découvert le moindre vestige de fossíles, 
malgré les efforts persislants employés dans ce but. 

Le système cambrique indique dans notre carte, tel que nous 
]'aYons considere alors, d*accord avec les résolutions prises par le 
CoDgrès géologique internalional, est donc conslitué par toute la puis- 
sante série des couches comprises entre rArchaique et le Silurique in- 
férieur. Nous y avons établi deux divisions, que nous avons nommées 
Cambrien inférieur et Cambrien supérieur sans prétendre les parallé- 
liser avec les divisions stratigraphiques ainsi dénommées communé- 
ment par les géologues. 

Ces désígnations signifient tout simplement un assemblage de cou- 
ches formant deux séries ou étages distincts, auxquels il serait préfé- 
rable d'appliqucr les dénominations géograpbiques de formation schis- 
teuse de la Beira et formation schisto-caleaíre du Haut-Alemtejo. Ge- 
pendant nous les avons nommées ainsi pour nous rapprocher autant 
que possible de Ia classification adoptée dans la carte géologique in- 
temationale de TEurope. 



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— 308— 

L'étage inféríeur est príncipalemeDt constitué par des schistes fins 
et des grauwackes, et comine noas venons de le dire, il n'a fourai jus 
qu'à présent aucun fossíle. L'élage supéríeur, composé essentíellemeni 
de calcaires, comprenant aussi des quartzites^ des grauwackes et qoel 
quês schistes, renferme au contraire une faune yaríée, tout à fait in 
connue daus le Sud de FEurope, mais correspondant sans nul doute à 
une des phases les plns anciennes de Ia faune prímordiale silanenoe 
d'autres pays (Cambriqne des classificatíons modernes). A un niyeaa 
supéríeur, qui correspond au toit de Tétage, et en connexion intime 
avec une manifestation volcanique, on a découvert les vesUges d'nne 
algue, qui represente peut-étre l'organisme vegetal )e plus ancien ayanl 
jamais existe à la surface du globe. 

Ges deux étages sont respectivement designes dans notre carte 
géologique par les monogrammes Cb^ et Cb\ 

Le premier étage correspond plausiblement h la parUe supérí- 
eure de l'Algonkien (partie culminante de rHuronien, Keweenawan de 
Brooks, Briovéríen de Charles Barrois). Le second étage represente 
le Cambrique proprement dit. Toutefois, quoique Fon reconnaisse la 
transition graduelle de notre Précambrique à la base de CfrS la liaison 
de cet étage avec Cb^ par ses caracteres liihologiques n'est pas moins 
intime; aussi avons-nous reuni tous les deux par la méme couleur, en 
nous éloignant sur ce point de la classiflcation généralement adoptée. 

L^afiSeurement cambrien du Haut-Alemtejo est séparé de celai de 
la Beira par un inlervalle de 25 kilomètres» occupé par des graniles, 
et il diíTère essentiellement de ce demier, en ce que les calcaires, qui 
manquent presque absolument dans le Cambrique plus ancien, y ont 
une importance remarquable. 

L'affleurement cambrien de FAIemtejo est oriente dans la direc- 
tíon du N. O., s'étendant depuis les bords du Guadiana prés d^Elvas, 
j>usqu'au dela d*Alter-do-Ch3o, prés du chemin de fer de FEst; on peut 
fadlement Fétudier en parcourant la grande route reliant Estremoz à 
Elvas, qui le traverse dans sa plus grande largeur. On reconnaít 
immédiatement qu'íl se compose d'une divisíon supéríeure, calcaire, 
três puissante, et d'une division inférieure, schisteuse, encore plus 
épaisse, formée de quartzites, de schistes et de grauwackes pour Ia 
plupart d*une couleur verdátre, avec diabase inlerstralifiée, dono mon- 
trant une composition analogue à celle que D. José Macpherson re- 
connut dans le Cambrique de Guadalcanal, dans le Nord de la pro- 
vince de Séville. Autant que Fon peut en juger par la descríption du 
regretté géologue espagnol, Faffleurement du Cambrique du Haut- 



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— 309 — 

Alemtejo doit étre le prolongement de celui de Guadalcanal et Cazalla 
de la Sierra, avec lequel il est rígoareasement aligné. Dans cette con^ 
trée andalouse on observe aassi une assise de calcaires, à la base de 
laqnelle od a découvert Texemplaire à^Archaeocyathus marianus Rgbm., 
ce qai porta Macphkbson à rapporter ces strates au Cambríqae supé- 
rieur, bd les considérant comine équivalents du grés de Potsdam au 
Canada. ^ 

En Portugal, on n'a pas encore déconvert ce fossile; cependant 
dans UD lit de tuf diabasique fin, de couleur verdátre foncé» interstra- 
Hfté daus le toit de Tassise de calcaires, donc à un niveaa supérieur i 
celoi de VArchaeocyathus, on a ramassé plnsieurs mooles d'une eapèce 
d^algue (Ikioiensia Delgadoi W. de Lima)' qni est peot-ètre, comme 
noas Tayons dit, le plus anden représentant fossile du rògne vegetal 
déconvert jusqn'à ce jour, et qui, par une singulière coínddence, mon- 
trc une grande analogie, sanf ses dimensions beaucoup plus grandes^ 
avec une espèce d'algue existant actaellement prés des cotes du Portu- 
gal (Cladoitephus spongiosus) ' dont elle pourra être considérée comme 
on prédécesseur gigantesque. Ce fossile a été recneiUi prés du hameau 
Monte de DegoUa, à un peu plus d'une lieue au Nord d'Elvas, sur la 
roule qui conduit au village de Santa Eulália. Tout prés du lit fossi- 
lífère, et faisant une parfaite transition à celui-d, se trouve une dia- 
base, qui, par sa désaggrégation peut avoir foumi les éléments pour 
Ia formalion de ce lit, et en effet la compositíon des denx roches est 
três semblable. ^ 

Comme nous Tavons dit, les fossíles ont été trouvés dans un lit 
de tuf diabasique de (T,! d'épaisseur, occupant trois plans de strati- 
fication différents, et seulement dans la partie saine de la roche, dans 
Tétendue de 4*" à peu prés. 

Sur le prolongement de la strate. Ia roche se trouvait altérée 
des deux cõtés, et il n'a pas été possible d'y découvrir de fossiles. 
Comme les couches sont três dérangéeB, le lit fossilifére a partidpé á 



1 Mr. Charles D. Walcott a range cette espèce dans le genre EthmojphyUwn 
Mekk, dont les formes, en Amériqne, ont toutes été rencontrées dans le Lower et le 
Middle Cambrian (Tht Fauna of the (Henellus Zone, p. 60i). En oe qni concerne 
spécialement Kespèce citée, il dit qae parmi tootes les espèces de la faune prímordiale 
de l'Espagne, Ethmophi^um marianum Rguoer (op. cit., p. 580) est la seole qoi poisse 
étre rapportée à la faonc d'Olenellus. 

' Communicações da Direcção dos trabalhoi geologieotf L m, p. 94. 

3 Ibid., t. m, p. 04. 

« U>i<L, t. n, p. 130. 



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—310— 

C6S accidents» en disparaissant par suite d'aD pliss^ient, de sorte 
qu^OD De peut pas le suívre. 

La formation calcaire, sur laquelle est assise ViUa Boim, se dé- 
yeloppe vers TEst sur la ronte d^Elvas, eu occupant plus de 6 kilo- 
mètres de largeur, sans Unterpositiou d'une seule coucbe visible de 
sdiiste. EUe s*étend vers le Nord jusqu'à Barbacena, ou elle est io- 
terrompue par les granites. 

Les calcaires sout gris ou gris verdátres; ils ont d^ordinaire la 
texture compacte^ mais daus quelques banes ils sont fluement granu- 
laires et mème saccharoídes. En plusieurs endroits ils sont schistoi- 
des, surtout daus la partie inférieure de Tassise, se divísant en dalles 
minces de peu de centimètres d'épaisseur, séparées par des lames de 
schiste; néanmoins sur les tranches des couches, la jonction des diffé- 
rents lits leur donne Taspect de banes épais, la stratiGcation devenant 
absolument indistincte lorsque ces lames font défaut. 

A FEst de YiUa Boim les calcaires ne montrent pas la stroctnre 
tabulaire ou schístoide; les fragments sont de formes irrégnlières, 
mémes ceux provenant de quelques couches ayant Taspect zoné. 

Les calcaires schistoides, à leur limite ocddentale avec la forma- 
tion schisteuse sous-jacente, suivent vers le N. N. O., avec plongement 
vers FEst. A cette hauteur se montrent aussi quelques gros banes de 
calcaire compact gris-verdátre, en d'autres points rougeátre, qm sont 
traversés par la route royale à FOuest de Villa Boim. 

Les couches se montrent diversement ondulées, inclinant vers plu- 
sieurs directions, ordinairement en pente faible, étant niême borizonta- 
les sur quelques points. U est donc évident que les mémes couches se 
répèteiit souvent par suite du plissement, ce qui origine la grande lar- 
geur quoccupent les calcaires; mais on reconnait en tous cas que 
leur puissance est enorme, malgré toutes ces repétitions. 

Vers le Sud de Villa Boim les calcaires s^étendent jusqu'à mi- 
distance entre la route royale et le Guadiana, ou ils supportent le sig 
nal géodésique de 1" ordre du Rego; un peu plus vers le Sud ilsdis- 
paraissent subitement, entourés des schistes plus anciens sur lesquels 
en quelques points ils semblent reposer en stratification discordante. 
Au Nord de Villa Boim ils forment une pointe étroite, qui finit peu 
au-delà de Monte de Villa Fernando (Conceição), bati exactement sur 
la ligne de contact des calcaires avec les quartzites qui leur sont im- 
médiatement sous-jacents. Ces quartzites occupent une anse ou dé- 
pression du sol entre les calcaires de Villa Fernando et ceox qui 
s'étendent ju8qu'à Barbacena. Ils ont des caracteres três varies, pas- 



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— 3il — 

sant horizoDtalement à nn schiste dur, blanchâtre» qui se continue vers 
le Sad sur ane grande étendue, accompagné des calcaíres, et se dívi- 
sant ordinairement en petits fragments de forme prísmatíqoe. Qnel- 
qaes mínces lits de calcaire y paraissent intercales; ils annoncent le 
passage à la puissante assise de calcaires de Villa Boim. 

Ces quartzitos forment un massif puissant, auquel est subor- 
donnée une couche lenticulaire três irrégulière, de schiste dur, micacé» 
gris foncé, ou Ton a découvert des restes de Trílobites et d'autres fos- 
siles, qui par leurs formes appartiennent évidemment à la faune pri- 
mordiale: Paradoxides, Microdiscus, Olenopsis, etc, joint à des restes 
de Ptéropodes et des moules de petites biyalYes (Brachiopodes et La- 
mellibrancbes). 

Cette faune montrant des caracteres spéciaux est tout à faít diffé- 
rente de Ia faune primordiale découverte en plusieurs points de TEs- 
pagne, et ressemble plutòt, par ses caracteres, à la faune primor- 
diale des régions paléozoiques du Nord. EUe se compose de plus d'une 
Tingtaine de formes différentes de Trílobites, 3 ou 4 de Ptéropodes, 
plusieurs petites espèces de Lamellibranches (Modiolopsis et autres 
genres) et 8 espèces de Brachiopodes. 

Cette beureuse trouvaiDe a donné la clef de classification de la 
puissante assise de calcaires de Yilla Boim, três diCQcile à distinguer 
des calcaires du Précambríque, et a en môme temps flxé Táge des schis- 
tes et des quartzitos que trayerse la grande route à rOuest des calcaires. 

Dans les points ou la stratification des calcaires est yisible, on 
reconnaít que les couches plongent plus ou moins fortement en seus 
diyers, atteignant parfois la verticale et permettant de reconnaitre des 
plis, ou autrement dit de conclure à la répétition des couches. Néan- 
moins, il est hors de doute que Tétage des calcaires est supéríeur à 
celui des schistes, par conséquent supéríeur aussi à la strate fossili- 
fère dont nous venons de parler. 

Une coupe faite de Villa Boim vers TOuest suivant la route d'Es- 
tremoz, donne en ordre descendant la succession suivante de couches 
sous-jacentes aux calcaires, sur lesquels ce village est assis. 

1. Quartzite fin, grís, blanc à Textéríeur, en partie micacé, for- 
mant de gros banes et aussi des strates moins épaisses. Par suite d'un 
commencement d'altération due aux agents extéríeurs, cette roche se 
divise en petits fragments de formes prísmatiques irréguliêres, et, se 
chargeant d'arg]le en plusieurs points, elle fait transition à un schiste 
plus ou moins dur auquel elle est intimement liée. 

Dans cette assise, qui doit avoir à peu prés KKT de puissance, 

GoMMUKiGAV^tes. Tom. t.— Atul, 1904. 2i 



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— 312 — 

on Yoit quelqoes lits de calcaire intercales, formant la liaison avec 
Tassise calcaire supérieure, laqnelle acquiert nn três grand déyelop- 
pement vers TEst dans Villa Boim et sur la route d'El?as. Cest seu- 
lement à la base de la formation calcaire, dans le village mème, qne 
Ton Yoit rintercalation d^une couche de schiste, ou plutôt d'argile schis- 
teuse verte, d*aspect analogue à celui de quelques couches de Ia for- 
mation schisteuse sous-jacente, établissant par conséquent Ia liaison 
des calcaires avec cette série pias anclenne. 

La couche de schiste fin, compact, gris bleuátre foncé, qui eon- 
tient les fossiles de la faune prímordiale, est sobordonnée à cette 
assise de quartzites. Les fossiles ont surtont été découverts dans la 
partie supérieure de la couche et prés dú quartzite, dans un lít de{P,l 
ou un peu plus d*épaisseur. Ge schiste est parfois dendrítique et ren> 
ferme des concrétions siliceuses três dures, dont quelques-unes sont 
ferrugineuses, ces taches ochreuses étant un bon guide ponr Ia recher- 
che des fossiles. 

La couche fossilifère a la forme lenticulaire, elle est interrompae 
en plusieurs points, s'amincit en coin et disparait prédsement au point 
qui a foumi la plus grande abondance de fossiles. 

La strate fossilifère n'est donc pas continue; les lentilles de schiste 
gris noirátre contenant les fossiles paraissent accidentellement, et ponr 
ainsi dire sporadiquement au milieu du quartzite oa du schiste dor, 
blanc; néanmoins à une courte distance de Yilia Boim vers le Sud 
elles disparaissent tout à fait, le quartzite se liant horízontalement aox 
schistes sans fossiles, auxquels, comme nous Favons dit, il forme une 
transition graduelle. 

Les fossiles ont été récoltés pour Ia plupart prés du hameau 
Monte de Valbom, à un quart de lieue au N. O. de Féglise de Villa 
Boim, au Nord de la grande route. 

De cet endroit Ia couche suit vers N.27°0. parfaitement verti- 
cale, ce qui est aussi le cas pour un autre point situe plus au Sud, aa 
bord de cette route, et oú Ton a aussi recueilli des fossiles. On a en- 
core découvert des vestiges de fossiles en trois autres points sur la 
méme direction; ils embrassent tous ensemble la longueur de 4 kilo- 
mètres ^ puis la strate fossilifère disparait vers le Nord et vers le Snd 
parmi les autres schistes. 



^ Ces trois gisements de fossiles sont: Chafariz d'EI-Rei, sar la roate d*El¥u 
à Orada, au N.O. de Villa Boim; i3Q0^ au N. de Monte de Cayalleira, sor la grande 
route à rOuesl de Viila Boim ; et prés de Monte de Cavalleira^ à S.O. de Villa Boim. 



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— 313 — 

2. Quartzite alternant avec quelques schistes, ayant des lits de 
calcaíre corapact subordonnés, lesquels deviennent graduellement plus 
míDces et plus rares vers la partie inférieure de la couche. La puis- 
sance totale doit être approximativement de 50"*. 

3. Schisles et quartzites en strates alternantes, les premiers pré- 
dominant de beancoup, et renfermant en outre quelques lits três min- 
ces de calcaire subordonués. Gelte assise est três puíssante. 

4. Grauwackes et schisles en strates alternantes três épaisses, 
quelques-unes atteipant jusqu'à des dizaines de mêtres d'épaisseur. 
Plasieurs nappes de díabase contemporaine intercalées dans ces stra- 
tes, ont fournl en partie les éléments constitutifs des roches sédimen- 
taíres. La couleur predominante de ces roches est le gris verdátre; le 
sol qu'elles constituent a cependant une couleur blanchátre ou jaunâtre, 
qui contrpste notablement avec la couleur plus foncée du sol, prove- 
nant des schistes siluriens, qui se développent vers Toccident. 

Les schistes forment aussi quelquefois des lits minces, qui sépa- 
rent les banes de grauwacke; d'autres fois, au contraire, ils forment 
des couches épaisses qui diyisent les strates plus minces de la grau- 
wacke. n y en a qui sont durs, gris, et montrent sur les tranches 
des couches des raies blanches, indiquant la stratiflcatíon ; d'autres 
sont mous et se séparent en três menus fragments par suite de Taction 
almosphérique. Quelques couches ont la couleur verte, celle-ci étant 
ia couleur dominante dans la partie inféríeure de Tassise, qui se dé- 
veloppe vers le couchant jusqu'à la limite du grand affleurement si- 
lurien à 8 kilomêtres à TOuest de Villa Boim. 

Dans une notice que nous avons publiée sur la découverte de la 
faune cambrienne du Haut-Alemtejo *, nous avons indique d'une ma- 
nière générale la composition de cette faune et explique le motif qui 
nous porta à la considérer líée à la faune cambrienne des contrées 
paléozoiques du Nord de TEurope et de rAmérique. Les matériaux 



Cest seulement dans le prcmier de ces points que Ton a obtenu quelques fossiles 
ntilisables. Encore plus au N. de Chafariz d'El-Rei, le Monte de Villa Fernando (Con- 
ceição) est précisément assis sur la ligne de contact des quartzites avec les calcaires 
qui vontà Villa Boim,ceux-l& renfermant un lit de schiste dur grisfoncé, danslequel 
on découYrit de petits fragments épars et indétermínables de la glabelle et da thorat 
d'nne seale espèce de Trilobite. 

On Toit donc que la formation du quartzite^ qui pst un áéipòi local, prepara les 
conditions biologiques propres au développement de la faune primordiale, que Ton 
ne découvre qa'aa contact de cette roche ou dans sou voisinage. 

*■ Sur Vexistenee de la faune primordiale dam le Alto Alemiejo (GommunicaçGes, 
t. m^ fase. 1» p. 97. Dezembro^ 1895). 



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—314— 

que notts avions alors rassemblés étaient cepesúáãut insufCsants poor 
fonder cette opinion et pouvoir faire la descríption des difiTéraites es- 
pèces obtenues, aossi avons-DOiis attenda le résnltat de nourelles fo# 
les, que noas avons fait opporbmémeot répéter avant d'écrire ce mé- 
moíre. 

Le pias grand Dombre d'exemplaíres qoe noas ayons obtoDus pro- 
vient d'one excavatíoo déjà antéríeorBnent conuDencée daos Faire de 
Monte de Valbom, à 1200* aa N.O. de Téglise de Yílla Boim, elnn 
kilomètre au Nord de la grande roate de Lisbonne à Elvas. Ayant 
élargí et approfondí rexcavatioD, noas avons obtena an grand nom- 
bre de fossiles; presqae toas les spédmens representes sor nos pias- 
ches (à Texception d'ane doazaine) proviennent de ce point; taodísque 
les autres gisements explores, n'ont gaère donné d'exeaiplaire3 utili- 
sables. 

L'excavation pratiqaée prés de Monte de Valbom, oà la strate de 
schiste fossilifère montre sa plus grande épaissear, a atteint one pitH 
fondeur de S*" à 3",5 sar 3",5 de largeur sor la moitié de sa longos, 
qui était de 15"^. Ainsi, on a extrait an minimam de SfíT^ de schiste. 
lequel fut entièrement brísé en petits fragments, et ces deroiers soí- 
gneusement examines; par ce travail on réassi à ce que qoelqoeses- 
pèces soient représentées par de nombrenx indívidas. 

Les fossiles étaient três irrégulièrement distríbaés dans le schiste, 
cependant ils fiirent trouvés en pias grande abondance à deox DiTeaai 
ou lils différents ayant cbacun fS centimètres d'épaisseor à pea prés; 
ils étaient separes par un intervalle de l*" de schiste pias micaoé et 
généralement plus grossier, renfermant de petites concrétions calcai- 
res, dans lequel les fossiles étaient peu nombreux; il était daillears 
difQcile de les obtenir dans les deux líts précités, qaoique qu'ilsy soient 
relativement abondants. On n'a point trouvé de fossiles en dehorsdeb 
tache noire ou gris foncé du schiste, dans les parties oà il se montre 
blanchâtre. La stratification verticale des couches et la conflguration do 
terrain, à peu prés horizontal au point oú Ton ouvrít TexcavatioD, r3h 
dait fort diCBcile Texploitation du schiste^ qui formait une masse touU 
fait compacte, divisée seulement par quelques plans verticaox indiqoaot 
la stratification. Les fossiles ont tous été trouvés à Tétat de moulesoa 
d'empreintes extérieures. La plupart d'entre eux sont des restes de la 
téte de Trilobites, les joues mobiles manquant presqae toajoars. Les 
fragments du thorax sont rares, ainsi que les pygidiums, qui soot íoqs 
de dimensioDS extrêmement exiguês» en contrastant avec ceUes des deox 
autres parties du corps. 



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— 315— 

La matière fossilisante semble avoir été la sidérite. En effet, un 
des Trílobites montre encore une partie da test fossilisé par ce mine- 
ral, et le moule presente des taches d'un jaune ochreux, sans doute 
par l'hydroxyde de fer provenant de la décomposition de Ia méme sub- 
stance. En plus de cet exemplaire, plusieurs autres présentent aussi 
des taches analogues, et c'est précisément le schiste à pelites taches 
fernigineuses quí a foumi le plus de fossiles. 

Notre faune cambríque se compose d'espèces pour la plupart 
nouvelles. Ce sont princípalement des Trílobites en fragments déta- 
chés, auxquels se joignent plusieurs espèces de Ptéropodes, de Lamel- 
líbranches et de Brachiopodes en quantité de beaucoup inférieure, puís- 
que presque tous les exemplaires de ces classes, que Ton a recueíllis, 
sont representes sur nos planches. 

L'existence de plusieurs espèces de Lamellibranches dans notre 
faune cambríque doít attírer particulièrement Tattention, car elles lui 
donnent un aspect caractéristique; cette classe ne se trouve représen- 
tée que três faíblement dans tous les bassins cambríens, et en Âmé- 
rique, jusqu'en 1890, selon Walcott, on en n'avait mème découvert 
que deux espèces: FardiUa Troyensis Barr. et Modioloides prisca Wal- 
cott, appartenant à la faune d'01enellus; de plus, il estbienà remar- 
quer que les Lamellibranches manquent au-dessus de cet horizon dans 
toute répaísse série de dépõts quí le séparent de la base du SUuríque 
inférieur (Ordovicien)*. 

Quelques formes de Microdiscus ont foumi une quantité innom- 
brable de têtes et de pygidiums détachés, tandis que les pygidiums des 
autres genres sont três rares, comme le sont aussi les segments du 
thorax, quí presque tous ont été figures sur nos planches. 

II parait que Tenroulement était possible pour certaines espèces 
de Trílobites, mais nous n'avons pas vu un seul exemplaire parfaite- 



1 La présenee de ces deox espèces, dit Walcott, est do plns grand intérét, car 
pas un seul exemplaire de la méme classe ne se troa^e daos la suecession géologiqae 
SYant rapparítion soadaine do groupe d'espèces dans les strates de rAreníg (Lotar 
SUurittn) de la partie méridionale da pays de Galles. {The Fauna ofthê Lower Cam» 
brian or (Henellus Zcnê—Tenth annual Report of lhe U. S. geol, Surv., p. 589.) 

Gependaot, le dr. H. Hicxs, en décrivsnt les roches des entirons de S*. DaTÍd's 
(Q. J. geol. Soe., Tol. XXIX, 1873, p. 39), consigne la décooverte d'one fiione interes- 
sante, qo'il décrit, et qui comprend i2 espèces de Lamellibranches. Cette faune ap- 
partient au Lower Tremadoe (Cambríque supérieur); mais, à la Tóritó, par son aspect 
general, elle ressemble beaucoup pios à la faune seconde silurienne qu'à la faune pri- 
mordiale, et elle n'a pas le moindre rapport ayec la nôtre. 



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—316— 

meDt enroulé; nous les avons yds écrasés de toutes manières, si bíen 
que quelquefois on pourraít juger qu'ils étaient enroolés. 

Le grand nombre d'exemplaires et les formes variées de Micro- 
discus obtenues, rapprochent notre faune cambrique de la faune d^" 
la zone d'01enellus de rAmérique du Nord, on ce genre a son pios 
grand déyeloppement coima. Le genre Olendlus ne figure pas iodu- 
bítablement dans notre dépòt, comme c'est aussí le cas dans la faune 
cambrique de File de Sardaigne, que Walgott rapporte à cet horizon; 
bien que, par sa composition, elle est la faune paléozoíque de TEurope 
qui se rapproche le plus de la faune d'01enellus d'Amérique, on n j 
Yoit pas non plus le genre Olendlus, mais seulement des types de la 
faune qui porte ce nom.^ 

En comparant notre faune cambrique avec celle de la coupc de 
Manuers Brook (Conception Bay, Terre Neuve) étudiée par Mr. Wal- 
cott', qui établit définitivement la succession des sous-faunes du sys- 
tème Cambrique en Amérique, il ressort que les plus grandes aoa- 
logies avec rÃlemtejo se trouvent dans la division inférieure du Cam- 
brique, qui renferme la faune typique d'01enellus, ou, en d'autres mots, 
nos fossiles doivent appartenir à un niveau immédiatement sous-ja- 
cent à la faune de Paradoxides (Cambrique moyen). 

Cependant, si nous faisons la comparaison avec la faune cam- 
brique du nord du Pays de Galles, étudiée par Hicks, 11 semble que 
notre faune puisse correspondre à celle de la zone de Solm group, 
c'est-à-dire à la base du Cambrique moyen, qui renferme les genres 
Plutonia, Paradoxides, Conocoryphe, Microdiscus, LinguUda, Hydi' 
thes, etc, attendu que, selon Hicks, le genre Paradoxides se trouve 
confine dans les limites du Menevian group, c'est-à-dire, dans le Cam- 
brique moyen.' 

Un remarquable mémoire de Mr. Eduard von Toll relatif à la 
découverte de la faune cambrique dans la Sibérie orientale,* contienl 



1 Ch. d. Walcott, Stratigraphic position of thê (Mendlus fauna in North Am 
rica and Europe (Amer. journ. of science, vol. xxxvii, May 1889, p. 386). Obser- 
Yons, cependant que, selon le dr. Frech (iMhaea palaeozoica, 2 Bd., 1 Lief., p. 4i) 
le genre Olenopsú Bornemann, qui est largement represente en Sardaigne, doit étre 
incorpore avec les Olenelltu, étant san$ le momdre doute identique avec le aoas-genre 
Holmia Hatthew. 

2 Ibid., p. 380, et The Fauna of thí Lower Cambrian or (HeneUns Zone, p.55l. 

3 Geol. magazine, n.* 331, Jan. 1892, p. 22. 

* E. voN ToLL^ Beitràge zur Kenntniss des Sibirisehm Cambrium (Mémoires de 
rAcadómie impériale des sciences de S^ Petersboitrg, vin" série, vol. yiu, n.<* iO, 1899) 



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— 317 — 

la descríptíon des espèces qu'0D y a rencontrées en plusieurs localí- 
tés, três éloignées les unes des autres, qui établissent la correspon- 
dance des dépòts qui se sont formes dans cette région écartée, avec 
les dépôts contemporaios de rAmérique du No rd et de TEurope. Les 
strates de grés, de schístes et de calcaíres, qui renfermeut cette faune, 
sont découvertes au bord des grands fleuYes, et les fossiles provien- 
nent des localités suivantes: yallée de la Léna entre Olekminsk et Ja- 
kutsk, Olenek, Wilui et Torgoscbino prés de Krasnojarsk dans le Je- 
níssei. 

Dans les calcaíres de cette demiére localité, on a recueilli 20 es- 
pèces, parmi lesquelles prédominent les Arcbaeocyathina; toutes ces 
espèces, ou d'autres qui leur correspondent, se trouvent, à Texception 
de deux, dans le Canibrique inférieur de la Sardaigne et de rAméri- 
que du Nord. Parmi les 6 espèces á' Archaeocyathus qu'il décrit, il 
y en a 3 qui sont nouvelles ; les autres sont considérées identiques 
avec des espèces des roches cambriennes de la Sardaigne. Le genre 
voisin Coscinocyathus foumit 7 espèces communes avec celles de la 
Sardaigne et une espéce nouvelle, de sorte que Tanalogie entre les dé- 
pôts de cette contrée et ceux de la Sibérie orientale est réellement três 
intime, malgré la grande distance qui les separe. 

La faune cambrienne de la vallée de Ia Léna comprend fO espè- 
ces, qui pour la plupart (7) ont aussi leurs correspondants dans le 
Cambrique inférieur et le Cambrique moyen de TAmérique du Nord, 
surtout dans le Cambrique inférieur. EUe se compose de deux espèces 
de Ptychoparia analogues à des formes de la zone d'01enellus de 
FAmérique du Nord; 3 espèces nouvelles de MicrodiscuSs dont deux 
se rapprochent beaucoup de quelques formes américaines de la même 
zone; Agnoslus sp. n.; fragments d'un OleneUus douteux; Kutorgina 
cingulata Billings; une OboUela rapportée à O. chromalica Billings, qui 
appartient à la zone d'01enellus aussi bien qu'à celle de Paradoxides, 
et un Hyolithes indetermine. 

Quoique cette faune soit plus pauvre que notre faune de Villa 
Boim, on ne saurait non pas méconnaitre une certaine aiBnité entre 
les deux, par la prédominance d*espèces du genre Microdiscus et la 
présence de Hyolithes, qui se trouvent aussi representes en Portu- 
gal. D'un autre còté, Texistence de Lamellibranches dans notre dépôt, 
fossiles qui, dans le Cambrique d'Amérique, ne se montrent que dans 
la zone ínférieure, et manquent dans le Cambrique moyen et le Cam- 
brique supérieur, est un argument assez fort pour que Ton considere 
nos fossiles comme appartenant à cette division plus ancienne. 



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— 318— 

II est à propôs d'obsenrer que toutes les espèces de bÍTahes sont 
de dimensions extrèmement exiguês, et que dans presque tous les 
exemplaires le test est complètement détniit, de sorte qu'il ne reste 
que le moule ou l'empreinte extérieure. II semble que la coquille était 
en general peu épaísse, ce qui pourra dépendre jusqu'à un cerUín 
point de la nature du milíeu, c'est-à-dire du dépôt vaseux oii ils AireDt 
ensevelis. 

Quoiqu*il en soit, notre faune cambrique renferme plusiears es- 
pèces qui semblent étre alliées plus intimement à d'autres formes de 
la faune d'01enellus qu'á nlmporte quelle espèce connue de la faune 
de Paradoxides; et nous sommes portes à croire qu'elle est pios ao- 
cienne que la faune prímordiale d'Espagne, qui en diffère aI)soliimeDt 
et qui appartienne certainement à Ia zone de Paradoxides. 



DBUZIÂMB PABTIE 



DESCRIPTION DES FOSSILES 



TRILOBITA 

Genre Paradoxides Brongn. 

De YfiRNEUiL et Barrande, en décrivant Tespèce de Sabero, qa'ils 
ont nommée Paradoxides Pradoanus^, ont dit qu'elle appartíent ao 
groupe des Paradoxides du type de P. Bohemicus, et qu'elle se dis- 
tingue par un pygldium exigu en rapport à la surface du corps. La 
tòte, considérée isolément parait identique à celle de P. spinosus, puis- 
qu'elle possède, comme cette espèce, quatre paires de sUlons late- 
raux, outre le sillon occipital. Les deux paires postérieures de ces 
sillons se rejoignent sur Taxe, en formant deux rainures transverses, 
tandis que les deux paires antérieures restent isolées de chaque còté. 

D'après rexamen des têtes (fig. 1, 2 et 3 de la pi. 1} et d'après 



1 BoU. Soe. gâol. Fnuice, f série, t xvii, i860, p. 526. 



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— 319 — 

cette descríption i1 semble que nos exemplaires de Paradoxides, sur- 
tout celui de la fig. % pourraient ôtre rapportés à Tespèce de Sabero, 
Dous hésitons cependant à le faire, car aucun des pygidiums que nos 
possédons n'a la moindre ressemblance avec le pygidium de P. Prch 
daanus, que Fon distingue facilement à sa surface plane, relativement 
três allongée, et se terminant en pointe en arrière de Taxe. En outre, 
nous trouYons un argument de plus centre Fassimilatíon de notre es- 
peca ayec celle de Sabero dans la forme des pointes génales, allon- 
gées et bien distinctes dans deux de nos exemplaires, ces pointes ne 
sont, d*aílleurs, pas consenrées dans les spécimens figures de P. Pra- 
doanus. 

Tout au contraire, il se troure parmi nos exemplaires un pygi- 
diam (pi. I, fig. 4) três ressemblant à celui de P. spinasm, et un seg- 
ment du thorax que Ton pourrait rapporter à la même espèce, nous 
seríoDS donc plutõt portes à admettre Fexistence dans notre dépõt de 
P. spinosus, ou d'une autre espèce voisíne. 

Un autre pygidium (pi. I, fig. 5; represente une forme de Para- 
doxides, qui diSère évidemment de Tespèce precedente, et se rappro- 
che de P. expectam. Deux fragments de plèvres (fig. 6 et 11) pour- 
raient être consideres comme appartenant aussi à cette mème espèce. 
finfin, un troisième pygidium (fig. 10) ressemble à P. Abenacus Matth. 
yar., quoiqu'il soit de moindres dimensions que cette espèce de FAmé- 
rique. 

Les seuls bypostõmes que nous possédions, appartenant au genre 
Paradoxides, (representes sur la pi. I, fig. 7 et 9) sont du type de 
P. Bohemicus et de P. Tessini, et montrent peut-ètre Fexistence d'une 
autre espèce de ce genre dans notre dépôt. 

Comme conclusion; nous avons dans notre système Gambrique 
au moins 4 espèces distinctes de Paradoxides, ou peut-être 5, qui 
soDt três probablement toutes nouvelles. 



Paradoxides Ohofifeiti sp. n. 

PI. I, úg. «, 2, d et 16?; pi. Y, fig. 8 

D'après la forme de la glabelle, de largeur presque égale dans 
toute son étendue, ou se rétrécissant mème en avant, et d'après la 
grandeur des sillons latéraux, qui ne se rassemblent pas au miUeu sur 
Faxe (fig. 1 et 3) ces exemplaires pourraient ètre exclus du genre 
Paradoxides (s. str.) et reunis plutôt à OkneUus, sous-genre Holmiaf 



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—320 — 

en effet, la caractéristíque de ce genre donnée par Hall* peut leur 
ètre presque entièrement applicable. Toutefois, par le cours de la 
suture faciale, bíen distincte dans le spécimen de la fig. 3» et par la 
posítion des yeux, ils se rapprochent tous les deux plutôt de Parado- 
xides, surtout de P. spinosus. Cest donc à ce genre que nous les 
avons rapportés, et croyant qu'ils représentent une espèce nouvelle, 
nous Tavons dédiée à notre illustre collègue Mr. Paul Choffat, depuis 
tant d'années notre dévoué collaborateur, qui a si puissamment cod- 
tribué à la connaissance géologique du sol portugaís du contiuent et 
des colonies. 

Olenellus est regardé par Zittel comme un sous-genre de Para- 
doxides, ne se distínguant que par moins de segments au thorai et 
par i'axe du pygidium três peu développé, caracteres que nous ne pou- 
vons vérifier dans nos exemplaires. Olenus (p. p. Dalman) est aussi 
compris par le mème auteur dans le genre ParadoxidesJ^ 

Walcott, au contraire, basant son opinion sur Tabsence de vé- 
ritables sutures faciales dans le genre Olenellus, le separe des Parado- 
xides, et même de la famílle des Paradoxidiae; il suggère la créatiou 
d'une nouvelle famille, pour laquelle il propose le nom de Me^onaci- 
diae, en prenant Olenellus (Mesonads) vermontana coouae type de cette 
famille.' 



1 Forme générale largement ovale ou ovale allongée, distínctement trílobée. Boo- 
clier céphalique large, nn pea semi-circutaire; largeuràpeu prés doubie de la loogoeiír; 
les aDgles poatóríeurs se projetant en de longues pointes spiíiiformes; le oontov 
postérieur eat presque droit ou un peu concave, avec un sinus peu profond à l'angle 
extérieur et précisément au dedans du limbe céphalique; le bord antérieur et les bords 
latóraux ont un bourrelet gros ou élevé le long daquel suil une rainure ou dépression 
bien marquée du test. La glabelle, bien pronoiícée, est de largeur presque égale dans 
toute son étendue, ou légèrement rétrécie et arrondie vers le front; elle est ornée de 
trois paires de sillons (peut-étre 2 à 4)^ le postéríeur étant presque ou entíèremeat 
continu à partir des angles posléríeurs des yeux. La suture facíale n'a pas encore 
étó entièrement observée, mais elle semble s'étendre en une ligne courbe du bord 
frontal vers Tangle antérieur de Toiil, et depuis Tangle postéríeur de TcbíI eUe toorce 
brusquement en dehors, dans la direction de Tangle lateral postéríeur du boudier 
céphalique. Yeux grands et bien développés, semi-lunaires, a]longé8,s'étendantàpefl 
prés dès le contour intérieur jusqu*à plus de la moitié de la distanoe vers le bord 
antéríeur. (Buli. U. S. géol. Survey, n."» 30, p. i63.) 

^ ZrrTBL, TraUé de pàUontologie. Traduct. Barrois, t. ii, p. 594. 

3 Dans la â**"* edition du compendíum de paléontologie de Zittbl {Gnandsúge 
der Palàontologie (PalãozoologieJ, i Abth.^ Í903J dans laquelle la classiGcation des Tri- 
lobites a été refondue par Mr. le professeur Dr. Pompbckt, la famille des Olenidae et 
divisée en trois sous-familles. Ia i*'* (Paradoxinae) comprenant les genres ParmdagUa 



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— 321 — 

La forme des pointes génales de nos exemplaires est três díffé- 
rente de celle des vrais Paradoxides dont nous avons connaissance; 
elles ressemblent plutõt à celles de plusieurs espèces de Ptychoparia 
figarées par Walcott dans le Btdletin of lhe U. S. geológica! Sur- 
vey, n.® 30, pi. 26 à 29. Les pointes génales résultant de la fusion 
du bord postéríeur de la joue avec le limbe frontal, s'amincíssent gra- 
doellement yers Textrémité, comme dans quelques espèces de Dal- 
manites; tandís que dans les espèces de Paradoxides de la Bohème dé- 
crites par Barbande, ces pointes ordinairement três développées et 
três étroites, forment un véritable appendice de Tangle postéríeur de 
la joue, qui resulte tout simplement du prolongement du limbe fron- 
tal. Les yeux sont três développés, et dans leur position íls divergent 
des sillons dorsaux, qu*ils atteignent presque à la hauteur des sillons 
latéraux antérieurs, en embrassant en longueur tout Tespace occupé 
par les quatre paires de sillons de la glabelle. 

La suture faciale interesse le contour frontal presque sur le pro- 
longement de la projection antéríeure du centre de ãgure du lobe pal- 
pébral, qui montre une grande saillie; après avoir contourné Toeil, 
elle s'infléchit postéríeurement vers le debors, en courant parallèlement 
aa bord postéríeur de la joue, qu^elle va traverser à deux tiers de la 
distance entre les sillons dorsaux et le contour extéríeur (fig. 3). 

Le limbe, de largeur presque égale dans toute son étendue, suit le 
contour extéríeur de la téte, accompagné d'une rainure, qui s'éya- 
nouit avant d'arríyer aux pointes génales et semble se lier avec le sillon 
postéríeur de la joue. Le contour intóríeur est concave vers le tborax. 
La téte représentée sur la fig. 2 est três déformée par la com- 
pression qu'elle a subi longitudinalement; il s'ensuit qu'elle presente 
un aspect différent par rapport aux exemplaires des figs. 1 et 3. Nous 
ne doutons pas, cependant, qu'ils n'appartiennent tous les trois à la 
mème espèce, ce que Ton reconnait à la grandeur et à la position des 
yeux, à la grande saillie des lobes palpébraux, et àla forme du limbe 
du contour extéríeur, qui forme un bourrelet saillant, limite par ia rai- 
nure profonde qui Taccompagne. On ne saurait, cependant, mécon- 
naítre la grande similitude de cet exemplaire avec OleneUus Kjerulfi 
LiNRS. *, auquel nous Favions d^abord reuni. 



et Olenelluê comine distincts, le dernier réonissant les genres Hdmia Matth., Meto- 
itaof Walg., Sehmidtia Marcou et GeorgieUus Moberg. 

' G. HoLH, Om (Xenellia Kjervlfi Linrs.* (Geologiska Fõreningens i Stoekolm 
Põrhandligar, baod ix, H&fte 1, a.» ii2, December 1887, p. 493, Tafl. 14, 15.) 



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— 322 — 

La fig. 16 de la pi. I montre Tempreinte extéríeure cl'an exem- 
plaire assez deforme, qai pourrait peut-ôtre représenter nn jeaoe íd- 
divida de P, Choffati. Noas ne possédons, dans notre coUectioD, au- 
can aatre exemplaíre qui lui ressemble; on ne pourrait le réanir, 
três doateasement d'aílleurs, qa'avec le pygidium de la fig. 10, méme 
planche. 

Paradoxides sp. aff. Abenaous Matth. var. (?) 

PI. I, fig. iO; pi. V, fig. 35 

G. F. Matthbw, Studie$ on Cambrían Faunas, p. 1 75, pi. 2, fig. i d (Proeeedings 
and Transactions of lhe Royal Society of Canada, S' seriesi 
vol. m, 1897). 

Parmi tous les pygidiums que nous avons yus representes, celai 
quí ressemble le plus à Fexemplaire de notre figure, três deforme 
d'ailleurs par la compression latérale qu'íl a subie, est celui de P. Ák- 
nacus var. figure par Matínew dans le mémoire précité. Ce pygidiíim 
a des dimensions exigues et la forme subtríangolaire, três rétrécie 
en arríêre. U était coupé au milieu par une écbancrure profonde ai* 
lant jusqu'à rextrémité du lobe axial, quí est três court et se termíDe 
par un petit tubercule, ayant dans son prolongement on lobe allongé, 
étroit, pyriforme, qui occupe Tintenralle entre les deux pointes laté- 
rales. II semble que, par suite de la compression, ces deux poínles 
se soient réunies, étant toutefois surpassées par les plèrres des der- 
niers segments, qui se prolongeaient parallêlement en arríêre snr une 
grande étendue. 

La trilobation du pygidium est indistincte, comme c'est aussi le 
cas pour OleneUus (Mesonacis) vermontana Hall. sp.^ auquel notre 
exemplaire pourrait peut-ètre étre compare. 

On pourrait de môme rapprocher notre exemplaíre du pygídiam 
á'Olenopsis Bomemanni Menegh. sp.' 



1 Walcott, Cambrían Faunas of North Ameríca. (Buli. U. S. geol. Surrey, n.* 
30, p. 158, pi. 24, fig. 1) et The fauna of the OleneUus zone, p. 637, pi. 87, fig. 1, ia, l 

< J. G. BoRNBVANN, Die Versteinerungen des Cambristàen SehidUen^fSlem der 
Insel Sardinien, Tab. xxi, íig. 14. 



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—323 — 

Paradozides sp. d. afif. spinosos Boeck. 

PI. I, fig. 4, 12 

Le peUt pygidiam represente snr Ia pi. I, fig. 4» est sans doute 
d'une forme de Paradoxides; íl a assez d'analogíe avec celui de P. 
spinosus, bien quMl ne puisse ètre incorpore dans cette espèce. 

n a la forme ovale transverse. Taxe occupant plus d'an tiers de 
sa largeur, et son extrémité, portant une petite cavité, se troure à peu 
de distaoce du contour. On distingue sur Taxe deux articulations, à 
cbacune correspond un sillon suturai dans les lobes latéraux, la par- 
tie postérieure de Taxe étant unie et un peu plus longue que les deux 
anneaux prís ensemble. La rainure qui limite en arrière le deuxième 
aoneau n'atteint pas les sillons dorsaux, elle termine en deux petítes 
cayités rondes^ qui séparent sur Taxe une partie centrale plus longue 
que les deux parties latérales. On voit distinctement dans les lobes 
latéraux deux cotes sillonnées longitudinalement dans presqne toute 
ieur longaeur. 

Par la comparaison avec les figures de P. spinosus données par 
Barrande, on voit que le pygidium dont il s*agit appartenait à un in- 
dividu de forme longue. 

Le segment três incomplet, qui se trouve represente par la fig. 
12 appartenait à une forme du genre Paradoxides^ et semble ètre un 
des derniers segments prés du pygidium. Gomme il ressemble assez 
à P. spinosus BoECR, il est plausible de juger qu41 appartienne à la 
méme espèce que le pygidium que nous avons précédemment décrit. 

On voit que Taxe occupait beaucoup moins d'un tiers de la lon- 
gueur du segment, et que la plèvre ètait três large et aplatie, se ter- 
minant en pointe aiguê tournée en arrière; elle est creusée par un 
sillon profond et três marque qui la traverse obliquement, et se lie 
íotérieurement à la rainure de Tanneau de Taxe, en séparant une bande 
antérieure plus large que Ia bande postérieure. 

Paradozides Ck>stae sp. n. 

PI. I, fig. 5, 6, 11 

Le pygidium que represente la fig. 5 a la forme ovale pointue. 
L'axe, peu saillant, mais bien distinct des lobes latéraux, a plus de 
largeur que ceux-ci, et se termine en pointe comme dans P. expetíans 
Barh. Les lobes latéraux forment aatour de Taxe une bande aplatie, 



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— 324 — 

de largeur presque égale dans toute soa étendue, mais se prolongeant 
postérieurement en pointe aiguê comme Taxe. On ne découvre poiot 
dans ce pygídiutn, auquel est adhérent le demier segmeot dn thom, 
aucuD vestige de segmentatíon. 

Provisoirement, tant qu'on n'obliendra pas de meilleurs matériaoi 
pour rétude de cette espèce, nous réunissons avec ce pygidium las deoi 
empreintes forl imparfaites de plèvres (fig. 6 et 11). La première esl 
recourbée en forme de faucille et creusée par un sillon large, oblique, 
quí s'évanomt à Ia demi longneur de Ia plèvre, en divísant la par- 
tie interne en deux bandes inégales. Par la comparaison avec la figure 
de P. Sacheri Barr., il semble que cette plèvre serail d'oD des der- 
niers segments du thorax, c'est-à-dire des plus proches du pygídÍQm. 
La fig. H, d'une plèvre moins recourbée, quoique avec la même forme 
générale, devrait appartenir à Ia moitié antérieure du thorax. 



Paradozides sp. n. aff. Tessini Bbongn. 

PLI, fig. 7, 9; pi. VI, fig. 5 

L'empreinte de Thypostôme que represente la fig. 7 est raccour- 
cie par la compressíon dans le sens longitudinal; on reconnait cepon- 
dant, qu'il avait la forme sous-trapézoídale, plus large antérieurement 
et s*amincissant en arrière, un peu arrondi sur le front et sur le bord 
buccal, et avec les côtés presque droits. Les ailes sont três dévelop- 
pées et recourbées vers la carapace céphalique. La jonction de Thypos- 
tome avec la doublure sous-frontale se faisait par une suture en are ra- 
battu. La surface de Thypostôme était faiblement bombée, elle se ter- 
rainait postérieurement par un limbe limite par un sillon parabolique, 
qui separe le bord buccal et les bords latéraux presque jusqu'aux ailes. 
11 resulte de cette disposition que le limbe s'élargit considérablement 
prés des angles postérieurs de Thypostôme, d'ou se projettent deux 
gros tubercules aigus, qui forment le prolongement des bords latéraui. 
Le corps central est limite antérieurement par une rainure profonde et 
large, qui se rétrécit vers le front, ou elle forme un angle três obtus 
avec le sommet arrondi. Les empreintes musculaires, profondes et ar- 
quées, naissent de la racine des ailes, et par leur jonction sor la li- 
gue moyenne forment une large dépression curviligne, qui partage le 
corps central en deux parties inégales, dont Tantérieure est beaocoop 
plus grande et voútée, et la postérieure, en forme de croíssant, estétroite 
et pias basse. 



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— 325 — 

Cet hypostftme offre les plus grandes analogies de forme avec ceux 
de Paradoxides Bohemicus Boeck sp., P. spinostis Boeck sp. * et P. Tes- 
sini Brongn. * 

L'hypostôme represente par la fig. 9, d'ailleurs três écrasé et im- 
parfaít, appartient à la môme espèce que le précédent. 



Olenopsls sp. 

PI. I, fig. 8 

La fig. 8 de la pi. I represente ud segment thoracique incomplet, 
qui appartient très probablement à une forme á'Olenopsis semblable 
à 0. Bomemanni Menegh. sp. ' II est fortement recourbé, comme les 
segments Ihoraciques de cette espèce et, quoique écrasé, on recon- 
nait qu'il portait un petit tubercule dans la partie postéríeure de Tan- 
neau de Taxe. La rainure de la plèvre est très large et profonde, et 
trayerse celle-ci obliquement, en se reliant à la rainure de Tanneau. 



Hypostõme de Olenellus? 

PI. IV, fig. 9; pi. V, fig. 9 

L'hypostôme represente dans ces figures est unique, et provienl 
da méme gisement que les nombreux exemplaires dont nous avons 
parle, il appartient sans le moíndre doute à quelqu'un des genres de 
Trilobites qu'ils représentent; on peut ajouter encore que c'est à une 
espèce de petites dimensions, seulement nous ne pouvons pas décider 
à laquelle. 

L'hypostôme dont il s'agit a la forme ovale; le corps central est 



> J. Babrande^ %sI. gil. du centre de la Bohéme, yol. i, p. 367, pi. 40, fig. 23, 
et p. 370, pi. i2, fig. i3. 

' G. LiNNABSsoN, De undre Paradoxidedagren vid Andrarum (Sveriges Geolo- 
giska Undersõkning, Ser. C, n.*» 54, pag. 10, Tafl. I, Hg. 8-14). 

3 J. G. BoRNBMANN, DU Verstêinêrungen des Cambrischen SckiAtensystems der 
Iml Sardinien, ZweiU Abth., p. 34, Taf. 35 (xx), fig. 31. (Nova Acta der Ksl. 
Leop.-Carol. Deutschen Academie der Naturforseher, Bd. lyi, Nr. 3, p. 458.) D'après 
Fbbch (Ltihaea paleozóica, 2 Bd., i Lief., p. 44) cette espèce et toules les antres, 
classifiées par Bornemann dans son genre (Menopsit doÍTent passer anx OleneUu$y sous- 
genre Hdmia Matthew. Donc, l'hypostôme represente sur nolre pi. IV, fig. 9, pour- 
rait pent-étre appartenir à la méme espèce que ce segment thoraciqae que nons avons 
rapporté ayec doote aa geore OUnopeii. 



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—326— 

doQcement bombé, il est entoaré d'im bord étroit, saiDant, et sépirê 
par une rainure du corps de rhypostõme. Le bord antérí^ir sétad 
en deux ailes assez développées. Le bord buccal, régolíèrement arrondi. 
ne montre aucone trace de pointes ni d'échancnire. Deux impressíons 
oblíques partant de prés des ailes, se courbent et se rejolgnenlsork 
milieu, bien que plus effacées en ce point, en formant en arriére 
une courbe convexe qui partage le corps central en deux parties íb- 
égales, la partíe postérieure beaucoup plus peUte et en forme de crois* 
sant ou demí-Iune. 

Nous possédons un autre exemplaíre de cette espòce, en pios 
mauvais état, qui pour ce motif n'est pas represente. 

Get hypostôme presente assez d*anaIogíe de forme avec ceai de 
Dalmanites du groupe de D. socialis; parmi les genres prímordiaux íl 
montre plus de ressemblance avec ceux de Ptychoparia Piockmtí 
WalcottS Ptychoparia striata EalMR.^ Ptychoparia Çl) diademúiã 
Hall sp.', et peut-ètre encore plus avec Fhyspostõme &Oltnã^ 
(Hclmia) BrOggeri Walcott . * 



Hypostôme? ind. 
PI. IV, fig. 12, 18 

Ces figures représentent deux petits corps semblables, que noas 
jugeons ôtre Thypostôme d'une espèce de Trilobite, que nous ne pou- 
vons pas déterminer. Ayant été trouvés dans le même gisement deMonU 
de Valbom au milieu de tous les autres Trilobites, et comme Ton reíoo- 
nait qu'ils n'appartiennent pas au genre Paradoxides, ni à Ptyckíjpâ- 
ria, ils pourront être rapportés au genre Olenopsis ou à Hicksia, pios 
plausiblement au premier. 

Par la forme générale nos exemplaires ressemblent, en effet, i 
la figure schématique du supposé hypostôme de Olenus Zoppii Menkgh', 



^ Bnll. U. S. Geol. Sury., n.» 30, p. 201, Plate 28, íig. i «. 

^ J. F. PoMPECET, Die Fauna det Camhrium von T^rímc und Skr^ mBikmm, 
p. 54i, Taf. 17, fig. 8. (Jahrbuch der k. k. geol. RelchsansUlt, 1895, fid. 45, M2 
und 3.) 

3 C. D. Walcott, Cambrian fossUs of the Yelloioitonê NtUwnal Pari, p- ^ 
pi. 64, fig. 26. 

^ Idem, The Fama of the Lower Cambrian etc, p. 638, pi. 92, fig. 1#, i/)- 

^ G. MBNBGHmi, PaleotUohgia deWIgletierUe in Sardegna. Fatma CaMknm- 
TrUobiti, p. i3. 



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— 327 — 

espèce donnée par Bornemann dans la synonymie á'Olenopsis Borne- 
mami Menegh. sp. em. ' lis ont Ia forme allongée, sabpentagonale, 
le corps central faibiement bombé, et le bord buccal large el arrondi. 
Deui impressioDS muscalaires allongées se rejoignent sar Taxe formant 
un are de cercle; elles se prolongent vers le front jusqu'à la racine 
(les aíles déterminant un sillon qui timíte les bords latéraux, qui sont 
presque aussi larges que le bord buccal. Dans la partie antéríeure ce 
sillon, s'infléchissant obliqaement vers le bord antérieur, separe les aíles 
qui sont notablement développées. Du milieu de la suture hyposto- 
raale (fig. 13) partent deux stries ou sillons étroits, un peu diver- 
gents, qui vont atteindre le contour buccal, en traversant les impres- 
sions muscalaires qui se réunissent vers le milien pour former un sil- 
lon large et pen profond. 

Genre Hiòksia Delgado 

Dans la notice que nous avons publiée dans le tome in des Com- 
municações, annonçant la découverte de la faune primordiale dans le 
Haut Alemtejo, nous avons dit que Ton pourrait peut-étre rapporter au 
genre Liostracus ângelin la plupart des exemplaires de Trilobites de 
cette faune obtenus dans Texcavation de Monte de Valbom; toulefois, 
nous avons indique les analogies qui les rapprochaient des genres 
Ptychoparia et Solenopleura ou Bathyurus. L'étude détaillée que nous 
avons faite de ces exemplaires, nous porte, cependant, à les considé- 
rer comme appartenant à un genre nouveau, pour lequel nous propo- 
sons le nom de Kicksia, en le consacrant à la mémoire du savant in- 
vestígatear des systèmes paléozoíques de la Principauté de Galles. 

La caractéristíque du genre Liostracus donnée par ângelin, qui 
Ta créé, est insufiBsante; il declare lui-méme ne pas connaitre le tho- 
rax, et il donne en outre des notions incompletos sur les autres par- 
tias du corps. Le Dr. Zittel dans son Traité de paléontologie^ resume 
cette caractéristique de la forme suivante: 

<Tête avec bourrelel au limbe; glabelle ovale, sans sillons laté- 
raux, nettement limitée sur les côtés. Yeux petits, placés vers le mi- 
lieu des joues. Pygidium arrondi, à axe et lobes latéraux côtelés». 

Zittel comprend Solenopleura Ang. dans la synonymie de Conoce- 
phalites, et separe, au contraire, Liostracus comme un genre distinct. 



* J. G. BoBinsifAifK, op. cit, p. 34. 

^ Earl a. Zittel, Traiti de palêantologie. Tradnct. Babrou> t. ii, p. 897. 

GoimCRIGAÇÕKS. TOK. V.— AVRIL, i90i. 22 



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—328— 

De son cõté Waloott, en décrivant les caracteres da genre Pty- 
choparia C=C(mocephalite8j considere les Uostracus comme nn soos- 
genre de Ptychaparia, qui réumt les formes avec glabelle dépoanme 
de sillons et ayant des crètes ocolaires dans les joues fixes (oadar rid- 
ges onthe fixed cheeks).^ 

Cependant, les caracteres du genre ConocephaUtes, tel qu'il est 
décrít par ZrrrsL, ne sont pas applicables à nos exemplaires» et duo 
autre cõté ils pourront à peine ôtre lies à ceux de UaOracus, surtoat 
d'après Ia forme de la glabelle et le coars de la grande suture.* 
Aussi» préférons-noQS considérer les lÁostracus comme formant un 
genre à part, ainsi qu'on Ta généralement considere jasqa'à présent. 

Toutefois, ayant égard à Texigoité de dimensions da pygidiom 
et aa nombre de segments da thorax de nos exemplaires, qoí ne s'a^ 
cordent pas avec Ia caractérístiqae des Uostracus, nos fossíles ponr- 
raient platôt ètre rapprochés des EUipsocephcUus, oa peat-être méme 
représentent-íls un type nouveaa, inconnu jusqa'à présent, qai partí- 
cipe simaltanémenl des caracteres de toas les trois genres cites. Nous 
sommes encore portes à cette conclasion par Ia comparaison des ca- 
racteres des deux genres Uostracus et Solenopleura, dans lesquels, 
nos fossiles ne saaraient étre compris. 



1 Ghahuis d. Walcott, (hi As eanérian faunoê of NcrA America (BalL U. S. 
geol. Sarvey, n.« 10, p. 36). 

' Selon Barrandb Ia glabelle des Trilobites offre une si grande diyeníté de 
formes parmi les espèces de certains types, qu'el]e ne peut pas toajonrs dtre regardée 
comme fournissant nn caractere généríque absolu. On pent, cependant, Temployer 
três otilement dans Ia plupart des cas, ponr la distincUon da genre, mais pios soo- 
vent encore, pour la séparation des espèces. Au contraire, le coars de la grande su- 
ture restant constant dans un môme genre, doit puissamment contríbuer pour la dé- 
llmitation das types génériques. {SffH. $iL BoL, toL i, p. ii3 et 130 e.) 



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—329— 



DiSirences entre les genres LIOSTRACUS et SOLENOPLEURA 
d'aprè8 les caractéristiques données pai' Angelin 



LI08TRACU8 


SOLBNOPLEimA 


Test lísse. 

Téte (lépoamie de limbe marginal. 

Glabelle ovale aana sillons latéranx. 

Sotore faeiaie se dirígeant vers le con- 
toor postérieur presqoe dans la mé- 
me directíon oú elle soit rera Tavant. 

Thorax inconno. 


Test granalé ou avec des points saillants. 
Téte ayee nn gros limbe et larainnre in- 

tra-marginale coirespondante. 
Glabelle ovale avec deux sillons de eba- 

qne cóté. 
Sntare faciale se dirígeant antéríenre- 

ment vers le contour frontal, et pos- 

téríeorement vers Tangle génal. 
Thorax avec environ 14? segmenta. 



Dans nos exemplaires roroementation de la surface consiste non 
pas en une granulatíon avec des points saillants, mais bien en un poin- 
tillage fin, serre, de points imprimes, visibles, quoique diflQcílement, 
à Toeil nu; la tète est gamie d'un limbe ordinairement assez large à 
la régíon frootale et peu releve; la glabelle ne montre pas le moindre 
Índice de lobation, elle est três saíllante et surpasse les joues en re- 
Jief et en grandeur; la suture faciale semble suivre un cours intermé- 
diaire à ceiui qu'elle a dans les deux genres compares; enfin le nom- 
bre de segments du thorax est plus grand que celui qui est indique 
pour Solenopleura et pour ConocepháUtes, et le pygidium a des dimen- 
sions beaucoup plus petites. 

Mr. G. F. Matthew en décrivant la faune du groupe de S*. John, 
complete la description du genre Uostracus donnée par Angelin, en 
remplissant les lacunes qu'il y avait et en la modifiant en outre sur 
quelques points. Yoidsa description:^ 



* Corpus elongatê-ovaium, anticá latíindinê extensâj longitndinaliter trilobnm, 
crusta IsYÍ teetnm. 

Caput immarginatum auí paulo-marginatum, snlcoque intramarginali ; anguli 
exteriores roiundaíi, geius mobiUs longitudinê HratíF, excavatce, partis auriculú termi" 
naUB, Frons ovata, integeirima. Ocníi parvi, distantes, semiluiiati, genamm medinm 



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— 330-^ 

cLc corps, de forme ovale aIlongée,a sa plus grande largeardans 
la partjo antéricure; il est trilobé longítudinalement, et a le test lisse 
La tête est dépourvue de limbe marginal, ou bien elle n'a qu'nn pe 
tit limbe à rainare intra-marginale; les angles génaux sont arrondis 
les joaes mobiles ont le bord releve longitudinalement, elles sont crea 
sées et se terminent par de petites aurícules. La glabelle est ovale 
sans aucune lobation. Les yeux sont petits, en forme de croissant 
èloignés Tun de Taatre, et sitaés sar la ligne médiale des joues; la su 
ture facíale se dirige postérieurement des yeux vers le contoar poste 
rieur, et antérieurement vers le contour frontal. Le thorax avec à peu 
prés 15 segments, a les plèvres du type à sillon, courtes, et avec les 
extrémités arrondies. Le pygídium est étroit, avec 3 segments à Taje 
et les cotes latérales distinctesi. 

En rapprochant les caracteres des genres Uostracus, Ptychoparia 
et Solenopleura, Mr. Matthew presente le tableau comparatif suivant, 
auquel nous avons ajouté les caracteres correspondants du nouvean 
genre Hicksia, afin que Ton puisse bien reconnaitre les dífférences 
qní les sépàrent.* 



Tersas siti; sutura fadalis postice ab ocalís ad marginem posteriorem dueta, antiee- 

que ad marginem apicalem decurrens. 

Thorax e agmentiê drciter xv, pleura brêvior», tt mleaUs apicãnts rottmdatíL 
Al)domen parvum latitudine exUnsum, radíi ugmtntU m, costisqne lateralibus 

difttínctis. (Trans. Roy. Soe. Canada, 1887^ vol. v, Sect iv, p. i36). 

^ U faut cependant remarquer que Mn Pompkckt (ZrrrsL, Gnmdiugê der Pã- 

làontologie, i903) róunit les genres ConociphaiiUs Barr., Metadoxidei Borhdi. ei 

ÍÀoitracus Angblqi comme sjnonymei fie Ptychoparia Gobda. 



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—331 — 



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— 332— 

On Yoit, d'après reiamen de ce tableau, que le genre Hicksia par- 
tícipe des caracteres des trois genres auxquels noas Tavons compare, 
se rapprochant plus da genre Uosiracus^ mais sans qu'on puisse incor- 
porer dans ce demier les formes qu'il réunit. Eo effet, noas ponYODS 
résumer coimne suit les caracteres distÍDCtiís du nouveau genre Hickm. 

Forme générale du corps OYale, três amincie vers Tarríère, avec 
la plus grande largeur correspondant à la base de la téte. TrílobatioD 
três distinct^ snr tente son étendue. Les trois parties du corps sodI 
de grandeur três inégale^ le tborax ayant ie double de la longuear de 
la tète» et le pygidium n'atteignant pas Vs de Ia longueur de la téte. 
Gontour de la téte semi-circnlaire ou elliptique, avec un limbe cod- 
care, ordinairement peu releve et três large à la régíon frontale. Gla- 
belle OTOide ou bémisphèríque, ayant la plus grande hauteur corres- 
pondant au milieu de sa longueur, sans aucun vestige de lobation, 
proeminente sur les joues, plus large et plus longue que celles-ci. Sfl* 
lons dorsaux profonds, devenant três larges et s^effaçant antérieure- 
ment et poslérieurement à leur jonction avec la rainure du limbe et 
avec le siUon occipital. Joues fixes, à forme subtríaugulaire, con?exes 
et saillantes, qui descendent plus abruptement vers les sillons posté- 
rieurs et plus doucement vers le front et les cõtés. Yeux petits, sail- 
lants, três éloignés de Taxe et placés à peu prés à moitié de la longueur 
des joues. Sutures faciales suivant presque parallèlement à Taxe; eo 
avant des yeux elles vont couper le contour extérieur de la tète prés de 
la projection antérieure du centre de figure de TobíI; postérieurement, 
à partir du lobe palpébral> elles s'infléchissent en dehors, puis en ar- 
rière, en décrivant un S, et allant couper le contour postérieur entre 
la projection postérieure de Tceil et Tangle génal. Joues mobiles três 
réduites. Angles génaux se terminant en pointe aiguê, se dirigeant 
obliquement en arríère et n'atteignant que le deuxième segment da tho- 
rax. Anneau occipital saillant et garni d'un tubercule ou épine sur Vnt 

Thorax avec 19 segments. Rachis plus étroit que les lobos laté- 
raux. Plèvres creusées par un large sillon, qui va jusqu'à leur exirè- 
mité en s*amincissant sur le talus; elles sont fortement coudées etlé- 
gèrement tournées en arrière, avec la partie interne beaucoup plus 
longue que la partie externe, pointues, ou aussi armées d'une épine. 

Pygidium três petit, avec peu d'anneaux (2 ou 3), uni dans sa 
partie postérieure. 

Surface du test lisse ou scrobiculée, c'est-à-dire avec un pointil- 
lage fin, serre, visible à la loupe, et sans aucune granulatíon. 



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— 333— 



Hioksia Elvensis, sp. n. 

PJ. I, fig. 13, 15: pi. II, fig. 6-9; pi. IV, Eg. 11?; pi, V, fig. 4, 11 

J. W. Salter et Henry Hicks décrivent, sous le nom de Conoco- 
ryphe[f)humerosa Saltkr S une espèce des couches du Menevian Group, 
(púy dans quelques points, presente assez de ressemblance avec quel- 
ques-UDS de nos exemplaires. 

Ces deu iUuslres géologues disent dans leur descríption, ne 

connaitre qu'une partie de la tète et six segments thoraciques de la 

sasdite espèce; mais leurs caracteres étaient si singuliers qu'ils la 

considéraient spéciflquement, sinon génériquement, comme dístincte 

[. . .characters suf/iciently marked to indicate thal it is spedfically (if 

not generícally) distinct from either of the others], 

La description qu'ils en font est la suivante: 

cLa glabelle est grande et allongée, semblant atteindre le bord 

frontal, sans sillons, mais ayec une créte aiguè au centre, et séparée 

des joues par des sillons dorsaux três profonds. Joues étroites, con- 

vexes, de forme triangulaire aiguê, à surface lisse, sans aucun Testige 

de bourrelets oculaires» ni de sutures faciales, ni d'un limbe large; 

elle porte une três grosse épine sur Tanneau occipital. Axe thora- 

cíque fortement convexe, ayec des épines yers le centre; plèvreslar- 

ges, três profondèment sillonnées, se terminant en longues épines 

s'amincissant graduellement et se courbant fortement en arríêre; 

coude des plêvres se trouyant à peu prés à mi-distance entre Taxe et 

Ia base des épines. Les plêvres, sans les épines, ne sont guère plus 

loogues que la largeur de Taxe et se courbent rapidement au coude» • 

Comme nous allons TOir, nos exemplaires précités offrent aussi 

des caracteres particuliers par lesquels ils se distinguent de tous les 

autres que nous possédons dans notre collection, et Ton reconnait qu'ils 

forment un type distinct dans la famille des Olenidae. 

L'exemplaire de la pi. II, fig. 9, est le meilleur que nous possé- 
dions de cette espèce, encore est-il trop incomplet pour permettre qu'on 
en fasse une description rigoureuse. La tête était profondèment trilo- 
bée et presque aussi longue que large. La glabelle, de forme ellip- 
soídale allongée, três convexe ainsi que les joues, est beaucoup plus 
longue et plus saillante que ces derniéres, de même qu'elle est aussi 



* Quart. jonni. geol. Soe., vol. jxy, 1869, p. 54, pi. U, fig. 7. 



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—334— 

un peu plus large. Les joues fixes, de forme subtriangulaire, étaient 
três développéesi avec beaucoup de relief, en descendant abroptement 
sur les sillons postéríeurs, et moins fortement vers le limbe fronlai. 
Par suite de la forme ovóide de la glabelle, les sillons dorsaux s'élar- 
gissent antérieurement à leur jonction avec la raioure frontale^ et pos- 
téríeurement avec le sillon occipital. Au droit du front de Ia glabelle 
se développe un large limbe, que le mauvais état de Texemplaire dans 
cette partie ue laisse pas bien observer; on reconnait cependantque 
le limbe se suivait daus tout le contour extérieur de la tète, eu se 
prolongeant, quoique diminuant en largeur, jusqu*aux pointes génales. 
Les yeux sont petits, três saillants et se trouvent placés três en 
arriêre, au tiers postéríeur de la longueur des joues. La suture fa- 
ciale décrit en avant des yeux une courbe três ouverle, presque pa- 
rallêle au silIon dorsal correspondant, allant couper le contour exté- 
rieur de la téte prés de la projection antérieure du centre de FíbíI; i 
partir du coin postérieur du lobe palpébral, elle s'iníléchit en dehors, 
allant atteindre le contour intérieur prés de Tangle génal. Gelui-ci était 
arme d' une petite poiute aiguè, tournée en dehors, qui ne dépasseraít 
pas le premier segment du thorax. Les sillons postérieurs des joues 
étaient três larges et profonds; ils séparaient un bord postérieur, qui 
était, au contraire, étroit et saillant. Par suite de Técrasemenl de la 
glabelle vers la partie postérieure, on ne peut observer Tanneau occipi- 
tal, qui devait être couronné d'une grosse épine, comme le sont d'ailleurs 
tous les anneaux de Taxe du thorax, d'aprés Texamen d'autres exem- 
plaires (pi. II, flg. 8). L'extrémité postérieure de la glabelle de Texem- 
plaire de la pi. I, fig. 15, paraít en effet porter le moule d'une forte 
épine de forme conique, ayant la pointe tournée en avant, qui appar- 
tenait peut-être à la glabelle, et dont il ne reste pas d'autres vestiges. 
Dans la contre-empreinte de ce moule, au point correspondant à Tex- 
trémité postérieure de la glabelle, on découvre, cependant, en outre 
de Tempreinte de cette épine, une três petite cavité conique, qui élait 
assurément occupée par un tubérculo aigu, se dirigeant en arríère, 
lequel, par conséquent, ne saurait étre celui auquel nous venons de 
nous rapporter, qui occupe une autre position et a des dimensions 
beaucoup plus grandes. Ainsi, jugeons-nous que Ia glabelle, à soo ex- 
trémité postérieure, était armée d'une épine, en outre de celle qu^ou 
observe sur Tanneau occipital. 

On ne peut pas déterminer le nombre de segments du thorax, 
parce que nous ne possédons aucun exemplaire entier, mais on peut 
assurer qu'il était supéríeur à 13 (pi. II, fig. 6). Dans Texemplaire de 



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—335 — 

Ia fig. 9 de la môme plaDcbe on en compte 16 ou 17, si la partie pos* 
téríeure du thorax représentée dans le baut de la figure» appartíeut 
au méme iodívidu que la partie liée à la tète. Le thorax garde pres- 
que la mème largeur dans les G premiers segments; puis il se retrécit 
graduellement vers le pygidium, qui était três réduit. La lobatiou est 
três distincte; Taxe forme une crôte aiguê três saillante, à section 
triangulaire, chaque anneau étant couronné par un tubercule aigu, 
qui est la racine d'une épine longue, que Toii ne voit que dans la par- 
tie supérieure de la fig. 9, pi. II (répétée pi. V, fig. 11). Les rainures 
des anneaux sont tròs prononcêes. Les plêvres fortement coudées, pres- 
que à angle droit, aux deux tiers environ de leur longueur, forment par 
leur réunion deux crétes aíguês cooune Taxe, et sont constituées d'une 
partie interne, légèrement concave, inclinant vers les siUons dorsaux, 
de sorte que le coude monte bien au-dessus du plan de ces sillons (ph 
II, figs. 6 à U), et d'une partie externe ou talus, beaucoup plus courte, 
qui se termine en pointe aigué et s^infléchit en arrière. Les plêvres sont 
creusées longitudinalement par un sillon três large et profond, qui garde 
la méme largeur dans la partie interne jusqu'au coude, tout en sépa- 
rant une bande antérieure et une bande postérieure, toutes les deux 
três étroites et formées par un cordon mince. Sur le coude formo par 
la bande postérieure s'élève un petit tubercule aigu, semblable à celui 
qui couronné les anneaux de Taxe et qui donne à cette espêce un aspect 
si caractéristique. Dans la partie externe de la plêvre le sillon diminue 
rapidement en largeur depuis le coude jusqu'au bout extérieur, ce 
qui lui donne une forme triangulaire. Le pygidium est inconnu. Seul, 
Texemplaire de la pL II, fig. 9 (partie supérieure de la figure) le 
possédait ; il est cependant incruste dans la roche, et tout ce qu'on 
peut dire avec assurance, c'est qu'il était de dimensions extrémement 
exiguês. 

Hioksia spliaerioa» sp. n. 

PI. I, fig. 17, 18, 21-24; pi. II, fig. 30; pi III, fig. 19, 20?, 34-48; 
pi. IV, fig. 1^, 7, 8 ; pi. V, fig. 6, 19, 39, 41 ; pL VI, fig. 3, 8 

Forme générale ovale large, la longueur dépassant un peu la lar- 
geur. Trílobatíoo três marquée. Bouclier céphalique semi-circulaire, 
arrondí au front, avec le contour intérieur rectiligne des deux cõtés, 
et formant une courbe convexo vers le tborax dans la partie cor- 
respoDdante à Tanneau occipital. 

Contour extérieur forme par un limbe légèrement concave, qui a 



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— 336-^ 

une grande largeor en face des sflions dorsanx, et qni est accomp^ 
gné d*aDe rainnre peu profonde. Le bord frontal, comparatíyemeDl 
étroit chez les individns jeunes (pi. in, fig. 39 et 44) devíent plns large 
et pios aplati avec le développement des individus (pi. IV^ fig. i-3). 

Les angles génaux se prolongent en poínte aiguê, coarte, se di- 
rigeant obliqaement en arrière, et atteignant seulemenl la hauteur do 
deaxième segment du thorax. Gependant, on ne distingue pas bieo les 
pointes génales en aucon de nos exemplaires, parce que la joue mo- 
bile est perdue dans le plus grand nombre. 

Glabelle parfaitement hémisphéríque, três saillante sur les joaes, 
qui ont aussi la forme bombée, mais un peu déprimée, d'oú il n^sulte 
que les sillons dorsaux, qui sont três profonds, deviennent extrème- 
ment larges à leur jonction avec lelimbe frontal, ainsi que postéríea- 
rement, dans leur iíaison ayec le sillon occipital. Les yeux sont pe- 
tits, saillants, et três éloignés de Taxe. La distance qui les separe 
des sillons dorsaux égale V» du diamètre de la glabelle. Les sutares 
faciales se trouyent par conséquent três rapprochées du contour exté- 
ríeur de la tète, la joue mobile étant extrémement réduite en superfi- 
cie. Le mauYais état des exemplaires ne nous permet pas de tracer 
rigoureusement le cours des sutures faciales. L'examen comparatif de 
plusieurs d'entre eux, permet cependant de conclure que, antéríeare- 
ment, c'est-à-dire en avant de rextrémité antérieure de TcbíI, la su- 
ture faciale courait presque parallèlement à Taxe, atteignant le con- 
tour frontal en un point situe tout prés de la projection antéríeore 
de Toeil; postérieurement, à partir de Textrémité du lobe paipébral, 
elle s'infléchissait tout à coup en dehors, retournant ensuite en arríère 
et allant couper le contour intérieur à Vs à peu prés de la distance en- 
tre les angles latéraux et la glabelle. 

Le thorax, dont Ia longueur dépasse le double de ceUe de la téte, 
a sa plus grande largeur dans la partie antérieure, et se rétrécit gra- 
duellement vers le pygidium. Quoique plusieurs de nos exemplaires 
soient deformes par la compression, 11 semble que la longueur du tho- 
rax était à peu prés égale à sa largeur. Dans Texemplaire de la pi. 
III, fig. 37, on compte distinctement 49 segments, qui, selon noas, 
appartiennent tons au thorax, le pygidium étant três petít. Le lobe 
axial est plus étroit que les lobes latéraux. L'axe, assez saillant sur 
les plévres, est limite par des sillons dorsaux bien distincts; il seré- 
trédt três peu jusqu'au iO* segment, mais de là yers rarríère sa lar- 
geur diminue plus rapidement. Les segments sont rectilignes et três 
étroits. Les anneaux sont separes les uns des antres par des rainures 



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-.337— 

três pronoDcées» et chacun d'eux est cooronné sur Taxe par an petit 
tobercule aigu, que Ton voit aassi sur Tanneau occipital. II semble 
que ce tobercoie est la souche d'uDe longue épine qu'OQ n'observe 
qae daos les segments détachés (pi. I, flg. 17, 18, 21-24). 

Les plèvres, fortement coudées à plus de Vs de leur longueur, 
soDt formées d'une partie interne, horizontale, beauconp plus longue, 
et d'uDe partie externe ou talus, qui se termine en pointe aigue, un 
pea retournée en arrière. Elles sont toutes les deux creusées longi- 
tudJnalement par un sillon profond, qui cx)aunence plus étroit à son 
extrémité prés du sillon dorsal, augmente de largeur et s'approfondit 
jusqa^à Textrémité de la partie interne ou genou, pour se rétrécir 
eosuite subitement sur le talus jusqn'à atteindre le bout de la plèvre. 

Le pygidium est semi-circulaire et de dimensions três exiguês. La 
manvaise conservation des exemplaires ne nous laisse pas apercevoir 
la segmentation de cette partie du corps du Trilobite, si toutefois elle 
existait, ce que je considere comme três peu probable. 

L'omeinentation, d'après ce qu'on peut voir dans quelques tétes 
qni conservent le tesl fossilisé, consistait en un pointillage fin, irré- 
gulier, três serre, forme de points creux, ressemblant à un rayon de 
miei. 

Hioksia Transtaganensls, sp. n. 

PL I, fig. 14?5 pi. II, fig. 17-27; pi. V, fig. 1, 5, 38, 43, 44; pi. VI, fig, 12, 15 

Forme générale ovale, três allongée, se rétrécissant graduellement 
Ters Tarriêre. Trilobation distincte dans toute son étendue, le rachis 
étant plus étroit que les lobes latéraux. Le contour extéríeur de la 
téte se rapprocbe d'une demi-ellipse arrondie au sommet; le contour 
intérieur est presque rectiligne, avec une courbe convexe vers Tarriére 
dans la partie correspondante à Tanneau occipital. Le bord frontal est 
forme par un limbe large, un peu concave. La joue mobile, imparfai- 
tement connue, est três étroíte et se prolonge en une courte pointe gé- 
nale (pi. II, flg. 21.) Glabelle ovóide, allongée, três saillante, qui s^avance 
antérieurement et s'élêve beaucoup sur les joues, lesquelles sont aussi 
Youtées, mais ont beaucoup moins de relief. Sillons dorsaux étroits 
et profouds, devenant extraordinairemenl plus larges à leur jonction 
avec la rainure frontale et le sillon occipital. Les sillons postérieurs 
des joues três larges, se rétrécissent un peu auprês de Taxe; le sil- 
lon occipital est un peu plus élroit que ces sillons. Yeux três éloignés 
des sillons dorsaux et placés à peu prés à la demi longueur des joues. 



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—338— 

Lobes palpébram, étroits et três saillants. Les satures faciaks 
suiTant parallèlement à Taxe defaot les yeux, Tont couper le coDioor 
extéríeor de la tète prés de la projectioD antérieure de Foeil; posté- 
ríeoreoieDt elles s'infléchisseDt en debors et puis en arríère, eu dé- 
crífant 00 S et atteignant le contoor postéríeur tout prés de laogle 
géaal. 

Le thorax à longueur aa moios doable de celle de la téte, a si 
plus grande largear dans la partie antérieure, et devíent gradoelle 
ment pios étroit vers le pygídíam. Od y compte i9 segmeots. Lae 
occope presque la méme largeur qu*un lobe lateral; il est trèssaS- 
lant sur les plévres, qui sont fortement coudées, presqae à angie droit: 
elles ODt one partie interne, horizontale, ou mème indinant ?ers les 
sillons dorsaox, et une partie externe beauconp plus courte, qoi s> 
fléchit en arrière et se termine en poiote aiguê avec une épine. Les 
plèvres sont creusêes dans toute leur longueur par un sillon trèslarge 
et peu profond, qui dans la partie interne a une largeur égaleetem* 
brasse beaucoup plus de la moitié de la largeur du segment, étant 
limite par deux filets oo cordons três minces, qui forment les baoâes 
antérieure et postérieure de la plèyre. Sur le talus, à partir do mit 
le sillon se rêtrécit soudainement jusqu'à atteindre rextrémité exWroe 
de la plèvre. Dans Texemplaire de la pi. II, Rg. 27, on voit un pttil 
tobercule ou graín saillant sur quelques anneaux de Taxe da thorai 

Le pygidium était três pelit et je n'ai pu y décoQvrír aacaneseg- 
mentation. 

L'ornementation de la surface est inconnue; nons ne posséd(His 
que des monles, qui ordinairement ne montrent pas ces détails. 



Hioksia Walootti, sp. n. 

PI. n, fig. 10, 11, 28, 29, 31-35; pi. III, fig. 1-4, 9-11 ; pi. IV, fig. 6?í 
pL V, fig. 2, 12, 14-16, 29, 30, 37, 40 



Les exemplaires representes dans les figures dtées appartieoot^^ 
à une espêce distincte de celle que nous avons précédemment décríte, 
mais elle en est sans doute três rapprocbée. On peut décríre coauD6 
suít cette espèce, que nous nous faisons un plaísir de dédier au saiaot 
directeur du Geological Survey des Etats Unis de rAméríque. 

Forme générale du corps ovale, ayec la plus grande largear cor- 
respondant au conlour iiitérieur de la téte, et se rétrédssaut beauatii' 



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— 339 — 

fers le pygidium. Trilobation três distincte, avec Taxe plus étroit que 
es lobes laléraux. 

Téle à peu prés semi-circulaire, avec ie coDtour intérieur sous- 
ecliligno formant une courbe convexe dans la partie correspondante 
I Tanneau occipital. Contour extérieur forme sur le front par un limbe 
elativement large, releve en haut, et accompagné d'une large rainure 
VoDtale, qui semble se termiiier en face des yeux. Joue mobile três 
itroite, inconnue. Glabelle ovóide, un peu plus longue que les joues, 
)lus largo antérieurement, três convexe, avec sa plus grande hauteur 
:orrespondant presque au milieu de sa longueur et s'élevant beaucoup 
;nr les joues, qui sont de raéme convexes et bombées, mais moios 
^aillantes. Les sillons dorsaux sont étroits et três profonds, ils s'élar- 
^ssent antérieurement et postérieurement en une aire triangulaire à 
eur jonction avec la rainure du limbe et avec le sillon occipital. Les 
iillons postèrieurs des joues, plus étroits et plus profonds prés du 
;iIlon occipital, s'élargíssent et s'évanouissent graduellement vers la 
)artie extérieure. Anneau occipital étroit et três saillant, avec un pe- 
il tubérculo sur Taxe. Bord postérieur des joues s'élargissant vers 
'extérieur, et formant ao angie três ouvert sur le prolongement d^une 
igne parallèle à Taxe et traversant les yeux. 

Yeux petits et fort saillants, três éloignés des sillons dorsaux et 
;itaés un pen au dela du tiers postérieur de la longueur de la glabelle. 
!ies sutures faciales sont presque parallêles à Taxe dans sa partie an- 
éríeure; dans la partie postérieure elles s'infléchissent en dehors, 
)ms en arríère, formant un S étendu, jusqu'à ce qu'elles aillent cou- 
)er le contour intérienr de la téte, bien prés des angles génaux. 

Thorax avec i9 segments, d'après ce qu'on observe claírement 
lans Texemplaire de la pi. II, flg. 28. On ne compte que 14 segments 
lans nn autre exemplaire de cette espêce, qui garde aussi le thorax 
pi. n, flg. 32); on reconnaít, cependant, qu'il y en avait davantage, 
)arce que ce Trilobite a le pygidium reployò sous le thorax. Le ra- 
)his est três saillant et plus étroit que les lobes latéraux, surtout dans 
exemplaire de la pi. II, flg. 28. 

Les plèvres se terminent en pointe aiguê, et sont creusées dans 
eur longueur par un sillon large et profond, à largeur égale dans Ia 
)artie interne, et se rétrécissant rapidement sur le talus jusqu'au bout 
le la plèvre. Ce sillon occupe moitié de la largeur de la plêvre; il est 
imite par deux cordons saillants (bande antérieure et bande poste- 
ieure de la plèvre) qui atteignent Textrémité externe de la plèvre, ou 
Is se réunissent en formant un angle aigu. On reconnait que chaque 



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—340— 

anneau da thorax était arme d'nD tabercule oa épine comine Taimean 
occipital; mais ce tubercule a été détroít dans tous les exemplaires, il 
D'eD reste que des traces par-ci par-là. 

D'après ce qu'0Q peut juger de Texemplaire de la fig. 28, le py- 
gidimn était três exiga, lisse, sans ancun Índice de segmentation à 
Taxe ou aux lobes latéraux, quoique distinctement trilobé. Od Toit 
que Textrémité de Taxe n'atteignait pas le contour postérieur. 

D'après ce que Ton peut observer dans quelques têtes, Torne- 
mentation de cette espèce consistait en un pointillage fln, serre, qni 
couvrait la glabelle aussi bien que les joues (pi. II, flg. 10; pi. V, fig. 40). 



Hioksia Oastroi, sp. d. 

PI. I, fig. 20, 25, 26 ; pi. V, fig. 7, 10, 42; pi. VI, Eg, 6, 13, 14 

Cettè espèce est représentée dans notre dépõt par de nombmix 
spédmens, mais on n'en connait que la tête; il est pourtant possíble 
que Fexemplaire de la pi. I, fig. 14, lui appartienne également. 

Les moules representes dans les figures citées appartiennent in- 
contestablement à une forme de Hicksia différente de toutes les aatres 
que nous possédons dans notre coUectíon, et qui est tròs probablemeot 
nouvelle. Ses caracteres sont les suiyants: 

Tète de forme sous-pentagonale, arrondie au front, plus longue 
que large, avec le contour intérieur forme par un limbe três irrégo- 
lier, dont la partíe moyenne, correspondant à la glabelle, forme une 
courbe convexe três marquée, et dont les cõtés s'infléchissent Ters Favanl 
pour se raccorder au Umbe extèríeur. Glabelle de forme ellipsoidale 
tròs allongée, ayec assez de relief, limitée par des sillons dorsaux pro* 
fonds, qui la séparent des joues, ces dernières sont aussi convexes, mais 
moins saillantes et de bien moindre longueur que la glabelle. Les sil- 
lons dorsaux se rattachent antérieurement à deux sillons transTersaai 
larges et peu profonds, qui se réunissent en contournant la glabelle, 
et qui forment la raínure du bord. La glabelle reste ainsí séparée do 
limbe frontal, qui est três large et horizontal, sans aucun Índice de boor- 
relet. Les yeux sont petits, tròs saillants et éloignès des sillons dorsam 
d'une distance peu inférieure à la largeur de la glabelle, ils sont si- 
tues tròs en arrière, à moins de la demi-longueur des joues. Les sil- 
lons postérieurs des joues et le sillon occipital sont indépendants en- 
tre eux, le sillon occipital entourant la partie postérieure de la gla- 
belle et allant se rattacher aux sillons dorsaux. Anneau occipital étroit, 



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— 341 — 

três saillant, avec un petit tubercnle aiga sur Taxe. Bord postéríenr 
des joaes de forme triangulaire, plus large au milieu et formant an 
angle obtus suivant la prqjectioD postéríeure de Toeil. Le cours de la 
suture faciale ne reste pas bien connu. Ed ayant des yeux on voít 
qu'elle décrivaít une courbe très ouYerte avec la concayité tournée eu 
dedans, allant couper le contou r extéríeur un peu eu dehors de la 
projectíoQ aotérieure de roeíl. 

Saperficie scrobiculée ou pustuleuse, c*est-à-dire, couTerte d'un 
pointillage serre, fin, visible à la loupe, que Ton découvre le mieuz 
dans Texemplaire de la fig. 25. 



Hloksia Huglxesi, sp. n. 

PI. II, fig. 1, 2; pi. V, fig. 8, 20; pL VI, fig. 7 

Les deux tètes représentées dans les pL II, fig. 1 et 2, et pi. V, 
fig. 8 et 20, diffèrent de toutes les autres existant dans notre collec- 
tioo, tant par la forme spéciale de la glabelle et sa grande saillie sur 
les joaes, que par la forme du limbe frontal, qui était fort releve. La 
descríption qu'on en peut faire est celle qui suit. 

Le contour céphalique forme une semí-ellipse. La tête aussi lon- 
gue que large, est arrondie sur le front; le contour intérieur est forme 
par une ligne brísée ayant une courbe convexe correspondant à Tan- 
Deau ocdpitaL Glabelle ovóide, très saillante, s'élargíssant antérieu- 
rement et occupant à peu prés un tiers de la largeur de la téte; elle 
est séparée des joues par des sillons dorsaux étroits et três profonds. 
Son profil transversal est très bombé. Sou profil longitudinal s'élève 
verticalement à partir du front, puis se courbe vers Tarríère, en con- 
tinuant à s'élever pour atteindre le point culminant vers le tiers an- 
térieur de la longueur, et au dela il s'afifaisse d'abord doucement, 
pais rapidement, Tinclinaison vers le sillon occipital étant très forte. 
Celui-d est très large et profondément creusé. Les joues sont très 
convexes et fortement voútées, quoique à un niveau assez inféríeur à 
celui de la glabelle. Les yeux ne sont reconnaissables que sur un des 
exemplaíres (pi. II, fig. 2); on constate qu'ils étaient petíts, très sail- 
lanfs el placés à la demi-longueur des joues, de sorte que la ligne qui 
les unit transversalement va croiser la glabelle en arríère de son point 
culminant. Les sillons postérieurs des joues sont bien plus étroits que 
le sillon occipital. L'anneau occipital bien que saillant, est fort au-des- 
sous da niveau de la glabelle, il forme une courbe convexe en arríère 



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— 342 — 

et porte un petit tubercule ou grain saillant sur Taxe. Cours de la su- 
ture faciale imparfaitement connu: on pent seulement aflSnner quen 
arríère de roeíl elle s'infléchissaít vers le deiíors, pour aDer atteindre 
le contour ÍDtéríeur prés des angles génaux. ÂDtéríeureinent, íl semble 
qu'elle coupe le bord frontal prés de la projectíon antéríeare de Foeil. 
Surface du test scrobiculée, c'est-à-dire couYerte de petites cayités on 
points imprimes, juxtaposés, particulièrement visibles sur les joues, 

L'oríginal de Ia fig. 2 est três abímé, par ce motíf ii semble qae 
le limbe frontal était plus large que dans Tautre exemplaire qne dous 
venons de décrire. Dans le contour intérieur, à peu prés sur la pro- 
jection postérieure de TobíI, on observe un angle obtus, les bords pos- 
téríeurs des joues étant plus larges dans cette partie. On voit aussi 
dans cet exemplaire les restes de deux segments du thorax, cbaque 
anneau de Taxe portant un petit tubercule aigu, comme celoi que 
nous ayons indique sur Tanneau occipital, mais qui, dans cet exem- 
plaire, a été détruit, ainsi que la glabelle. 

Les plèvres étaient larges et profondément creusées. II me reste 
quelque doute sur Tincorporation dans cette espèce de Texemplaire 
represente par la fig. 7 de la pi. YI. Cet exemplaire provient d mi gise- 
ment dififérent des deux autres; en outre, la glabelle est plus Icogue 
relativement aux joues et avait beaucoup moins de relief que dans ces 
exemplaires; cependant les autres caracteres observables fonl croire 
que les trois glabelles étaient identiques. 



Hloksla Banoisi, sp. n. 
PI. n, fig. 3, 4 

Contour de la téte sous-pentagonal un peu arrondi au front, 
forme par un limbe large, releve, qui determine à Tintéríeur une rai* 
nure large et peu profonde. Glabelle eliipsoídale, três saillante, limi- 
tée par des sillons dorsaux étroits et três profonds, qui se réunisseot 
devant le front, en se fondant avec la rainure du bord frontal, et qui 
terminent postéríeurement dans le sillon occipital, en s^élargissant à 
cette jonction dans une aire triangulaire. La plus grande saillie de la 
glabelle correspond au milieu de sa longueur; son relief descendaot 
graduellement vers le front et vers le sillon occipital, qui est três pro- 
fond et étroit. Ia glabelle reste ainsi parfaitement isolée tout autour. 
Anneau occipital étroit, avec un petit tubercule aigu sur Taxe. Joues 
três convexes, avec moins de relief et plus étroites que la glabelle, el 



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—343 — 

descendant tout à coup yers les côtés. Yeiix saillants, três éloignés des 
sillons dorsaux, situes en arríère, à moins de la demí-IoDgneur des joues. 
La Hgne qni les unit transversalement passant par le centre de figure 
des lobes palpébraux, trayerse la glabelle à un tíers à peu prés de sa 
longaenr. Sillons postéríeurs des joues plus étroits que le sillon occi- 
pital, avec lequel ils ne sont pas lies directement. Joue mobile incon- 
nue. Les deux autres parties du corps, le thorax et le pygidium, sont 
de mème inconnues. 



Hloksia Dewalquei, sp. n. 

PL I, Eg. 19; pL n, fig. 5; pL V, fig. 82 

Les deux tètes représentées dans ces figures se distinguent de 
toates les autres espèces de notre dépõt par la petiie largeur du bord 
frontal et par la forme du limbe, qul est étroit et fortement releve, en 
formant un bourrelet saillant. Par les autres caracteres cette espèce 
ressemble à d'autres espèces de Hícksia, particulièrement à H. Castroi. 

La forme générale de la téte est semi-elliptique allongée. La gla- 
belle est ellipsoidale, beaucoup plus longue et saillante que les joues, 
et descendant graduellement yers la rainure frontale et yers le sillon 
occipital, si bien que sou point culmínant correspond à peu prés au 
centre de figure. Les joues ont la forme tríangnlaire et sont três conye- 
xes, comme c'est le cas pour la glabelle, leur plus grande saillie cor- 
respondant aussi au milieu de leur longueur. Les yeux sont placés três 
en arríère, à moins de la demi-longueur des joues et à une distance 
des sillons dorsaux inférieure à la largeur de la glabelle à ce point-là. 
Le sillon occipital est plus large que les sillons postéríeurs des joues, 
lasqueis sont, par contre, étroits. Les sillons dorsaux, qui sont três 
étroits et profonds, se terminent antéríeurement à la rainure du limbe, 
également étroite et profonde, et gardent toujours la méme largeur; 
postéríeurement, loutefois, ils disparaissent à leur jonctíon ayec les sil- 
lons postéríeurs des joues et avec le sillon occipital, en ouyrant dans 
une aire tríangulaire. Bords postéríeurs des joues, étroits. Anneau oc- 
cipital étroit, avec un petit tubercule sur Taxe. Joue mobile inconnue. 
Sculpture de la surface consistant en un pointillage fin, serre, yisible 
seulement à la loupe. 



ComnmiGAçOBs. Tox. y.^AyiiiL, 1901 23 



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— 344 — 



Hloksia minuta, sp. d. 

PL II, fig. 12-16; pi. y, fig. 18 

Forme géDérale du corps oyale allongé, de largeur inféríeure à 
la inoitié de la longueur totale. Têle médiocrement convexe, occuimi 
plus d'un tiers de la longueur du corps. Glabelle un peu saillar/. , 
pyríforme, s^élargissant beaucoup vers le front, avec sa plus irranV 
convexité correspondant à la partie ou elle est le plus large; IÍíj' 
sans aucun vestige de sillons latéraux et distinctement limitée par /: 
sillons dorsaux, qui sont três profonds. Le frout de la glabelle dépas>^ 
beaucoup la longueur des joues; elle est séparée du bord frontal [r 
une rainure que Ton nobserve, d'aílleurs, que dans l'exemplaire ik 
la fig. 12; dans tous les autres, la glabelle se projette vers Tavant el 
cache le bord frontal. Le sillon occipital est bien defini et se lie lat^ 
ralement d*un còté et de Tautre avec les sillons postérieursdesjouês, 
qui sont larges et três distincts. 

L'anneau occipital, plus large que les bords postérieurs des joue?, 
semble porter un grain saillant sur Taxe. Les joues sont moyenDeiuel 
saillantes et s'élèvent jusqu^à la hauteur de la partie poslérienrede!^ 
glabelle. Les yeux, relativement grands et Irès saillants (figs. i3 et i^ 
sont placés três en avant, la ligne qui les unit traverse la plat'^!'' 
à moitié de sa longueur. La distance des yeux aux sillons dorsam 
dépasse un peu la largeur de Ia glabelle à la mème hauteur. Les joqh 
mobiles sont étroites et années d'une pointe génale étroíte et aigii^ 
qui se prolonge jusqu'à la hauteur du second segment da tborai ã^ 
42); cependant elle est beaucoup plus longue dans rindividuplusjeaiií 
(fig. 15) et atteint le quatriènie segment. 

Le thorax occupe beaucoup plus de la moitié de la lODgneur to- 
tale et se rétrécit graduellement en arríêre jusqu'à Textrémité du p;- 
gidium. On compte 44 segments, qui semblent tous appartenir ao lho 
rax, dans le plus grand exemplaire (fig. 12), qui toutefois poorrail oe 
pas ètre un indivídu parfaitement adulte; on n'en compte que 6 dans 
Texemplaire plus pelit (fig. 18), qui est évidemment d'un individoen 
core incomplètement développé et à moitié enroulé. 

Le rachis occupe à peu prés '/s de la largeur d'un deslohesis 
téraux. Les plèvres sont creusées par un large sillon, qui occupe p'u^ 
de la moitié de leur largeur. Dans Ia partie interne. Ia plus W^- 
ce sillon a une largeur égale; sur le talus, qui est três court et '^^ 



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—345 — 

forme triangulaire, il se rétrécit jusqu'au bout de la plèvre, ou il ter- 
mine. Les plèvres soDt ployées eD coude et un pea tournées en ar- 
ríère, cbacune étant armée à son extrémité d'une épine semblable à 
celle de la pointe génale. L'axe, à section subtriangolaire, forme une 
créte saillaDte, comme dans Hicksia Elvensis, les anneaux étant peut- 
ètre armes d^une épÍDe comme Tanneau occipital. 

Le pygidíum, inconnu, est cache dans la roche dans sa pias grande 
partis ou totalement, daas le seul exemplaire (fig. i2) qui pourrait le 
montrer. 

Oo pourrait penser que ces exemplai res, que nous avons reunis 
sous le nom de Hicksia mintUa, ne sont que des individus jeunes d'une 
des espèces du même genre que nous ayons précédemment décrites; 
toutefois, ne pouyant pas la déterminer, car la forme de la glabelle 
est toute spéciale, nous nous sommes decides à faire leur descríption 
sous an nom différent, en les considérant comme formant une espèce 
distincte. 

Hypostóme ind. 

PI. IV, fig. 5, 10; pi. V, £g. 13, 86 

Ces deux bypostftmes, appartenant sans doute à une méme espèce 
de Trilobite, sont trop écrasés et deformes pour qu'on puisse reconnaí- 
tre leurs caracteres, mais ils sont visiblement d'un type diflférent de 
tous les autres que nous avons décrits. On les distingue surtout à 
leur forme trapézoidale et à la grande largeur de la doublure sous- 
frontale à laquelle ils sont rattachés. Nous ne connaissons aucnne forme 
qui leur ressemble. 

Par la singularíté de leur forme, qui les éloigne tant de tous les 
autres hypostômes, appartiendront-ils au genre Hicksia? 



Hetadozides Bomexnaiml Menegh. (sp.) 

PI. III,fig.33;pl.VI, fig. 1 

Í888. Paradoxidet Bomemarmi Meneohini.— Paleontologia deWígIetientê in Sarde^- 
gna. Fauna cambriana. TrUobUi, (Estrado dei volume iii, P;)rte seeonda, 
delle Memorie dei R. Gomitato geológico d'I(alia, p. \9, Tav. II, fig. 3; Tav. 

Ill, fig. 2.) 
1891. Metadoxides Bomemanni Bobnrmann. — Die Vertíeimrungen des Cambrisdun 
Schichtensifitmã dêr Ifuel Sardini$n. Zweite Abth., p. 466 (42); Taf.37,6f. 
i-8: Taf. 38, fig. 7; TaL 39, fig. i6. 



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— 346 — 

Nous ne possédons de cette espèce que les deox maovais exem- 
plaires representes dans les figures citées, dont le prender est Ym- 
preinte extérieure de deux segments du thorax, et le second le moole 
de 7 segments coutigus et mcomplètement décourerts aux extrémités. 
Malgré rimperfection de ces exemplaires, et malgré que ses dimen- 
sions ne correspondent pas à celles des spécimens de la Sardaigne re- 
cueillis par Bornemann, lesquels Mknkghini a dérríts, je ne duate p» 
qu'ils o'appartienDent tous à la même espèce. 

Les deux premiers spécimens recueillis dans les schistes de Ca- 
nal Grande, dans la vallée de Gutturu Sartu, fnrent classes par Me- 
NEGHiNi dans le genre Paradoxídes, auquel évidemment ils ne pea- 
yent pas appartenir. En efiet, ils ne ressemblent pas du tout à aacuo 
des types de Paradoooides representes par Barrande (Syst. siL Boh., 
TOl. I, pi. IV); ils pourraient plutôt se rapprocher du type de Harf» 
unffula Strrn. sp. (Ibid., pi. IV, fíg. 1), ou de Olenus íruncatus Baurat. 
(Angeun, Pakant. Scand., p. 43, Tab. XXV, fig. i), ces espèces ayaol 
les segments du tborax três étroits, termines latéralement en poiote 
tournée en arríòre et avec les lobes latéraux plus larges que le rachis. 
Cest sur cette espèce et sur d'autre8 que Meneghini ayait rapportéi 
Paradoxides, que Bornemann a fondé son genre Maadoxides, dont les 
plèvres sont creusées par un siUon large et plat, et le talus, de méme 
plat, est le plus souvent court et de forme tríangulaire. Ces caracte- 
res s'adaptent parfaitement à nos exemplaires, aussi n'avoDS-noiis pas 
bésité à les rapporter au genre Maadoxides, en ies rapprochant de 
M. Bomemanni, auquel ils ressemblent plus, qu'aux autres espèces de 
Metadoxides figurées et décrítes par Bornemann. 

Dans nos exemplaires, Taxe médíocrement bombé est ud peo 
plus étroit que les lobes latéraux, 11 égale à peu prés la longueor de 
la partie interne de la plèvre. 

Les anneaux enfies en nodule et projetés en avant, laissent en- 
tre eux de larges rainures. Les sillons dorsaux sont três peu profonds. 
Les plèvres, planes, se coudent légèrement vers rextrémitè, à peiDeio- 
clinée vers Tarrière. Leur surface est creusée sur toute sa longueor 
par un sillon peu oblíque, large et três marque, qui atteint Textré- 
mité en se rétrécissant sur la partie coudée, d'ailleurs peu visible. 



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—347 — 

OlenèUns (7) Maopheraoni, sp. n. 

PL IV, fig. *; pi. V, fig. 21; pL VI, fig. 11 

La téte incomplète, três écrasée et déformée, que représentent 
ces figures, ne peut en vérité être dúment classifiée; cependant, comme 
cet exemplaire dififère éyidemment de tootes les autres formes de Trí- 
lobítes que noas possédons, dous avons jugé utíle de la représenter 
et de la nommer. 

Cette tèfe avait certainement peu de relief; soo contour exté- 
ríeur étaif forme par un limbe large, qui se prolooge jusque aux 
poíDtes génales, qoi sont larges et fortes. La glabelle occupe moins 
d'uD tiers de la largeur de la téte; elle s'amincít vers le froDl et n'at- 
teJQt pas le cootour. Si on Fobserve attentivement, il semble qa'on 
y décoiivre les vestiges de quatre paires de sillons latéraux (si ces 
rides effacées ne sont pas plutôt Tefifet de Técrasement de l'exempiaire); 
BD outre, elle avait dans sa base un petit tubercule aiga correspon- 
daot au sommet de Tanneau occipital. Les lobes palpébraux, três étroits 
el loDgs, étaient placés presque à la demi-longueur des joues et beau- 
coup plus rapprocbés du sillon dorsal que du contour extéríeur de la 
téte; leur extrémíté antérieure ya presque toucber le síUon dorsal vis- 
à-yis le síIIon lateral le plus antérieur. La suture faciale n'est pas bien 
Tisible, car le moule a été en partíe détruit; il paraít cependant que 
cette suture débutant au bord lateral en avant des coins postérieurs 
de Ia téte, se dirigeait obliquement en dedans vers le sommet de la 
courbe formée par le lobe paipébral et puis, en dívergeant du coin an- 
térieur de Toeil, allait couper le bord frontal un peu en dehors de la 
projeciion antérieure de Tceil. Le cours de cette suture était donc sem- 
blable à celui qu'il suit dans Olenellus Gilberti Meek. * 

Dans la fig. 4 de la planche IV, cet exemplaire est represente en 
sa grandeur naturelle; cependant, pour faire connaítre Ia pointe gé- 
nale qui, par inadvertence, a été coupée dans cette figure, nous avons 
répétée celle-ci sur la planche V. Cela n'a pas encore suffi à rem- 
plir notre désir, car Texemplaire n^ayant pas été photographié à échelle 
double coDune les autres, il en resulta que par la réduction de cette 
planche on le voit à moitié de sa grandeur naturelle. Cest ce qui 
Dous a obligé à le reproduire encore sur la pi. VI, ou il montre pour- 
taot des dimensíons un peu inférieures à celles qu'il a en réalité. 



1 Walcott, Sêcond eontribution to the Siudie» on the Camhrian Faunas etc. (Buli. 
U. S. geol. Sonr., n.» 30^ p. 170, pi. 18, fig. 1.) 



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—348 — 



Genre Hiorodisons Emmons 

Ce genre éminemmeDt caractérístiqae de la faune prímordiale, 
offre la circonstaDce três singulíère qu'il est fondé sur une espê<€ 
qoi en a été exclue, parce que Tod sait qu*elle appariient à un autre 
genre déjà antérieurement connu; et ce qu*il est encore plusétoo- 
nant c'est que cette espèce occupe un niveau três supérieur (faune se- 
conde), de sorte que cCaprès la loí quí régit la nomenclatute paléon- 
tologíque, on comprendra diíficilement que le genre soit altribué ã 
Emiions et non pas au paléontologiste qui en donna le premier la Térí- 
table caractérístique. 

Mr. Walcott*, après avoir mentionné les diflférentes espèces ilu 
genre Mkrodiscus» dit que Pemphigaspis buUata Hall (Sixteentb Rep. 
N. Y. State Gab. Nat. Hist., p. 221) semble ètre intímement appareo- 
tée avec ce groupe; pourtant il ne juge pas que Ton puisse iodiquer 
ses rapports avec les Agnostidae tant que cette espèce ne será mieux 
connue. Cependant, si Ton prouvait que Pemphigaspis bullaía ap|>ai 
tient au mème groupe, toutes les espèces jusqu'à présent rapporfe 
à Microdiscus^ devraient ètre réunies à Pemphigaspis, atteodu que \t 
nom original de Ei^imons ne saurait ètre conserve, puisqu'il semblt 
avoir été fondé sur une espèce du genre Trinuckus. 

Quoiqu'iI en soit, une fois reconnue Texistence d'un nouveau tY[>e 
généríque, et accepté pour celui-ci le nom proposé par Emmons, Wal- 
GuTT le définit de la forme suivante: 

Trilobites de peu de grandeur: forme ovale allongé; tèle et py- 
gidium sous-ègaux, sans yeux ni sutures faciales; glabelle allongée, 
coníque ou cylindro-coníque, avec ou sans sillons latéraux et avec oa 
sans sillon occipital; pygidium avec les lobes latéraux sillonnêsoa 
non; thorax avec 3 ou i segments; plèvres sillonnées comme celles 
de Paradoxides. 

Âinsi que Ton peut déduire de cette caractéristique, íl y a une 
grande varíation parmi les espèces rapportées à ce genre, comme íl 
en est aussi du genre Agnostus, avec leque! les Microdiscus sont ivu 
nispour constituer ensemble la famille des Agnostidae.' 



1 Buli. U. S. geol. Sunr., n.» 30. p. 153. 

2 Rarl A. von Zitlel, Text-bodí of Pedeotaology, translated and edited by Cb.R. 
Eastman, 1900, vol. i, p. 624. 



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—349— 



Miorodisous oaudatus, sp. n. 

PI. Ill,fig. 12;pl.V,fig. 23 

Trílobíte de forme ovale ayant la plus grande largeur dans sa 
partíe antéríeure. Tête demí-circulaire, doucement bombée, unie, en- 
tourée d'uD large limbe, sans aucun vestige de lobation, ní de sillon 
ou anneau occipital. Les lobes paipébraux sont placés au líers posté- 
ríeur d^ la longueur de la tète, et ils sont bien distincts, malgré le 
;,Tand dommage qu*a éprouvé Texemplaire, lequel dans la figure de Ia 
pi. III a été, en partie, restaure. On ne peut pas bien percevoir le cours 
de la suture faciale, mais il semble que, à partir do Tangle antérieur de 
Tceil, il décrit une courbe três ouverte, ayant la convexité tournée en 
dehors, allant traverser le contour extérieur de la tète prés de la pro- 
jection antérieure de Toeil; postérieurement il décrit aussi une courbe 
anaiogue, atteignant le contour intérieur en dedans de la projection 
poslérieure du centre de figure de Toeil. 

Joues imparfaitement connues. Angles postérieurs des joues ar- 
rondis. On croit distinguer dans le thorax 3 segments, qui sont divi- 
ses par les sillons dorsaux en 3 parties inégales; une partie centrale, 
plus large, correspondant à Taxe, et deux parties latérales, corres- 
pondant aux plévres, qui étaient creusées longitudinalement par un 
large sillon. 

Le pygidium est plus long, mais plus étroit que la téte, et au con- 
Iraire de celle-ci, il montre des vestiges de trilobation. 11 a la forme 
demi-elliptique et finit en une pointe caudale, forte et courte. L'axe, 
peu distinct, est plus étroit que les lobes latéraux, et semble attein- 
dre le contour en se terminant par Tappendice caudal. 11 presente une 
segmentation três indistincte, qui le partagerait en un grand nombre 
danneaux; cependant, dans les lobes latéraux, on ne découvre le moin- 
dre vestige de segmentation. 

I/existence d'yeux dans cet exemplaire devrait Texclure du genre 
MicrodiscuSs selon la caractéristique qui lui a été attribuée; toutefois, 
comme quelques autres genres de Trilobites, tels que les Illaenus, ren- 
ferment des espèces qui ont des yeux, et d'autres qui ne les possè- 
dent pas, nous croyons pouvoir incorporer notre exemplaire dans le 
genre Microdiscus, vu que les autres caracteres de ce genre lui sont 
rigoureusement applicables. 



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— 350— 



Miorodisous suboaudatus, sp. n. 

PI. III, fig. 5-8, 16, 18 ; pi. V, fig. 31, 34 

Les pygidiums representes dans les figures citées, qaoiquede 
bien moindres dimensions que celles de Texemplaire que nous aTons 
Dommé M. caudatus, ont assez d'anaIogíe avec celui-ci, et Fon pour- 
raít méme croire qu'ils représentent des indívidus jeunes de forme 
loDgue, d'uDe variété de la méme espèce. Toutefois, outre les dimeo- 
sions exíguês qu'0Dt tous ces exemplaíres, ils montrent encore d'aa- 
três caracteres qui serveot à les distinguer comme formant uDe es- 
pèce à part. 

Parmi tous ces exemplaíres, celui de plus grandes dimensions est 
represente súr la pi. III, ãg. 8 et pi. Y, fig. 31 ; cependant, ilestas- 
sez abímé et deforme par la compression oblique qu'il a subie e( il lui 
manque en outre Fappendice caudal, c'est par conséquent avec doute 
que nous le réunissons dans cette espèce. II a cependant un limbe 
marginal tout autour, comme le possèdent tous les autres exemplaires 
que nous rapportons à cette espèce, dans lesquels ce limbe est tié à 
Tappendice caudal; Taxe est étroít et se prolonge jusqu'à atteindre 
presque le contour, sans qu'on y decouvre pourtant aucune segmenta- 
tion. Au contraire, dans Texemplaire de la fig. 18, qui montre aussí 
la tète détachée, on croit découvrír dans Taxe du pygídium des ves- 
tiges três indistincts de segmentatíon, et à Tangle génal une petíte 
pointe aigué tournée vers Tarrière. 

Un pygidium três long de cette espèce, qui n'est pas figure sur 
nos planches, a une pointe caudale de 5 mill. de longueur. 



Miorodlsous Wenoeslasi, sp. n. 

Pi.III,fig. 15, 17;pLV,fig.22 

Ces deux exemplaires, quoique étroitement lies à M. subcaudatus, 
diflerent de cette espèce par leur convexíté beaucoup plus grande, par 
Tabsence de limbe marginal dans le pygidium, et parce qu'on ne dis- 
tingue pas dans cette partie du corps le rachis, qui est indique sea- 
lement par deux sillons peu visibles, lesquels disparaissent totalemeat 
au tiers de la longueur du pygidium h partir du contour antérieur. 

L'exemplaire de la fig. 17, qui est entier et un des exemplaires 



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—asi- 
les pias parfaíts que nous possédions dans notre collection, laisse Yoir 
le lífflbe qui forme le contour extérieur de la tète; celle-ei est três 
convexa et régulièrement voútée, sans aucune trace de glabeUe ni de 
silIoDS. Le contour antéríeur forme ane courbe convexe vers Taxe da 
thorai, et de chaque còté il se courbe en sens contraire jusqu*à Tan- 
gle génal, qui forme une petite poínte aiguê. On n'y découvre point 
d'yei2x, ni aucune trace de lobation ní de sillons. 

Le thorax est composé de 3 segments, avec les plèvres largement 
sillonnées; les rainures des anneaux de Taxe sont de mème tròs dis- 
tiactes. 

Le pygidium, assez convexe mais pas autant que la tète, a la 
forme subtriangulaire, il se termine postérieurement par un appen- 
dice caudal ou pointe aigué, et latéralement, dans la partie antérieure, 
il ffloutre le biseau ou facette, qui lui faciliterait Tenroulement. Les sil- 
lons latéraux ne sont visibles que sur un tiers ou un peu plus de la 
longueur du pygidium. 

Un autre exemplaire de plus grandes dimensions quelque peu de- 
forme, qui n'a pas été figure, a 15 millimètres de longueur sans la 
pointe caudale, qui est cassée. 



Miorodisotis Soozai, sp. n. 

PI. m, fig. 25-32; pi. V, fig. 33 

La forme générale du corps est elliptique, plus ou moins allongée, 
suivant que Ton considere la forme longue ou la forme large. La tôte 
et le pygidium, presque égaux en surface, occupent cbacun une lon- 
gueur plus grande que le thorax. 

La téte de forme parabolique est régulièrement bombée, et pos- 
sède un large limbe marginal formant le contour extérieur. Le con- 
tour intérieur est un peu convexe vers le thorax (fig. 25), la tète se 
projetant dans plusieurs exemplaires sur cette partie moyenne du 
corps par Técrasement ou le raccourcissement du Trilobite dans le 
sens longitudinal. 

Dans Texemplaire represente à la partie inférieure de la fig. 27, 
le mieux conserve de tous ceux que nous possédons, on voit que la tète 
était dépourvue de lobation et de tout vestige de sillons, ayant les 
yeux três éloignés et placés três en arríère. La ligne que les unit tra- 
Yerse Taxe du corps à un tiers de la longueur de la tète à partir du con- 
tour intérieur. Les augles génaux sont arrondis (suivant que Ton observe 



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— 352 — 

principalement dans les exemplaíres des figs. 26 et 28). La joue mo- 
bile a des dimensions très exignês. Le cours de Ia suture fadale D'est 
pas bieo yisible, mais il parait^ pourtant^ qu'eD contonraant le lobe 
palpébral elle se dirígeait vers Tavant, allant couper le coDtour exlé- 
ríeur im pea en debors de la projection antéríeure de Toeil; postéríea- 
rement elle s'infléchissait obliquement en arrière en atteignant le con- 
tour intérieur prés de Tangle génal (fig. 29). 

Le tborax, dont Ia longuear est bíen moindre que celle des àm 
autres parties du corps, se compose de trois segments avec les plè- 
vres pointues, droites, avec les extrémités un peu tournées en ar- 
rière, profondément et largement sillonnées presque jusqu'au bout. 
Le talus est beaucoup plus court que Ia partie interne de la plèvre, et 
Torme avec celle-ci un angie très obtus (fíg. 27). Les anneaoi de 
Taxe sont unis et separes par des rainures étroites et profondes. Les 
sillons dorsaux sont bíen dislincts et dÍYisent le thorax en trois par- 
ties inégales, celle de Taxe étant la plus large. Le pygidium est garni, 
comme Ia tète, d'un large bord marginal, qui se rattache antérienre- 
ment à la facette articulaire, laquelle faciliterait renroulement du Trí- 
lobite. L'axe se rètrécit graduellement en arrière, étant limite par les 
sillons dorsaux qui se rassemblent avanl d'alteindre le contourpos- 
téríeur. On découvre dans celui-là, aussi bien que dans les lobes la- 
tèraux, quelques vestiges de segmentation. Dans le pygidium de ia 
fig. 32, on compte 5 ou 6 anneaux sur Taxe, et la rainurc ou silioQ 
inlercostal des lobes latéraux s'évanouit á une courte distance des sil- 
lons dorsaux, ne pouvant, par conséquent, atteindre le limbe ducon- 
tour, qui est très distinct. 

Cette espèce fort interessante est représentée dans notre collec- 
tion par un très grand nombre d'exemplaires, pour Ia plupart ou 
presque tous, des tètes et des pygidíums détachés. Parmi ces exem- 
plaires on peut facilement distinguer les deux formes communes à ud 
grand nombre d'espèces de Trilobites: Ia forme longue et la forme 
large. On ne saurait méconnaitre certaines analogies qui lient cette es- 
pèce avec Microdiscus speciosus Ford *, cependant la forme générale 
de notre Trilobite, Tabsence de glabelle, Texistence des yeux et le 
nombre de segments du pygidium servent bien à Ten distinguer. 

Je me fais un plaisir de dédier cette espèce à Romão dg Socza, 



í Ch. d. Walcott, The Fauna of the Lotcer Cambrian or (Xenellus zone, p 632, 
pi. 81, fig. 5, et Second eontribution to the Studies on the Cambrian Faunas ofNorth 
America, p. i64, pi. i6, fig. 3-3 c. (Buli. U. S. geol. Suirey, n.« 30). 



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—353 — 

collecteur de notre Service Géologíque, qui apròs das fouílles réité- 
rées qne je lui avais commandées en maintes endroits, a eu la bonne 
cbaDce de découvrír la fauDe cambríenne dans Dotre terrítoire, et a 
en OQtre enríchi les collections de notre Musée par de nombreases ré- 
coltes de fossUes, surtout des divers systèmes paléozoiques. 



Miorodlsotis Woodwardi, sp. n. 

PI. III, £g. 18, 14, 21-24; pi. V, fig. 17 

Cette espèce est représentée dans notre collection par un petit 
Dombre d'exemplaíres. On la distingue de M. ípeciosus Ford de rAmé- 
ríque du Nord, et de M. sctdptm Hicks * de S^ David's (principauté de 
Ga lies) avec lesquelles elle a des analogies evidentes, surtout par la 
forme de la tète, et par rapport à la première espèce od Ia distingue 
eucore par les proportions relatives des trois parties principales du 
corps. 

La glabelle est três large et occupe presque toute la largeur de 
Ia téte, elle diminue graduellement en relief vers la partíe antérieure, 
élant entourée par un limbe três larga, qui se rélrécit rapidement vers 
cliaque cõté. Dans les deux espêces étrangères, la glabelle est par con- 
ire relativement petite, occupant moins d'un tiers de la largeur de la 
téte, et n*atteignant pas la moítíé de sa longueur. 

On ne distingue dans notre espèce que 3 segments dans le tho- 
rax, et dous ne saurions dire s'il faut considérer Texistence d'un qua- 
trième anneau soudé au pygidium, comme c'est le cas pour M. spe- 
ciosus, d'après Furd. Dans M. sculptus il y a 4 segments distincts, le 
thorax étant plus long que chacune des deux autres parties du corps. 
Le pygidium était garni tout autour d'un limbe, mais beaucoup 
plus élroit que celui du contour extéríeur de la téte, tandis que dans 
les deux espêces citées, il a, à peu de chose prés, la mème largeur 
dans la partie antérieure que dans la partie postérieure du corps. 
Les sillons dorsaux des deux originaux des fig. 21 et S2, qui re- 
présentent la forme large de notre espèce, se manifestent à la base 
de la téte par une petite fossette, qui marque Textrémité interne du 
bord postérieur, lequel se rattacbe au limbe du contour extéríeur; 
les sillons latéraux manquent dans la glabelle, et Tanneau occipital 
est indique seulement par un petit tubercule correspondant à Taxe. 



1 QuarL Journ. geol. Soe., vol, 27, 1871, p. 400, pi. 16, fig. 9. 



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— 354— 

Les angles génaiix étaient arrondis. Le rachis est i peu prés de la 
mème largeur qae les lobes latéranx, autant dans le thorax qoe diiu 
le pygídimn. Celni-d a presque la mème forme et la mème grandeor 
que la tète; tous les deux sont plus longs que le thorax, dans leqnel 
GD ne compte, comme nous avons dit, que trois segments. 

Dans Texemplaire des fig. 23 et 24, lequel, quoiqne deforme par 
distensioD longitudinale, represente à notre avis, la forme longue de 
Tespèce, on distingue bien la glabelle et les 3 segments da thorax oo 
peu separes, mais ayant les plèvres largement et profondément sfllon- 
nées dans presque toute leor longueur, les rainures des anneaox de 
Taxe se montrant aussi três distínctement. 

Un pygídium de plus grandes dimensions, que noas rapportoDS 
aussi à cette espèce, se trouve represente dans la fig. 14. Cette figare 
est, cependant, três inexacte, parce que les retouches qu'7 a íaites le 
dessinateur, ont modifié la pbotographie oríginale. L'axe occupe pres- 
que toute la loogueur du pygídium, en atteignant le limbe du contour; 
mais le mauvais état de Texemplaire ne permet pas de dire s'il exis- 
tait dans Taxe quelque segmentation. On ne la découyre pas non pios 
sur Texemplaire de la fig. 13, qui est identiqne avec le précédent. 



Telson d'un Orustaoó (?) 

PI. IV, fig. 59 

Get exemplaire, incruste dans le schiste, et yisiblement incompld, 
est de forme triangulaire aplatie, ayec Textrémité se prolongeant en 
pointe longue et três aiguê; il montre une crète saillante à partir da 
sommet vers le cõté opposé ou base du triangle, s'élargissant et s'éTa- 
nouissant graduellement et disparaissant tout à fait à demi-longaeur du 
fossile. 

D'aprês ce que Ton peut juger par Texamen de Textrémité la plus 
large, dans Ia partie ou le moule a été détruit, on voit que la face qui 
est posée sur la roche est doucement concave, cette courbure corres- 
pondant à la légêre convexíté que montre la surface exposée, ce qoi 
est en harmonie avec la saillie de la crète, qui suit longitudinalem^t 
le milieu du fossile. 

La partie qui reste du fossile a 15 millimêtres de longueor et 
6,5 millimêtres à la base du triangle. 



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—355— 

Crustacé índ. 
PI. IV, fig. 29, 30, 41 

Nous ignorons absolument à qael type pourraient étre rapportés 
les deux moules, d'aillears ímparfaits, quí se trouvent representes sur 
la pi. IV, fig. 30, et pL IV, fig. 29 et 41 (empreinte externe et moule 
du môme exemplaire); nous croyons, cepeadant, qa'ils appartiennent à 
la classe des Grustacés et à Tordre des Ostracodes, en représentant la 
carapace cépbalique d'une forme, peut-ètre inconnoe, mais quí se rap- 
prodierait da genre Batrdia W Goy. En eflet, Bairdia curta M* Goy, 
du calcaíre carbonifère de Tlslande, semble montrer quelque ressem- 
blance avec nos exemplaires, si ce n'est les dimensions beaucoup plus 
grandes de ces demiers. 

Leur mauYais état ne nous permet pas de faire à leur égard, de 
plus amples références. 

PTEROPODA 

IB^olithés Ltudtaxiioas, sp. n. 

PI. rv, fig. 68, 59 

Coquille de forme pyramidale tríangulaire coupée obliquement à 
la base, a?ec le sommet pointu. L'angle au sommet de la grande face 
est d'envíron 16^; mais Texemplaire est casse à Textrémité, ou bien 
celle-ci est arrondie. La section transverso est triangulaire avec les 
angles arrondis, surtout celui de la face ventrale. La grande face ou 
face dorsale est plane, ou méme légèrement déprimée dans le sens 
longitudinal. Les deux petites faces sont légèrement bombées, de sorte 
que la section transverso, menée prés de la base, est presque semi-cir- 
culaire. La surface est unie et Ton n'a découvert, méme à Taide de la 
loupe, aucun vestige de striation. 

Cette espéce presente quelques analogies avec H. americanus Bil- 
LiNGs'; elle est cependant de dimensions beaucoup plus petites, et on 
Ia distingue aussitôt à la forme de la bouche, coupée obliquement. 



^ WiLGOTT, Thê Fama ofthe Lower Cambrím w (MêiMui Zom, p. 620^ pi. 75, 
fig. 2. (BnU. U. S. geol. Sarrey, n.*" 30, p. Í3S, pi. XUl, fig. 6.) 



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—356 — 



Hyolitlies cf. Billingsi Walcott. 

PI. IV, fig. 57 

G. D. Walcott, Second contribution to the Studies on the Cambrian Faunas of North 
America (Buli. U. S. geol. Survey, n.» 30, 1886, p. 134, pi. 13, fig. i.) 

— The Fauna of the Lower Cambrian or OleneUus Zone. (Tenth annual 

Report of lhe U. S. geol. Survey, 1890, p. 620, pi. 75, fig. 1.) 

Goquílle três petite, de forme pyramidale tríangalaire, ayant plus 
de 6 millimètres de longueur, parce qu'elle est cassée au sommet, et 
1 millimètre de largeur à la base. La suture transverse est subtrían- 
gulaire, avec Tangle ventral três arrondi. Les deux faces venlralos 
sont coupées obliquement à la base, convergeant Tune avec Taatre, et 
formant un angle peu obtus. La face dorsale reste incoDuue, puísque 
Texemplaire est incruste dans le sdiiste, par ce motif sa section trans- 
verse n'est pas non plus visible; on peut cependant se rendre compte 
que les deux arétes latérales qui limitent cette face, étaient aussi ar- 
rondies, la section transverse étant probablement un triangle corví- 
ligne. 

Quoique de moindres dimensions que H. Billingsi figure par Wal- 
coiT, qui a au moins 12 millimètres de longueur, notre exemplaire 
ressemble beaucoup à cette espèce, principalement aux exemplaires 
de Pioche, comté de Nevada, en Californie. 



Hyolithes sp. aff. oominimis Billings 

PI. IV, fig. &5 

Get exemplaire represente évidemment une forme de Ptéropode 
différente des autres que nous avons trouvées dans le mème gise- 
ment de Monte de Valbom; quoiqu'iI soit três incruste dans la roche, 
on reconnaít qu'il avait la forme pyramidale et la section subtrian- 
gulaire, avec les faces et les angles arrondis, se rapprochant de H. 
communis BillingsS mais ayant des dimensions beaucoup moindres que 
cette espêce. La surface de Texemplaire semble ètre parfaitement onie. 



» Bali. U. S. geol. Survey, rc'» 30, p. i36, pi. XIV, fig. 3. 



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— 357 — 



Ptéropode ind. 
PL IV, fig. 54, 56 

Les deux exemplaires que représentent ces figures, sont du méme 
ly[)e, mais ils peuvenl pent-être appartenir à deux formes distincles. 
lis sont tous les deux solídement incrustes dans le schíste, mais dans 
des positions diverses, Tun montrant la face dorsale, tandis que Tau- 
tre esl exposé du côté ventral ; on ne peut pas pourtant reconnaitre 
lous leurs caracteres. 

La section transverse est dans chacun un tríangle curvUigne, mais 
avec les angles tellement arrondis qu'elle forme presque une courbe 
toíitinue. La forme des exemplaires est subprismatique, três douce- 
inont courbée, les faces du prisme étant un peu bombées. 

L'oríginal de la fig. 56 a la surface uníe, et la boucbe, garoie 
d UD bourrelet ou anneau três saillant, semble étre perpendiculaire à 
Taxe. 

L'exemplaíre de la fig. 54 est casse du cdté de la bouche et 11 
manque de bourrelet; 11 parait, cependant, par la direction de quel- 
ques ligues fines qui se dessinent obliquement à la surface, que la bou- 
che était oblique, si ces lignes ne sont pas plutôt, ce qui est possible, 
le résultat d'une cerlaine torsion que Texemplaire aurait subie et qui 
I «mrait deforme, en rendant sa surface un peu rugueuse. 

Cette figure 54, par suite des retouches qu'elle a subies, ne re- 
produit pas bien les caracteres du fossile, en le montrant surtout plus 
ventru qu'a ne Test en réalité. 

L'extrémité opposée à la bouche est arrondie, dans chaque exem- 
plaire. 

LAMELUBRANOmATA 
Poaidonomya (?) Malladai, sp. o. 

PL IV, fig. 26; pl.V, fig. 24 

L'exemplaire represente dans cette figure est unique dans notre 
colleclion, et il se distingue aiséraent de tous les autres moules de bi- 
valves que nous possédons. Ce moule est três aplati, et montre en- 
core des restes de la coquille fossilisée, qui était relativement épaisse. 



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—358— 

La yalve gaúche^ qui se trouve exposée, a glissé sur la valve droite, 
que ToQ décoavre encore en partíe adhérant à la roche en dessons de 
celle-là. En plus des lignes d'accroissemenl concentriques, três e^pa- 
cées, qui la couvrent, on décoavre encore des traces d'une stríation 
rayonnante à partir du crochet et allant se terminer au bord ventral. 
On ne connaít pas les caracteres intérieurs de la coqaille, too- 
tefois, par sa forme générale, on pourrait la considérer comme appar- 
tenant à la classe des Lameliibranches, et dans ce cas devant ètre rap- 
portée au genre Posidonomya, vu qu'elle a le bord cardinal droítetie 
crochet saillant et situe três en avant. n est possible, cependant, que 
cet exemplaire appartienne au groupe des Grustacées phyllopodes, 
sous-ordre des Branchiopoda, panni lesquels le genre Estheria réu- 
nit plusieurs espòces, qui furent antérieurement décrítes comme La- 
mellibranches, sous les noms de Posidania, Posidonomya et autres.' 
Les Estheria vivaient ordinairement dans des eaux saumátres; cepen 
dant parmi les Branchiopodes actueis, ceux du genre Artemia, qni ont 
aussi la forme de bivalves, vivent pour la plupart dans des mares d*eau 
douce peu profondes, mais se rencontrent aussi dans des lacs salés. 



Fordllla Troyensls Barr. (?) 

PI. IV, fig. 23, 25 

S. W. PoRD, Deuriptimi of new speeiit of FouUê from th$ Lowir PoUdam gnmp et 
Trúy, N. Y. (Amer. journ. of se., 3' series, vol. vi, n.« 32, 1873, p. 139.) 

J. Barbàndb, Syttème iUuHen du Centre de la Bohéme, vol. vi, Acéphalés, pi. 161. 

G. D. Walcott, Seeond contrilnUwn to the Studiet on tke Cambrian fornias of Ncfrik 
America, (Buli. U. S. geol. Sarv., n.« 30, p. 123, pi. XI, Og. 3, 3a-€.) 

Par leur forme générale et la stríation concentríque de leor sor- 
face, ces deux exemplaires ressemblent à FordiUa Troyensis, à laquelle 
on pourra peut-être les rapporter. On voit dans Texemplaire de la 
íig. 23 de grosses stríes d^accroissement três espacées, en ayant à ce 
qu*il parait, d'autres plus fines dans les intervalles qni les séparent. 
Dans le moule de la flg. 25 on voit des restes de la coquille fossíli- 
sée encore adhérents, et la stríation n'est pas aussi distincte; ony dé- 



1 li ne faat pas oublier que le príame d^inveraion n'ayant pas été employé pov 
la photographie de la plapart des exemplaiitt^ eette figure se trouve mvertie^c 
bÍÉD d'aiitres. 

< ZiTTBL, Tf. de paUoni., tradact Baerois, t n, p. 065. 



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—359 — 

comrre, cependant, un sillon large et peu profond, se dirígeant obli- 
quement du crochet vers la parlie postérieure de la coquille; ils'éva- 
noait avaDt d'ayoir atteínt le bord ventral. 

Malgré le mauvais état de ces exemplaires, nous ne poarríoDS 
maDquer d'y reconnaitre une certaine ressemblance avec Tespèce citée 
du Lower Gambrían de New York. 

L*illustre aateur du Système silurien de la Bohéme décrit sommai- 
rement cette espèce, alors qu'íl figure dans le vol. vi de son ouvrage 
un carton appartenant à la collection de Mr. S. W. Ford, de Nev^ 
York, portant 5 petites moules internes, dont ce savant avait déjà donné 
coDDaí:>sance anparavant, mais sans les nommer, ni spécifiquement ni 
géDériqaement. Barrandr range deux de ces moules dans les Gnista- 
cés, d'après les empreintes qu'il y a observées, qui contrastent avec 
les apparences connues chez les Lamellibranches; il considere que les 
autres trois moules appartiennent à cette demière classse, et ce sont 
ceux-là qui définissent Tespèce. U semble, cependant, que Mr. Walcott 
n'admet pas cette séparation, puisqu'il crait extrémement improbcMe 
que Fordilla Troyensis puisse être la carapace d'un Crustácea 

Malheureusement nous ne pouvons rien ajouter à la connaissance 
de ce sujet, car on ne peut découvrír les caracteres intérieurs de la 
coquille en aucun de nos moules. 



Modiolopsis Zitteli, sp. n. 

PI. IV, fig. 42, 40 

Le moule que represente la fig. 43 a la forme subovalaire, avec 
7,5 millimètres de longueur sur 3 millimètres de largeur correspon- 
dant au crochet. Cette coquille était três inéquilatérale; elle avait la 
partie antérieure courte et arrondie, et la postérieure longue, se rétré- 
cissant graduellement vers Textrémité qui est un peu acuminée. Le 
crochet aura dú ètre saillant; il donne origine à une crête peu saillante 
qui s'étend vers le bord postéríeur, et aussi à une autre, plus forte et 
beaucoup plus courte, qui se dirige vers le bord antérieur. L'aire de la 
charnière n'est pas visible, cependant on reconnaít à la forme du moule 
que la coquille devait être épaisse. 

La fig. 42 represente Tempreinte extérieure du fossile correspon- 



1 FordiUa Troyeniu may be lhe shell of a crasUcean, buil think it is extre- 
mely improbable (1. c, p. 123). 

CommunicaçObs. Tom. v.— Mai 1904. 24 



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— 360— 

dant au moule précédent. On y observe plusieurs cotes concentriques, 
ou grasses stríes d'accroissement, yisibles prés du cootour, et d'aQtres 
stríes fíDes avoísinant du crochet. 

Nous croyous que ce fossile represente une forme encore incon- 
nue, que nous nous permettons de consacrer au mémoire du profes- 
seur distingue, et sávant paléontologuebavarois/que la morta récem- 
ment enleve à Tadmiration et à Testime de ses confrères. 



Modiolopsis Booagrei, sp. n. 

PI. IV, fig. 37, 38, 48^2 ; pL V, fig. 27 

Les quatre exemplaires representes respectivement dans les figs. 
37 et 38, 48 et 49, 50 et 51, et 52 de la pi. lY appartiennent très 
probablement à une même espèce. Cest une petite bivalve comprímée, 
avec 6 míllimètres de longueur et 2,5 millimòtres de largeur, à goq- 
tour elliptique, également arrondie à Textrémité antérieure et à la pos- 
térieure. Elle est inéquilatérale, ayant le crochet pios prés du bord 
antéríeur, et la surface converte de grasses cotes concentríques parai- 
léles aux lignes d'accroissement de Ia coquille, laquelle n'était pas fort 
épaisse, à en juger d'aprés Taspect des moules. 

L'originaI des figs. 50 et 51 se distingue par de fortes rides oa 
cotes concentríques, qui en couvrent la surface. Celui de la fig. 52 est 
de même couvert de grosses stries concentríques d^accroissement, pas 
aussi fortes, cependant, que celles de Texemplaire précédent. Halgré 
ses dimensions un peu plus grandes (6,5 millimétres sur 3) ce der- 
nier ne pourrait pas étre séparé des autres, ils forment tous ensemble 
une même especa. 

Synek (?) oaxnbrensis, sp. n. 

PI. IV, fig. 44; pL VI, fig. 4 

La détermination généríque de ce moule est encore pios embar- 
rassante et plus douteuse que celle de la plupart des bivalves qui se 
trouvent dans notre coUection; cependant, nous ne doutons point qu 9 
n'appartíenne à uu Lamellibranchc et qu'il ne represente une espèce 
nouvelle, peut-étre même un genre encore inconnu. 

Ge moule reproduit la valve gaúche d'une coquille très ínéquíla- 
térale, légérement bombée, et qui avait la forme subovalaire, un peu 
acumínée vers les deux extrémités, ayant sa plus grande largeur der- 



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— 361 — 

rière le crochet, qai était placé três en avant et peu distinct. Ligne 
cardinale longue et subrectiligne. Bord ventral arrondi. Surface or- 
née de stries très fines, serrées, rayonnant du crochet, seulement vi- 
sibles à la moitié postérieure de la coquille; elles sont croisées par 
des stries d'accroissement, qui sont plus distinctes prés du contour. 

Sous le crochet sont rassemblées cinq petites granulations, ou 
moules de cavités circulaires qui exístaíent à ríntérieur de la coquille, 
et qui rappellent par leur position celles que montre le genre Ba- 
binka Barr. {Babinka prima Barr.)^ Barrande croit qu'elles repré- 
sentent les impressions pedales, que Ton observe aussi dans quelques 
espèces de Nucula.* 

Par sa forme générale et beaucoup de ses caracteres notre fossile 
rappelle le genre Synek (FiliusJ de Barrande, et Ton pourrait peut- 
èlre considérer celte forme comme un avant-coureur du type, qui, en 
Bohème, fitson apparition dans la bande dl. En effet, Ia forme typi- 
que de ce genre, Synek antiquus Barr., ressemble assez à notre exem- 
plaire sauf ses plus grandes dimensions; c'est pourquoi nous le rap- 
portons, du moins provisoirement, au même genre. 



Davidia Dollfúsi, sp. n. 

PI. IV, fig. 39, 40; pi. V, £g. 16 

Les deux figures citées représentent le moule et Tempreinte exté- 
rieure d'une petite bivalve, très comprimée, que nous rapportons avec 
doute au genre Davidia. Cette coquille a la forme parfaitement ellipti- 
que, elle est presque équilatérale, le crochet étant situe légèrement 
vers Tavant, et elle a 6 millimètres de longueur sur 2,5 millimètres 
environ de largeur. La surface était converte de stries d'accroissement 
irrégulières, dont quelques-unes très grosses, particulièrement visibles 
et très espacées du côté postérieur de la coquille. 

Cette coquille était moins convexe et avait la striation moins grosse 
que les exemplaires des figs. 50-52 de la même planche, que nous 
avons reuni dans Modiolopsis Bocagei; on la distingue d'ailleurs fáci- 
lement de cette espèce à la position de son crochet, qui est subcen- 
tral, et c*est ce caractere précisément qui nous porta à la rapprocher 
dn genre Davidia. 



í Sfftt. ífl. Boh., Tol. I, Texte I, p. 32, pi. 266, VL 
> Ibid., p. il6. 



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— 362— 



Davidia Ootterl, sp. n. 

PI. IV, fig. 45, 46 

Ce D^est pas sans quelqae hésitatíon que dous incorporons dans 
le geare Davidia Hicks les exemplaíres que représentent les deui fi- 
gures citées, parce que, en effet, on n'y observe pas distiDctemeDt 
tous les caracteres attribués par Hicks aux formes de ce genre; poar- 
tant nous oe conuaissons aucun autre type de LameUibraBches auqoel 
nous puissioDS les rapprocber avec plus de fondemeut. 

La coquille avait la forme ovale três allougée, arrondieaaide^ 
extrémités, et elle était fort comprimée, ayant 7,5 à 8,5 mOlimètresík 
lODgueur, avec moius de 3 millimètres de largeur. Le crodiet est 
subcentral, un peu rapproché du bord antéríeur. La ligne cardinaie 
est droite, s^étendant également de chaque côté du crochet, et tíii- 
teint pas la moitié de la loogueur de la coquille. 

Dans les deux moules representes, qui sont uniques dans notre 
collection et appartiennent sans doute à la mème forme spédfique, oq 
ne connait pas les deux carènes se dirigeant du crocbet vers les extrè 
mités prés du bord cardinal, lesquelles sont consídérées comme carac- 
tere distínctíf du genre Davidia; cependant Taplatissement qu^oot subi 
les moules est si visible, qu'ils ne présentent guère de relief sor la 
surface du scbiste, et cet aplatissement pourrait bien avoír cause la dis- 
parítion i\?s carènes. On ne voit pas non plus les lignes d'accroisse- 
ment, que seul Texemplaire de la fig. 45, montre tròs imparfaiteineDl 

Davidia Egozouei» sp. n. 

PI. IV, fig. 47; pLV, fig. 26 

Moule de forme parfaitement elliptíque ayant 6 millimètres de 
longueur sur 3 de largeur, mesurée à la hauteur du crochet. Coqjoillt^ 
inéquilatérale, avec le crochet un peu saillant et placé plus prés de 
Textrémité antérieure, qui est régulièrement arrondie, comme Testaussi 
rextrémité postérieure. Cette espèce était un peu bombée, mais reiem* 
plaíre qui a été aplati, laisse cependant voir qu'une carène se dirige 
du crochet vers chaque extrémité, en longeant de prés le bord cardi- 
nal. On découvre à la surface du moule quelques vestiges des stríes 
d'accroissement, dont quelques-unes plus fortes prés du contour. 



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—363 — 



Otenodonta GeUdei, sp. n. 

PLiy,fig.86;pUyi,fig.lO 

Noas ne possédons qu'iin moule xm pen écrasé de la yalve droite 
de cette espèce, lequel, cependant, De noas laisse pas grand douta sur 
sa détermination généríque, et qui, par sa forme spéciale, represente 
assurément une espèce noavelle. 

La coquílle ayait Ia forme oyale, oblique, se rétrécíssant subíte- 
ment dans la partie antérieure, ou elle finít en pointe três aigué; pos- 
térieurement elle est plus large et arrondie. Le crochet est placé três 
en ayant, à Vs ^ P6u prés de la longueur de Ia coquílle. La ligne car- 
dinale forme un angie três obtus, ayant dans la partie postérieure un 
grand nombre de petites dents (i6^ et dans Ia partie antéríeure 8 ou 
6. On observe à la surface du moule des stries d'accroissement irré- 
gulièrement espacées, dont quelques-unes plus grosses sont visibles 
surtout prés du bord yentral. 

La fig. 36 de Ia pi. IV, qui represente ce fossile, est três impar- 
faíte et inexacte. La photographie n'a mème pas rendu clairement le 
contour de Texemplaire, et les retouches de la figure ont fini par Tabi- 
mer. II a donc faliu reproduíre Texemplaíre de nouveau, ainsi qu'on 
le volt sur Ia fig. 6 de la pi. VI, oú U est represente à une échelle 
presque double de sa grandeur naturelle, sans y avoir souffert Ia 
moindre retoucbe. 

Bivalve ind. 

PI. IV, fig. 24; pi. V, fig. 28 

Cette figure represente un moule en mauvais état et un peu de- 
forme, mais yisiblement différent de toutes les autres formes de bival- 
ves de notre coUection. II a la forme subelliptique^ et Ia ligne cardi- 
nale est droite et longue; on y yoit peut-étre des traces de dents. La 
surface est converte de stries d'accroissement concentriques, plus vi- 
sibles prés du contour; de plus, il semble que ces stries sont traver- 
sées par une striation fine, rayonnante, divergeant du crochet; ce der- 
nier est subcentral. 



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— 364— 



BRAOmOPODA 
Obollela maoulata Hic»:s 

PI, IV, fig. 24 

Davidson, Earliest British Braehiopoda, (Geol. mag., 1868» vol. v, n."» 7, p. 311, pi. 
16, fig. 1-3.) 

Ge petit moule à forme comprímée, est tout eachassé dans le schiste, 
comme le sont d'ailleurs tous les fossiles du mème gísement. U ne dous 
laisse pas biea recoDiiaítre ses caracteres spécíriques, mais il noas sem- 
ble cependant qu'on ne peut pas avoir beaucoup d'bésitation à Tiflcor- 
porer dans Tespèce citée de S*. David's. 

Notre exemplaire^ dont nous possédons aussi la contre-empreinte, 
quoique un peu deforme, montre la forme ovale transverse; il a 4,5 
millimètres de longiieur sur 6 de largeur, et Tod découvre à sa sor- 
face quelques lignes coDcentriques d^accroissement et les empreintes 
des plaques dentaires três semblables à celles de Ia figure dtée de 
Davidson. 

Obollela cf. atlântica Walgott 

PL IV, fig. 85 

C D. Walcott, Paleontology of the Cambrian Terranes of the Botlon Batin, (Occa- 
sional papers of the Boston Soe. of nat History, t. iv, 1900, p. 620, pi. 34, fig. 3.) 
— The FautM of (nenelltu Zone, 1890, p, 611, pL 71, fig. 1, 1 a-e. 

La figure represente le moule d'un pelit Bracbiopode, que noos 
croyons devoir rapporter à Tespèce citée, três abondante dans le Lower 
Cambrian de Terre Neuve. í 

Le mauvais état de Texemplaire ne permet pas de connaitre les 
caracteres internes, ni mème ceux de la surface de la coquille; c'est ! 
une mauvaíse pièce, incompleto; aussi n'est-ce que d'après sa forme | 
orbiculaire, et ses dimensions (5 millimètres de diamètre), ainsi que 
par Texistence d'un bord plat, le long de la ligne cardinale, que doos 
le rapprocbons de cette espèce d'Améríque. 



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—365 — 



Aorotbéle Villaboimensis, sp. d. 

PI. IV, fig. 28 

Noas ne possédons que le moule en mauvais état de la grande 
yalve d'un exemplaire, que nous croyons devoir rapporter à ce type 
de la fanne prímordiale da Nord de TEurope et de rAméríque. 

Par sa forme franchement ovalaire, cette espèce diffère de toates 
les formes analogaes dont dous avons comiaissance, lesqaelles sont 
sobdrcalaires ou de forme ovale transverso. On voit, pourtant, que 
la valve ventrale de notre espèce avait la forme conique, três surbaís- 
sée, émoussée au sommet, qui est excentrique, presque marginal, de 
sorte que la coquille avait três peu de bauteur. A part sa forme géné- 
rale, pias allongée, notre exemplaire se rapprocbe á'A. granulata Lin- 
NARssoN par sa section longitudinale» qui forme au sommet un angle 
de 112'' à peu prés; cependant notre espèce est de moindres dimen- 
sioDS, et elle a de pias la forme ovale et non suborbiculaire comme 
celle-là. 

La détermination générique de cet exemplaire, ainsi que des au- 
tres Bracbiopodes qui Taccompagnent dans le dépòt, est três incertaine^ 
parce qu'on ne reconnait clairement en aucun d'eux les caracteres in- 
téríeurs de la coquille; aussi, ce n'est que par la comparaison de leur 
forme externe que nous avons osé les nommer. 



Lingalepl8 Lusitanioa, sp. n. 

PI. IV, úg. 31-34 

Nous considérons les moules que représentent les figures citées 
comme appartenant à une mème espèce, malgré leur différente gran- 
deur (5 à 8,5 millimètres de longueur). On distingue facilement ces 
moules de tous les autres exemplaíres à leur forme ovale três allon- 
gée, avec les côtés presque droits et le crochet obtusément pointu. 
lis montrent quelque ressemblance avec les exemplaires três jeunes 
d^ Lifigula Lesueuri Rou.S qui appartient d'ailleurs à un niveau bien 
supérieur. Parmi les exemplaires trouvés dans les couches de Para- 
doxides en Suède, il y en a quelques-uns que Linnarsson a classes 



* Davidsqn, Britiih fonil Bradiiopoda, Pari. vii, p. 42, pi. I, fig. I-H. 



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—366— 

douteusement dans le genre Lingula ou lÀngullda^, lesquels ont aossi 
la forme ovale, avec les cõtés courbes coavergeant graduellement vers 
le crochet, qui est plus ou moins pointu; cependant, nos exemplaires 
sont beaucoup plus étroits et doivent pour cela representar une es- 
pèce différente. D'ud autre côté, on voít que nos fossiles étaíeDt ioé- 
quivalves; la yalve ventrale, de forme acuminée, n*était pas cooyerle 
par la valve dorsale, plus convexe et de moindre grandeur, ce qui est 
un caractere particulíer du genre Lingulepis, auquel nos fossiles doí- 
yent três plausiblement appartenir. 

Dans le mémoire de Walgott sur les fossiles cambriens do Tel- 
lowstone National Park', esl figurée la valve ventrale d'une espèce 
du Middle Gambrían, Obolus (LingulepisJ acuminata var. Medd Wal- 
cott; nos fossiles, d'après leur forme générale et leurs dimensíons, 
ont assez d'analogie avec cette espèce, cependant ils ne montreDt pas 
les caracteres spécifiques qui distinguent celle-ci, c'est-à-dire les fortes 
lignes concentriques et stries d^accroissement, et les stries rayooDan- 
tes» irrégulières et interrompues. 



Lingulepis aourninata var. Meeki Walgott 

PLlV,fig. 17,27;pl. VI,fig. 9 

G. D. Walgott, CamMan fouUi of the Ydlowsione National Parít, p. 444, pi. 60, 
fig. ia. 

Les deux exemplaires representes dans les figures citées appar- 
tlennent três plausiblement à la méme forme spécifique. 

Le premier exemplaire (fig. 17) est Tempreinte extérieure dela 
valve dorsale, ayant encore adhérents quelques restes de la coquille 
fossilisée. On voit distinctement sur cette emprelnte les stries coDcen- 
triques d'accroissement, quelques-unes marquês par des lignes plus 
fortes, et traversêes par des stries rayonnant du crochet, irrégulières 
et interrompues, que Walgott tient pour le caractere spécifique de soo 
Lingulepis Meeki. 

La fig. 27 represente le moule d'une autre valve dorsale, três 



^ LiNNABSSON, Braehiopoda of the Paradaxidei beds of Sweden, p. 15, pL ID, 
fig. 24-30. (bihang till K. Svenska Vet Akad. Handligar, and 3, d.* 11) 

s C. D. Walgott, Cambrian fouili of the Ydhwitone Natíamd Park, p. 444, pi. 
60, fig. i. 



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—367 — 

probablement de la méme espèce, et Ton Yoit qu'elle ne coayrait pas 
entièrement la valve ventrale, mais au contraire était renfennée dans 
celle-cí, ce quí est indiqaé par la bande plate qui entoure le moule, 
et c'est poar cette raison que nous rapportons ce fossile aa genre Un- 



L'empreiDte représentée sor la fig. i7, à part ses dimensions 
beaucoop plus petites, ressemble par le contour et la forme externe 
à lÀngidMa Nathonti Linnahsson des couches de Paradoxides de la 
Soéde^ mais nous ne croyoos pas qu'elle doive y ètre íncorporée; 
nous jugeons plutôt que notre espèce offre bien plus d'analogie avec 
Tespéee dtée d'Améríque. 



Genre Lingrullela Salter 

Les fossiles recueillis, que nous croyons devoir rapporter à ce 
genre, sont rares et trop imparfaits pour que Ton puisse faire une 
détermination rígoureuse des différentes espèces auxquelles ils appar- 
tiennent; toutefois, on pourra, sans beaucoup d'effort, les rapporter 
à trois formes distinctes: la première montre une grande analogie avec 
UnguUela Granvillensis Walcott (pi. IV, fig. 15, 16, 18, 19); la deu- 
lième se rapprocbe de L. ferruginea Salter (fig. 20, ^1); enfin la troi- 
sième ressemble à L. linguloides Matthew (fig. 14.) 

Le genre LinguUela est caractérístiqué de la faune primordiale; 
jusqu'à présent son existence n'a pu encore étre démontrée en aucun 
niveau supérieur, ce qui sert d'appui jusqu'à un certain point, à la 
détermination générique que nous avons faite de ces exemplaires. 



LinguUela Granvillensis Walcott 

PI. IV, fig. 15, 16, 18, 19 

C D. Walcott» The fauna of the Lower Cambrian or OleneUus Zone, 1890, p. 607, 
pL 67, Rg. 4, 4a-{l. 

— Fauna of the •Upper Taconic* of Emmons, in WathingUm Coimty, 

JV. F. (American journ. of science, vol. xxxiv, 1887, p. 188, pi. I, fig. 15-15 c.) 

Malgré le mauvais état de nos exemplaires nous ne doutons pas 



^ 6. LiifiiABSBON, On the Brachtopoda of the Paradtíxide» hedt ofSwden (Bihang 
tUl Kongl. Vet. Akad. Uandlingar, Band 3, n.« 12, p. 15 pi. m, flg. S9). 



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—368— 

qa'il n'existe dans notre dépôt cette espèce du Cambríqne infièrienrde 
rAmérique da Nord. 

Les figs. i5 et iO, i8 et i9 représentent respectiyement le moole, 
três encbássé daos Ia roche, et Tempreinte eitéríeure de la TaWe dor- 
8ale et de la valve ventrale, probablement de la méme espèce de Bra- 
cbiopode. On voít que la coquille avaít la forme ovale, les bords laté- 
rmx subparalièles correspondant à sa partie la plus large, et le bord 
frontal largement arrondi; da côté postérieur elle était acuminée, mais 
aussí arrondíe. 

Notre moule de la valve ventrale (fig. i8 et i9) correspood ao 
moule de LinguUela GranviUensis que montre la fig. i5c da mémoire 
de Walcott cl-dessus citée en second lieu. On y voit les deux emprein- 
tes musculaires, profondes et allongées, rayonnant du crochet vers le 
bord frontal, et en outre, maintes stríes írrégulières rayonnanles croí- 
sant les stríes concentriques d'accroissement. 

Get exemplaire a une parfaite ressemblance avec le moule de la 
valve ventrale de la coUection du U. S. National Museum represente 
de méme par Walcott dans sa pi. 67, fig. 4d^ qQ'il rapporteam 
doute à L. GranviUensis. Le moule de la fig. 4 a, quí represente Fio- 
térieur de la valve dorsale, appartient à cette espèce et coincide vi- 
siblement avec Texemplaire de nos figs. i5 et i6. 



Lingullela ferniglnea Salteb 

PI. IV, fig. 20, 21; pi. VI, fig. 2 

Th. Datidson, EarUest BriHih Braekiopoda. (Geol. mag., voL t, n.*" 7, 1868^ p. 306, 

pi. XV, fig. i-8). 

— BrUish foM Braehwpoda, Part. vii, Appendíx, p. 336, pi. 49, fig. 32-3S. 
Saltbr and Uicks, On a new LinguUeia from thê red Lower Cambrian rodts of St. 

Davids. (Quart. journ. geol. Soe., vol. xxiii, 1867, p. 340, fig. 1.) 

Les deux moules que représentent les figures citées appartíen- 
nent certainement à une méme espèce et correspondent, d'après lears 
caracteres, à Lwgtdlela ferruginea Saltkr, ou bien à L. lepis Salter, 
laquelle, selou Davidson, est souvent diflicile de distinguer de la pre- 
mière malgré une étude attentive. Comme L. ferruginea notre espèce 
a la forme ovale, oblongue, plus large à moitié de la longaeur de la 
coquille, arrondie en avant, avec les côtés subparalièles dans une cer- 
taine étendue, tandis que du côté postérieur elle est obtusément poio- 
tue. Les valves sont fort légèrement conveies et omées de lignes cod- 



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—369 — 

centriqaes d^accroissement, pios fortes et surtoat pias visibles près da 
contoar; en oalre, on décoayre dans an de ces mooles (pL IV, fig. 2i ; 
pi. VI, fig. 2) des lignes rayonnantes dans Taire médiane, mais non 
pas sur les côtés.' 

Tous ces caracteres correspoodent à la descríption de L. ferrugi- 
nea donnée par Salteb et Hicks, aussí ne doutons-noas pas que dos 
exemplaires ne doivent y ètre rapportés. 

Dayidson dit (1, c.) que L ferruginea a fait sa première appari- 
tíoD dans les couches inférieures du groupe de Harlech (Gambrique 
inféríeur), qn'elle continaa de YÍvre durant toute la période du «Me- 
neviao» ou «Lower Lingula flags» et que três probablement, sinon 
certaÍDement, elle existait eacore pendant Tépoque de déposítíon des 
Middle et des Upper Lingula flags. 



LinguUela cf. lingoloides Matthew 

PI. IV, fig. 14 

G. F. Matthbw, IlluslraUons of the Fauna of the St, John Group. (Trans. Roy. Soe 
of Canada, -1885, yoI. iii, Sect iv, p. 34, pi. V, íig. 8.) 

Le petit moule, três abímé, auquel nous faisons allusion, con- 
serve encore nne partie de la coquille fossílisée, et il se distingue de 
tous les autres Brachiopodes de notre dépõt à la saillie du crocbet co- 
Dique, modérément élevé et situe tout prés du bord postérieur. Notre 
exemplaire se rapprocbe, par sa forme générale, de Tespêce citée du 
groupe de St. John; il est cependant proportionellement plus large 
que cette espêce, car la largeur surpasse la moitié de la longueur, 
tandis que ce rapport est donné par Matthew pour son espèce. 

Notre exemplaire represente la valve dorsale. II a la forme sub- 
elliptíque; largement arrondi sur le front, il a les còtés subparallêles 
et sa plus grande largeur à mi-longueur de la coquille. La surface 
générale est convexe déprimée, excepté dans la partie correspondante 
au crocbet, qui est plus gonflée; elle descend abruptement vers le 
bord postérieur, tandis que antérieurement, il forme un talus três doux 
s'étendant vers le bord frontal; en outre, elle est converte de stries con- 
centríques d'accroissement, inégalement espacées, dont la derniêre ren- 



1 La photographie n'a pas bien rendu ce caractere. 



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— 370— 

ferme une portíon de la coqnille plus épaisse et saillante, sur iaqueOe 
s^élève le crocbet. 

Par quelques-uns de ces caracteres notre exemplaire se rappro- 
cbe de L. Dawsoni MatthJ; pourtaot nous préférons le rapporteri 
L. UnguMdes, yw sa forme ovale elliptique, et non sub-atténuée Yers 
le crocbet, comme c'est le cas dans la première espèce. 



EXPLICATIONS DES PLANCHES 



La plopart des figures se IrouTent inverties paree qii'il a été difSeile d'emplojer, 
poar la reproduction photographiqQe, le prísme d'inver8Íon qui, eo pbototypie, réU- 
blít Ifls objets dans lear yérítable posítion. 

Les clichés des planches II, III et IV, ont été retouchés par le dessinateor, maii 
toutes les figures ne Tont pas été convenablement. 

Pour que Fon puisse mieux connaltre les formes des différentt fossUes^ oair^ 
pété dans les planches V et YI plnsíeurs figures des quatre planches precedentes, 
que les retouchés ont altérées ou qui ne sont pas suffisamment daires. 

Les planches I, V et VI n'ont point subi de retouchés. 

Dans les planches I à IV, les fossiles sont tons figures en grandeur nstoreile, 
et à Texception d'une douzaíne^ ils proviennent tous du méme gisement: Monte de 
Valbom^ au N. O. de Villa Boim. Dans la plancho V les figures sont un pen rédoi- 
tes, et dans la planche VI au conlraire les fossiles sont representes à une édieilepres- 
que double de la grandeur naturelle. Les exemplaires de ces deux planches appar- 
tiennent tons aux mémes espèces que ceux des planches precedentes. 

Tous les exemplaires representes appartiennent aux collections de la Conimis- 
sion du Service Géologique. 

Planohe I 

Pig. 1-3, 16 (1).'-'Paradoxide$ Choffati Delgado. 
Fig. 4, i%'-Paradoxides sp. n. aff. spinosus Bobgk. 
Fig. 5, 6, 11. — Paradaxidei Costae Delgado. 
Fig. 7, 9. — Paradoxides sp. n. afif. Tsmni Brongn. 
Fíg. 8.— OUnopni (?) sp. 



« L. c, p. 33, pi. V, fig. 9. 



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—371 — 

Fig. iik^Paradoxidei sp. aE Abenaeui Matthbw yar. (?) 

Fig. 13, 15.— .ffifibúi E{«mjtt Dblgado. 

FSg. 14.— ffidbna TVaiuta^aimns Delgado (?). 

Fig. 17, 18, 21*24. — Hieksia tpkaerica Delgado. 

Fig. 19.^ Hicksia Dewalquêi Delgado. 

Fig. 20, 25, 26.— Htcbta Cattroi Delgado. 



Planohe II 

Fig. 1, t.^Biektia Hughêii Delgado. Loc. 1300* au N. de Monte da Cavalleira. 

Fig. 3, 4.— Hicksia Barroin Delgado. Méme localité. 

Fig. 5.— Ifidbta Dewalquêi Delgado. 

Pig. 6-9.— Adfcsta Elveneis Delgado. 

Fig. 10, 11, 28, 29, 32-34.— Hiritta Wahoiti Delgado. 

Fig. 12-16. — Hiektia mimuta Delgado. 

Fig. 17-27. — Hiektia Tramtaganentie Delgado. 

Fig. 30.— Hicksia spkaerica Delgado. Loc. 1300" au N. de Monte da Cavalleira. 

Kig. 31, 2^^ Hicksia Waleotti Delgado. Méme localité. 



Planohe m 

F;g. 1-4, 9-li.— INdbM Waleoíti Delgado. 
Fig. 5-9, 16, 18. — Mierodiscus subeantdaius Delgado. 
Fig. 12. — Mierodisem eavdatus Delgado. 
Fig. 13, 14, 21-24.— JtfMrmÍMaii Waodwardi Delgado. 
Fig. 15, 17. — ÍOarodiseHS Weneedasi Delgado. 
Fig. 20(?), 34-42, 44, 45, kS.— Hicksia sphaeríea Delgado. 
Fig. 19.— Htdfcfta sphaeríea Delgado. Loc 1300" aa N. de Monte da Cayalleira. 
Fig. 25-32. — Mierõdiseus Souzai Delgado. 
Fig. 33.— if0fGÍoan(fet Bcmmumni MENEoena (sp.) 

Fig. 43, 46, 47.— Jitdbta sphaeríea Delgado. Loc. 1300- aa N. de Monte da Garal- 
leira. 

Planèha IV 

Pig. 1-3, 7, 8. — Hicksia sphaeríea Delgado. 

Fig. 4. — (Menéttusf MaephersmU Delgado. 

Fig. 5, iO. — Hypostdme ind. 

Fig. 6.^ Hicksia WalcoUi Delgado (?). Loc. 1300" aa N. de Monte da CavaUeinu 

Fig. 9.— Hypostdme á'Olenelhtt(t). 

Fig. ii.—Hiãsia Bhensis Delgado (?). Loc 1300" aa N. de Monte da GayalleinL 

Fig. 12, 13.— Hypostdme? ind. 

Fig. 14.— lÀugullda cf. linguhides Matthew. 

Fig. 15, 16, 18, 19.— Liiu/ttttefa GranviUensis Walgott. 

Fig. 17, V.-^LmquUpis aemninata yar. Meeki Walgott. 

Fig. 20, IL-^LimouUda ferruginea Saltbr. 

Fig. 22.— Oftottefa maeulata Hicxa. ~ 



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— 372 — 

Fig. 23, 25.— Fordtlla Troifensis Barr. (?) 

Pig. 24.— Bivalve ind. 

Fig. 26. — Poiidonomya (?) Mnlladai Dblgado. 

Fi|;. tè.--^ Âcrfstkelê ViUaboimensU Drlgaoo. 

Fig. 29, 30, 41.— Crustacé ind. 

Fig. 31-34. — Lingulepis Lusitanica Delgado. 

Fig. 35. — Obollda cf. atlântica Walcott. 

Fig. 36. — Ctenodonta Geikiei Delgado. 

Fig. 37, 38, 48^2.- Ifodto/opns Boeagei Delgado. 

Fig. 39, 40.— Damaia Doltfun Delgado. 

Fig. 42, 43. — Modiolopsis Zitteli Delgado. 

Fig. 44. — Sfffuk (?) cambrensis Delgado. 

Fig. 45, 46.— Davidia Cotteri Delgado. 

Fig. 47. — Davidia Egozeuei Delgado. 

Fig. 53.— Telson d'iin Grustacé. 

Fig. 54, 56.— Ptéropode ind. 

Fig. 55. — ífydithes sp. aff. eommunig Billings. 

Fig. 57.— Hyolt^tt cf. BiUing$i WALCoir. 

Fig. 58, 59. — Byolithei Luiiianicus Delgado. 



Planòhe V 

Fig. 1, 5, 38, 43, ^^.^Hiektia Transtaganensis Delgado. 

Fig. 2, 12, 14-16, 29, 30, 37, 40.— ^Rdksia Waleotti Dbloado. 

Fig. 3. — Paradoxidêi ChoffaH Delgado. 

Fig. 4, 11. — Hieksia Elvemis Delgado. 

Fig. 6, 19, 39, ^i.— Hiekiia sphaerica Delgado. 

Fig* 7, 10, 42.— Bcksia Castrai Delgado. 

Fig. 8, 20. — Hieksia Hughesi Delgado. 

Fig. 9.— Hypostôme á'OleneUus (?). 

Fig. 13, 36.— Hypostôme ind. 

Fig. 17. — Microdiicus Woodwardi Bklgax^o. 

Fig. 18. — Hieksia minuta Delgado. 

Fig. ti.^OleneUus (?) Macphersoni Delgado. [Cette figareestrédaiteàlamoitiédela 

grandeur naturelle.] 
Fig. a.— Microdiscus Weneedasi Delgado. 
Fig. 23. — Microdiscus eaudatus Delgado. 
Fig. 24.— Potidommya (?) Malladai Delgado. 
Fig. 25.— Davidia Egozeuei Delgado. 
Fig. 26. — Davidia DoUfusi Delgado. 
Fig. 27. — Modiolopsis Boeagei Delgado. 
Fig. 28.— Bivalve ind. 

Fig. 31, 34. — àlierodiscus subcaudatus Delgado. 
Fig. 32. — Hieksia Detcalqusi Delgado. 
Fig. 33.— Iftcfodiíeiíi Souxai DuGADa 
Fig, 35.— ParodojptVief sp. aff. Abenaeus Matthiw var. (?) 



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— 373 — 



Planohe VI 

Fig. L—Metadoxide$ Bomemanni Mrneghini (sp.) 

Fig. t^LinguUda ferruginea Saltbr. 

Fig. 3, 8. — Hicksia sphaeriea Delgado. 

Fig. 4.— Synek (?) eambremis Delgado. 

Fig. ^—Paradoxidtí sp. n. aff. Teuini Bhomgn. 

Fig. 6, 13, 14. — Biekiia Castroi Delgado. 

Fig. 7.— fiícibta Hugheíi Dblgado. 

Fig. ^.—LmguUpis aeuminoia var. Meeki WAUxnr. 

Fig. 10.— CtenodorUa GeUnei Delgado. 

Fig. ÍL-^OUnèttíu (?) Macphenoni Delgado. 

Fig. 12, 15.— Htdbta Tranãtaganenti» Delgado. 



TA6LE DES MATIÊBES 



PAG. 

PREMIÈRE PARTIE.-~Oon«ild^]ra.tioii« stiratiiiriraphi- 

qaes 307 

DEUZIÈBÍE PARTIE.--X>esoriptioii deia fÒR^siles 318 

Trílobita 318 

(jen. Paradaandes Brongn 318 

— Choffatú sp. n., 1, 1, a, 3, 16 (?); V, 3 319 

— sp. aff. Âbenaeui Matth. var. (?), I» 10; Y, 35 322 

— sp. aff. spinoius Bobck. 1, 4, 12 323 

— CodiM, sp. n. I, 5, 6, 11 323 

— sp. n. aff. Temm Bronon. I, 7, 9; VI^ 5 324 

OUnopns sp. I, 8 325 

Hyposlôme á'OlefMu$? IV, 9; V, 9 325 

Hypostóme ind. IV, 12, 19 326 

(jen. Hiekiia Delgado 327 

— Ehenm, sp. n. I, 13, 15; D, 6-9; IV, 11; V, 4, 11 333 

— tphaeriea, sp. n. 1, 17, 18, 21-24 ; II, 30 ; Hl, 19, 20, 34-48; IV, 

1-3, 7, 8 ; V, 6, 19, 39, 41 ; VI, 3, 8 335 

— Transiaganensii, sp. n. I, 14; II, 17-27; V, 1, 5, 38, 43, 44; 

VI, 12, 15 337 

— WakoUi, sp. iL n, 10, 11, 28, 29, 31-35; m, 1-4, 9-i; 17,6; 

V, 2, 12, 14-16, 29, 30, 37, 40 338 



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— 374 — 

P16. 

Gm. akkm CúUnri, sp. n. 1, 20, 25, 26; Y, 7, iO. 42; VI, 6, 13, 14 3K> 

— Otgkm, tp. n. II, l, 2; V, 8, 20; VI, 7 W 

— Barmút, sp. iL II, 3, 4 3tí 

— i)«wiç«i,8p.ii.I,i9;U,5;V,32 343 

— MáMta, tp. DL II, i2-i6; V, 18 341 

Hyportoae índ. IV, 5, 10; V, i3, 36 3i3 

ii rf i irf o rtrfw BonKwimm, Mbrkgb. (sp.) III, 33; VI, 1 ^ 

( M m uUmt (f) Maephmwm, sp. n. IV, 4; V, 21; VI, 11 ^: 

Gm, Miendmm Emmokz 3i< 

— «miolM, sp-iLlU, 12; V, 23 34S 

— 9iÊbcamdatu$, sp. d. IU, 5-8, 16, 18; V, 31,34 ^> 

— W>ll«rffls^ sp. n. III, 15, i7; V, 22 ^ 

— SoMsai, sp. n. IQ, 25-32; V, 33 ^^1 

— Woodwardi, sp. n. III, 13, 14, 21-24; V, 17 333 

Telson d'iiii CrosUcé, IV, 59 •>» 

Cnistieé ind., IV, 29, 30, 41 ^^ 

Pteropoda ^» 

tíifobiket Uísitamcut, sp. n. IV, 58, 59 ^"^^ 

— Cf. BiUmgsi Walcott. IV,57 ^'* 

— sp. âff. eoamitmtt Boungs. IV, 55 '^^ 

Ptéropodemd.IV,54,56.. ^ 

js: 

i(?)Jfaií«i«,»p. iLlV,26;V,24 ^ 

fbnWta IHfwwà Bijuu (?) IV, 23, 25 35^ 

ModioUfmZUuU, tp.n,lY,kX^ ^ 

— Botmri, «p- ^ IVt 37, 38, 48-52; V, 27 35- 

%Mè (?) oMièrMm, sp. n. rV, 44; VI, 4 ^ 

DmMm DoUfmn, sp. n. IV, 39, 40; V, 26 ^^ 

— GottA^ sp. n. IV, 45, 46 361 

— £^osciiii, sp. n. IV, 47; V, 25 ^fí 

Ctemodmta Gfthti, sp. n. IV, 36; VI. 10 ^ 

BiTaire ind. IV, 24; V, 28 ^ 

06o<Ma MeiOato Hkks. IV, 24 ^ 

— cL oKmlies Walcott. IV, 35 ^\ 

AmAtU FtUaèoMmm, sp. II. IV, 28 ^ 

liNfiiicptt liitttaiiM», sp. n. IV, 31-34 ^ 

— acummaia tit. Meeki Walgott. IV, 17, 27; VI, 9 ^^ 

Gen. Limgtdldú Salter ^ 

— Gramvãlinm Walcott. IV, 15, 16, 18, 19 J 

— /írm^íiw«SALTKi.IV.20,21; VI,2 ^ 

— Cf. lw9«Wd« Matthbw. IV, 14 368 



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J. DELGADO 



Pl.I. 







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Cllch4 J. T. Co«lho 



Phototyp. A. E. Amanoio 



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J. DELGADO 



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Clielié a. T. Coelho 



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J. DELGADO 





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J. DELGADO 





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Cliché J. T. Coelho 



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J. DELGADO 



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Cliché J.T. Coelho 



Ptitflo lyp. A . E . Awnajtcio 



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J. DELGADO 



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Clicli« J. T. Coelho 



Photo lyp. A. E . Am^mcio 



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IX 



POLTPIERS DU S£HOHIEH POSTQGilS 

PAB 

Johannes FEUX 

PIIOrBB8B17B A L'lTMiyBBSITÍ DB LSIPZIO 
(Atm wi« plaache) 



Cette notice est basée sur une collection de polypiers qui a été 
soumise à mon examen par Mr. Paul Ghoffat, au nom de la Direction 
du Service géologíque du Portugal. 

Leor étude offre un intérét particulier par le fait qu'ils provien- 
nent des gisements sénoníeDS les plus occidentaux de toute TEurope. 
Je prie donc Mr. Ghoffat d'agréer mes sÍDcères remerciements pour 
avoír ea TamabOité de me ceder ce matéríel intéressant. 

Avant de passer à Ia descríption des espèces, je désíre donner un 
court exposé des conditions géologiques de leurs gisements'. 

Les coraux que j'ai sous les yeux proviemient de différents points 
situes à Textrémité N.W. du distríct portugais de Goimbre. Dans les 
enviroos de Govões, les calcaíres marius da Turonien sout recouverts 
par un complexe de gròs en general sans fossíles, et qui est indique 
par Ghoffat sous la désignatíon de grés de Ceadouro. 

Prós de Ceadouro ces gròs sont limites au sommet par une cou- 



^ Tradnit de la ZeiUehrift dêr DmUdíen gêologiMd^ GudUekaft, Tol. Stf, 1903, 
p. 45-NL 

* Les données géologiques saÍYantes sont empruntées à TouTrage de Ghoffat: 
HeewU dê monographiês stratigrapkiquêi iur le iy$ième crétaciquê du Portugal II* étnde: 
Le CréUteiquè êupèrieUr' aU Nord du -Táge. Lisbònne, 1900. 

GomiUNicAçOBS. Tox. v.— Mai, 1904. 25 



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— 376 — 

che à fossUes maríns, le bane à Hemitissotia. Ge bane se compose 
(l'un grès gris, compact, forme par des graias de qaartz de forme ir- 
régulíère, lies par un ciment calcaire. Gette couche atteint josqa'à ud 
mètre de puissance et est recouverte par un nouveaa complexe de cou- 
ches fluYÍo-marínes, quí a ofifert sur cinq points une riche moisson eo 
restes animaox. Dans cette faune ce sont les Gastrópodes et les La- 
mdlibranches qui prédominent; ea outre ou y trouva quelques restes 
de vertébrés, une espèce de Cypris et 7 Cydoliies qui appartienneDt 
au moins à trois espèces. Parmi ceux-ci se trouvent Cycloliies hm- 
sphaerica Mich. et une espèce nouvelle, extrèmement rapprochée de C, 
scuteUum Rs., que j'ai désignée comme C. Choffiui. En pios de ces 
Cydolites que j'ai sous les yeux, se trouvaient encore deox coram 
sphériques que Mr. Ghoffat ne m'a pas envoyés parce qu'on ne peol 
y reconnaítre que leur qualité de coraux. Parmi les autres je meotion- 
nerai Odontaspis Bronni Ag., Sargus sp., Chehnia sp., Ikmitissoiia 
Ceadouroensis Ghoff., Natica bulbiformis Sow., Glauconia RenauxiaM 
d'ORB., Gl. Kefersteini Munst., Protocardia hillana Sow., Aviculacau- 
digera Zm., Anomia Coquandi Zirr. Dans son ensemble, cette faone 
d'inyertébrés a un caractere de Sénonien inférieur, tandis que celle des 
vertébrés se rapproche plutôt du Sénonien supérieur et mème du Ter- 
tiaíre (Sargus). Les coraux parleraient en faveur du Sénonien infé- 
rieur. 

A rOuest de cette région se trouve le bourg.de Mira, sítaé aa mi- 
lieu de grandes étendues de sables pliocènes; à eniriron un kilomètre 
à TEst, le terrain s'abaisse subitement et forme une bande maréca- 
geuse, limitée par des dunes. Gette dépression, dont Taltitude n'est que 
de 5 mètres enyiron, est reconverte par du sable fin, transporte par 
Teau ou le vent, et à peu prés à un mètre au-dessous de la sorface 
du sol se trouve un grès jaunátre avec fossiles nombreux. Le grain en 
est généralement três íin, et le ciment, calcaire; il contient en plus 
de nombreuses paillettes de mica. Dans les couches supéríeures se 
trouvent en outre de nombreux cailloux de quartz roulés qni ne dé- 
passent pas la grosseur d'un oeuf de pigeon. Le gisement principal, 
qui se trouve malheureusement sous Teau pendant la plus grande par- 
tie de Tannée, forme toul à la fois le lit d'un ruisseau et un chemin 
appelé Azinhaga do Pinhal-do Loura; ce point est situe à 1200 m. à 
rOuest de Téglise de Mira. 

Le plus important des fossiles est Hoplites Vari var. ikaroti 
GoQ.» d'après lequel Ghoffat designe ces grès. Des quatre cépbalo- 
podes rencontrés, celuí-ci est le seuI qui puisse ètre determine spéci- 



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— 377- 

fiquement et qoí soít represente par de nombreux exemplaíres. Ce 
sont anssí les Gastrópodes et les LamellibraDches qui forment Ia ma- 
jeure partíe de la faune; on y trouve en outre de rares débris de pois- 
sons, de cnistacés, de céphalopodes, de bryozoaires, de brachiopodes, 
des échioides et des polypiers, qui ne sont pas rares. Comme repré- 
sentants de Ia faune on peut nommer: Lamna (?), Pachydiscus sp., Ba- 
adites sp., Glaucoma Kefersteini Míjnst., Natica bulbiformis Sow., /no- 
ceramus Críspi var. typica Zitt.; Anomia Coquandi Zitt., Trigonia Uni' 
baía d'OnB., Chama Haueri Zitt., Rhynchonella compressa Lam., Oda- 
ris (radioles). En general les fossiles sont conserves à Tétat de moules 
intéríeurs, ce qui empèche souvent Ia déterminatíon spécífique. Chez 
beaucoup de coraux la díssolution n'a laissé subsíster que peu de chose 
da squelette; par contre, d'autres exemplaíres ont été bien conserves 
sous le rapport de Ia structure. Cépendant, un certain nombre a aussi 
dú étre mis de cõté parce que les cálices étaient remplis par du grés 



Le matériel que j'ai entre les mains comprend au moins 11 es- 
péces qui appartiennent à 9 ou 10 genres. Malheureusement les 6 es- 
pecas suivantes ont seales pu étre déterminées. 

Âlteopora cretácea n. sp. Cydoliiei eanceUata Goldf. 

Asií-araea cf. flexuota Goldf. sp. Phyllocoenia tramienê n. sp. 

Aãtroeoenia pygmaea n. sp. Dipbctenium affifiê n. sp. 

II y a en outre quelques formes dont la conservation ne permet 
pas une détermination spécifique: une deuxième et nouvelle espèce de 
Cydolites, une Thamnastraea (?), dívers Trochosmilia (Coelosmilia (?) 
ou en partíe Placosmilia) et un petít polypier en forme d'assiette qui 
n'est jamais conserve que par sa face inférieure, et qui semble appar- 
tenir à un Trochocyathus ou à un genre voísin. Les deux coraux, qui 
pourraienl étre rapportés à des espèces déjà connues (Cyclolites ean- 
ceUata et Astraraea cf. flextiosaj, se trouvent dans le Maestrichtien, et 
c'est au môme niveau que se trouve aussi DipL cordatum, Tespèce la 
plus voisine de Diplocieninm affine, sp. n. Par contre Phyllocoenia tran- 
siens et Astrocoenia pygmaea ont plus d'analogíes avec des formes de 
la Craíe de Gosau. D'un autre cõté Alveopora n'était pas connu jus- 
qu'à présent de couches plus ancíennes que le Tertiaire ínférieur. II 
en découle que ie caractere de Ia faune des coraux parle davantage 
en faveur du Sénoníen supérieur; il indique par conséquent un áge 
un peu plus récent que celui des calcaires de Geadouro. 

La présence de Hoplites Vari var. ManoH concorde pleínement 



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— 378 — 

aTec ce résultat, car Grossoutre le considere comme appartenant an 
Campanien moyen. II esl vraí qae d*après Larrazet cette espèce des- 
cendrait un peu plus bas, car il rapporte au Santonien snpéríear 
quelques couches qui la contiennent dans la province de Bargos. 
Je passe à présent à la descríption des espèces. 



I. — Coranx dn bane á Hemitissotia Ceadoaroensis Cflorr. 

Cydolites hemisphaerica Michklin (non Lamarck) 
Í8Í7. CyrMiíei hemisphatrica Michelim» Iconogr. zooph.^ p. 282, pi. 64, fig. 1 

Je commenceraí par quelques remarques sur cette déDoininatíoD. 
L'exeinplaire décrít et represente par Michelin comme C. hemiíphae- 
rica (ouvrage cíté) ne peut pas ètre rapporte à Tespèce du méme nom 
décrite par Lamarck, car sa fosse centrale est círculaíre, tandís qae U- 
burck^ caractérise son C. hemisphaerica par les mots: cC orbicidM, 
supeme convexa, lacuna centrali oblonga. • .» Depuís lors, Tespècede 
Laburck a été supprímée et rattachée en partie par M. Edwarus' i 
C. ellifaica, en partie par Fromentel' à C. numismaUs. Par centre 
Texemplaire determine par Michelin comme C. hemisphaerica a élé 
reuni par M. Edwards à C. discoidea^. Fromentel' s'opposait déjà, et 
avec raison, à cette réunion, car Michelin, dans sa descríption, designe 
indubitablement la forme de ce polypier comme thémisphéríque»; il ne 
peut donc pas étre rapporte au C. discoidea à forme aplatie. 

C. hemisphaerica Lamarck tombant en désaétnde, cette dénomi- 
hation peut donc étre appliquée à Téchantillon ainsi designe par Mícrs- 
lin; je considere du moins cette manière d' agir comme préféraUe i 
la créatíon incessante de noms nouveaux. 

Quelques-unes des pièces que j'ai entre les mains me semblent 
deyoir étre rapportées à cette espèce, qui devra dorénayant étre dé- 
signée sous le nom de C. hemisphaerica Mich. 



I HiiU du aniim, iam vert, n, p. 367, 2.* édit. 
' Hist. nat. des CoralL iii, p. 44. 

* PaL franç., Terr. créU, Zooph. p. 339. 

* Xipc. ciL, p. 40. 
»Loccit.,p. 352,365. 



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— 379 — 

Le polypier a un contour circulaire; Tan des exen^laires a un 
diamétre de 25 mm., Tautre de 28 mm. Le premier a 6 nun. (Ic^ 
haatear, le deroier 9 mm. Le còté supnríeur est bombé régulière- 
ment; Ia parlie ínférieure est cachée dans la roche. La fossette cen- 
trale est ronde et située au sommet. Les cloisons sont inégales; entre 
deux plus fortes se trouvent au bord du polypier 3 à 5 plus fines. 
On en compte de 15 à 20 sur 5 mm. Les dents du bord supéríeur 
des cloisons ont un contour fortement crénelé. 

Cette espèce est connue dans le Sénonien inférieur de France et 
de Gosau. 

Cyololltes Ohoffbti n. sp. 

PI. III, fig. 2 et 3 

Le polypier a un contour elliptiqae; le degré de renflement de 
la face supérieure est variable, mais loujours régulier. L'un des ezem- 
plaires est plus plat, en forme de bouclier, Tautre se rapproche da- 
Tantage d'uD hémisphère. La fossette centrale, placée au sommet» 
est légèrement oblongue et a par conséquent un contour largement 
ovale; elle est dirigée suivant Taxe longitudinal du polypier. Les cloi- 
sons sont três inégales: entre deux plus fortes, se trouvent au bord 
da polypier de 2 à 4 plus minces. 

L'un des polypiers a «30 mm. de longueur, 26 mm. de largeur et 
7 mm. de hauteur; le nombre total de ses cloisons est enyiron de 240 ; 
Tautre a 38 mm. de longueur, 33 mm. de largeur et aussi 7 de hau- 
teur; íl ayait environ 200 cloisons. Chez le demier, le plus grand, mais 
le moins bombé, le bord du polypier est três mince; on y compte 15 
cloisons sur 5 mm.; chez le plus petit échantillon, le bord est plus 
obtus, le nombre des cloisons est de 17 sur 5 mm. Chez les deux 
excmplaíres la face inférieure est reconverte par la roche. Le plus pe- 
tit exemplaire se distingue de Cyclolites hemisphaerica Mich. par son 
contour franchement elliptique; par rapport au nombre des cloisons, 
il tient le milieu entre C. nummulus Rs. et C. numismcUis Lam. Le 
plus grand rappelle remarquablement C. scutellum Rs.^ et C. discoi- 
dea Blainv., par sa surface supérieure peu convexe. Cependant, chez 
la premiêre de ces espèces, Tmégalité des cloisons est três petite, et 



^ Bien qne l'étiquetle qoi accompagnait cet échantillon ne portAt qae Tindica- 
tion da Kea de provenanoe, je presume qoe c'est lai qai a iait indiqaer à Ghoffat la 
présence de Cydoliieê teutÃlum Rs. dans !e bane à Ihmitíuolia, 



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— 380 — 

chez la derníère elles sont beaucoup plus serrées. Quoiqu'il en soit, 1e 
nom de C. Choffati devrait étre conserve au plus petit des deux exem- 
plai res décríls, si des découvertcs futures établissaient une traDsition 
enlrc le plus grand de ces échantillons et C. scutellum, ce qoi pron- 
yerait que cet échantillon appartient à Tespèce de Gosau. 



Oyololites sp. 

PI. III, fig. 6. 

Le polypíer a un contour largement ovale, les axes ayant 22 et 
25 mm. de longueur. La surface supérieure est fortement élevée, de 
sorte que sa forme a du rapport avec Discoidea cylindrica. Les cIoísods 
déclivent par conséquent três abruptement vers Ia base. Elles sont ei- 
trêmement mínces et à peu prés égales; au bord, on en compteen 
moyenue 25 sur 5 mm. La face inféríeure et la fossette calicinale sont 
cachées dans la roche résístante; elle pouvait avoir Ia forme d'miefis- 
sure courte. 

II n'y avaít qu'un seul exemplaire. 



n. — Corauz provenant du gròs à Hoplites Vari var. Marroti CoQ. 

Alveopora oretaoea n. sp. 

L'apparition d*un représentant du genre Alveopora dans le Séno- 
nien portugais est d'un intérêt parliculier, car elle donne plus d'ex- 
tension à sa dispersion à travers les temps géologiques. En 1860 M. 
Edwards ne rx)nnaissait encore que des espèces recentes. En 186i 
Reuss décrivit la première cspèce fossUe — i4. rudis—àe rOligocéne 
de Oberburg en Slyrie*, et, plus tard, quelques espèces da Tertiaire 
inférieur de Java*. 

Un échantillon provenant de TÂzinhaga do Pinhal-do-Loura montre 
que les Alveopora exístaient déjà dans le Crétacique supériear; maibeo- 



^ Rbuss Foraminifeivn, Antkoxoen und Bnjozoen der aberen NummidUen-SAuk- 
ten von Oberburg in Steiemwrk, p. t:8, t. 9^ f. i. Denkschr. k. Akad. d. Wist. malb.- 
nat Cl. xxrii, i86i. 

^ Rbuss, Ueber fo$sUe Korallen von der Insel Java, Novara Exped. Geol. Tb. n, 
S. 178, 1866. 



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-381 — 

reusement il n'est conserve qu'à Tétat d'empreinte. Dans la descríp- 
lion qui suit, je le represente comme s'íl était reconslniit en positif. 
Les polypiérites étaient de forme cylindrique et de seclion poly- 
gonale. Leur diamètre est en general de 2 mm.; entre les cálices les 
plus grands, s'en trouvent de plus jeunes, de moindres dímensíons. 
Les parois étaient percées de pores nombreux, quoique espaces. Mal- 
heureusement Tappareil septal a été complètement détruit par le rem- 
plíssage des chambres intercloisonnaires du polypier. Le remplissage 
affecte la forme de colonnes courtes, à face supérieure légèrement bom- 
bée, ce qui me semble indiquer qu'il existait des planchers. Ces plan- 
chers ne peuvent assurément pas être consideres comme étant une par- 
ticularité structurale du squelette des Alveopora; cependant la partie 
la plus inférieure, par conséquent la plus ancienne, d'une colonie re- 
cente à' Alveopora, m'a permis de faire la remarque que des plancbes 
existent fréquemment dans les loges des polypiers, sous la forme de 
petites plaques três minces, mais non perforées. Elles indiquent peut- 
élre une période de croissance interrompue, ou bien elles sont des ma- 
nífestations patbologiques ou d'áge; en tous cas, je ne voudrais pas 
leur attribuer une signiflcation spécifique. 



Cyololites oanoellata Goldfuss 

iS26. Cydolitn cancellata Goldfuss. Pelref. Germ. i, p. 48, t. 14, f. 5. 
i860. Cydolitei eancellata M. Edwaros. Hist. nat des Gorai I. iii, p. 41. 

Les Cyclolites des couches qui nous occupent ont aussi été victi- 
mes de la dissolulion nalurelle, et il n'existe plus que des restes des 
polypiers. Cbez tous les exemplaires, la plus grande partie de la face 
supérieure est cachée dans la roche, et la fossette calicinale Test mal- 
heureiísement toujours; par contre, la face inférieure est découverte. 
Chez deux exemplaires, la dissolulion du squelette a atteint un tel de- 
gré qu'il n'exisle plus du polypier que la partie supérieure sous forme 
de coquille mince, rappellant celle d'un oursin. Au milieu de cette base 
se trouve un bourrelet en forme d'ellipse allongée qui ne peut être 
rien d'autre que la matière remplissant la fossette calicinale, laquelle 
affectait par conséquent cette forme. 

Le pourtour du polypier est à peu prés circulaire (23-25 mm.). 
Les cloisons sont três serrées et à peu prés égales; elles sont en ou- 
tre três minces et par conséquent três nombreuses. Au bord du poly- 



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— 382 — 

píer, OD compte pios de 20 cloisons sur nne étendne de 5 mm. Ces 
éebantilloos peuYent par conséquent étre rapportés à C. cancdlala et 
correspondent parfaitemeot aax figares domiées par Goldfoss et d'aa- 
tres auteurs. 

La díssolutíon n'est pas aussi avancée dans les autres écbaotil- 
lons, la partíe buccale est cacbée dans la rocbe, et on ne peat par con- 
séquent pas déterminer la forme de la fossette centrale. Par contre, 
la face inféríeure est encore conservée cbez plusieurs exemplaires, car 
elle semble avoir opposé une plus grande résistance à la dissoluUoD; 
elle est faíblement coficave et muníe de bourrelets concentríques lar- 
ges et piais, particularités correspondant encore parfaítement a?ec C. 
cancellata. On peut donc probablement aussi attribuer ces écbantiUons 
à celte espèce. U en est de mème pour un autre exemplaire chez le- 
quel la surface basale s'est aussi bien conservée, tandis qu'une partie 
du polypíer a été enlevée et est remplacée par une cavité lapissée par 
de pelits crislaux. 

Oyololites sp. 

Un autre Cydolites de TAzinliaga do Pinhal-do-Loura mérite une 
mention spéciale, car 11 represente probablement une nouvelle espèce. 
A cause de Tétat insuíDsant de sa conservation, on n'a pas pu luí don- 
ner une dénomination spécifique. 

Le polypier est de contour à peu prés circulaire; ses axes ont 
32 et 34 mm. La partie supérieure est moyennement bombée, le bord 
passablement mince parce que le bord supérieur des cloisons n'est qoe 
faiblement incline. Si Ton se represente une section passant par le cen- 
tre du polypier, perpendiculairement à la base, le contour supérieur 
forme avec la ligne de base un angle de 43^. Les cloisons sont três iné- 
gales, les plus fortes sont três épaisses, entre deux il s'en trouve de 
1 à 3 plus minces. Au bord, on en compte H sur une étendue de 5 
mm. La fossette calicinale est cachée dans la roche solide. La base 
est assez plate et ne montre que quelques bourrelets concentríques 
três bas. 



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— 383^ 



Astraraea cf. flezuosa Fklix (Goldpuss sp.) 

PI. III, fig. 7 

1826. Aitraea fUxuoêa Goldfuss. Petref. Germ. i, p. 67, 1 13, f. 10 a, 6. 
1857. ThÊMíUíUraea fUx^mã IL Edwaros. HUtnat det Corall. n, p. 874. 

Un exemplaire d'une Tbanmaslréide, que j*ai soas les yeux, ne 
montre il est vrai aucune face supéríeiíre, mais par contre une struc- 
tare intéríeure magnifiquement conservée. Les cálices ont en gene- 
ral 4-5 mm.; quelques-uns jusqu'à 6 mm. lis sont souvent disposés 
en lignes, tandis que la dispositíon est tout à fait irrégulière sur quel- 
quês points. La díslance entre les cálices dans une mème série est gé- 
néralement plus petite que celle qui existe entre deux séries voisines. 
Les rayons septo-costaux prennent souvent une direction parallèle en- 
tre deux séries. Dans les cálices, on compte de 24^6 cloisons qui 
sont três poreuses. Dans une coupe transversale ils offrent par consé- 
quent par places Taspect d'une série de coupes de poutrelles septa- 
les* isolées. Celles-ci ont un contour ovale, non étoilé. Dans des cou- 
pes longitudinales, les pores paraissent étre ranges en lignes vertica- 
ies, et non transversales, et sont de grandeurs tròs différentes, par con- 
séquent je considere cet échantillon comme appartenant au genre^i^/ra- 
Toea^ que j'ai décrit en 1900. Les synapticules sont rares; les traver- 
ses manquent, ou du moins n'ont pu étre conservées à cause de leur 
fragilité. La columelle presente un développement curieux. 

EUe a une structure spongieuse, peu dense, et est encore moins 
dcnse au centre qu'à la périphéríe. Ceei provient de ce qull se trouve 
de nombreuses líaisons transversales entre les extrémités des cloisons 
âux points ou celles-ci se fondent avec la columelle. Par conséquent, 
sur les coupes transversales, la columelle parait semblable à un dis- 
que réti forme comme le décrit déjà Goldfoss pour son Astraea fie- 
xuosa. EUe est três bien représentée dans la flgure précitée de Gold- 
fuss. 

Je n'hésite pas à attribuer Texemplaire portugais à Tespèce pré- 
dtée de S. Petersberg prés de Maestricht; je la designe pouríaut 



^ Trabekel^poutreHes septales. 

< Fblix Uebêr xwei neue KoraUengatiungen aus den oitaljnnen Kreide$diichtem. 
Silz.-Ber. Naturforach. Ges. zu Leipzig, Silz. vom 3 jiili 4900. 



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—384 — 

ooane Aaraea d. fUocuota, parce que la face supéríearc est ineonoue; 
fl eo est par oonséqnent de mème de Ia forme des bords des calires 
et ToD D'est donc pas certain de Tabsence de différence spédGqoe. 
Cet exemplaire, troavé prés de 1' Azinhaga du Pinbal-do-Loura est eo^ 
toaré de grés compact; O n*est visible que par deux cassures longito- 
dínales. 

D dott aToir apparteDu i une grande colonie ayant Ia forme de 
rognons aplatís. La face supéríeure étail probablement faiblement con- 
▼exe, et la base présentait de faibles sUlons concentríques. 



Phylloooenia transiens n. sp. 

PL III, fig. 1 

La colonie est massíTe et sa face supéríeure est moyeDnemeot 
Toutée. Les cálices sont d'uDe régnlaríté remarquable, aussi bien par 
rapport i leur grandenr que par rapport à leur éloignement les ans 
des autres. L*ouverture des cálices est círculaire et a un diamètred^ 
2*",5. Par places, ils sont ranges en quinconces. Leur dístance est de 
2 mm. Les bords des cálices sont três faiblement releves. Dans les 
espaces intercalicinaux les rayons septo-costaux se rencontreot arec 
ceux des polypíers Toisins en formant nn angle, ou bien lis formeDt 
le prolongement les nns des autres en devenant confluents. Au ísSm 
des rayons septo-costaux se trouve un épaissíssement en forme de lu- 
seau dont la force est três varíable; parfois il est considérable, d'aQ- 
tres fois il est i peine marque. Le nombre des cloisons est de 34. 
Les cloisons secondaires sont presque aussi fortes que les primaires; 
celles du troisième ordre restent courtes et minces. Le centre de la 
cavité du cálice contient une columelle peu saillante mais neltemeot 
développée. La coupe permet de voir qu'elle est formée par un nonh 
bre Yariable de poulrelles enlacées, c'est-à-dire reliées irrèguIièremeDí 
et três faiblement par des appendices et parfois par les bords inter- 
nes des cloisons. Les traverses sont extrémement rares. Quant à la 
structure microscopique des rayons septo-costaux, je pois dire qu^ 
la partie interne des cloisons est traversée par une bande primaire 
(cPrímãrseptum») qui se transforme à Textéríeur en grands centres 
de calcification. 11 s'en trouve de semblables dans les rayons septo 
costaux confluents dans toute la partie siluée entre les cálices; dans 
leurs parties épaissies se trouvenl parfois deux centres situes alter- 
nativement à côté Tun de Tautre. 



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— 385 — 

J*ai entre les maíns deux exemplaires de rAzinhaga do Pinhal-do- 
Loura» qui se complèlent três Tavorableinenl Tun Tautre» parce que 
Fune des pièces mohtrc une surface supérieure assez bien conser- 
vée, et Tautre une structurc intérieure bien distincte. Phyllocoenia ex- 
sculpta Rs. sp. esl une espèce três voisine des couches de Gosau, qui 
s'en différencie princípalement par des cálices plus élevés. L'espèce 
rappelle beaucoup certains Convexastrées par les bords peu saillants 
(les petits cálices arrondis et par le recouvrement des espaces interca- 
licinaux par les rayons septo-costaux en partie confluents; mais eile 
s'en distingue par la columelle bien développée. • 

Quelques espèces du genre Stylina sont aussi três semblables, 
mais elles possèdent une columelle saillante, compacte, styliforme. Le 
Dom spéciOque que j'ai choísi doit indiquer ces relatíons. 

Astroooenla pygmaea n, sp. 

PI. [II, fíg. 4 et 5 

La colonie a une forme rognoneuse et une face supérieure con- 
vexe. Ces petits cálices ont un contour polygonal et sont separes par 
des parois minces, probablement fmement granulées a Torigine. Leur 
diamètre n'est que de I à 1,5 mm. Les cioisons sont ordínairement 
au nombre de 16, cependant il y en a quelquefois 18 à 20 dans les 
cálices les plus grands. Elles sont alternativement de longueurs dis- 
semblables. La columelle n'est développée que três faíblement; au Tond 
du cálice elle est indiquée par des petits graíns três flns, et comme 
elle apparaít aussi sous cette forme sur une coupe transversale, ii en 
ressort qu'elle ne presente pas un stylet compacte, mais est formée 
de plusieurs poutrelles fines reliées entre elles. Sous ce rapport, Tes- 
pèce portugaise se relie à Astroc. Konincki pourvu d'une columelle 
spongieuse, et duquel elle se différencie sufBsamment par la plus pe- 
tite taille de son cálice. 

Les troís exemplaires que j'ai sous les yeux proviennent de TAzi- 
nhaga do Pinhal-do-Loura. 






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-^336^ 



Troohosmllia (?) sp. 

Plusiçurs moules de cálice* appartieonent à une TrochomUia 
ou à un.e Çoelomiilia. Le pourtour du cálice est OTale alIoDgé et sa ca- 
yité étail très profonde. Quant aux cloísons, on compte quatre cycle^ 
complets et iin cinquième incomplet. Les cloísons des deux premiers 
ofdes et quelqiiesimes du troisíème (14-15) s^avancent jusqu*à la 
fossette centrale étroite, devant laquelle elles s'épaississent en forme de 
massues qu de T; entre elles se trouvent toujours trois cloísons plus 
minçes dont celle du milieu dépasse eu longueur et en épaisseor ses 
deux voisines. La muraille extéríeure du polypier était munie de cotes 
élevées subcristifonnes, qui montrent une hauteur variable, correspoo- 
dant à celle des cloísons. On ne voít aucune trace de columelle. L'état 
de conservatíon ne.permet pas d'en faire une détermínatíon pios ri- 
goureuse. Le plus grand échantillon a 29 mm. de longueur et 16 de 
largeur. Sa hauteur, c'esl à dire la profondeur de sou cálice est de 
11 mm. 

Diplootenium afflne n. sp. 

PI. III, fig. 8 et 9 

Si Ton snpposaít les parties latérales aliformes du polypier tour- 
qées vers le bas, comme reliées en forme d'arc, son contour prés^ 
teraít un ovale très régulíer. 11 est vraí que le pédicule n'e$t entiè- 
rement conserve chez aucun des exemplaíres; cependant, on peatad- 
mettre qu'íl ne descendaít pas aussi bas que les extrémités latéra- 
les du polypier. Le nombre des cloísons chez un des plus grands 
exemplaíres est à peu prés de 120; elles sont en general alternativa- 
ment épaisses et minces, et cette relatíon ne devient irrégulière qae 
lorsqu'elles se bifurquent ou se trifurquent. La columelle represente 
une lamelle bien développée et porte de nombreux petits filets irré^- 
lièrement rides ou ondules, et disposés concentríquement autoar da 
bord du cálice; ils étaient probablement reliés irrégutièrement aoi 
extrémités internes des cloisons. Entre les cloisons se trouvent géné- 
ralement des traverses. La plus grande distance entre Textrémité do 



1 Relativement à Tétat de conservatíon, voyez par exemple les figures de Pia- 
coimilia cam»en$is dans Frombntbl: Pai. franç. Terr. crét. Zooph. pi. SO, L 2,Ss- 



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pédicule et le point du bord du cálice sílué verticalement au-dessus 
esl de 22 mm. 

Le polypier qui vient d'être décril est extrèmement semblable à 
Diploct. suhcircnlare Michelin^ et D. cordatum Goldf.* espèces qui se 
trouvent dans le Sénonien français et belge. Les exemplaires portugaís 
se distínguent de D. subcirculare par leurs cotes beaucoup pias gros- 
ses; M. Edwards' indique pour cette dernière espèce 520 cotes I 
Quand bíen mème une quantíté de cotes de notre espèce seraient ren- 
dues méconnaissables à cause de leur mauvais état de conservation, 
leur nombre ne pourrait en tous cas pas atteindre la moitíé de celui 
qui est indique plus baut. D'autre part le contour du polypier est dif- 
férent chez D. cordatum; les bords latéraux descendent plus tlirecte- 
ment et ne présentent pas un ovale aussi larga et régulier; sous cé rap- 
port D. a/fine concorde três bien avec la figure de D. subcirculare don- 
née par Fromentel^. 

D. affine est une forme relativement frequente à TAzinhaga do Pi- 
nhal-do-Loura; j*en avais 6 exemplaires à ma disposition. 



> MiLifB Edwaj)D8 et J. Haimb: Ann. des se. nat. 3 ser, t. x, p. 249, pi. 6, f. 4. 
Fromentel: Pai franç. Terr. crH, Èooph. p. 251, pi, 9, f. 2. 
» Pelref. Oerm. i, p. 61, Tâb. 15, f. 2. 
3 ffts^. nal.^ Cordif. n/p. 167. 
«OvTngecité: t 9, fig. 2. 



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— 388 — 



EXPLICATION DE LA PLANCHE 



Phyllocoenia transiens n. tp. 



Fig. 1. Azinhaga do Pinhâl-do-Loura. 
Fig. i a. Une partie de la sarface grosaie. 



Gyclolites Ghoffati il sp. 
Fig. X. Geadovro. 
Fig. S a. Yue de cólé. 

Fig. 3. Un exemplaire pina grand et pina plaL Geadouro. 
Fig. 3 a. Yaelatérale. 

Astrocoenia pygmaea n. sp. 

Fig. 4. Azinhaga do Pinhal-do-Loara. 
Fig. 4 a. Une partie de la aarface grossie. 
Fig. 5. Autre exemplaire du méme giaement. 



C^clolitea ap. 



Fig. 6. Picotos prés de CovOes. 
Fig. 6 a. Vue latérale. 



Astraraea cf. flezuoaa Fkl. (Goldf. sp.) 
i*ig. 7. Ck>upe tranaveraale groasie. — Azinhaga do Pinhal-do-Loan. 

DiplocUniom aífine n. sp. 

Fig. 8. Azinhaga do Pinhal -do-Loura. 

Fig. 0. Une partie de la aurface d'un aatre exemplaire do méme giaement, grossie. 

Toua les exemplairea ae trouvont dana les eollectiona du Senriee géologiqnedi 
Portugal. 



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i.UJ3^iii£Í 



MUivUUÚttitu i^âhtVi^ 



2w. 



3(V. 



6a. 





4fl. 



8. 



,9. 



l.iUiAiiStv ÍL..iriin'ke,lr jjLr; 



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INDIGE 



Organisação da CommissSo do Serviço geológico f 

Delgado (J. F. Nery).— Les services géologiques du Portuga! de 1900 à 

1903 ix-xxv 

I. Boehm (Johannes).— Descríptíon de la fanne des couches de Pereiros 

(avec 3 planehes et 33 fígares dans le texte) 1 

II. Ghoffat (Paul).— L'Iiifralias et le Sinémorien da Portugal (avec une 

planche et 3 tableaox hora texte) 49 

ni. ^ Découverte du Terebratula Reníeri Cat en Portugal (4 figures). . . 115 

IV. Sonsa-Brandão (V. de). — O novo microscópio da Gommissâo do Ser- 

viço geológico (com 2 estampas) 118 

V. Delgado (J. F. Nery).— Note sur Scolithus Dufrenoyi Rouault (une fi- 

gure dans le texte) 351 

VI. Choffat (Paul).— Bibliographie 354 

Vli. — Les trembiements de terre de 1903 en Portugal (avec^ne planche) . 379 

VIII. Delgado (J. F. Nery).— Faune cambriennc du Haut-Alemtejo (Portu- 
gal) (avcc'^ planehes) 307 

IX. Félix (Johannes). — Polypiers du Sónonien portugais (avec^ne planche) 375 



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Desoription de la Faune Juraasiqne du Portugal. Céphalopodes, par Paul 

Choffat, i*^ série. Atnmonites da Lasitanien de Ia contree de Torres Vedras. 

82 pag., 20 pi. Lísbonne, i893. 
MoAusques Lamellibranches, par Paal Choffat. Premier ordre. Siphonida. l^^e 

liyraison. 39 pag., 9 pi. Lisbonne, 1893. 
Deuxième ordre, Asiphonidae. 1*" livraison, 4«, 36 pag., 10 pi. Lisbonne, 1885. 

2* livraisoD, 40 pag., 10 pi. Lisbonue, 1888. 
Eehinodermes, par P. de Loriol. 1« fascicule. Echinides réguliers. 1C8 pag., 

18 pi. Lisbonne, 1890.-2'^ fascicule et demier. Echinides irréguliers, 71 pag., 

11 pi. Lisbonne, 1891. 

Cretaeleo 

Eeoneil de Honograpliies stratigrapliiques sur le Systòme crétaolqne du 
Portugal, Dar Paul Choffat Première étude. Contrées de Cintra, de Belias et de 
Lisbonne. 68 pag., 3 pi. Lisbonne, 1885. Deuxième étude. Le Crétacique supéneur 
au Nord du Ta^^e. 4s 287 p., 11 pi. Lisbonne, 1900. 

Reoueil d'Etudes palóontologiques sur la Faune crótaoique du Portugal. 
Yol. L Espèces nouvelles ou peu connues, par Paul Choffat. i*^ série. 40 pag., 
18 pi., dont 2 doubles. Lisbonne, 1886.— 2* série. Les Ammonées du Beliasien, 
des Couches à Neolobites Yibrayeanus, du Turonien et du Sénonien. 46 pag., 
20 pi. Lisbonne^ 1898. — 3" série. Mollusques du Sénonien à fácies fluvio-marin, 
18 pag, 2 pi. Lisbonne, 1901.— 4« série, Espèces diverses et tables des quatre 
séries, 67 pag, Í6 pi Lisbonne, 1902. 

Vol. U. Desoription des Eehinodermes par P. de Loriol. l*' fascicule. Echinides 

réguliers ou endocycliques. 68 pag., 10 pi. Lisbonne, 1887. — 2^ fascicule et der- 
níer. Echinides irréguliers ou exocycliques. 5i pag., 12 pi. Lisbonne, 1888. 

CenoBoleo 

MoUusoos fosseis: — Gasteropodes dos depósitos terciários do Portugal (Gastéro- 
podes des dépdls tertiaires du Portugal), por F. A. Pereira da Costa. 252 pag., 
z8 esL Lisboa, 1866-1868. (Avec traductiou française eu regard.) 

Desoription des Eehinodermes tertiaires du Portugal, par P. de Loriol. 
Accompaeiíée d'un Tableau straligraphique par J. C. Berkeley Cotter. 4% 50 p./ 
13 pi. Lisbonne, 1896. 

Estudos geológicos: — Descripçâo do terreno cruaternario das bacias do Tejo e 
Sado (Desoription du terrain quaternaire des nassins du Tage et du Sado), por 
Carlos Ribeiro. 164 pag., 1 carta. Lisboa, 1866. (Avec traduction française en 
regard.) 

Estudo de depósitos superfiolaes da baoia do Douro, por Frederico A. de 
Vasconcellos Pereira Cabral. 87 pag., 3 est. Lisboa, 1881. 

Prelilstorlco 

Da ezistenoia do homem em épocas remotas no valle do Tejo: — Noticia so- 
bre os esqueletos humanos descobertos no Cabeço d 'Arruda (Notice sur les sque- 
lettes humains découverts au Cabeço d'Arruda), por F. A. Pereira da Costa, 
40 pag., 7 est. Lisboa, 1865. (Atpc traduction française eu regard.) 

Ba existência do homem no nosso solo em tempos mui remotos provada 
pelo estudo das cavernas: — Noticia acerca das gnitas da Cesareda (Notice 
sur les grottes de Cesareda), por J. F. N. Delgado. 127 pag., 3 est. Lisboa, 1867. 
(Avec traduction française en regard.) Épuisé. 

Monumentos prehistoricos :— Descripçâo de alguns dolmins ou antas de Portu- 
gal (Descript.on de quelgues dolniens ou antas du Portugal), por F. A. Pereira 
da Costa. 97 pag., 3 est. Lisboa, 1868. (Avec ti-aduction française en regard.) 

Descripçâo de alguns silez e quartzitos lascados encontrados nas cama- 
das dos terrenos terciário e quaternário das bacias do Tejo e Sado, por 
C Ribeiro. 57 pag., 10 est. Lisboa, 1871. (Avec traduction en trançais.) Epuisé. 



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COMMUNICAÇÕES 



DA 




DE 



PORTUGAL 



CommunicaçObs. Tom. ti.— Julho, 1907. 



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COMUNICAÇÕES 



DA 






DE 



PORTUGAL 



(com 6 eitampaa) 



LISBOA 

TYPOOKAPHIA DA ÂOADEUIÂ RBÂL DAS 8CUÍM0IA8 

1904-1907 



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LES SERVICES GÊOLOGipS DU PORTUGAL 



DB 



10O4 Jl leoe 



Le tome v des cGommunicações» rend compte des travaux du 
Service Géologique pendant les années 1900 à 1903, en y compre- 
nant les articles publíés dans ce volume, quoiqu'il impiète sur 1904. 
Je Tais sommairemeDt rendre compte de ce qui a trait anx années 
1904 à 1906. 

Nous avons d'abord à mentionner la perle de deux amis de no- 
ire établissement: G. Schlumbergkr, sur lequel on trouvera nne no- 
tice à la p. 211 du présent volume et E. Renbyier. 

Ce dernier n'a pas collaboré directement à nos travaux; mais 
D0Q8 avons été en relations suivies avec lui, non seulement vu sa 
qualité de secrétaire adjoint de la Direction de la carte géologique 
interoationale de VEurope, mais dans différentes circonstances nous 
avons eu recours à sa grande érudition, tandis qu'il a demande notre 
collaboration à sa Chronogi^aphie géologique, en ce qui concerne le Por- 
tugal. 

Le 9 mal 1905 le Service Géologique eut Thonneur de recevoir 
Leurs Majestés qui visitèrent minutieusement les collections et qui 
engagèrent Leurs Altesses le Prince rotal et Tlnfant D. Manuel à 
répéter cette visite, ce qui eut lieu le 20 du môme móis. 

Le 10 juin 1906, TAcadémie des Études livres vint en grand nom- 
bre visiter notre établissement. 

Le 28 juiliet 1905, Monsieur le Ministre de la marine, se confor- 



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— VI — 

mant à une proposition de Monsieur le Ministre des travaax pablics, 
a donné son approbatiOD à an projet de Textension des collections 
géologíques des colonies, existant déjà au Service et à sa participation 
aux dépenses en provenant. 

II a de suite prís part aux frais occasíoncs par la pnblication da 
2* fascicule des cGontributions à la coDuaissaDce géologique des C4)io- 
nies portugaíses d' Afrique». 

Sur sa demande, en octobre 1904, Mr. Francisco Frbbeira Ro- 
QUETTE fut exonere de ses fonclions de vice-président des Commissions 
consultative et exécutive du Service Géologique et substitué par Mod- 
sieur le conseiller Wenceisiau de Souza Perf.ira Lima. 

Par un arrété du 18 octobre Mr. Wengeslau dr Lima fut reinte- 
gre dans notre personnel, avec mission d'étudier les gisements de com- 
bustibles fossiles du pays, en lui adjoignant comme aide Mr. Francisco 
José Ferreira de Lima, ingénieur adjoint des travaux pablics. 

Monsieur le conseiller Alfredo Augusto Freire de Andrade a 
aossi fait partie de notre établissement depuis le 25 avril 1905 jos- 
qu'à la fln de la môme année, chargé de Tétude géognostiqae des gi- 
sements métallifères du royaume. 

Les listes bibliographiques publiées dans les <ConimuDicac5est 
donnent le titre complet des publications parues pendant cette pé- 
riode; je me bornerai à citer celles qui émanent du Serrice géolo- 
gique: 

Carte hypsamétrique, au 800 OGO"^ dessinée d'aprè8 la carte au 100000" ayantfign- 
rée à rexposition de 1900 et publiée en utílisant les pierres ayant senri i h 
base géographique de la carte géologique. 

DoLLFUS (G.), Brrkblbt Gottbr (J. C.) et Gomes (J. P.).^Planehes de Cépkalopodei, 
Gastéropodes et Pélécypodes laissées pqr F. A. Pereira da CoUa, accompagnées 
d'une Explication sommaire et d!une Esqui»e géologique. In-4.*^ 120 p., i tablein 
stratigraphique^ 1 portrait et 28 planches. Lisbonue, 1903-1904. 

KoBT (F.) et Ghoffat (Paul).— Faune/uroMÍçití du Portugal.— Polypien àu /«•«- 
ríque supêrieur par F. Kobt^ avec Notice stratigraphique par Paul Croptat. 
[q-4.«, 168 p., 30 pi. Lisbonne, 1904-1905. 



Ghoffat (Paul). — Contributions à la connaiuance géologique des coUrnia \ 

d' Afrique, — //. Nouvellet données sur la xone littoral d^ Angola. In-4.*^ 48 ^ 
4 pi. (dont une double). 

Le tome Yi des cGommunicações» a presque entièrement étépa- 



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— VII — 

blié pendant les années 1904 à 1906.^ II contíent des articles traitant 
de Ia plapart des chapitres de la géologie, doDt on trouvera la liste à 
Ia fin da volume. 

Noas nous bornerons à mentionner les articles de nos collabora- 
tears étraagers, MM. Sgulumberger et Pompeckj qui tous deux étaíent 
déjà conaus des lecteurs des «Communicações», et Mr. F. Priem qui a 
décrit aoe mandibule d'un poisson du Crétacique. 

Des travaux se rattacbant directement ou indirectement à notre 
établissemeot ont paru en dehors de ses publications. Nous citerons 
en premier lieu Féloge historique du fondateur du Service Géologique, 
Carlos Ribeiro, prononcé à rAssocialion des Ingénieurs civils de Lis- 
bonne. 

Mr. V. Souza-Brandão a publié plusieurs notes sur la physique 
microscopique et Mr. Choffat a fait coonaitre à rAcadémie des scien- 
ces de Paris et à la Société géologique de France des chapitres de son 
étude de la tectooique de la cbaiae de 1' Arrábida. II a en outre publié 
qnelqaes espèces crétaciques dans le «Journal de Gonchyliologie». 

Mr. Freire d' Andrade a fait à la Société des Ingénieurs civils une 
conférence sur les mines de cuivre de la province d' Angola. 

Eofin, Mr. P. de Loriol a décrit quelques oursins portugais dans 
ses Notes pour servir à Vétude des Echínodennes, et MM. Douvillé et 
Toucas ont parle des Rudístes du Portugal dans leurs travaux sur 
cette famille. 

Travaux en poblication.— Mentionnerons en premier lieu un im- 
portant mémoire de Mr. Roman, préparateur à TUniversité de Lyon, sur 
les fossiles du Terlíaire lacustre de la basse vallée du Tage. Mr. Ro- 
UAN ne s'est pas contente de Tétude de cabinet des matéríaux qui lui 
avaient été communiqués ; 11 est venu étudier les gisements sur le ter- 
rain pendant le móis d'octobre de 1905. II a été accompagné dans 
cette étude par Mr. António Torres, qui publie une description stra- 
tigraphique de ces strates. En plus, Mr. Fliche a étudié les végétaux 
reDcontrés dans cette région. 

Nous avons en outre deux grands mémoires en publication, Tun 
sur le système silurique et Fautre sur la tectonique de T Arrábida. Une 



^ Dans la liste des pablications^ parue dans Tintroduction au tome v^ il a été 
omis de mentionner le mémoire de Mr. Ghopfat sur Les tremblements de tem de 1903 
tn Portugal, qui du reste a été publiée en 1904. 



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— VHI — 

notice iQ-8/, avec carte tectonique, accompagDera la distríbntioD dela 
Carte hypsométrique, ainsi que nous Tavons vu faire dans diflereDtspajs. 
Parmi les travaux D'ayant pas donné lieu à des publícatioDS, doos 
citerons Fétude de 1'alimeDtatioD en eau des villes dEvora et du Fqd- 
dão, par Mr. Freire d' Andrade, des hôpitaux de Caldas da Rainha, de 
ÀDadia, de Guarda, et Cerca da Casa Pia de Lisboa par Mr. Paul 
Choffat. 

Le Service Géologique a offert des coUectious d'étude aax éta- 
blissemeots suivants: Lyceu central de Lisboa (Carmo); Seminário do 
Porto; Escola agrícola colonial de Cintra; Real CoUegío militar; Casa 
de correcção de menores de Caxias. 

II a en outre faít des écbanges avec les établissements on les 
personnes suivantes de Tétranger: 

Université de Lyon: fossiles du Tertiaire marin, de la nappe ba- 
saltique, et marbre de Pêro Pinheiro; 

Musée de Turin: fossiles des mèmes terrains et qnelques Bilobí- 
tes et Foraminifères; 

Mr. Châtelet, à Âvignon: fossiles miocènes; 

Mr. Jean Miquel, à Barrubío (Hérault): fossiles siluríens et mio- 
cènes; 

Mr. Petrot, à Bordeanx: fossiles miocènes; 

Mr. C. D. Walcott, à Washington: fossiles du Cambrien. 

Nous avons reçu les dons suivants, se rapportant pour la plopart 
aux colonies d' Afrique: 

Mr. P. Choffat: CoUection d' Angola, recueillie par fen Lourenço 
Malheiro, contenant les types du mémoire CafUributi(msàlagé(h 
logie de la province d' Angola par Choffat et Loriol; 

Direction générale des possessions d*Outremer: Fossiles de Ma- 
xixe (2* remise). — Échantillons des sondages du port de Lou- 
renço Marques.— Roches de quelques concelhos de TEst d' An- 
gola.— Or natif des alluvions du Rio Luenha (Moçambique).— 
Roches du district de Zambezia; 

Mr. Miranda Gueres: Roches d' Angola; 

Mr. Freire d' Andrade: Roches et fossiles des districts du CongOi 
de Loanda et de Mossamedes; 

Mr. E. Neuparth: Fossiles du district de Loanda et roches du 
Barué, avec carte géologique; 



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— IX — 

Mr. Eduardo A. Marques et Mr. le Yicomte de Giraúl: Dents de 
squales de TEocèoe du Giraúl; 

Mr. le Dr. Pereira do Nascimento: Minerais d'ÂQgola; 

Mr. José M. do Rego Li\ia: Importante collection de roches et fos- 
siies, recueillis dans sa mission dans le district de Benguella, 
offerls par sa veuve par l'entremise de Mr. FranciíCo L. Pe- 
reira DK Souza qui en fait la classiflcation; 

Mr. Lisboa de Liva: Roches du district de Lourenço Marques; 

Mr. S. Ribeiro Arthur: Roches et minerais de Maníca, ayec carte 
géologique de la région; 

Mr. M. Gomes Ribeiro: Roches et fossiles d'Inhambane; 

Mr. G. Wanzeller: Minerais du Portugal et de TEspagne; 

Mr. V. Souza-Brandão: Échantillons de soufre de Sicile. 

Les rapports que le Service Géologique entretient avec les éta- 
blissements oí&ciels et les collectivítés congéneres du pays et de Tétran- 
ger ont continue à s'accroitre. Nous recevons actuellement 287 publi- 
catioDS périodiques par voie d'échange. 

Les échanges inítiés après la publication du tome? des cCommu- 
Dicações» sont: 

Kurope 

Allemagne 

Stra88BUro. — Direktion der geolog. Landes-Untersuchung yon ElsMS-Lothringen. 
Geologische UebersichUtkarte von EUass-Lothringen und den on- 
grenzenden Gebieten. (Une feuille.) 

Autriche-Hongrie 

BuDAPEST. — K. QDgarische geologische Anstalt. 

Geologische specialkarte der Lander der Ungar-Krone. (Trois 
feuilles.) 

Belgiqne 

Bruxelles. — Soeióté bclge de géologie, de paléontologie et d*hydrologie. 
Nouveaux mémoires. {{•' fascicule.) 

Espagne 

Barcelona. — Institució Catalana d'Historia Natural. 

Btalleti. (Depuis Torigine, 1901.) 
Zaragoza. — Sociedad Aragonesa de Ciências Naturales. 

Boletim, (Depuis le volume v, 1906.) 

ItaUe 

PERoaiÂ.— Giomale di Geologia Pratica, (Depuis le volume itr, 1905.) 



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— X — 

Portugal 

FiGUBiRA DÁ Foz. — Sociedade archeologica Santos Rocha. 

Boletim. (N .« I à 4.) 
LisBONNE.— Institui royal de bactériologie Gamara Pestana. 

Archives. (Tome i^ fascicole i et 2.) 

— Hospital nacional e real de S. José e annexos. 

Trabalhos do Laboratoi to de analysê clinica, (Yol. ii, n.** i à 3.) 
Porto.— Academia polytechnica do Porto. 

Annaa icierUifieos. (Dapuis i'origine, 1905.) 

Transyaal 

Pastoria.— Geological SurTey of the Transvaai. 

Annual Report. (1903 à 1905.) 

^m^irique clu NorcI 

Canada 

Ottawa.— Department of the Interior. Mines Branch. 
(Diverses publications.) 

Etatt-Unis 

GoLUMBUs.— Geological Survey of Ohio. 

Bulletin. (Série iv, n.« 1 à 8.) 
Nbw York.— The American Institute Mining Engineers. 

Bi-monthly BtUletin, (Depuis Torigine, i90íi.)^ Tramtíim. 
(Volume xxxm, 1902.) 
WASHiffOTOif. — U. S. National Museum. 

ContribtUions from the U. S. National Herbaritm. (Tolome ix 
àxr.) 

A.in^x*Íquo cln Saci 

Republique Argentine 

BuKMOt Aires.— Ministério de Agricultura. Division de minas^ geologia e hidrologia. 
Anales. (Tome ii et iii.) 

BrésU 

0(7R0 Preto.— Escola de minas de Ouro Preto. 

Annaes, (N.»« 1 à 5.) 
Pará. — Museu Goeldi de historia natural e ethnographia. 

Boletim, (Volume iv, n.*' 1 à 4.) 
S. Paulo.— GommissSo geographica e geológica do estado de S. Paulo. 

Boletim, (Depuis Torigine^ 1889.) 

— Sociedade scientifica de S. Paulo. 

Reviita. (N.** 2 à 4.) 



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— n — 

Ooéanie 

Australie 

Brisbanb.— Department of Mines. — Geological Surrey of Queensland. 
PtibUcatioM. (N.»- 190 à 205.) 

Eq outre des recueils cites dans les listes précédeotes, noas de- 
TODS ajouter les suivants, obtenus par acbat: 

France 
Ânnales de Paléontologie, (Depuis rorigine, 1906 ) 

Portugal 
Revista de Chinúea pura $ applieada, (Depuis l*origine^ 1905.) 

Lísbonne, join 1907. 

Joaquim Filippe Nkrt Delgado. 



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13 



COMUNICAÇÕES 



DA 





Jiih U 




DE 



PORTUGAL 






\^ 



UCf '- 



lo-ai».. "VI— Fa«c. I 

(paginas 1 a 210 e 3 estampas) 



i, 



LISBOA 

TYPOOKAPHIA DA ÂOADEIUA RSAL DAS 80IXNGIA8 

1904-1905 



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OBRASl PUBLICADAS 



¥KVa 



SERVIÇO GEOLÓGICO DE PORTUGAL 

Commissio Geológica. 18ST-1868.— Secçlo dos Trabalhos Geológicos. 1869-1385 

Commissáo dos Trabalhos Geológicos. 1886-189S.— Dirdcção dos Trabalhos Geológicos. 188M809 

DirecçSo dos Serviços Geológicos. 1900-1901 



MEMORIAS, in-4.« 

VtorA fOMll 

Végetaes fosseis: — Flora fóssil do terreno carbonífero das yisinhanças do Porta, 
Serra do Bussaco e Moinho d'Ordem próximo a Alcácer do Sal (Flore fossíle dn 
terrain carbonifère des environs du Porto, Serra do Bussaco et Moinho d'Ordfiffl 

Çrès d' Alcácer do Sal), por Bernardino António Gomes. 44 pag., 6 est. Lisboa, 
865. (Avec traduction française en regard.) 
Oontributions à la Flore fossile du Portugal, par Oswald Heer. 47pag.,29pl. 

Lisbonne, 1881. 
Monograpliia do género Dioranopliyllum (Systema carbónico), por Wanceslan 

de Lima. 4<*, 14 pag.^ 3 est. Lisboa, 1888. (Avec traduction en français.) 
NoUYelles oontributions & la Flore mésozoique, par le marquis de Saporta, 
accompagnées d'ane Notioe stratigraphique, par Paul ChofTat. 288 p., 40 pi. 
Lisbonne, 1894. 

VerlcliradiMi fowielfl 

Ck}ntributions & Tótude des Poissons et des Reptiles du Jurassique et 
du Orótaoique, par H. E. Sauvage. 48 pag., 10 pi. Lisbonne, 1897-98. 

PaSeoMBc* 

Terrenos paleozoioos de Portugal: — Sobre a existência do terreno siluriaoo no 
Baixo Alenitejo (Sur Texistence du terrain silurien dans le Baixo- Alemtejo), por 
J. F. N. Delgado. 35 pag., 2 est., 1 caria. Lisboa, 1876. (Avec traduction en fran- 
çais.) Épuisé. 

Estudo sobre os Bilobites e outros fosseis das quartzitos da base do sys- 
tema silurioo de Portugal. (Étude sur les Bilobites et autres fossiles des 
Íuartzites de Ia base du Systèine silurique du Portugal), por J. F. N. Delgada 
11 pag., 43 estampas, sendo 3 de formato duplo. Lisboa, 1885. (Avec traduc- 
tion en français.) 

(Supplemento), por J. F. N. Delgado. 75 pag., 12 est, sendo 2 de maior 

formato. Lisboa, 1888. (Avec traduction en français.) 

Fauna silurioa de Portugal. Descripçáo de uma forma nora de Trilobite, Lichas 
(Uralichas) Ribeiroi, por J. F. N. Delgado. 31 pag., 6 est., sendo 1 de maior for- 
mato. Lisboa, 1892. (Avec traduction en français.) 

Novas observações acerca de Lichas (Uralichas) Ribeiroi, por J. F. N. Delgado. 

34 pag., 4 est. Lisboa, 1897. (Avec traduction en français.) 

JonuMleo 

Étude stratigraphique et paléontologique des terrains Jurassiques du 

Portugal, par Paul Choffat. 1*« livr. Le Lias et le Dogger au nord du Tage. 

72 pag. Lisbonne, 1880. 
Desoription de la Faune jurassique du Portugal. Céphalopodes, par Paoi 

ChofTat. 1*" série. Ammonites du Lusitanien de Ia contrée de Torres Vedras. 

82 pag., 20 pi. Lisbonne, 1893. 



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S' 



LE GRETAClQUe 
um LARRABIUA ET DANS LA GONTRÊE UERIGEIRA 



PAR 



Paul CHOFFAT 



Dans rintroduction au «Grétacique supérienr au Nord du Taget 
(1900), j'ai dil qu'il me restait encore à publier Tétude du Crétaci- 
que de TArrabida, et celle des strates ínféríeures aux couches à Neo- 
lobites Yibrayeanus de Ia contrée située entre Runa et Bellas-Lisbonne. 

Je vais aujourd'hui corabler cette lacune, mais en parlíe seule- 
ment, eo me basant sur des observa tíons que j'ai faites il y a 12 et 
15 ans, qui demanderaient à ètre complétées sur plusieurs points par 
de nouvelles récoltes, ce que les circonstances ne me permettent pas 
de faire. 

Quoique le sujet ne soit pas traité d*une façon aussi détaillée que 
je le désirerais, cette étude permet pourlant de se faire une idée ap- 
proximative du Grétacique de ces deux régions, et il en ressort même 
quelques déductions générales, importantes, qui seront exposées dans 
les conclusions. 

Dans un supplément paléontologique^ je groupe quelques notes sur 
des formes nouvelles que je suis obligé de citer dans le texte. Les len- 
leurs de la reproduction photographique m'empêchent de les publier 
pour Tinstant sous forme d'une 6* série de la faune crétacique; peut- 
éire y parviendrai-je un jour ou Tautre. 

J'ai Tavantage de terminer ce supplément par la description d'une 
mâchoíre de Cododm nouveau, due à ramabilité de notre savanl con- 
frère Mr. Fbiinand Priem, de la Société géologique de France. 

GOMMUNinAÇÕBS. ToM. VI.—JuiM, 1904. i 



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—2 — 

Gomme il arríve souvent que les masses pétrograpbiques sont 
coupées par les divisions chroDologiques, j'ai adopte un type spécial 
pour les índícations s'y rapportant. Ces deux catégories de títres spé- 
cifient donc deux séries empiétant Tune sur Tautre. 

De rnème que dans mes publícations antérieares, le degré de 
fréquence est indique par des chiffres entre parenthèses: 1 três rare, 
2 rare, 3 ni rare, ní fréquent, 4 fréquent, 5 três fréquent. 



I — LE CRÉTACIQUE DE L'ARRABIDA 



La chaíne de TArrabida s'étend entre Palmella et le cap d'Espi- 
chel, soit sur une longueur de 33 kilomêtres, sa direction générale 
étant de E.N.E. à W.S.W. Au Sud et à TOuest, elle tombe plus ou 
moins abruptement dans TOcéan et est entourée, sur les deux autres 
côtés, par les plateaux pliocènes de Ia péninsule de Setúbal et de rAlem- 
tejo. Les strates qui forment le flanc septentríonal ont un pIongemeDt 
assez accentué qui passe brusquement à une inclinaison três faible, se 
maintenant jusqu'au grand synclinal de Tétang d^Albufeira. Sa limite 
orientale est formée par une ligne de dislocation dirigée du Nord aa 
Sud. 

Malgré ses dimensions restreintes, elle presente une grande com- 
plication tectonique; on y distingue de TEst à TOuest: 

1 Anticlinal de S. Luiz, limite au N.E. par la colline de Palmella, 
dirigée du Sud au Nord. 

2 Anticlinal du Viso, au Sud du premier. 

3 Antídinal du Formosinho, ou Arrábida proprement dit, compre- 
nant le plus haut sommet de la chaíne (499*"). 

4 Monoclinal du Risco, commençant au fortin d' Arrábida et com- 
prenant les sommets nommés': cabeço do Jaspe, serra do Risco, serro 
d'Ares, serro do Facho. 

5 Anticlinal du château de Cezimbra, comprenant une aire tipbo- 
nique (teschénitique) ayant comme jambe septentrionale les serros do 
Cazalão et de Pedrógão, et comme jambe mérídionale la colline du cbá- 
teau et le cabeço de Gintrão. 



' Ces noms sont empruntós k la carte de la péninsule de Setúbal par J. M. dis 
Nbves Costa, Í8i3-i8i6. 



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— 3 — 

6 Antidinal de la bate de Mijona, comprenant le serro de Bur- 
gão (Picoto do Cavallo de la carie chorographique) et son prolonge- 
ment en forme de croissant jusque vers Ia pointe da Balieira. 

7 Anticlinal d'Espichel, qui esl peut-êlre à rapporter au précédenl. 

Les strates les plus anciennes sont des mames rouges, gypsifè- 
res, triasiques ou infraliasíques, n'étant yisibles que prés de Cezimbra 
(exlrémilé occidentale du monoclinal du Risco), et recouvertes par le 
Lias, qui n^affleure en outre que dans la baie de Míjona, tandis que le 
Dogger surmonte le Lias dans ses deux affleurements, et a en plus 
une grande extension dans le chainoh de Formosinho; il est peut-étre 
represente, daas celuí de S. Luiz, par des lambeaux de calcaires do- 
lomitiques dont je n'ai pas pu flxer Tâge. 

La grande masse de la chaine est formée par les calcaires blancs 
du Dogger et du Malra, mais la partia supérieure de ce dernier, en- 
tièrement calcaire à Textrémilé occidentale, passe peu à peu, vers 
lEst. à un conglomérat de plus en plus marneux, ce que j'ai déjà eu 
roccasiòn de faire connailre.* 

Le Creta cique presente aussi un ensablement rapide de TOuest 
vers TEst, mais sa base est formée par des sables dés le point le plus 
Occidental. Aulant que Ton peut en juger, il y a concordance de stra- 
liflcation entre les deux systémes; par contre, le Miocéne recouvre le 
Crétacique en discordance absolue, Térosion ayant enleve une partie 
plus ou moins grande de ce dernier, dans toute Tétendue de la chaine. 

En general, ces complexes se succédent régnliérement sur le flanc 
nord, tandis que le flanc sud, limite par des failles, ne montre que 
des restes insignifiants de Crétacique et de Tertiaire. 

Les affleurements de Crétacique forment quatre groupes; le pre- 
miar borde le Jurassique de la montagne de S. Luiz vers le Nord et 
vers rOuest ; sa longueur est de 8 kilométres, et il est entiérement 
forme de graviers et de conglomérats; le deuxième s'étend d une ex- 
trémité à Tautre de la chaine, depuis le nord de Setúbal jusqu'au Nord 
du cap d*Espichel; le troisiéme se limite à deux pelits lambeaux de 
ronglomérats sur le flanc meridional du Viso (réservoir d'eau de Se- 
túbal et fort d*Albarquel); le quatríème se trouve prés de Cezimbra, 
au pied de Tescarpement liasique du Facho; il contient des calcaires 
fossilíféres et des grés. 



^ Coop d'(BÍl sur les mere inésozoíques da Portugal. Vierteljahrsschrifl Naturf. 
(rts. Zarích, 1896, p. 304 et 313. 



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— 4— 



Oonpe da Oir^taoiqne cia oap cl'E2spioliel (Lagosteiros) 

Ce n'est qu'au cap d*Espichel que le Crétacique presente un beau 
développement; c'est donc par cette exlrémité que nous commence- 
roDS cette étude. 

Ces strates plongent yers le Nord, elles fonnent Ia colline an 
Nord de la baíe de Lagosteiros, ou elles présentent une inclinaison de 
25^; mais à partir du pied nord de la colline, elles deviennent presque 
horízontales et continuent ainsi jusqu'au lieu dit Foz-da-Fonte, oà el- 
les sont reconvertes par le Miocène. 

Les dénominatíons des lieux dits ne se trouvent pas sur Ia carte 
de TEtat-major, mais par contre dans le plan hydrographique' aa 
50:000*, de 1882; ce sont des termes employés par les pêcheurspoor 
designer des accidents de Ia cote, accidents qui n'ont en general pas 
d*importance lorsque Ton se trouve à Tintérieur. 

J'ai releve une coupe du Crétacique en 1892, mais ce n'est quen 
1902 que j'ai eu Toccasion d'y envoyer un collecteur pour íaire des 
récoltes plus abondantes. Comme il y a fait un long séjour, 11 a pu 
mieux que moi se rendre compte de Tépaisseur des strates, dont Yén- 
hiation rapide est três dífScile dans Ia partie plane. N^ayant pas pa y 



>■ 




Voe coupe de Ia plage de Lagosteiros 

retoumer pour vérifler ses mesures, je les donne sons tootes re- 
serves. 



^ Plano hydrographíco desde o Cabo da Roca até Cexirobca. DirecçAo geral do? 
trabalhos geodésicos, etc, i882. 



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—5— 



InfraTalaiigillien et Yalanginien 

Les assises supérieures du Portlandien sont fonnées par des cal- 
caíres et des marno-calcaires bien lités, avec fossiles nombreux» re- 
coayerls par des grés verdátres três fins, un peu maroeui, de un mò- 
tre d'épaisseur, conteoant de nombreux exemplaires de Cryptaplocus 
cfr. pyramidalis et de Cyrena securiformis Sharpe. Inclinaison des 
slrates 35^ 

MASSIF DE GRÉS. * (Puiesance mínima 55 mòlres, probftblemeai beanooup tiop faible.) 

C. i.— Le bane fossilifère, précité, est recouverten concordance 
par des grés analogues, qui ne m^ont pas fourni de fossiles; leur cou- 
leur varie entre le vert, le blanc et lerouge. Yers leur partie supé- 
ríeare, ils alternent avec des lits de grés grossiers, à gros silex.— Puis- 
sance 30 mètres. 

C. 2. — Grés et conglomérats à páte kaolinique, généralement 
blancs, avec quartzites en« partie angiileux, en partie arrondis. Cris- 
taux de feldspath roulés, à moitié décomposés. — Puissance 20 mètres. 

C. 3. — Grés jaune, três fin. — Puissance 6 mètres. 
Inclinaison des strates 25'. 

II est incontestable que le grés à Cyrena securiformis appartient 
au Jurassique et que les conglomérats kaolinifères (couche 2), appar- 
tiennent au Crétacique. 

Couche i est liée si intimement avec les grés fossiliféres sur les- 
quels elie repose, qu'elle semble devoir ètre rangée dans le Jurassi- 
que, tandis que Fintercalation de slrates à gros silex à Ia partie supé- 
rieure fait pencher pour le Crétacique. 

Bref, on manque de critérium pour placer Ia limite entre les deux 
systèmes, car Ia différence d'inclinaison entre 1 et 2 ne peut pas étrc 
prise en considération, vu que le pendage diminuo du Sud au Nord, 
dès le bord de Ia mer ou les premiéres strates visibles, appartenant 
au Dogger, sont relevées à plus de 60". 



^ Ge type d'impre88Íon indique le groopement lithologiqae des strates qui, par* 
fois, ne eorrespond pas avec leur groupement chronologique. 



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— 6— 



CALGAIRES FERRUGINEUX. ff nteci.) 

Eaiit«rÍTMii (33 mècies) 

?C. 4. — Calcaire jaune d'ocre, en partíe três foncé, empâUntde 
petits quartzites qui, par places, forment des lentilles de grés, et dd 
pisolites de fer, landis que la couche suívante n*a en general que dês 
oolíthes tròs fines. Fossiles rares et roulés, sauf les Polypiersqmmi 
assez abondants, surtout les polypiers étalés, qui manquent à pea prts 
dans le reste du Hauterivien. Je n'ai trouvé persoonellement qne qua 
tre autres fossiles, et iis sont indéterminables spécifiquement. Nerim, 
de petíte taille, Trichites sp., Hinnites Reneoierif et un fragmeot de tige 
de crinoide.— Puissance 2 mètres. 

La récolte du coUecteur a été faite en partie dans des blocs d^- 
taches, ne pouvant provenir que des couches 4 ou 5, les seoles qui 
présentent des oolithes ferrugineuses; j'ai mentionné toules les es{t- 
ces dans la liste de couche 5, mais il se pourrait que qnelques-nQèi 
proviennent de couche 4. Ce serait le cas pour Cardium Costae, Mj- 
tilus Couloni et quelques Ammonites. 

C. 5.— Calcaires jaune-brun, moins fouces que les précédenk. 
à oolithes ferrugineuses fines. FossUes ayaut en general cooserré k 
test; faune três riche, environ 40 espèces, se trouvant en généraJ dans 
les marno-calcaires à Ostrea Couloni des environs de Cascaes (cou- 
che 9 de ma coupe de Mexilhoeira de 1885)^ qui ont le méme fades 
pétrographique, mais présentent une faune beaucoup plus Tanée. 

L'espèce la plus frequente est Ostrea rectangularis. Les fossiles 
sont surtout cantonnés dans une couche de O^^.SO, mais, d^aprés (^ 
que prétend le coUecteur, on en trouverait sur une épaisseur de 3 mè- 
tres. Les espèces précédées d'un astérisque n'ont pas encore été Irw- 
yées dans le Hauterivien du Nord du Tage. 



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— 7 — 



* Bel€mnfte$ òqMtttdii Blainy. 

» > oonúnu ^ Blainv. var. 
NautUu» pteudo-eUgaru d'ORB. 
Uaploceras (ÍMoeeras) cfr. Graita- 

tittm d'OBB. 
Holeost^hanus Aslieri d'ORB. 
f/o/>/ctes cfr. Detori P. et C. 

» n^Or^OIRiV^MS d'ORB. 

» cfr. cryptoceras d'OAB., et var. 

• hyUrix (Bkam) Neum . et Uhlig. 
Purpuroideaf (I). 
Nerinea Guinehoensis Choff. (i). 
Natica btdimoidei d'ORB. (3). 

» sp. ind. 
TurritrUa 2 sp. (1). 
Pleurotomaria sp. nov. aff. Dvpifiiana 

d'OKB. (3). 
PUuroíomaria 2 sp. ind. 
rtiròo sp. (2). 
» IHeuromya sp. (i). 
FímiM sp. 
Cyprina sp. 

* Cardium Cotiae Choff. (i). 
Fímbria corrugata Sow. (Á). 

» sp. ind. 
iistarte sp. 
Trí(/(mta eaudaia Ag. (4). 

» eartnafa Ao. (3). 
Arca Gabriela d*ORB. (4). 
Tridiites Marefm Choff. 



Trteltfft PiãéU P. di L 
JVytôiM Coti/ont Marcou (i). 

• sp. nov. aff. perpUeatUB Et. 
GerviUêia aneepi Dbsh. (3). 
Janira atava lioB. (5). 

Himitn Renevieri P. et C. (3). 

• LBfjmerii d'OBB. (1). 
Ptcíín sp. (i). 

Lima sp. (1). 

Spond^us cfr. Roemeri Dbsh. (1). 
Oilrm rectangtdari» Rob. (5). 
• iHtnoi CoQ. (2). 
» Bocagei Choff. (1). 
70tifòra<u/a aff Ptían Bobhm (I). 
» cfr. CarUroni d'OiiB. (i). 
» a£u/a QuBKST. (4). 

* > cfr. coi/inarta var. Imita- 

nica Choff. (2). 
» 2 sp. nov. (5). 
TerebrateUa Puschcana Hob. (1). 
mZeúUria sp. nov. (i). 

» eriM^tana Pictrt (4). 

* Pygurvs roitratus Ag. (2). 

* Botriopygtis Savini P. db L. (2). 

* Puudodiadema scrupoium P. db L. (i). 
Rhabdoeidari» Ddgadoi P. db L. (4). 

» tuberosa Dbsh. (1). 

Cidarii ind. (1). 
iiptomfif» ind. (1)'. 
Montlivatdtia (4). 



MASSIP ARGILEUX (25 mòtras). 

G. 6.— Mames jaunes, à fossiles três rares et écrasés, ayant h. leur 
partie supérieure une couche de O^^^SO contenant quelques espèces de 
la couche precedente. Je n'y ai recueilli personnellement que deux 
moules de Natica, un exemplaire de Ostrea rectangularis, un Pecten, 
de nombreux Terdfrattda cfr. Carteroni et deux MontlivauUia.— Puis- 
sance totale 0^80. 

C. 7.— Mames jaunes se teraiinant par une surface converte de 



' Mr. KiLUN, qoi a bien vonln examiner nn des échantillons^ me dit que c'est 
Qoe forme inconnne parmi les variétés réunies sous le nom de Duvalia eonica Blainv., 
mais pios cylindriqne que les variétós ordinaires, et qu'elle lai semble indiquer nn 
nivesQ três bas dans le Néocomien (Valangínien?). 



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^1 



— 8- 

fossOes, sartoat d'(te^rea Caidoni, dont an senl exemplaife a été ré- 
colté dans c. 8, et qaí ne passe pas pias haut. Les fossilr^s ont, en 
général, une coulear gris jaunátre, quelques-uns sont rouge víolacé, 
mais Ia gangue est toujours différente de celie de c. 5. — Puissance 
4»,50. 

Les espèces précédées d'un astérisque D'ont pas été observées 
dans c. 5. 



NanaUm pãeudo-dêgam d'OBB. (3). 

* ffopíi^ cíir. Leopoldinus d'ORB. (i). 

cfr. Desori P. et C. (i). 
Haplocera» ind. (2). 
mPUroeeras fíibeiroi Ghoff. (1). 
Nerinea sp. 

* Píeudomelania DoUfuêi Ghoff. (2). 

* Naliea sp. (Nombreux exemplaires de 

grande et de petite Uille. i) 
Pleurotomaria ind. 

* Pholadomya gigantea Sow. (1). 

* Panopaea neoeomiefuii (Lkym.) (3). 
Cyprina sp. (3). 

Cardium sp. (3). 



Fimbrta eorrugata Sow. (1). 
Trigonia earinata Ag. (i). 
Hinnites Renetieri P. et C 

» Leymerii Ag. 
Peetcn 3 espèces (4). 
Spondglus Roemeri Desh. (3). 
lÀma sp. (4). 
0«(rea rectangularis Rob. (i). 

# » Cotdoni d'ORB. (5). 

# » Germaini Goq. (2). 
70rv6ralttía cfr. Carteroni d'OBB. (4). 

• acHta QuBNST. (4). 

Montlivaultia (4). 
Polypiên globideux (i). 



G. 8.— Argiles grises, avec lits de plaquettes ferrugineuses, d^une 
yingtaine de mètres d*épaisseur. 

Les argiles contiennent des fossiles écrasés, de petite taille, soit 
à Tétat d*einpreintes, soit avec test, tandis quMIs sont mieux conserves 
dans les lits ferruginenx. 

La base appartient encore au niveau à Exogyra Cotdoni, car un 
lit ferruginenx a fourni quelques exemplaires de cette espèce, Hinnites 
Leymerii, Spondylm Roemeri et un fragment à'Hoplite$ du gronpe de 
H. cryptoceras. 

Une ancienne récolte, faite dans Targile grise feuilletée, à fossiles 
écrasés, contient un petit fragment de Belemnites bipartitus, et des res- 
tes indéterminables de Hoplites, Pleuromya, Astarte, Cardita sp. nov. 
(se trouYe aussi dans c. 9 de Mexilhoeira), Nucula, Arca, Pinna, My- 
tilm, Avictda, Lima, Pecten, Janira atava (?nains), Ostrea cfr. tuber- 
culifera, Holasterf, Pseudodiademaf, 

L'exemplaire d'Holaster represente par Mr. de Loriol, pi. XV, 
fig. 2, sans spécification, paraít proyenir de c. 8. 



^ Exemplaires écrasós, paraissant appartenir aux formes da Haateriyien de Ca^ 
regueira. 



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_;9-. 

MASSIF CALCAIRB AVEC GRÉS SUBORDONNÉS (eicarpemeDt de Lagosteiros). 

Calcaíres blancs, ayant à Ia base quelqaes lentilles de gròs blanc, 
avec ÍQtercalation de calcaires jaune naukin et d*assises marneuses. 
lis forment l'abrupt qui couronne Ia falaise de Lagosteiros et s^éten- 
deat jusqu'au lieu dit cLadeiras». — Puissance 45 mètres. 

C. 9*.— Les calcaires jaunes de la base ont fourni la faune sui- 
vaDte, sur une épaisseur máxima de 3 mètres: 

Hoplites cfr. cryptoceras d'OrtB. (I échant.), Purpuroidea cfr. infra- 
cretácea Peron*, Psetídomelania Dollfusi Chof., Natica laevigata d*ORB. 
(4), Turritella, Scalaria, Trochm, Pleurotoniaria Defranci Math. (hau- 
teur 135 mill.)» Janira atava Roe., Spondylus Roemeri Desh., Ostrea 
Minos CoQ., Zeilleria tamarindos Sow. (? 1 petit échant.), MontlivatUtia 
(1 écliantillon três pelit). 

Les calcaires gris, marneux, contigus aux jaunes, m'ont fourni: 
Fustis neocomiensis d'ORB., Rhynchonella multiformis Roe., BA. Cascões- 
ensis Chofk. et de nombreux Monllivaullia. 

II faut peut-être y ajoutcr un exemplaire de Pterocera, três voi- 
sin, sinon identique à Pi. Pelagi, qui n'a pas élé rencontré dans la 
couche mème. 

Barrémien (90 inèlres) 

C. 9^.— Les espèces suivantes proviennent des 15 mètres de cal- 
caires marneux, gris, sans que leur niveau ait été flxé; celles qui ne 
se trouvent pas dans le Hauterivien sont précédées d'un astérisque. 

» Requienia (forme atrophiée), Janira alava (demière apparition), 

* Ostrea clr. pes-elephantis (exemplaire incomplel), * Terebratula cfr. 
SalevensiSj Pyrina incisa Ar.., Goniopygits peUatus Ag. var. intraca- 
tm Ag., •Orlhopsis Repellini Cott., Rhabdocidaris cfr. insuetus P. de L., 

* Pseudocidaris clunifera (Ag.) i exemplaire, Polypiers abondants. 

Le test de Cidaris malum represente par Mr. de Loriol (I, 13) 
provient peut-étre de cetle couche. 

C. 10,— Calcaire compacl en partie jaunâtre, en partie blanc. 
Requienia^ Codiopsís Lorini Cotteau, Pseudocidaris clunifera Ag. (test 
et radioles), Goniopygus peltatus, var G. intricatus Ag. (4), Polypiers. — 
Puissance 7 mètres. 



Voyez le snpplément paléontologique. 



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— 10 — 

G. 11.— Bane de 1 mètre contenant une grande quantité de Né- 
rínées de grande taille avec test crístailín. La forme la pias frequente 
a des analogies avec N. Archimedi d*OBB., tandís qu'un exemplaire a 
les tours bas de N. henatixiana, sans affecter la forme pupoíde. 

C. 12 à 18.— Alternance de grés fins et de calcaires compacts, 
oolithiques ou arénacés; les grés sont fortement calcaires, à graia 
três fin, mais contiennent de rares quartzites arrondis, atteignant no 
díamètre de cinq centimètres. La couleur générale est jaune clair.— 
Puissance 20 mètres. 

Fossiies à test crístailín. Les Nérinées, en general de petite taille, 
se trouYent de la base au sommet, ce qui est aussi le cas pour les 
Requienia et pour les radíoles de Pseudoddaris clunifera qui sont 
abondants. Je citerai en outre un exemplaire de Ténorme Purpuroidea 
Senesensis Ch. sp. nov. (à forme de Natica Levialhan) de TUrgonien 
de Monte-Serves*, Natica Munieri Choff., enorme Fímbria (analogue 
à F. gigantea Buv. du Jurassique supérieur), un Toxaster écrasé, Py- 
rina aff. pygaea Ac, Codiopsis Lorini Cott., Cyrcopeltis neocomiensis 
P. DK L., Goniopygus peltaíus Ag. 

G. 19.— Galcaire jaune, marneux à la base et compact au som- 
met.— Puissance 2",50. 

Fossiies ayant presque toujours conserve le test, nombreui et 
varies, mais en general non décríts. Gette faunule donnerait matière 
à une belle monographie. 

AeteoneUa (2). Glauconia strombiformis (Schl.) 2 var. (5) 

Pterocera sp. (aussi allongé que Píer. Turbo sp. nov. (2). 

oeeam) (2). Cyprina Sauitiurei Brokgn. el formes 
Cerilhium cfr. VcUeriae Vehn. et Coll. voisines (5). 

» 2 sp. Jnd. Prolocardia cfr. peregrina d'ORR. (3). 
Nerinea (mouies paraissant appartenir à » sp. ind. (4). 

N. cír. Archimedi) (2). Venut sp. 

Natica Munieri Choff. (4). Nucula sp. 

» Manudi Choff. (i). Arca cfr. Raulini d'ORB. (2). 

» sp. aff. iV. Mexilkoeirensi» Choff. (1) Otirea cfr. Mareti Coq. (2). 

» laetigata d'ORB. (5) . » fExogyraJ iubercidifera K. et D. (41 

» cfr. Cwmudiana d'OftB. (2). Terthraívla (1). 

Nerita sp. (2). MontlivauUia (4). 
Pvrpurina Falhti Cbof. (1) et sp. ind. (2). 



Yoyez le supplément paléontoiogique. 



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—11— 

Une ancieniie récolte presente les fossiles de cette assise et en 
outra de gros radioles de Pseudocidaris clunifera qui, d'après leur as- 
pect, paraissent proyenir de la méme couche. 

CÂLGAIRES MARNEUX AVEG MARNfalS ET GRÉS SUBORDONNÉS. (Épaiasenrappro- 
ximative 45 mèlres). Aréle de Tescarpement de Lagosteiros et petit plateau á'oii part 
le ravin nommé Valle Covo. 

C. 20 à 25. — La faune continue à étre caractérisée par les grands 
Gastrópodes (Natica, Purpuroidea ServesensisJ, mais on y voit Tintro- 
duction abondante d^huitres d'assez grande taille, que Ton peut rap- 
porler à Ostrea Maresi Coq., et qui semblent ètre des avant coureurs 
de Ostrea pes-elephantis. 

Parmi les autres fossiles méritant une mention spéciale, nous ci- 
terons: Coelodus anonuilm Prikm sp. nov. *, Purpurina? (groupe de 
Chemnitzia aptiensis Landerer)^ Ptychomya dr. neocomiemis Lor. et 
des Terebratules ayant de Tanalogie avec T. Dutempleana, mais ne 
dépassant pas une longueur de 20 millimètres. 

Exogyra tuberadifera K. et D. y est abondant; les Échinides sont 
representes par des Toxaster indéterminables et par Pseudodiadetna 
sculptile P. DE L., espèce décríte d'après un écbantillon de provenance 
inconnue. 

Couches d*Áliiiargem (Aptien et GaoU inféricur) 

URÈS MARNEUX. (Lieux dita Ladeiras et Sobre-Ladeiras.) Puiasanoe approximative 45"^* 

Les couches 26 à 29 font partíe du flanc nord de la colline de 
Yalle Covo, et ont par conséquent une inclinaison assez forte; mais à 
partir de c. 30 jusqu'à la íln de la coupe, 1'inclinaisou vers le Nord 
est au plus de 4 degrés. 

C. 26 à 30.— Grés marneux et marno-calcaires arénacés, gris ou 
jaones, contenant par places du bois fossíle, tantôt à Tétat de lignite 
incomplet, fortement pyriteux, tantôt à Tétat de sesquioxyde de fer. 
Au liers inférieur se trouvent des rognons de grés sphériques, d'un dia- 
mètre de 25 à 30 millimètres. La faune est três pauvre, et comprend 
príncipalement des huitres. 



Yoyez le snpplóment palóontologiqiie. 



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— 12— 

Natica Munieri Ia rattache au Barrémien, tandis qne Tabondance 
et le développement de Ostrea pes-dephantis, et rapparitíon de Glatico- 
nia Pizcuetana et de Neríta Ântonii, me Ia font ranger dans les cou- 
cbes d'Almargem 

GALGA IHES. (10 mètres). Liça dit Bochadouro, nom provenant de Ia coolear jauoe de la 
rocbe. 

G. 31 à 33.— Galcaire assez résistant, jaune plus ou moios in- 
tense. Au milieu de Tépaisseur, une couche Irès fossilifère voit rap- 
paritíon de Nerima Astrachanica Rehbinoer, en assez grand nombre; 
elle contient en outre Nerita Antonii, Glaucoma Pizcuetana et strom- 
biformis, Cerithium Pailleti Vehn. et Lor. et de pelits Requienia, assez 
nombreux. Au sommet nous remarquerons Trígonia Hondaana LeaJ 

Ces formes sont aplíennes, tandis qu'un exemplaire du mème ui- 
veau, que je ne puis pas séparer de Aviada Carteroni d'OBB., est un 
retour aux formes néocomiennes. 

GBÈS GOMPAGTS. Puissanee 10 mèlres. Bochadonro. 

C. 34-35.— Grés peu argileux, jaunâtres et verdâtres, assez ré- 
sistants pour jouer le même role orographique que les calcaires sous- 
jacents. Fossiles peu abondants, sauf des oursins irréguliers parmi les- 
quels Enalaster Delgadoi P. de L. est seuI reconnaissable; les oursins 
réguliers ne sont representes que par quelques Psmdodiadema indé- 
terminables. Bois fossile. 

G. 36.— Bane de O^.SO, de calcaíre arénacé verdâtre, empâtanl 
de nombreux fossiles avec test, bien dégagés à la surface des couches. 
La faune diffère de celles qui précèdent par Tabondance des Gastró- 
podes et se rattache franchement à Ia c. 38. Elle voit Tapparition de 
C. Rehbinderi Guoff. sp. nov.*, et Cerithium Pailleti Vern. et Lor. y 
est abondant. 



Voyez le Sapplément paléontologiqiíe. 



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— 13 — 

GRÉS 11 ARNEUX A GRANDS SAURiENS, formam U aorface da aol depuis Rochadouro 
jusqna Boeca do Chapim, maia contianant à ètre visiblea à la plag«, aoiia les caleai- 
res du groupe suivant, jiisqii'i Areias de Mastro. Grands OMementa de sauriena de 
Ia base aa sommat. LigDite, gros criftaax de gypse vers le miliea de la hauteur. 
Puisaance 30 mòtres. 

C. 37.— Grés marneux, jaunátres, ne contenant que peu de fos- 
siles. Fragments de carapaces de Tortues, Trigonia catídata, et siir- 
toul Ostrea pes-elephantis. — Puissance 4 mètres. 

C. 38.— Marne arénacée, compacte, verdâlre ou blanchâtre, de 2 
mètres de puissance. 

Fossiles três nombreux, à test spathique, dont on trouvera les 
noms dans la liste des espèces des chuches d*AIinargem. Les Gastró- 
podes dominent; Glauwnia strovibiformis y est en quantilé considé- 
rable; c*est aussi le niveau principal de Ptygmatis Âstrachanicus, un 
peu moins abondant, et aussi des grands sauriens. 

C. 39 à 42.— Grés plus grossiers, avec quelques lits fossilífères, 
faane pauvre, contenant des espèces des couches precedentes. — Puis- 
sance 24 mètres. 

Nous ferons remarquer que Pletiromya neocomiensis s'y trouve 
encore. 



GALGAIRES A RUDISTRS ET NÉRINÉES. (Puinance 15 mètrea). Bocea do Chapim. Ge 
Dom a'appliqae à troia ou qnatre ravina, m qui D'eit paa uo inconvénienl aa poiot 
de fue géologique, vn la preaque horizootalité des conchea. 

C. 43. — Calcaire un peu marneux, de couleur claire, faune insi- 
gnifiante, sauf quelques moules de grands Nerinea Titan Sharpe.— 
Puissance 7 mètres. 

C. 44.— Bane de calcaire três dur, en partie gris et en partie 
jaune, contenant des moules en mauvais état de Caprina?, de nom- 
breux Toucasia cfr. Lonsdaki et de grands Placuna?. — Puissance 
0»,50. 

C. 45. — Calcaire marneux, jaunátre, contenant à la base quel- 
ques moules de Nerinea Titan, et à la partie supérieure de nombreux 
Gastrópodes de três petite taille : Nerinella, Ptyginatis Âstrachanicus (1), 
Cerithium PaíUeti, TurriteUa sp., Pileolus sp. aff. P. Heberti Choff. II 



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— 14 — 

semble y avoir des foraminifères (ChoffatettafJ, mais ils sonl peu dis- 
tinctes.— Puissance 7"",50. 

GRES (15 mètres). Lieu dil Regal&o. 

C. 40 à 48. — Vers les V^ de la hauteur se troiive un bane de 
calcaire ochracé de 1"',40 d'épaisseur, contenant de nombreux Gas- 
trópodes de pelite taille. Une des formes les plus frequentes est une 
Nérinée ayant Taspect extérieur de Ptygmatis Astrachanicus Rehbinder, 
mais c'est un Aptyxis. 

Àu lieu dit Seixalinho, dans le ravin passant au Nord du signal 
géodésique, un íilon de basalte de 3 ou 4 mètres d'épaisseur parait 
régulièrement interstratifié dans les calcaires marneux du Crétacique, 
et ne les avoir releves que d*un côté seulement. Sur ie flanc sepleo- 
Irional de ce méme ravin, la molasse tertiaire repose sur le calcaire; 
c'est un bane dur, avec [Gastrópodes et Lamellibranches nombreux, 
contenant aussi Echinolampas hemisphaericus. Mon collògue Mr. J. C. 
Berkeley-Cotter y reconnait le Banco Real des environs de Lisbonne, 
autrement dit la partie moyenne du Burdigalien. 

CALCAIRE A RUUISTES, ORBITOLLNES ET OSTREA BOUSSINGAULTI. 

C. 49.— A Foz-da-Fonte se trouvent des calcaires que je crois 
étre les strates crétaciques les plus supérieures affleurant dans la pé- 
ninsule de Setúbal. Ils forment des banes épais, sont de couleur grise 
et Manche, et contiennent des moules de Nerinea Titan Sharpg et de 
Tyhstoma, des Toucasia, Ostrea BomsingavUi Coq. et de nombreux 
Orbitolina concava. 

La présence de ces deux dernières espèces est três importante, 
car nous ne les avons pas constatées avec certitude dans les couches 
precedentes. 

Ces calcaires sont recouverts par le Miocène sous forme de sa- 
bles micacés, inférieurs à la couche fossilifère de Seixalinho. 

Je n'ai vu ces calcaires qu'à la plage, mais la carte de Carlos Ri 
beiro indique leur prolongement vers TEst, sur une longueur de prés 
de deux kilomètres. 



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— 15 — 

Fanne det couchet d'llmargem an cap d^Etpichel ^ 



lienodontês 

Ckflmia 

Edaphodon sp 

Snchosaurus Girardi Sauv 

Pleurocodus valdensis Ltdk 

MtgaUsuíwnu cfr. «kdm-Mu Sauv 

Igwiiiodon ManteUi Mtr 

ÂcUonma? 

« Ptygmatis Astradianiau Rshb. et var. 

NernuUa sp 

Nerinea Titan Sharpi 

Cerithium Paillêti Vrrn. et Loa 

* w Rehbinderi Ghoff. sp. nov. 
« Purpurina cfr. Aptitmi% Land 

» (f Natien) Delgadoi Choff. 

Naliea Munieri Choff < 

» VUanovaê Landerbh 

* » Gasulae Coo 

* » Inevigata d'ORB 

* Glauconia Lvjani var. criuia Coq. . . 

» cfr. Pizcuetana (!oq 

* » itrombiformii Schl. el var. 
» iVifrt^a cfr. elUplica Viijinova 

» Anlonii Choff 

Pileolus sp. aff. P. ikòerii Choff 

Pleuromya neocomiensis Ag 

t Cyprina cfr. Satiinim Brongn 

» cfr. expatua Coq 

Cardium sp 

iljtarto sp 

* Requienia de petile taitle 

Toutasia cfr. LonidaiW 

Caprina? 

Tngonia caudata Ao 

» Hondaana Lba 

Perno Bourt/tMit Pict. et Rbn 

GervUleia DouoilUi Choff. sp. nov. . 
Avieula Carteroni á'On» 

* Plaeuna (grande forme) 

Otírea MinoÈ Coq.? 

* 9 iuberculifera K. et D 

B pen-dephantiã Coq 

» pradonga Sharpb 

» Bouuingaulti Coq 

Anomia refulgent CoQ 

* Enalaster Delgadoi P. dk L 

Pteudodiadema ind ... 

Montlivaultia sp 

Orhitolina coruava Lam 



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3445 


36-38 


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2 



' Dum la 1** colonne, let ehlffrM gras Indlqvent dcs Mpèces d« m trouTant qae dana let oouches 
26 à 30 et daas U darnlère colonne lia indiquem dus aap^cea ae m trouvant que dana e. 48-45. Ostrea 
B9usiinf«mUi et l« OrbUêHnã eent l« levlea formee tpâclalee à o. 40.— L« espèeei préoédèat d*iui aaté- 
riiqiM M troBTant 4 Oritmiiia dau la condia O. taní PtoeuMã sp. qoi «t 4a eoucha D, 



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— 16 — 

Les espèces provenant du Barrémien sont peu nombreuses, mal- 
gré Tanalogie de fácies; ce sont Natica Munieri, N. laevigata, Glau- 
conia strombiformis, Cyprina Saussurei, Trigonia caudata et Ostrea tu- 
herculifera, II y a probablement à y ajouter Cerithium Valerias qui se 
trouve dans TAptien du fort de Crísmina, et dont un échantilIoQ dou- 
teux a été rencontré dans couche 19 de Lagosteiros. 

L'analogie avec la couche C de Crismina, qui se trouve vers Ia 
base des couches d'AImargem, est encore plus grande que ne le fonl 
voir les astérisques qui précèdent les espèces communes aux deiix lo- 
calités, car il y a encore beaucoup de formes imparfaitement connues, 
qui sont probablement dans le méme cas. La différence principale en- 
tre les deux localités consiste en ce que Lagosteiros est complètemenl 
prive de Trochactaeon Crisminensis, si abondant à Crismina, et que celte 
dernière localité contient de petits Rudistes, nombreux et varies, tan- 
dis que la première ne contient que de rares Requienia. 



BI0C8 tnroniens erratiqaes, fllons émptifs 

II me reste à attirer Tattenlion sur un fait que je n'ai pas cons- 
tate personnellement, mais qui est cite par Carlos Ribeiro.' iDes 
blocs de calcaire crétacique à caprinules, absolument inconnu dans 
ces régions, reposent sur les falaises tertiaires entre Foz-da-Fonte el 
Valle-Grande. Leur situation anormale, de même que beaucoup d'au- 
tres faits analogues dont nous avons connaissance, ne peut êlre ex- 
pliquée plausiblement qu'en adraettant que les phénomènes de Têpo- 
que glaciaíre se sont étendus jusqu'à nos latitudes.» 

Par calcaire a caprirmles. Cari os Ribkiro entendait le Turonien à 
Rudistes du Nord du Tage. Je ne vois pas de motifs pour adraeltre 
qu'il ne s'est pas déposé dans la péninsule de Setúbal, mais il est à 
peu prés certain qu'il n'y aflleure pas, soit qu'il ait élé entièremenl 
détruit par Térosion, soit qu'il soit recouvert par les dópôts tertiaires. 

Dans le même ordre d'idées, je serais tente de menlionner la pré- 
sence d'un bloc de roche verdâtre que j'ai vu à la plage de Lagos- 
teiros, probablement quartzo-porphyre augitique, d'après M. Vicentk 
DE Souza-BraindAo. On peut, il est vrai, supposer qu'il a été amenè à 
cette baie comme ballast d'une barque? 



^ Carlos Ribeiro, Descripção da costa maritima. Revista de Obras publicas e 
minas, t. iii, 1872, p. 395. 



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— 17 — 

Les filons de roches éruptives des euvirons, dont j'ni constate Ia 
présence, ne présentent pas de roches analogues.* Ce sont: 

— 30" N.W. du sémaphore.— Teschenite* (CH. 4H), formant daos 

le Jurassique deax amas en forme de coins, dont Tun atteint 
une largeur de six mètres. 

— Falaise à rOuest de Téglise.— Deux filons obliques, plus ou 

moins superposés; le supérieur est forme par une roche gris 
terne, à aspect terreux, avec rares crístaux. Spilite? (CH. 47). 

— Le filon inférieur est forme par une roche noire, beaucoup plus 

dure que la precedente, à crístaux grands etnorobreux. Gamp- 
tonite (CH. 49). 
— Du côté mérídional de la baie de Lagosteiros, les grés fins sout 
traversés par un petít filon d'une roche analogue à la spílite 
prénommée, mais encore plus altérée, verdátre, à aspect 
terreux (CH. 50). 

— Sobre-ladeiras.— Petit filon d'une roche fortement altérée, ana- 

logue à la precedente. 

— Seixalinho.— Roche noire, compacte, à grain fin, à aspect de 

basalte. 

Notes conpIéoieDtiiires 

L'iinpre8uon ayant dt étre suspendae, j*en ai profíté pour faire de iiouvelles 
rechercbes, qui apportent quelques fatts nouveaux. 

Dans la série régulière, c'est-.Vdire dana les slrates qaí plongent yers le Nord 
depuis Lagosteiros, j'ai à ajouter que les foraminifères de eouche 45 sont bien des 
Chofftttdta,^ cororoe je le sapposais. Gette eouche eontient en outre des Anomia de 
Uille Dioyenne, à cotes três accentuées, que je ne connaissais pas. 

Les strates se relèirent au Sud de Pontado-RegalSo et forment on petit anti* 
elinal avec gros filon de roche éraptive au lieu dit Seixalinho Le milieu de cet anti- 
clinal est forme par des grés qui, du cóté sud, contiennent des débris de Tégélaux as- 
sei délieats, roontrant que Ton pourrait y faire une bonne récolte. 

La jambe septentrionale presente la coupe suivanle, de bas en haut, qui se ter- 
mine au Nord de Foz-da-Fonte. C*est le détail de ce que j'ai indique plus haut ooinuie 
eouche 49, et malgré la présence de PolyamUes, je n'hésile pas à la considérer comme 
base du: 



1 DéterminatioDS de M. Vicente db Souza-BramdIo. Les números sont ceux des 
échantíllons qn'il a eus entre les maíns. 

^ On sait que Mr. Macphkrson a reconnu comme tescheníte la roche qui tra- 
verse le Jurassique prés du fort Cavai lo à Touest de Gezimbra. 

'Genre voisin de Spirocydma, que Mr. Schlumbbrobh publie en ce rooment 
daos le BvUettn de la Société géologique de France. * " 

CommuricaçOks. Tom. vi.— Dbcbmbre, 1904. S 



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— 18- 



NiToan à PUcenticeras Uhligi 

a)— Grès avec traces de yégétaux. 

6) — Marno-calcaires jaunátres à Ostrea BoumngauUL Puissance f^JSO, 

e)^Filon-couche de basaltc (?) de 3 à 7 mètres d'épaisscnr. 

d)_ Marno-calcaires à Ostrea Bousêingavlti, ayant en outro foemi on eiem- 
plaire de Polyconite$, noircis par le contact de la roche éraptive. 3". 

tf)— Calcaíre jaone, dont la base ii'est pas accessible. Un bloc éboulé, parais- 
sant provenir dn sommet, a fourni des exemplaíres assez nombreux, mais mal con- 
serves d'un PolyconiUz, généralement allongé, landis qn'iin exemplaire est élalé. Qael- 
qnes Orbitolina sont fixes sur ces fossiles. 7 à 8*". 

/^^Calcaire jaanâtre ou grísâtre, caractérisó par Nerinea Titan et denom- 
brenx Orbitolina concava et conoidea, ayant en outre fourni deux Amm(miU$, des mou- 
les de Tylostoma, Natica, qnelqnes Lamellibranches, parmi lesquels des Toucasia et 
des Janira de petite taille. 

Les deux Anmumites prócitées ont 20 et 30 ctm. de diamètre, elles sont (rès 
peo renflées^ à pourtour régolièrement arrondi et à ombilic étroit. Un forme analogue 
d'un diamètre de 45 ctm. a été rencontróe au Nord du Tage dans les oouches ft Pla- 
eenticeras Uhligi^ de Baforeira. La ligne suturale n'est discernable que par son allure 
générale au commencement de la chambre d'habitation. EUe semble les rattacher au 
groupe de Placenticeras Uhligi, dont la chambre d'habitation a aussi la région sipbo- 
nale arrondie et dont Touverture de Tombilic varie énormément 

Puissance de la couehe : 2 mètres. 

g à ;)^ Álternance de banes d'argíle vert foncé et de calcaires argileux, jauná- 
tres. Les argiles contiennent Ostrea pradonga Sharpb et de nombreux Anfmia de 
petile taille, dont le test se détache en blanc sur la marne verto. Les calcaires con- 
tiennent des Gastrópodes et des Lamellibranches généralement à Tétat de moules in- 
térieurs, parmi lesquels nous citerons Stronãnu BeHasensis Choff., Nerinea sp., Ne- 
rita Anlonii Choff., Panopaea Apiiensis Coq.^ Ostrea Boussingatdti Coq , etc 

Toute cette série, qui comprend la coucbe 49, est supérieure aux grés de Rega- 
tâo. Elle se distingue des complexes sous-jacents par la présence des Ammonites, des 
Polyconites, á'Ostr$a Bimssingatdti et de Orbitolina concava. Cest un bane à Poly- 
conites, bíen inférieur au nweau á Polyconiies súb^Vemeuãi. 



Prolonarement du Orétaoic|iae ^erm VJElmt 

A TEst du cap, le Grétacique n'est presque conDu que par des 
grés. Je n*di pas poursuivi les strates fossilifères dans cette directíOD, 
et ne les ai vues qu'à Gezimbra et, en passant, à Moinho dos Cabeci- 
nhòs, mais Carlos Ribeiro a sèjourné dans cette contrée avec pla- 
gieurs GoUecteurs qui ont fait des récoltes d'échantilloDS suivant de 
nombreuses lignês. Or les fossiles se réduisent à fort peu de chose, 



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— 19 — 

comme od le verra pias loin, tandis que leurs récoltes au cap ont été 
três abondantes. 

Cette absence des strates fossilifères est due à Tensablement ra- 
píde vers TEst, comme c'est le cas pour le Jarassíque, et aussi à ce 
que la dénadation a faít dísparaitre les couches supérieures. 

1.^ Db Lagosteiuos à Gabf.ço da Hrba.— La carte manuscríte de 
Carlos Ribriro indique le prolongement iniiiterrompu des couches fos- 
silifères de Lagosteiros jusqu'à Cabeço da Hera (3 km. N.W. de Ce- 
zimbra), soit sur une longueur de 8 kilomètres. 

Ses coUecteurs ont coupé cette bande sur de nombreux points et 
Tont suivie longitudinalement, mais je ne trouve de fossiles dans les 
collections, que de trois gisements, le plus rapproché du cap étant 
Moinho dos Cabeços (= Moinho dos Cabecinhos) situe à 4 km. au N.E. 
J'di passe à ce point en 1892, mais sans avoir le temps de m'y arrè- 
ter. J'ai constate la présence de calcaíres piongeant sous un angie 
de 45* et reposant sur des graviers aggiomérés; ces calcaires m'ont 
paru correspondre à ceux de la partie supérieure du Barrèmien. 

Les récoltes de Carlos RmRino ne donnent pas de renseignements; 
elles se limitent à des moules de bivalves indéterminables. II en est de 
méme d'une coupe passant probablement à deux kilomètres plus à 
TEst, intitulée tDos Casaes-dos-fornos aos Pinheirinhos». Le numero 
le plus supérieur de cette coupe est forme par un grés três fin, três 
peu cohérent, couleur d'ocre, contenant trois ou quatre moules de bi- 
valves et un gros Natica. 

Enfin les fossUes sont tout aussi mauvais dans une troisiéme coupe 
de Carlos Ribeiro, dirigée de Matta-de-Rei à Zambujal, c'est-à-dire 
passant à environ 2 kilomètres à TEst de Fornos. 

2.® Cezimbra.— L'affleurement de Cezimbra se trouve sur le ver- 
sant meridional de la chaíne. Un lambeau de Crétacique est pincé en- 
tre le Jurassique supérieur k TOuest et des mames rouges, gypsifères, 
triasiques ou infraliasiques, à TEst. La limite avec le Jurassique tra- 
verse la localité et concorde en partie avec le ruisseau. Cet affleure- 
ment est dirige du Nord au Sud ; il s'appuie contre la mer, et se ter- 
mine au-dessous des moulins de Faxo, après une interruption par les 
mames triasiques, provenant d'un croisement d'une dislocation longi- 
ludinale avec la faille transversale. 

La longueur jtotale de Taflleurement est de 2000 mètres, et sa 
largeur ne dépasse guère 300. Le plongement des strates a normale- 



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— 20 — 

ment lieu vers TEst, sauf sur les points ou il est interrompu par les 
dislocations; il est de 35*^ au contact du Jurassique, mais augmente 
yers l'Ouest jusqa'à atteindre la verticale au contact du Tríasíque. 
Les grés sont bien visibles à TEst de Gezímbra, ou ils sont cou- 
pés par la route du Calvário. Ou y voit du bas en haut: 

1. Alternance de sable blane, assez fin, de couches rougeâtres à caillonx^ et d'ar- 
gile blanchâtre oo grisâtre avec traces de lignite. Ges gròs présentent par plaees une 
fausse stratifícation bien accentuée. 

Les cailloux sont anguleax et de la gro&seur du poing, qnelques-uns atteígnent 
méme le double; ils sont formes par des quarlxites blancs, gris, noirátres oq rooges. 
Quelqaes strates n'ont pas de ciment. La couleur de Tensemble est par plaees rosée 
et sor d^antres parfaítement blanche^ comine c'est le cas pour les grés du Bellasien. 

2. Bane rougeâtre, d'un mètre d'épaisseur, à ciment siliceux, formant, par pla- 
ees, un quartzite (rès compact, mais contenant des lenlilles à matériaax incohérent«. 

3. Grés à apparence saccharoíde, brun foncé, ne faisant pas effervescence avec 
les acides, passant à une roche à grains plus distincts, faisant effervescence. Ces ro- 
ches, d'ane puíssance tolale de 5 à 6 mòtres, sont exploitées en carrières. 

4. Graviers comme précódemment, avec mames et bane de vórítable ealeaire. 

Le bane fossilifére est encore plus haut; il n'apparaít pas sur ce 
point, mais est bien découvert prés du moulin cdos sete caminhosi 
(Ralaço du plan hydrographique, voyez la note, p. 4). Les fossiles sont 
à Tétat de moules intéríeurs et en assez mauvais état. Ge sont des Ros- 
tellaria de petite taille, un fragment paraissant provenír d'un gros Pwr- 
puroidea, Natica similimus Chofp. de taille moyenne, et des formes plus 
petites et plus aiguês; Pholadomya cfr. gigantea, Panopaea indétermi- 
nable, Cyprina de grande taille, Ostrea Couloni (1 exemplaire) et 2 pe- 
tits TerebrcUula mal conserves, mais ayant plutôt Taspect barrémien que 
hauterivien. 

En Portugal, Ostrea Couloni ne dépasse pas le Hauterivien, tan- 
dis que les autres espèces pourraient aussi bien appartenir au Bar- 
rêmien. 

3.® Marco i»o Risco.— Quelques échantillons récoltés eo 1857, 
porlent Tétiquette: íAu Nord de Marco-do-Risco». Ce lieu dit, quiest 
indique sur la carte Nkves Gosta, correspond à la cote 118 de la carte 
chorographique au lOO.OOO*; il se trouve à 3000 mètres au N.E. de 
Calhariz, soit à 6 kilomètres à TEst du méridien de Gezimbra. 

Ges fossiles se bornent aux formes suivantes: gros fragment d'un 
Purpuroidea?, Natica similimus?, Natica Munieri, gros C^ni?a (comme 
à Gezimbra), Terebratula, un exemplaire incompleta de petite taille. 



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— at- 
ilai fait faire une coupe depuis la cote 129» au Nord de Galha- 
m, jusqu'aa signal géodésiqae de Coina; c'est à díre commençant 
dans les grayiers du Jurassique sapéríeur pour atteíndre la molasse 
marine. 

Le Grétacique fossilifère n'y est represente que par une assise 
de calcaire jaune brun de 3 mètres d'épaisseur, n*ayant fourni que des 
moules de grandes Natices, un Tylastome?, une Triganief, et des dé- 
brís de grandes bulires. Ge bane fossilifère passe un peu au sud de 
Ia bifurcation des chemins conduisant à Portella et à Àldea d'Irm3os. 
11 repose sur des grés argileux, três fins, en partie roses, en par- 
tie fernigíneux, contenant des impressions de tiges et recouyrant eux 
mèmes des graviers kaolinifères à gros galets. Les grés et les grayiers 
qui recouvrent le bane calcaire sont três ferrugíneux. 

RAscMÉ. — Les fossiles recueillis dans les aflOeurements s'étendant 
à TEst du cap paraissent se rapporler au Barrèmien plulòt qu*au Ilau- 
teriyien, sauf la présence d*un échantillon d*Ostrea Couloni à Cezím- 
bra. L'âgé barrèmien n'y est pourtant prouve ni par la présence des 
fíequimia, ni par celle de Pseudocidaris clunifera. 

U y a donc beaucoup d*analogie entre cette région et la coupe du 
Monte Serves, ou le Hauterivien est aussi represente par des graviers. 

L'ocre fossilifère de Casaes-dos-Fomos serait probablement la 
conlinualion des couches ochracées de Rochadouro (Aptien). 

Quant à Teitensiun de la bande calcaire fossilifère, G. Ribeiro Ta 
indiquée sur sa carte par un trait au crayon s'étendant de Lagosteiros 
à Cabeço da Hera, puis, après une interruption de 3 kilomètres, de- 
puis Cabeço da Faulha jusqu*au Nord de Louriceira. Dans cette der- 
Dière partie, d*une longueur de 9 kilomètres, elle ne serait prouvée 
que par les fossiles de Marco do Risco? 

Les affleurements crètaciques situes à TEst de Louriceira ne con- 
tienoent probablement que les graviers infèrieurs aux calcaires. 

L'ensablement a repris après le dèpôt de ces calcaires, envahis- 
sant TÂptien^ mais on ne peut pas dire jusqu'à quelle hauteur, car le 
Tertiaire recouvre directement les graviers crètaciques; cependant il 
semble que les calcaires à Nerima Titan et Orbitolína, qui forment le 
sommet de la coupe de Lagosteiros (couche 49), ont conserve leur ca- 
ractere marin plus à TEst que les assises inféríeures, car G. Ribeiro 
les indique sur sa carte jusqu'au Nord du Moulín de Cabecinhos, mais 
si elles existaient encore plus à TEst, elles ont été enlevées par la dè- 
Dudation prémiocòne. 



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— 22-* 



II .— RÉGION D'ÉRICEIRA 



Je connais fort peu la partie septentríonale da graod aflOeure- 
ment crétacique du Nord da Tage, ne Tayant parcounie que pour le 
trace des limites de la carte, sans avoir le temps de m*y livrer à un 
démembrement systématiqae da Crétaciqae. 

Elle est certainement três importante au point de yue da Créta- 
cique moyen, qui y presente des fossiles parfaitement conserves. Com- 
me il est probable que je n'aarai plus Toccasion d'y retoarner, je don- 
nerai quelques reoseignements sur les strates inférieures, dont Tinter- 
prétation est facilitée par la connaissance du Crétacique de TArrabida. 

L'étade du littoral de Tembouchure du Safarujo, au Nord d'Eri- 
ceira, est compliqaée par la préseuce de nombreuses brisures divi- 
sant la contrée en compartiments ayant glissé les uns conire les au* 
três. II faut donc se méfier de tontes les coupes ayant des partíes 
recouvertes, car on est exposé à retrouver une même strate à des ni- 
veaux différents, et aussi à croire à une série complete sur une ligne 
donnée, tandis qu'une partie a disparu par suite du glissement sor 
une surface obliquo. 

Comme traits généraux, on peut dire que le Crétacique succède 
au Jurassique en formant un plateau d'une cinquantaine de mètres 
plus élevé que ce dernier et présentant vers Textérieur un versant à 
pente accentuée. Le pied de ce plateau est limite par le Safarujo de- 
puis Tembouchure de la rivière jusqu'à Picanceira, puis il se dirige 
vers le N.E., en contoumant la colline de Romeiro, d'oú part une sé- 
rie d'ouUiers jusqu'à la Quinta de Cbarnixe. Depuis Textrémité de la 
coUioe de Romeiro, la limite descend rapidement vers le S.E., passant 
à rOuest de Gradil. 

Le Portlandien forme le terrain au Nord du Safarujo, sauf une 
bande de Crétacique de 4 à 500 mètres de large, comprise entre 
rOcéan et une faille dirigée du Nord au Sud, s'étendant entre Porto- 
da-Calada et Ribamar. 

Le Portlandien et Ia base du Crétacique sont formes par des grés 
en general grisátres, à grain fln et ciment mameux, mais il y a íd- 
tercalation de banes de grés grossiers, blancs, à ciment kaolinique, et 



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— 23 — 

de calcaire arénacé, à graio três fin, gris ou jaune-verdátre, avec moti- 
les de fossiles ressortant en jaune ocre oa en brun. 

Les baocs sapéríeurs dn Jarassique forment par places le pied 
de Tescarpement, sur la ríTe gaúche du Safarujo. 

Le massif de grés, formant Ia base du Grétacique, est partagé en 
deux par une assise de calcaire et de grés três compacts, appartenant 
au Barrèmien et fournissant un bon point de repère, non seulement 
par sa faune, mais aussi par son role orographique, qui consiste à for- 
mer une cornicbe, ou au moins un abrupt, au-dessus de la partie in- 
fèrieure des grés. 

Après ces considérations générales, nous passerons à Texamen 
de Vescarpement au Sud du Safarujo, un peu à TEst de la cbapelle 
de S. Domingos, afin d'éviter la faille N.S. dont il a été question plus 
haut. Je n'y ai pas releve de coupe, mais j'en ai à ma disposition deux, 
qui ont été relevées par les collecteurs de la Commission géologique. 
L'une, de 1861, porte la mention «Au Nord de Ribamar», et Taulre à 
été relevée en 1897 entre la cbapelle de S. Lourenço et Marvão. Ces 
deux coupes se conflrment Tune Tautre et concordent avec mes ob- 
servations, que j'exposerai comme coupe de Ribamar, nom qui ne 
prèle pas à confusion. 

Aprés avoir étudié cette coupe qui n'atteint que les grés surmon- 
lant le Barrèmien, nous suivrons la falaise maritime en nc distinguant 
que les niveaux les plus importants. 




Coupe sebématique de la me ganche du Safarujo yen son embonehnre 

1, Cheroin de Qninlas; 2, Redoute de S.»« Snzana; /, Jurassiqne (marno-cal- 
caires arénaeés à TrigotUa Freixialensis ; P E, Lits à Pur f/urina Falloti; B, Barrénrâen. 



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—24 — 



Ooupe entr^ Peml^ouoliiire dlu SafÍEix*i\Jo 
et Foz <lo Falotto 

Maflsif gróto-marnenx inférieur 

Nous yenons de voír que le massif gréseux qui forme une partia 
da Portlandien et du groupe néocomien contient des banes de calcaire 
jaane verdátre, fossílifères. Leur faane est presque exclusivement for- 
mée par des Lamellibranches. 

Ceux qui appartieuDent au Jurassique sont caractérisés par de 
Dombreux exemplaires de Trigonia Freixialemis Chopf. et d^uu Cyrena, 
accompagnant cette espèce dans les gísements typiques des couches 
de Freixial. Uue autre forme três caractéristique, mais moins répan- 
due, est Spirocydina Choffati Sculum. var. Lusitanka Choff. 

Ges formes disparaisseut, et Trigonia caudata amionce le Cré- 
tacique. 

Je ne connais pas le bane qui doit étre considere comme limite 
du Jurassique, et n'ai pas essayé d'évaluer la puissance de la partie 
du massif gréseux inférieur, devant étre attribuée au Grétacique; mais 
elle est probablement bien supérieure à 50 mètres. 

G. 1 à 5.— Àltemance de grés fins, d'argile et de lits calcaires. 

Les grés sont calcarifòres, en general argileux, blanchátres ou 
grisátres, plus rarement rouges. Les parties blanchátres, mícacées, 
en banes minces, contiennent des restes de végétaux abondants, mais 
ils n'ont encore fourni que des tiges et des menus débris de feuilles. 
Ges débris se trouvent dans toutes les assises, méme dans les calcai- 
res; il est certaín que Ton pourrait recueillir dans cette contníe une 
série de flores montrant les transformations du Portlandien à TAptien. 

Ges grés contiennent deux lits de calcaires gris jaunátre, qui mé- 
riteraient des recherches prolongées, surtout le 2*, dont les fossiles 
sont en meilleur état. 

Trigonia caudata y est abondant; je mentionnerai aussi deux Ino- 
ceramus en trop mauvais état pour étre determines spécifiquement. 
L'ensemble de la faune est forme princípalement de lamellibranches 
de petite taille, ne prósentant rien qui permette de se prononcer en- 
tre rinfravalanginien et le Yalanginien, mais Tabsence des nombreu- 
ses formes caractérístiques du Haulerivíen me fait supposer que ces 
strates lui sont inférieures. 



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— 25- 

C. 6 à 8.— Allernance de grés Gns, blanchátres et ronge lie de 
yíd, et de grés grossiers à quartzites atteignant la grosseur d'QDe 
noix, ayec ciment kaolinique et feldspath plus ou moins décomposé. 
Vers le míliea se trouve un bane de calcaires jaane d'ocre, ayec pe- 
líts lamellíbranches saus ímportance. 

C. 9.— Marno-calcaire argileax, jaune d*ocre, ayant à Ia base de 
nombreox exemplaires de Purpurina FaUoti Ghoff.,* et ayant en ou- 
tra foumi un petít exemplaire de Janira, quelques Ostrea (Exogyra) 
tubercultfera K. et D., et 0. Maresi Goq.? de petite taille. 

G. 10. — Grés grossiers» jaunátres, ayant à lear partie inférieure 
des lits d'argile gris clair, contenant de nombreases empreintes de vé- 
gétaux, en partie bien conserves, en parties en menus débris. L'abon- 
dance des Mattonidium semble índiquer un nivcau supéríeur à celui 
des yégétaux de Yalle-de-Lobos (Valanginien), tandis que Ia grande ra- 
reie des Brachyphyllum indiquerait un niveau inférieur à Àlmargem. 
Ce dernier point est corrobore par Ia position subordonnée au Barre- 
mien; il s'eD suit que Ton a devant soi une flore bauterivienne, ou de 
la base du Barrémien; dans tous les cas, une flore encore inconnue 
du Portugal. 

C. ll.—Gouche à Purpurina FaUoti et Po/ypfen.— Galcaire mar- 
neux grisátre, alternant avec des lits de marne. 

Purpurina FaUoti y est aussi abondant que dans couche 9, et y 
est accompagoè d une quantité considérable de polypiers globuleux et 
de MontlivauUia. Les autres fossiles sont três rares; ce sont: Nalica 
cfr. Pidanceti Goq. 1 exempl., Mactromya sp. noy. 1 ex., Cyprina de 
petite taille (1) Mytilus? (I), Uthodomus oblongus d*ORii., nombreux 
iDdividns se trouvani au milieu des lumacbelles d'huítres. Ces derniè- 
res sont représentées par un Exogyra assez fréquent, pouvaní êtrerap- 
portéàO. tuberculifera K. et D. Les autres espèces sont rares; quel- 
ques échantillons pourraíent élre rapportés à Ostrea Maresi Coq., un 
ou deux sont assez étroits pour ètre reunis à Ostrea praehnga SharpKi 
et d'autres paraissent appartenir à O. pes-elephantis. Mentíonnons en- 
Gn des traces de yégétaux. 

C. 12.— Grés à grain três fln, jaune nankin, et grés grossier 
rougeâtre, le premier ayant fourni des moules á^Eooogyra de três pe- 
tite taille et des empreintes á' Anomia, 



Faune erãaeiqtie, 1902» p. 127. Proiobranches holostomas, pi. IV, fig. 30 à 31 



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—26 — 



Barrdmien 

NoBs avons déjà dit que le Barrèmien est forme par ud masbif 
de calcaire et de grés compact formant saillie entre les coucbes pias 
meubles dans lesquelles il est encaissé. La puissance est de 15 à 20 
mètres. 

La nature pétrographique et la faune paraissent varier d'uD point 
à an autre, suivant la proportion de grés et de marnes. 

C. 13*. — En general, la base est formée par un calcaire três dur, 
gris, contenant de nombreux cristaax de calcspath de petite taille, 
dissemines uniformément, et des oolithes. Ce calcaire dur contient des 
polypiers noyés dans la páte, des Requienia, des Nerinea de petite taille, 
et de grands échantillons de Nerinea cfr. gigatUea d^Humbre Firmas, 
que Ton trouve aussi, dégagés, entre les lits marneux séparant les banes. 
Ces derniers contiennent en outre de grands Natica paraissant appar- 
tenir à JV. Vilanovae Land., et N. Manueli Choff., Purpuroidea Wen- 
cealusi Choff. et de grandes huitres, Ostrea cfr. Maresí Coq. 

C. 13**.— Les parties moins compactes ont une faune beaucoup 
plus variée. On y remarque des plaquetles irrégulières assez dures, 
couvertes de fossiles de três petite taille: Ammoniies? 1 exemplaire 
de 3 mm. de diamètre, Certthium, Nucula? de 1 à 2 mm. radioles 
á'oursins et menus débris non reconnaissables. Des plaques de mame 
blanchátre contiennent une grande quantité de petites Astartes. 

Faune des mamo-calcairesJ 

Coeloduif (dents isolées). » Cyprina Sausmrei Bbongn. (5) et formes 

Cl ustaci indét voisine& 

Rostellaires de petite taille (5). * Protocardia (2 sp.) 

Cmthium de petite taille (5). Plycliomya Robmnldina d'ORB. (3). 

* Natiea laevigata d'OftB. (4). Astarte (petite taille) 5. 

« » Comueliana d'OnB. (4). Trtgonia caudata Ao. (3). 

* » Manueli Choff. (3). 4^ Arca cfr. Ravlini d'ORB. (3). 

* D Munieri Choff. (4). Nucula 2 sp. 

» Vilanovae Land. (4). Geí-villeia tenuieosta P. et C. (3). 

Ncriia? (três petite) 3. Anemia refulgem Coq. (3). 

* G/^meonía</rom6t/brmriScHL.2yar. (3). « Ostrea tuberculifera K. et D. (3). 
Pholadomya gigantea Sow. (1) * » cfr. Maresi Coq. (3). 
Venun (petite taille) 5. * Terebratula sp. (I). 



^ L'a$térisque indique les espèces se trouvanl dans couche 19 de Lagosleiros. 



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— 27 — 

IPteudoddaris dunifera Ao. (1 radiole Pseudodiadema iodptUê P. de L (i). 

osé.). Toxaster RibamarensU P. de L. sp. nov.i 

Pseudodiadema cfr. Guerangei-i Corr. (3). Végétaux iiuiétennínables. 

Sur la cote, entre Tembouchure du Safarujo et Ribeira d'IlhaS| 
j'aí rencontré un bane fossilifére à Miotoxasier exilis, qui semble bien 
correspoDdre à la faune ci-dessus, et plus haut, un bane à nombreux 
exemplaires d'une huitre de petite taílle que je designe comme: Ostrea 
sp. DOY. dSL Cassandra Coq. Je ne sais pas si ce bane doit ètre ratta- 
ché aa Barrèmien, ou à TAptien. 



Conchas d'Âliiiargeii (Aptien et Albien p. p. dit). 

Au-dessus du Barrémien compaet, formant une corniehe plus ou 
moios aceentuée, se trouve un nouveau massif à prédominanee de ro- 
chas meubles, eonstituant la pente supérieure des coUines, qui sont 
couronnées par les graviers pliocènes. A la base, ee sont des marno- 
calcaires, puis viennént des grés et des marnes. La couleur de ees grés 
varie du blanchâtre au jaune d'oere intense et au brun; le graín est 
en general três fln et le eiment marneux, mais il y a aussi des banes 
à grains moyennement gros et à eiment três dur. 

C. 14 et 15.— La faune de la base est pauvre et insignifiante. 
Des couehes d'argiles foneées fournissent des empreintes de Lamelli- 
branehes, parmi lesquels Cyprina Saussurei, Trigonia caudata, des 
buitres appartenant probablement à 0. Sílenus Coq. et des emprein- 
tes de fougères. 

Un marno-ealcaire arénaeé m'a foumi Natica Vilanovae, N. lae- 
vigata et Ptychomya Robinaldina d'ORB. 

11 est possible qu'une partie de ees strates soit eneore à ratta- 
cher au Barrémien. 

C. 16.— Plus haut, un lit de grés fin, blane, eontient une enorme 



^ Cette espèce será décrite dans le prochain fascicule des Notes tur les Echino- 
dermes de Mr. de Loeiol, qui m'éerit à son sujet: «Cette espèce se distingue par son 
appareil apical excentrique en avant, son sillon antérieur relativement profond, deux 
séries régulières de tubercules bordant en dedans les zones porifères de Tambulacre 
impair.» 

Toos les oursins cites dans cette notice ont été determines par Mr. de Loriqi., 
eoQime c'est du reste le eas dans mes autres travaux. Je suis heureux de saisir cette 
OGcasion pour lui prósenter mes vifs remerciments. 



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—28— 

qaantité d^empreintes de Trigonia Hondoana Lea, et de T. caudata, 
avec quelques moules de petits Lamellibranches indétermiDables et des 
traces de yégétaux. Par leur superpositíon, ces strates à Trígonies ap- 
partíennent aux coaches d'Àlmargem. 

Cette superposition et Tanalogie de faune avec celle de la pro- 
vince de Teniel les foDt ranger dans TAptieD. 

Ed se basant sur les Trígonies, il en serait de méme d'une petite 
récolte que j'ai faíte à la première plage au sud du fort de S^ Susana' 
(Ribafria?), à un niveau supéríeur à celui de Ostrea sp. nov. aff. Cas- 
sandra CoQ. La falaíse y est formée par une alternance de grés et de 
calcaire noirátre contenant des fossíles avec test: Cerithium PaiUeti 
Y. et L. (1), Natica laevigata d^OuB., Natica Munieri Choff., Glauco^ 
nia strombiformis Schl. (4), Trigonia Hondaana Lea (3 éch.), T> Fít- 
toni Desh. (1), T. caudata (1), Anomia refulgem GoQ. (3), Ostrea tu- 
herculifera K. et D. (1), O. Maresi Coq. (3), Serpula filiformis Sow. 

J*ai recueilli ces fossíles avant de connaítre la successíon géné- 
rale des assises et je les crois assez bas dans les couches d'AImar- 
gem; íls correspondent probablement aux couches 14 et i5. 

L'analogie avec la faune barrémienne est três grande; cenesont 
que les Trígonies et Cerithium PaiUeti qui índiquent rAptien. 

Nous continuerons notre examen en suívant les falaíses yers le 
Sud, c'est-à-díre en passant à des strates de plus en plus recentes. 

Porto-Cavalliniio.— Le líeu dít Porto-Cavallínho est sítué auri- 
vage, à 600 mètres au Nord de Tembouchure de Ribeira d^Ilhas, soit 
à rOuest de Casal da Marinha, indique sur la carte chorographique. 
En 1897, il y a été fait une coupe interessante, que je n'ai pas eu 
Toccasíon de vérifier, mais la successíon des strates n^est pas douteuse. 

C. 1-4. — Grés fins, três durs, verdâtres ou rougeâtres, avec bi- 
valves sans importance, surmontés de grés blancs^ en partie fins, en 
partie à gros grains, avec lit argíleux contenant des restes de Frene- 
lopsis et de grosses plaques de lignite (trones?). 

C. 5 et 6.— Marno-calcaires et marnes avec nombreux fossilesà 
rétat do moules intérieurs, de couleur grise assez foncée dans con- 
che 5, tandis que ceux de couche 6 sont plus clairs et méme jaunátres. 

La faune est à peu prés ia méme dans les deux couches, mais la 
supérieure a fourni 3 exemplaires de Iklemnites minimus Lister; un 



* Ainsi noramé dans la carte chorographique, tandis qne la carte do rKlal-major 
(1:20000) le nomme fort de S. Lourenço. 



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— 29 — 

de ces exemplaires, quí est complet, est un pen pias fiísifonne que Ics 
èchaoUllons figures par les auteurs. 

Belemnites minimus Lister, Trochactaeon sp. ind., pelils Pterocera 
assez Dombreux dans c. 5, Natica Vilanovae Land. (taille moyenne) et 
autres natices de taille moyenne et de petite taille, Glauconia Lujani 
Vkrn. Thracia, Pholadomya Ttibokti P. et C. (couche 5); PA. cfr. Cd- 
Imbi CoQm Panopaea recta ou rostrata?, Cyprína cfr. eordiformis d'OHB. 
(4), Cardium, Vénus, plusieurs espèces de petite taille, Opis, Arca, 
Pinna, GerviUeia DouviUei Ghoff. sp. nov., Janira Morrisi P. et R. (4), 
Ostrea tuberculifera K. et D. (4), Ostrea pes-elephantis Coq. (4), Ostrea 
Eos Coq. (1), O. callimorphe Coq. (1), ces trois demières espèces seu- 
lement dans c. 5. Pseudodiadema sculptíle P. de L. (2), Toxaster Brou- 
coensis P. de L., Toxaster (MiotoxasterJ exiUs P. de L. 

C. 7. — Galcaires mameux, jaunâtres, plus clairs que les précó- 
(leDts; les Gastrópodes ont conserve le test et ressortent en jaune bruu 
SQF la roche jaunátre. 

Ckdonia. Cyprina cfr. Mtmga d'ORB. (S). 

Crwtacea, Protocardia aff HiUana Sow. (3). 

Nautãui sp. Arca sp. 

Cirithium PailleU V. et L. (5). Perna sp. 

Glaueoma Lujani Coq. (3). GerviUeia DouviUei Ch. sp. nov. (2). 

» ttrombifarmit Rbf. (1). (htrea sp. noT. aff. Cassandra Coq. (2). 
Natiea Gasulae Coq. • tuberculifera R. et D. (5). 

» sp. (de môme taiUe.) Bryozoaria, 

» sp. (enorme taille). Pseudodiadema sculpiUê P. de L. (4). 

Phdadomya Triboteti P. et C. Serpula filiformis Sow. (4). 

Pampoea cfr. recta d'OaB. (3). Polypiers. 

Vénus sp. Choffatdla deeipiens Sghlumb.^ sp. nov. 

C. 8. — PUOCÊNE. 

L'abondance de O. tuberculifera, Tabsence de O. Boussingatdti et 
des grandes formes d'huítres, sauf O. pes-elephantis, donnent au Gault 
de Cavallinho (couches 5, 6, 7) plus d^analogie avec le Barrèmien 
qu'avec le Bellasien. 

La couche à ChoffateUa, qui termine cette coupe, semble dispa- 
raitre sous la mer á la plage de Ribeira dilhas, dont Ia falaise mé- 
ridionale est trop dísioquée pour permettre une constatation. 

 300 mètres au Sud de cette plage apparaít le 1^ bane à Oibi- 
tolina de cette contrée. U passe avec interruption, en se maintenant 



^ Yoyez page 17, note 3. 



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— 30 — 

âu sominet des falaises, aufort de Milregos et à Ia plage d'Ein 
pas, située à 250 mèlres au Sud de ce dernier. 

Une coupe de la falaíse de cetle plage montre les couches suí- 
vantes: 

G. 1 à 3.— Calcaire argíleux, puís schistes noirs avec empreia- 
tes de végétaux. 

C. 5 à 7. — Grès argilo-calcaires avec Ostrea praelonga et 0. tu- 
berculifera en exemplaires nombreux, formant lumachelles. A la par- 
tíe supérieure quelques Gastrópodes, parmi lesquels Ptygmatís Astra- 
chanicus Rehb. 

G. 9.— Argiles schisteuses, noires, avec empreintes de petits La- 
incllibranches et rares végétaux. 

G. 10 à 12.— Grès résistants, contenanl de nombreux Gastro- 
[)odes avec test, mais fortement empates, príncipalement Rostellaires et 
Turritelles. 

G. 13. — Couche à Orbitolines en quantité innombrable. Petites Té- 
rébrattdes biplissées, assez frequentes, Terebratula cfr. Dutempleam 
(rare), Zeilleria tamarindus, Pteroccra encrouté, ressemblant à Pt. Fe- 
lagi Brongn., 1 exemplaire d'un petit Amnumite indéterminable, Ke- 
rita Antonii Ghoff., petits Monopleura, Diplopodia varíolaris (Br.) De- 
soR, Salmia sp. nov., Pyrina ind., Orbitolina concava. 

G. 14. — Grès en partie ferrugineux, avec grosses pisolithes de 
íer, en partie kaolinifères, et marnes à Ostrea tuberculifera. 

Un peu au Sud de cette plage, il semble y avoir une faille, et le 
haut de la falaise est de nouveau forme par les couches à Choffatdk 
decipiens Schlm., presque horízontales, puis s'abaissant lentement pour 
plonger sous la mer au Nord de la Ghapelle de S. Sebastião, 
c'est-à-dire à prés de 1.200 mètres de la faille. 

Une récolte de fossiles a été faite à 900 mètres au Nord de la 
dite chapelle; elle presente un mélange des fossiles de couches 6 et 7 
de la coupe de la plage de Cavallinho. Nous noterons la presença de 
Enallaster lepidus P. de L., Toxaster exilis P. de L., et de Psetidodia- 
dema scuiptile P. de L. 

Un peu au-dessous de cette chapelle se trouverait un 2* bane à 
Chofíatella et Pholadamya Triboleti, qui disparailrait à son tour au Nord 
d'Ericeira. 

La coupe de la plage d'Empas semble donc superposée aux cou- 
ches à Choffatdla. 



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Ericeira. — Les falaises (l'Eríceira montrent des grés marneux, 
fossilirères, supportant les calcaires arénacés à